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segunda-feira, junho 12, 2017

Em artigo, pesquisadores admitem imprecisão da datação por C14

J. A. S. Francisco, aluno do curso de Licenciatura em Química do Centro Universitário Amparense (Unifia); A. A. Lima, química, doutora em Ciências (área de concentração: Química Inorgânica), professora da Unifia e coordenadora do curso de Química; e D. P. Arçari, biólogo, mestre em Ciências e professor da Unifia escreveram o artigo “Datação por Carbono 14” (leia aqui), no qual concluem o seguinte: “No estudo realizado através de revisão literária pode-se concluir que pelo método de datação por carbono 14, se torna possível que arqueólogos possam comprovar a idade de objetos e fosseis encontrados, que provavelmente estão no local há milhares de anos. Pelo que podemos ver, a datação através do carbono 14 não deve ser utilizada como algo exato, principalmente por não se conhecer a concentração exata de carbono 14 em tempos remotos. Essa variação pode fazer uma amostra parecer mais velha do que realmente possa ser. É bom ter em mente o que está por trás dos métodos de datação por carbono 14. Uma coisa é medir a quantidade de isótopos presentes em determinada amostra, isso é possível fazer com grande precisão; outra coisa totalmente diferente é extrapolar essa observação para determinar a idade do objeto em questão, isso depende de fatores não observados e não conhecidos que simplesmente se tem de assumir não dá para voltar atrás no tempo até a altura que o objeto começou a se formar e acompanhar o seu desenvolvimento.”

Admissão interessante de quem estuda o assunto, embora programas popularescos como o Fantástico e documentários da Discovery, por exemplo, sempre apresentem os métodos radioativos de datação como praticamente infalíveis. Uma análise rápida de alguns artigos científicos disponíveis na internet mostra que vários autores admitem possibilidades de erros nas datações. E meu livro A História da Vida, trato desse assunto dos métodos de datação em um capítulo específico, e a Sociedade Criacionista Brasileira (SCB) acaba de lançar um ótimo livro sobre o assunto, intitulado Exame Crítico da Datação Radiométrica.

A Datação Radiométrica é um dos assuntos cruciais envolvidos na controvérsia entre a estrutura conceitual evolucionista e a estrutura conceitual criacionista, pelas implicações relativas às distintas interpretações das idades de formações geológicas e de fósseis encontradas na natureza. Esse livro pretende fornecer subsídios para quem realmente deseja compreender as bases filosóficas e as evidências reais que fundamentam os pressupostos assumidos pelas duas posições antagônicas aceitas para a interpretação dos fatos observados na natureza.

Na primeira parte do livro, encontra-se uma seleção de artigos já publicados nos periódicos editados pela SCB e, na segunda parte, uma coletânea de artigos mais recentes, publicados na revista Acts and Facts, publicada mensalmente pelo Institute for Creation Research, instituição criacionista sediada nos Estados Unidos.

Todos esses artigos, em seu conjunto, constituem um valioso acervo de informações básicas sobre a história do desenvolvimento dos métodos de datação radiométrica e do estado atual da arte nesse interessante e importante campo de pesquisas.

O desejo dos editores é que essa seja uma publicação que possa trazer à baila argumentos de peso a favor da interpretação alternativa dos fatos a partir de pressuposições distintas das usualmente levadas em conta no campo da datação radiométrica, permitindo aos leitores avaliarem a questão por si mesmos considerando as informações adicionais expostas, nem sempre fáceis de ser encontradas na literatura especializada sobre o assunto.

O livro tem 220 páginas e pode ser adquirido aqui. [MB]

quarta-feira, fevereiro 01, 2017

Costela de dinossauro tem restos de tecido mole

Visitantes olham fóssil em Hong Kong
A costela de um dinossauro herbívoro de pescoço longo que viveu há [supostos] 195 milhões de anos forneceu o que pode ser o vestígio de tecido mole mais antigo já recuperado, disseram cientistas na terça-feira. A descoberta promete uma chance de extrair pistas raras sobre a biologia e a evolução de animais extintos há muito tempo, escreveu uma equipe de pesquisadores na revista científica Nature Communications. Essas informações são, em sua maioria, ausentes em esqueletos duros preservados, que formam a maior parte dos registros fósseis. “Nós mostramos a presença de proteína preservada em um dinossauro de 195 milhões de anos, pelo menos 120 milhões de anos mais antiga do que qualquer outra descoberta similar”, disse à AFP o coautor do estudo Robert Reisz, da Universidade de Toronto Mississauga. “Essas proteínas são os blocos de construção dos tecidos moles de animais, e é emocionante entender como eles foram preservadas”, acrescentou. [Emocionante ou constrangedor?]

Reisz e uma equipe escanearam um osso de costela de Lufengossauro, um dinossauro comum no período Jurássico Inferior, que media até oito metros de comprimento. Os pesquisadores usaram um feixe de fótons no Centro Nacional de Pesquisa de Radiação Síncrotron em Taiwan para examinar o interior do osso, especificamente seus conteúdos químicos. Eles encontraram evidências de proteínas de colágeno dentro de pequenos canais na costela e concluíram que se tratava “provavelmente de restos dos vasos sanguíneos que forneciam sangue para as células ósseas do dinossauro vivo”.

A maioria dos estudos anteriores extraíram restos orgânicos através da dissolução de outras partes do fóssil, disse a equipe. Com o método síncrotron, isso não é necessário, e até mesmo os restos mais antigos podem ser revelados sem danificar os ossos de dinossauros.

A descoberta mais antiga anterior de suspeita de hemácias e fibras de colágeno foi relatada em 2013, em dinossauros que viveram cerca de [supostos] 75 milhões de anos atrás. Proteínas e outros resíduos orgânicos geralmente se decompõem logo após a morte de um animal. Durante a fossilização, o espaço que esse material ocupa no interior do osso é preenchido por depósitos minerais transportados por águas subterrâneas. Portanto, é muito raro encontrar tecidos moles fossilizados.


Nota: Clique aqui para entender por que uma notícia como essa é uma “bomba” para a teoria da evolução. [MB]

quinta-feira, dezembro 15, 2016

Carbono-14 em fósseis: um dilema cada vez mais difícil

Não deveria haver C-14, mas há
Recentemente, um artigo publicado na revista Nature afirmou que, ao contrário do que se pensava, a descoberta de tecidos moles em fósseis é um “fenômeno comum”.[1: p. 6] De fato, a presença de biomoléculas em fósseis de dinossauros é a regra, não a exceção. Mas o que dizer dos achados científicos de carbono-14 (C-14) em fósseis de dinossauros ao longo da história? Em 1990, a organização Creation Research Science Education Foundation (CRSEF), sediada em Columbus, Ohio, anunciou de forma pioneira o achado de várias datas de radiocarbono variando de 30.000 a 100.000 anos, com taxas de carbono entre 1,9% e 7,4%, obtidas a partir de ossos fósseis de dinossauros que sugeririam que “os dinossauros viveram com humanos”.[2: p. 2A] Segundo essa organização criacionista, os exemplares fósseis de dinossauros são reais, e algumas espécies foram obtidas de coleções paleontológicas do Museu Carnegie de História Natural, em Pittsburgh (EUA). Além disso, um espectrometrista de massa a laser da Universidade Estatal de Moscou (Rússia) teria confirmado a idade relativamente recente dos espécimes.[3: p. 372]

Muitas publicações seculares contestaram posteriormente os resultados criacionistas alegando ausência de rigor metodológico e contaminação das amostras.[4] Mas, como afirma um dos autores aqui, eles não receberam a chance de resposta. Independentemente da controvérsia, fato é que os criacionistas foram pioneiros no uso da técnica de datação de C-14 por espectrometria de massa a laser em fósseis de dinossauros. Segundo Bradley Lepper, curador em arqueologia na Sociedade Histórica de Ohio, no ano de 1992, “a datação por espectrometria de massa a laser era uma técnica experimental e muito nova. Seus métodos, suposições e limitações não eram bem compreendidos.”[4: p. 7] Para Lepper, “vários geoquímicos que ele havia consultado nunca tinham ouvido falar de espectrometria de massa a laser ser usado como uma técnica de datação”.[4: p. 7] Por outro lado, sabemos que hoje o espectrômetro de massas é o aparelho considerado de primeira escolha devido a sua precisão em detectar radiocarbono em fragmentos de até 100.000 anos.

Desde a década de 1990 para cá, outros resultados têm sido publicados por grupos de pesquisas espalhados pelo mundo acerca de radiocarbono identificado em fósseis de dinossauros. Em 2011, por exemplo, um grupo de pesquisa da Suécia encontrou proteínas no úmero de um mosassauro (réptil marinho gigante extinto) de supostos 80 milhões de anos atrás, alegando conservação de tecidos moles, e negando uma possível contaminação: “As fibrilas [encontradas] diferem significativamente na assinatura espectral das de potenciais contaminantes bacterianos modernos, tais como os biofilmes.”[5] Além disso, os pesquisadores encontraram quantidade significativa (5%) de C-14 nesse fóssil. No entanto, eles interpretaram esse achado de maneira inconsistente com o achado principal do artigo, alegando que o C-14 – ao contrário do tecido mole encontrado – deveria ter vindo de contaminação. O curioso é que tal alegação é incoerente com a própria conclusão do estudo. Se o C-14 tivesse vindo de contaminação, essa condição faria com que a reivindicação de sobrevivência de material biológico fosse obviamente ainda mais impossível.

Em 2012, uma equipe de pesquisadores do grupo Paleocronologia (Paleogrupo) fez uma apresentação no período de 13 a 17 de agosto em uma reunião anual de Geofísica do Pacífico Ocidental, em Cingapura, idealizada pela conferência da União Americana de Geofísica (AGU) e pela Sociedade de Geociências da Oceania Asiática (AOGS).[6] Os autores descobriram uma razão para a sobrevivência intrigante dos tecidos moles e colágeno em ossos de dinossauros. Segundo eles, os ossos são mais jovens do que tem sido relatado. Para tanto, eles utilizaram o método de datação por radiocarbono em múltiplas amostras de ossos de oito dinossauros encontrados no Texas, Alasca, Colorado e Montana. E pasme! Eles reportaram a presença do C-14 (que decai rapidamente) nos ossos, revelando que eles tinham apenas entre 22.000 a 39.000 anos de idade de radiocarbono. Para saber mais, clique aqui.

Como era de se esperar, embora o trabalho tivesse sido aceito, os cientistas foram censurados e o resumo foi removido do site da conferência por dois presidentes, porque não podiam aceitar as conclusões. Quando os autores questionaram, eles receberam uma carta. Mas qual seria o motivo para isso? O pressuposto dos presidentes era o de que o C-14 não poderia estar presente em tais fósseis “velhos”. Negativas como essa têm impedido a realização de testes com a datação por carbono e prejudicado o progresso da ciência. Isso porque os evolucionistas sabem que, se uma análise fosse feita utilizando esse método de datação, seria altamente provável que mostraria uma idade de radiocarbono de milhares de anos, e não de “milhões de anos”, como na previsão evolutiva.

Além disso, o grupo de Paleogrupo publicou outros trabalhos acerca da descoberta de C-14 em ossos de dinossauros. Em 2009, um artigo revisado por pares já havia sido aceito e publicado em italiano em uma conferência realizada pelo Conselho de Pesquisas Nacionais da Itália, na cidade de Roma.[7] O mesmo artigo foi publicado em inglês em uma conferência posterior realizada pela Gustav Siewerth Academie, no sul da Alemanha.[8] Esse artigo trouxe uma descrição minuciosa da metodologia adotada pelos pesquisadores.

Como pode ser visto, ano após ano o Paleogrupo tem sido autorizado a apresentar seus resultados em conferências internacionais na área de Ciências Geofísicas. No dia 17 de dezembro de 2014, por exemplo, o Paleogrupo apresentou informações na forma de pôster na reunião da American Geophysical Union (AGU), em San Francisco (EUA).[9] Em 5 de agosto de 2015, por sua vez, apresentou-se na reunião da Asia Oceania Geosciences Society (AOGS), em Cingapura.[10]

Em 2015, pesquisadores norte-americanos publicaram na forma de artigo científico os resultados de seu projeto Investigation of Dinosaur Intact Natural Osteo-tissue (iDINO), cujo objetivo é a investigação da permanência de tecidos moles (fibrilar) em ossos de dinossauros.[11] Os autores encontraram quantidades mensuráveis de C-14 em 16 amostras a partir de 14 espécimes fósseis de peixes, madeira, plantas e animais de toda a coluna geológica, Mioceno a Permiano, de todas as três eras: Cenozoica, Mesozoica e Paleozoica. As amostras vieram de diferentes locais do planeta (Canadá, Alemanha e Austrália). Cerca de metade eram de ossos de dinossauros (sete espécimes). Todas as amostras foram preparadas por processos padrão para eliminar a contaminação e, em seguida, foram submetidas à análise de espectrometria de massa atômica por cinco laboratórios. As idades variaram entre 17.850 a 49.470 anos de radiocarbono. Para saber mais, clique aqui.

Pelo exposto, percebemos que, até agora, nenhum cientista evolucionista sugeriu a datação de C-14 em fósseis de dinossauros, pois eles acreditam que esses fósseis tenham milhões de anos de idade, e ossos mais antigos que 100.000 anos supostamente não deveriam conter nenhum C-14 devido à sua meia-vida de 5.730 anos, conforme vemos no Relógio do Tempo (abaixo). No entanto, até pouco tempo atrás eles também acreditavam que os fósseis de dinossauros não podiam conter tecidos moles!


Interpretando as idades obtidas por radiocarbono

Para compreendermos as idades resultantes de datação por C-14, muitas vezes apresentadas em dezenas de milhares de anos, temos que analisar dois fatores essenciais: o enfraquecimento do campo magnético da Terra e o período do dilúvio de gênesis. A Terra tem um campo magnético ao seu redor que a protege da radiação nociva do espaço exterior. Esse primeiro fator a ser analisado – o campo magnético – está comprovadamente ficando mais fraco.[12, 13] Quanto mais forte é o campo em torno da Terra, menor será a quantidade de raios cósmicos capazes de atingir a atmosfera. Isso resultaria em uma menor produção de C-14 na atmosfera no passado da Terra. Se a taxa de produção de C-14 na atmosfera fosse menor no passado, as datas identificadas pelo uso do método C-14 deveriam indicar incorretamente que mais C-14 tivesse decaído do que realmente ocorreu.[14] Ou seja, isso resultaria em datas mais antigas do que a idade verdadeira do espécime que está sendo analisado.

Em relação ao segundo fator, o dilúvio, teria havido intensos e frequentes vulcanismos durante esse período e grandes quantidades de gases sendo emitidas para a atmosfera teriam alterado a taxa de carbono na biosfera. Estudos científicos sugerem que emissões vulcânicas de CO2 podem resultar até mesmo em idades artificiais de radiocarbono (idades excessivamente antigas) causadas por excesso de concentração de CO2 em terras vulcânicas.[15] Ademais, o dilúvio teria enterrado grandes quantidades de carbono de organismos vivos (plantas e animais) para formar os combustíveis fósseis de hoje (carvão, óleo, etc.).

A quantidade de combustíveis fósseis indica que deveria ter existido uma quantidade muito maior de vegetação antes do dilúvio do que existe hoje. Isso significa que a biosfera anterior ao dilúvio teria contido muito mais C-12 em organismos vivos do que hoje, cerca de 500 vezes mais.[16-18] Assim, mesmo que os níveis de C-14 anteriores ao dilúvio fossem semelhantes aos que existem no mundo hoje, a relação C-14/C-12 teria sido muito diferente do que a atual.

Assim, quando o dilúvio é levado em conta juntamente com o enfraquecimento do campo magnético e as evidências de que a proporção de C-14/C-12 ainda está aumentando, é razoável acreditar que a hipótese uniformista da constância da taxa de decaimento é falsa e que essa razão foi consideravelmente menor no passado.[14] Consequentemente, qualquer análise em que se use C-14, particularmente o C-14 anterior ao dilúvio, dará datas mais antigas do que a idade verdadeira. A propósito, a datação por C-14 é útil ainda hoje, mas daqui a alguns anos ela já não mais será confiável. Conforme pesquisa baseada em uma projeção, a queima contínua de combustíveis fósseis e esse CO2 adicional mudarão em 2050 a composição de carbono da atmosfera e afetarão, assim, a capacidade dos cientistas de encontrar datas precisas de radiocarbono para nada menos do que 1.000 anos aparentemente mais antigas.[19]

Portanto, conforme discutido anteriormente, “anos de radiocarbono” não necessariamente indicam idades verdadeiras dos espécimes porque isso depende de suposições sobre as condições atmosféricas do passado. O modelo criacionista prevê que houve fatores no passado que influenciaram essa “constância” e, consequentemente, as proporções de C-14. Diante disso, disponibilizamos a coluna corretiva (ao lado) que, com base na formulação de uma relação matemática, possibilita a conversão entre a idade radiocarbônica e idade tempo real, proposta pelo físico Dr. Robert Brown, e traduzida para o Brasil pelo biólogo MSc. Roberto César de Azevedo.[20, 21]

É necessário mencionarmos também que os achados de C-14 em fósseis de dinossauros têm sido duramente criticados pela comunidade uniformitarista, sendo relacionados a: 1) erros de fundo da máquina, 2) síntese nuclear de C-14 in situ, 3) contaminação in situ, 4) contaminação durante o processamento da amostra, e 5) improbabilidade de haver carbono-14 residual. Porém, todas essas alegações podem ser eliminadas em termos teóricos [22]. Além disso, se for levado em conta a divulgação emitida recentemente pela revista científica Nature de que tecido mole em fósseis de dinossauros é “comum” e que o “tecido é susceptível de conter carbono abundante”,[1: p. 2] cientistas de ambos os modelos das origens serão “estimulados” a encontrar mais do mesmo.

(Everton Alves)

Referências:
[1] Bertazzo, et al. Fibres and cellular structures preserved in 75-million-year-old dinosaur specimens. Nature Communications 2015; 6(7352):1-8.
[2] Lafferty, M. B. 1991. Creationists Say Dinosaurs Lived with Man. The Columbus Dispatch, 3 November 1991, pp. 1B-2B.
[3] Dahmer, L., D. Kouznetsov, a. Ivanov, J. Whitmore, G. Detwiler and H. Miller. 1990. Report on Chemical Analysis and Further Dating of Dinosaur Bones and Dinosaur Petroglyphs. In Proceedings of the Second International Conference on Creationism held July 30–August 4, 1990, Volume 2, technical symposium sessions and
additional topics, edited by R. E. Walsh and C. L. Brooks, pp. 371–374. Christian Science Fellowship, Inc., Pittsburgh.
[4] Lepper BT. Radiocarbon Dates for Dinosaur Bones? A Critical Look at Recent Creationist Claims. Creation/Evolution 1992; 12(1):1-9.
[5] Lindgren J, et al. Microspectroscopic Evidence of Cretaceous Bone Proteins. PLoS ONE 2011; 6(4): e19445.
[6] Miller H, Owen H, Bennett R, De Pontcharra J, Giertych M, Taylor J, Van Oosterwych MC, Kline O, Wilder D, Dunkel B. A comparison of δ13C&pMC Values for Ten Cretaceous-jurassic Dinosaur Bones from Texas to Alaska, USA, China and Europe. In: AOGS 9th Annual General Meeting. 13 to 17 Aug 2012, Singapore. Disponível em: http://4.static.img-dpreview.com/files/p/E~forums/50713079/dfdc0a3fdc564435bb159bce43a40d77
[7] Holzschuh J, Pontcharra J, Miller H. Datazioni recenti al C-14 di fossili comprendenti collagene provenienti da ossa di dinosauro. Roma, giugno 2009, pp. 32-34. Disponível em: http://www.siewerth-akademie.de/cms/
[8] Holzschuh J, Pontcharra J, Miller H. Recent C-14 Dating of Fossils including Dinosaur Bone Collagen. Science vs Evolution, 2010. Disponível em: http://www.sciencevsevolution.org/Holzschuh.htm
[9] Miller H, Bennett R, de Pontcharra J, Giertych M, Kline O, van Oosterwych MC, Owen H, Taylor J. A comparison of δ13C & pMC values for ten Cretaceous-Jurassic dinosaur bones from Texas to Alaska USA, China, and Europe with that of coal and diamonds presented in the 2003 AGU meeting. AGU Fall Meeting 2014, 15 to 19 Dec, 2014, San Francisco, Abstract #B31E-0068. Disponível em: https://agu.confex.com/agu/fm14/meetingapp.cgi/Paper/29800
[10] Miller H, Bennett R, Owen H, de Pontcharra J, Giertych M, van Oosterwych MC, Kline O, White B, Taylor J. Soft Tissue, Collagen and Significant 14C Content in Dinosaur Bones - What Does it Mean? AOGS 12th Annual Meeting, 2 to 7 Aug, 2015, Singapore, Abstract BG01-D3-PM2-P-006 (BG01-A013). Disponível em: http://www.dinosaurc14ages.com/singabs.pdf
[11] Thomas B, Nelson V. Radiocarbon in Dinosaur and Other Fossils. CRS Quarterly 2015; 51(4):299-311. Disponível em: https://creationresearch.org/index.php/extensions/crs-quarterly/s5-frontpage-display/item/117
[12] Humphreys DR. The mystery of earth’s magnetic Field. Acts & Facts. 1989;18(2). Disponível em: http://www.icr.org/article/292
[13] Roach J. Earth's Magnetic Field Is Fading. National Geographic News (09/09/2004). Disponível em: http://news.nationalgeographic.com/news/2004/09/0909_040909_earthmagfield.html
[14] Gift J. Carbon-14 in Dinosaur Bones Challenges Evolution Theory and Supports Genesis Flood Account. Triangle Association for the Science of Creation 2015:1-5. Disponível em: http://tasc-creationscience.org/sites/default/files/newsletter_pdf/aug2015.pdf
[15] Pasquier-Cardin A, Allard P, Ferreira T, Hatte C, Coutinho R, Fontugne M, Jaudon M. Magma derived CO2 emmisions recorded in 14C and 13C content of plants growing in Furnas caldera, Azores. Journal of Volcanology and Geothermal Research 1999; 92: 195-207.
[16] Brown RH. C-14 age profiles for ancient sediments and peat bogs. Origins 1975a; 2(1):6-18.
[17] Brown RH. Can we believe radiocarbon dates? Creation Research Society Quarterly 1975b; 12 (1): 66-68.
[18] Brown RH. The interpretation of C-14 dates. Origins 1979; 6(1):30-44.
[19] Graven HD. Impact of fossil fuel emissions on atmospheric radiocarbon and various applications of radiocarbon over this century. Proc Natl Acad Sci U S A. 2015;112(31):9542-5.
[20] Brown RH. Correlation of C-14 age with the biblical time scale. Origins. 1990; 17(2):56-65.
[21] De Azevedo RC. ABC das Origens. São Paulo, SP: Kits, 2006, p.61-62.
[22] Giem P. Carbon-14 content of fóssil carbon. Origins. 2001; 51:6-30.

quarta-feira, dezembro 14, 2016

Fóssil “pré-histórico” tem vestígios de cor preservados

Elementos frágeis desafiam a datação
Um fóssil bem preservado encontrado na China ainda contém os compostos biológicos originais que deram ao pássaro de [supostos] 130 milhões de anos sua cor. A descoberta estende o período em que os cientistas pensaram que essas substâncias podiam ser conservadas. A pesquisa foi realizada por especialistas da Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos EUA, e da Academia Chinesa de Ciências e da Universidade de Linyi, na China. Os pesquisadores mostraram evidências de preservação original de queratina e melanosoma nos restos fossilizados do Eoconfuciusornis, uma espécie parecida com o corvo que viveu na China cerca de 130 milhões de anos atrás. Esse é o mais antigo fóssil já descoberto que contém vestígios dessas moléculas. Paleontologistas já haviam encontrado vestígios de organelas contendo melanosoma em penas fossilizadas antes. O problema é que não tinham certeza se os melanosomas, e suas cores associadas, vinham na verdade da criatura preservada ou de micróbios que “atacaram” essas penas durante sua decomposição e fossilização. Mais evidências eram necessárias para separar as duas possibilidades.

Essa evidência agora chegou na forma de queratina, uma proteína fibrosa que protege certas células de danos. “Se esses pequenos corpos são melanosomas, eles devem ser incorporados em uma matriz queratinosa, uma vez que as penas contêm beta-queratina”, observou Mary Schweitzer, bióloga da Universidade Estadual da Carolina do Norte e coautora do estudo, em um comunicado. “Se não pudéssemos encontrar a queratina, então essas estruturas poderiam ser facilmente micróbios, ou uma mistura de micróbios e melanosomas”.

Usando microscópios eletrônicos, juntamente com uma técnica para criar um mapa de alta resolução dos elementos dentro das penas, os pesquisadores foram capazes de mostrar que os traços químicos de melanosomas e queratina no fóssil eram realmente derivados das penas originais. Como conclusão, o sombreado marrom escuro visto nesse fóssil é provavelmente indicativo da aparência e cor do pássaro quando ainda estava vivo.

Os pesquisadores dizem que sua nova técnica tem o potencial de ajudar os cientistas a compreender, em nível molecular, como e por que as penas evoluíram nesses pássaros primitivos. A presença de melanosomas e queratina nesse fóssil sugere que outros poderiam revelar segredos semelhantes. [...]


Nota: Perceba o esforço para salvar a teoria dos fatos: “A descoberta estende o período em que os cientistas pensaram que essas substâncias podiam ser conservadas.” Em lugar de admitir que esses animais possam ter vivido em um tempo não tão antigo quanto pressupõem os evolucionistas, os pesquisadores preferem supor que estruturas e substâncias frágeis possam ter sido miraculosamente preservadas por milhões de anos. Enquanto isso, continuam sem respostas convincentes o mistério de achados cada vez mais frequentes de tecidos moles em fósseis de dinossauros, como este aqui, este aqui e este aqui. Ou mesmo de células sanguíneas em fósseis datados em milhões de anos (confira aqui).



segunda-feira, maio 23, 2016

Ainda sobre o Carbono 14 em ossos de dinossauros

Seriam realmente tão antigos?
Nas últimas décadas, “quantidades facilmente detectáveis ​​de Carbono 14”, mesmo em carvão,[1,2] diamantes,[3, 4] madeiras,[5, 6] conchas de amonitas[6] e vários outros fósseis, “têm sido a regra e não a exceção”[7: p. 49; 8]. Os evolucionistas afirmam que as amostras em todos os casos devem ter sido contaminadas por carbono externo. Por outro lado, seria de esperar encontrar Carbono 14 (C-14) em tais amostras se os relatos bíblicos da criação e do dilúvio fossem verdadeiros. Cientistas criacionistas alegam que as técnicas modernas de “medidas por AMS [Espectrometria de Massa com Aceleradores, em português] eliminam cuidadosamente todas as possíveis fontes de contaminação de carbono. Estas incluem qualquer traço de C-14 que eventualmente poderia ter entrado nas amostras em épocas recentes, ou C-14 introduzido durante a preparação e a análise da amostra”[7: p. 50] Portanto, as hipóteses de contaminação, uma após a outra, têm sido rejeitadas.[8]

Quanto ao resumo aceito e publicado na forma de pôster, na sessão Biogeociência, e depois removido da página da conferência em Cingapura (confira aqui), ele não trouxe a descrição minuciosa dos procedimentos metodológicos adotados pelos autores devido à quantidade predeterminada de palavras que deveria conter (embora tenha sido apresentado com detalhes na forma oral pelo Dr. Thomas Seiler, em seus 15 minutos, conforme mostra o vídeo da palestra). Mas, para aqueles que querem maiores detalhes a respeito da condução do estudo, basta acessar o site oficial do grupo de Paleocronologia.[9]

Além disso, o grupo de Paleocronologia (Paleogrupo) publicou outros trabalhos acerca da descoberta de C-14 em ossos de dinossauros. Em 2009, um artigo revisado por pares foi aceito e publicado em italiano em uma conferência realizada pelo Conselho de Pesquisas Nacionais da Itália, na cidade de Roma. O mesmo artigo foi publicado em inglês em uma conferência realizada pela Gustav Siewerth Academie, no sul da Alemanha. Esse artigo trouxe uma descrição minuciosa da metodologia adotada pelos pesquisadores.[10] Inclusive o resumo desse artigo foi incluído em dois livros,[11, 12] e criticado posteriormente em uma das publicações da Science[13] e da Scientific American.[14]

Críticas têm sido feitas ao longo do tempo, direcionadas ao trabalho apresentado em 2012 em Cingapura, alegando contaminação das amostras por resina e outros conservantes químicos.[15] Se as críticas realmente fazem algum sentido, por que motivo ano após ano o Paleogrupo tem sido autorizado a apresentar seus resultados em conferências internacionais na área de ciências Geofísicas? No dia 17 de dezembro de 2014, por exemplo, o Paleogrupo apresentou informações na forma de pôster na reunião da American Geophysical Union (AGU), em San Francisco (EUA).[16] Em 5 de agosto de 2015, por sua vez, na reunião da Asia Oceania Geosciences Society (AOGS), em Cingapura [17].

A fim de esclarecer a controvérsia e dar a oportunidade para que “o outro lado da história” seja apresentado, nossa equipe enviou um e-mail para obter mais informações direto da fonte. O geólogo John Michael Fischer, relações públicas do Paleogrupo, nos enviou uma resposta na qual diz: “A crítica no site Physics Stack Exchange foi escrita por alguém que não entende o que foi feito e nunca nos pediu [informações]. Eles confundem um relatório feito há 25 anos com o recente trabalho, e colágeno, resina, contaminação, etc. são problemas comuns que todo aquele que faz testes de radiocarbono sabe como lidar. Infelizmente, eles não nos deixarão responder-lhes.”

Fischer, inclusive, nos enviou a matéria publicada em 1991 que criticava o teste de espectroscopia de massa a laser aplicado em ossos de dinossauros a fim de investigar C-14, conduzidos por russos da Universidade Estadual de Moscou em parceria com Hugh Miller, líder da então Creation Research, Science Education Foundation (CRSEF).

Hugh Miller, no ano anterior a esse relatório, havia publicado seus primeiros achados de C-14 em ossos de dinossauros.[18] Segundo Fischer, muitos evolucionistas ainda hoje fazem uma associação equivocada da matéria divulgada em 1991 com as pesquisas recentes do Paleogrupo.[19] É possível encontrar ambas, a matéria com as críticas divulgada em 1991 e a resposta de Hugh Miller em relação às críticas, no site oficial do Paleogrupo.

A fim de dar ainda mais transparência às evidências apresentadas nesta matéria, disponibilizaremos os e-mails dos membros do Paleogrupo:

Michael Fischer, relações públicas do Paleogrupo (mike@newgeology.us)
Hugh Miller, consultor químico e coordenador do Grupo Internacional Paleocronologia de Columbus Ohio (hugoc14@aol.com)
Joe Taylor, paleontólogo de campo e diretor do Mt. Blanco Fossil Museum, Crosbyton, Texas (mtblanco1@aol.com)
Kevin Miller, “caçador de fósseis” (datethefossilsnottherocks@gmail.com)
Hugh Owen, diretor do Centro Kolbe para o Estudo da Criação, Mt Jackson, Virginia (director@kolbecenter.org)

(Everton Alves)

Referências:                 
[1] Schleicher, M., Grootes, P.M., Nadeau, M.-J., and Schoon, A., “The Carbonate 14C Background and Its Components at the Leibniz AMS Facility”, Radiocarbon, 40(1998), p. 85-93.
[2] Baumgardner JR, Snelling AA, Humphreys DR, Austin SA. “Measurable 14C in Fossilized Organic Materials: Confirming the Young Earth Creation-Flood Model.” In: Ivey Jr RL (ed.). Proceedings of the Fifth International Conference on Creationism. Pittsburgh, Pennsylvania: Creation Science Fellowship, 2003, p. 127-147.
[3] Baumgardner JR. “14C Evidence for a Recent Global Flood and a Young Earth.” In: Vardiman L, Snelling AA, Chaffin  EF (eds.). “Radioisotopes and the Age of the Earth: Results of a Young-Earth Creationist Research Initiative.” El Cajon, California: Institute for Creation Research, and Chino Valley, Arizona: Creation Research Society, 2005, p. 587-630.
[4] Taylor RE, Southon J. “Use of Natural Diamonds to Monitor 14C AMS Instrument Backgrounds.” Nuclear Instruments and Methods in Physics Research B 259 (2007): 282-287.
[5] Snelling AA. “Geological Conflict: Young Radiocarbon Date for ‘Ancient’ Fossil Wood Challenges Fossil Dating.” Creation (April-June 2000), p. 44-47.
[6] Snelling AA. “Radiocarbon Ages for Fossil Ammonites and Wood in Cretaceous Strata near Redding, California.” Answers Research Journal 1 (2008): 123-144.
[7] De Young D. Thousands... Not Billions. Green Forest, AR: Master Books, 2005.
[8] Giem P. “Carbon-14 Content of Fossil Carbon.” Origins. 2001; 51:6-30. Disponível em: http://www.grisda.org/origins/51006.htm
[9] Holzschuh J, Pontcharra J, Miller H. “Recent C-14 Dating of Fossils including Dinosaur Bone Collagen.” Disponível em: http://www.sciencevsevolution.org/Holzschuh.htm
[10] Fischer JM. “Carbon-14-dated dinosaur bones are less than 40,000 years old.” New Geology, 2015. Disponível em: http://newgeology.us/presentation48.html; acesse também o site oficial do grupo de Paleocronologia: http://www.dinosaurc14ages.com/
[11] De Mattei R (ed.). Evoluzionismo: Il tramonto di una ipotesi. Siena: Cantagalli, 2009. P.125-155. ISBN 88-8272-500-6.
[12] Gerhard Hess Verlag. Evolution and the Sciences: A Critical Examination. Bad Schussenried, Germany, 2012, p. 295-321.
[13] Margottini L. “Italy Science Agency Helps Publish Creationism Book.” Science News, 2009. Disponível em: http://www.sciencemag.org/news/2009/12/italy-science-agency-helps-publish-creationism-book
[14] Harmon K. “Italy science council funds creationist book.” Scientific American, 2009. Disponível em: http://blogs.scientificamerican.com/observations/italy-science-council-funds-creationist-book/
[15] “Is it a problem with radiometric dating that carbon 14 is found in materials dated to millions of years old?” Physics Stack Exchange. Disponível em: http://physics.stackexchange.com/questions/154588/is-it-a-problem-with-radiometric-dating-that-carbon-14-is-found-in-materials-dat
[16] Miller H, Bennett R, de Pontcharra J, Giertych M, Kline O, van Oosterwych MC, Owen H,  Taylor J. “A comparison of δ13C & pMC values for ten Cretaceous-Jurassic dinosaur bones from Texas to Alaska USA, China, and Europe with that of coal and diamonds presented in the 2003 AGU meeting.” AGU Fall Meeting 2014, 15 to 19 Dec, 2014, San Francisco, Abstract #B31E-0068. Disponível em: https://agu.confex.com/agu/fm14/meetingapp.cgi/Paper/29800
[17] Miller H, Bennett R, Owen H, de Pontcharra J, Giertych M, van Oosterwych MC, Kline O, White B, Taylor J. “Soft Tissue, Collagen and Significant 14C Content in Dinosaur Bones – What Does it Mean?” AOGS 12th Annual Meeting, 2 to 7 Aug, 2015, Singapore, Abstract BG01-D3-PM2-P-006 (BG01-A013). Disponível em: http://www.dinosaurc14ages.com/singabs.pdf
[18] Dahmer L, Kouznetsov D, Ivenov A, Hall J, Whitmore J, Detwiler G, Miller H. “Report on chemical analysis and further dating of dinosaur bones and dinosaur petroglyphs.” In Proceedings of the Second International Conference on Creationism held July 30-August 4, 1990, Volume 2, “Technical symposium sessions and related topics”, ed. by R. E. Walsh and C. L. Brooks, p. 371-374. Pittsburgh: Christian Science Fellowship, Inc.
[19] Lafferty MB. “Creationists Say Dinosaurs Lived With Man.” Columbus Dispatch, 1991, p. 1B-2B, November 3.

C-14 em ossos de dinossauro: pesquisa censurada

Lutando contra os fatos
Uma equipe de pesquisadores fez uma apresentação em um encontro anual de Geofísica do Pacífico Ocidental, em Cingapura, de 13 a 17 de agosto de 2012, no qual mostrou resultados de datação de carbono 14 (C-14) de múltiplas amostras de ossos a partir de oito espécimes de dinossauros. Todos deram positivos para C-14, com idades variando de 22.000 a 39.000 anos de radiocarbono, bem “aproximado” do que é previsto pelos criacionistas.[1] Mas se os dinossauros tivessem realmente milhões de anos, não deveria existir sequer um átomo de C-14 restante neles. Esse foi um evento conjunto da União Americana de Geofísica (AGU) e da Sociedade de Geociências da Oceania Asiática (AOGS). Parece que os pesquisadores abordaram o assunto com profissionalismo considerável, inclusive tomando medidas para eliminar a possibilidade de contaminação com carbono moderno como uma fonte de sinal de C-14 nos ossos. O apresentador do trabalho foi o Dr. Thomas Seiler, um físico alemão cujo PhD é da Universidade Técnica de Munique. O vídeo de sua apresentação (clique aqui para ver) foi postado no YouTube no momento da redação deste artigo.

Os pesquisadores parecem estar associados a grupos criacionistas católicos, os quais têm divulgado relatórios sobre a conferência com mais antecedência e intensidade do que os criacionistas evangélicos. Um desses relatórios afirma que depois “o resumo foi retirado do site da conferência por dois presidentes porque eles não podiam aceitar as conclusões. Recusando-se a desafiar os dados abertamente, eles apagaram o resumo da vista do público, sem comunicar os autores ou membros os oficiais da AOGS, mesmo após uma investigação. Isso não vai ser restaurado”.[2]

Na verdade, é possível acessar online a captura de tela feita do programa original (confira). Mas, indo para o site oficial da conferência, pode-se ver que a conversa foi claramente removida. A verdade apresentada foi pesada demais para a suposta abertura da ciência aos dados. O “poder do paradigma”' pôde ser visto claramente.

Dois dos físicos e coautores do trabalho, Dr. Robert Bennett e Dr. Jean de Pontcharra, até recentemente associados ao Centro de Pesquisa Grenoble da Comissão Francesa de Energia Atômica, estão estimulando colegas a fazer sua própria datação por carbono de ossos de dinossauros. Eles dizem que a mídia deveria estar encorajando os cientistas a fazer isso também e apresentar os resultados de forma aberta e honesta em conferências similares. Isso certamente deveria estar entre os interesses da verdade científica – especialmente seguindo os achados repetidos de tecidos moles em ossos de dinossauros, e agora mesmo no aparentemente irrefutável DNA em espécimes de dinossauros.[3] O público tem o direito de conhecer a cronologia real dos dinossauros, e a verdadeira história da Terra.

É claro que as pessoas que você conhece geralmente não vão tomar conhecimento dessas poderosas informações a partir de fontes regulares. Temos sido repetidamente surpreendidos em excursões ministeriais ao ver como poucas pessoas sequer sabem sobre tecidos moles encontrados por cientistas seculares. Este é um momento emocionante para ser um criacionista, ambos recebendo esse tipo de informação, e sendo capazes de transmiti-lo. Por isso é mais importante do que nunca ser não apenas assinante, mas apoiador das organizações criacionistas respeitáveis [como a Sociedade Criacionista Brasileira, por exemplo], não sensacionalistas e comprometidas com essa importante tarefa. [...]

(Texto traduzido do original Wieland[4] por Everton Alves)


Notas e referências:
[1] Não seria de esperar que uma amostra que se apresente da era do dilúvio apresentasse “idade de radiocarbono” de cerca de 5.000 anos, mas, sim, de 20.000-50.000 anos. Na verdade, essa é a idade que consistentemente se obtém de amostras de petróleo, gás e madeira fóssil de camadas supostamente de “milhões de anos” de idade. A razão é: datação por radiocarbono assume que a taxa atual de 14C/12C de cerca de um em um trilhão (após o ajuste para a Revolução Industrial) foi a razão inicial para os objetos datados. Mas essa relação teria sido muito menor antes do dilúvio, que removeu praticamente todo o carbono vivo da biosfera por meio do sepultamento. Devido ao fato de os pré e para-objetos diluvianos terem começado com uma taxa inicial muito menor de 14C/12C, a quantidade medida hoje também poderia ser menor, e ser (mal) interpretada como muito mais antiga. Veja o artigo: “What about carbon dating?”, capítulo 4, The Creation Answers Book.
[2] Miller H, Owen H, Bennett R, De Pontcharra J, Giertych M, Taylor J, Van Oosterwych MC, Kline O, Wilder D, Dunkel B. “A comparison of δ13C&pMC Values for Ten Cretaceous-jurassic Dinosaur Bones from Texas to Alaska, USA, China and Europe.” In: AOGS 9th Annual General Meeting. 13 to 17 Aug 2012, Singapore. Disponível em: newgeology.us/presentation48.html  
[3] Sarfati JD. “DNA and bone cells found in dinosaur bone.” Creation.com (11/12/2012). Disponível em: http://creation.com/dino-dna-bone-cells
[4] Wieland C. “Radiocarbon in dino bones: International conference result censored.” Creation.com. (22/1/2013). Disponível em: http://creation.com/c14-dinos

quarta-feira, maio 18, 2016

Carbono 14 encontrado em ossos de dinossauros

Será que eles têm milhões de anos?
Buscai e achareis: criacionistas entram livremente onde nenhum evolucionista jamais esteve

Com o recente anúncio de tecidos moles em fósseis de ossos de dinossauros em museus, a questão que se levanta é a seguinte: Haverá carbono 14 (C-14) nesses tecidos? Devido à meia-vida do isótopo (5.730 anos), não deveria haver nenhum C-14 detectável ​​após 100 mil anos. Assim, a presença de uma quantidade mensurável de C-14 nos fósseis de ossos invalidaria a crença/consenso de que os dinossauros teriam vivido e se tornado extintos há mais de 65 milhões de anos. Paleontólogos evolucionistas consideram um desperdício de tempo testar C-14 em fósseis de ossos de dinossauros. Não se deve encontrar nada ali. Ossos com milhões de anos de idade, incluindo os de todos os dinossauros, devem estar “radiocarbonicamente inertes”. Mas, como Mary Schweitzer disse sobre os tecidos moles em geral: “Se você não quer, você não vai encontrar. Mas se você fizer isso, nunca se sabe.”

Os membros da Creation Research Society (CRS), uma organização de cientistas criacionistas bíblicos que existe desde 1963, começaram a investigação. Na edição de primavera de 2015 da revista revisada por pares CRS Quarterly (51:4), dois pesquisadores publicaram um artigo especial sobre os resultados de seu projeto iDINO: uma pesquisa sobre os restos de tecidos moles em ossos de dinossauros. (Esse número foi preparado e impresso antes do anúncio feito na Nature Communications.) O anúncio bombástico de que foi encontrada uma proporção mensurável de C-14 em fósseis de ossos de dinossauros. Brian Thomas e Vance Nelson relataram:

“Quantidades mensuráveis de radiocarbono têm sido consistentemente detectadas dentro de materiais carbonáceos por todos os estratos fanerozoicos. Sob pressupostos uniformitaristas, esses estratos não deveriam conter quantidades mensuráveis ​​de radiocarbono. Secularistas afirmam que esses resultados desafiadores são decorrentes de contaminação sistemática, mas a hipótese de contaminação endógena deve ser considerada. Assumindo que esses estratos foram em grande parte depositados pelo dilúvio de Noé, que teria acontecido dentro do prazo da detectabilidade de radiocarbono com equipamentos modernos, sob pressupostos uniformitaristas, propomos que os fósseis de todas as três eratemas, incluindo fósseis de dinossauros, deveriam conter também quantidades mensuráveis ​​de radiocarbono. Consistente com essa hipótese, relatamos quantidades detectáveis ​​de radiocarbono em todas as nossas 16 amostras. As tentativas de refutar nossa hipótese fracassaram, incluindo uma comparação de nossos dados com publicações anteriores de fósseis datados com carbono. Conclui-se que fósseis e outros materiais carbonáceos encontrados em todos os estratos fanerozoicos contêm quantidades mensuráveis ​​de radiocarbono provavelmente endógeno.”

Thomas e Nelson começaram a prever a presença de radiocarbono em ossos de dinossauros com base em relatos publicados de radiocarbono mensurável em carvão, diamantes e outros materiais assumidos por geólogos evolucionistas como tendo milhões de anos de idade. Eles coletaram 16 amostras de 14 espécimes fósseis de peixes, madeira, plantas e animais de toda a coluna geológica, Mioceno a Permiano, de todas as três eras: Cenozoica, Mesozoica e Paleozoica. As amostras vieram de uma variedade de locais ao redor do planeta, incluindo Canadá, Alemanha e Austrália. Cerca de metade pertencia a ossos de dinossauros (sete espécimes). Todas as amostras foram preparadas seguindo os procedimentos convencionais para remover a possibilidade de contaminação, e, em seguida, submetidas a um laboratório para a espectrometria de massa atômica (AMS).

Inesperadamente, todas as 16 amostras submetidas à medição continham C-14. Encontramos quantidade mensurável de C-14 em todas as 14 amostras de nossos fósseis, dinossauros e outros. Além disso, verificou-se uma consistência surpreendente nesses dados, que variaram de cerca de 17.850 a 49.470 anos de radiocarbono.

Deve ser entendido que o termo “anos de radiocarbono” não indica necessariamente verdadeiras idades das amostras, pois a calibração depende de suposições sobre as condições atmosféricas anteriores a essas datas que se podem comprovar frente a registros arqueológicos. Não era objetivo do projeto datar os espécimes, mas simplesmente determinar se ainda havia a presença de radiocarbono.

No artigo, os pesquisadores consideraram se acaso foi um dia ruim no laboratório em que eles realizaram os testes, levando a resultados uniformemente tendenciosos. Isso, argumentam eles, é altamente improvável, porque outros quatro laboratórios reportaram a presença de radiocarbono em amostras que se pensava ter milhões de anos. Esses relatórios se comparam favoravelmente com os novos resultados, obtendo-se as idades de radiocarbono no mesmo intervalo finito. Surpreendentemente, não importa se os espécimes são designados como do Cenozoico, Mesozoico ou Paleozoico: cada época abrange o intervalo de “idades” radiocarbônicas resultantes de testes.

Eles também consideraram se águas subterrâneas puderam ter infiltrado C-14 no interior das amostras. Nesse caso, seria de se esperar que amostras provenientes de condições mais secas fossem diferentes daquelas de locais mais úmidos, ou porções recolhidas do interior de um osso diferissem das mais próximas do exterior. Nenhuma dessas tendências foi encontrada; além disso, as datas obtidas foram consistentes com os resultados publicados anteriormente de um fóssil a 900 metros de profundidade, bem abaixo do lençol freático.

Como as idades de radiocarbono são recentes em várias ordens de magnitude do que é comumente aceito, e são consistentes em seus limites superior e inferior, independentemente do local ou da era assumida, os autores concluem que todos os estratos geológicos com seus fósseis devem ter sido depositados em um curto período, conforme descrito no registro histórico do dilúvio bíblico.

Os outros cinco artigos nos CRS Quarterly fornecem um suporte cumulativo para esse novo e fundamental teste de idades de fósseis:

Brian Thomas analisou relatórios de biomateriais originais em fósseis.
Mark Armitage apresentou seus resultados de achados de tecidos moles em chifres de um Triceratops da Formação Hell Creek, em Montana. (Esta é uma atualização para um periódico criacionista de seu artigo anterior [originalmente publicado na Acta Histochemica no ano passado]) e que lhe custou a expulsão da Universidade Estadual da Califórnia, em Northridge).
Kevin Anderson criticou a teoria de que o tecido mole não seria primordial, mas apenas um molde feito pelo biofilme bacteriano.
John M. e Edward Boudreaux de Massa investigaram processos que levam à degradação dos peptídeos.
Timothy Clarey, geólogo associado do Institute for Creation research (ICR), descreveu as características temporais e geológicas da Formação Hell Creek.

Thomas e Nelson se esforçaram para tentar falsear seus próprios resultados, mas alguns evolucionistas, sem dúvida, permanecerão insatisfeitos com qualquer artigo publicado em um periódico criacionista. Agora que a Nature – periódico científico secular líder no mundo – relatou que tecidos moles em ossos de dinossauros parecem ser comuns, começa a corrida para encontrar mais. Chegará o momento em que os não criacionistas serão levados a realizar seus próprios testes de C-14 para eliminar qualquer tipo de dúvidas.

No editorial de abertura da revista, o Dr. Danny Faulkner diz que “é conveniente que os criacionistas assumam a liderança no estudo dos tecidos moles em fósseis”, dado que o mundo científico “apenas aceitou com relutância” as evidências de tecidos moles. Permanece mais trabalho para o projeto iDINO (Investigação de Osteotecidos Intactos de Dinossauros), ele diz, e já começaram as filmagens preliminares para um vídeo. O projeto CRS é inteiramente financiado por doações privadas.

(Texto traduzido do original Coppedge[1] por Everton Alves)

Nota do autor: “Cientistas criacionistas estão assumindo a liderança! O que os criacionistas da Terra antiga e os evolucionistas vão fazer agora? Esses achados, basicamente, colapsam toda a coluna geológica, e destroem a narrativa evolucionista de milhões de anos. Irão abaixo os rótulos dos parques nacionais, filmes de Hollywood e as descrições de dinossauros de brinquedos nas lojas de presentes em museus. Devido a tudo o que está em jogo, podemos esperar que alguns evolucionistas reagirão como os velociraptores. Não há necessidade de responder na mesma moeda; apenas foque nos resultados e diga: ‘Aqui estão os dados científicos. Você tem uma teoria melhor?’

“Se um adepto da Terra velha responder: ‘Sim, mas os dados também não se encaixam em sua cronologia bíblica’, deve-se insistir: ‘Esses dados refutam os milhões de anos. Sim ou não?’ Se a resposta for ‘sim’, então a pergunta mudou. Não se trata mais sobre se os ossos de dinossauros são jovens, mas simplesmente quão jovem eles são. Essa é uma questão interessante e muito válida, contudo, desde os fósseis do Cambriano até Lucy entraram em colapso em uma linha do tempo que é de ordens de grandeza mais jovem do que foi ensinado a todos nós; agora se trata de uma partida totalmente diferente, na qual Darwin já não tem papel de árbitro.”

Leia também: Ainda sobre o Carbono 14 em ossos de dinossauros

Referência:
[1] Coppedge D. “Carbon-14 Found in Dinosaur Bone.” Creation-Evolution Headlines (18/6/2015). Disponível em: http://crev.info/2015/06/c14-dinosaur-bone/

sexta-feira, fevereiro 26, 2016

Como os fósseis se formam a partir da madeira

Não são necessários milhões de anos
Como um tronco de árvore se transforma em madeira petrificada? Isso pode ocorrer por diversas formas e envolver substâncias químicas diferentes. Para que ocorra a petrificação, é necessário que a madeira seja capaz de interagir com a substância petrificante, fazendo-a precipitar a partir da solução aquosa. Entre as substâncias que possuem essa característica está a sílica (SiO2). Na verdade, não há uma molécula de SiO2. A sílica forma sólidos covalentes. Trata-se de uma cadeia ou rede de átomos de oxigênio e silício, unidos por ligações covalentes, na proporção de 1 átomo de silício para 2 átomos de oxigênio. O SiO2 é um dos principais constituintes da areia e pode formar sólidos como o quartzo, a calcedônia e as opalas.[1] A sílica é um sólido insolúvel em água com pH nas vizinhanças de 7 em temperaturas brandas. A bem da verdade, se pulverizarmos vidro (que é em grande parte SiO2) e aquecermos até a ebulição com água por cerca de uma hora, mais ou menos 1% da sílica do vidro será hidrolisada (reagirá com água) e passará para a solução aquosa. Isso faz parte de um dos experimentos de laboratório dos cursos de graduação para os quais leciono. Todavia, em soluções básicas (pH elevado), a sílica pode ser hidrolisada com mais facilidade e liberar quantidades razoáveis de íons silicato. De forma similar, em soluções ácidas, a hidrólise da sílica libera o ácido silícico, Si(OH)4.

Chamamos de silicificação a penetração e a fixação de sílica no material orgânico que servirá de base para a formação do fóssil. A silicificação é considerada por alguns autores como o processo individual mais importante na preservação de plantas no registro fóssil.[3] Embora alguns autores prefiram manter uma distinção entre silicificação e petrificação, neste artigo vamos usar os dois termos como sinônimos, como tem sido prática comum na literatura da área.

Acredita-se que o ácido silícico seja o principal responsável pela silicificação.[2] Os tecidos vasculares das plantas são compostos principalmente por holoceluloses (um grupo de sacarídeos que inclui a celulose) e por ligninas (polímeros complexos compostos de unidades de fenilpropano).[2] Tanto as holoceluloses quanto as ligninas possuem grupos hidroxila que podem formar ligações de hidrogênio com o ácido silícico.

No processo de petrificação, as moléculas de ácido silícico passam da solução aquosa para a superfície dos constituintes moleculares do tecido vascular da madeira (holoceluloses e ligninas). Na medida em que o ácido silícico vai se acumulando dentro da madeira, suas moléculas começam a se fundir. A continuação desse processo leva à formação de um filme de sílica ao redor das superfícies celulares, reproduzindo as características histológicas da madeira. Por causa disso, a petrificação por meio de sílica é capaz de preservar uma riqueza impressionante de detalhes não observáveis em outros tipos de fossilização.

Por que um pedaço de madeira não se fossiliza se for simplesmente enterrado no solo, pois a areia é formada principalmente por SiO2? A petrificação da madeira depende da existência de uma quantidade razoável de ácido silícico em solução. O ácido silícico, como vimos, é gerado a partir da sílica em meio ácido, e a maioria dos reservatórios naturais de água não é suficientemente ácida para hidrolisar uma quantidade apreciável de sílica.

É muito comum que madeira petrificada seja encontrada em regiões vulcânicas,[4] particularmente se uma erupção ocorreu na época em que a madeira foi soterrada.[5] Os vulcões fornecem três elementos fundamentais para o processo de petrificação. Primeiramente, em um ambiente catastrófico as chances de que a madeira seja soterrada rapidamente antes de se decompor são muito elevadas. A madeira precisa ser protegida contra a degradação para que as moléculas de ácido silícico tenham tempo o bastante para se infiltrar e se depositar em seu interior. Em segundo lugar, as cinzas vulcânicas são constituídas em sua maioria por SiO2.[6] Por fim, os vulcões são responsáveis pela produção de gases como o SO2 que, quando dissolvido em água, deixa o meio ácido gerando ácido sulfuroso (H2SO3) ou mesmo ácido sulfúrico (H2SO4).

Então os eventos são os seguintes: durante a erupção de um vulcão nas proximidades de fontes de água, plantas podem ser soterradas catastroficamente, sendo encobertas por sedimentos com grande quantidade de cinzas vulcânicas (fonte rica em SiO2). A água misturada aos sedimentos é ácida, sendo capaz de promover a liberação de ácido silícico para a solução. O ácido silícico, por sua vez, se fixa às holoceluloses e às ligninas da madeira por meio de ligações de hidrogênio. O acúmulo de ácido silício leva então à formação de um filme de sílica, como dissemos acima.

Mas quão rápido é esse processo? Fragmentos de madeira recuperados de cinzas vulcânicas de uma erupção em 1886 na Nova Zelândia estavam parcialmente petrificados apenas 90 anos após o soterramento.[2] Madeira de coníferas soterradas por cinzas vulcânicas na erupção histórica de 1885 do Monte Santa Helena apresentava petrificação incipiente após 102 anos do soterramento.[5]

Mas o resultado mais impressionante vem de um grupo de pesquisadores do Japão.[4] Eles observaram que em um certo lago de águas quentes, nas vizinhanças de um vulcão, eram frequentemente encontrados pedaços de madeira impregnadas com sílica. Esses pedaços de madeira caiam naturalmente das plantas nas vizinhanças do lago. Os pesquisadores notaram que a textura desse material era a mesma de madeira silicificada encontrada em regiões vulcânicas no registro geológico. Eles decidiram, então, conduzir um experimento muito interessante. Pedaços de madeira foram colocados no lago e monitorados ao longo de sete anos. O resultado foi surpreendente. Os pedaços que permaneceram por mais tempo imersos no lago tiveram próximo de 40% de sua massa silicificada. A conclusão dos autores é bastante significativa para a compreensão de como os fósseis se formam. Segundo eles, “madeira silicificada pode se formar, sob condições apropriadas, em períodos de tempo tão curtos quanto dezenas a centenas de anos”.[4] Um detalhe muito interessante desse trabalho é o fato de os autores citarem um artigo do geólogo australiano Andrew Snelling publicado na revista criacionista Creation.[7]

Vamos agora relacionar essas descobertas com a proposta criacionista do dilúvio bíblico. Segundo John D. Morris, “o período imediatamente anterior e pouco depois do dilúvio foi um tempo de imenso vulcanismo, marcado por extensivas erupções na medida em que os continentes se afastavam, as cadeias de montanha eram elevadas, e o fundo do oceano era rebaixado”.

“Considere os Basaltos do Rio Colúmbia, onde os depósitos vulcânicos cobrem mais de 100.000 milhas quadradas no estado de Washington e Oregon, com o basalto tendo até uma milha de espessura!”[8]

Vulcanismo intenso provê as condições perfeitas para a fossilização de plantas. É notável o fato de que encontramos florestas inteiras preservadas dessa maneira ao longo do registro fóssil.[3] Em outras palavras, a proposta catastrofista criacionista encontra-se completamente de acordo com o melhor conhecimento experimental de que dispomos. Além disso, a questão do tempo de fossilização também apoia a proposta criacionista. Nas palavras de Alkahane et al.,[4] madeira silicificada pode se formar em “períodos de tempo tão curtos quanto dezenas a centenas de anos”. Portanto, quando falamos de madeira petrificada, um modelo que apela para uma grande catástrofe ocorrida há poucos milhares de anos está em pleno acordo com os dados de que dispomos. Mais do que isso, a proposta catastrofista criacionista tem se mostrado capaz de explicar aspectos de diversas áreas do conhecimento que são passados por alto ou atribuídos a causas improváveis na visão evolucionista.

Se o processo de fossilização da madeira ocorreu há poucos milhares de anos, poderia ter restado alguma matéria orgânica residual? Essa matéria orgânica poderia ser datada por carbono-14? Esse será o assunto de um outro artigo.

(Dr. Rodrigo Meneghetti Pontes é professor adjunto do Departamento de Química da Universidade Estadual de Maringá e vice-presidente do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira [NUMAR-SCB]; conheça sua página Origem e Vida)

Referências: 
[1] G. Scurfield, E.R. Segnit, “Petrifaction of wood by silica minerals”, Sediment. Geol. 39 (1984) 149–167. doi:10.1016/0037-0738(84)90048-4. 
[2] R.F. Leo, E.S. “Barghoorn, Silicification of wood”, Harvard Univ. Bot. Mus. Leafl. 25 (1976) 1–47. http://www.biodiversitylibrary.org/item/31874 (accessed February 12, 2016). 
[3] C. Ballhaus, C.T. Gee, C. Bockrath, K. Greef, T. Mansfeldt, D. Rhede, “The silicification of trees in volcanic ash - An experimental study”, Geochim. Cosmochim. Acta. 84 (2012) 62–74. doi:10.1016/j.gca.2012.01.018. 
[4] H. Akahane, T. Furuno, H. Miyajima, T. Yoshikawa, S. Yamamoto, “Rapid wood silicification in hot spring water: an explanation of silicification of wood during the Earth’s history”, Sediment. Geol. 169 (2004) 219–228. doi:10.1016/j.sedgeo.2004.06.003. 
[5] A.L. Karowe, T.H. Jefferson,” Burial of trees by eruptions of Mount St Helens, Washington: implications for the interpretation of fossil forests”, Geol. Mag. 124 (2009) 191. doi:10.1017/S001675680001623X. 
[6] A.C. Sigleo, “Geochemistry of silicified wood and associated sediments, Petrified Forest National Park, Arizona”, Chem. Geol. 26 (1979) 151–163. doi:10.1016/0009-2541(79)90036-6. 
[7] A. Snelling, “Instant” petrified wood, Creation. 17 (1995) 38–40.
[8] J.D. Morris, The Global Flood: Unlocking Earth’s Geology Hystory (Edição para Kindle), Institute for Creation Research, Dallas, 2012.