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domingo, junho 25, 2017

Enganos que envolvem o mundo

O que o evolucionismo, o espiritualismo, o marxismo e a ufologia têm em comum? Pode-se perceber um padrão perpassando cada uma dessas ideologias e as unificando. Que ideia básica seria essa? Nesta palestra, apresentada pelo pastor e jornalista Michelson Borges na Igreja Adventista Central do Rio de Janeiro, são revelados esses enganos à luz da Bíblia e do Espírito de Profecia. Assista e perceba que realmente é impossível deixar de perceber que há uma mente muito inteligente orquestrando essas e outras filosofias ao longo da história, com o único objetivo de levá-las ao desfecho, enganando tantas pessoas quanto for possível.

segunda-feira, fevereiro 20, 2017

LHC provou a inexistência de fantasmas?

A descoberta está certa e errada
O Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) é uma das experiências científicas mais incríveis do mundo, e ele já foi capaz de provar muitas teorias emocionantes, testemunhar a criação do plasma quark-glúon (a matéria mais densa fora dos buracos negros), encontrar evidências-chave contra a supersimetria e descobrir o famoso bóson de Higgs, resultado que gerou um Prêmio Nobel de Física. Muitas pessoas, no entanto, não têm sequer conhecimento de todas essas maravilhas que o LHC está desempenhando, em geral, porque mal podem soletrar “quark-glúon”. Porém, uma certa conclusão que o LHC nos permite tirar pode agarrar a atenção do público: pelo menos um físico sustenta que ele, de fato, refutou a existência de fantasmas. O físico em questão é Brian Cox, pesquisador de física de partículas na Universidade de Manchester, no Reino Unido.

Em uma transmissão recente feita pela BBC, os convidados do programa “The Infinite Monkey Cage” estavam discutindo a ciência e o paranormal, quando Cox afirmou o seguinte: “Antes de fazermos a primeira pergunta, vou dar uma declaração: não estamos aqui para debater a existência de fantasmas porque eles não existem. Se queremos que algum tipo de padrão que carrega informações sobre nossas células vivas persista, então precisamos especificar exatamente qual meio carrega esse padrão e como ele interage com as partículas de matéria a partir das quais os nossos corpos são feitos. Temos que, em outras palavras, inventar uma extensão para o Modelo Padrão de Física de Partículas que escapou à detecção no Grande Colisor de Hádrons. Isso é quase inconcebível nas escalas de energia típicas das interações de partículas em nossos corpos.”

Não entendeu nada? Pois é. Cox usou alguns termos científicos que podem confundir leigos como nós, de forma que o astrofísico Neil deGrasse Tyson, que também estava no programa, pressionou o cientista para esclarecer sua declaração. “Se eu entendi o que você acabou de declarar, você afirmou que o CERN, o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, refutou a existência de fantasmas.” “Sim”, respondeu Cox.

O físico explicou que, se houvesse algum tipo de substância “dirigindo” nossos corpos (algo que poderia virar um fantasma depois da nossa morte, e mover nossas pernas e braços), então deveria interagir com as partículas das quais nossos corpos são feitos. Dado o fato de que o LHC já fez medidas de alta precisão sobre as maneiras como as partículas interagem, Cox concluiu: “Minha afirmação é que não pode haver nada, tipo uma fonte de energia, que está dirigindo nossos corpos.”

Embora existam inúmeras explicações científicas que refutam e desacreditam o paranormal, a declaração de Cox parece nova. A ideia é mais simples do que sua explicação sugere: se fantasmas existem, eles são feitos de partículas, não é mesmo? Logo, se eles estivessem mesmo invadindo o mundo físico, então certamente seus “rastros” seriam detectados pelo LHC. Isso não aconteceu.


Nota: Duas coisas me ocorreram quando li a matéria acima: (1) fantasmas, de fato, não existem (confira), e (2) quem disse que o LHC é tão adequado assim para sondar todos os recantos da realidade? Se existe uma realidade “espiritual”, em outra dimensão ou em outro universo, de fato um artefato humano possivelmente terá dificuldades em detectar isso, dadas as suas limitações óbvias. Quanto à inexistência dos “fantasmas”, nem seria preciso utilizar o LHC para demonstrar isso. A Bíblia já o afirma. Segundo o Livro Sagrado, fantasmas ou espíritos desencarnados são, na verdade, anjos caídos (anjos maus rebelados contra Deus) que se fazem passar por pessoas mortas com o objetivo de ecoar a mentira original proferida no Éden: “Vocês não morrerão e serão como Deus.” E anjos são seres físicos. O ser humano também, e se trata de uma criatura composta de corpo e fôlego de vida, os quais, juntos, compõem a alma vivente. Nada é dito nas Escrituras a respeito de alguma entidade imaterial que habitaria o corpo humano. Essa ideia se desenvolveu no paganismo espiritualista e acabou por “contaminar” alguns ramos do cristianismo. Portanto, a “descoberta” do LHC está certa e errada ao mesmo tempo, em minha avaliação. Certa porque, de fato, fantasmas não existem; e errada porque o que vemos aqui em nosso planeta não se trata da realidade toda. [MB

segunda-feira, fevereiro 13, 2017

A mãe zumbi e a jogada de mestre satânica

Domesticando o mal
O inimigo de Deus sabe muito bem o que faz – quem nem sempre sabe o que ele faz são os seres humanos desavisados e, pior, os cristãos cegos. Não é de hoje que Satanás mistura o sagrado com o profano e a verdade com a mentira. E é justamente por causa dessa mistura que ele obtém tanto êxito, especialmente quando ilude os incautos. A novidade nesse gênero é a série “Santa Clarita Diet”, da Netflix. Trata-se da história de uma família tradicional – pai, mãe e filha – que vive no subúrbio de Los Angeles, num local em que a maioria das pessoas é politicamente correta e tem hábitos naturebas. Mas tudo muda quando a mãe se transforma em uma zumbi comedora de carne humana. O pior de tudo é que, apesar da transformação da mãe (interpretada por Drew Barrymore), o pai faz de tudo para que a família continue sua vida “normal”, inclusive acobertando os crimes da esposa que busca saciar a forme canibalesca. Salvar a família, nesse caso, é o objetivo acima de qualquer objetivo, o fim que justifica os meios, custe o que custar – ainda que o custo seja conviver com um ser demoníaco.  

Não bastasse a questão dos crimes e a ilusão de que quem os comete pode ser boa pessoa, há também o conteúdo satânico da obra. Ou você não conhece a origem dessa onda zumbi? (Clique aqui para saber mais.) Produções como “Santa Clarita Diet” fazem o que outras séries, e filmes, e desenhos animados, e videogames já fizeram e vêm fazendo há um bom tempo: “domesticaram” o demônio; transformaram o mal em brincadeira de crianças, aproximando as últimas gerações de temas como reencarnação, bruxaria, vampirismo, ocultismo, magia e afins - tudo o que vai contra o conceito bíblico de vida após a morte (confira).

Artimanha semelhante foi usada na série “Crepúsculo”. Um vampiro bonzinho se apaixona por uma humana e chega até a respeitar a virgindade dela. Que lindo! Filmes e séries com valores cristãos e morais, até. Aí é que mora o perigo! Assim como “Crepúsculo”, que tem como pano de fundo o vampirismo (que também é satanismo), “Santa Clarita Diet” vem sendo aclamada como uma série “família”, ao passo que ajuda a fortalecer a onda de celebração da morte, do espiritualismo e do satanismo. Multidões acham que estão vendo coisa inocente, quando, na verdade, estão se envolvendo com as trevas. Levam tudo na brincadeira, do jeito que o diabo gosta.

Já passa da hora de os cristãos (pelo menos) acordarem para a vida (eterna) e pararem de brincar com o perigo (Deuteronômio 18:10-12). “Chegou a hora de vocês despertarem do sono, porque agora a nossa salvação está mais próxima do que quando cremos” (Romanos 13:11).

Michelson Borges

sexta-feira, dezembro 09, 2016

Depois de bruxos e vampiros, é a vez dos anjos caídos

Triângulo amoroso com demônios
Lucinda Price ou simplesmente “Luce” é uma adolescente desajustada que descobre um “fator místico” capaz de justificar sua existência. A história foi escrita para o público adolescente e, portanto, é carregada de romance e aventuras. A fórmula não tem mais nada de novo. Novos, mesmo, são os protagonistas “místicos” da história: desta vez são anjos. O filme Fallen foi lançado ontem e tem como base o best-seller homônimo de Lauren Kete. Na descrição do site da revista Veja, “Luce tem uma relação especial com Daniel Grigori, o clássico bonitão-solitário-enigmático, que, com a sua atitude hostil, esconde seu passado, quando era um anjo e se recusou a escolher um lado na luta entre Deus e o Demônio, em nome do amor por uma mortal (a Lucinda das vidas passadas). Descontente com a situação, Lúcifer jogou uma maldição sobre o casal, pela qual a garota iria morrer sempre que consumasse seu amor por Daniel, que viria a reencontrar pela eternidade, enquanto ele permaneceria vivo e jovem como um vampiro.”

Cam Briel é um anjo partidário de Lúcifer e tudo indica que a função dele era matar Luce, mas ele se apaixona pela moça e passa a lutar pelo amor dela. E assim está criado o triângulo amoroso: Daniel, o misterioso jovem, a mocinha mártir e Cam. O trio principal e os outros anjos caídos – daí o nome Fallen (caído, em português) –, frequentam o reformatório Sword & Cross para adolescentes problemáticos e reduto da juventude criminosa de Angel Groove, a cidade em que se passa a trama.

Em entrevista concedida anos atrás, Kete disse: “Eu não imaginava que histórias de anjos caídos pudessem se tornar tão populares, e tem sido realmente divertido e estranho ver quantos autores estão se debruçando sobre histórias de anjos neste momento. Eu creio num inconsciente criativo coletivo e faz sentido que as narrativas de anjos estejam no centro desse inconsciente coletivo, agora.”

Não há nada de divertido e estranho em brincar com demônios. Discordo de Kete quando menciona o tal “inconsciente criativo”. Acredito que existe por trás dessas histórias um ser bem consciente do que está fazendo ao inspirar escritores cuja temática tem que ver com bruxaria, vampirismo, reencarnação e demônios, sim, porque, se é que as pessoas não sabem, anjos caídos são demônios. Creio em uma clara orquestração cultural diabólica que vem encantando fortemente as gerações nos últimos dez, vinte anos. O que começou com o inocente bruxinho Harry Potter, avançou pelos românticos e belos vampiros e culminou com anjos caídos. Multidões de crianças e adolescentes cresceram lendo livros com essas temáticas. E foram brindadas com a transposição para o cinema de suas histórias favoritas, o que garantiu, também, que mais pessoas fossem “encantadas”, algumas das quais nunca haviam pego esses livros na mão. Numa retroalimentação, os livros alimentaram o cinema que, por sua vez, ajudou a promover maior venda dos livros.

O ápice dessa orquestração satânica chega agora às telas. Fallen tem tudo o que o diabo gosta: relativização do mal; identificação dos leitores/telespectadores com os demônios e sua causa (retomar seu lugar “injustamente” perdido no Céu); reencarnação e vidas passadas; fluxo temporal eterno, sem fim ou desfecho (volta de Jesus e destruição do mal); afastamento dos conceitos bíblicos relacionados com anjos, Deus, grande conflito, etc., substituídos por uma versão mítica, maquiada, distorcida e diabólica. Sem contar a falsa ideia de que anjos e pessoas pudessem permanecer neutros na luta entre o bem e o mal.

Você consegue imaginar a dificuldade em falar da Bíblia para uma geração que foi preparada para ouvir de tudo, menos a verdade? Esse é o desafio dos cristãos nos dias de hoje, e eles têm que encará-lo de frente, por amor aos que vivem e perecem na ilusão da mentira – ilusão tão grande e encantadora que faz com que mesmo jovens cristãos, depois de ler um texto como este, digam: “Nada a ver. É apenas um tipo de diversão sem maiores consequências.”

Somente com o poder do Espírito Santo e com muito trabalho evangelístico contextualizado e focado esse encanto poderá ser quebrado.

Michelson Borges




Você precisa ler a nova edição atualizada do livro Nos Bastidores da Mídia (clique aqui).

segunda-feira, outubro 24, 2016

Os dois grandes erros divulgados intensamente

O livro bíblico de Gênesis, entre outros, desmascara a mentira original espalhada pelo anjo caído Lúcifer e com a qual ele envolveu a humanidade em sua rebelião contra Deus: “Disse a serpente à mulher: ‘Certamente não morrerão! Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês serão como Deus, conhecedores do bem e do mal’” (Gênesis 3:4, 5). A ideia da imortalidade da alma foi lançada, o que levou à independência de Deus, afinal, se sou imortal, por que devo me preocupar em manter conexão com a fonte da vida (Jesus)? A ideia da evolução espiritual, biológica e/ou social também estava inaugurada, afinal, o ser humano passa a ser visto como seu próprio deus. A outra mentira tem que ver com a contrafação do sábado do sétimo dia. Logo na origem deste mundo é dito que, “no sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou. Abençoou Deus o sétimo dia e o santificou, porque nele descansou de toda a obra que realizara na criação” (Gênesis 2:2, 3). Deus estabelece o sábado como memorial de Sua obra criativa, um sinal de fidelidade do ser humano para com Ele (Ezequiel 20:20), um mandamento da Sua santa lei (Êxodo 20:8-11) e um elemento constitutivo da última mensagem a ser dada aos humanos antes da volta de Jesus (Apocalipse 14:6, 7). Obviamente que Lúcifer, que se rebelou contra o governo divino e vem pregando a independência de Deus há alguns milênios, luta incansavelmente para destruir a crença na mortalidade humana e na vigência do santo sábado, pois ambas as doutrinas bíblicas evidenciam nossa total dependência do Criador. Um dos recursos disponíveis ao rebelde é a “indústria cultural”. Ela tem feito um marketing gratuito e bastante eficaz das duas grandes mentiras.

Anda circulando pelas redes sociais a seguinte chamada para um novo filme demoníaco: “Durante 200 anos, muitas pessoas tentaram se comunicar com os mortos. O que acontece quando eles respondem?” Trata-se da série “Ouija”, cujo novo filme tem como título “Origem do Mal”.

O filme descreve a vida de uma família tipicamente suburbana dos anos 1960 que sofreu o impacto da morte prematura do pai. Sobraram a mãe e duas filhas, que tentam sobreviver ganhando dinheiro como médiuns charlatãs, dando conforto falso às pessoas que as procuram. Mas tudo muda quando elas compram a famigerada tábua Ouija e se veem ameaçadas por “espíritos reais” e nada bonzinhos. No filme, há homenagens a clássicos de terror como “O Exorcista” e “Poltergeist”, o que ajuda mais uma vez a divulgar essas produções. “Ouija” vem no embalo do recente boom de filmes que abordam temas sobrenaturais, como “Atividade Paranormal” e “Invocação do Mal”, entre outros.

Esse tipo de produção cinematográfica alcança especialmente o público adolescente e jovem, que lota as salas de cinema. Mas há material (e muito) também para as crianças, garantindo a doutrinação espírita desde cedo. 

E quanto ao erro da observância do domingo e da desconsideração ao sábado? Duas notícias apenas:

O Portal G1 divulgou matéria interessante, com o título “Fechamos aos domingos para ver o sol se pôr”. Trata-se do aviso colocado na porta de uma doceria em Campo Grande, MS, que traz ainda a explicação: “Fechamos aos domingos para caminhar no parque, ir ao cinema, visitar um amigo, ler um bom livro, tomar um tereré, andar de bicicleta, aproveitar a família, cochilar na rede, tomar um banho de piscina, fazer tricô, meditar, ver o sol se pôr.”

A dona do estabelecimento explica: “Ficamos um ano e meio atendendo todos os dias da semana, mas a gente sentiu necessidade de ter um dia de folga, só para nós, então, decidimos fechar no domingo. Muita gente falava que a gente estava deixando de ganhar dinheiro, que outras docerias abriam, mas essas pessoas não percebiam que estavam no dia de folga querendo que a gente trabalhasse. O quadrinho é uma boa justificativa para as pessoas entenderem que a gente também quer descansar, aproveitar a família.”

A iniciativa chamou a atenção da cidade, foi bem aceita e ganhou a imprensa. É assim que as pessoas vão sendo educadas quanto à necessidade de descansar um dia a cada sete. O próprio papa Francisco vem dando sua grande contribuição, promovendo a causa ECOmênica. Só que essa ideia vem desde a criação, tendo Deus estabelecido o dia específico para isso, porque não se trata apenas de pausar em um dia, mas de santificar o dia que celebra a criação. Aliás, seria interessante que a imprensa destacasse também os inúmeros estabelecimentos que não abrem as portas aos sábados, há muito tempo, justamente pelos motivos apontados pela doceria de Campo Grande.

E vamos à última notícia: “Conferência em Boston discutirá a importância do sábado.” Pensou que se tratava de uma conferência adventista do sétimo dia? Nada disso. Trata-se de uma conferência ecumênica realizada neste mês, nos Estados Unidos, e que tem como objetivo promover a volta do dia de repouso. O padre Donald Conroy, da Diocese de Greensburg, na Pensilvânia, falou sobre “O sábado, a criação e a cultura global emergente”, durante um segmento da conferência nomeado “O sábado regenerativo: sábado, domingo e renovação”. O padre Conroy atuou em uma comissão da ONU para assuntos ecológicos.

A conferência é organizada pelo Lord’s Day Alliance, dos Estados Unidos, e patrocinada por várias entidades cristãs. O reverendo Rodney Petersen, diretor executivo do Lord’s Day Alliance, disse: “O emocionante disso é a maneira como católicos, evangélicos, ortodoxos e muitos outros grupos cristãos estão trabalhando juntos para defender o importante mandamento da guarda do santo sábado. O que é mais importante para nós do que o tempo? Estamos vivendo numa era de monetização até mesmo dos últimos poucos momentos do nosso sagrado descanso. Um dos aspectos fundamentais da guarda do santo dia do Senhor é que nem tudo na vida tem um preço.”

Mas não se iluda. O “sábado” a que esses religiosos se referem não é o sétimo dia do quarto mandamento da lei de Deus. Trata-se, na verdade, do domingo. O uso intercambiado dos termos só causa confusão, passando a ideia de que tanto faz o dia. A verdade é que a deterioração do domingo tem sido uma preocupação crescente nos últimos anos para muitos grupos religiosos, inclusive a Igreja Católica, já que, mesmo os que dizem guardar o domingo, não o guardam como fazem os sabatistas.

Em 2012, a North American Orthodox-Catholic Theological Consultation, patrocinada pela United States Conference of Catholic Bishops, emitiu uma declaração com o título “A importância do domingo”, que dizia: “A recuperação do significado teológico do domingo é fundamental para restaurar nossas vidas.” E dizia mais: “Para os cristãos, o domingo – dia do Senhor – é um dia consagrado para o serviço e a adoração a Deus. É um festival cristão ímpar... No domingo, a igreja se reúne para realizar sua plenitude escatológica da Eucaristia, na qual o Reino e o dia sem fim do Senhor são revelados no tempo. É o eterno primeiro dia da nova criação, um dia de regozijo.”

Essa ideia de “primeiro dia da nova criação” vem sendo usada com frequência pelos católicos e passa a mensagem de que o sábado é o “sétimo dia da velha criação”; aliás, uma criação na qual os papas nem creem, pois mitologizam a figura de Adão e Eva e relativizam o relato literal de que Deus criou a vida neste planeta em seis dias literais de 24 horas, há cerca de seis mil anos. E tinha que ser assim, afinal, como defender a substituição do sábado pelo domingo e continuar crendo (como Jesus, Paulo, João e outros criam) que o relato da criação é histórico?

Resumindo: igrejas, organizações, religiões espiritualistas, estabelecimentos comerciais, livros, histórias em quadrinhos, séries, filmes, etc., etc., sabendo ou não disso seus promotores, produtores, membros e proprietários, estão unidos na divulgação massiva dos dois grandes erros que têm afastado a humanidade da verdade bíblica e de seu Criador.

Você tem coragem de nadar contra a correnteza? Os verdadeiros cristãos sempre nadaram assim, mas a promessa é que de que eles chegarão ao porto seguro.

Michelson Borges

quinta-feira, agosto 11, 2016

Por que queimei meus livros de Harry Potter?

Se você nasceu nos anos 1990, este artigo é especialmente para você. Para quem nasceu antes e se maravilhou com o fantástico mundo de Hogwarts, esta leitura também interessa. E para você que já está achando tudo isso papo de “gente velha”, mas tem se interessado pela saga do “menino que sobreviveu” ou do “menino amaldiçoado”, recomendo-lhe fortemente este texto. Você não está prestes a ler um artigo de alguém que condena os livros de Harry Potter sem nunca os ter lido, mas, sim, de uma pessoa que leu todos os livros (várias vezes), assistiu a todos os filmes e ainda tinha duas coleções deles, uma em português e uma em inglês. Portanto, não se trata de críticas com base em sites ou impressões de terceiros. O que vou descrever aqui tem relação com os efeitos e as impressões que esse conteúdo todo teve sobre mim.

O pequeno Harry James Potter foi concebido, literariamente falando, por sua mãe, Joanne Kathleen Rowling, durante uma viagem entre Manchester e King’s Cross – a famosa estação de trem que inicia e termina toda a história. Existem vários comentários de Rowling sobre o modo de concepção da história, e também comentários de caráter conspiratório acerca disso. Minhas impressões cristãs, sem considerar nenhum site ao estilo sensacionalista, é de que realmente Rowling teve influências sobrenaturais para a criação de Harry Potter, levando em conta a própria admissão dela de que “ouvia” os diálogos que escreveu nos livros, e que “via” as cenas como reais. Não haveria nenhum mal nisso, caso não admitíssemos que o Espírito Santo usa nossas capacidades mentais para repassar mensagens às pessoas: como no caso de Moisés que, ao confidenciar a Deus sua incapacidade com a fala, obteve a resposta: “Vai, pois, agora, e Eu serei a tua boca e te ensinarei o que hás de falar” (Êxodo 4:12). A Jeremias, aos discípulos e apóstolos, e, posteriormente, a nós mesmos, quando estamos em grande dúvida sobre algum assunto ou a discorrer sobre algo celestial, o Espírito Santo fala pela nossa boca, nossos pensamentos e ações. Assim também ocorre com as pessoas que se abrem aos “espíritos de luz” (Lúcifer e seus anjos – mas esse é um assunto que você pode encontrar em outros posts): recebem orientação maligna para conselhos e, no caso que estamos tratando aqui, para uma obra grandiosa que conseguiria levar muitos para longe de Deus (muitos!), como creio pessoalmente ser o caso.

Passando a parte da concepção do livro, já se vê que não há de ser boa coisa. Mas eu não pensava assim na época, e por isso a cada nova aventura de Harry, Ron e Hermione, os livros pareciam me levar realmente para dentro daquele mundo mágico. Aos 11 anos, já tendo lido o primeiro livro algumas vezes (mais de cinco vezes), esperei a carta da Escola de Hogwarts e fiquei frustrada porque eu “não era especial”. Pode parecer uma coisa besta, mas como a história nos conta a trajetória de um menino simpático, que sofria perseguições nas mãos dos tios, vivia mal e tinha uma vida simples sem saber que era especial, toda criança ou pré-adolescente, em uma fase que já é conhecida pela confusão interna devido às mudanças físicas e hormonais, deseja viver uma grande aventura e ser especial como ninguém mais seria. Portanto, casamento perfeito! Mesmo não tendo recebido a tal carta, ouvi relatos impressionantes de outras crianças que se jogavam dos telhados de casa montados em vassouras, e outros ainda com transtornos sérios acreditando ser o próprio Harry ou ser um dos amigos ou inimigos de Hogwarts.

Mas, obviamente, ainda não seria motivo suficiente para queimar todos os livros. Ao longo dos anos, e com o lançamento dos demais volumes, os fãs de Harry Potter tiveram experiências com os mais fantásticos seres do mundo sobrenatural: centauros, elfos, lobisomens, hipogrifos e mais uma vasta variedade de seres. Somando-se a isso os lugares visitados por Harry: uma câmara secreta, o transporte rápido (aparatar ou pó de flu), um beco diagonal onde se pode comprar desde varinhas a caldeirões, e outros lugares não tão legais assim, como um cemitério em que ocorre um ritual de magia negra explícito, com o sangue do próprio protagonista – tudo isso acabaria por tornar nosso mundo, o real, aparentemente sem graça.

E esse problema acima, embora pareça inocente, tem causado sérios problemas psicológicos, como:

Desprezo pelo mundo real. Como a criança, o jovem e o adulto são constantemente estimulados pelas mais excitantes cenas sobrenaturais no livro, o mundo comum parece algo realmente sem graça. E não é para menos: a autora não ajuda em nada, chamando a nós (sim, todos nós, seres humanos, pois ninguém tem varinhas que lavam louças magicamente) de trouxas. Isso mesmo! Os trouxões! A Bíblia deixa claro que Deus deu Seu Filho, do reino celestial, para morrer por cada um de nós, como seres superespeciais. Ou você realmente crê que Jesus veio morrer apenas por uma classe especial de pessoas?

Infratores da lei. Harry Potter e seus amigos dificilmente têm um dia comum na escola, como se deve esperar de todo cidadão. Pelo contrário, seguir regras é algo extremamente difícil para eles, que apesar de terem Hermione (que frequentemente os chama para essa “responsa”), ela mesma acaba quebrando regras pelo “bem maior”, e no fim eles sempre salvam o mundo bruxo de mais uma aparição de Voldemort. O pobre e hostilizado professor Snape até cita esse fato em um dos livros, mas os leitores estão sempre do lado do jovem Harry, acabam por “odiar” aquele que chama para o que é correto.

Depressão. Como consequência, ou como causa do item acima citado, até atividades comuns como escola parecem desanimadoras. Imagine, depois de ler sobre uma das estranhíssimas aulas de adivinhação, astronomia, trato das criaturas mágicas, feitiço ou transformação, ter uma aula de m-a-t-e-m-á-t-i-c-a. É de chorar! Ou, ao invés de um emprego na Ordem da Fênix (que trata de liquidar assuntos das trevas), você tem que se sentar em seu escritório (que, aliás, não possui quadros de pessoas que falam e se movem), e ter um dia normal de trabalho. Portanto, a perda da felicidade nas coisas simples da vida se torna uma rotina para leitores de Harry Potter.

Agora gostaria de me voltar para o caráter antibíblico da saga, focando apenas em alguns pontos, visto que poderia citar diversos, se me dignasse a ler os livros mais uma vez ou assistir aos filmes, algo que definitivamente não pretendo fazer. Vou fazer isso citando textos bíblicos e comparando-os com o livro:

Magia, bruxaria: Isso é Hogwarts! Querido, cristão que é cristão não compactua com isso: “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus” (Gálatas 5:19-21).

“Por causa da multidão dos pecados da meretriz mui graciosa, da mestra das feitiçarias, que vendeu as nações com as suas fornicações, e as famílias pelas suas feitiçarias” (Naum 3:4).

“E exterminarei as feitiçarias da tua mão; e não terás adivinhadores” (Miqueias 5:12).

Analogia com Cristo e Satanás – bem e mal. Aqui temos um mix indizível de simbolismos que tornam o bem uma parte do mal ou vice-versa. Quer provas? Uma das horcruxes (pedaço da alma) de Voldemort (vilão, malvado, ser destituído de sentimentos misericordiosos) encontra-se dentro do próprio Harry, ou seja, ele pode ser bonzinho o quanto quiser, mas esse ladinho mal está ali, guardado. Mais uma para a coleção: ele fala a língua da serpente – no mínimo curioso ser uma serpente, mas com certeza é “coincidência”.

O bem, representado pelo Harry, não obedece às leis (como já citado) e é tão falível como qualquer outro ser humano. Não que ele tenha que ser Jesus, mas é bem representado como alguém que irá salvar a humanidade bruxa, portanto, na mente de todos compreende-se que Cristo poderia, sim, ter pecadinhos, pois isso não diminuiria Seu sacrifício, o que é uma blasfêmia. Analogias servem para nossa mente compreender coisas. Fazemos analogias para exemplificar e tornar mais claros certos conceitos. E com essa não seria diferente. Não adianta dizer que seu filho sabe que é tudo ficção...

Para coroar, temos o gran finale a la Lúcifer, com uma experiência quase morte (EQM). Você pode ler sobre isso em outros posts deste blog. Vamos analisar a conversa que ele tem com Dumbledore (um mago, meio parecido com nossa imagem mental de Deus, conselheiro e que “por coincidência” lhe dá a missão de destruir o mal). Aliás, antes, falando sobre espiritismo, Harry vive tentando falar com pessoas mortas, o que torna tudo “lindo”, pois ele tem contato com a mãe Lilian, o pai Thiago, o pobre Cedrico Diggory (um sacrifício necessário para o ritual do cemitério: jovem, virgem, puro de coração), Lupin, recém-morto em batalha, Sirius Black, seu padrinho, enfim... Somando-se a esse fato, a própria vida de Harry é profetizada por uma adivinhadora que consulta todo tipo de instrumentos: borras de chá, bolas de cristal...

Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti” (Deuteronômio 18:10-12).

Abaixo, megaspoiler de Harry Potter e as Relíquias da Morte (7), quando Harry teoricamente morre e vai para um lugar em que conversa então com seu mentor:

“– Mas você está morto – disse Harry.
– Ah, sim – respondeu Dumbledore, sem rodeios.
– Então... eu estou morto também?
– Ah – disse o diretor com um sorriso ainda maior. – Essa é a dúvida, não é? De modo geral, meu caro rapaz, acho que não.
Eles se encararam, o velho ainda sorrindo.
– Não? – repetiu Harry.
– Não.
– Mas... – Harry levou instintivamente a mão à cicatriz em forma de raio. Aparentemente sumira. – Mas eu deveria ter morrido... não me defendi! Deliberadamente deixei que me matasse!
– E isso, acho eu, terá feito toda a diferença.”

Em poucos minutos de conversa, Harry, que se encontra em um lugar branco, de extrema calmaria, começa a debater sua morte com Dumbledore. Os trechos em negrito demonstram claramente a intensão “oculta” de sacrifício deliberado e, sim, a conversa com um morto. Ou será que Rowling tentou hipoteticamente representar uma conversa de Jesus com Deus após a morte do Filho?

“– Mas se Voldemort usou aquela Maldição da Morte – recomeçou Harry –, e desta vez ninguém morreu por mim... como posso estar vivo? [Referindo-se à morte da mãe por ele, um ato de amor que o protegeu da maldição. Curioso, mais ainda somado ao fato de que dessa vez ninguém morreu por ele.]
– Acho que você sabe. Faça uma retrospectiva. Lembre o que ele fez em sua ignorância, cobiça e crueldade.
– Ele tirou o meu sangue – respondeu Harry. [O sangue de Harry é precioso, pois nele existem traços do sacrifício.]
– Exato! – exclamou Dumbledore.
– Ele tirou o seu sangue e usou-o para reconstruir o próprio corpo vivente! O seu sangue nas veias dele, Harry, a proteção de Lílian nos dois! Ele prendeu você à vida enquanto ele viver! [TOUCHÉ! Agora aquele que virá libertar o mundo bruxo vive por causa do vilão... por um “descuido” do próprio Voldemort, Harry apenas poderá ressuscitar por conta dele mesmo! Não parece tudo o que Satanás adoraria, ter a vida de Cristo nas mãos?]

– Eu vivo... enquanto ele viver? Mas pensei... pensei que fosse o contrário! Pensei que nós dois tínhamos que morrer? Ou dá no mesmo? – Então me explique... melhor – pediu Harry, e Dumbledore sorriu.
– Você foi a sétima Horcrux [parte da alma de Voldemort], Harry, a Horcrux que ele nunca pretendeu criar. Voldemort deixou a alma tão instável que ela se fragmentou quando ele cometeu aqueles atos de indizível maldade, o assassinato dos seus pais, a tentativa de matar uma criança. Mas o que escapou daquele quarto foi ainda menos do que ele percebeu. Voldemort deixou ali mais do que o seu corpo. Deixou uma parte de si mesmo presa a você, a pretensa vítima que sobrevivera. E o conhecimento dele permaneceu lamentavelmente incompleto, Harry! Aquilo a que Voldemort não dá valor ele não se dá sequer o trabalho de compreender. De elfos domésticos e contos infantis, amor, lealdade e inocência, Voldemort não entende nada. Nadinha. Que todos tenham um poder que supere o dele, um poder que supere o alcance da magia, é uma verdade que ele jamais compreendeu. Ele tirou o seu sangue acreditando que isso o fortaleceria. Integrou ao próprio corpo uma parte mínima do encantamento com que sua mãe o recobriu quando morreu para salvá-lo. O corpo dele guarda vivo o sacrifício de Lílian, e enquanto esse encantamento sobreviver, você também sobreviverá, assim como a última esperança de Voldemort.”

[Aqui já retrata o malvado como alguém descuidado, que perdeu detalhes de extrema importância e pode ser enganado. Nos dá a estranha sensação de que nós, seres simples e mortais, podemos “dar um nó” no Enganador das Nações, perito em nos fazer desviar, pelo simples fato de que um pouco dele vive em nós (pecado). Uma grande farsa e espetáculo tremendo, afinal, o que temer de alguém que pode ser enganado porque deixa “pedaços” falhos no plano?]

Essa parte, apesar de parecer um tanto complexa, não precisa de lá muita análise para compreender o pano de fundo ali representado. A conversa se estende, o que não nos interessa muito, mas o fim dela segue abaixo e você poderá tirar conclusões a partir dos textos em negrito e comentários:

“A compreensão do que aconteceria a seguir foi pouco a pouco se consolidando em Harry, nesses longos minutos, como a neve caindo suavemente.
– Tenho que voltar, não é?
– Isso depende de você.
– Tenho opção?
– Ah, sim – Dumbledore sorriu. – Estamos em King’s Cross, não foi o que você disse? Acho que, se decidir não voltar, você poderia... digamos... tomar um trem.
– E aonde ele me levaria?
– Em frente – respondeu Dumbledore, com simplicidade. Novo silêncio.
– Voldemort tem a Varinha das Varinhas.
– Verdade. Voldemort tem a Varinha das Varinhas.
– Mas o senhor quer que eu volte?
 – Acho que se você escolher voltar, há uma chance de que ele seja liquidado para sempre. Não posso prometer. Mas de uma coisa eu sei, Harry, você tem menos a temer do que ele ao retornarem para cá.
Harry tornou a relancear a coisa em carne viva que tremia e engasgava na sombra, sob a cadeira distante.
– Não tenha piedade dos mortos, Harry. Tenha piedade dos vivos e, acima de tudo, dos que vivem sem amor. Ao regressar, você poderá assegurar que menos almas serão mutiladas, menos famílias serão destroçadas. Se isso lhe parecer um objetivo meritório, então, por ora, diremos adeus.”

Você percebe aqui a conotação da conversa “Jesus e Deus”, pelos negritos, sendo que, aparentemente, “Jesus” não desejaria voltar de todo o coração, mas “Deus” o incita dando a cartada final, e nos deixando a certeza: não se trata de um personagem qualquer, num lugar qualquer.

Portanto, só posso concluir falando da felicidade que foi, depois de muitos e muitos anos de contida reflexão, me desfazer de todo o lixo que me tomava tempo. Tempo que poderia ter sido empregado estudando a Bíblia Sagrada. Tempo que poderia ter sido empregado em qualquer livro que me dissesse algo mais do que desmerecer o grande sacrifício de Cristo, incitar tudo aquilo que é proibido e poluir minha mente, caráter e personalidade. Por fim:

Filipenses 4:8: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.”

Fico feliz de poder compartilhar essa experiência, levar um pouco de luz às trevas, tornar claro o que tentam escurecer e assegurar que muitos deixem de ser ludibriados. A Bíblia é clara! Ela não muda! Ela não esconde nem tenta desfazer o caráter humano; não desmerece nem mesmo Satanás, que foi um dos seres mais esplêndidos já criados. Mas revela, mostra, traz para a luz, coloca sob o holofote, não deixa sombra nem lado oculto! Agarre-se à única fonte da verdade. Não se acostume com o “mundo”. Seja diferente em Cristo e comece hoje a se desfazer de tudo o que desvia você dEle.

(Bárbara Berti estudou administração e atualmente cursa Comércio Exterior na Universidade Regional de Blumenau, em Santa Catarina)

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quarta-feira, julho 06, 2016

Veja faz (de novo) apologia ao espiritismo

Na mesma edição em que, na página 37, há uma crítica sutil aos pastores Samuel Ferreira e R. R. Soares por terem conseguido passaporte diplomático para “representar o Brasil no exterior” (e não estou dizendo que esses indivíduos não mereçam críticas), Veja publica a matéria de capa “A luta contra o câncer” (nove páginas), contando a história do restabelecimento da saúde do médium João de Deus. Na “Carta ao Leitor” (editorial, página 12) já se pode ver o tom de apologia ao curandeiro espírita que, segundo a revista, também representa (nesse caso, bem) o País no exterior: a repórter, que aguardou meses para poder fazer a matéria, está abraçada ao médium na foto, e o texto diz, sem questionar, que ela teve o anel “energizado” por ele. Tenho certeza de que, se a reportagem fosse sobre um pastor evangélico ou mesmo sobre um criacionista, o tom seria outro, afinal, há muitos exemplos dessa natureza em edições passadas da mesma revista. Parcialidade evidente em um veículo jornalístico que deveria se pautar por um mínimo de imparcialidade.

João de Deus enfrentou um câncer agressivo no estômago e, em busca da cura, procurou os melhores médicos do famoso Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, embora se afirme que ele cure milhões de pessoas que o procuram em seu centro espírita em Abadiânia, GO. Em lugar de questionar esse aparente paradoxo, Veja simplesmente aceitou a explicação do médium: “O barbeiro corta o próprio cabelo?” A reportagem não deixa de mencionar o fato de que João de Deus teve várias esposas e que cobra 50 reais por uma caixa de “remédio” feito à base de flor-de-maracujá, mas enaltece o fato de as “consultas” e os “passes” serem gratuitos – e isso é possível porque João de Deus, além de médium, é dono de garimpo e de propriedades rurais. Dinheiro, para ele, não é problema.

O que mais me chama a atenção na reportagem é seu tom fideísta e apologético. O texto menciona temas como “curas espirituais”, “incorporação de espíritos”, “energização”, “passes” e outros como algo real, sem questionar ou mesmo relativizar. A mesma revista, quando aborda assuntos bem mais factuais, como o design inteligente da vida, o dilúvio, a criação divina, a historicidade da Bíblia e outros, o faz em tom de dúvida e até ironia.

João de Deus é, sim, uma figura pública. Sua luta contra o câncer é, sim, admirável e tocante. Mas o assunto merecer todo esse destaque, na capa da maior semanal de informação do Brasil, quando estão ocorrendo tantos outros assuntos muito mais relevantes e abrangentes do ponto de vista jornalístico, simplesmente causa estranheza e revela posturas e linhas editoriais bem claras.

Só para mencionar mais um exemplo, quando o ator Reinaldo Gianecchini também enfrentou o câncer, Veja deu capa para o assunto (confira aí ao lado) e, mais uma vez, enalteceu o “tratamento espiritual” a que ele se submeteu, praticamente igualando esse tipo de “tratamento” à medicina convencional.

O fato é que essas e outras divulgações gratuitas do espiritismo e da crença na vida após/durante a morte obedecem a uma agenda que extrapola o mero jornalismo. Há muito mais coisas envolvidas nisso. Se duvida, assista ao vídeo abaixo. E se quiser saber o que a Bíblia ensina sobre a morte, clique aqui.

Michelson Borges

terça-feira, maio 24, 2016

Desenhos animados a serviço da mentira

Está chegando aí mais uma animação “A Era do Gelo”, desta vez com o título “O Big Bang” (“Collision Course”, em inglês). No primeiro filme, a sugestão de evolucionismo é muito evidente, especialmente quando o personagem Sid vê numa caverna de gelo sua “história evolutiva” (veja a imagem lá emaixo). Com sucesso estrondoso, a franquia chega ao seu quinto filme, e no trailer já se pode ver claramente o deboche em relação ao criacionismo. Diz o narrador, com voz apoteótica: “Desde os primórdios dos tempos, queremos saber como o Universo foi criado. Um plano gloriosamente orquestrado ou algo muito, muito mais bobo?” E o filme segue com a “versão boba”, desconsiderando a origem “gloriosa”. Aliás, todo mundo sabe que o Big Bang, evento que dá nome à versão brasileira da produção, é a teoria naturalista para a origem do Universo. Versão que, via de regra, dispensa o Deus Criador e se baseia no acaso.

Não é de hoje que as produções hollywoodianas, muitas das quais para crianças, vêm enaltecendo e divulgando o espiritualismo, com a crença na alma imortal, e o evolucionismo, com o consequente e natural desprezo pelo sábado da criação. Essas ideologias compõem as duas principais facetas da grande mentira satânica gestada no Éden e amplificada à enésima potência em nossos dias. Ambas pregam a independência de Deus e uma suposta evolução – espiritual ou biológica – independente de uma divindade superior. No âmago das três mensagens de Apocalipse 14 está a doutrina da justificação pela fé, ou seja, da total dependência humana de Deus. No âmago da mentira satânica estão a independência de Deus (“sereis como Deus”) e as pretensas soluções humanas (“justificação” pelas obras). Qual ideia vem sendo apregoada pela indústria cultural há muito tempo e mais ainda neste tempo? Mas tem outro ponto importante.

Além da doutrinação evolucionista e espiritualista, em todas as produções hollywoodianas o fim do mundo sempre é algo para se temer e evitar, não um evento relacionado ao fim da dor, do sofrimento, da morte, ou seja, a volta de Jesus. É assim em “A Era do Gelo 5” e em dezenas e dezenas de filmes apocalípticos. Aliás, a palavra “Apocalipse” cada vez mais vem sendo associada com algo ruim. Em “X-Men Apocalipse”, o inimigo dos mutantes e dos seres humanos é um ser todo-poderoso que leva o nome do último livro da Bíblia, e ele é derrotado. Em “Batman vs. Superman”, Apocalypse também é o nome do inimigo superpoderoso que precisa ser derrotado. Apocalipse sempre é sinônimo de coisa ruim, e pode e deve ser detido. Só que, na Bíblia, Apocalipse é a revelação de Jesus Cristo, um livro um tanto enigmático, sim, mas que é claro para os que o estudam e tem um desfecho feliz; um ponto final cheio de esperança, afinal, trata da segunda vinda de Cristo e do estabelecimento do reino eterno de Deus. E não há nada que se possa fazer para deter os planos de Deus, que são de paz para os que os aceitam, não de destruição – a não ser para aqueles que os rejeitam e desprezam a salvação.

Apocalipse e Apocalypse
Somos imortais, vamos evoluir sempre e o fim do mundo não deve e não vai acontecer. É isso que o inimigo de Deus quer que as pessoas pensem, especialmente as crianças, esta geração em que ele está investindo pesado e que não podemos deixar de lado. A única maneira de enfrentar a mentira é com a verdade, mas precisamos apresentar e viver a verdade de maneira muito mais interessante do que as produções de Hollywood pintam suas ilusões. Quando conhecerem de fato o que Deus tem para elas, as pessoas perceberão como a mentira é sem graça, ainda que tenha sido dourada com efeitos especiais.



(Michelson Borges, Ciência e Religião)

sexta-feira, abril 29, 2016

National Geographic fala de experiências com a morte

Recheada de testemunhos e relatos de pessoas que passaram pela tal experiência de quase morte (EQM), a matéria de capa da edição de abril da revista National Geographic tem como título “A ciência explica a morte”. Só que, depois da leitura, a gente percebe que não explica coisa nenhuma, e o texto é apenas um apanhado requentado de várias pesquisas e muitas especulações. A verdade é que ninguém sabe o que é a morte nem por que morremos. Não existe explicação naturalista nem científica para esse evento dramático. Prova disso é que a matéria da National Geographic, como eu disse, está rechegada de experiências de pessoas que juram ter se “desprendido” do corpo ou caminhado pelo famoso túnel de luz. Fala em ciência, mas menciona espíritos e coisas do tipo, e deixa no ar uma sensação de mistério em lugar de explicações científicas. Só que há dois tipos de explicação para as EQMs: uma científica e outra teológica. Vamos lá.     

Uma pesquisa da Universidade do Kentucky, em Lexington (EUA), fez uma experiência de monitoramento cerebral. Eles descobriram que as situações de proximidade com a morte, durante um sono induzido por anestesia, ativam os mesmos mecanismos neurológicos que entram em ação quando uma pessoa tem sonhos lúcidos, com plena consciência do que está sonhando. Ambos seriam estimulados pelo córtex dorsolateral pré-frontal, uma área que normalmente só funciona quando estamos acordados.

O coordenador do estudo, Kevin Nelson, disse que os resultados da pesquisa indicam que uma “intrusão” do estado de sono REM contribui para as sensações de “quase morte”. “Vejo (o fenômeno) como uma ativação de certas regiões do cérebro que também estão ativas durante o estado de sonho”, disse Nelson ao jornal britânico Daily Telegraph.

Na Califórnia, existe o Centro de Pesquisas de Experiências Fora-do-corpo (OOBE Research Center, na sigla em inglês), especializado no assunto. Com base no estudo de Kentucky, os pesquisadores da Califórnia conduziram um estudo com quatro grupos de voluntários, cada grupo tendo entre 10 e 20 integrantes. Os participantes foram colocados para dormir, com a condição de imaginarem ao máximo a ideia de estarem entrando por um túnel com fim luminoso e tentarem sonhar com isso. Dezoito voluntários afirmaram terem sido capazes de sonhar com isso. Outros, embora não tenham conseguido, tiveram a experiência de “sair do corpo”, vendo a si mesmos flutuando e, às vezes, tendo a visão de um ente querido já falecido.

Entre os que “saíram do corpo”, o momento da ocorrência foi mensurável: em geral, acontecia durante a tênue linha entre estar acordado e adormecido. Isso se observou como ponto em comum entre todos os participantes, o que indica, segundo os pesquisadores, que se trata de um mecanismo cerebral pré-programado – tudo pode ser apenas um reflexo condicionado do cérebro, que gera um sonho com extremo realismo.

Um grupo de médicos da Universidade George Washington percebeu que a atividade cerebral de pessoas que estavam morrendo ia ficando cada vez menor. Mas, nos últimos momentos antes da morte, o córtex cerebral (área responsável pela consciência) simplesmente disparava, e permanecia 30 a 180 segundos num nível muito mais alto, antes de cessar de vez. Isso acontece porque, quando os neurônios ficam sem oxigênio, perdem a capacidade de reter energia e começam a disparar em sequência – num efeito dominó que poderia provocar alucinações. “Isso pode explicar as experiências extracorpóreas relatadas por pacientes que quase morreram”, afirma o estudo assinado pelos médicos.

Mas por que é tão comum o relato do tal túnel de luz? Vou tentar explicar com outro caso de uma pessoa que esteve à beira da morte e voltou para contar a história.

Orlando Mário Ritter é adventista do sétimo dia de nascimento e pastor há vários anos. Em 2014, devido a um sério problema de saúde, ele teve que passar por várias cirurgias, uma particularmente delicada que quase o levou à morte (leia o relato aqui). Sobre essa experiência, ele conta o seguinte: “Um médico espiritualista me perguntou, depois de uma breve explicação sobre minha ‘quase morte’: ‘Você passou pelo túnel de luz? Você viu os espíritos?’ E eu respondi: ‘Sim, passei pelo túnel de vidro, mas não vi nenhum espírito.’ Ele tornou a perguntar: ‘O que você viu, então?’ O que eu ‘vi’ de forma surpreendentemente clara – e não foi por pouco tempo – foi a história da humanidade, conforme o relato bíblico. Vi desde o fim do dilúvio até momentos antes da volta de Cristo, quando o mar começava a engolir as ilhas e cidades costeiras, até que subitamente tudo ficou escuro e não vi mais nada.”

O médico então perguntou novamente para o pastor Orlando: “Você não viu a luz no fim do túnel?” E ele respondeu que havia “visto” cenas incríveis da História, mas não luz alguma no fim do túnel. Então o médico explicou o que ocorre nesse estado de “quase morte”: conforme vai diminuindo a oxigenação do cérebro, começam a surgir imagens vindas do subconsciente na forma de “túnel”, e provavelmente ele não tenha visto o fim do túnel porque sua condição de oxigenação melhorou e o “sonho vívido” foi forte o suficiente para ficar gravado, mas sem ser finalizado.

Para o pastor Orlando, que também é formado em Química e Pedagogia, os sonhos podem revelar imagens que estão latentes no subconsciente e que, no caso dele, não incluíam “espíritos” de forma alguma, já que sua formação está alicerçada na Bíblia Sagrada.

A maioria das pessoas tem algum tipo de visão espiritualista da vida, ainda que sejam católicas ou evangélicas, já que essas correntes religiosas acreditam na imortalidade da alma e na existência de “espíritos”. Acreditam também em conceitos equivocados a respeito de céu e inferno, e são frequentes relatos de crentes que dizem ter sonhado com esses lugares mitológicos.

Também não podemos descartar a atuação do inimigo de Deus na mente das pessoas, no sentido de ajudar a reforçar e dar publicidade à sua mentira de que o ser humano possuiria imortalidade incondicional.

Uma pessoa cuja mente foi alimentada com as verdades da Palavra de Deus, segundo a qual os mortos estão como que dormindo aguardando a ressurreição por ocasião da volta de Jesus (veja o vídeo abaixo), dificilmente verá túneis de luz e espíritos.

Michelson Borges