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sexta-feira, março 20, 2020

Coronavírus não é arma biológica; é só mais uma profecia se cumprindo

Assim que começaram a aparecer os primeiros casos de contágio pelo vírus causador da Covid-19, mais conhecido como “coronavírus”, os adeptos de teorias de conspiração passaram a alardear nas redes sociais a ideia de que esse vírus teria sido resultado de pesquisas humanas que originaram uma arma biológica de destruição em massa. Ocorre que a análise de dados públicos da sequência do genoma desse vírus comprovou que o organismo não foi produzido por cientistas chineses, mas se trata de uma mutação natural. O artigo com essa conclusão foi publicado na prestigiada revista científica Nature Medicine. Kristian Andersen, um dos autores do estudo, disse: “Ao comparar os dados disponíveis da sequência do genoma para cepas conhecidas de outros coronavírus, pudemos determinar firmemente que o SARS-CoV-2 se originou a partir de processos naturais.”
Segundo os pesquisadores, se algum cientista terrorista estivesse tentando projetar um novo coronavírus como arma biológica, ele o teria construído a partir de um vírus já conhecido por causar doenças. Só que o novo coronavírus é bem diferente dos micro-organismos já conhecidos, assemelhando-se principalmente aos vírus encontrados em morcegos e pangolins, daí a suspeita de que a epidemia foi originada pelo hábito deplorável de alguns chineses se alimentarem da carne desses animais e de outros igualmente impróprios para o consumo humano.

sexta-feira, janeiro 24, 2020

Comem de tudo e ainda não aprenderam a lição

Em 2004, o jornalista Dagomir Marquezi escreveu uma matéria para a revista Superinteressante sobre o vírus SARS, da mesma “família” que está, novamente, causando mortes na China atualmente. Até o momento, o vírus matou dezenas de pessoas e infectou quase 300, e já chegou à Tailândia, ao Japão e à Coreia do Sul. Casos também foram noticiados nos Estados Unidos e mesmo no Brasil. Desde 2004 já se comprovava que o consumo indiscriminado de carnes na China causava o surgimento desses supervírus (a suspeita agora paira sobre a sopa de morcego tão apreciada na cidade onde o coronavírus começou a se espalhar). Dezesseis anos depois, pessoas continuam morrendo pelos mesmos motivos. Em 2008, comentei o artigo de Marquezi aqui no blog www.criacionismo.com.br (confira).

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segunda-feira, setembro 10, 2018

Quer ser mais inteligente? Condicione seu corpo

Exercícios aeróbicos nos seus 20 anos podem proteger o cérebro na meia-idade, de acordo com um estudo realizado nos EUA. Atividades que mantêm o preparo cardíaco - como corrida, natação e ciclismo - levam a melhores habilidades de pensamento e memória 20 anos depois. Cientistas dizem que a pesquisa, divulgada na revista Neurology, agrega às evidências de que o cérebro se beneficia da boa saúde cardíaca. O preparo cardíaco é uma medida de quão bem o corpo absorve oxigênio durante o exercício e transporta-o para os músculos. Pesquisadores da Universidade de Minesota, Mineápolis, testaram quase 3.000 pessoas saudáveis com uma idade média de 25 anos. Eles realizaram testes em esteira para avaliar o preparo cardiovascular durante o primeiro ano do estudo e novamente 20 anos depois. Eles foram desafiados a correr o máximo possível antes de ficar exaustos ou sem fôlego. Testes cognitivos, feitos 25 anos depois do início do estudo, mediram memória e habilidades de pensamento. Pessoas que correram mais na esteira desempenharam melhor nos testes de memória e habilidades de pensamento 25 anos depois, mesmo depois de ajustes para fatores como fumo, diabete e colesterol alto.

Pessoas que tiveram menor diferença de tempo no teste na esteira 20 anos depois foram observadas como desempenhando melhor no teste de função executiva do que aquelas que tiveram maiores diferenças (N.T.: ou seja, aqueles que mantiveram melhor a forma física durante os 20 anos do estudo tiveram melhor desempenho mental.)

"Muitos estudos mostram os benefícios ao cérebro de se ter boa saúde cardíaca", disse o autor do estudo, o Dr. Davis Jacobs. "Isso é um dos estudos mais importantes que devem lembrar aos jovens adultos que a saúde cerebral se beneficia das atividades de preparo cardíaco, como corrida, natação, ciclismo ou aulas em que há preparo cardíaco."

O Dr. Jacobs afirmou que existe um conceito emergente de total fitness incorporando aspectos sociais, físicos e mentais da saúde. "É realmente um pacote completo sobre como seu corpo está, e a interligação nesse pacote completo de performance - que está relacionado com a função cognitiva muitos anos depois, na meia-idade."

O Dr. Simon Ridley, pesquisador-chefe no Instituto de Pesquisa sobre Alzheimer, no Reino Unido, disse: "Um corpo crescente de evidências sugere que exercícios podem reduzir os riscos de declínio cognitivo e demência, e muitas pesquisas mostram uma ligação entre hábitos saudáveis na meia-idade e melhor saúde na terceira idade. O investimento em pesquisa é vital para a melhor compreensão de como nós podemos proteger o cérebro enquanto envelhecemos."

(Helen Briggs, BBC News)

Nota: Estamos acostumados a ouvir que o cérebro está "evoluindo" para se adaptar às novas formas de trabalho e hábitos de vida em que há difusão das tarefas que realizamos - em grande parte ao mesmo tempo. No entanto, como muitas pesquisas têm mostrado, os hábitos naturais de saúde são vistos pelos cientistas como mais e mais necessários para nos proteger das doenças mentais e emocionais que são o flagelo do século 21. Como mostra a reportagem acima, aliada a muitas outras nesse sentido, o exercício físico, sobretudo se realizado ao ar-livre e em meio à natureza, tem o potencial de expandir as capacidades mentais e trazer bem-estar e saúde em qualquer idade, mesmo para os idosos. Portanto, se você quer ser mais inteligente, atento, disposto e relevante para o seu círculo social, exercite-se, e viva uma vida natural. Afinal de contas, esse foi o cenário que o Criador estabeleceu para a nossa saúde e felicidade.[AS]

terça-feira, agosto 28, 2018

Hipóteses pós-modernistas sobre gênero prejudicam mulheres


Até o ano passado mulheres nos EUA estavam inadvertidamente tomando overdoses de pílulas para dormir. Em janeiro de 2013, a American Food and Drug Administration (FDA) ordenou que as companhias farmacêuticas cortassem as doses de Zolpidem (uma droga para insônia chamada Ambien) pela metade. Os efeitos colaterais da overdose de Zolpidem incluem pensamento debilitado, tempo de reação diminuído (na direção de veículos) e problemas alimentares. A FDA ordenou que os fabricantes providenciassem instruções de dosagem diferentes para homens e mulheres. Antes de tal decisão, as instruções para homens e mulheres eram as mesmas. Por quê? Porque ainda não sabemos o suficiente sobre como homens e mulheres metabolizam drogas de maneira diferente. Phyllis Greenberger, CEO da Sociedade para Pesquisa sobre Saúde da Mulher nos EUA, descreveu no mês passado para o Huffington Post: “A realidade é que não sabemos se uma droga vai prejudicar as mulheres até que elas comecem a tomar.”

Estamos em 2014 e as mulheres estão sob o risco de erros biomédicos preveníveis. Como chegamos até aqui? Primeiro, as drogas são testadas em animais antes que cheguem até testes em humanos. Os testes em animais fêmeas são mais difíceis de ser realizados, devido ao perfil hormonal mais complexo. O neurocientista Larry Cahill afirma que nosso entendimento da neurobiologia da mulher é escasso. Ele afirma que 93% dos animais usados em pesquisa neurocientífica são machos, simplesmente porque é mais fácil de estudá-los. Segundo, pesquisadores de medicina e saúde, incluindo neurocientistas e psicólogos, evitam estudar diferenças sexuais por medo de serem rotulados de “sexistas”. Uma psicóloga consistentemente rotula neurocientistas que publicam trabalhos em diferenças sexuais, rejeitando os trabalhos como “neurosexismo” ou “neurolixo”. Pesquisadores que desejam carreiras livres de controvérsias evitam tais áreas de pesquisa.

No campo da Medicina, doenças cardíacas, o assassino número um de mulheres na Austrália afeta homens e mulheres de maneira diferente. Mais mulheres morrem de ataques cardíacos do que machos, e fêmeas estão sob um risco maior de sangramento depois de uma cirurgia cardíaca. O cérebro das mulheres também é mais sensível à deterioração neuronal. Isso faz com que o Alzheimer seja mais prevalente entre mulheres se comparadas com homens. Segue-se que pesquisas focando nas diferenças sexuais entre homens e mulheres em nível neuronal é um problema da saúde da mulher. Insinuar que é um nicho de interesse de “neurosexistas”, em 2014, é simplesmente repreensível.

A rejeição de pesquisas em diferenças sexuais deriva de uma hipótese falsa profundamente arraigada  - de  que machos e fêmeas são os mesmos quando se trata de biologia. Para entendermos essa hipótese, temos que ir até Rousseau [sic][1] e sua ideia de tabula rasa. A "tabula rasa", em latim, significa "tábua raspada" ou, para nós, que um bebê nasce sem ideias preconcebidas, que sua mente é uma página em branco. De acordo com tal hipótese, a cultura escreve sobre essas páginas em branco, moldando o indivíduo até ele se conformar de acordo com normas sociais. O pensamento da tábua rasa está entre nós há muito tempo, mas alcançou seu zênite entre 1970 e 1980, quando a filosofia pós-moderna se tornou popular. O pós-moderno Michel Foucault encarou a Biologia e a Medicina com suspeição. Ele caracterizou instituições produtoras de conhecimento, como a clínica médica, como potenciais ferramentas de opressão. De acordo com os pós-modernistas, agendas de pesquisas tradicionais eram racistas, classistas, sexistas (às vezes não intencionalmente).

Tais ideias têm sido incrivelmente influentes. Em muitos cursos de graduação de Humanas  –  como estudos de Inglês ou de Gênero  –  estudantes aprendem que o método científico é enviesado para o fato de que “se você fizer certas perguntas você terá certas respostas”. Simplesmente pesquisar sobre diferenças sexuais reforça uma dicotomia cultural opressiva.

Hoje em dia ativistas antivacinação citam argumentos pós-modernistas em suas suspeitas sobre a indústria farmacêutica. A antropóloga Anna Katta escreveu: “Manifestantes antivacinação fazem argumentos pós-modernos que rejeitam fatos científicos e biomédicos em favor de suas próprias interpretações. Esses discursos pós-modernos precisam ser reconhecidos antes que o diálogo comece.”

Ideias pós-modernistas são apresentadas em uma linguagem complicada. Em seu coração, no entanto, está um manifesto implícito questionando "binários", dicotomias até então pensadas como autoevidentes, como masculino versus feminino, normal versus anormal, ou biologia versus cultura. Pós-modernistas nos falam que esses binários são arbitrários, que o gênero é fluído, por exemplo, e ao fazerem isso ajudam muitos homens e mulheres que não se encaixam em ideias estritas de masculinidade e feminilidade a explorar o sexo e o gênero com uma mente aberta.

Infelizmente, no entanto, a filosofia pós-modernista e a bagagem cultural da tábula rasa não ajudaram mulheres nas áreas da Medicina. De fato, as prejudicou. Simplesmente porque há muito mais no sexo biológico do que autonomia reprodutiva. E quando se trata de testes de hipóteses biomédicas ou intervenções, precisamos aplicar binários. Precisamos testar grupos de controle contra grupos experimentais, homens contra mulheres, para eliminar ruídos e vieses, para fazer inferências causais.

Ativistas zelosos podem argumentar que incorporar diferenças sexuais em estudos pode prover munição para aqueles que fazem generalizações sexistas sobre mulheres. No entanto, precisamos estar cientes também da atitude desdenhosa para com as pesquisas sobre as diferenças sexuais como um binário artificial. Se pesquisas sobre diferenças sexuais são automaticamente vistas como vilãs enquanto provas de similaridade são vistas como boas, então estamos falhando no pensamento crítico. (Se Foucault tivesse visto o quão rígido seus seguidores se tornaram, ele se reviraria no túmulo.)

A conclusão é que a saúde da mulher precisa ser vista com seriedade. Enquanto diferenças sexuais devem ser tratadas com ceticismo saudável (como qualquer outra agenda de pesquisa), se nós tivermos medo para fazer perguntas, terminaremos sem respostas.

[1] A tábula rasa foi um método proposto por John Locke, não por Rousseau.

Fonte: Claire Lehmann. Post-modern Assumptions About Gender Harm Women. 2014.


Nota: Gostaria de ter a oportunidade de cumprimentar pessoalmente a psicóloga australiana Claire Lehmann por esse excelente artigo. Infelizmente o mundo científico não está alheio às chafúrdias as quais acometem todo o resto dos mortais. Medo de ser rotulado, comportamento de manada, viés ideológico na pesquisa. A ciência é uma grande dádiva para a humanidade, mas precisa ser considerada como um fenômeno no qual a interferência humana produz resultados seguros no sentido de diminuir sua objetividade.

No caso específico do tópico do artigo, vemos mais uma vez conceitos anteriormente formulados sendo tomados como "verdade" e enviesando a pesquisa. Assim como o que acontece com a teoria da evolução, muitas vezes dados são descartados e moldados para se adaptar a uma "verdade" preconcebida. Curiosamente, é justamente disso que os céticos muitas vezes acusam aqueles que se atrevem ainda hoje a acreditar em Deus e na ciência que não procura destruir a Bíblia. Ironicamente, se a Bíblia fosse estudada com mais seriedade, poderíamos esperar resultados diferentes para essas pesquisas, pois nesse Livro há a compreensão de que homens e mulheres são inerentemente diferentes. Não homem melhor que mulher nem mulher melhor que homem. Apenas diferentes. Enquanto a Bíblia continua sendo ridicularizada, erroneamente considerada um compêndio de histórias sexistas, mais mulheres continuam sofrendo e morrendo. Talvez o maior sexismo seja o de prejudicar as fêmeas da espécie justamente por não reconhecê-las como tal e tratá-las na sua particularidade e complexidade. [AS]

quarta-feira, maio 02, 2018

Estudo de Harvard conclui que dieta vegetariana pode prevenir uma em três mortes prematuras


Segundo um novo estudo da Universidade de Harvard, nos EUA, um terço de todas as mortes prematuras poderia ser evitado por uma dieta vegetariana. Essas descobertas indicam que temos subestimado enormemente os benefícios de uma dieta baseada em vegetais. Os resultados da pesquisa foram apresentados na 4ª Conferência Internacional do Vaticano na Cidade do Vaticano, pelo pesquisador Dr. Walter Willett, professor de epidemiologia e nutrição da Faculdade de Medicina de Harvard. Willett disse na conferência: “Acabamos de fazer alguns cálculos olhando para a questão de quanto poderíamos reduzir a mortalidade mudando para uma dieta saudável, mais baseada em vegetais, não necessariamente totalmente vegana, e nossas estimativas são de que cerca de um terço das mortes precoces poderia ser evitado.”


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segunda-feira, setembro 11, 2017

Ao encontro das necessidades

Livro que será distribuído pela Igreja Adventista no próximo ano apresenta segredos para o bem-estar emocional e tem até viés criacionista

Os transtornos psicológicos estão entre os principais vilões da atualidade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima, por exemplo, que há mais de 100 milhões de pessoas deprimidas no planeta e que 33% da população mundial sofre de ansiedade. Considerando o impacto das doenças emocionais na sociedade, nas famílias e na saúde pública, a igreja preparou um livro sobre o tema para ser distribuído em grande escala no próximo ano. Intitulada O Poder da Esperança, a obra escrita por Julián Melgosa, psicólogo e autor de artigos e livros na área da saúde emocional, e Michelson Borges, pastor e jornalista que atua como editor da revista Vida e Saúde, mostra como prevenir e superar a ansiedade, a depressão, o estresse, os traumas psíquicos, o sentimento de culpa e os vícios, além de revelar a importância da espiritualidade nesse processo. Nesta entrevista concedida à Revista Adventista, Michelson Borges fala sobre os recursos didáticos que o livro oferece e sugere maneiras de a igreja ampliar o alcance do material.

domingo, setembro 03, 2017

Propriedade do leite materno pode levar a novos medicamentos

A ameaça iminente de resistência aos antibióticos significa que precisamos desesperadamente de novos remédios para combater as superbactérias mortais, e cientistas podem ter encontrado um deles na fonte de alimento mais natural de todas: o leite materno. Pesquisadores sabem há muito tempo que, além do sustento geral, o leite materno fornece aos bebês nutrientes vitais para construir e fortalecer seu sistema imunológico. Agora, descobriu-se um novo mecanismo por trás desse incremento antibacteriano, presente nos açúcares do leite materno. Ao contrário do entendimento de que as defesas antibacterianas são passadas de modo hereditário, sendo transmitida das mães para seus bebês unicamente através de proteínas no leite materno, uma equipe da Vanderbilt University afirmou que açúcares – ou carboidratos – também demonstram propriedades que podem oferecer proteção contra infecções bacterianas.

“Este é o primeiro exemplo de atividade antimicrobiana generalizada com protagonismo dos carboidratos no leite humano”, diz o químico Steven Townsend. “Uma das propriedades notáveis ​​desses compostos é que eles são claramente não-tóxicos, ao contrário da maioria dos antibióticos.”

A infecção mais proeminente que afeta os recém-nascidos é chamada de Streptococcus do Grupo B (GBS), que pode levar os bebês a desenvolver pneumonia antes que seu sistema imunológico esteja suficientemente forte para combater a bactéria. Felizmente, enquanto a GBS pode ser mortal para os bebês, a maioria dos recém-nascidos não é infectada por ela. A equipe queria investigar se esses bebês poderiam obter uma proteção de cortesia a partir do leite da mãe.

“Nós nos perguntamos se o hospedeiro comum de [GBS] – as mulheres grávidas – produz compostos que podem enfraquecer ou matar o estreptococo, que é a principal causa de infecção em recém-nascidos em todo o mundo”, explica Townsend. Para perseguir a resposta, os pesquisadores retiraram carboidratos de leite materno humano de cinco doadores e açúcares complexos isolados a partir deles (chamados de oligossacarídeos), antes de introduzir os oligossacarídeos nas culturas de estreptococos em laboratório. Analisando a interação sob o microscópio, a equipe descobriu que o carboidrato poderia matar as bactérias e enfraquecer suas defesas naturais, impedindo que elas formassem um biofilme protetor contra ameaças.

Em uma das amostras, os açúcares eliminaram completamente o estreptococo. Em outra, eles foram moderadamente eficazes ao matar o estreptococo, enquanto nas três amostras restantes os carboidratos não foram muito efetivos.

Para ajudar a explicar o que aconteceu, a equipe deu início a outro conjunto de testes. Em novas pesquisas ainda não publicadas, mas apresentadas em um encontro da American Chemical Society, em Washington, DC, o grupo da Townsend voltou a encontrar resultados mistos. Estes incluem dois casos em que os açúcares do leite materno quebraram o biofilme e mataram a bactéria; quatro em que o biofilme estava quebrado, mas as bactérias sobreviveram; e dois nos quais as bactérias morreram, mas o biofilme persistiu.

A investigação está no início, e é claro que mais pesquisas serão necessárias para descobrir o espectro desses resultados. Mas se a equipe puder resolver o quebra-cabeça, isso pode levar ao início de uma nova classe de antibióticos, agora que sabemos como esses carboidratos atuam na presença de bactérias.

“Os açúcares seguem dois processos”, disse Townsend. “Primeiro, eles sensibilizam as bactérias e depois as eliminam. Os biólogos costumam chamar isso de ‘letalidade sintética’. Surge aqui um grande incentivo para que possamos desenvolver novos medicamentos antimicrobianos com essa capacidade.” Além disso, a equipe diz que seus dados preliminares, ainda em andamento, indicam que os açúcares do leite podem tornar as bactérias mais suscetíveis a antibióticos comuns – como a penicilina e eritromicina. [...]


Leia mais sobre as propriedades incrivelmente bem projetadas do leite materno. Clique aqui.

quinta-feira, agosto 17, 2017

Epigenética, saúde, evolução e a Bíblia

Flavio Ahmed Soliz nasceu na Bolívia, em 1954, originário de uma família católica. A mãe faleceu quando ele era pequeno, acometida de cisticercose. Expulso da escola católica, foi matriculado pela irmã em uma escola adventista, o que representou uma guinada na vida dele. Na universidade, estudou dois anos de Física, mas uma missionária lhe disse que ele tinha mais que ver com Medicina e deveria mudar de curso. Ele aceitou o conselho e se formou pela Faculdade de Medicina de Montemorelos, no México. Lecionou bioquímica por quatro anos e foi trabalhar no setor de pediatria da Universidade de Colúmbia, em Nova York. Trabalhou também no setor de neonatologia da Universidade de Miami, como chefe de neonatologia do Miami Children Hospital, e foi professor de Pediatria na Universidade Internacional da Flórida. Pertence à Sociedade de Pesquisa Pediátrica dos Estados Unidos e é fundador da Sociedade Ibero-Americana de Neonatologia e do Bebê Sem Fronteiras, instituição cujo objetivo é reduzir a mortalidade infantil em regiões sem recursos. Casado com a pediatra Elza Vasconcellos, tem quatro filhos. Seus hobbies são nadar, trabalhar com carpintaria e ficar com os filhos. Confira a íntegra da entrevista concedida por ele ao jornalista Michelson Borges e que foi publicada originalmente na Revista Adventista.

[Continue lendo essa interessantíssima entrevista.]

terça-feira, julho 25, 2017

Livro oferece ideias práticas para enfrentar problemas de saúde mental

A ansiedade e a depressão são os problemas mais comuns e crescentes no mudo. Diante desse problema, a Igreja Adventista do Sétimo Dia preparou uma nova publicação que será distribuída no próximo ano, na iniciativa Impacto Esperança. O livro intitulado O Poder da Esperança é de autoria do Dr. Julián Melgosa, psicólogo e autor de artigos e livros na área da saúde emocional, e do pastor e jornalista Michelson Borges, autor de livros e editor da Casa Publicadora Brasileira. A Agência Adventista Sul-Americana de Notícias conversou com os autores sobre os temas do livro. Veja o que eles disseram na entrevista:

sexta-feira, julho 21, 2017

Vida sexual ativa entre 30 e 50 anos reduz câncer de próstata

Um estudo publicado no Journal of the British Association of Urological Surgeons traz boas notícias para quem tem vida sexual ativa entre os 30 e 50 anos. É que, segundo a pesquisa, ejacular cinco vezes por semana, pelo menos, nessa faixa de idade, reduz os riscos de câncer de próstata. O intuito do estudo era analisar a relação da doença com os níveis hormonais masculinos e com o número de parceiros sexuais. Não houve associação do câncer de próstata com relação a essa última. Já quanto à ejaculação, a pesquisa identificou que os homens entrevistados (todos na faixa dos 70 anos), cujo histórico da vida sexual incluía a frequência de, pelo menos, cinco vezes por semana, estavam menos vulneráveis à doença. [...]

(GNT)

Nota: Outras pesquisas já constataram que um bom casamento faz bem para a saúde física e mental e que os casais que se abstiveram do sexo antes do casamento reportaram vida sexual mais prazerosa do que os que não quiseram esperar. Mas a notícia acima me fez lembrar de dois versos bíblicos: Gênesis 2:18, em que Deus diz que não é bom que o homem esteja só, e 1 Coríntios 7:5, no qual o apóstolo Paulo diz que os cônjuges não devem se privar um do outro por muito tempo. A Bíblia estimula a sexualidade sadia, já que isso foi criado por Deus para o prazer e a união do casal e para a procriação (outro verso interessante é Provérbios 5:19). Chama atenção, igualmente, a faixa etária em que a vida sexual ativa é benéfica para a saúde da próstata: entre 30 e 50 anos, ou seja, na fase da maturidade emocional, quando um homem estaria (em tese) plenamente capaz de assumir um relacionamento vitalício e de fidelidade com sua esposa. “Coincidentemente”, o centro cerebral das decisões racionais e da moralidade – o lóbulo pré-frontal – amadurece justamente depois dos 20 anos, e as células que revestem o canal vaginal e o útero também amadurecem depois dos 20 anos e se tornam mais resistentes a doenças sexualmente transmitidas. É muita coincidência para não serem fatores interdependentemente programados e projetados. Os sábios obedecem às leis da vida e são mais felizes e sadios. Sempre. [MB]

segunda-feira, julho 17, 2017

Dieta do Éden: a busca pela alimentação “perfeita”

A busca pela dieta perfeita tem atraído muitos reformadores da saúde contemporâneos da mesma forma que a mitológica fonte da juventude atraiu milhares de pessoas ao longo dos séculos. Entre os diferentes grupos que buscam a dieta perfeita estão os que defendem a dieta edênica como padrão dietético para nossos dias, alegando que a dieta originalmente dada a Adão e Eva é válida para nosso tempo. Porém, uma análise dessa proposta não resiste ao escrutínio teológico nem ao científico. Ela mostra sérias inconsistências nessas duas áreas, como pontuaremos.

1. É impossível ter uma dieta perfeita neste mundo imperfeito, em que os seres humanos e toda a criação sofrem as consequências do pecado (Rm 8:22). Isso significa que, em menor ou maior quantidade, todos os alimentos possuem algum ingrediente tóxico. Fitatos, fitohemaglutinina, ácido fítico, tanino, cianetos, solaninas, oxalatos, urushiol e goitrogênicos são alguns elementos tóxicos presentes em muitos alimentos considerados saudáveis, entre eles castanha de caju, trigo, repolho, brócolis, tomate, maçã, cereja, amêndoa, feijões e espinafre, para citar alguns exemplos. Em resumo, eles são considerados alimentos bons, mas não perfeitos. Mesmo a germinação não consegue neutralizar as toxinas presentes em alguns alimentos. O segredo para reduzir os efeitos dessas toxinas a longo prazo é buscar uma alimentação variada com produtos da estação, dando ao organismo a oportunidade de metabolizá-los em tempos diferentes e evitando o acúmulo em um nível que possa ser prejudicial.

2. A dieta edênica também defende o crudivorismo, ou seja, consumir os alimentos crus. O problema é que muitas substâncias tóxicas perigosas neles presentes são neutralizadas pelo cozimento e, paradoxalmente, certos nutrientes, como o licopeno (existente no tomate), são potencializados quando cozidos. Portanto, comer alimentos crus com alimentos cozidos é uma escolha estratégica e equilibrada. Uma dieta crudívora por um período de tempo pode ter efeitos positivos na recuperação de enfermidades, mas como estilo de vida pode ter efeitos não desejáveis.

3. A dieta edênica original continha o fruto da árvore da vida, ao qual não temos acesso desde a entrada do pecado na Terra (Gn 3:22). Na realidade, um estudo dos primeiros livros da Bíblia nos revela que, para cada período, Deus indicou uma dieta especial: a edênica, a pós-edênica, a pós-diluviana e a israelita. O regime para o nosso tempo (do fim) é descrito por Ellen White como constituindo-se de “cereais, nozes, frutas e verduras”. E inclui alimentos que nascem debaixo da terra, como a batata.

4. Deus não exige nossa perfeição em termos de alimentação, mas sim que cada um busque os alimentos mais saudáveis dentro da sua realidade, aproveitando cada oportunidade que Ele nos deu para escolher o melhor disponível. Isso significa, por exemplo, que a população ribeirinha do Amazonas, que tem uma dieta à base de peixe e farinha e vive onde há carência de frutas, verduras e cereais integrais, deve ser orientada de maneira diferente das pessoas que moram em regiões onde existe variedade de alimentos. No contexto da selva, o conselho aos ribeirinhos é para que evitem os animais imundos (Lv 11), cuidem da higiene pessoal e ambiental e busquem alternativas mais saudáveis quando disponíveis.

5. Os componentes da dieta edênica foram preservados por Deus e voltaremos a usar esse regime na nova Terra. Lá tornaremos a comer do fruto da árvore da vida, e os animais desfrutarão da dieta originalmente dada a eles (Gn 1:30; Is 65:25). Porém, até lá, temos que fazer nosso melhor, sempre com responsabilidade e equilíbrio, nas condições imperfeitas em que vivemos.

(Dr. Silmar Cristo, Revista Adventista)

terça-feira, julho 11, 2017

Cuidado com dietas, terapias e tratamentos mágicos

Há mais de um século a Igreja Adventista do Sétimo Dia, com base na Bíblia e nos escritos de Ellen White, vem promovendo os chamados oito remédios naturais (que eu tenho chamado de oito dicas do Fabricante): água, luz solar, ar puro, exercício físico, repouso adequado, alimentação natural, equilíbrio e confiança em Deus. É claro que, para adotar um estilo de vida pautado por essas recomendações, é preciso tomar decisões e ser perseverante. No entanto, os resultados compensam o esforço: maior longevidade e uma vida mais saudável. Pesquisas têm confirmado que esse estilo de vida funciona, basta mencionar os dados divulgados por universidades como a de Loma Linda, na Califórnia, e do Estudo Advento, da USP. Adventistas que utilizam os oito remédios naturais podem viver até uma década a mais que o restante da população. Só que, como dá algum trabalho comer de maneira saudável, dormir mais cedo e praticar exercícios, por exemplo, há pessoas que preferem apelar para “atalhos” e dar ouvidos a conselheiros que as afastam das orientações inspiradas. Aí adotam modismos dietéticos e comportamentais e acabam colhendo os frutos amargos disso.

Muitas ideias sobre “tratamentos naturais” aparecem diante da igreja e são rapidamente espalhadas, mas grande parte delas está bem distante do princípio da prevenção expresso em Êxodo 15:26: “E disse: Se ouvires atento a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é reto diante de Seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos Seus mandamentos, e guardares todos os Seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque Eu sou o Senhor que te sara.”

É especialmente complicado e até perigoso quando alguns profissionais de saúde, naturopatas e até médicos se valem de sua formação para falar de áreas nas quais não são especialistas. Para o grande público, o fato de alguém ser médico, por exemplo, já credencia essa pessoa a falar sobre qualquer aspecto da saúde. É a mesma coisa se um cardiologista usasse sua especialidade como ponte para se credenciar como autoridade em Gastroenterologia ou Neurologia. Isso para não falar nas tais terapias alternativas que se valem de procedimentos e tratamentos duvidosos como a iridologia e a homeopatia, para citar apenas dois.

Mas atrapalha tanto assim seguir os conselhos de certos médicos midiáticos? Temos tanta informação de qualidade disponível na literatura adventista, especialmente a que é produzida pela Casa Publicadora Brasileira, que informações distorcidas e de segunda mão só atrapalham.

Semana passada, um amigo médico atendeu uma paciente que antes estava com colesterol borderline e que tinha recebido dele a indicação para mudança de estilo de vida, atividade física, etc. Ela voltou depois de quatro meses com colesterol total de 385! O médico passou uns 20 minutos conversando com a paciente, tentando entender o que tinha “saído errado”. Foi quando voltou para o básico e perguntou: “Com que frequência a senhora está comendo ovos?” “Como dois ovos todos os dias”, ela respondeu. “Por quê?”, o médico voltou a perguntar. “Porque vi um vídeo em que o doutor fulano recomenda isso”, foi a resposta dela.

E lá foi o meu amigo conversar mais 30 minutos sobre mudança de estilo de vida. A conclusão dele é que as pessoas gostam de soluções mágicas como as que são apresentadas por alguns especialistas na internet e por vários que aparecem no meio adventista. Isso é mais fácil que fazer as mudanças reais.

Infelizmente, há muitas pessoas cortando indiscriminadamente isso e aquilo da dieta, tomando hormônios para emagrecer, buscando atalhos absurdos e achando que isso é “reforma de saúde”. Alguns estão adquirindo uma aparência cadavérica e adoecendo aos poucos. E o pior: ensinando aos outros que essas atitudes extremas são da vontade de Deus. Não, isso não é reforma de saúde! Isso é um fardo desnecessário e uma atitude que só atrai zombaria sobre uma causa que deveria impressionar o mundo e atraí-lo para a luz da revelação divina.

O diabo continua sendo bem-sucedido em lançar as pessoas para os extremos: ou o da intemperança e desconsideração para com os conselhos de saúde, ou o do extremismo e da adoção de práticas que não são da vontade do Criador. Que Deus nos ajude a alcançar o equilíbrio regido pela revelação e pelo bom senso.

Michelson Borges

segunda-feira, junho 12, 2017

Um santo remédio: a fé tem poder real sobre a saúde

Quase todos conhecemos, ou pelo menos já ouvimos falar sobre os oito remédios naturais e gratuitos dados por Deus para a manutenção da nossa saúde e bem-estar. A maioria das pessoas já conhece, por exemplo, a importância de uma alimentação saudável, o uso adequado da água, do ar puro, da luz solar, do exercício físico, repouso e da temperança. Esses sete primeiros remédios naturais são universalmente aceitos como benéficos para o corpo e a mente, havendo inúmeras comprovações científicas quanto a isso. Ninguém discute se o exercício físico ou se o repouso adequados fazem bem à saúde. Todos sabemos que eles fazem bem, e ponto. Não há controvérsias a esse respeito. No entanto, existe um grande remédio natural que também é fundamental para a nossa saúde, mas que pode ser visto com certo ar de desconfiança, tanto nos meios científicos, quanto até mesmo no meio religioso. O oitavo remédio é a confiança em Deus. Afinal de contas, confiar em Deus faz mesmo bem para a saúde ou isso é “forçação de barra” de algumas pessoas que não entendem nada de ciência?

Mesmo dentro da nossa cultura ocidental, influenciada pelo cristianismo, cada pessoa pode ter uma compreensão diferente de Deus, ou até mesmo não ter, como os agnósticos ou os ateus. No entanto, a ciência tem mostrado que a confiança em Deus, apesar das mais diferentes crenças existentes, tem um papel importante na saúde.

Mas como e por que esses benefícios acontecem em quem tem confiança em Deus e busca fortalecer essa confiança por meio de práticas religiosas?

quinta-feira, junho 01, 2017

Mulher de 70 anos mostra resultado de adotar estilo de vida saudável

A australiana Carolyn Hartz está impressionando os internautas do mundo todo. Isso porque ela tem 70 anos com o corpo e rosto completamente conservados. O segredo? Entre alguns hábitos adotados, chama atenção o de não comer açúcar há 28 anos. Mãe de três filhos, Carolyn contou em entrevista ao Daily Mail australiano que o início do processo de abstinência do ingrediente foi difícil. Mas ela precisou fazer a mudança no cardápio após o diagnóstico de pré-diabetes aos 41 anos. O processo ela explica em seu livro de receitas sem açúcar Sugar Free Baking. No lugar da guloseima, ela aposta no xilitol para preparar doces. Trata-se de um adoçante natural, com baixa caloria, mas sabor semelhante ao açúcar. Ele não estimula a liberação de insulina e por isso tem baixo índice glicêmico e pode ser aliado de quem está restringindo calorias.

Para manter o hábito de não comer açúcar, ela consome proteína em todas as refeições, especialmente no almoço, pois acredita que, assim, os desejos por doce diminuem. Carolyn gosta de praticar exercícios ao ar livre, como caminhar no parque todos os dias com seu cachorro, por 30 minutos, praticar ioga três vezes por semana e jogar tênis. A australiana também acredita que sua boa forma se deve a mais razões, como dormir pelo menos oito horas por noite, hábito que adota há muitos anos

terça-feira, maio 30, 2017

Messi muda dieta para ser melhor jogador. E nós?

No último jogo clássico entre Barcelona e Real Madrid, no Camp Nou, Lionel Messi demonstrou sua melhor forma. Para o alívio da torcida catalã, o preparo físico do argentino se deve à troca das pizzas pela fome dos títulos. De acordo com o jornal catalão Mundo Deportivo, o novo impulso na carreira de Messi se deve ao esforço pessoal do jogador, que já perdeu três quilos e meio em relação à temporada anterior. O objetivo parece claro: melhorar cada vez mais e superar o rival Cristiano Ronaldo na corrida pela Bola de Ouro da Fifa. Dentre as mudanças de hábito, estaria o corte do consumo de pizza em sua dieta. O jornal As, de Madrid, relembrou as críticas feitas por Carles Rexach, lenda do Barça e um dos treinadores responsáveis por levar Messi ao clube ainda na infância. Durante a Copa do Mundo, Rexach alertou para o alto nível de consumo de pizza do argentino - conselho que, segundo o jornal madridista, foi levado a sério pelo craque. Apesar de ter alcançado números extraordinários na temporada passada, esta teria supostamente decepcionado o argentino: apenas uma taça foi conquistada, a simbólica Copa Catalunha, vencida diante do Espanyol. Para piorar, a derrota para a Alemanha na final da Copa do Mundo, com gol na prorrogação, frustrou o sonho de Messi de ganhar um Mundial pelo seu país.

domingo, abril 02, 2017

O jejum faz bem para a saúde?

Os assuntos que envolvem saúde estão por aí, disseminados a torto e à direito. Foi-se o tempo em que falar de saúde estava restrito a um tipo de classe acadêmica. Nos dias de hoje, de redes sociais e acesso à internet na palma da mão, todo mundo tem algo a dizer sobre qualidade de vida. Alguns temas acabam virando moda, especialmente aqueles ligados a exercício físico e alimentação saudável. Quem nunca acompanhou um bom debate sobre dietas? O glúten que o diga! Mas, agora, a pergunta que não quer calar tem que ver com a eficácia do jejum, principalmente o intermitente. Muitos livros sobre jejum têm sido lançados. Parece que jejuar desperta mesmo o interesse das pessoas. Percebendo isso, Vida e Saúde traz uma matéria de capa bastante completa sobre os vários tipos de jejum, seus possíveis benefícios e implicações. Se você também estava esperando que a gente publicasse algo nesse sentido, aproveite!

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sexta-feira, março 24, 2017

TV Cultura aborda o vegetarianismo e a saúde adventista

domingo, março 19, 2017

Calças apertadas causam dor nas costas

Quando a vaidade esbarra na saúde
Um novo estudo realizado pela British Chiropractic Association indicou os cinco principais itens no seu armário que podem estar causando dores nas costas. Os quiropraxistas revelaram que, apesar de alguns deles parecem óbvios (como sapatos de salto alto), muitas de nós não imaginávamos os culpados por aquele incômodo que vez ou outra dá as caras. Confira o top 5: (1) calça jeans skinny; (2) bolsas grandes dimensões e usadas de um lado do corpo; (3) casacos com capuz grande; (4) sapatos de salto alto; (5) sapatos abertos na parte de trás. Tim Hutchful, quiropraxista envolvido no estudo, explicou que os jeans de modelo skinny são um problema porque “restringem o livre movimento em áreas como os quadris e os joelhos, afetando a maneira como nos portamos”. E como a postura é um grande fator que contribui para a dor nas costas, usar calças desse corte todos os dias pode contribuir para incômodos fortes ao longo do tempo. [...]


Nota: Sem contar o aspecto inconveniente de revelar as formas femininas, o que vai de encontro ao princípio cristão da decência (leia mais aqui), o uso de roupas apertadas faz mal também para a saúde física. No século 19, Ellen White já havia advertido sobre a inconveniência das roupas apertadas (isso que ela nem estava se referindo à questão da decência, que se soma ao problema de hoje em dia):

“Parte alguma do corpo deve jamais ficar mal-acomodada por meio de roupas que comprimam qualquer órgão, ou restrinjam sua liberdade de movimento. As roupas de toda criança devem ser bastante folgadas a fim de permitir a mais livre e ampla respiração, e arranjadas de maneira que os ombros lhes suportem o peso” (A Ciência do Bom Viver, p. 382). 

“A cada pulsação do coração, o sangue deve fazer, rápida e facilmente, seu caminho a todas as partes do corpo. Sua circulação não deve ser estorvada por vestuários ou cintas apertadas, nem por deficiente agasalho dos membros. Seja o que for que prejudique a circulação, força o sangue a voltar aos órgãos vitais, congestionando-os. Dor de cabeça, tosse, palpitação, ou indigestão, eis muitas vezes os resultados” (ibidem, p. 271).

“O corpo feminino não deve no mínimo ser comprimido... O vestuário deve ser perfeitamente cômodo, para que os pulmões e o coração tenham ação sadia” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 478). 

sexta-feira, março 17, 2017

Frigoríficos vendem carnes podres e contaminadas

Vai uma carne podre aí?
Dentre as irregularidades investigadas pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal (PF), estão a liberação de lotes de carne estragadas, contaminadas com bactérias e com utilização de produtos cancerígenos. A operação é a maior da história da PF e foi deflagrada na manhã desta sexta-feira, apurando irregularidades na fiscalização de frigoríficos. Em nota, a Polícia Federal informou que aproximadamente 1.100 policiais federais estão cumprindo 309 mandados judiciais, sendo 27 de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão em residências e locais de trabalho dos investigados e em empresas supostamente ligadas ao esquema. Essa é a maior operação policial da história da PF.

Segundo decisão da justiça, a veterinária da Peccin Industrial Ltda – empresa envolvida nos casos investigados – relata “a utilização de carnes estragadas na composição de salsichas e linguiças, a ‘maquiagem’ de carnes estragadas com a substância cancerígena ácido ascórbico, carnes sem rotulagem e sem refrigeração”.

A Polícia Federal também interceptou conversa entre dois integrantes do Ministério da Agricultura falando sobre a transferência de uma fiscal que teria encontrado problemas de infecção com a bactéria Salmonella em lote da empresa Rio Verde e tomava medidas para fechar essa unidade de produção.


Nota 1: Grandes marcas como a Friboi, a Seara e a Swift estão envolvidas nas investigações. Clique aqui para conferir. E o delegado disse que toda a carne consumida no Brasil está sob suspeita (confira). A carne boa já tem coliformes fecais (confira).

Nota 2: O aviso foi dado há mais de cem anos: “A carne nunca foi o alimento melhor; seu uso agora é, todavia, duplamente objetável, visto as moléstias nos animais estarem crescendo com tanta rapidez. [...] Quando os que conhecem a verdade tomarão atitude ao lado dos princípios corretos para o tempo e a eternidade? Quando serão fiéis aos princípios da reforma de saúde? Quando aprenderão que é perigoso usar alimentos cárneos? Estou instruída a dizer que, se em algum tempo foi seguro comer carne, não o é agora” (Ellen G. White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 384).

Neste mundo de alta produção e alto consumo, com preocupação excessiva com a lucratividade, com fiscalizações ineficientes, o que garante a boa procedência de produtos perecíveis e altamente contamináveis como a carne? Quem quiser continuar comendo é por sua conta e risco. 

terça-feira, março 14, 2017

O design inteligente do hábito saudável de comer menos

Quando menos é mais
Há décadas os cientistas tentam desvendar o mistério da restrição calórica - por que dietas que imitam o jejum melhoram quase tudo em nosso organismo e nos ajudam a viver mais. Agora eles obtiveram um primeiro vislumbre de como o corte de calorias afeta o envelhecimento dentro das células. Sim, porque, apesar de haver uma indústria de bilhões de dólares dedicada a produtos que combatem os sinais do envelhecimento, os hidratantes não passam da pele, e o envelhecimento ocorre mais profundamente, em nível celular por todo o interior do corpo. O que os pesquisadores descobriram é que, quando os ribossomos diminuem seu ritmo de trabalho, o processo de envelhecimento também fica mais lento - os ribossomos são os fabricantes de proteínas das células. Essa diminuição de velocidade reduz a produção de proteínas, mas dá aos ribossomos um tempo extra para se autorreparar e funcionar de forma mais eficiente por mais tempo.

O ribossomo é uma máquina muito complexa, mais ou menos como o seu carro, e periodicamente precisa de manutenção para substituir as peças que se desgastam mais rápido. Quando os pneus se desgastam, você não joga fora o carro inteiro e compra um novo, é mais barato substituir os pneus”, explica o professor John Price, da Universidade Brigham Young (EUA).

Dessa forma, diminuir a ingestão de calorias equivale a fazer com que seus ribossomos rodem menos e, portanto, desgastem-se menos e se reconstruam - ao contrário do seu carro, nossas células sabem reconstruir suas próprias peças desgastadas.

Além disso, assim como os carros, os ribossomos são caros e úteis - eles consomem entre 10 e 20% da energia total da célula para fabricar todas as proteínas necessárias para a célula funcionar. Assim, é impraticável destruir um ribossomo inteiro quando ele começa a funcionar mal. Mas consertar partes individuais do ribossomo em uma base regular permite que eles continuem a produzir proteínas de alta qualidade por mais tempo.

“Quando você restringe o consumo de calorias, há quase um aumento linear na longevidade”, disse Price. “Nós inferimos que a restrição causou mudanças bioquímicas reais que retardaram a taxa de envelhecimento.”

Apesar dessa relação observada entre consumir menos calorias e aumentar o tempo de vida, o professor Price alerta que as pessoas não devem começar a contar calorias e esperar permanecer para sempre jovens. A restrição calórica não foi testada ainda em seres humanos como uma estratégia antienvelhecimento - esse estudo foi feito usando camundongos -, e a mensagem essencial é compreender a importância de cuidar dos nosso corpo de forma equilibrada, e não submetê-lo a regimes não comprovados de tortura alimentar.


Nota: Está aí o recado: comer menos é melhor. Mas eu gostaria de destacar outro aspecto na matéria acima – o design inteligente implícito na pesquisa. Se um carro jamais poderia ser fruto de causas naturais, e se a máquina molecular artificial mais avançada não chega nem aos pés do ribossomo que cumpre eficazmente sua função há milhares de anos, quem criou o ribossomo? Note que os pesquisadores admitem que o ribossomo é muito complexo e afirmar que ele é uma máquina molecular capaz de autorreparo. Quanto mais o ser humano avança em suas pesquisas nos campos da bioquímica e da biologia molecular, mas difícil fica permanecer ateu. A menos que se creia que um carro possa surgir a partir de múltiplas explosões em um ferro velho. [MB]