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quinta-feira, julho 27, 2017

Além do adultério, teoria da evolução justifica também a fofoca

Como se não bastasse servir de justificativa para os puladores de cerca inveterados (confira aqui, aqui, aqui e aqui), a teoria da evolução serve de desculpa para outros pecadores: os fofoqueiros. Veja só o que foi publicado no News in Levels: “Aqueles que se sentem um pouco culpados por fofocar podem ficar satisfeitos por saber que os acadêmicos já disseram que isso é realmente o que diferencia nossa espécie dos animais. A fofoca é o que faz as pessoas serem humanas, porque nos permite transmitir informações vitais sobre quem confiar e quem não confiar, além de se relacionar com familiares e amigos. Na biologia evolutiva, os cientistas chamam o fenômeno de teoria da fofoca. A teoria sugere que, à medida que a linguagem se desenvolveu, permitiu que os primeiros humanos passassem informações confiáveis ​​para que pudessem viver em grupos cada vez maiores. Fofoca costumava ser simplesmente o que as pessoas faziam com seus amigos e não era usado em sentido negativo até o século 18. Os cientistas realizaram experimentos para descobrir o que as pessoas pensavam sobre fofoca, e os resultados foram que, enquanto as pessoas desconfiavam de quem choramingava demais, elas também desconfiavam daqueles que fofocam muito pouco. O professor Robin Dunbar da Universidade de Oxford disse ainda que devemos aceitar a fofoca como uma parte vital da vida humana, o que pode até nos ajudar a viver mais tempo.”

Nota: Eis aí mais uma baboseira aceita como verdade científica e que serve para justificar comportamentos inadequados como se fossem uma espécie de determinismo genético/comportamental. Fofoca é mentira e mentira é um comportamento denunciado pelos dez mandamentos da lei de Deus (Êxodo 20). Fofoca pode destruir vidas, reputações e, inclusive, motivar o suicídio, quando o alvo da fofoca não consegue lidar com o estrago que ela causa. Jamais deveria ser tratada como algo banal e aceitável. [MB] 

segunda-feira, abril 24, 2017

Como prevenir o suicídio entre os jovens

Eles precisam de ajuda
Recentemente, a plataforma de vídeos Netflix estreou uma série de produção própria intitulada “13 Reasons Why” (Treze Porquês, em tradução livre), na qual um dos protagonistas, uma adolescente norte-americana, comete suicídio e deixa treze fitas cassetes gravadas, explicando, contando e fazendo referências aos motivos e às pessoas que a levaram a tirar a própria vida. Sem contar o final ou dar spoilers, a série causou grande discussão mundial nas mídias e nas redes sociais: Como falar sobre suicídio de jovens? Em “13 Reasons Why”, o bullying, o machismo, a violência, o assédio sexual e a falta de diálogo com os pais são alguns dos temas trabalhados e todos sabemos que o suicídio é ainda considerado um tabu pela maioria da sociedade; inclusive, há quem diga que os grandes veículos de comunicação não publicam mais casos de suicídio para evitar uma exposição maior do tema, como se ao abordá-lo aumentassem as chances de alguém tirar a própria vida, e é disso que algumas pessoas reclamam da abordagem da série, como se ela pudesse atuar como um gatilho.

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domingo, abril 09, 2017

O jogo da baleia azul é sintoma de uma era

Veronika: uma das vítimas do jogo
Sintomática de uma era, vem causando espanto e muita preocupação uma onda de suicídios na Rússia, motivados por um jogo intitulado Blue Whale (Baleia Azul, alusão ao cetáceo que está em extinção). Os participantes seguem uma série de instruções que os deixam fragilizados e motivados a tirar a própria vida. O jogo é viral e está se espalhando pela internet, chegando aos poucos ao Brasil. A pessoa que comanda o jogo se chama “curador” e envia pequenos desafios aos jogadores todas as madrugadas, justamente quando os pais desavisados estão alheios às atividades virtuais dos filhos. Com duração de cinquenta dias, o jogo termina com o desafio final: o suicídio. As russas Yulia Konstantinova e Veronika Volkova estão entre as primeiras vítimas do jogo; jovens que, como muitos outros, precisavam apenas de um “empurrão” para levar a cabo a trágica decisão. Centenas de jovens já foram empurrados para a morte motivados pelo diabólico Baleia Azul.

Entre as “missões”, as mais fáceis consistem em acordar em horários específicos da noite, assistir a filmes de terror e ouvir sem parar músicas que deixam a pessoa triste. Isso predispõe o jogador para as próximas tarefas, criando nele um estado depressivo. Os passos seguintes incluem automutilação, arriscar-se em lugares altos e perigosos, etc. Autoridades russas creem que os curadores sejam pessoas mais velhas e persuasivas, pois convencem os jovens de que eles não podem sair do jogo. “Temos certeza de que são adultos aliciando crianças”, afirmou um representante do FSB Secret Service ao jornal Novaya Gazeta.

quarta-feira, março 22, 2017

O papelão dos vegetarianos

O amor nunca deve sair de cena
Há poucos dias tomei conhecimento acerca das notícias de que carne vencida e moída com papelão estava sendo vendida no Brasil. Mas o que esse assunto pode ter a ver com uma coluna escrita por uma psicóloga? Bem, o comportamento humano sempre me chama a atenção e sempre me faz pensar. E, desde que tive acesso às informações acerca da contaminação das carnes vendidas no Brasil, tenho observado o comportamento de pessoas nas redes sociais. Em especial, vegetarianos e veganos. Em tempo de redes sociais e memes, tudo parece virar motivo de piada. Mas, a despeito de vivermos um momento em que se faz graça sobre tudo, fazer graça com a desgraça alheia não combina com discursos em prol da saúde e da vida. Esses são os discursos que costumam sair dos lábios (e dos dedos) de quem não consome carne. Mas, nos últimos dias, não apenas as carnes estão contaminadas, mas os discursos de muitos vegetarianos e veganos também.

O amor à vida (presente nesses discursos) parece não se aplicar à vida de quem consome carne como alimento. É isso que os gracejos e zombarias acerca do que está sendo noticiado revela. Parece que o amor é seletivo. Chego a me perguntar se ele existe de fato! Ao ler depoimentos de gente ofendida com a falta de respeito de quem tem se animado em compartilhar imagens e textos de zombarias, lembrei-me de uma citação que li há muito tempo atrás, de um ilustre analista do comportamento:

“Sob circunstâncias apropriadas a alma tímida pode dar lugar ao homem agressivo. O herói pode lutar para esconder o covarde que habita a mesma pele. [...] O crente piedoso do domingo pode tornar-se um homem de negócios agressivo e inescrupuloso nas segundas-feiras” (B. F. Skinner, Ciência e Comportamento Humano, p. 312, 313).

Como se costuma dizer, a ocasião faz o ladrão. Lamentavelmente.


domingo, março 19, 2017

Calças apertadas causam dor nas costas

Quando a vaidade esbarra na saúde
Um novo estudo realizado pela British Chiropractic Association indicou os cinco principais itens no seu armário que podem estar causando dores nas costas. Os quiropraxistas revelaram que, apesar de alguns deles parecem óbvios (como sapatos de salto alto), muitas de nós não imaginávamos os culpados por aquele incômodo que vez ou outra dá as caras. Confira o top 5: (1) calça jeans skinny; (2) bolsas grandes dimensões e usadas de um lado do corpo; (3) casacos com capuz grande; (4) sapatos de salto alto; (5) sapatos abertos na parte de trás. Tim Hutchful, quiropraxista envolvido no estudo, explicou que os jeans de modelo skinny são um problema porque “restringem o livre movimento em áreas como os quadris e os joelhos, afetando a maneira como nos portamos”. E como a postura é um grande fator que contribui para a dor nas costas, usar calças desse corte todos os dias pode contribuir para incômodos fortes ao longo do tempo. [...]


Nota: Sem contar o aspecto inconveniente de revelar as formas femininas, o que vai de encontro ao princípio cristão da decência (leia mais aqui), o uso de roupas apertadas faz mal também para a saúde física. No século 19, Ellen White já havia advertido sobre a inconveniência das roupas apertadas (isso que ela nem estava se referindo à questão da decência, que se soma ao problema de hoje em dia):

“Parte alguma do corpo deve jamais ficar mal-acomodada por meio de roupas que comprimam qualquer órgão, ou restrinjam sua liberdade de movimento. As roupas de toda criança devem ser bastante folgadas a fim de permitir a mais livre e ampla respiração, e arranjadas de maneira que os ombros lhes suportem o peso” (A Ciência do Bom Viver, p. 382). 

“A cada pulsação do coração, o sangue deve fazer, rápida e facilmente, seu caminho a todas as partes do corpo. Sua circulação não deve ser estorvada por vestuários ou cintas apertadas, nem por deficiente agasalho dos membros. Seja o que for que prejudique a circulação, força o sangue a voltar aos órgãos vitais, congestionando-os. Dor de cabeça, tosse, palpitação, ou indigestão, eis muitas vezes os resultados” (ibidem, p. 271).

“O corpo feminino não deve no mínimo ser comprimido... O vestuário deve ser perfeitamente cômodo, para que os pulmões e o coração tenham ação sadia” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 478). 

quinta-feira, fevereiro 23, 2017

O carnaval e a busca da saúde pelo motivo errado

Como editor da revista Vida e Saúde, recebo todos os dias muitos releases de assessorias de imprensa. Na semana passada, um desses me chamou a atenção de modo especial. Veja só: “Uma das datas mais aguardadas pelos brasileiros está chegando: o carnaval. Nesta época do ano, é comum as pessoas saírem para dançar, acompanhar trio elétrico ou blocos de rua e desfilar na avenida. Mas, antes de cair no samba, é preciso tomar alguns cuidados com a saúde para aguentar os dias de folia, como preparo físico e boa alimentação.” Depois vem uma lista de conselhos sobre beber bastante água, especialmente após consumo de bebida alcoólica; comer de três em três horas para “manter o pique”; diminuir o consumo de alimentos gordurosos e com muitos aditivos como fast food, para evitar uma intoxicação alimentar; fazer alongamento antes da folia; e, claro, usar preservativo.

São conselhos válidos (a maioria, pelo menos), mas que deveriam ser levados em conta sempre, não apenas em tempo de “folia”. Na verdade, o que mais se vê hoje em dia é a busca da saúde e da boa forma física pelos motivos errados. Há quem pratique exercícios (e até cometa exageros) para exibir o corpo como um troféu da vaidade. Há quem adote dietas mirabolantes e até arriscadas com o objetivo de perder peso a qualquer custo. E há os que se preocupam em manter a saúde para depois perdê-la, como vimos no release acima. Varam as madrugadas consumindo álcool e praticando sexo casual, e acham que beber mais água e cuidar do que come vai ajudar. Vai apenas minorar o problema. DSTs podem ser contraídas, ainda que se use o preservativo. O vírus HPV, por exemplo, causador de câncer de colo do útero, pode ser pego pelo contato com a pele em torno dos órgãos sexuais e de outras formas. E não se pode esquecer também da “doença do beijo”.

O cristão bíblico busca manter a saúde por motivos bem diferentes. Ele entende que seu corpo é templo do Espírito Santo e que, por isso, deve ser mantido nas melhores condições possíveis. Entende que a clareza mental depende em grande medida daquilo que come e bebe, e que a saúde do corpo se reflete na saúde mental e espiritual. Boa forma, beleza, longevidade e disposição são as consequências dessa atitude, não o alvo principal.

Quer uma alternativa realmente saudável para estes dias de folia? Participe de um retiro espiritual como os que são organizados todos os anos pelas igrejas adventistas espalhadas pelo Brasil e no mundo. Você será bem-vindo.

Michelson Borges

segunda-feira, fevereiro 13, 2017

Construindo ou minando a espiritualidade?

Nether: o inferno de Minecraft
O que um jogo aparentemente inocente está ensinando às crianças

A programação estava para recomeçar. Na parte da manhã, o grupo de pais havia sido receptivo à mensagem. O tempo tinha sido curto, mas suficiente para alertar sobre o perigo que ronda os lares e despertar a atenção para o cuidado que as famílias precisam ter na escolha dos entretenimentos. Na parte da tarde, o plano era que as crianças ficassem em outra sala, assistindo a um filminho, enquanto os pais ouviam a palestra. Um pensamento rápido veio à mente quando o organizador do evento comunicou que já havia uma pessoa destacada para cuidar dos pequenos. “O que acha de deixá-los aqui?”, perguntei. Ele me olhou meio assustado. “Não creio que vai dar certo”, foi a resposta. Não me dei por vencida e insisti: “Podemos pelo menos tentar? Se não funcionar, seguimos o plano original.” Quando ele concordou, pedi apenas que fossem colocadas cadeiras nas primeiras fileiras e elas ficassem bem próximas a mim. Era a primeira vez que eu fazia isso. Fiz uma oração silenciosa e pedi apenas sabedoria para conduzir a situação.

Uma das meninas se aproximou timidamente e perguntou se poderia fazer a oração inicial. Na verdade, ela queria cantar a Ave Maria; me contou orgulhosa que tinha aprendido na escola. Eu não queria frustrá-la, então perguntei: “O que mais você aprendeu lá? Sabe o Pai Nosso?” Ela abriu um sorriso e disse que sim. Depois que todos fizeram silêncio, ouvimos a doce voz infantil declamar a Oração do Senhor, preparando o ambiente para o que se tornaria duas horas e meia de uma divertida interação com as crianças, alguns sustos para os pais, e por fim o anúncio de uma notícia surpreendente.

Eu havia combinado com as crianças que iria apresentar alguns jogos, desenhos e filmes que possivelmente elas conheciam bem, e que elas iriam me ajudar a mostrar para os pais algumas coisas que a maioria das pessoas não sabia ou não percebia, mas que eram perigosas nesses passatempos. Elas entraram no clima. Quando mostrei a primeira tela com a imagem do jogo Minecraft, elas ficaram eufóricas e muitas mãozinhas se levantaram. Então comecei a fazer algumas perguntas intencionais.  “Quem são os zumbis e esqueletos nesses jogos?” “Tia, são os projetos que não deram certo!” Percebendo que elas estavam comigo, avancei um pouco mais: “E o que se faz quando o jogador precisa se defender, se proteger ou atacar os inimigos?” Outra mãozinha se levantou: “Eu sei, tia, eu sei... Precisa jogar a poção mágica que você consegue na casa da bruxa... Para preparar essa poção, tem que ter o fungo do Nether.” “Ah, é? E onde fica o Nether?”, perguntei. Eu sabia a resposta, mas queria ver até onde as crianças percebiam o que estava explícito no jogo. Quase todas responderam, ingenuamente, ao mesmo tempo: “Nether é o inferno!”

A essa altura os pais já estavam bem assustados, mas ficaram ainda mais quando pedi que as crianças explicassem como o jogador chegava lá. Sem a menor noção do perigo, elas foram contando como os bloquinhos tinham que ser colocados, formando um portal; depois se acendia o fogo roxo, e então havia o ritual de passagem... Nesse momento, interrompi a conversa e pedi licença aos pais para explicar às crianças que eles as amavam tanto que nunca iriam querer que seus filhos atravessassem o portal do inferno, nem mesmo por brincadeira em um jogo “aparentemente” inocente de construção. Deus havia colocado o papai e a mamãe na vida deles para que eles os ajudassem a chegar ao Céu e atravessassem os portões de pérolas. Realmente, há um mundo melhor nos aguardando, e ele não fica na superfície. Amados como somos por Deus, Ele não nos criaria para viver em um submundo. Era só pensar um pouco. Quem, afinal, vive ali?

Por um momento as crianças me olharam confusas. Depois foi como se a ficha tivesse caído. Se elas tinham condições de brincar com um jogo tão complexo, por que não entenderiam explicações tão simples?

A conversa se prolongou e falei sobre outros elementos presentes nos entretenimentos, como os contos de fadas e os super-heróis, e como eles têm desempenhado um papel fundamental na distorção das verdades bíblicas. Achei o máximo quando uma mãe me contou a conversa que ela teve com o filho depois da palestra. Ele deve ter uns sete anos.

“Filho, o que você aprendeu de tudo o que ouviu?”, ela perguntou. E ele respondeu: “Que eles zoam demais com a Palavra de Deus”, e em seguida completou: “Mãe, nós precisamos estudar mais a Bíblia!”

Recentemente, lemos em nosso culto em família o livro A Revolução do Espírito, de Ron Clouzet (CPB). O conteúdo todo é incrível, mas uma declaração em especial do autor chamou minha atenção: “Muitos cristãos, se fossem fazer uma análise objetiva do uso de seu tempo, descobririam que ele se reduz a experiências e atividades inconsequentes, ou até mesmo um tipo de vida que deve causar preocupação. Muito potencial, ao longo das faixas etárias, é hoje mal utilizado, para não dizer desperdiçado. Satanás tem êxito em fazer da raça humana motivo de zombaria, incluindo os cristãos, levando-os a baixar tanto o olhar a ponto de não saberem se a barra [do salto em altura] ainda existe, e muito menos a que altura se encontra” (p. 161).

A experiência nessa igreja tinha grandes chances de ter dado errado. Afinal, não é fácil dizer para as crianças que talvez muitas das coisas que elas têm lido, assistido e jogado podem estar, na verdade, não as distraindo e tornando-as mais espertas, mas sim minando (sem trocadilho) todas as coisas boas que Deus quer que elas aprendam e que vão servir para prepará-las para o breve encontro com Ele.

No fim do programa, fiz o apelo primeiro para as crianças. Com uma linda imagem de Jesus na tela, perguntei se elas gostariam de escolher Jesus. As mãos se levantaram ainda mais rápido dessa vez. Sem eu ter falado nada, elas começaram a ir para a frente, ficando ainda mais perto de mim. “Vamos convidar agora os pais de vocês para que eles também tomem essa decisão?” Os olhinhos delas brilharam quando os pais se colocaram de pé. O garoto que estava mais próximo de mim pediu para fazer a oração. E eu, claro, deixei. Quando terminou a programação, as crianças me cercaram. Algumas me abraçaram tão forte que tive vontade de chorar.

O trabalho com as crianças sempre será recompensado. Afinal, Jesus já havia falado que é delas o reino dos Céus!

(Neila Diniz de Oliveira é professora no departamento infantil e autora do projeto “Resgate de uma Geração”)

quinta-feira, janeiro 26, 2017

A amante e sua família

Uma janela indiscreta
Alguns anos depois que nasci, meu pai conheceu uma estranha, recém-chegada à nossa pequena cidade. Desde o princípio, meu pai ficou fascinado com essa encantadora personagem e, em seguida, a convidou a viver com nossa família. A estranha aceitou e, desde então, tem estado conosco. Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar em minha família; na minha mente jovem, já tinha um lugar muito especial. Meus pais eram instrutores complementares. Minha mãe me ensinou o que era bom e o que era mau, e meu pai me ensinou a obedecer. Mas a estranha era nossa narradora. Mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e comédias. Ela sempre tinha respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história ou ciência. Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro! Levou minha família ao primeiro jogo de futebol. Fazia-me rir e me fazia chorar. A estranha nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.

Às vezes, minha mãe se levantava cedo e calada, enquanto o resto de nós ficava escutando o que tinha que dizer, mas só ela ia à cozinha para ter paz e tranquilidade. (Agora me pergunto se ela teria orado alguma vez para que a estranha fosse embora.)

Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas a estranha nunca se sentia obrigada a honrá-las. As blasfêmias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa, nem por parte nossa, nem de nossos amigos ou de qualquer um que nos visitasse. Entretanto, nossa visitante de longo prazo usava sem problemas sua linguagem inapropriada que, às vezes, queimava meus ouvidos e que fazia meu pai se retorcer e minha mãe ruborizar.

Meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool. Mas a estranha nos animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente. Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os charutos e os cachimbos fossem distinguidos.

Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. Seus comentários eram às vezes evidentes, outras sugestivos, e geralmente vergonhosos.

Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante minha adolescência pela estranha.

Repetidas vezes a criticaram, mas ela nunca fez caso dos valores de meus pais, mesmo assim, permaneceu em nosso lar.

Passaram-se mais de cinquenta anos desde que a estranha veio para nossa família. Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como era no princípio. Não obstante, se hoje você pudesse entrar na guarida de meus pais, ainda a encontraria sentada em seu canto, esperando que alguém quisesse escutar suas conversas ou dedicar seu tempo livre a fazer-lhe companhia.

Seu nome? Ah, seu nome... Chamamos de TELEVISÃO! É isso mesmo; a intrusa se chama TELEVISÃO! Agora ela tem um marido que se chama computador, um filho que se chama celular e um neto de nome tablet. A estranha agora tem uma família. E a nossa será que ainda existe?

(Autor desconhecido, via Karina Quinteiro)

sexta-feira, janeiro 20, 2017

Moda agênero e reengenharia social

Confusão total
A tal moda agênero não é nenhuma novidade, apenas mudou de nome: antigamente era conhecida pelo nome de moda unissex. Desde os anos 80 que vemos essa tendência fabricada de mulheres pegarem roupas emprestadas no closet masculino, mas agora o contrário também está sendo alardeado. Essas tendências de moda na verdade vêm da cabeça de pessoas que estão totalmente imersas no globalismo e defendem toda sua agenda de gênero, feminismo e todas as coisas que vocês já estão carecas de me ouvir falar, então por que iríamos achar que coisas como essa de homens usando roupas de mulher seria por acaso?

Pelo que estou vendo por aí, as lojas já estão investindo em departamentos infantis de roupas que não fazem distinção entre masculino e feminino, e isso é no mínimo ridículo. Tirando o fato de ser estranho ver um homem vestido de mulher e vice-versa, nós também temos diferenças anatômicas, a velha “ditadura da biologia” que insiste em melar o discurso de igualdade da esquerda caviar. Imagino que seja totalmente desconfortável para um homem usar calças femininas, que ficam justas demais em locais que são, imagino eu, muito sensíveis. É até estranho para mim ter que falar isso, pois é tão óbvio, mas temos inúmeros motivos para fazer distinção entre roupas de homem e de mulher: homens têm a cintura escapular mais larga que mulheres, mulheres têm quadris mais largos que homens, homens têm pênis, mulheres tem seios, e por aí vai...

Mas tirando essa maluquice, eu quero falar sobre a moda masculina e feminina que vemos hoje nas lojas por aí, essa que está em todas as vitrines, nos shoppings e ruas do Brasil. Faz algum tempo que venho encontrando dificuldades para achar roupas decentes para comprar; acredito que não seja só eu. Ultimamente, quando preciso comprar um vestido, já me preparo psicologicamente para andar quilômetros e gastar horas atrás de algo que me agrade. O caso é que as roupas femininas estão vindo cada vez com menos tecido, quando não falta embaixo, falta em cima.

Se uma mulher quiser comprar uma roupa para trabalhar na zona irá encontrar uma enorme variedade de cores e estilos, mas se quiser uma roupa para trabalhar em um escritório pode se preparar para um suplício! As saias mais parecem cintos, os shorts e as calcinhas são do mesmo tamanho, as blusas são muito curtas ou muito decotadas... Resumindo: as roupas são muito curtas, muito justas, muito transparentes ou muito psicodélicas.

Durante a maratona para encontrar um simples vestido esses dias eu fui experimentar um que não parecia tão indecente olhando na arara, quando pus no corpo vi que estava enganada. Ainda na esperança de que tomando distância do espelho pudesse ter uma visão melhor e descobrir que, afinal, a coisa não era assim tão ruim, abri o provador e saí. A vendedora que estava me atendendo logo abriu um sorriso e disse que estava ótimo e que a peça tinha me valorizado muito; abri um sorriso amarelo e voltei para o provador pensando: “Mas eu não quero me valorizar, eu só quero me vestir de uma forma normal.”

Eu imaginava que isso se passava apenas nas lojas de roupas femininas, mas esses dias conversando com meu irmão ele me relatou uma dificuldade de encontrar roupas masculinas também. Ele e um amigo foram para o centro da cidade atrás de uma simples bermuda, foram em todas as lojas de roupa masculina que havia e voltaram para casa de mãos vazias. Pelo que viram no comércio, disseram que não fazem mais roupa para homens, somente para maricas. As bermudas masculinas que achavam eram muito justas, muito curtas, muito coloridas ou muito cheias de detalhes afeminados.

A conclusão a que eu chego é que, independentemente dessa tal moda agênero, nós já estamos vendo a anulação das diferenças entre roupas de homens e mulheres nas lojas que ainda dizem fazer distinção. Cada vez mais estão fazendo as mulheres se vestirem como prostitutas e os homens como mulheres. O discurso vigente é o de liberdade de expressão, mas a liberdade é só para quem quer se vestir como palhaço e não para quem quer rir do palhaço que está passando à sua frente. Me sinto em uma versão moderna da estória da roupa nova do rei.

Os seres humanos estão cada vez mais idiotizados e indo atrás das modas que são ditadas por pessoas que estão lá do outro lado do mundo. Anulam sua personalidade para usar a roupa da vez e posarem de fashion diante dos amigos porque têm medo de falar o que realmente pensam, pois correm o risco de parecerem antiquados e, por isso, preferem agir como marionetes alienadas. Não percebem que ao usar esse tipo de roupas não estão exteriorizando sua personalidade e, sim, copiando o que a indústria globalista da moda dita como regra. Essa é a mais perfeita forma de escravidão, aquela em que os escravos pensam que são livres.


  

terça-feira, janeiro 17, 2017

O que pode estar por trás da febre do #gratidão

Luana expressa gratidão no Instagram
Gisele Bündchen aparece fazendo ioga no Arizona e escreve #gratidão. Gabriel Medina se prepara para uma competição e repete a legenda. Luana Piovani toma sol na praia e também agradece. Alex Atala posta um santuário no Japão e coloca o emoticon (símbolo) das mãozinhas unidas. Estes são só alguns dos 430 mil posts do Instagram (#grateful, a versão em inglês, passa dos 4 milhões) marcados com uma das hashtags mais populares da vez. É um tal de agradecer por conquistas, amizades, família, viagens, paisagens e comidas que a palavra, tradicionalmente restrita a discursos religiosos, ganhou novo fôlego. Desta vez, mais pop. Há variações do mesmo tema. Há quem agora poste apenas as mãozinhas. Outros escrevem: #gratidãoeterna, #gratidãoaouniverso, #gratidãotododia e por aí vai.

No lançamento do seu livro A moda imita a vida, o publicitário André Carvalhal, que é usuário do termo no Instagram, chegou a fazer um carimbo com a palavra gratidão para estampar as dedicatórias. Tudo começou há cerca de um ano, quando resolveu fazer cursos de autoconhecimento. Assistiu a aulas na Casa Sou.l, participou de palestras da Arte de Viver e conheceu a comunidade alternativa Piracanga, no sul da Bahia.

“Me conectei com tribos que tinham linguagens próprias. E ‘gratidão’ foi o que mais me emocionou. Era sempre usada pelas pessoas mais conectadas energeticamente. Para mim, tem um sentido mais forte do que o obrigado”, conta ele, que viu o termo passar de exclusivo de certos grupos para virar um meme na rede social.

Anna Azambuja, diretora de comunicação da Sociedade Budista do Brasil, concorda que a palavra “obrigado” pode denotar algo como obrigação.Gratidão se aproxima mais do sentido que ‘obrigado’ tem”, diz Anna. “No budismo, gratidão é considerada uma qualidade saudável a ser cultivada na mente, bem como amizade amorosa, mudita (contrário da inveja) e compaixão”, explica

O acadêmico Domício Proença ressalta que gratidão significa reconhecimento por algum benefício. De modo geral, costuma-se expressar gratidão a alguém que nos prestou um serviço, nos fez um favor ou nos trouxe ajuda. O curioso, ele observa, é que nas redes sociais a palavra não é destinada a alguém específico.Nesse espaço da rede social, a palavra continua com a significação básica: ser grato. A novidade é a forma de passar a mensagem, que agora se centraliza no reconhecimento pelo benefício e ilustra, com as imagens, a razão dele. Amplia-se o seu uso para além dos arranjos usuais da língua. Em síntese: novos tempos, novas tecnologias, novas linguagens, novas propostas de comunicação”, comenta Domício.

Hashtags como estas surgem para marcar um hábito cotidiano e criar um discurso coletivo e colaborativo, segundo Fabio Malini, coordenador do Laboratório de Pesquisa sobre Imagem e Cibercultura (Labic), da Universidade Federal do Espírito Santo. O especialista em redes sociais notou que #gratidão muitas vezes acompanha termos como felicidade, amor, viagem, vida e família.

“Entre os significados que essa tag carrega está o de que a vida vale a pena. As pessoas celebram muito o próprio corpo, a relação com a natureza, as paisagens, etc. A hashtag vira uma espécie de bordão do bem”, observa Malini. “Há quem veja essas postagens a partir de um ângulo exibicionista, mas, nesse caso, acho que é um movimento psíquico interessante: o exercício dos usuários para construir uma narrativa sobre si mesmos que seja atraente para os outros e que faça também com que eles se admirem.”

A psicanalista Monica Donetto Guedes acredita que o termo vem sendo usado como um contraponto à culpa pela exposição excessiva.Existe um viés de usar a palavra como uma desculpa para se expor de forma menos arrogante. É uma maneira de mostrar que você está bem sem passar uma imagem vaidosa, como se a palavra tivesse o poder de minimizar a culpa, reparar aquela exposição ou até ser uma proteção contra o olhar crítico. Brincando com as possibilidades do Instagram, a gratidão é como um filtro de proteção psíquica ao ataque do outro”, comenta ela, que cita o livro “Inveja e gratidão”, de Melanie Klein, como uma boa fonte para entender o comportamento contemporâneo.

Carvalhal acredita que a legenda foi banalizada:Virou quase piada para certas pessoas. Tem quem tenha adotado genuinamente, mas tem muito de modismo. Para alguns será passageiro, para outros, como eu, entrou para a vida.”

Carolina Bergier, empreendedora social e co-fundadora da Casa Sou.l, concorda que a popularidade da hashtag pode ter diluído o verdadeiro sentido da palavra gratidão.Eu acho engraçado a palavra ‘obrigada’ ter virado ‘gratidão’, que tem uma conotação sagrada. As pessoas se conectam com a palavra, mas podem ainda não se conectar com a sensação. Ao mesmo tempo acho válido a palavra ter se espalhado, já que isso pode fazer com que pessoas busquem realmente uma espiritualidade. Talvez elas não sintam a gratidão, mas querer mostrar ao outro que desejam senti-la já é um caminho, um primeiro passo. Acho que o mundo está tão louco que o inconsciente coletivo está pedindo gratidão”, afirma Carolina, que não usa gratidão ou obrigada e sim um “te agradeço”. “Acho mais suave.”


Nota: Conforme comentou um doutorando em Filosofia, amigo meu, “essa é mais uma aparente inocente mudança nos padrões. Mas o que se quer estabelecer é um descompromisso, a perda do sentido de dever e obrigação, sendo substituído por uma noção vaga, mística e pseudorreligiosa, obviamente, de ‘gratidão’, mas que no fundo é um esvaziamento mesmo do sentido de obrigação. Isso significa que perante Deus, por exemplo, só temos ‘gratidão’ e não mais uma obrigação com Ele. Já vi muitas pessoas religiosas entrarem nessa onda de ‘gratidão’, sem perceber o que está por trás disso.”

terça-feira, novembro 22, 2016

Lingeries “masculinas” conquistam adeptos

Bizarrices da ideologia sem gênero
Cada vez mais em diferentes lugares do mundo empresas encontram homens que aceitam e gostam da ideia de usar roupas íntimas com babados, tangas e até sutiã. Um site australiano que vende lingeries masculinas [sic] diz: “Fornecemos lingerie para homens e não estamos preocupados se você é gay, hetero, vegetariano, republicano, anglicano, marciano ou qualquer outra coisa. Nós apenas criamos e fabricamos lingeries atraentes e de luxo para os homens. São peças divertidas, caem bem e fazem com que a tarefa de usar roupas íntimas todos os dias seja bem mais agradável.” Além do estilo diferente, as peças possuem a modelagem toda planejada para comportar o corpo masculino de maneira confortável. As alcinhas possuem espaço e reforço extra na parte da frente, sutiãs possuem alças que se adequam sem apertar e desenhados para o peitoral do homem.

No Brasil, as peças também possuem adeptos e uma loja mineira se encarregou de começar a vender as lingeries. “Entramos para o mercado para revolucionar a moda íntima masculina, desenvolvendo produtos estilosos e elegantes para um homem moderno e que possui atitude e irreverência”, descreve a loja em seu site.


Nota: E a campanha para a destruição da noção de gêneros continua de vento em popa, apelando até para bizarrices como essa aí. Conforme destacou meu amigo Marco Dourado, “na verdade, é só uma estratégia marota desses (de)formadores de opinião. Eles induzem a opinião pública a pensar que uma nova moda se oferece aos ‘antenados’ e ‘esclarecidos’ (como foi nos anos 1980 com o brinco, e nos anos 1990 com o piercing), quando, na verdade, é só um processo de engenharia psicossocial implementada com o auxílio de meia dúzia de degenerados midiáticos”.

E ele cita um exemplo dessa engenharia: “Em novembro de 1988, meu pai visitou sua cidade natal a fim de votar para prefeito. Exatamente um ano depois, regressou para votar para presidente, e percebeu um estranho fenômeno: diversas moças (solteiras) da cidade encontravam-se em avançado estágio de gravidez. Informaram-lhe o seguinte: entre 88 e 89, na novela das 8, ‘Vale Tudo’ (‘Quem matou Odete Roitman?’), a mocinha-personagem queria fazer uma 1produção independente1, isto é, engravidar sem nenhuma intenção de compromisso com algum homem que apresentasse características fenotípicas desejáveis. Isso calou fundo na mentalidade das estabanadas interioranas da cidade de meu pai (e não somente ali, mas em diversas outras cidades, grandes, médias e pequenas, ao longo do país). O espírito de manada da espécie humana é irresistível, principalmente entre os mais lesados cognitivamente.”

A amiga Bárbara Berti destaca outro exemplo: “Aqui em Blumenau, o setor de publicidade e propaganda da FURB (universidade) fez um teste. Consultaram várias pessoas (muitas mesmo) sobre o signo de um cidadão x da cidade. Ninguém sabia, obviamente. Depois colocaram dois, apenas dois, banners de propaganda (placas luminosas) em pontos de alta circulação na cidade, informando o nome e o signo, e mais algumas coisas. A mesma pesquisa foi feita um mês depois e quase 90% dos entrevistados sabia as informações solicitadas. Ou seja, todo esse tipo de coisa fica na mente das pessoas, e se perguntassem: O que você acha da popularidade das lingeries ‘para homens’, muitos diriam: ‘Estão usando em quase todo o mundo.’”

segunda-feira, novembro 14, 2016

Camille Paglia e a ideologia de gênero

Sociedade doente
“Há todas essas pessoas com ideias estúpidas, que derivam de Michel Foucault (1926-1984), negando a existência dos gêneros. Dizem que o gênero é algo imposto pela sociedade, que não há base biológica para a ideia de gênero. Essas pessoas estão malucas? Elas não sabem que toda e qualquer pessoa que está na face da Terra nasceu do corpo feminino? [...] Eu estou muito preocupada com essa tendência cirúrgica para mudança do corpo. Isso está por toda parte nos EUA. Dizem que a criança nasceu no corpo errado e já começam com hormônios até chegar à intervenção cirúrgica. Se essa ideia estivesse no ar quando eu era jovem, teria me tornado obcecada com isso. Eu teria sido convencida de que essa seria a resposta para todos os meus problemas com a sociedade contemporânea e sua rigidez sexual. E eu teria cometido um engano terrível.

“Transformar o corpo cirurgicamente é uma ilusão. Há um número muito pequeno de pessoas realmente intersexuais. É uma anormalidade congênita. A maioria dos casos não é assim. Intervir no corpo, removendo o pênis ou os seios, é uma ilusão porque todas as células do seu corpo permanecem sendo o que elas sempre foram. Simplesmente não é verdade que você mudou de gênero.

“Eu acredito que é preciso respeitar o desejo das pessoas de transformar seus corpos, seja por motivos cosméticos, médicos ou de gênero. Cada um tem poder sobre o próprio corpo e eu sou uma libertária nesse sentido. Por outro lado, ninguém vai me convencer de que a Chaz Bono, a filha transgênero da atriz Cher, é um homem. Ele precisa tomar uma injeção de hormônios todos os dias para ser o que é, um transgênero, nunca um homem. Cada célula daquele corpo é uma célula feminina.

“As pessoas que olham para esse debate e pensam que estamos caminhando para um futuro progressista estão enganadas. Nós vivemos em um período em que os gêneros são fluidos e ninguém se identifica com os papeis de cada um dos gêneros no passado. Mas a ideia de que isso é um sintoma de saúde social está errada. É o caos.

“Estamos numa fase tardia da cultura, como ocorreu com outras civilizações, em que as definições dos sexos começam a se borrar e a se dissolver e surgem todos os tipos de androginia e de brincadeiras com trocas de papéis entre feminino e masculino. Eu adoro tudo isso, mas acho que não pode ser confundido com um sintoma de saúde e de progresso. Sinto muito. É um sintoma de declínio histórico da nossa cultura. E deveríamos nos preocupar porque isso indica ansiedade e algo errado.

“Eu não noto, a propósito, nenhum avanço no campo das artes. Ninguém está em um período especialmente fértil. Pelo contrário, todos estão obcecados consigo próprios. O ego se tornou um trabalho artístico. As pessoas têm dez conceitos diferentes sobre o que elas são. Acho que a obsessão com gênero e com orientação sexual se tornou uma doença.

“Eu sou ateia, mas acredito no poder da religião e de sua visão do universo. Vivemos essa transição da perspectiva religiosa para essa horrível perspectiva centrada no indivíduo, com o apoio da mídia. Isso não são os anos 60, quando se pregou o poder do indivíduo contra a autoridade, mas a destruição dessa ideia cósmica do lugar de cada um no universo. E isso tudo convergiu para a obsessão por gênero e orientação sexual. Isso virou uma loucura. É o novo narcisismo.”

(Fernanda Mena, “Mulher deve ser maternal e parar de culpar o homem, diz Camille Paglia”, Folha de S. Paulo, 24/4/2015)

quinta-feira, novembro 03, 2016

Estudo liga infidelidade masculina a QI mais baixo

Burrice evolucionista?
Homens que traem as esposas e namoradas tendem a ter QI mais baixo e ser menos inteligentes, segundo um estudo publicado na revista especializada Social Psychology Quarterly. De acordo com o autor do estudo, o especialista em psicologia evolutiva da London School of Economics, Satoshi Kanazawa, homens inteligentes estão mais propensos a valorizar a exclusividade sexual do que homens menos inteligentes. Kanazawa analisou duas grandes pesquisas norte-americanas, a National Longitudinal Study of Adolescent Health e a General Social Surveys, que mediam atitudes sociais e QI de milhares de adolescentes e adultos. Ao cruzar os dados das duas pesquisas, o autor concluiu que as pessoas que acreditam na importância da fidelidade sexual para uma relação demonstraram QI mais alto.

Kanazawa foi mais longe [beeem mais longe!] e disse que outra conclusão do estudo é que o comportamento “fiel” do homem mais inteligente seria um sinal da evolução da espécie. Sua teoria é baseada no conceito de que, ao longo da história evolucionária, os homens sempre foram relativamente polígamos, e que isso está mudando. Para Kanazawa, assumir uma relação de exclusividade sexual teria se tornado então uma novidade evolucionária e pessoas mais inteligentes estariam mais inclinadas a adotar novas práticas em termos evolucionários – ou seja, a se tornar mais evoluídas. Para o autor, isso se deve ao fato de pessoas mais inteligentes serem mais abertas a novas ideias e questionarem mais os dogmas. [Então a poligamia seria um dogma? Pensei que os naturalistas considerassem dogmáticos o casamento e a monogamia...]

Mas, segundo Kanazawa, a exclusividade sexual não significa maior QI entre as mulheres, já que elas sempre foram relativamente monogâmicas e isso não representaria uma evolução. [Ou elas sempre foram mais inteligentes...]


Nota: Há momentos em que os evolucionistas (principalmente os da área da psicologia evolutiva) se expõem ao ridículo. Tradicionalmente, os evolucionistas sempre disseram que a poligamia seria o comportamento natural do macho (e alguns até justificam suas “puladas de cerca” alegando que a culpa é dos “genes egoístas”). Isso porque ele teria sido “projetado” para espalhar seu patrimônio genético por aí. Mas, quando descobrem que os mais inteligentes (e, portanto, mais “aptos”) tendem à monogamia, dizem que isso também é evolução! E dá-lhe teoria-explica-tudo que não explica nada! Parece mais é que não sabem direito o que pensam sobre isso (confira aqui e aqui), mas não querem perder os 15 minutos de fama conferidos pela publicação de um artigo científico. O fato é que obviamente é muito mais inteligente o homem que investe em um relacionamento estável, com base no amor e na fidelidade, conquistando a mesma mulher todos os dias. Isso, na verdade, é ser mais do que inteligente, é ser sábio – e feliz. [MB]

Leia também: Amar para não trair

quarta-feira, outubro 26, 2016

Mulheres já bebem quase tanto quanto os homens

Grande vantagem da igualdade...
As mulheres estão consumindo álcool praticamente na mesma quantidade que os homens - e sentindo seus efeitos na saúde na mesma intensidade -, de acordo com um estudo conduzido pela Universidade de New South Wales, na Austrália. A análise se baseou em dados sobre pessoas nascidas entre 1891 e 2001 em todo o mundo, mas provenientes, em sua maioria, da Europa e da América do Norte. A pesquisa identificou uma mudança substancial nos hábitos desde o início do século 20 até os dias de hoje. Na geração atual, segundo o estudo, os homens consomem apenas 10% mais álcool do que as mulheres, enquanto no começo dos anos 1900 eles consumiam mais que o dobro (2,2 vezes) do álcool consumido por elas. Como consequência, os impactos na saúde das mulheres também se assemelham ao que ocorre entre os homens. Os homens do início do século passado costumavam beber em níveis problemáticos três vezes mais frequentemente que as mulheres. Hoje em dia, essa diferença passou para apenas 1,2 vez. Além disso, a população masculina costumava ser 3,6 vezes mais suscetível a problemas de saúde decorrentes do consumo de álcool, como cirrose hepática. Agora, os homens são suscetíveis a esses problemas apenas 1,3 vez mais do que as mulheres.

Os pesquisadores consideram que parte da guinada em direção à paridade pode ser explicada pela mudança nos papéis exercidos por homens e mulheres na sociedade.

Segundo o professor Mark Petticrew, da London School of Hygiene and Tropical Medicine, o aumento da disponibilidade da bebida no mercado e a publicidade de álcool voltada para mulheres - especialmente as mais jovens - também são fatores importantes.

“O consumo de álcool e os problemas relacionados a ele eram historicamente vistos como um fenômeno masculino”, alerta Petticrew. Já não são mais, diz o pesquisador. Por isso, o estudo recomenda que os esforços para moderar o consumo de álcool e reduzir os problemas decorrentes desse abuso sejam também direcionados ao público feminino. “Os profissionais de saúde precisam ajudar as pessoas – tanto homens quanto mulheres – a compreender os riscos do consumo de álcool e saber como reduzir seus efeitos maléficos”, afirma o professor.


Nota: Assim caminha a humanidade. Em lugar de os homens passarem a consumir menos álcool como faziam as mulheres anos atrás, elas procuraram se igualar a eles também nesse quesito. Note quão deletéria tem sido para a sociedade essa “mudança de papéis” verificada em anos recentes. Não deveria haver mudança de papéis, mas um retorno ao plano original do Criador para o homem e para a mulher. [MB]

segunda-feira, outubro 17, 2016

Choking Game: a estúpida brincadeira que mata


Gustavo tinha 13 anos
Choking Game é o nome dado aos jogos de asfixia praticados por muitos jovens e crianças. A prática é extremamente perigosa e pode levar à morte. A tradução do termo do inglês para o português é “jogo de estrangulamento”. Esse tipo de brincadeira é comum nos Estado Unidos e consiste em enforcar-se com um cinto, corda ou barbante para causar uma hipóxia, ou baixa oxigenação no cérebro. Nessas condições, a pessoa passa por uma sensação de euforia. O grande problema dessa prática é que o enforcamento momentâneo faz com que o sangue e o oxigênio do cérebro sejam interrompidos, o que pode causar danos ao cérebro e até levar a óbito. Os pais devem ficar atentos a algumas características dos jovens praticantes desse tipo de jogo para que a devida orientação seja dada. As crianças que participam do “jogo da asfixia” podem apresentar: marcas ou hematomas no pescoço; olhos vermelhos; desorientação; dores de cabeça fortes e frequentes; irritabilidade e hostilidade; e sangramento sob a pele da face e das pálpebras.


Nota 1: Segundo o portal G1um garoto de 13 anos morreu menos de 24 horas depois de ser encontrado dentro do quarto do pai com uma corda enrolada no pescoço e em frente a um computador. A suspeita da família é que o incidente tenha relação com o desafio de um jogo online do qual Gustavo Riveiros Detter brincava com amigos e acabou perdendo. O caso aconteceu em São Vicente, no litoral de São Paulo, e está sendo investigado pela polícia. Segundo o tio do garoto, Gustavo jogava o game League of Legends. Quando alguém perdia o jogo, os participantes davam ao perdedor o desafio do choking game ou “jogo da asfixia”. Vários vídeos de jovens se espalharam pela internet exibindo a “brincadeira” que pode levar à morte, já que os movimentos têm por objetivo diminuir a quantidade de sangue no cérebro. Na queda, podem ocorrer lesões pelo corpo e até traumatismo craniano. Se existir alguma pré-disposição, o adolescente pode sofrer uma parada cardíaca e a falta de oxigênio no cérebro pode deixar sequelas graves, para o resto da vida.

Nota 2: Quando você vê adolescentes brincando com a própria vida, num total desprezo pelo que temos de mais precioso, isso indica que alguma coisa definitivamente não vai bem com a humanidade. [MB]