O que o evolucionismo, o espiritualismo, o marxismo e a ufologia têm em comum? Pode-se perceber um padrão perpassando cada uma dessas ideologias e as unificando. Que ideia básica seria essa? Nesta palestra, apresentada pelo pastor e jornalista Michelson Borges na Igreja Adventista Central do Rio de Janeiro, são revelados esses enganos à luz da Bíblia e do Espírito de Profecia. Assista e perceba que realmente é impossível deixar de perceber que há uma mente muito inteligente orquestrando essas e outras filosofias ao longo da história, com o único objetivo de levá-las ao desfecho, enganando tantas pessoas quanto for possível.
Mostrando postagens com marcador espiritualismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador espiritualismo. Mostrar todas as postagens
domingo, junho 25, 2017
Enganos que envolvem o mundo
domingo, junho 25, 2017
espiritualismo, evolucionismo, extraterrestres, vídeos
segunda-feira, fevereiro 20, 2017
LHC provou a inexistência de fantasmas?
segunda-feira, fevereiro 20, 2017
espiritualismo
| A descoberta está certa e errada |
O
Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) é uma das experiências
científicas mais incríveis do mundo, e ele já foi capaz de provar muitas
teorias emocionantes, testemunhar a criação do plasma quark-glúon (a matéria
mais densa fora dos buracos negros), encontrar evidências-chave contra a
supersimetria e descobrir o famoso bóson de Higgs, resultado que gerou um
Prêmio Nobel de Física. Muitas pessoas, no entanto, não têm sequer conhecimento
de todas essas maravilhas que o LHC está desempenhando, em geral, porque mal
podem soletrar “quark-glúon”. Porém, uma certa conclusão que o LHC nos permite
tirar pode agarrar a atenção do público: pelo menos um físico sustenta que ele,
de fato, refutou a existência de fantasmas. O físico em questão é Brian Cox,
pesquisador de física de partículas na Universidade de Manchester, no Reino
Unido.
Em
uma transmissão recente feita pela BBC, os convidados do programa “The Infinite
Monkey Cage” estavam discutindo a ciência e o paranormal, quando Cox afirmou o
seguinte: “Antes de fazermos a primeira pergunta, vou dar uma declaração: não
estamos aqui para debater a existência de fantasmas porque eles não existem. Se
queremos que algum tipo de padrão que carrega informações sobre nossas células
vivas persista, então precisamos especificar exatamente qual meio carrega esse
padrão e como ele interage com as partículas de matéria a partir das quais os
nossos corpos são feitos. Temos que, em outras palavras, inventar uma extensão
para o Modelo Padrão de Física de Partículas que escapou à detecção no Grande
Colisor de Hádrons. Isso é quase inconcebível nas escalas de energia típicas
das interações de partículas em nossos corpos.”
Não
entendeu nada? Pois é. Cox usou alguns termos científicos que podem confundir
leigos como nós, de forma que o astrofísico Neil deGrasse Tyson, que também estava
no programa, pressionou o cientista para esclarecer sua declaração. “Se eu
entendi o que você acabou de declarar, você afirmou que o CERN, o Centro
Europeu de Pesquisa Nuclear, refutou a existência de fantasmas.” “Sim”,
respondeu Cox.
O
físico explicou que, se houvesse algum tipo de substância “dirigindo” nossos
corpos (algo que poderia virar um fantasma depois da nossa morte, e mover
nossas pernas e braços), então deveria interagir com as partículas das quais
nossos corpos são feitos. Dado o fato de que o LHC já fez medidas de alta
precisão sobre as maneiras como as partículas interagem, Cox concluiu: “Minha
afirmação é que não pode haver nada, tipo uma fonte de energia, que está
dirigindo nossos corpos.”
Embora
existam inúmeras explicações científicas que refutam e desacreditam o
paranormal, a declaração de Cox parece nova. A ideia é mais simples do que sua
explicação sugere: se fantasmas existem, eles são feitos de partículas, não é
mesmo? Logo, se eles estivessem mesmo invadindo o mundo físico, então
certamente seus “rastros” seriam detectados pelo LHC. Isso não aconteceu.
Nota:
Duas coisas me ocorreram quando li a matéria acima: (1) fantasmas, de fato, não
existem (confira), e (2) quem disse que o LHC é tão adequado assim para sondar
todos os recantos da realidade? Se existe uma realidade “espiritual”, em outra
dimensão ou em outro universo, de fato um artefato humano possivelmente terá
dificuldades em detectar isso, dadas as suas limitações óbvias. Quanto à
inexistência dos “fantasmas”, nem seria preciso utilizar o LHC para demonstrar
isso. A Bíblia já o afirma. Segundo o Livro Sagrado, fantasmas ou espíritos
desencarnados são, na verdade, anjos caídos (anjos maus rebelados contra Deus)
que se fazem passar por pessoas mortas com o objetivo de ecoar a mentira
original proferida no Éden: “Vocês não morrerão e serão como Deus.” E anjos são
seres físicos. O ser humano também, e se trata de uma criatura composta de
corpo e fôlego de vida, os quais, juntos, compõem a alma vivente. Nada é dito
nas Escrituras a respeito de alguma entidade imaterial que habitaria o corpo
humano. Essa ideia se desenvolveu no paganismo espiritualista e acabou por “contaminar”
alguns ramos do cristianismo. Portanto, a “descoberta” do LHC está certa e
errada ao mesmo tempo, em minha avaliação. Certa porque, de fato, fantasmas não
existem; e errada porque o que vemos aqui em nosso planeta não se trata da
realidade toda. [MB
segunda-feira, fevereiro 13, 2017
A mãe zumbi e a jogada de mestre satânica
segunda-feira, fevereiro 13, 2017
espiritualismo, Michelson Borges, mídia
| Domesticando o mal |
O
inimigo de Deus sabe muito bem o que faz – quem nem sempre sabe o que ele faz
são os seres humanos desavisados e, pior, os cristãos cegos. Não é de hoje que
Satanás mistura o sagrado com o profano e a verdade com a mentira. E é
justamente por causa dessa mistura que ele obtém tanto êxito, especialmente quando
ilude os incautos. A novidade nesse gênero é a série “Santa Clarita Diet”, da
Netflix. Trata-se da história de uma família tradicional – pai, mãe e filha –
que vive no subúrbio de Los Angeles, num local em que a maioria das pessoas é
politicamente correta e tem hábitos naturebas. Mas tudo muda quando a mãe se
transforma em uma zumbi comedora de carne humana. O pior de tudo é que, apesar
da transformação da mãe (interpretada por Drew Barrymore), o pai faz de tudo
para que a família continue sua vida “normal”, inclusive acobertando os crimes
da esposa que busca saciar a forme canibalesca. Salvar a família, nesse caso, é
o objetivo acima de qualquer objetivo, o fim que justifica os meios, custe o
que custar – ainda que o custo seja conviver com um ser demoníaco.
Não
bastasse a questão dos crimes e a ilusão de que quem os comete pode ser boa
pessoa, há também o conteúdo satânico da obra. Ou você não conhece a origem
dessa onda zumbi? (Clique aqui para saber mais.)
Produções como “Santa Clarita Diet” fazem o que outras séries, e filmes, e
desenhos animados, e videogames já
fizeram e vêm fazendo há um bom tempo: “domesticaram” o demônio; transformaram
o mal em brincadeira de crianças, aproximando as últimas gerações de temas como
reencarnação, bruxaria, vampirismo, ocultismo, magia e
afins - tudo o que vai contra o conceito bíblico de vida após a morte (confira).
Artimanha
semelhante foi usada na série “Crepúsculo”. Um vampiro bonzinho se apaixona por
uma humana e chega até a respeitar a virgindade dela. Que lindo! Filmes e
séries com valores cristãos e morais, até. Aí é que mora o perigo! Assim como “Crepúsculo”,
que tem como pano de fundo o vampirismo (que também é satanismo), “Santa
Clarita Diet” vem sendo aclamada como uma série “família”, ao passo que ajuda a
fortalecer a onda de celebração da morte, do espiritualismo e do satanismo. Multidões
acham que estão vendo coisa inocente, quando, na verdade, estão se envolvendo
com as trevas. Levam tudo na brincadeira, do jeito que o diabo gosta.
Já passa da hora de os cristãos (pelo menos)
acordarem para a vida (eterna) e pararem de brincar com o perigo (Deuteronômio
18:10-12). “Chegou a hora de vocês despertarem
do sono, porque agora a nossa salvação está mais próxima do que quando cremos”
(Romanos 13:11).
Michelson Borges
sexta-feira, dezembro 09, 2016
Depois de bruxos e vampiros, é a vez dos anjos caídos
sexta-feira, dezembro 09, 2016
espiritualismo, Michelson Borges, mídia
| Triângulo amoroso com demônios |
Lucinda
Price ou simplesmente “Luce” é uma adolescente desajustada
que descobre um “fator místico” capaz de justificar sua existência. A
história foi escrita para o público adolescente e, portanto, é carregada de
romance e aventuras. A fórmula não tem mais nada de novo. Novos, mesmo, são os
protagonistas “místicos” da história: desta vez são anjos. O filme Fallen foi lançado ontem e tem como base
o best-seller homônimo de Lauren
Kete. Na descrição do site da revista Veja,
“Luce tem uma relação
especial com Daniel Grigori, o clássico
bonitão-solitário-enigmático, que, com a sua atitude hostil, esconde seu
passado, quando era um anjo e se recusou a escolher um lado na luta entre Deus
e o Demônio, em nome do amor por uma mortal (a Lucinda das vidas passadas). Descontente
com a situação, Lúcifer jogou uma maldição sobre o casal, pela qual a
garota iria morrer sempre que consumasse seu amor por Daniel, que viria a
reencontrar pela eternidade, enquanto ele permaneceria vivo e jovem como um
vampiro.”
Cam
Briel é um anjo partidário de Lúcifer e tudo indica que a função dele era matar
Luce, mas ele se apaixona pela moça e passa a lutar pelo amor dela. E assim está
criado o triângulo amoroso: Daniel, o misterioso jovem, a mocinha mártir e Cam.
O trio principal e os outros
anjos caídos – daí o nome Fallen (caído,
em português) –, frequentam o reformatório Sword & Cross para adolescentes problemáticos e reduto da juventude
criminosa de Angel Groove, a cidade em que se passa a trama.
Em
entrevista concedida anos atrás, Kete disse: “Eu
não imaginava que histórias de anjos caídos pudessem se tornar tão populares, e
tem sido realmente divertido e estranho ver quantos autores estão se debruçando
sobre histórias de anjos neste momento. Eu creio num inconsciente criativo
coletivo e faz sentido que as narrativas de anjos estejam no centro desse
inconsciente coletivo, agora.”
Não há nada de divertido e estranho em brincar com demônios. Discordo de Kete quando menciona
o tal “inconsciente criativo”. Acredito que existe por trás dessas histórias um
ser bem consciente do que está fazendo ao inspirar escritores cuja temática tem
que ver com bruxaria, vampirismo, reencarnação e demônios, sim, porque, se é
que as pessoas não sabem, anjos caídos são demônios. Creio em uma clara
orquestração cultural diabólica que vem encantando fortemente as gerações nos
últimos dez, vinte anos. O que começou com o inocente bruxinho Harry Potter,
avançou pelos românticos e belos vampiros e culminou com anjos caídos.
Multidões de crianças e adolescentes cresceram lendo livros com essas
temáticas. E foram brindadas com a transposição para o cinema de suas histórias
favoritas, o que garantiu, também, que mais pessoas fossem “encantadas”,
algumas das quais nunca haviam pego esses livros na mão. Numa retroalimentação,
os livros alimentaram o cinema que, por sua vez, ajudou a promover maior venda
dos livros.
O ápice dessa
orquestração satânica chega agora às telas. Fallen
tem tudo o que o diabo gosta: relativização do mal; identificação dos
leitores/telespectadores com os demônios e sua causa (retomar seu lugar “injustamente”
perdido no Céu); reencarnação e vidas passadas; fluxo temporal eterno, sem fim
ou desfecho (volta de Jesus e destruição do mal); afastamento dos conceitos
bíblicos relacionados com anjos, Deus, grande conflito, etc., substituídos por
uma versão mítica, maquiada, distorcida e diabólica. Sem contar a falsa ideia
de que anjos e pessoas pudessem permanecer neutros na luta entre o bem e o mal.
Você consegue
imaginar a dificuldade em falar da Bíblia para uma geração que foi preparada
para ouvir de tudo, menos a verdade? Esse é o desafio dos cristãos nos dias de
hoje, e eles têm que encará-lo de frente, por amor aos que vivem e perecem na
ilusão da mentira – ilusão tão grande e encantadora que faz com que mesmo
jovens cristãos, depois de ler um texto como este, digam: “Nada a ver. É apenas
um tipo de diversão sem maiores consequências.”
Somente com o poder
do Espírito Santo e com muito trabalho evangelístico contextualizado e focado
esse encanto poderá ser quebrado.
Michelson Borges
Você precisa ler a nova edição atualizada do livro Nos Bastidores da Mídia (clique aqui).
segunda-feira, outubro 24, 2016
Os dois grandes erros divulgados intensamente
segunda-feira, outubro 24, 2016
espiritualismo, Michelson Borges, mídia, profecia, sábado, teologia
O
livro bíblico de Gênesis, entre outros, desmascara a mentira original espalhada
pelo anjo caído Lúcifer e com a qual ele envolveu a humanidade em sua rebelião
contra Deus: “Disse a serpente à
mulher: ‘Certamente não morrerão! Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos
se abrirão, e vocês serão como Deus, conhecedores do bem e do mal’”
(Gênesis 3:4, 5). A ideia da imortalidade da alma foi lançada, o que levou à independência
de Deus, afinal, se sou imortal, por que devo me preocupar em manter conexão
com a fonte da vida (Jesus)? A ideia da evolução espiritual, biológica e/ou
social também estava inaugurada, afinal, o ser humano passa a ser visto como
seu próprio deus. A outra mentira tem que ver com a contrafação do sábado do sétimo dia. Logo
na origem deste mundo é dito que, “no sétimo dia
Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou.
Abençoou Deus o sétimo dia e o santificou,
porque nele descansou de toda a obra que realizara na criação” (Gênesis
2:2, 3). Deus estabelece o sábado como memorial de Sua obra criativa, um sinal
de fidelidade do ser humano para com Ele (Ezequiel 20:20), um mandamento da Sua
santa lei (Êxodo 20:8-11) e um elemento constitutivo da última mensagem a ser
dada aos humanos antes da volta de Jesus (Apocalipse 14:6, 7). Obviamente que
Lúcifer, que se rebelou contra o governo divino e vem pregando a independência
de Deus há alguns milênios, luta incansavelmente para destruir a crença na
mortalidade humana e na vigência do santo sábado, pois ambas as doutrinas bíblicas
evidenciam nossa total dependência do Criador. Um dos recursos disponíveis ao
rebelde é a “indústria cultural”. Ela tem feito um marketing gratuito e bastante eficaz das duas grandes mentiras.
Anda
circulando pelas redes sociais a seguinte chamada para um novo filme demoníaco:
“Durante 200 anos, muitas pessoas tentaram se comunicar com os mortos. O que
acontece quando eles respondem?” Trata-se da série “Ouija”, cujo novo filme tem
como título “Origem do Mal”.
O
filme descreve a vida de uma família tipicamente suburbana dos anos 1960 que
sofreu o impacto da morte prematura do pai. Sobraram a mãe e duas filhas, que tentam
sobreviver ganhando dinheiro como médiuns charlatãs, dando conforto falso às
pessoas que as procuram. Mas tudo muda quando elas compram a famigerada tábua
Ouija e se veem ameaçadas por “espíritos reais” e nada bonzinhos. No filme, há
homenagens a clássicos de terror como “O Exorcista” e “Poltergeist”, o que
ajuda mais uma vez a divulgar essas produções. “Ouija” vem no embalo do recente
boom de filmes que abordam temas sobrenaturais, como “Atividade Paranormal” e “Invocação do Mal”, entre outros.
Esse
tipo de produção cinematográfica alcança especialmente o público adolescente e
jovem, que lota as salas de cinema. Mas há material (e muito) também para as
crianças, garantindo a doutrinação espírita desde cedo.
E
quanto ao erro da observância do domingo e da desconsideração ao sábado? Duas
notícias apenas:
O
Portal G1 divulgou matéria interessante, com o título “Fechamos aos domingos para ver o
sol se pôr”. Trata-se do aviso colocado na porta de uma doceria em Campo
Grande, MS, que traz ainda a explicação: “Fechamos aos domingos para caminhar
no parque, ir ao cinema, visitar um amigo, ler um bom livro, tomar um tereré,
andar de bicicleta, aproveitar a família, cochilar na rede, tomar um banho de
piscina, fazer tricô, meditar, ver o sol se pôr.”
A
dona do estabelecimento explica: “Ficamos um ano e meio atendendo todos os dias
da semana, mas a gente sentiu necessidade de ter um dia de folga, só para nós,
então, decidimos fechar no domingo. Muita gente falava que a gente estava
deixando de ganhar dinheiro, que outras docerias abriam, mas essas pessoas não
percebiam que estavam no dia de folga querendo que a gente trabalhasse. O
quadrinho é uma boa justificativa para as pessoas entenderem que a gente também
quer descansar, aproveitar a família.”
A
iniciativa chamou a atenção da cidade, foi bem aceita e ganhou a imprensa. É
assim que as pessoas vão sendo educadas quanto à necessidade de descansar um
dia a cada sete. O próprio papa Francisco vem dando sua grande contribuição,
promovendo a causa ECOmênica. Só que essa ideia
vem desde a criação, tendo Deus estabelecido o dia específico para isso, porque
não se trata apenas de pausar em um dia, mas de santificar o dia que celebra a
criação. Aliás, seria interessante que a imprensa destacasse também os inúmeros
estabelecimentos que não abrem as portas aos sábados, há muito tempo,
justamente pelos motivos apontados pela doceria de Campo Grande.
E
vamos à última notícia: “Conferência em Boston discutirá a importância do sábado.”
Pensou que se tratava de uma conferência adventista do sétimo dia? Nada disso.
Trata-se de uma conferência ecumênica realizada neste mês, nos Estados Unidos, e
que tem como objetivo promover a volta do dia de repouso. O padre Donald
Conroy, da Diocese de Greensburg, na Pensilvânia, falou sobre “O sábado, a criação
e a cultura global emergente”, durante um segmento da conferência nomeado “O sábado
regenerativo: sábado, domingo e renovação”. O padre Conroy atuou em uma
comissão da ONU para assuntos ecológicos.
A
conferência é organizada pelo Lord’s Day Alliance, dos Estados Unidos, e patrocinada
por várias entidades cristãs. O reverendo Rodney Petersen, diretor executivo do
Lord’s Day Alliance, disse: “O emocionante disso é a maneira como católicos, evangélicos,
ortodoxos e muitos outros grupos cristãos estão trabalhando juntos para
defender o importante mandamento da guarda do santo sábado. O que é mais
importante para nós do que o tempo? Estamos vivendo numa era de monetização até
mesmo dos últimos poucos momentos do nosso sagrado descanso. Um dos aspectos
fundamentais da guarda do santo dia do Senhor é que nem tudo na vida tem um
preço.”
Mas
não se iluda. O “sábado” a que esses religiosos se referem não é o sétimo dia
do quarto mandamento da lei de Deus. Trata-se, na verdade, do domingo. O uso
intercambiado dos termos só causa confusão, passando a ideia de que tanto faz o
dia. A verdade é que a deterioração do domingo tem sido uma preocupação
crescente nos últimos anos para muitos grupos religiosos, inclusive a Igreja
Católica, já que, mesmo os que dizem guardar o domingo, não o guardam como
fazem os sabatistas.
Em
2012, a North American Orthodox-Catholic Theological Consultation, patrocinada
pela United States Conference of Catholic Bishops, emitiu uma declaração com o
título “A importância do domingo”, que dizia: “A recuperação do significado
teológico do domingo é fundamental para restaurar nossas vidas.” E dizia mais: “Para
os cristãos, o domingo – dia do Senhor – é um dia consagrado para o serviço e a
adoração a Deus. É um festival cristão ímpar... No domingo, a igreja se reúne
para realizar sua plenitude escatológica da Eucaristia, na qual o Reino e o dia
sem fim do Senhor são revelados no tempo. É o eterno primeiro dia da nova
criação, um dia de regozijo.”
Essa
ideia de “primeiro dia da nova criação” vem sendo usada com frequência pelos
católicos e passa a mensagem de que o sábado é o “sétimo dia da velha criação”;
aliás, uma criação na qual os papas nem creem, pois mitologizam a figura de
Adão e Eva e relativizam o relato literal de que Deus criou a vida neste
planeta em seis dias literais de 24 horas, há cerca de seis mil anos. E tinha
que ser assim, afinal, como defender a substituição do sábado pelo domingo e
continuar crendo (como Jesus, Paulo, João e outros criam) que o relato da
criação é histórico?
Resumindo:
igrejas, organizações, religiões espiritualistas, estabelecimentos comerciais,
livros, histórias em quadrinhos, séries, filmes, etc., etc., sabendo ou não
disso seus promotores, produtores, membros e proprietários, estão unidos na
divulgação massiva dos dois grandes erros que têm afastado a humanidade da
verdade bíblica e de seu Criador.
Você
tem coragem de nadar contra a correnteza? Os verdadeiros cristãos sempre
nadaram assim, mas a promessa é que de que eles chegarão ao porto seguro.
Michelson Borges
quinta-feira, agosto 11, 2016
Por que queimei meus livros de Harry Potter?
quinta-feira, agosto 11, 2016
espiritualismo
Se
você nasceu nos anos 1990, este artigo é especialmente para você. Para quem
nasceu antes e se maravilhou com o fantástico mundo de Hogwarts, esta leitura
também interessa. E para você que já está achando tudo isso papo de “gente
velha”, mas tem se interessado pela saga do “menino que sobreviveu” ou do “menino
amaldiçoado”, recomendo-lhe fortemente este texto. Você não está prestes a ler
um artigo de alguém que condena os livros de Harry Potter sem nunca os ter lido,
mas, sim, de uma pessoa que leu todos
os livros (várias vezes), assistiu a todos os filmes e ainda tinha duas
coleções deles, uma em português e uma em inglês. Portanto, não se trata de
críticas com base em sites ou impressões de terceiros. O que vou descrever aqui
tem relação com os efeitos e as impressões que esse conteúdo todo teve sobre
mim.
O
pequeno Harry James Potter foi concebido, literariamente falando, por sua mãe,
Joanne Kathleen Rowling, durante uma viagem entre Manchester e King’s Cross – a
famosa estação de trem que inicia e termina toda a história. Existem vários
comentários de Rowling sobre o modo de concepção da história, e também
comentários de caráter conspiratório acerca disso. Minhas impressões cristãs,
sem considerar nenhum site ao estilo sensacionalista, é de que realmente
Rowling teve influências sobrenaturais para a criação de Harry Potter, levando
em conta a própria admissão dela de que “ouvia” os diálogos que escreveu nos
livros, e que “via” as cenas como reais. Não haveria nenhum mal nisso, caso não
admitíssemos que o Espírito Santo usa nossas capacidades mentais para repassar
mensagens às pessoas: como no caso de Moisés que, ao confidenciar a Deus sua
incapacidade com a fala, obteve a resposta: “Vai, pois, agora, e Eu serei a tua
boca e te ensinarei o que hás de falar” (Êxodo 4:12). A Jeremias, aos
discípulos e apóstolos, e, posteriormente, a nós mesmos, quando estamos em
grande dúvida sobre algum assunto ou a discorrer sobre algo celestial, o
Espírito Santo fala pela nossa boca, nossos pensamentos e ações. Assim também ocorre
com as pessoas que se abrem aos “espíritos de luz” (Lúcifer e seus anjos – mas
esse é um assunto que você pode encontrar em outros posts): recebem orientação maligna para conselhos e, no caso que
estamos tratando aqui, para uma obra grandiosa que conseguiria levar muitos
para longe de Deus (muitos!), como creio pessoalmente ser o caso.
Passando
a parte da concepção do livro, já se vê que não há de ser boa coisa. Mas eu não
pensava assim na época, e por isso a cada nova aventura de Harry, Ron e
Hermione, os livros pareciam me levar realmente para dentro daquele mundo
mágico. Aos 11 anos, já tendo lido o primeiro livro algumas vezes (mais de
cinco vezes), esperei a carta da Escola de Hogwarts e fiquei frustrada porque
eu “não era especial”. Pode parecer uma coisa besta, mas como a história nos
conta a trajetória de um menino simpático, que sofria perseguições nas mãos dos
tios, vivia mal e tinha uma vida simples sem saber que era especial, toda
criança ou pré-adolescente, em uma fase que já é conhecida pela confusão
interna devido às mudanças físicas e hormonais, deseja viver uma grande
aventura e ser especial como ninguém mais seria. Portanto, casamento perfeito!
Mesmo não tendo recebido a tal carta, ouvi relatos impressionantes de outras
crianças que se jogavam dos telhados de casa montados em vassouras, e outros
ainda com transtornos sérios acreditando ser o próprio Harry ou ser um dos
amigos ou inimigos de Hogwarts.
Mas,
obviamente, ainda não seria motivo suficiente para queimar todos os livros. Ao
longo dos anos, e com o lançamento dos demais volumes, os fãs de Harry Potter
tiveram experiências com os mais fantásticos seres do mundo sobrenatural:
centauros, elfos, lobisomens, hipogrifos e mais uma vasta variedade de seres.
Somando-se a isso os lugares visitados por Harry: uma câmara secreta, o
transporte rápido (aparatar ou pó de flu), um beco diagonal onde se pode
comprar desde varinhas a caldeirões, e outros lugares não tão legais assim,
como um cemitério em que ocorre um ritual de magia negra explícito, com o
sangue do próprio protagonista – tudo isso acabaria por tornar nosso mundo, o
real, aparentemente sem graça.
E
esse problema acima, embora pareça inocente, tem causado sérios problemas
psicológicos, como:
Desprezo pelo mundo real.
Como
a criança, o jovem e o adulto são constantemente estimulados pelas mais
excitantes cenas sobrenaturais no livro, o mundo comum parece algo realmente
sem graça. E não é para menos: a autora não ajuda em nada, chamando a nós (sim,
todos nós, seres humanos, pois ninguém tem varinhas que lavam louças
magicamente) de trouxas. Isso mesmo!
Os trouxões! A Bíblia deixa claro que Deus deu Seu Filho, do reino celestial,
para morrer por cada um de nós, como seres superespeciais. Ou você realmente
crê que Jesus veio morrer apenas por uma classe especial de pessoas?
Infratores da lei.
Harry Potter e seus amigos dificilmente têm um dia comum na escola, como se
deve esperar de todo cidadão. Pelo contrário, seguir regras é algo extremamente
difícil para eles, que apesar de terem Hermione (que frequentemente os chama
para essa “responsa”), ela mesma acaba quebrando regras pelo “bem maior”, e no
fim eles sempre salvam o mundo bruxo de mais uma aparição de Voldemort. O pobre
e hostilizado professor Snape até cita esse fato em um dos livros, mas os
leitores estão sempre do lado do jovem Harry, acabam por “odiar” aquele que
chama para o que é correto.
Depressão. Como
consequência, ou como causa do item acima citado, até atividades comuns como
escola parecem desanimadoras. Imagine, depois de ler sobre uma das
estranhíssimas aulas de adivinhação, astronomia, trato das criaturas mágicas,
feitiço ou transformação, ter uma aula de m-a-t-e-m-á-t-i-c-a. É de chorar! Ou,
ao invés de um emprego na Ordem da Fênix (que trata de liquidar assuntos das
trevas), você tem que se sentar em seu escritório (que, aliás, não possui
quadros de pessoas que falam e se movem), e ter um dia normal de trabalho. Portanto,
a perda da felicidade nas coisas simples da vida se torna uma rotina para
leitores de Harry Potter.
Agora
gostaria de me voltar para o caráter antibíblico da saga, focando apenas em
alguns pontos, visto que poderia citar diversos, se me dignasse a ler os livros
mais uma vez ou assistir aos filmes, algo que definitivamente não pretendo
fazer. Vou fazer isso citando textos bíblicos e comparando-os com o livro:
Magia, bruxaria: Isso é
Hogwarts! Querido, cristão que é cristão não compactua com isso:
“Porque as obras da carne são
manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, idolatria,
feitiçaria, inimizades, porfias,
emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices,
glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como
já antes vos disse, que os que cometem
tais coisas não herdarão o reino de Deus” (Gálatas 5:19-21).
“Por causa da multidão dos pecados da meretriz
mui graciosa, da mestra das feitiçarias,
que vendeu as nações com as suas fornicações, e as famílias pelas suas
feitiçarias” (Naum 3:4).
“E exterminarei as feitiçarias da tua mão; e não terás adivinhadores” (Miqueias
5:12).
Analogia com Cristo e
Satanás – bem e mal. Aqui temos um mix indizível de simbolismos que tornam o bem uma parte do mal ou
vice-versa. Quer provas? Uma das horcruxes (pedaço da alma) de Voldemort
(vilão, malvado, ser destituído de sentimentos misericordiosos) encontra-se
dentro do próprio Harry, ou seja, ele pode ser bonzinho o quanto quiser, mas
esse ladinho mal está ali, guardado. Mais uma para a coleção: ele fala a língua
da serpente – no mínimo curioso ser uma serpente, mas com certeza é “coincidência”.
O
bem, representado pelo Harry, não obedece às leis (como já citado) e é tão
falível como qualquer outro ser humano. Não que ele tenha que ser Jesus, mas é
bem representado como alguém que irá salvar a humanidade bruxa, portanto, na
mente de todos compreende-se que Cristo poderia, sim, ter pecadinhos, pois isso
não diminuiria Seu sacrifício, o que é uma blasfêmia. Analogias servem para
nossa mente compreender coisas. Fazemos analogias para exemplificar e tornar
mais claros certos conceitos. E com essa não seria diferente. Não adianta dizer
que seu filho sabe que é tudo ficção...
Para
coroar, temos o gran finale a la Lúcifer,
com uma experiência quase morte (EQM). Você pode ler sobre isso em outros posts deste blog. Vamos analisar a
conversa que ele tem com Dumbledore (um mago, meio parecido com nossa imagem
mental de Deus, conselheiro e que “por coincidência” lhe dá a missão de
destruir o mal). Aliás, antes, falando sobre espiritismo, Harry vive tentando
falar com pessoas mortas, o que torna tudo “lindo”, pois ele tem contato com a
mãe Lilian, o pai Thiago, o pobre Cedrico Diggory (um sacrifício necessário
para o ritual do cemitério: jovem, virgem, puro de coração), Lupin, recém-morto
em batalha, Sirius Black, seu padrinho, enfim... Somando-se a esse fato, a
própria vida de Harry é profetizada por uma adivinhadora que consulta todo tipo
de instrumentos: borras de chá, bolas de cristal...
“Entre ti não se achará quem faça passar
pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador,
nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro;
nem encantador, nem quem consulte a um
espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo
aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o
Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti” (Deuteronômio 18:10-12).
Abaixo,
megaspoiler de Harry Potter e as Relíquias da Morte (7), quando Harry teoricamente
morre e vai para um lugar em que conversa então com seu mentor:
“–
Mas você está morto – disse Harry.
– Ah, sim – respondeu
Dumbledore, sem rodeios.
–
Então... eu estou morto também?
–
Ah – disse o diretor com um sorriso ainda maior. – Essa é a dúvida, não é? De
modo geral, meu caro rapaz, acho que não.
Eles
se encararam, o velho ainda sorrindo.
–
Não? – repetiu Harry.
–
Não.
–
Mas... – Harry levou instintivamente a mão à cicatriz em forma de raio.
Aparentemente sumira. – Mas eu deveria
ter morrido... não me defendi! Deliberadamente deixei que me matasse!
–
E isso, acho eu, terá feito toda a diferença.”
Em
poucos minutos de conversa, Harry, que se encontra em um lugar branco, de
extrema calmaria, começa a debater sua morte com Dumbledore. Os trechos em
negrito demonstram claramente a intensão “oculta” de sacrifício deliberado e,
sim, a conversa com um morto. Ou será que Rowling tentou hipoteticamente
representar uma conversa de Jesus com Deus após a morte do Filho?
“–
Mas se Voldemort usou aquela Maldição da Morte – recomeçou Harry –, e desta vez ninguém morreu por mim...
como posso estar vivo? [Referindo-se à morte da mãe por ele, um ato de amor que
o protegeu da maldição. Curioso, mais ainda somado ao fato de que dessa vez
ninguém morreu por ele.]
–
Acho que você sabe. Faça uma retrospectiva. Lembre o que ele fez em sua
ignorância, cobiça e crueldade.
– Ele tirou o meu sangue
– respondeu Harry. [O sangue de Harry é precioso, pois nele existem traços do
sacrifício.]
–
Exato! – exclamou Dumbledore.
–
Ele tirou o seu sangue e usou-o para reconstruir o próprio corpo vivente! O seu
sangue nas veias dele, Harry, a proteção de Lílian nos dois! Ele prendeu você à
vida enquanto ele viver! [TOUCHÉ! Agora aquele que virá libertar o
mundo bruxo vive por causa do vilão... por um “descuido” do próprio Voldemort,
Harry apenas poderá ressuscitar por conta dele mesmo! Não parece tudo o que
Satanás adoraria, ter a vida de Cristo nas mãos?]
–
Eu vivo... enquanto ele viver? Mas pensei... pensei que fosse o contrário!
Pensei que nós dois tínhamos que morrer? Ou dá no mesmo? – Então me explique...
melhor – pediu Harry, e Dumbledore sorriu.
–
Você foi a sétima Horcrux [parte da
alma de Voldemort], Harry, a Horcrux que ele nunca pretendeu criar. Voldemort
deixou a alma tão instável que ela se fragmentou quando ele cometeu aqueles
atos de indizível maldade, o assassinato dos seus pais, a tentativa de matar
uma criança. Mas o que escapou daquele quarto foi ainda menos do que ele
percebeu. Voldemort deixou ali mais do que o seu corpo. Deixou uma parte de si
mesmo presa a você, a pretensa vítima que sobrevivera. E o conhecimento dele
permaneceu lamentavelmente incompleto, Harry! Aquilo a que Voldemort não dá
valor ele não se dá sequer o trabalho de compreender. De elfos domésticos e
contos infantis, amor, lealdade e inocência, Voldemort não entende nada.
Nadinha. Que todos tenham um poder que supere o dele, um poder que supere o alcance
da magia, é uma verdade que ele jamais compreendeu. Ele tirou o seu sangue
acreditando que isso o fortaleceria. Integrou ao próprio corpo uma parte mínima
do encantamento com que sua mãe o recobriu quando morreu para salvá-lo. O corpo
dele guarda vivo o sacrifício de Lílian, e enquanto esse encantamento
sobreviver, você também sobreviverá, assim como a última esperança de
Voldemort.”
[Aqui
já retrata o malvado como alguém descuidado, que perdeu detalhes de extrema
importância e pode ser enganado. Nos dá a estranha sensação de que nós, seres
simples e mortais, podemos “dar um nó” no Enganador das Nações, perito em nos
fazer desviar, pelo simples fato de que um pouco dele vive em nós (pecado). Uma
grande farsa e espetáculo tremendo, afinal, o que temer de alguém que pode ser
enganado porque deixa “pedaços” falhos no plano?]
Essa
parte, apesar de parecer um tanto complexa, não precisa de lá muita análise
para compreender o pano de fundo ali representado. A conversa se estende, o que
não nos interessa muito, mas o fim dela segue abaixo e você poderá tirar
conclusões a partir dos textos em negrito e comentários:
“A
compreensão do que aconteceria a seguir foi pouco a pouco se consolidando em
Harry, nesses longos minutos, como a neve caindo suavemente.
– Tenho que voltar, não
é?
– Isso depende de você.
– Tenho opção?
–
Ah, sim – Dumbledore sorriu. – Estamos em King’s Cross, não foi o que você
disse? Acho que, se decidir não voltar, você poderia... digamos... tomar um
trem.
–
E aonde ele me levaria?
–
Em frente – respondeu Dumbledore, com simplicidade. Novo silêncio.
–
Voldemort tem a Varinha das Varinhas.
–
Verdade. Voldemort tem a Varinha das Varinhas.
– Mas o senhor quer que
eu volte?
– Acho que se você escolher voltar, há uma
chance de que ele seja liquidado para sempre. Não posso prometer. Mas de uma
coisa eu sei, Harry, você tem menos a temer do que ele ao retornarem para cá.
Harry
tornou a relancear a coisa em carne viva que tremia e engasgava na sombra, sob
a cadeira distante.
–
Não tenha piedade dos mortos, Harry. Tenha piedade dos vivos e, acima de tudo,
dos que vivem sem amor. Ao regressar, você poderá assegurar que menos almas
serão mutiladas, menos famílias serão destroçadas. Se isso lhe parecer um objetivo meritório, então, por ora, diremos
adeus.”
Você
percebe aqui a conotação da conversa “Jesus e Deus”, pelos negritos, sendo que,
aparentemente, “Jesus” não desejaria voltar de todo o coração, mas “Deus” o
incita dando a cartada final, e nos deixando a certeza: não se trata de um
personagem qualquer, num lugar qualquer.
Portanto,
só posso concluir falando da felicidade que foi, depois de muitos e muitos anos
de contida reflexão, me desfazer de todo o lixo que me tomava tempo. Tempo que
poderia ter sido empregado estudando a Bíblia Sagrada. Tempo que poderia ter
sido empregado em qualquer livro que me dissesse algo mais do que desmerecer o
grande sacrifício de Cristo, incitar tudo aquilo que é proibido e poluir minha
mente, caráter e personalidade. Por fim:
Filipenses 4:8: “Quanto ao
mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é
justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há
alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.”
Fico
feliz de poder compartilhar essa experiência, levar um pouco de luz às trevas,
tornar claro o que tentam escurecer e assegurar que muitos deixem de ser
ludibriados. A Bíblia é clara! Ela não muda! Ela não esconde nem tenta desfazer
o caráter humano; não desmerece nem mesmo Satanás, que foi um dos seres mais
esplêndidos já criados. Mas revela, mostra, traz para a luz, coloca sob o
holofote, não deixa sombra nem lado oculto! Agarre-se à única fonte da verdade.
Não se acostume com o “mundo”. Seja diferente em Cristo e comece hoje a se
desfazer de tudo o que desvia você dEle.
(Bárbara Berti estudou administração e atualmente cursa Comércio
Exterior na Universidade Regional de Blumenau, em Santa Catarina)
Mais sobre
Harry Potter, clique aqui.
Mais sobre
espiritismo, clique aqui.
quarta-feira, julho 06, 2016
Veja faz (de novo) apologia ao espiritismo
quarta-feira, julho 06, 2016
espiritualismo, Michelson Borges, mídia
Na
mesma edição em que, na página 37, há uma crítica sutil aos pastores Samuel
Ferreira e R. R. Soares por terem conseguido passaporte diplomático para “representar
o Brasil no exterior” (e não estou dizendo que esses indivíduos não mereçam
críticas), Veja publica a matéria de
capa “A luta contra o câncer” (nove páginas), contando a história do
restabelecimento da saúde do médium João de Deus. Na “Carta ao Leitor”
(editorial, página 12) já se pode ver o tom de apologia ao curandeiro espírita
que, segundo a revista, também representa (nesse caso, bem) o País no exterior:
a repórter, que aguardou meses para poder fazer a matéria, está abraçada ao
médium na foto, e o texto diz, sem questionar, que ela teve o anel “energizado”
por ele. Tenho certeza de que, se a reportagem fosse sobre um pastor evangélico
ou mesmo sobre um criacionista, o tom seria outro, afinal, há muitos exemplos
dessa natureza em edições passadas da mesma revista. Parcialidade evidente em
um veículo jornalístico que deveria se pautar por um mínimo de imparcialidade.
João
de Deus enfrentou um câncer agressivo no estômago e, em busca da cura, procurou
os melhores médicos do famoso Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, embora se
afirme que ele cure milhões de pessoas que o procuram em seu centro espírita em
Abadiânia, GO. Em lugar de questionar esse aparente paradoxo, Veja simplesmente aceitou a explicação
do médium: “O barbeiro corta o próprio cabelo?” A reportagem não deixa de
mencionar o fato de que João de Deus teve várias esposas e que cobra 50 reais
por uma caixa de “remédio” feito à base de flor-de-maracujá, mas enaltece o
fato de as “consultas” e os “passes” serem gratuitos – e isso é possível porque
João de Deus, além de médium, é dono de garimpo e de propriedades rurais.
Dinheiro, para ele, não é problema.
O
que mais me chama a atenção na reportagem é seu tom fideísta e apologético. O
texto menciona temas como “curas espirituais”, “incorporação de espíritos”, “energização”,
“passes” e outros como algo real, sem questionar ou mesmo relativizar. A mesma
revista, quando aborda assuntos bem mais factuais, como o design inteligente da vida, o dilúvio, a criação divina, a
historicidade da Bíblia e outros, o faz em tom de dúvida e até ironia.
João
de Deus é, sim, uma figura pública. Sua luta contra o câncer é, sim, admirável
e tocante. Mas o assunto merecer todo esse destaque, na capa da maior semanal
de informação do Brasil, quando estão ocorrendo tantos outros assuntos muito
mais relevantes e abrangentes do ponto de vista jornalístico, simplesmente causa
estranheza e revela posturas e linhas editoriais bem claras.
Só
para mencionar mais um exemplo, quando o ator Reinaldo Gianecchini também
enfrentou o câncer, Veja deu capa
para o assunto (confira aí ao lado) e, mais uma vez, enalteceu o “tratamento espiritual” a que ele
se submeteu, praticamente igualando esse tipo de “tratamento” à medicina
convencional.
O
fato é que essas e outras divulgações gratuitas do espiritismo e da crença na
vida após/durante a morte obedecem a uma agenda que extrapola o mero jornalismo.
Há muito mais coisas envolvidas nisso. Se duvida, assista ao vídeo abaixo. E se quiser saber o que a Bíblia ensina sobre a morte, clique aqui.
Michelson Borges
terça-feira, maio 24, 2016
Desenhos animados a serviço da mentira
terça-feira, maio 24, 2016
crianças, espiritualismo, evolucionismo, Michelson Borges, mídia, profecia
Está
chegando aí mais uma animação “A Era do Gelo”, desta vez com o título “O Big
Bang” (“Collision Course”, em inglês). No primeiro filme, a sugestão de
evolucionismo é muito evidente, especialmente quando o personagem Sid vê numa
caverna de gelo sua “história evolutiva” (veja a imagem lá emaixo). Com sucesso
estrondoso, a franquia chega ao seu quinto filme, e no trailer já se pode ver claramente o deboche em relação ao
criacionismo. Diz o narrador, com voz apoteótica: “Desde os primórdios dos tempos, queremos saber
como o Universo foi criado. Um plano gloriosamente orquestrado ou algo muito,
muito mais bobo?” E o filme segue com a “versão boba”, desconsiderando a origem
“gloriosa”. Aliás, todo mundo sabe que o Big Bang, evento que dá nome à versão
brasileira da produção, é a teoria naturalista para a origem do Universo.
Versão que, via de regra, dispensa o Deus Criador e se baseia no acaso.
Não
é de hoje que as produções hollywoodianas, muitas das quais para crianças, vêm
enaltecendo e divulgando o espiritualismo, com a crença na alma imortal, e o
evolucionismo, com o consequente e natural desprezo pelo sábado da criação.
Essas ideologias compõem as duas principais facetas da grande mentira satânica
gestada no Éden e amplificada à enésima potência em nossos dias. Ambas pregam a
independência de Deus e uma suposta evolução – espiritual ou biológica –
independente de uma divindade superior. No âmago das três mensagens de
Apocalipse 14 está a doutrina da justificação pela fé, ou seja, da total
dependência humana de Deus. No âmago da mentira satânica estão a independência
de Deus (“sereis como Deus”) e as pretensas soluções humanas (“justificação”
pelas obras). Qual ideia vem sendo apregoada pela indústria cultural há muito
tempo e mais ainda neste tempo? Mas
tem outro ponto importante.
Além
da doutrinação evolucionista e espiritualista, em todas as produções
hollywoodianas o fim do mundo sempre é algo para se temer e evitar, não um
evento relacionado ao fim da dor, do sofrimento, da morte, ou seja, a volta de
Jesus. É assim em “A Era do Gelo 5” e em dezenas e dezenas de filmes
apocalípticos. Aliás, a palavra “Apocalipse” cada vez mais vem sendo associada
com algo ruim. Em “X-Men Apocalipse”, o inimigo dos mutantes e dos seres
humanos é um ser todo-poderoso que leva o nome do último livro da Bíblia, e ele
é derrotado. Em “Batman vs. Superman”, Apocalypse também é o nome do inimigo
superpoderoso que precisa ser derrotado. Apocalipse sempre é sinônimo de coisa
ruim, e pode e deve ser detido. Só que, na Bíblia, Apocalipse é a revelação de
Jesus Cristo, um livro um tanto enigmático, sim, mas que é claro para os que o
estudam e tem um desfecho feliz; um ponto final cheio de esperança, afinal,
trata da segunda vinda de Cristo e do estabelecimento do reino eterno de Deus.
E não há nada que se possa fazer para deter os planos de Deus, que são de paz
para os que os aceitam, não de destruição – a não ser para aqueles que os
rejeitam e desprezam a salvação.
| Apocalipse e Apocalypse |
Somos
imortais, vamos evoluir sempre e o fim do mundo não deve e não vai acontecer. É
isso que o inimigo de Deus quer que as pessoas pensem, especialmente as
crianças, esta geração em que ele está investindo pesado e que não podemos deixar
de lado. A única maneira de enfrentar a mentira é com a verdade, mas precisamos
apresentar e viver a verdade de maneira muito mais interessante do que as
produções de Hollywood pintam suas ilusões. Quando conhecerem de fato o que
Deus tem para elas, as pessoas perceberão como a mentira é sem graça, ainda que
tenha sido dourada com efeitos especiais.
(Michelson Borges, Ciência e Religião)
sexta-feira, abril 29, 2016
National Geographic fala de experiências com a morte
sexta-feira, abril 29, 2016
espiritualismo, Michelson Borges, mídia
Recheada
de testemunhos e relatos de pessoas que passaram pela tal experiência de quase
morte (EQM), a matéria de capa da edição de abril da revista National Geographic tem como título “A
ciência explica a morte”. Só que, depois da leitura, a gente percebe que não
explica coisa nenhuma, e o texto é apenas um apanhado requentado de várias pesquisas
e muitas especulações. A verdade é que ninguém sabe o que é a morte nem por que
morremos. Não existe explicação naturalista nem científica para esse evento
dramático. Prova disso é que a matéria da National
Geographic, como eu disse, está rechegada de experiências de pessoas que
juram ter se “desprendido” do corpo ou caminhado pelo famoso túnel de luz. Fala
em ciência, mas menciona espíritos e coisas do tipo, e deixa no ar uma sensação
de mistério em lugar de explicações científicas. Só que há dois tipos de
explicação para as EQMs: uma científica e outra teológica. Vamos lá.
Uma
pesquisa da Universidade do Kentucky, em Lexington (EUA), fez uma experiência
de monitoramento cerebral. Eles descobriram que as situações de proximidade com
a morte, durante um sono induzido por anestesia, ativam os mesmos mecanismos
neurológicos que entram em ação quando uma pessoa tem sonhos lúcidos, com plena
consciência do que está sonhando. Ambos seriam estimulados pelo córtex
dorsolateral pré-frontal, uma área que normalmente só funciona quando estamos
acordados.
O
coordenador do estudo, Kevin Nelson, disse que os resultados da pesquisa
indicam que uma “intrusão” do estado de sono REM contribui para as sensações de
“quase morte”. “Vejo (o fenômeno) como uma ativação de certas regiões do
cérebro que também estão ativas durante o estado de sonho”, disse Nelson ao
jornal britânico Daily Telegraph.
Na
Califórnia, existe o Centro de Pesquisas de Experiências Fora-do-corpo (OOBE
Research Center, na sigla em inglês), especializado no assunto. Com base no
estudo de Kentucky, os pesquisadores da Califórnia conduziram um estudo com
quatro grupos de voluntários, cada grupo tendo entre 10 e 20 integrantes. Os
participantes foram colocados para dormir, com a condição de imaginarem ao
máximo a ideia de estarem entrando por um túnel com fim luminoso e tentarem
sonhar com isso. Dezoito voluntários afirmaram terem sido capazes de sonhar com
isso. Outros, embora não tenham conseguido, tiveram a experiência de “sair do
corpo”, vendo a si mesmos flutuando e, às vezes, tendo a visão de um ente
querido já falecido.
Entre
os que “saíram do corpo”, o momento da ocorrência foi mensurável: em geral,
acontecia durante a tênue linha entre estar acordado e adormecido. Isso se
observou como ponto em comum entre todos os participantes, o que indica,
segundo os pesquisadores, que se trata de um mecanismo cerebral pré-programado
– tudo pode ser apenas um reflexo condicionado do cérebro, que gera um sonho
com extremo realismo.
Um
grupo de médicos da Universidade George Washington percebeu que a atividade
cerebral de pessoas que estavam morrendo ia ficando cada vez menor. Mas, nos
últimos momentos antes da morte, o córtex cerebral (área responsável pela
consciência) simplesmente disparava, e permanecia 30 a 180 segundos num nível
muito mais alto, antes de cessar de vez. Isso acontece porque, quando os
neurônios ficam sem oxigênio, perdem a capacidade de reter energia e começam a
disparar em sequência – num efeito dominó que poderia provocar alucinações. “Isso
pode explicar as experiências extracorpóreas relatadas por pacientes que quase
morreram”, afirma o estudo assinado pelos médicos.
Mas
por que é tão comum o relato do tal túnel de luz? Vou tentar explicar com outro
caso de uma pessoa que esteve à beira da morte e voltou para contar a história.
Orlando
Mário Ritter é adventista do sétimo dia de nascimento e pastor há vários anos. Em
2014, devido a um sério problema de saúde, ele teve que passar por várias
cirurgias, uma particularmente delicada que quase o levou à morte (leia o
relato aqui). Sobre essa experiência, ele conta o seguinte: “Um médico espiritualista me
perguntou, depois de uma breve explicação sobre minha ‘quase morte’: ‘Você
passou pelo túnel de luz? Você viu os espíritos?’ E eu respondi: ‘Sim, passei
pelo túnel de vidro, mas não vi nenhum espírito.’
Ele tornou a perguntar: ‘O que você viu, então?’ O que eu ‘vi’ de forma
surpreendentemente clara – e não foi por pouco tempo – foi a história da
humanidade, conforme o relato bíblico. Vi desde o fim do dilúvio até momentos
antes da volta de Cristo, quando o mar começava a engolir as ilhas e cidades
costeiras, até que subitamente tudo ficou escuro e não vi mais nada.”
O
médico então perguntou novamente para o pastor Orlando: “Você não viu a luz no
fim do túnel?” E ele respondeu que havia “visto” cenas incríveis da História,
mas não luz alguma no fim do túnel. Então o médico explicou o que ocorre nesse
estado de “quase morte”: conforme vai diminuindo a oxigenação do cérebro,
começam a surgir imagens vindas do subconsciente na forma de “túnel”, e provavelmente
ele não tenha visto o fim do túnel porque sua condição de oxigenação melhorou e
o “sonho vívido” foi forte o suficiente para ficar gravado, mas sem ser
finalizado.
Para
o pastor Orlando, que também é formado em Química e Pedagogia, os sonhos podem
revelar imagens que estão latentes no subconsciente e que, no caso dele, não
incluíam “espíritos” de forma alguma, já que sua formação está alicerçada na
Bíblia Sagrada.
A
maioria das pessoas tem algum tipo de visão espiritualista da vida, ainda que
sejam católicas ou evangélicas, já que essas correntes religiosas acreditam na
imortalidade da alma e na existência de “espíritos”. Acreditam também em
conceitos equivocados a respeito de céu e inferno, e são frequentes relatos de crentes
que dizem ter sonhado com esses lugares mitológicos.
Também
não podemos descartar a atuação do inimigo de Deus na mente das pessoas, no
sentido de ajudar a reforçar e dar publicidade à sua mentira de que o ser humano
possuiria imortalidade incondicional.
Uma
pessoa cuja mente foi alimentada com as verdades da Palavra de Deus, segundo a
qual os mortos estão como que dormindo aguardando a ressurreição por ocasião da
volta de Jesus (veja o vídeo abaixo), dificilmente verá túneis de luz e espíritos.
Michelson Borges