Mostrando postagens com marcador dinossauros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dinossauros. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, março 04, 2022

Pesquisadores encontram fósseis de 11 dinossauros na Itália

Pesquisadores descobriram fósseis de uma manada de 11 dinossauros em Villaggio del Pescatore, uma antiga pedreira de calcário próxima da cidade portuária de Trieste, na Itália.  Um deles, denominado “Bruno”, é o maior e mais completo esqueleto de dinossauro da história do país. A pesquisa foi publicada na revista Scientific Reports. Apesar de terem sido encontrados restos de dinossauros isolados na Itália desde a década de 1990, a descoberta de vários esqueletos em um único lugar é significativa.

“A Itália não é conhecida pelos dinossauros e, embora tivéssemos alguns golpes de sorte no passado, agora temos um rebanho inteiro em um sítio de dinossauros”, relatou ao The Guardian Federico Fanti, professor da Universidade de Bolonha e pesquisador-chefe do local.

Esse local ganhou a atenção dos pesquisadores de dinossauros em 1996, após a descoberta de um esqueleto que os paleontólogos chamaram de Antonio, e inicialmente acreditaram ser uma espécie de dinossauro anã. Mas as últimas descobertas contestam isso, com Antonio agora sendo considerado um jovem dinossauro que fazia parte do mesmo rebanho que morreu junto. O maior dos restos fossilizados do grupo se chama Bruno.

“Bruno é o maior e mais antigo do grupo e o mais completo esqueleto de dinossauro já encontrado na Itália”, disse Fanti. “Sabíamos que havia dinossauros no local depois da descoberta de Antonio, mas até agora ninguém verificou quantos. O que temos agora são vários ossos pertencentes ao mesmo rebanho.”

Os restos fossilizados dos 11 dinossauros pertencem à espécie Tethyshadros insularis, que viveu há 80 milhões de anos [sic] e alcançava até cinco metros de comprimento.

Os resultados da pesquisa desafiam hipóteses anteriores que sugeriam eventos de nanismo entre ornitísquios durante o Cretáceo Superior e apoiam a presença de hadrossauroides plesiomorficamente de tamanho médio no domínio Tethyan da Eurásia, e fornecem dados incomparáveis ​​para inferir tendências do tamanho do corpo em dinossauros do Mesozóico.

Restos fossilizados de pequenos crocodiliformes, um único osso de pterossauro, peixes parciais, vários crustáceos, coprólitos raros, pólen e alga também foram encontrados no local. “Isso é muito legal, pois podemos descobrir o tipo de ambiente em que os dinossauros viveram e morreram”, acrescentou Fanti. “Naquele período, a área ficava muito próxima ao litoral em um ambiente tropical, quente e úmido, capaz de alimentar rebanhos de dinossauros.”

Alguns dos fósseis encontrados até agora em Villaggio del Pescatore, uma área protegida, estão em exibição no museu cívico de história natural em Trieste, e os especialistas esperam abrir parte do local ao público.

(Liziane Nunes Conrad Costa é formada em Ciências Biológicas com ênfase em Biotecnologia [UNIPAR], especialista em Morfofisiologia Animal [UFLA] e mestre em Biociências e Saúde [UNIOESTE]. É vice-presidente do Núcleo Cascavelense da SCB [Nuvel-SCB])

Nota: Além de essa incrível descoberta ser um verdadeiro deleite para qualquer amante dos dinos, o artigo revela que no mesmo local foram encontrados sepultados dinossauros, outros répteis, peixes, crustáceos, pólen e algas. Apesar de os pesquisadores não pontuarem a causa da morte de toda essa diversidade de seres vivos, você consegue imaginar um evento catastrófico hídrico que permitiu fossilização deles em um mesmo período? Se você não sabe, eu lhe convido a ler sobre o assunto na Bíblia Sagrada, no livro de Gênesis, a partir do capítulo 7.

Ressalto que existem pesquisas não criacionistas que já admitem inundações catastróficas (confira aquiaqui e aqui).

Fontes:

The Guardian

Artigo original

CHIARENZA, Alfio Alessandro et al. An Italian dinosaur Lagerstätte reveals the tempo and mode of hadrosauriform body size evolution. Scientific reports, v. 11, n. 1, p. 1-15, 2021.

Leia mais sobre fósseis de origem marinha:

http://www.criacionismo.com.br/2021/08/pesquisadores-encontram-estromatolicos.html

http://www.criacionismo.com.br/2013/01/pesquisador-diz-que-encontrou-novas.html

http://www.criacionismo.com.br/2011/01/diluvio-universal-e-suas-implicacoes.html

terça-feira, maio 04, 2021

“Múmia” de dinossauro tão bem preservada que tem pele e barriga intactas

Os cientistas o aclamam como o espécime de dinossauro mais bem preservado já descoberto. É por isso que não se podem ver seus ossos – eles permanecem cobertos por pele e armadura intactas. Encontrado acidentalmente por mineradores no Canadá, este nodossauro fossilizado tem mais de 110 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], mas ainda são visíveis na pele. De acordo com o Museu de Paleontologia Real Tyrrell, em Alberta, Canadá, que recentemente revelou a descoberta, o dinossauro está tão bem preservado que, em vez de um “fóssil”, poderíamos chamá-lo com segurança de “múmia de dinossauro”. Os pesquisadores que examinaram a descoberta ficaram impressionados com seu nível de preservação quase sem precedentes. A pele, a armadura e até algumas das entranhas da criatura estavam intactas – algo que nunca tinham visto antes.

Esse dinossauro foi construído como um tanque. Membro de uma espécie recém-descoberta chamada nodossauro, era um enorme herbívoro de quatro patas protegido por uma armadura pontiaguda e revestida. Pesava aproximadamente 1.300 quilos. Para se ter uma ideia de quão intacto o nodossauro mumificado está: ele ainda pesa uma tonelada!

Embora a forma como a múmia dos dinossauros possa permanecer tão intacta por tanto tempo permaneça um mistério, os pesquisadores sugerem que o nodossauro possa ter sido varrido por um rio inundado e levado ao mar, onde acabou afundando no fundo do oceano. Com o passar dos milhões de anos, os minerais poderiam ter se estabelecido na armadura e na pele do dinossauro. Isso pode ajudar a explicar por que a criatura foi preservada de uma forma tão realista. [Sempre mais ou menos a mesma história.] 

Os pesquisadores nomearam o nodossauro Borealopelta markmitchelli de 5,5 metros (18 pés de comprimento) em homenagem ao técnico do Royal Tyrrell Museum, Mark Mitchell, que passou mais de sete mil horas desenterrando com cuidado o fóssil de seu túmulo rochoso. Mas quão "realista" é realmente o espécime? Bem, aparentemente a preservação foi tão boa que os pesquisadores foram capazes de dizer a cor da pele do dinossauro usando técnicas de espectrometria de massa para detectar os pigmentos reais. Dessa maneira, eles descobriram que a coloração do nodossauro era de um marrom avermelhado escuro na parte superior do corpo – e mais claro na parte inferior. Como esse dinossauro era um herbívoro, sua cor de pele deve ter desempenhado um papel importante na proteção dos enormes carnívoros presentes na época. [...]

Como se a preservação da pele, armadura e tripas não fosse impressionante o suficiente, a múmia de dinossauro também é única, pois foi preservada em três dimensões, com a forma original do animal mantida. Segundo um pesquisador, “ele entrará na história da ciência como um dos espécimes de dinossauros mais bonitos e mais bem preservados – a Mona Lisa dos dinossauros”.

(Earthly MissionATICNNScience Alert, via Revista Saber é Saúde)







sexta-feira, setembro 20, 2019

A Pré-História em filmes: "O Bom Dinossauro"

Em diversas áreas do conhecimento existe uma espécie de círculo viciante que nos empurra a pré-definir algumas coisas. Quando eu falo de dinossauros, a agressividade e a violência desses animais já me vêm a mente. E, assim, o cinema deu aquele "empurrãozinho" para nos viciar em certas ideias que muitas vezes são visões opostas do que de fato ocorreu. No exemplo dos dinossauros, os animais selvagens atualmente não se comportam da forma que vemos nos filmes. Grande parte deles nem carnívora era. Desconstruir a ideia de "dinossauros são do mal" dá muito trabalho. Existem vários conceitos pré-formados que insistem em estampar a capa dos livros. A "evolução do homem" é um dos grandes exemplos. A tentativa constante de "macaquizar" o homem e humanizar os macacos está sempre na mídia.

Decidimos comentar alguns filmes que retratam a Pré-História e falar sobre alguns pontos desses círculos viciantes. Segundo Kindersley:[1]

"A Pré-História corresponde ao período da História que antecede a invenção da escrita, desde o começo dos tempos históricos registrados até aproximadamente 3500 a.C. É estudada pela antropologia, arqueologia e paleontologia."

Assim, podemos entender que a Pré-História se deu em momentos diferentes nos continentes. Quando os portugueses chegaram a nossas praias, encontraram o continente vivendo uma pré-história. Porém, na Europa e Ásia a pré-história já tinha ficado para trás dezenas de séculos antes.

Nas palestras do Onze de Gênesis, fizemos uma sequência de seis semanas, comentando filmes da Pré-História sob a ótica criacionista. Os detalhes que separei flertam com a cosmovisão criacionista e por isso achei interessante colocar essas cartas sobre a mesa para debate. Separei os seguintes filmes:

A Era do Gelo (2002) 
Apocalypto (2006) 
10.000 a.C. (2008) 
Os Croods (2013) 
O Bom Dinossauro (2015) 
Alfa (2018)

Claro que existem muitos outros bons, como o "Ao: The Last Hunter", ou a série "Elo Perdido", mas focamos em filmes mais populares. O primeiro dessa série é o filme "O Bom Dinossauro".

Numa linha do tempo alternativa, os dinossauros escaparam da extinção quando o asteroide passou diretamente pela Terra, sem atingi-la. Milhões de anos mais tarde, numa fazenda, um casal de Apatossauros agricultores, Henry e Ida, tem três filhos de 11 anos: Buck, Libby, e o último a chocar, Arlo. As crianças têm que deixar sua marca no silo da fazenda por algo grande que fizeram.

1. Extinção dos dinossauros

Cena do filme que mostra o meteoro que extinguiu os dinossauros errando a rota de colisão com a Terra

Na narrativa do filme, a extinção dos dinossauros dada por um impacto de asteroide não acontece. O comentário que quero destacar aqui neste trecho é o fato de a maioria dos paleontólogos concordar que houve uma extinção em massa no fim do período Cretáceo.  A teoria que é mais aceita pela comunidade científica é a de que um asteroide com aproximadamente 10 km de diâmetro tenha atingido a superfície da Terra, gerando uma explosão semelhante a 100 trilhões de toneladas de TNT.[2] Outra teoria é a de que certos movimentos sofridos pelos continentes provocaram mudanças nas correntes marítimas e também no clima do planeta. Isso fez a temperatura baixar, o que causou invernos mais rigorosos, consequentemente levando ao desaparecimento dos seres vivos que habitavam a Terra.[3]

Sob o ponto de vista criacionista, dinossauros existiram, foram criados por Deus e desapareceram da face da Terra. Um dos motivos do desaparecimento dos dinossauros pode ter sido o dilúvio bíblico, como é defendido por alguns criacionistas. O dilúvio bíblico e o grande asteroide que atingiu a Terra no fim do Cretáceo parecem ser eventos diferentes, mas podemos traçar uma convergência de dados. O evento pode ter sido o mesmo, narrado sob óticas diferentes.

Sobre o modelo da extinção dos dinossauros, Everton Alves escreveu:[4]
O modelo criacionista prevê que apenas um meteorito provavelmente não seria capaz disso nem responderia pela existência de tantos fósseis no mundo inteiro. Mas pense numa enxurrada de meteoritos caindo em terra e mar há bem menos tempo do que supõe a esticada cronologia evolutiva. Os que caíram na terra acabaram rachando a crosta, dando origem aos deslocamentos de placas tectônicas, aos terremotos e aos derrames de lavas. Os que caíram em mar poderiam gerar tsunamis de centenas de metros de altura, varrendo os continentes e destruindo tudo pela frente, sepultando quantidades incríveis de rochas, plantas e animais.
Então, tanto criacionistas quanto evolucionistas podem estar narrando o mesmo evento no caso da extinção dos dinossauros.

2. Montanhas e gelo

Cena do filme que mostra altas montanhas com gelo

O filme retrata a Terra antes do dilúvio, e no modelo criacionista a geologia do planeta é bem diferente dessa cena. Não há altas montanhas e existe um clima ameno. A Terra era uma grande estufa, havia um só continente com pequenas elevações. As grandes montanhas e formações com gelo são previstas apenas após o dilúvio.

Cena do filme que mostra altas montanhas com gelo

O dilúvio realizou um grande trabalho geológico. Corroer sedimentos aqui, reposicioná-los ali, elevar continentes, elevar planaltos, desnudar terrenos, etc., para que a Terra hoje fosse bem diferente de antes. Hoje, mesmo as cadeias de montanhas se elevam acima do mar.[5] A Bíblia relata que todas as montanhas foram cobertas; montanhas que existiam no momento do dilúvio, pois as montanhas atuais não existiam. Na geologia atual, algumas montanhas perderam altitude nos últimos anos e outras ganham a cada ano. Então, comparando a cena do filme com o cenário criacionista, vale a pena entender que de fato isso não ocorreu nesse período.

3. Dieta vegetariana

Cena do filme que mostra o humano caçando insetos para alimentar o dinossauro.


Cena do filme que mostra o humano caçando animais para alimentar o dinossauro

Cena do filme que mostra o dinossauro aceitando a dieta vegetariana

No filme, o personagem principal é um apatossauro. O apatossauro (do grego "lagarto enganoso") viveu na América do Norte durante o período Jurássico, e esse dinossauro saurópode chegava, em média, a mais de 23 metros de comprimento e 30 toneladas. O apatossauro se alimentava de plantas como samambaias, cavalinhas e gimnospermas, e devia comer em torno de 400 kg de vegetação por dia, engolindo junto pequenas pedras para ajudar a moer o alimento (gastrólitos).

Logicamente que o personagem do filme não comeria nada diferente da sua dieta. Mas o curioso é que, quando vemos os filmes de dinossauros, os ditos carnívoros é que chamam mais atenção. Eles são indômitos e saem devorando tudo o que está na frente deles. Será mesmo que os animais na natureza expressam esse comportamento?

Grande parte dos dinossauros era herbívora. Até alguns terópodes (família dos tiranossauros) eram herbívoros. Um estudo de paleontólogos americanos do Museu Field, em Chicago, indica que a maior parte dos dinossauros terópodes, exceto pelo Tiranossauro Rex e pelo Velociraptor, era herbívora e não carnívora, como se acreditava.[6]

Lindsay Zanno e Peter Makovicky concluíram com base em análises estatísticas que o regime alimentar de 90 espécies de dinossauros terópodes era constituído por plantas. Esses resultados contradizem a visão comum entre os paleontólogos de que quase todos os dinossauros terópodes caçavam para se alimentar, especialmente os antepassados mais próximos das aves.

"Grande parte dos terópodes estava claramente adaptada a uma vida de predador mas, em certo momento da evolução até as aves, esses dinossauros se tornaram herbívoros", explicou Lindsay Zanno. Os dois pesquisadores encontraram cerca de meia-dúzia de traços anatômicos que, estatisticamente, ligam a maior parte dos terópodes ao comportamento herbívoro, incluindo um bico desprovido de dentes.

Aplicando essa análise, os pesquisadores determinaram que 44% dos terópodes, distribuídos em seis grandes linhagens, eram herbívoros. Já que o número de terópodes herbívoros era tão importante, super-carnívoros como o Tiranossauro rex e o Velociraptor deveriam ser vistos "mais como uma exceção do que como uma regra", concluem os pesquisadores.

4. Serpente com patas

Cena do filme que mostra a serpente com patas



Logo nos vem a mente a narrativa bíblica, onde a punição da serpente foi de rastejar sobre o próprio ventre. Em Gênesis 3:14, 15 lemos:
“Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais e feras dos campos; andarás de rastos sobre o teu ventre e comerás o pó todos os dias de tua vida. Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar.”
A maioria dos cristãos tenta imaginar o que era esse animal chamado de serpente. Alguns tentam especular o fato de as serpentes terem pernas e as perdido após a punição de Deus.

O fato é que temos evidências de serpentes com patas no registro fóssil. O fóssil, encontrado na Formação Crato, na Bacia do Araripe, interior do Ceará, está circundado por fezes de peixes igualmente fossilizadas, o que sugere que o animal morreu soterrado por água e lama. Segundo os pesquisadores, essa cobra de quatro patas vivia no supercontinente Gondwana, integrante da parte sul da Pangea. Leia mais sobre isso aqui.

No entanto, algo mais real pode estar por trás disso. A serpente do Éden poderia ter patas ou poderia ter asas. Praticamente todas as culturas do mundo referenciaram monstros sobrenaturais em seus contos folclóricos - e alguns desses monstros assumem a forma de répteis escamosos, alados e que cospem fogo. "Dragões", como são conhecidos no oeste, geralmente são retratados como enormes, perigosos e ferozmente antissociais, e quase sempre acabam sendo mortos pelo proverbial "cavaleiro de armadura brilhante" ao fim de um ataque violento. 

Antes de explorarmos o vínculo entre dragões e dinossauros, é importante estabelecer exatamente o que é um dragão. A palavra "dragão" vem do grego dracon, que significa "serpente" ou "cobra d'água" - e, de fato, os primeiros dragões mitológicos se parecem mais com cobras do que com dinossauros ou pterossauros (répteis voadores). Também é importante reconhecer que os dragões não são exclusivos da tradição ocidental; esses monstros aparecem fortemente na mitologia asiática, onde recebem o nome chinês de "longo".

A serpente do Éden era um dragão? Um dinossauro? Ou uma espécie de serpente extinta? Leia mais sobre isso em nosso texto sobre o dragão de Da Vinci.

5. Pterossauros

Cena do filme que mostra os pterossauros caçadores

Nessa parte do bate-papo abordamos a grande verdade que a maioria dos espectadores não sabe: pterossauros não eram dinossauros. Eram répteis voadores. E sempre trago algumas curiosidades sobre esses animais lindos. Uma delas é que a região onde eu moro (Sul do Brasil) é rica em fósseis de pterossauros.

O pterossauro Keresdrakon vilsoni, o mais recente deles, foi apresentado em um artigo publicado em agosto de 2019 na revista da Academia Brasileira de Ciências. Segundo os paleontólogos, o pterossauro viveu "em um ambiente desértico periférico, onde existiam oásis com água e certa vegetação".

Keresdrakon é a junção de "keres", que, segundo a mitologia Grega, são espíritos que personificaram a morte violenta e estão associados à fatalidade; e "drakon", palavra para dragão no grego antigo. Já vilsoni foi uma homenagem a Vilson Greinert, um voluntário que dedicou centenas de horas preparando a maioria dos espécimes do "cemitério dos pterossauros" que fazem parte do acervo do Cenpaleo.

6. Tiranossauros bonzinhos

Cena do filme que mostra os tiranossauros bonzinhos

Nesta parte do filme vemos a interação do personagem principal com os tiranossauros. E para minha surpresa, não contribuíram com a má fama dos tiranossauros. No filme, eles são bonzinhos e ajudam o apatossauro a voltar para casa. Claro que eles cuidam da "comida", que é o "gado". São carnívoros, mas não demonstram aquele comportamento voraz, destruidor a que estamos acostumados.

Temos que desconstruir a imagem da agressividade extrema desses animais. Deus criou tudo bom e perfeito, e após o pecado muitas deformidades vieram a acontecer na criação. Não conseguimos ainda determinar direito como isso ocorreu, mas, comparando com os animais selvagens atuais, é fato que o cinema ás vezes exagera.

Cena do filme que mostra o "gado" cuidado pelos tiranossauros

8. Raptores emplumados

Raptores emplumados

Nessa cena representaram os raptores com algumas plumas saindo da cauda. E, de fato,  encontramos isso no registro fóssil. Existiram dinossauros com penas.

Para a cosmovisão criacionista, existe um fator que é discutido com polêmica. O fato de se admitir que dinossauros tinham penas pode corroborar com a evolução de dinossauros para aves. No entanto, isso é uma falsa premissa. Existiam répteis emplumados, e as aves fazem parte de outra categoria. É comum os seres vivos compartilharem características. E isso não comprova a macroevolução, mas comprova o design comum.

Cena do filme que mostra aves vivendo com dinossauros

Encontramos no registro fóssil aves vivendo com os dinossauros, e até antes de alguns deles.[7] Não encontramos de forma contundente no registro fóssil essa transição de dinossauros para aves. Não temos muitos fósseis dessa época na América do Norte, e menos ainda apresentam características que nos dão uma boa ideia de como eram na vida, mas sabemos que eles definitivamente existiam de alguma forma. O oxpickers, nativos da África, são especializados em comer parasitas sugadores de sangue de animais grandes, é um exemplo de ave que se acredita habitou com os dinossauros.

Na cosmovisão criacionista, cremos que Deus criou todos os seres vivos com aporte necessário para sofrer mutações. No entanto, dentro da mesma família. Sem saltos evolutivos que mudariam a espécie/família. Então, as aves variam e continuam aves. Dinossauros variam e continuam dinossauros. Algumas estruturas (como escamas, garras e penas) são compartilhadas.

Alex Kretzschmar

Referência:

[1] Série de autores e consultores, Dorling Kindersley, History (título original), 2007, ISBN 978-989-550-607-1, pág 15 

[2] Hildebrand AR, Pilkington M, Connors M, Ortiz-Aleman C, Chavez RE. Size and structure of the Chicxulub crater revealed by horizontal gravity gradients and cenotes. Nature. 2002; 376:415-417. 

[3] Price GD, Nunn EV. Valanginianisotopevariation in glendonitesandbelemnitesfromArctic Svalbard: Transient glacial temperaturesduringtheCretaceousgreenhouse. Geology. 2010;38(3):251-254. 

[4] ALVES, Everton Fernando; BORGES, Michelson. A extinção dos dinossauros: semelhanças entre as propostas evolucionista e criacionista. In:________. Revisitando as Origens. Maringá: Editorial NumarSCB, 2018, p.79-87. 

[5] Batten, D. (Ed.), Catchpoole, D. , Sarfati, J. e Wieland, C., Capítulo 11, E a deriva continental? O Livro de Respostas da Criação , Publicadores de Livros da Criação, 2006. 

[6] Lindsay E. Zanno e Peter J. Makovicky. Ecomorfologia herbívora e padrões de especialização na evolução de dinossauros terópodes . Anais da Academia Nacional de Ciências , 2010; DOI: 10.1073 / pnas.1011924108 

[7] Xing, Lida, et al. “Reanálise de Wupus Agilis (início do Cretáceo) de Chongqing, China, como um grande traço aviário: diferenciando entre grandes faixas de aves e pequenas faixas de terópodes não aviárias.” Plos One, vol. 10, n. 5, 2015, doi: 10.1371 / journal.pone.0124039.

quinta-feira, julho 25, 2019

Fósseis de aves descobertos no Brasil deixam Paleontólogos intrigados


Uma matéria publicada nos principais jornais brasileiros no dia 16 de maio certamente deixou muitos paleontólogos de “queixo caído”. Um grupo de pesquisadores composto por brasileiros, americanos e argentinos encontrou novos fósseis de aves, crocodilo e peixes em um sítio paleontológico brasileiro. Esses últimos achados ocorreram no Parque dos Girassóis, zona sul de Presidente Prudente, oeste de São Paulo, nas proximidades de um condomínio residencial. O local vem sendo escavado e pesquisado pelo paleontólogo brasileiro William Nava, há 14 anos, por isso, em sua homenagem, o sítio recebeu o nome de “William’s Quarry” (Pedreira do William).

O pesquisador Luis Chiappe, do Museu de História Natural de Los Angeles, afirma intrigado que “são raríssimos mundialmente os vestígios de aves tão pequenas, semelhantes às atuais, mas que viveram em período tão remoto”. De acordo William Nava, pelo menos três espécies de aves descobertas podem ser inéditas na paleontologia mundial.

Para nossa sorte, um dos animais que acabaram sendo depositados e fossilizados nesse sedimento fininho foram as aves, misturados com dentes de dinossauros, crocodilos, escama de peixe”, afirmou Nava. “Entre mais ou menos dois mil ossinhos coletados aqui de aves, temos, por baixo, três ou quatro novas espécies em nível mundial. Espécies de aves primitivas, que foram extintas junto com os dinossauros. Então, três ou quatro espécies novas. Essas espécies ainda não têm um nome científico, mas vão ter, porque são raridades. Depois serão produzidos com esses fósseis alguns artigos científicos, que serão disponibilizados para toda comunidade científica da América do Sul, do Norte, Europa, Ásia, África, principalmente com o material da China, que vai ser comparado com o de Prudente.

Segundo os pesquisadores, um dos mais importantes registros relacionam-se a algumas pré-maxilas dessas aves que apresentam dentes, indicando que poderiam ser carnívoras, e outras que aparentam não ter dentes, o que os deixou muito intrigados. (Nesse ponto, é relevante entender que “suposições” sobre os hábitos alimentares de seres vivos extintos não é tarefa fácil, uma vez que dentes fortes e pontiagudos, ao contrário do que se pensa, nem sempre são sinônimo de alimentação carnívora. Exemplo disso é a dentição do urso panda, forte e pontiaguda, como a de carnívoros, necessária para triturar o bambu, sua principal fonte de nutrição.)

De acordo com o pesquisador brasileiro, essa é a primeira descoberta desse tipo na América do Sul, contendo possivelmente espécies inéditas de aves. “Quando os fosseis foram contrastados com fósseis desse mesmo grupo de aves extintas, encontradas na Argentina e em outros países, as aves brasileiras apresentaram diferenças no úmero e em outros ossos, evidenciando serem espécies novas para o antigo continente Gondwana, porção de terras que, durante o Cretáceo Superior, reunia partes da Antártida, América do Sul, África, Índia e Austrália”, disse Nava.

Outra informação interessante é que os fósseis de aves estavam incrustados em uma rocha fina, que se alternava lateralmente com outra mais grossa, nas quais estavam dentes de dinossauro e de crocodilo. “As avezinhas estão preservadas porque ficaram depositadas numa lama fininha, há milhões de anos [sic], sendo cobertas por outras camadas de lama fina”, afirma o paleontólogo brasileiro.

No sítio brasileiro também foram encontrados dentes de crocodilos, dinossauros e escamas de peixes, possivelmente do mesmo período, além de outros fósseis ainda não identificados. Quando houver uma confirmação de que os fósseis das aves retratam espécies novas primitivas, elas serão descritas e devem ganhar um nome científico. Posteriormente, o grupo deve publicar no meio científico as descrições desses fósseis para publicações especializadas.

Integram também a equipe o paleontólogo Agustin Martinelli, o técnico especialista Guilhermo Aguirrezaba e o estudante de doutorado Sebastian Rozadilla, do Museu Argentino de Ciências Naturais de Buenos Aires, e ainda Jonatan Kaluza, da área de Paleontologia da Fundação Félix de Azara, de Buenos Aires.

(Liziane Nunes Conrad Costa é formada em Ciências Biológicas com ênfase em Biotecnologia [UNIPAR], especialista em Morfofisiologia Animal [UFLA] e mestranda em Biociências e Saúde [UNIOESTE]. É diretora-presidente do Núcleo Cascavelense da SCB [Nuvel-SCB])

Nota: Essa descoberta é intrigante porque, segundo a teoria da evolução, os dinossauros viveram numa era em que as aves e as criaturas terrestres, que não eram répteis, ou se encontravam numa forma “primitiva”, ou nem existiam ainda. Portanto, fósseis de dinossauros só deveriam ser encontrados com outros fósseis de dinossauros. Entretanto, novamente percebemos que as hipóteses evolucionistas não empatam com a realidade, uma vez que foram encontrados fósseis de dinossauros juntamente com aves, crocodilos e peixes, os quais, segundo os próprios pesquisadores, datam de um mesmo período. Além disso, diferentemente do que afirmam os evolucionistas, essas aves de tempos tão remotos são muito semelhantes às aves de hoje, fazendo cair por terra, novamente, os postulados sobre a linha do tempo evolutiva das espécies.

Essa descoberta, além de trazer entusiasmo por ter ocorrido em território nacional, revela mais evidências de que os dinossauros viveram “lado a lado” com outros animais, como as referidas aves encontradas. Isso reforça o que os criacionistas há muito já sabem: que as camadas rochosas onde se encontram os dinossauros têm todo o tipo de criaturas, dos mais diversos habitats. Nesse sentido, embora os evolucionistas não tenham argumentos para explicar as repetidas contradições entre suas hipóteses e a realidade encontrada por meio das descobertas científicas, o criacionismo, em contrapartida, se fortalece ao serem reforçadas suas pressuposições.

Fontes: Terra e Globo

Leia mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

terça-feira, maio 07, 2019

O dragão de Leonardo da Vinci

O mês de maio de 2019 marca o 500º aniversário da morte de Leonardo da Vinci (15 de abril de 1452 - 2 de maio de 1519). O polímata era bem conhecido por suas contribuições para a ciência, história, engenharia, arquitetura, o desenho e especialmente a pintura, com sua pintura mais famosa sendo a Mona Lisa. Para este aniversário, a Royal Collection Trust do Reino Unido está exibindo algumas das coleções de desenhos de Leonardo em 12 locais diferentes. Um desenho em particular está causando agitação. Intitulado "Gatos, leões e um dragão", desenhado por volta de 1517 a 18, você pode começar a adivinhar o motivo da agitação. A imagem da caneta e da tinta mostra vividamente gatos e leões em várias poses realistas. A nota na parte inferior do desenho diz: “De flexão e extensão. Essa espécie animal, da qual o leão é o príncipe, por causa de sua coluna espinhal é flexível.” Isso sugere que o desenho está relacionado com a gama de movimentos alcançáveis ​​pelos gatos. Alguns relacionaram isso a uma nota de Leonardo indicando que ela pode ter sido usada em um estudo maior sobre animais que andam sobre os quatro pés.[1] Leonardo teria sido capaz de observar gatos comuns com facilidade, e “os leões eram bem conhecidos na Itália na época - eles eram, por exemplo, mantidos em uma gaiola atrás do Palazzo della Signoria, em Florença, como um dos símbolos da cidade.”[2] Leonardo ainda teria construído um leão robô para entreter o rei Francisco I da França.[3] 
Royal Collection Trust / © Sua Majestade a Rainha Elizabeth II 2019

As descrições dos desenhos de gatos e leões chegam à mesma conclusão - que foram extraídas de observações diretas. No entanto, quando se trata do dragão na imagem, o Royal Collection Trust afirma que “o dragão foi adicionado simplesmente como um caso ainda mais extremo (limitado apenas pela imaginação do artista e não pela anatomia real)”. Mas seria esse o caso? Certamente essa é apenas uma enorme suposição. Parece basear-se unicamente em uma compreensão evolucionista da história que alega que os dinossauros (dragões) morreram há 65 milhões de anos, nunca vivendo com a humanidade. Faria muito mais sentido ser consistente e também atribuir o desenho do dragão à observação direta, em vez do desenho de um animal imaginário entre os reais. Além disso, a pergunta fica: Sem Leonardo literalmente olhando para o "dragão", como ele seria capaz de desenhar um animal extinto com tanta exatidão?

Livro de Derek Isaacs que especula sobre os relatos de
dragões serem avistamentos reais de dinossauros 

A palavra "dinossauro" foi inventada por Sir Richard Owen em 1841. Antes disso, a palavra "dragão" cobria grande variedade de animais cujas descrições frequentemente coincidem muito com os dinossauros e outros répteis extintos. Se esse é o caso, o desenho do dragão de Leonardo corresponde a algum dos dinossauros conhecidos hoje? O especialista em dinoartefato Vance Nelson [4] fala sobre isso: "Esta era uma representação típica na Europa, do que costumavam ser classificados como 'prossaurópodes'. Eles agora são classificados em vários grupos dentro de um grupo maior, os sauropodomorfos basais. Embora a cabeça tenha a estilização típica do século 16, a morfologia, no entanto, facilita a identificação dentro desse grupo."

O dragão de Leonardo mostra que as suposições evolucionistas modernas sobre o passado podem estar completamente erradas.

O que é interessante sobre os dinossauros que se enquadram nesse grupo, como os Lessemsauridae, é que suas patas dianteiras e traseiras tinham uma curvatura distinta, em oposição a membros colunares de cima para baixo. Eles também tinham cinco garras, tal como descrito por Leonardo (veja o pé traseiro direito). Poderiam tais detalhes específicos ser fabricados apenas a partir da mente?

A interpretação de Leonardo do dragão com uma cauda enrolada não é incomum ao longo da história, e pode ter sido um artifício artístico. No entanto, observando que a primeira parte da cauda ligada ao corpo é relativamente rígida, assim como ocorre em outros dinossauros saurópodes, existem outras opções. Pode ser que alguns dinossauros tenham uma cauda preênsil, como alguns lagartos hoje, facilmente capazes de assumir a mesma forma que no desenho. O dinossauro também está notavelmente no que parece ser uma postura defensiva, de modo que a cauda poderia ter sido desenhada capturando-o "meio chicote".[5] A capacidade de enrolar uma cauda seria útil, como quando se está dormindo, se movendo em espaços apertados ou até mesmo desenhando-a defensivamente. Nós não podemos mais observar os dinossauros hoje, então há algum grau de especulação sobre a amplitude total de movimento das caudas de sauropodomorpha.

Lessemsaurus

O dragão de Leonardo mostra que temos muito ainda que especular sobre o passado e a idade desses dinossauros. Acrescenta-se ao grande corpo de desenhos e representações de dinossauros desde que eles saíram da Arca de Noé, cerca de 4.500 anos atrás. Enquanto eles podem estar extintos hoje, sua existência contemporânea com os humanos parece ser relativamente bem documentada. Se Deus criou todos os animais terrestres no sexto dia, não é de se estranhar que tenhamos por certo período convivido juntos.

(Texto original de Philip Robinson, traduzido e adaptado por Alex Kretzschmar)

Referências

[1] Leonardo da Vinci, Paris Manuscrito E, XIV, Anatomia, Zoologia e Fisiologia, 825, c. 1513–14. 
[2] Royal Collection Trust., Gatos, leões e um dragão c. 1517-18, rct.uk. 
[3] Di Angelo, P., Leão mecânico de Leonardo, gingkoedizioni.it, 16 de fevereiro de 2017. 
[4] Bates, G., Desenterrando evidências empolgantes para a criação: Gary Bates entrevista o pesquisador de fósseis Vance Nelson, Criação 41 (2), 12–15, 2019. Retorne ao texto.
[5] Geggel, L., Chicotes da cauda do dinossauro poderiam ter quebrado barreira do som, livescience.com, 21 de outubro de 2015; cf. Dinossauros chicoteavam companheiros em linha? 

segunda-feira, abril 22, 2019

Amalgamação e dinossauros

Eu estava palestrando sobre o dilúvio em uma igreja do litoral de Santa Catarina, quando, no meio de minha arguição, houve um intervalo musical e me dirigi por alguns minutos até o bebedouro. Enquanto enchia o copo descartável, fui interrompido por um menino de aproximadamente seis anos de idade. Ele estava triste e perguntei se poderia ajudar em algo. Foi então que ele me relatou o real problema. Disse-se que seu pai não acreditava em dinossauros e que, na opinião dele, eles nem tinham sido criados por Deus. O garoto perguntou se eu iria falar de dinossauros na palestra. Bem, a palestra era sobre o dilúvio, e naquele momento decidi mudar alguns slides para pincelar sobre o assunto que incomodava tanto a criança.

Estamos em 2019 - falei para mim mesmo. Como em pleno século 21 encontramos pensamentos que permearam o criacionismo de duzentos anos atrás?! Na minha mente estava tudo bem resolvido, mas senti a necessidade de falar sobre o assunto. 

Esse não foi o único acontecimento motivado por essa questão. Já havia ocorrido antes, quando me questionaram se moscas eram criaturas de Deus. Outros queriam saber se Deus criou as bactérias, e uma senhora, ano passado, afirmou que as baratas certamente eram criaturas de Satanás.

Para começar a elucidar essa questão, quero estabelecer parâmetros bíblicos. Devemos saber o que a Bíblia fala sobre a criação. Em Colossenses 1:16 lemos: "Porquanto nEle foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou dominações, sejam governos ou poderes, tudo foi criado por Ele e para Ele."

Podemos também ler Êxodo 20:11, Neemias 9:6, João 1:3, João 1:10, Romanos 11:36, Isaías 42:5 e outras passagens indiretas que nos mostram que Deus é quem criou TODAS as coisas. Não há dúvida de que foi Deus quem colocou prontamente neste planeta tudo o que existe. Toda vida emana de e tem origem em Deus.

Se Deus criou todas as coisas, o que houve com a criação? Bem, a resposta é simples e clara. O pecado embaralhou as coisas. Antes eram perfeitas, funcionais e completas e, depois do pecado, perderam esse status. Em Gênesis 3:17 lemos que o próprio planeta sofreu junto com Adão e Eva a consequência do pecado. Todas as coisas caíram junto com a humanidade. 

Aqui já podemos chegar a uma simples conclusão. Deus não criou as coisas problemáticas, elas surgiram após o pecado. Então, à medida que o pecado entrava no mundo, mais problemas surgiram. Podemos citar doenças, vírus, patógenos, relações de predação, espinhos e morte. Não é à toa que, ao coroarem Jesus Cristo na cruz, escolheram uma coroa de espinhos, pois sobre Ele estava toda a maldição que entrou com o primeiro Adão.

AMALGAMAÇÃO

Muitos criacionistas têm falado sobre amalgamação, e cabem aqui alguns esclarecimentos. Alguns defendem que o termo representa o cruzamento de homens e animais, que poderiam gerar um terceiro grupo de seres que não tinham função na criação e, portanto, foram extintos no dilúvio. Esses conceitos foram atribuídos aos escritos de Ellen White, escritora e educadora adventista do século 19.

Descrevendo um grande pecado, a Sra. White relatou: “Mas se há um pecado acima de todo outro que atraiu a destruição da raça pelo dilúvio, foi o aviltante crime de amálgama de homem e besta que deturpou a imagem de Deus e causou confusão por toda parte” (Spiritual Gifts, v. 3, p. 64, 1864).

“Toda espécie de animal que Deus criou foi preservada na arca. As espécies confusas que Deus não criara, resultantes da amálgama, foram destruídas pelo dilúvio. Desde o dilúvio, tem havido amálgama de homem e besta como pode ser visto nas quase infindáveis variedades de espécies animais e em certas raças de homens” (Spiritual Gifts, v. 3, p. 75, 1864).

A polêmica declaração de Ellen White sobre ter ocorrido no passado "amálgama de homem e besta" dando origem à raças inferiores, tanto de homens quanto de animais, segundo a perspectiva defendida por adventistas, não existiu. A posição oficial dos principais estudantes dos escritos da Sra. White não concorda com essa ideia de amalgamação. 


A conclusão desse problema é bem simples. Dinossauros existiram e foram criados por Deus. As moscas, as baratas, as bactérias e todos os seres vivos que hoje têm uma relação conflituosa com os seres humanos sofreram efeitos deletérios do pecado e mostram o quanto o pecado deformou a criação original de Deus.

Deus promete restaurar todas essas coisas. Assim se cumprirá o que foi dito por meio do profeta Isaías no capítulo 65:17: “Pois eis que Eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas.” Isso significa que não sobrará vestígio algum de maldade e “não haverá mais maldição” sobre a Terra (Apocalipse 22:3). Jesus declarou: “Eis que faço novas todas as coisas” (Apocalipse 21:5). A Bíblia é enfática: “todas as coisas” serão restauradas (Atos 3:21). “A própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para liberdade da glória dos filhos de Deus” (Romanos 8:21).

Alex Kretzschmar

quarta-feira, dezembro 19, 2018

Dinosaur Research Project: pesquisa criacionista inovadora

O projeto intitulado Dinosaur Research Project é realizado na formação Lance, dentro do rancho da família Hanson em Wyoming. O sítio Hanson possui uma das camadas de fósseis de dinossauros mais ricas do mundo, com dimensão de cerca de um metro de espessura que se estende por muitos quilômetros quadrados, com milhares de fósseis já escavados. Inicialmente, o dono do rancho, o senhor Hanson, contatou um grupo de pesquisa evolucionista em Paleontologia para que fosse conhecer a formação rica em fósseis. O grupo se interessou e pediu um arrendamento das terras por meio de um contrato de 99 anos. Porém, o Sr. Hanson percebeu que os alunos estavam sendo ensinados apenas por meio de uma perspectiva evolucionista. Incomodado, ele propôs uma cláusula no contrato de que aos alunos fosse ensinada também a perspectiva criacionista.

O grupo não aceitou, a parceria foi concluída e o grupo deixou pichado na parede de um galpão, antes de sair, o seguinte: “Este é o ultimo dia em que a ciência verdadeira está sendo feita no rancho Hanson.” Em seguida, o dono do rancho entrou em contato com o Institute for Creation Research (ICR), que enviou os paleontólogos de vertebrados Dr. Lee Spencer e a sumidade Dr. Kurt Wise. A estação de pesquisa Hanson foi então configurada como uma organização sem fins lucrativos, com um conselho consultivo para garantir que a maior qualidade de pesquisa paleontológica fosse mantida.

No entanto, a ICR não conseguiu dar continuidade às escavações no local e entrou em contato com o geólogo e paleontólogo Dr. Arthur Chadwick, da Southern Adventist University que, juntamente com o Dr. Lee Spencer, elaboraram uma proposta de pesquisa sobre Tafonomia dos fósseis, que foi aprovada pela diretoria da estação de pesquisa Hanson, e então nasceu o Dinosaur Research Project.

Temporadas de escavações e suas descobertas

Em junho de 1997, quando começaram as primeiras escavações anuais com alunos, professores e outros voluntários, foram escavados cerca de cem fósseis por temporada. De lá pra cá, já são mais de cem voluntários que escavam cerca de mil fósseis por temporada.

Em 2019, alcançou o número histórico de 20 mil fósseis escavados. Em especial, ali foram descobertos fósseis de ossos e dentes desarticulados do Cretáceo superior, de dinossauros como Tiranossauro rex, Edmontossauro, Triceratops, misturados com fósseis de outros animais, como jacarés, crocodilos, tubarões, raias e plantas. Também foram descobertos alguns fósseis muito raros de Nanotyrannus e um dos maiores fêmures já descobertos na América do Norte de outros terópodes. Ademais, encontrou-se a fúrcula de um pequeno raptor.

Tecnologia utilizada

A fim de preservar o maior número de dados possíveis, o grupo de pesquisa criacionista, liderado pelo paleontólogo adventista Dr. Arthur Chadwick, decidiu que faria algo a mais em relação ao que os outros paleontólogos já haviam feito até aquele momento, em termos de controle de dados. Passaram a utilizar, então, uma tecnologia própria que usa alta resolução de GPS para mapear cada osso encontrado, de acordo com as posições exatas, e usando também o Geographical Information System (GIS), em que as imagens fotografadas em 3D são integradas com os pontos reais para facilitar a recuperação de todos os dados e reconstruir a formação do jeito que os ossos realmente estavam no chão (veja a imagem abaixo)


Um dos pontos que torna esse projeto único e de última geração é a tecnologia de ponta desenvolvida pelo astrofísico Dr. Larry Turner especialmente para esse trabalho, a fim de que fosse o método ideal a ser usado para mapear os fósseis. Essa tecnologia de alta precisão chamada “GPS Rover” passou a ser usada oficialmente no ano 2000, três anos após o início do projeto, tornando o grupo de pesquisa pioneiro em pesquisa de GPS e visualização das peças em 3D podendo o catálogo de fósseis inclusive ser consultado online por meio da base web de dados da estação de pesquisa Hanson por paleontólogos de qualquer lugar do mundo.

Em 2004, o Dr. Arthur Chadwick e o Dr. Turner foram convidados para uma escavação arqueológica na Jordânia, durante a qual eles ajudaram a implantar essa técnica inovadora e pioneira no campo da Arqueologia. Essa técnica foi publicada e apresentada na forma de artigos, pôsteres e resumos na Sociedade de Paleontologia de Vertebrados e na Sociedade Americana de Geologia (clique aqui e aqui).

Atualmente, ela é usada também por esses profissionais, tornando-se um padrão nesse campo. Isso faz com que aquela ideia de que “criacionistas não fazem boa ciência” caia por terra diante do desafio à inovação nesse projeto bem-sucedido. Parece que aquela frase deixada na parede do rancho por um grupo de pesquisa evolucionista de que ali não mais seria feita “ciência verdadeira” foi uma falácia diante do novo padrão estabelecido de excelência no campo fóssil em Tafonomia geológica e paleontológica, estratigrafia e sedimentologia.

Hoje a Southern Adventist University é referência nessa área. Devido à importância de suas pesquisas, o Dr. Arthur Chadwick chegou a ser entrevistado no documentário Is Genesis History? Caso você tenha interesse em fazer escavações de dinossauros em alguma temporada anual em Wyoming, basta acessar o site do Dinosaur Research Project. Quer saber mais sobre a história e as descobertas feitas por meio desse projeto? Leia a matéria intitulada “DiscoveringDinosaurs”. Para mais informações, assista aos vídeos abaixo:




(Fernando Alves é divulgador científico)