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quarta-feira, novembro 21, 2018

Ateus não são tão racionais quanto pensam


O ateísmo, por via de regra, é associado à racionalidade. Muitos ateus afirmam que não acreditam em uma entidade superior, mas sim na ciência, como se isso fosse uma garantia de que essas pessoas pensam de forma mais racional do que aquelas que têm uma religião. Porém, a própria ciência mostra que as coisas não são bem assim. Em um artigo publicado no site The Conversation, a professora Lois Lee, do Departamento de Estudos Religiosos da Universidade de Kent, na Inglaterra, desconstrói essa imagem e mostra como a ciência prova que ateus não são mais racionais que pessoas religiosas. “Muitos ateus pensam que o ateísmo é produto do pensamento racional. Eles usam argumentos como ‘eu não acredito em Deus, acredito na ciência’ para explicar que a evidência e a lógica, em vez da crença e do dogma sobrenatural, sustentam o pensamento deles. Mas só porque você acredita em pesquisa científica baseada em evidências – que está sujeita a verificações e procedimentos rigorosos – não significa que sua mente funcione da mesma maneira”, afirma no texto.

“O problema que qualquer pensador racional precisa resolver, no entanto, é que a ciência mostra cada vez mais que os ateus não são mais racionais que os teístas. De fato, os ateus são tão suscetíveis quanto qualquer pessoa a ‘pensar em grupo’ e outras formas não racionais de cognição. Por exemplo, pessoas religiosas e não religiosas podem acabar seguindo indivíduos carismáticos sem questioná-los”, argumenta a pesquisadora.

Ela diz que a própria crença ateísta não tem a ver com o pensamento racional, mas sim com outros fatores. “Sabemos agora, por exemplo, que filhos não religiosos de pais religiosos rejeitam suas crenças por razões que têm pouco a ver com o raciocínio intelectual. A mais recente pesquisa cognitiva mostra que o fator decisivo é aprender com o que os pais fazem e não com o que eles dizem. Então, se um pai diz que é cristão, mas perdeu o hábito de fazer as coisas que dizem que devem importar – como rezar ou ir à igreja – os filhos simplesmente não acreditam que a religião faz sentido”, aponta.

“Isso é perfeitamente racional em certo sentido, mas as crianças não estão processando isso em um nível cognitivo. Ao longo da nossa história evolutiva [sic], os humanos muitas vezes não tinham tempo para examinar e avaliar as evidências – precisando fazer avaliações rápidas. Isso significa que as crianças, até certo ponto, apenas absorvem as informações cruciais, que nesse caso é que a crença religiosa não parece importar da maneira como os pais estão dizendo”, relaciona no texto.

Lee afirma que mesmo crianças mais velhas e adolescentes, ainda que reflitam sobre o tema, não possuem um contato tão independente quanto pensam. “Pesquisas estão demonstrando que os pais ateus (e outros) transmitem suas crenças aos filhos de maneira semelhante aos pais religiosos – compartilhando sua cultura tanto quanto seus argumentos”, afirma a pesquisadora. Ou seja, os filhos de pais que não possuem nenhuma religião são tão influenciados quanto aqueles que são filhos de religiosos. “Alguns pais entendem que seus filhos devem escolher suas crenças por si mesmos, mas o que eles fazem é passar (aos filhos) certas maneiras de pensar sobre religião, como a ideia de que religião é uma questão de escolha e não de verdade divina. Não é de surpreender que quase todas essas crianças – 95% – acabem ‘escolhendo’ ser ateias”, acredita ela.

Mas será que ateus não são mais propensos a aceitar a ciência do que as pessoas religiosas? Lee afirma que a resposta para essa pergunta depende da crença e que, em alguns casos, ateus tendem a se afastar do conhecimento científico mais do que pessoas religiosas. “Muitos sistemas de crenças podem estar mais ou menos intimamente integrados ao conhecimento científico. Alguns sistemas de crenças são abertamente críticos em relação à ciência, enquanto outros estão extremamente preocupados em aprender e responder ao conhecimento científico. Mas essa diferença não mapeia nitidamente se você é religioso ou não. Algumas tradições protestantes, por exemplo, veem a racionalidade ou o pensamento científico como centrais em suas vidas religiosas. Enquanto isso, uma nova geração de ateus pós-modernos destaca os limites do conhecimento humano e vê o conhecimento científico como altamente limitado, problemático até, especialmente quando se trata de questões existenciais e éticas. Esses ateus podem, por exemplo, seguir pensadores como Charles Baudelaire na visão de que o conhecimento verdadeiro é encontrado apenas na expressão artística”, relaciona no texto. [...]

O papel da ciência para muitos ateus não é exercido apenas no campo da racionalidade. Lee diz que o conhecimento científico pode fornecer as realizações filosóficas, éticas, míticas e estéticas que as crenças religiosas fazem pelos teístas. “A ciência do mundo biológico, por exemplo, é muito mais do que um tópico de curiosidade intelectual – para alguns ateus, fornece significado e conforto da mesma maneira que a crença em Deus pode fazer para os teístas. Os psicólogos mostram que a crença na ciência aumenta em face do estresse e da ansiedade existencial, assim como as crenças religiosas se intensificam para os teístas nessas situações”, compara.

A estudiosa argumenta que não ser racional, porém, não precisa ser necessariamente algo ruim. “Claramente, a ideia de que ser ateu depende apenas da racionalidade está começando a parecer claramente irracional. Mas a boa notícia para todos os envolvidos é que a racionalidade é superestimada. A engenhosidade humana repousa em muito mais do que no pensamento racional. [...] A capacidade de tomar decisões rápidas, seguir nossas paixões e atuar na intuição também são qualidades humanas importantes e cruciais para o nosso sucesso”, aponta.

Lee finaliza seu texto falando sobre a importância da ciência, mas argumenta que nós, seres humanos, precisamos de um pouco de irracionalidade, independentemente do que acreditamos ou não. “É útil que tenhamos inventado algo que, ao contrário de nossas mentes, é racional e baseado em evidências: a ciência [aqui há um erro conceitual, já que a ciência não foi inventada pelo ser humano, foi descoberta por ele]. Quando precisamos de provas adequadas, a ciência pode muitas vezes fornecer isso – desde que o tópico seja testável. Importante, a evidência científica não tende a apoiar a visão de que o ateísmo é sobre o pensamento racional e o teísmo é sobre realizações existenciais. A verdade é que os humanos não são como a ciência – nenhum de nós vive sem ações irracionais, nem sem fontes de significado e conforto existencial. Felizmente, porém, ninguém precisa.”

quinta-feira, agosto 02, 2018

Dawkins condena doutrinação religiosa, mas prega para crianças


Primeiro Richard Dawkins produziu sua obra-prima ateísta Deus, um Delírio, com sua filosofia e teologia profundas como um pires e a contradição revelada em poucas páginas de leitura. Enquanto na capa chama a crença em Deus de um delírio, dentro do livro admite que não é possível provar cem por cento que Deus não exista. Portanto, a propaganda enganosa em forma de literatura deveria se chamar Deus, Quase um Delírio, ou algo assim. Certa vez, Dawkins foi entrevistar outro ateu famoso, mas não tão engajado, o físico Stephen Hawking, e eu me diverti com uma das perguntas que Hawking fez ao conterrâneo: “Por que você anda tão obcecado com Deus?” E não é que é verdade? Dawkins afirma que Deus não existe, mas vive incomodado com Deus e tenta fazer com que todos adotem a descrença dele. É um evangelista do ateísmo. Um pregador da descrença. Na entrevista, ele diz que é mal-intencionado e cômodo observar a natureza e dizer que “Deus fez”. Só que Dawkins se esquece – ou faz de conta – que os primeiros cientistas, os fundadores do método científico foram motivados justamente pela vontade de descobrir como Deus criou o Universo. Ignora ou deixa de lado a constatação de que outro inglês, Sir Isaac Newton, um dos “pais da ciência” e descobridor do cálculo, acreditava em Deus e publicou tanto sobre física e matemática quanto sobre teologia bíblica. Mas Dawkins não quer que ninguém saiba disso; não quer que as pessoas saibam que a fé cristã é bastante racional e que é possível desafiar o ateísmo com bons argumentos apologéticos. E a melhor forma de fazer isso é focar nas novas gerações, escrevendo seus delírios para as crianças.

É exatamente isso o que o biólogo inglês está fazendo agora. Em seu Twitter ele disse que está empenhado na redação de dois livros ateístas para crianças. Logo ele, que já condenou a doutrinação religiosa, agora está querendo doutrinar os pequenos com suas ideias de militante ateu. Na verdade, Dawkins já escreveu um livro com foco no público mais jovem. Trata-se do A Magia da Realidade, livro ricamente ilustrado em papel cuchê, com capa dura e cheio de doutrinação ateia e afirmações metafísicas. Além disso, até um retiro ateu para crianças ele já organizou (confira).


Infelizmente, com certeza, serão mais dois livros ateus a fazer coro com tantos outros já publicados por grandes editoras brasileiras. Digo infelizmente porque nos Estados Unidos a discussão é bem mais aberta e equilibrada, com ótimos livros publicados por ambos os lados: crentes e descrentes. Algo bem diferente da nossa realidade aqui nas terras de Vera Cruz.

Esse anúncio de Dawkins nos faz pensar mais uma vez no grande desafio de produzir materiais e conteúdos infantis para fazer frente a toda essa doutrinação anticriacionista. As crianças já estão sendo ensinadas a acreditar que Adão e Eva fazem parte de um conto da carochinha; que gênero é algo que se escolhe, não uma criação divina; que casamento é a união entre duas ou mais pessoas independentemente do sexo. Agora só falta mesmo o último prego no caixão: fazer com que elas creiam que Deus não existe e que, portanto, tudo realmente é permitido.

A advertência de Jesus continua ecoando no século 21: “Qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em Mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e se submergisse na profundeza do mar” (Mateus 18:6).

Michelson Borges

sexta-feira, março 16, 2018

A questão não compreendida por Stephen Hawking

Graças a suas descobertas nos campos da astrofísica e da cosmologia, Stephen Hawking era considerado por muitos o cientista mais popular desde que Albert Einstein caminhou sobre a Terra. Claro que o fato de o britânico ser bastante midiático e ter escrito best-sellers colaborou, e muito, para torná-lo famoso e influente – sem contar, é claro, sua doença degenerativa que deveria ter ceifado sua vida muitos anos antes. Essa limitação física incapaz de impedir seus voos intelectuais criou um paradoxo que serviu de exemplo e motivação para todo o mundo: não existem desculpas para não sonharmos alto e não realizarmos grandes empreendimentos.

Hawking nasceu em 8 de janeiro de 1942, exatamente 300 anos após a morte de Galileu, e morreu no mesmo dia do nascimento de Albert Einstein (14 de março). O físico autor de Uma Breve História do Tempo (entre outros livros) tinha grande fé na capacidade humana de compreender a realidade. Ele disse certa vez: “Creio que conseguiremos compreender a origem e a estrutura do universo. […] Em minha opinião, não há nenhum aspecto da realidade fora do alcance da mente humana.”

sexta-feira, janeiro 05, 2018

Folha concede espaço a ateu militante raivoso e a blasfemador

[Meus comentários seguem entre colchetes. – MB] Cadê seu Deus agora? Em lugar nenhum – a trabalheira é convencer os 98% da população que dizem acreditar na ideia do Criador, segundo pesquisa Datafolha de setembro, e assegurar “a verdadeira laicidade do Estado”. Eis as bandeiras da Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos), que representa um de cada dez brasileiros, somando ateus (1%) e quem se declara sem religião ou agnóstico (8%). [Conheço agnósticos e até ateus que têm vergonha da Atea e não se sentem minimamente representados pela entidade, mas a Folha não quis tocar nesse assunto.] Em nome dessas causas, o grupo ajuizou dezenas de ações civis públicas contra o que considera serem atentados ao princípio de um Estado imune à interferência religiosa. A maioria desses processos questiona iniciativas evangélicas respaldadas pelo poder público. Caso, por exemplo, de uma ação contra o prefeito Marcelo Crivella e a cidade que gere, o Rio, “pela realização de eventos religiosos nas escolas da rede municipal”. Há outra contrária à instalação de um templo evangélico na sede do Bope, tropa de elite da PM-RJ. [Quando não se pode vencer no argumento, o jeito é partir para a truculência, para o sensacionalismo que garante espaço na mídia, para o deboche e o escárnio e para os processos judiciais.]

A investida judicial se estende a outros credos, como o católico (“doação de um terreno para imagens em Aparecida, SP”) e a umbanda (“construção de monumento à Iemanjá em Cidreira, RS”).

Mas a Atea também está na outra ponta da espada – como alvo do Ministério Público paulista, que já pediu a instauração de inquérito policial por postagens no Facebook da associação consideradas ofensivas e que poderiam incorrer na “prática de crime de ultraje a culto”. [Sim, eles são especialistas em atacar a fé dos cristãos e dos seguidores de religiões de matriz africana, mas nunca os vi apontando as armas para Maomé, por exemplo...] Em outras palavras: intolerância religiosa. É isso mesmo, admite o presidente da Atea, o engenheiro Daniel Sottomaior, 46 [foto acima]. “A gente quer odiar a religião, ela merece. Querem nos culpar por memes religiosos? Pois nos declaramos culpados desde já.” [O ódio nunca faz bem a ninguém, religiosos ou ateus. Pregar o ódio em uma sociedade já tão machucada por ele é um verdadeiro desserviço. Infelizmente, Sottomaior é um instigador de guerras e não promotor de diálogo. E como a imprensa precisa de “sangue” para vender jornais, concede-lhe espaço. A revista Veja também já fez o mesmo. Confira.]

Publicação recente traz a reportagem de um museu em Amsterdã com “a maior coleção de deformidades humanas” (fetos com deficiências guardados em jarros). A legenda: “Obrigado, Senhor!!!” [A velha tática satânica de culpar Deus pelo que Ele não causou: o pecado. Se uma mulher grávida, usando seu livre-arbítrio, consome drogas pesadas e o filho nasce com deformidades, de quem é a culpa? Obviamente que o exemplo é extremo e meramente ilustrativo, pois ocorrem problemas também com pessoas que não consomem substâncias perigosas. Ocorre que este mundo não é o ideal e justamente por isso Jesus prometeu voltar para nos devolver à condição de perfeição edênica. Mas se Deus não existe e o pecado é uma ilusão, por que os ateus da Atea vivem atribuindo a Ele o mal que há no mundo? É tipo assim: Deus não existe, mas eu O odeio! Os ateus não podem sequer ficar indignados com as mazelas do mundo e com o sofrimento das pessoas, afinal, são consequências naturais da evolução humana e da sociedade.]

Dois posts em particular provocaram ira ao pegar carona em momentos de comoção global para questionar a fé de bilhões. Ante a foto de um menino sírio de três anos de rosto enterrado na areia, após se afogar tentando chegar à Grécia, a Atea fustigou: “Se Deus existisse, seria um canalha.” Dois dias após a tragédia aérea com a Chapecoense, nova provocação: uma foto do time rezando em campo e outra do avião destroçado, mais a legenda “pode confiar, amiguinho, Deus é fiel”. [Puro oportunismo insensível. Curiosamente, são as pessoas que mais sofrem as que mais manifestam fé e solidariedade. É muito fácil para o engenheiro Sottomaior, em sua sala refrigerada, ficar discorrendo nas redes sociais sobre Deus, a dor e o sofrimento humanos. Pergunte-se a um refugiado cristão que foge de terroristas islâmicos, ou a um africano que luta entre a vida e a morte por falta de alimento. Estes, sim, poderão lhe falar sobre a fé e o sofrimento.]

A Atea se desculpou depois “por não ter mostrado mais claramente como a religião se aproveita de momentos de dor como este para impedir o pensamento racional”. [Em outra evidência de total insensibilidade.]

À Folha Sottomaior lança uma metáfora para explicar sua birra com a “ficção divina”. “Digamos que um belo dia alguém evoque o Supremo Enxugador de Gelo, um ser incorpóreo. O movimento dá crias, começam as desavenças entre os grupos, o enriquecimento com enxugamento de gelo alheio, a ideia de que quem não enxugar gelo é mau. E, no fim, enxugar gelo não vai ajudar ninguém.” [Comparação descabida que ignora as muitas evidências da existência de Deus e de que a Bíblia é a revelação dEle. Danem-se a arqueologia, as profecias cumpridas, a história, a física, a biologia, as provas de que a religião faz bem à saúde, de que fomos criados para crer e de que os religiosos operam obras assistenciais em todo o mundo. Enxugar gelo é brigar com um Deus em quem não se crê e jogar para baixo do tapete os méritos da boa religião.] [...]

Sottomaior prega o ódio contra religiões e acha que isso não é sinônimo de intolerância contra seus adeptos (“ideias não têm direito, pessoas sim”). Ao mesmo tempo, critica o que julga ser preconceito contra os descrentes. [É preciso admitir que esse preconceito existe, mas não é promovendo um preconceito que se combate outro.]

Exemplos não faltam. O estudante paraense Jhonatas, 18, prefere omitir o sobrenome para não se indispor ainda mais com a família – que por pouco não o expulsou de casa por ser ateu. “Assistimos a uma reportagem sobre o terror do Estado Islâmico. Disse: ‘Fazem isso em nome de um deus que nem existe.’ Para eles era fase, eu tomaria jeito. Mas perceberam que eu não ia mudar e começaram a falar que quem não tem Deus no coração não ama ninguém.” [...] [Outro mal exemplo de tomar o todo pela parte. Quem disse que os membros do Estado Islâmico representam a totalidade dos religiosos? Muito pelo contrário: esse tipo de radical é a minoria. E se eu usar o mesmo argumento para dizer que o ditador da Coreia do Norte – ou outro doido comunista – representa os ateus de todo o mundo?]

“É preciso ter presente que o Estado é laico, mas a cultura brasileira é marcada pela religiosidade. O próprio Estado deve garantir a liberdade de expressão religiosa, não somente privada, mas também pública”, diz dom Sergio da Rocha, presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). “Quem combate as manifestações religiosas não contribui para a construção de uma democracia madura.”

Para Sottomaior, haverá sempre uma boia de salvação na América Latina: o Uruguai, onde 4 a cada 10 habitantes dizem não ter religião e os prédios públicos não exibem imagens religiosas. Definitivamente não graças a Deus. [Sottomaior devia falar também dos inúmeros prêmio Nobel judeus, da pujança científica e tecnológica de um dos maiores países cristãos do mundo (EUA) e por aí vai. A culpa de o Brasil ser o que é não é da religião cristã, mas isso todo mundo deveria saber.]


Nota: Causa-me revolta ver a Folha de S. Paulo concedendo tanto espaço para ateus militantes irados e até blasfemadores (confira aqui). A atitude de certos setores da mídia é a de dar um megafone às minorias e ignorar a voz da maioria. [MB]

Clique aqui e leia mais sobre as ideias e ações de Sottomaior. Leia também a crítica de um ateu ex-membro da Atea e sobre a tremenda insensibilidade da Atea quando do acidente envolvendo a equipe da Chapecoense.

terça-feira, dezembro 12, 2017

Richard Dawkins é ateu mas acredita na Matrix

“Matrix” é o título de uma trilogia de ficção científica que estreou em 1999 e fez grande sucesso. Os personagens vivem sem saber em um mundo virtual controlado por máquinas (a Matrix). No texto a seguir, o professor universitário Bruno Ribeiro Nascimento destaca uma crença do ateu Richard Dawkins que chega perto da fé na Matrix:

“Leia essa citação de Deus, um Delírio, de Richard Dawkins: ‘Autores de ficção científica, como Daniel E. Galouye em Counterfeit World [Mundo Simulado], chegaram até a sugerir (e não consigo pensar em como poderia descartar a hipótese) que vivemos numa simulação de computador, criada por alguma civilização muito superior’ (p. 109). Respire fundo e leia novamente: ‘(...não consigo pensar em como poderia descartar a hipótese) que vivemos numa simulação de computador, criada por alguma civilização muito superior.’ Leia de novo: ‘(...NÃO CONSIGO PENSAR EM COMO PODERIA DESCARTAR A HIPÓTESE) QUE VIVEMOS NUMA SIMULAÇÃO DE COMPUTADOR, criada por alguma civilização muito superior.’

“A idolatria científica* é tanta que tem gente que acha normal esse tipo de insanidade numa obra que, em tese, pretende falar sobre a realidade. ‘Ele está apenas conjecturando’, ‘é apenas uma hipótese’; tem gente que diz coisa mais insana como: ‘E como você sabe que não está realmente numa simulação de computador?’

“Pois é, não estamos! E disso é possível ter certeza. E o homem que duvida dessa certeza precisa de um psiquiatra urgente. Não apenas é fácil descartar essa hipótese; chega a ser uma ofensa à racionalidade mantê-la ou dizer que não é possível descartar tal coisa. Acreditar na plausibilidade de qualquer loucura: eis o principal efeito colateral do naturalismo.

“Aqui, sigo Thomas Reid e G. K. Chesterton respectivamente: ‘Se isso for sabedoria, que eu fique iludido junto com o vulgo’ (Investigações Sobre a Mente Humana Segundo os Princípios do Senso Comum, p. 77). ‘O primeiro efeito de não acreditar em Deus é perder seu senso comum’ (O Oráculo do Cão].”

(*) Eu só não chamaria isso de idolatria científica, mas a tentativa de substituir a Ciência por filosofia barata, coisa que muitos fazem também no meio cristão, na tentativa de defender a verdade. Uns querem defender teísmo/criacionismo e outros o ateísmo/evolucionismo, mas os resultados tendem a ser perigosos de ambos os lados quando os fins justificam os meios.

domingo, dezembro 03, 2017

O cérebro humano já nasce predisposto a acreditar em Deus

[Veja como a Superdescrente Superinteressante descreve esse fenômeno:] O cérebro nasce programado para acreditar em algum tipo de deus, e a fé não é opção pessoal nem chamado divino: é uma tendência biológica, que se desenvolveu ao longo de milhares de anos de evolução. Essa ideia, que desagrada a crentes e ateus e é uma das teorias mais polêmicas entre os cientistas, parece ter sido finalmente comprovada por um estudo, realizado por pesquisadores do Instituto de Saúde dos EUA (NIH). Eles monitoraram o cérebro de pessoas religiosas e descobriram que, quando elas pensam em deus [sic], ativam os mesmos neurônios que todo mundo (crente ou não) usa para formar a chamada “teoria da mente” – a capacidade de entender o que outras pessoas estão sentindo e simpatizar com elas. E essa habilidade é primordial para as relações humanas: se cada pessoa fosse alheia aos sentimentos das outras, a sociedade como a conhecemos não existiria, seria apenas uma multidão de psicopatas. Quando o homem começou a formar sociedades complexas, quem tinha o cérebro mais crente se dava melhor – pois, além de acreditar em mitos, também era mais sociável. E isso ajudaria a explicar por que hoje, mesmo com todos os avanços da ciência, a crença no sobrenatural ainda é tão forte. Acreditar está no nosso DNA.

“Se um grupo de crianças fosse deixado numa ilha deserta, elas acabariam se tornando religiosas”, afirma o psicólogo Justin Barrett, da Universidade de Oxford. Ele é diretor de um projeto ambicioso, que passou os últimos anos investigando uma dúvida perene: Por que algumas pessoas acreditam em deus [sic] e outras não? Barrett não antecipa os resultados do estudo, que deve ser concluído em 2010, mas já tem um palpite. As pessoas não escolhem acreditar ou não; elas já nascem acreditando. “As crianças são propensas a acreditar na criação divina. Já a ideia de evolução não é natural para elas”, diz. É como se você saísse de fábrica com um cérebro crédulo, e só conseguisse transformá-lo em cético depois de muito tempo. Amém.


Nota: Note o desespero ateu e darwinista para reconhecer o óbvio: fomos criados para crer e identificar intuitivamente aquilo que também deveria ser óbvio, ou seja, que se existe informação, existe uma fonte informante; se existem leis, existe um legislador; se existe vida, existe um doador da vida (afinal, vida só provém de vida); se existe algo é porque alguém o fez (afinal, do nada nada provém). Tempo, espaço, matéria e informação jamais poderiam aparecer do nada. Negar essas obviedades é um esforço que vai contra a natureza e a lógica e que deve ser reafirmado constantemente, daí porque muitos ateus dizem não crer em Deus, mas vivem incomodados com a ideia de Deus, necessitando repetir para si mesmos e para os outros que Deus não existe. Se não existe, por que se incomodar com isso? A Bíblia e a ciência respondem: fomos criados para crer; está em nosso DNA; está em nosso íntimo. Portanto, as evidências estão dentro e fora de nós. A vida só faz realmente sentido quando se dá atenção a esse componente espiritual da natureza humana. Como os darwinistas não conseguem negar essa realidade, o jeito é usar o próprio darwinismo para tentar explicá-la. E o resultado é uma explicação estapafúrdia. Evoluímos para crer porque a crença nos é vantajosa na sobrevivência. Quem crê vive mais e melhor. Então, essa característica foi selecionada para nossa espécie. Dá para acreditar nisso? Nisso não, afinal, mesmo sendo crente, não deixo de ser cético. [MB]





quarta-feira, novembro 22, 2017

Ateus têm mente menos aberta que pessoas religiosas

Um estudo com 788 pessoas no Reino Unido, França e Espanha concluiu que ateus e agnósticos pensam em si próprios como tendo mente mais aberta que aqueles com fé, mas são de fato menos tolerantes a opiniões e ideias discordantes. Crentes religiosos “aparentam melhor perceber e integrar perspectivas divergentes”, de acordo com pesquisadores em psicologia da Universidade Católica privada de Louvain (UCL), a maior universidade Francofônica da Bélgica. Filip Uzarevic, coautor do artigo, disse que sua mensagem é a de que “mentalidade fechada não é necessariamente encontrada apenas entre os religiosos”. Ele afirmou ao Psypost: “Em nosso estudo, o relacionamento entre religião e mentalidade fechada dependeu do aspecto específico da mente fechada. De forma surpreendente, quando se tratou de inclinações medidas sutilmente para integrar visões que eram divergentes e contrárias às perspectivas da pessoa, eram os religiosos que mostravam maior abertura.”

O artigo do Dr. Uzarevic, intitulado “são os ateus adogmáticos?”, afirma que “irreligião se tornou a norma” em alguns países ocidentais. Ele inspecionou três aspectos de rigidez mental em 445 ateus e agnósticos, 255 cristãos, e um grupo de 37 budistas, muçulmanos e judeus. O estudo afirma que os resultados dos não crentes foram mais baixos que os de pessoas religiosas em “dogmatismo autoavaliado”, mas foram mais altos em “intolerância sutilmente medida”.  

O Dr. Uzarevic afirmou: “A ideia começou com a percepção de que, em discursos públicos, apesar de ambos os grupos religiosos/conservadores e liberais/seculares demonstrarem forte animosidade contra o grupo ideologicamente oposto, de alguma forma o primeiro grupo era mais comumente intitulado como ‘de mente fechada’. Adicionalmente, tal visão do secular sendo mais tolerante e aberto parecia ser dominante na literatura da psicologia.” 

As descobertas também afirmam que a força de uma crença das pessoas tanto em ateísmo quanto em religião é diretamente relacionada com quão intolerantes elas são.

(Independent, com tradução de Leonardo Serafim)

segunda-feira, novembro 13, 2017

Convenção Global de Ateísmo é cancelada por falta de público

“Razão para ter esperança” era o lema da Conferência Global de Ateísmo, que deveria acontecer em Sydney, Austrália, em fevereiro de 2018. Pouco tempo após o lançamento, com pompa e circunstância, no que prometia ser um fórum para mostrar a força do ateísmo no mundo, acabou sendo cancelado. O motivo foi a “falta de interesse”, de acordo com a mídia local. O principal orador convidado era Salman Rushdie, iraniano que escreveu Os Versos Satânicos e teve a cabeça posta a prêmio por questionar o Islamismo. Outra das “estrelas” eram Richard Dawkins e Ben Goldacre, proeminentes figuras do pensamento ateu. A baixa venda de ingressos jogou uma pá de cal no ânimo dos organizadores, a Fundação Ateia da Austrália (AFA). Recentemente o Censo australiano mostrou que 29,6% da população se declarava “sem religião”, um percentual histórico, já que pela primeira vez na história o número ultrapassa o de católicos (que são 22,6%).

Quando esses números foram divulgados, em junho, a presidente da AFA Kylie Sturgess veio a público comemorar o que considerava uma vitória. “Vamos fazer nossa voz ser mais ouvida, pois há força nos números.” Menos de seis meses depois parece evidente o que os analistas sempre afirmaram, “sem religião” não significa necessariamente ateu.

site da AFA anunciou oficialmente o cancelamento de seu evento com a seguinte explicação: “As vendas de ingressos foram substancialmente inferiores às expectativas e estão abaixo dos níveis das convenções anteriores, portanto, infelizmente, a Convenção não pode continuar.”

A Convenção anterior, em 2012, foi descrita como um sucesso, reunindo mais de 4.000 participantes.

Como era esperado, os líderes cristãos estão comemorando o cancelamento do evento. O pastor Robert Martin, do Fórum da Bíblia de Melbourne, afirmou: “Este é um enorme golpe para a Fundação Ateia como organização e para o ateísmo organizado em geral. O que eles vão dizer agora?”

Cinco anos atrás, vários evangelistas foram pregar o evangelho em frente ao local. Mesmo vaiados, disseram que estavam “orando pela conversão dos ateus”. 

(Evangelical Focus, via Gospel Prime)

Nota: Embora o interesse pelo ateísmo não tenha crescido tanto assim (para desespero dos ateus militantes, que insistem em ignorar que o ser humano foi criado para crer), o número dos sem religião (também conhecidos como desigrejados) vem aumentando, o que revela desinteresse pelas religiões institucionalizadas. As pessoas continuam carentes de sentido para a vida e buscam na espiritualidade, no misticismo e na religiosidade individual aquilo que talvez não estejam encontrando nas igrejas. Infelizmente, há muitos líderes religiosos dando um péssimo exemplo de cristianismo, representando mal o único caminho que pode trazer a real esperança. O que fazer para ajudar a reverter esse quadro? O que fazer para advertir essas pessoas de que, vivendo uma religiosidade emocionalista e sem lastro (relativista), elas se tornam vulneráveis ao engano religioso? A resposta envolve palavras como relevância, contextualização, honestidade, sinceridade, autenticidade e, claro, amor desinteressado. [MB]

quinta-feira, agosto 10, 2017

Uma semana difícil para os ateus

Richard Dawkins é conhecido por ser um defensor intransigente do ateísmo e do darwinismo. Já postei muita coisa sobre ele aqui no blog (confira). Mas houve uma situação em que ele se deu muito, muito mal, durante um programa de rádio da BBC de Londres, ao vivo, debatendo com um sacerdote da Catedral de St. Paul. Com seu tom tipicamente beligerante, o autor de Deus um Delírio afirmou arrogantemente que os cristãos são muito despreparados, pois a maioria deles não seria sequer capaz de mencionar o nome dos evangelhos. A resposta do sacerdote foi impressionante. Assista.

quarta-feira, julho 26, 2017

“Por que é aceitável criticar o Cristianismo mas não o Islã?”

Um evento com a presença do cientista Richard Dawkins na universidade de Berkeley foi cancelado por causa de declarações “ofensivas” dele contra muçulmanos, o que reacendeu o debate sobre a falta de liberdade de expressão em uma das mais conceituadas dos Estados Unidos. O evento havia sido agendado pela rádio KPFA, de Berkeley, para agosto. A ideia era que Dawkins falasse sobre seu livro de memórias, Brief Candle in the Dark. Mas o evento foi cancelado depois que alguns tuítes de Dawkins com críticas ao Islã foram enviados aos organizadores do evento. Dawkins, o mais famoso expoente do chamado neoateísmo e autor do best-seller Deus, um Delírio, tem um longo histórico de críticas à religião em geral, e ao Cristianismo, especificamente.

Nos últimos anos, entretanto, com a ascensão de grupos terroristas muçulmanos, ele tem centrado boa parte de seus ataques no fundamentalismo islâmico. “Nós não sabíamos que ele tinha ofendido – em seus tuítes e outros comentários sobre o Islã – tantas pessoas. A KPFA não apoia discursos ofensivos”, disse a rádio, em um comunicado. 

Em um dos tuítes citados pela KPFA para justificar sua decisão, Dawkins afirma que o Islã é “a maior força para o mal no mundo de hoje”. 

Dawkins, por sua vez, criticou a decisão da rádio, que ele disse ser sem fundamento. “Eu sou conhecido como um crítico frequente do Cristianismo e nunca fui desconvidado por causa disso. Por que dar um passe livre para o Islã? Por que é aceitável criticar o Cristianismo mas não o Islã?”, disse ele. 

O autor também disse que, longe de atacar os praticantes do Islã, entende que os próprios muçulmanos são as primeiras vítimas da cultura do Islamismo militante. 

O cancelamento do evento com Dawkins provocou outras reações. “A decisão é intolerante, mal-fundamentada e ignorante”, escreveu Steven Pinker, autor e professor de Harvard, em carta à radio. V. S. Ramachandran, conceituado neurocientista da Universidade da Califórnia, também protestou: “Dawkins é a pessoa mais corajosa e intelectualmente honesta que eu conheço. Concorde ou não com suas posições, você não pode questionar a integridade dele”, afirmou. 

Nos últimos meses, a tradicional universidade de Berkeley, na Califórnia, tem ocupado o noticiário por causa de sua restrição a palestrantes que destoam do discurso politicamente correto predominante na instituição. Em abril, a universidade cancelou uma palestra da escritora conservadora Ann Coulter após protestos de estudantes de esquerda. Em fevereiro, o mesmo havia ocorrido com o jornalista de direita Milo Yiannopoulos, cuja palestra também acabou cancelada em meio a atos de violência de manifestantes.

A transformação de Berkeley em um espaço hostil a certos tipos de palestrantes é mais surpreendente porque a universidade californiana esteve na vanguarda da luta pela liberdade de expressão nos campi americanos na década de 60.


Nota: Não deveria ser surpresa que uma universidade de orientação esquerdista beije a mão do Islã enquanto repudia o cristianismo (e ao dizer isso não estou de forma alguma atacando seguidores sinceros da religião de Maomé). O objetivo dos militantes esquerdistas é destruir os pilares judaico-cristãos sobre os quais o mundo ocidental está edificado. Um mundo em que, por causa do cristianismo, há liberdade de expressão, liberdade religiosa e separação entre a igreja e o Estado – condições que, inclusive, permitem aos esquerdistas trombetearem suas ideias e expor seus absurdos (i)morais. Gostaria de ver essa gente fazendo o mesmo em países de orientação teocrática islâmica... Não durariam um dia. O que fizeram com Dawkins apenas revela uma vez mais o preconceito localizado que certas instituições “laicas” nutrem contra o cristianismo; isso para não falar no criacionismo. Mas o devoto de Darwin não precisa ficar triste. Não faltam tribunas para acolherem seu ateísmo estridente. [MB]

domingo, julho 02, 2017

Dawkins reconhece que ensino religioso é fundamental para as crianças

[Meus comentários seguem entre colchetes. – MB] Quando se fala em ateísmo militante, talvez o primeiro nome que venha à mente seja o de Richard Dawkins, cientista e autor de vários livros sobre a teoria da evolução, como O Gene Egoísta. Dawkins costuma ser odiado pela comunidade cristã pelos ataques proferidos contra as religiões. Mas eis que o próprio cientista reconhece que o ensino da religião é crucial para que as crianças entendam a história e a cultura. O biólogo evolucionista e ateu assumido advertiu que era praticamente impossível estudar literatura inglesa sem conhecer os antecedentes do cristianismo. Falando no Festival de Ciências de Cheltenham, perguntaram-lhe se os estudos religiosos deveriam ser abolidos nas escolas, com receios de que as crianças estivessem sofrendo lavagem cerebral [como se o ensino acrítico da teoria da evolução não fosse lavagem cerebral]. “Eu não penso que a educação religiosa devesse ser abolida”, respondeu. E acrescentou: “Eu acho que é uma parte importante da nossa cultura saber sobre a Bíblia, afinal, muita literatura inglesa tem alusões à Bíblia, se você procurar no Oxford English Dictionary, você encontrará algo como o mesmo número de citações da Bíblia e de Shakespeare. É uma parte importante da nossa história. Tanto da história europeia é dominada por disputas entre religiões rivais e você não consegue entender a história, a menos que você conheça a história da religião cristã e as Cruzadas e assim por diante.”

“Eu não aboliria a educação religiosa, acho que eu a substituiria pela religião comparada e a história bíblica e história religiosa. A religião comparada é muito valiosa, em parte porque a criança descobre que há muitas religiões diferentes, não apenas a que elas foram criadas. Eles aprendem que são todas diferentes e que não podem estar todas certas, então talvez nenhuma delas esteja certa [ou alguma esteja...]. O pensamento crítico é o que precisamos.” [Sim, pensamento crítico e comparações. O mesmo deveria ser feito com o evolucionismo, ensinando-se suas insuficiências e contradições. As crianças deveriam saber, também, que, enquanto a terrível Inquisição católica torturou e levou à morte milhares de pessoas, regimes comunistas ateus assassinaram milhões, e muitos ditadores comunistas se valeram das ideias de Darwin para justificar suas atrocidades, mais ou menos como fez Hitler.]

Dawkins, que estava promovendo seu novo livro Science in the Soul, também advertiu que o islamismo é a religião “mais malvada” do mundo e disse que os muçulmanos moderados eram as maiores vítimas da ideologia fanática. “É tentador dizer que todas as religiões são ruins, e eu digo que todas as religiões são ruins [dizer o contrário seria não ser Dawkins], mas é uma tentação pior dizer que todas as religiões são igualmente ruins porque elas não são”, acrescentou. “Se você olhar para o impacto real que as diferentes religiões têm no mundo, é bastante evidente que, atualmente, a religião mais má do mundo tem que ser o Islã. É terrivelmente importante modificar isso, porque claro que isso não significa que todos os muçulmanos são maus, muito longe disso. Os muçulmanos individuais sofrem mais do Islã do que qualquer outra pessoa. Eles sofrem com a homofobia, a misoginia, a falta de alegria que é pregada pelo islamismo extremo, Isis e o regime iraniano”, disse. “Então esse é um grande mal do mundo, temos que combatê-lo, mas não fazermos o que o Trump fez quando disse que todos os muçulmanos devem ser excluídos do país. Isso é draconiano, isso é iliberal, desumano e perverso. Eu sou contra o Islã, não menos por causa dos efeitos desagradáveis ​​que tem sobre a vida dos muçulmanos.” [Dawkins já disse em outra ocasião que o cristianismo seria a solução para a islamização da Europa, que ele certamente teme muito mais do que a religião da Bíblia.]

Numa época em que estado laico passou a ser confundindo com estado antirreligioso, que o multiculturalismo passou a significar que nenhuma cultura é melhor do que a outra, que poucos ocidentais demonstram coragem para defender o legado da civilização mais avançada que temos, é digno de nota e dá alguma esperança ver que um ateu militante como Dawkins saiu em defesa não só do ensino do cristianismo para preservar a cultura ocidental, como admitiu a inferioridade do Islã, que tem feito muito mal a milhões de fiéis mundo afora.

A Europa não será salva enquanto os próprios europeus cuspirem em suas raízes cristãs e abraçarem covardemente a islamização do continente. Até um ateu militante sabe disso!

(Rodrigo Constantino, Gazeta do Povo)

domingo, junho 04, 2017

“A terra é azul, e eu não vi Deus”

Em 12 de abril de 1961, aos 27 anos de idade, o astronauta russo Yuri Alieksieievitch Gagarin, foi o primeiro homem a viajar pelo espaço, ou seja, fora da atmosfera terrestre. A bordo da nave Votok, ele deu uma volta completa em órbita, ao redor do planeta. De volta à Terra, ao ser entrevistado, ele disse: “A Terra é azul, e eu não vi Deus.” Essa frase não é nenhuma novidade, sabendo que o astronauta foi criado no regime socialista sob o qual foi ensinado desde pequeno que Deus deveria ser deixado em segundo plano. O Evangelista João já havia constatado esse fato muito tempo antes: “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou” (João 1:18). E o apóstolo Paulo corroborou: “...o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A Ele honra e poder eterno. Amém!” (1 Timóteo 6:16). Portanto, o astronauta russo, na tentativa de menosprezar Deus, apenas confirmou um fato bíblico. A grandeza de Deus está além do domínio humano. Sua soberania é absoluta e ninguém pode nem poderá captar sequer um relance dEle; nem assumir qualquer aspecto de Seu poder.

Um exemplo inverso ao do astronauta russo foi o da Apollo 8. Ela foi a primeira nave espacial tripulada a deixar a órbita da Terra e a primeira a orbitar a Lua. Quando a nave chegou à Lua, na véspera do Natal, cerca de dois bilhões de pessoas - a maior audiência televisiva da história até aquele momento - estava sintonizada para testemunhar o acontecimento revolucionário, enquanto os astronautas transmitiam imagens da superfície lunar a partir da nave espacial.

segunda-feira, maio 29, 2017

Nenhum ateu pode ser bom sem Deus

Ao ler o título desse artigo você pode estar pensando que sou mais um fundamentalista religioso que defende o cristianismo com “unhas e dentes”, e que não tem a mente aberta para outra visão de mundo que não seja essa. Antes de fazer um pré-julgamento, peço que acompanhe minha breve análise até o final para ver que minha afirmação logo no título tem a ver com a base para a existência (e justificativa) da bondade e moralidade. Não estou sendo fanático nem arrogante. Negar que há ateus com uma vida moral exemplar é absurdo, e sei que há também agnósticos que fazem o bem pela sociedade mais do que muitos religiosos. Portanto, o que questiono não é se o ateu pode ou não ser bom. Se eu questionasse isso, mereceria ser processado por difamação e até mesmo sofrer disciplina eclesiástica por dizer “falso testemunho” contra o meu próximo (Êx 20:16). O meu pressuposto é que o ateu precisa de Deus se ele quiser justificar a própria bondade. Como assim? Irei explicar ao longo deste post.

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segunda-feira, abril 03, 2017

As cartas que Freud tentou destruir

Respostas na infância
“Tenho de contar-te o lindo sonho que tive após o enterro”, escreveu Sigmund Freud a um amigo dias após a morte do pai. Encontrava-se no barbeiro e lia numa tabuleta: “É obrigatório fechar os olhos.” Em A Interpretação dos Sonhos, seu primeiro livro, desvendará ao público o sentido da frase: sentia-se obrigado a ser indulgente para com os erros do pai. A ternura para com Jakob Freud, patente nos escritos de Sigmund, ficou manchada por uma acusação. Ele teria abusado sexualmente de alguns dos filhos quando crianças. “Infelizmente, era um desses perversos”, confessou Freud a Wilhelm Fliess. “É a causa da histeria do meu irmão mais novo e de algumas das minhas irmãs.” Escrita a 11 de fevereiro de 1897, a carta é uma das muitas que o então obscuro médico de Viena enviara regularmente ao amigo, otorrinolaringologista em Berlim. Por essa altura, não formulara ainda a teoria do complexo de Édipo. Defendia que os abusos sexuais na infância eram a causa das neuroses. A partir dos relatos recorrentes das pacientes, julgava ser essa a causa da histeria. O misterioso mal, tão espalhado naquela Viena fim de século 19, remontava a esses acontecimentos traumáticos ocorridos na infância. Normalmente, eram infligidos às meninas pelo pai ou um irmão mais velho. Como acontecera com aquela paciente que um dia lhe entrou no consultório.

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domingo, janeiro 29, 2017

Ateu lê a Bíblia para confrontar cristãos e se converte

O médico se surpreendeu
Apesar de ter uma situação financeira invejável, que incluía viagens por todo o mundo, carros de luxo e mansões, o Dr. Greg Lehman não se sentia feliz e satisfeito com sua vida. Segundo o médico norte-americano, que compartilhou seu testemunho ao Ministério OTG, ele se recusava a acreditar em Deus e se sentia sempre frustrado e raivoso. “Eu estava indo de uma coisa para a outra: comprava um carro novo, mas aquilo não me satisfazia. Então eu saía e comprava roupas novas ou fazia uma viagem”, disse Lehman em seu depoimento. “Eu tinha muitos passatempos. Eu fiz triatlo e também bebia vinhos como um hobby.”

Lehman era ateu e se orgulhava disso. Ele concluiu a faculdade de medicina, tinha um trabalho que lhe rendia um gordo salário, tinha uma esposa e dois filhos. Mas, apesar de tudo isso, ele continuava se vendo como uma pessoa frustrada. “Foi uma combinação de ‘você está triste’, ‘você está vazio’ com ‘você está com raiva’. Eu estava frustrado e me perguntava: ‘Por quê? O que há de errado comigo? Por que não me sinto realizado? Por que não sinto que consegui o que eu trabalhei toda a minha vida para alcançar?”, contou.

Dr. Lehman tentou mascarar o que ele estava sentindo por dentro, mas algo o alertava em seu coração: “Você está envergonhado, mas não vai contar para ninguém, vai manter isso dentro de você.” “Então o que você acaba fazendo nessa situação é descontar esse sentimento em outras pessoas”, contou

Lehman acabou agindo dessa forma com as pessoas mais próxima a ele: sua esposa e seus filhos. “Ele era um bom homem, mas tinha um pavio curto”, disse sua esposa, Ruth. “Ele era arrogante. Ele sentia que sempre estava certo.” Se ele já ficava irritado com a família, esse sentimento era ainda mais forte contra seus vizinhos cristãos, porque ele achava que seu estilo de vida não se alinhava com a Bíblia.

Buscando se preparar para expor a hipocrisia do vizinho, Lehman começou a ler a Bíblia para conhecer mais sobre o cristianismo. Seu plano era confrontar as incoerências de seu vizinho com base nas próprias Escrituras Sagradas. Mas parece que seu plano não atingiu o objetivo inicial, pois Lehman acabou sendo confrontado pelo poder da Palavra. Ele ficou atônito com a afirmação dos Evangelhos, de que Jesus foi o próprio Deus que Se fez carne.

“Isso rapidamente chamou minha atenção porque eu percebi que se isso realmente aconteceu, foi o evento mais importante da história”, disse ele. “Eu me esqueci dos meus vizinhos e decidi investigar se isso [a vida de Jesus] realmente aconteceu.”

Depois de semanas de pesquisa, ele percebeu que tudo sobre o cristianismo se relacionava com a ressurreição de Jesus Cristo. Como médico, ele tentou ponderar hipóteses que poderiam “desmentir” a ressurreição: “Os apóstolos roubaram o corpo. Foi uma alucinação”, imaginava o médico.

Depois de examinar cuidadosamente as teorias que se opunham à ressurreição, ele chegou a uma conclusão surpreendente: “Nenhuma delas tinha credibilidade. A única coisa que poderia fazer sentido com os fatos históricos do modo como foi montada com os guardas romanos, era que o túmulo estava vazio e Ele [Jesus] realmente se levantou dali.”

Ele ficou impressionado com a história do personagem bíblico Lucas, que era médico e também foi autor de um dos evangelhos. Dr. Greg sempre esteve acostumado a ver que os médicos foram treinados para não acreditar em “milagres supersticiosos” e sempre identificar causas científicas para todas as coisas. Mas Lehman encontrou em Lucas um médico que validava os milagres de Jesus.

O argumento decisivo para convencer Lehman foi o do apóstolo Paulo, que começou como um perseguidor judeu da Igreja Primitiva, mas acabou sendo o maior divulgador da mensagem de Cristo. “Ele estava matando cristãos. Ele não tinha nada a ganhar. O que no mundo poderia fazer com que esse cara [Paulo] se tornasse o maior evangelista da história?”, questionou Lehman. “Apenas uma explicação poderia justificar isso: ele viu o Senhor Jesus Cristo, após a ressurreição. Quando eu olhei para as provas e vi esses caras e suas vidas mudadas, eu disse: ‘Eu tenho que acreditar nisso.’”

Um dia, ele terminou uma consulta médica com sua habitual frase ao paciente: “Você tem alguma pergunta?” O paciente que estava de pé olhou para ele e perguntou: “Você já reconheceu o Senhor Jesus Cristo como seu salvador pessoal?” O Dr. Greg ficou surpreso. “Eu desmaiei”, disse ele. “Por que ele estava me perguntando aquilo? Quem era aquele cara? Quando acordei, saí correndo da sala, porque eu não sabia o que fazer.”

Lehman contou que passou dois dias refletindo sobre aquele momento um tanto inusitado que tinha vivenciado em seu consultório. “Havia coisas na minha vida que eu queria mudar, como a raiva e a frustração. Mas eu não tinha o poder de mudar tudo aquilo”, disse ele. “Isso tudo fez com que eu me quebrantasse e chorasse, pedindo a Deus para me perdoar. Eu me arrependi dos meus pecados e pedi que Ele me mudasse.”

Greg orou sozinho em sua casa, declarando que reconhecia Jesus como seu Senhor e salvador. Na manhã seguinte, sentiu uma paz inexplicável. “Eu estava completamente tranquilo”, disse ele. “Algo estava realmente diferente em mim. Eu senti que tinha sido transformado.”

No início, ele não tinha certeza do que estava acontecendo e até mesmo verificou se seus remédios haviam sido alterados, para alguma outra marca que fazia efeitos de tranquilizantes, mas não. Os remédios ainda eram os mesmos. Diante desses acontecimentos, o Dr. Greg Lehman finalmente passou a acreditar em milagres. “Desde o dia em que fui salvo, nunca mais me senti sozinho. Nunca mais me senti vazio. Eu nunca mais senti aquele descontentamento e coisas do tipo.”

Antes escarnecedor do Evangelho, Lehman se tornou um cristão dedicado e consciente do que Deus pode fazer na vida das pessoas. “Em qualquer outra religião é o homem que procura seu deus. Mas no Cristianismo é Deus quem procura o homem. O verdadeiro teste do Cristianismo é quando você clama por Deus. Ele não só vai perdoar nossos pecados, mas também Se revelar a nós, para que saibamos que Ele é real. Essa é a grande diferença”, afirmou Lehman.



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