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quinta-feira, dezembro 27, 2018

Anel de dois mil anos ajuda a comprovar veracidade dos evangelhos


Pôncio Pilatos é, sem dúvida, um dos oficiais romanos mais conhecidos no mundo, especialmente por ter sido responsável pela sentença de morte de Jesus Cristo. Além dos relatos descritos nos Evangelhos, pouco se sabe sobre ele. A maioria das informações existentes referentes a ele provém do trabalho dos antigos historiadores Flávio Josefo e de Tácito.[1, 3] Nesse sentido, devido à escassez de documentos que comprovassem sua existência, para os céticos esse personagem que “lavou as mãos” não passava de lenda cristã.[1] Entretanto, no fim de novembro, a mídia internacional divulgou uma descoberta inesperada, especialmente no mundo arqueológico:[1] foi decifrada a inscrição de um artefato histórico que pode comprovar a existência desse procurador romano, ligado à morte de Jesus de Nazaré. Um intrigante anel de liga de cobre com dois mil anos de idade, com a inscrição “de Pilatus”, é indicado como o segundo artefato que atesta a historicidade do Pôncio Pilatos mencionado nas Escrituras.[4] Descoberto há 50 anos pelo arqueólogo israelense Gideon Förster, que liderou uma escavação na Colina do Herodion, a leste de Belém, o anel foi negligenciado até recentemente, quando o atual diretor de escavações Roi Porat solicitou que o artefato recebesse uma limpeza adequada e um olhar diferenciado. Através de câmeras especiais, com melhores recursos tecnológicos, o anel revelou seu segredo: além da imagem de um krater (vaso para armazenar vinho), pôde-se perceber a inscrição do nome Πιλᾶτο (Pilato) escrito em grego.[2, 3] A análise científica do anel foi publicada em 29 de novembro, no célebre Israel Exploration Journal.[2]

Existem ainda algumas especulações quanto à ligação do anel de vedação à figura de Pilatos, devido ao fato de o artefato ser de cobre e não de ouro, como era esperado, em virtude da posição hierárquica de Pilatos, mas, mesmo diante desse questionamento, o próprio Porat indica outra perspectiva: “E se, talvez, Pilatos tivesse um anel de ouro para tarefas cerimoniais e um simples anel de cobre para uso diário?” Os especialistas também avaliam a possibilidade de o anel ter sido usado por um membro da corte de Pilatos para assinar documentos em seu nome, como uma espécie de carimbo oficial.[2]

É importante salientar que “Pilatos” não era um nome comum na província da Judeia. “Eu não conheço nenhum outro Pilatos da época, e o anel mostra que ele era uma pessoa de estatura e riqueza”, diz o professor Danny Schwartz, da Universidade Hebraica.[4] Outro ponto importante é que o selo inscrito indica status de cavalaria na sociedade romana, levando os historiadores a acreditar que o anel realmente pertencia ao Pôncio Pilatos bíblico.[1, 2, 4] Na época em que Jesus foi crucificado, Pilatos era o “prefeito” romano da Judeia, o quinto da linha hierárquica, tendo respaldo legal para sentenciar penas de morte, como no caso de Jesus, que foi executado em seu governo.[2, 4]

Outro fator que também reforça a conexão do anel com a figura do governador romano bíblico está no local onde o anel foi encontrado. Sabe-se que ele usou os antigos palácios de Herodes, como suas próprias residências em Cesareia e em Jerusalém, portanto, há fortes razões para acreditar que o palácio de Herodes em Herodium tenha sido usado como centro administrativo romano.[3] 

A repercussão dessas informações também foi forte no Brasil, tendo destaque no programa “Fantástico” do domingo, dia 23. Mas, afinal, o que torna a descoberta do significado das escritas desse anel tão importante? Esse novo fato corrobora outros dados encontrados anteriormente, como a  Pedra de Pilatos, descoberta em 1961 nas escavações em Cesareia, relatos do historiador Josefo e a própria Bíblia, indicando que havia de fato um governador romano na Judeia, na época de Jesus, chamado Pilatos.[2]

Nota: Apesar das muitas evidências arqueológicas encontradas que relacionam fatos históricos mencionados na Bíblia, a veracidade das Escrituras Sagradas ainda é contestada por muitos céticos. A confirmação da existência de Pilatos é, de fato, extraordinária porque, por meio dessa informação, pode-se constatar a autenticidade dos Evangelhos bíblicos, bem como a existência de seus personagens. Esse simples anel de cobre, outrora esquecido, é responsável por dar credibilidade à existência do personagem principal de toda a Bíblia Sagrada, e autor de toda a vida: nosso Senhor Jesus Cristo. Resta o sentimento de que esse seja somente o primeiro capítulo das muitas descobertas que virão intensificar a concepção de que ciência e fé estão intrinsecamente conectadas, e que por meio das Escrituras podem-se obter não apenas genuínos dados históricos, mas também informações imprescindíveis à compreensão da origem da vida na Terra e da existência do plano de salvação.

(Liziane Nunes Conrad Costa é presidente do Núcleo Cascavelense da SCB [Nuvel-SCB], bacharel e licenciada em Ciências Biológicas com ênfase em Biotecnologia [UNIPAR], especialista em Morfofisiologia Animal [UFLA] e mestranda em Biociências e Saúde [UNIOESTE])

Referências:
2.Shua Amorai-Stark, Malka Hershkovitz, Gideon Foerster, Yakov Kalman, Rachel Chachy, and Roi Porat, “An Inscribed Copper-Alloy Finger Ring from Herodium Depicting a Krater,” Israel Exploration Journal 68:2 (2018), p. 217.

Leia mais sobre o assunto em:

terça-feira, abril 10, 2018

Jesus foi um revolucionário?


Há quem diga que Jesus Cristo veio para subverter a ordem social de Seu tempo, que Ele era subversivo e teria sido uma espécie de revolucionário. Será que esse é realmente o perfil do Messias? Ele teria vindo para promover um levante contra os dominadores romanos e finalmente morrido como mais um mártir? Neste vídeo, o pastor e jornalista Michelson Borges analisa treze pontos importantes sobre esse assunto.


segunda-feira, março 05, 2018

Revelado em Israel mosaico que apresenta Jesus Cristo como Deus


O mosaico em homenagem ao “Deus Jesus Cristo” é um dos primeiros registros da crença na divindade de Cristo dos primeiros séculos da era cristã. A escrita é datada do ano 230 d.C. O reconhecimento da divindade de Jesus só foi oficializado pela igreja no Concílio de Niceia, em 325 d.C. [embora os discípulos e os pais da igreja não tivessem qualquer dúvida quanto a isso]. A peça foi descoberta em 2005, na região da aldeia de Othnay, perto de Megido, no norte de Israel. Chancelada pela Autoridade de Antiguidades de Israel e pela Universidade de Tel Aviv, fazia parte do chão do que se acredita ser uma igreja funcionando em uma casa. Somente agora ela será aberta ao público. São três inscrições em grego, que dizem: “A Akeptous, que ama a Deus, que ofereceu a mesa ao Deus Jesus Cristo como memorial.” Akeptous é o nome de uma mulher que doou sua mesa para a celebração da ceia, explicam os arqueólogos. O mosaico era como uma “placa de homenagem”.

O Dr. Yotam Tepper, da Universidade de Haifa, que liderou a escavação, explica que o mosaico provavelmente era parte de uma sala de oração na casa de uma família cristã. Como era costume na época, essas casas eram o centro da comunidade cristã antes que os primeiros templos cristãos fossem construídos, no século IV. Imagens de peixe – um dos símbolos cristãos mais comuns na Igreja primitiva – também estão presentes no mosaico. O Icthys (termo grego para “peixe”) era usado como uma mensagem “cifrada” em um período onde havia perseguição crescente. O acrônimo usa as letras iniciais da frase grega: “Jesus Cristo, Filho de Deus, o Salvador.”

Acredita-se também que a descoberta desse mosaico ajude a mostrar que, embora tradicionalmente hostil ao culto cristão, havia tolerância naquela aldeia situada em um acampamento militar romano. “Aqui, os romanos tinham até oficiais cristãos”, disse Tepper. “A perseguição pode ter sido exagerada ou acorreu mais tarde aqui.”

Há indícios de que o doador do mosaico teria sido um centurião romano chamado Gaianus, também chamado de “Porophrius, nosso irmão”. Isso confirmaria a tolerância e até adesão de soldados ao cristianismo naquela época. 



sábado, dezembro 23, 2017

A Palavra que virou gente

O que é uma palavra? Vários conceitos poderiam ser levantados pelos estudiosos da linguagem. Na língua portuguesa, a Nomenclatura Gramatical Brasileira elenca dez classes nas quais as palavras estão agrupadas. Revisando: substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição. Dentre elas, destaca-se o verbo, que exprime ação, estado ou fenômeno da natureza, conforme as definições básicas expostas nas gramáticas tradicionais.

Saindo do universo gramatical, adentremos as Escrituras. O que é a palavra na Bíblia? Unidade pertencente a uma das grandes classes gramaticais? Unidade mínima com som e significado que pode, sozinha, constituir enunciado? Esses são conceitos dicionarizados. Na Bíblia, a palavra extrapola a dimensão linguística para se tornar uma pessoa. Assume a forma de um ser humano, atuando no espaço e no tempo histórico. Como pode ser isso? “E o Verbo Se fez carne, e habitou entre nós” (João 1:14). A Palavra é o EU SOU que Moisés viu em cena majestosa revelando-Se, despretensiosamente, no homem Jesus. A Palavra eterna aproximou-Se deste mundo e, com sotaque humano, assumiu um rosto familiar.

Executor do plano da redenção, Jesus é o Ente santo gerado de forma milagrosa no ventre de Maria. Cristo nasce - divino Filho -, o Criador dos mundos, Salvador!   Acontecimento misterioso, maravilhoso, pois “sendo o que era, tornou-Se o que não era”! Não há explicação. Há, sim, “um mistério em torno do nascimento de Cristo que não pode e não precisa ser explicado. [...] Contemplando a encarnação de Cristo como humano, ficamos estupefatos diante de um incomensurável mistério, o qual a mente humana não pode compreender. [...] De forma misteriosa, divindade e humanidade foram combinadas, e homem e Deus tornaram-se um. É nessa união que encontramos a esperança para nossa raça caída. Ao olharmos para Cristo em nossa humanidade, olhamos para Deus, e nEle vemos o resplendor de Sua glória, a imagem expressa da Sua pessoa” (Ellen White). Realmente, meditando no nascimento de Cristo “deparamo-nos aí com um pensamento que aguça o intelecto. Um bebê nascido em Belém, um jovem de Nazaré, um mestre itinerante crucificado aos 33 anos de idade também era Aquele que fez os mundos girarem em suas órbitas e formou a estrutura moral do Universo. Tudo isso é muito difícil de se acreditar, caso se resolva aceitar somente o que possa ser provado pela experiência humana”. Contudo, embora seja difícil de acreditar, é necessário crer, porquanto tal experiência no tempo e no espaço foi a incrível saída encontrada por Deus para todos os nossos dilemas pessoais e universais. Se, para ser salva de suas tragédias, a história humana sempre necessitou de milagres, definitivamente eis o sublime milagre da História: Jesus! 

Chegando ao mundo como Palavra encarnada, o Verbo teve uma força de ação maravilhosa, inserindo o reino de Deus no reino dos homens. As causas pelas quais lutou culminaram em Seu sacrifício expiatório, entre as quais:

A causa da verdade: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32).

A causa da liberdade física, moral e espiritual: “O Espírito do Senhor é sobre Mim, pois que Me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-Me a curar os quebrantados de coração, a pregar liberdade aos cativos, e restauração da vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos” (Lucas 4:18, 19).

A causa da justiça e da moralidade, mas também do perdão e da misericórdia: “Ninguém te condenou? Eu também não te condeno. Vai e não peques mais” (João 8:10 e 11).

A causa da paz: “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5:9).

A causa do amor a Deus e aos homens: “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes” (Marcos 12:30, 31).

“Como gente humilde Ele nasceu, mais humilde que você e eu.” O Natal, época encantadora, é a lembrança de que um dia a Palavra virou gente. Independentemente de data, é o Fato dos fatos que marcou os séculos e dividiu a História. Até mesmo alguns historiadores céticos reconhecem: “Como historiador preciso admitir que este pobre pregador da Galileia é o centro da história” (Herbert George Wells). O Natal também constitui uma oportunidade para abraçarmos as causas de Jesus, das quais o mundo tanto necessita para ser um lugar menos sofredor e injusto, até que Ele “nasça” nos céus em Seu segundo advento ao mundo.

Em Jesus “habita corporalmente toda a plenitude da Divindade” (Colossenses 2:9). Sendo Verbo divino, Suas ações mostraram quem Ele era: Deus, Homem, Amigo da humanidade e Salvador. Assim, diante da história do Deus-Homem, uma canção natalina nos convida a receber Jesus: Natal é história mais linda, a lembrança do amor divinal; / Jesus em Belém tão humilde nasceu, o grande Dom celestial / A estrela de Deus ainda brilha no céu, anjos estão a cantar / Proclamam que Cristo este mundo amou, veio aqui pra salvar. / Abra agora o seu coração, o Filho de Deus quer nascer; / Manjedoura humana seremos então e eterno Natal vamos ter.

(Frank de Souza Mangabeira, membro da Igreja Adventista do Bairro Siqueira Campos, Aracaju, SE; servidor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe)

terça-feira, junho 27, 2017

Ronnie Von entrevista Rodrigo Silva: Jesus existiu?

Ronnie Von recebe o arqueólogo Rodrigo Pereira da Silva para falar sobre a polêmica que questiona a existência de Jesus Cristo. Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. Assunção (SP), com pós-doutorado em arqueologia bíblica pela Andrews University (EUA), Rodrigo traz alguns objetos, como moedas, botija de vinho e pregos de crucificação, entre outros, como evidências que comprovariam a existência do Cristo histórico. 

quinta-feira, junho 22, 2017

(Quase) tudo o que Ellen White disse sobre a natureza humana de Cristo

O assunto da natureza humana de Cristo representa uma das principais discussões teológicas no meio adventista desde a década de 1950. Cristo era semelhante a Adão antes da Queda (posição pré-lapsariana)? Ou semelhante a Adão depois da Queda (posição pós-lapsariana)? Além disso, Cristo tinha ou não propensões (tendências) para o pecado? Essas questões possuem a maior relevância teológica e prática, mas abordá-las vai além dos objetivos deste texto. Um dos estudos mais importantes sobre o tema é o livro de Woodrow W. Whidden, Ellen White e a Humanidade de Cristo (CPB, 2003). No apêndice B, “O que diz Ellen White sobre a humanidade de Cristo” (p. 139-198), Whidden busca reunir TODOS os textos escritos pela autora a respeito do assunto, incluindo todas as declarações usadas pelos defensores de ambas as posições. Há vários anos, quando li esse livro como requisito da faculdade de Teologia, tentei sistematizar o conteúdo do apêndice. Compilei todas as declarações significativas de Ellen White sobre a natureza humana de Cristo em quatro tópicos: (1) Sua natureza humana era sem pecado; (2) não tinha propensões para o pecado; (3) assumiu uma natureza humana caída e (4) conhecia as paixões humanas.

quarta-feira, maio 31, 2017

O que as pessoas comiam nos tempos de Jesus?

A população de Jerusalém nos dias de Jesus mantinha a dieta prescrita pela Bíblia e comia principalmente carne de ovinos, enquanto gado e galinha eram bem menos comuns. Arqueólogos da Universidade de Tel Aviv encerraram neste mês a pesquisa mais ampla já realizada sobre o tema. Durante mais de três anos, eles investigaram o que seria um antigo “lixão” na área conhecida como Cidade de Davi, usado dois mil anos atrás, [mais ou menos] nos tempos em que Jesus pregava pela cidade. Liderada por Abra Sapiciarich e com supervisão dos doutores Yuval Gadot e Lidar Sapir-Hen, a escavação teve o relatório publicado pela Revista Científica do Departamento de Arqueologia da Universidade de Tel Aviv. Gadot revela que o material estava em um terreno distando cerca de 800 metros do monte do Templo. O lixo jogado no local mostra os hábitos durante a ocupação romana. Havia mais de 12 mil ossos, dos quais 5.000 foram identificados e analisados. Eles comprovam que a dieta era kasher, observando as orientações do livro de Levítico, basicamente a mesma que os judeus praticantes seguem até hoje. “Não encontramos nenhum osso de porco ou restos de conchas [ambos proibidos], e descobrimos que 70% a 80% dos ossos eram de ovelha ou cabra”, afirma Gadot ao Jerusalem Post. “Você também pode ver pelas marcas nos ossos como eles foram mortos”, ou seja, seguindo a forma ritual kasher.

“Foi uma surpresa não encontrarmos restos de ossos de pombos, embora saibamos que eles eram criados em larga escala na cidade”, enfatizou. “Em outros depósitos de lixo antigos perto do monte do Templo, pesquisas anteriores encontraram muitos deles, o que comprova que nunca foram parte da alimentação, sendo usados apenas para os sacrifícios no Templo.”

Gadot ressalta que os judeus do tempo de Jesus não comiam apenas carne, uma vez que os arqueólogos encontraram grande quantidade de frutas, vegetais e grãos, incluindo muitos figos, tâmaras, trigo e cevada. Uma análise mais profunda sobre isso será feita a partir de agora.

Um aspecto que chamou a atenção da equipe é o fato de o corte ingerido pela população revelar que a maioria era “classe média”. “As melhores partes dos animais não eram consumidas, mostrando que não eram nem ricos nem muito pobres. As marcas distintivas indicam que os animais eram mortos no mesmo lugar, provavelmente um matadouro dentro de Jerusalém.

A pesquisa sobre os hábitos dos antigos moradores de Jerusalém permite aprender sobre o modo de vida deles. Além de restos de comida, o aterro possuía moedas e pedaços de cerâmica. Todas essas peças foram enviadas para o laboratório da Autoridade de Antiguidades de Israel.

Esse tipo de achado possui um significado especial no momento em que a Unesco, seguindo uma tentativa de revisionismo histórico liderada pelos palestinos, tenta mostrar que os judeus não possuem ligações históricas com Jerusalém [o que é, na verdade, um verdadeiro ataque à Bíblia]. O tipo de alimentação e a maneira como ela era preparada [kasher] é só mais uma prova inequívoca de que a região era habitada por judeus observantes das leis religiosas da Torah [mostrando, mais uma vez, que a Bíblia está certa].


Nota: O governo do Brasil é um dos que apoiam essa resolução absurda e antibíblica da Unesco. Confira aqui. [MB] 

segunda-feira, maio 15, 2017

Jesus Cristo existiu? A “descontribuição” de Onfray

Na contramão dos fatos
O filósofo francês ateu Michel Onfray (sobre quem falei em 2006) voltou a ganhar espaço na mídia por causa do lançamento de seu novo livro de 600 páginas intitulado Décadence, no qual ele defende a tese de que Jesus – sim, o Jesus histórico – nunca teria existido. Onfray sempre foi polêmico e agora vai na contramão da posição de outros ateus, como o famoso Bart Ehrman, segundo os quais a existência do Jesus histórico é inegável. Assista abaixo a alguns vídeos que apresentam a posição de dois outros filósofos, de uma bacharel em Teologia e doutoranda em Filosofia e de um pastor adventista. E tire suas conclusões.




sexta-feira, abril 28, 2017

Jesus veio como Adão antes ou depois do pecado?

Que diferença isso faz? Muita!
A pergunta do título deste post vem ocupando o tempo e os esforços dos teólogos por muitos anos. Quando o assunto é a divindade e a encarnação do Filho de Deus, é preciso tirar as sandálias e estudar o assunto com muita humildade, guiados pelo Espírito Santo, do contrário, conceitos errôneos poderão afetar não apenas nossos conceitos, mas também nosso comportamento e nossa vivência da religião. Ideias têm consequências, e isso é tão verdade com respeito à natureza de Cristo quanto com quase qualquer outro assunto que tem que ver com fé e teologia. Nosso relacionamento com Jesus Cristo e nosso conceito do que seja pecado e como vencê-lo igualmente dependem muito do que sabemos e pensamos a respeito de quem é o Mestre: Até que ponto Ele é nosso exemplo? Até que ponto Ele é nosso redentor? Como essas duas coisas se inter-relacionam? Essas perguntas merecem resposta – mas sempre tendo em mente as limitações de seres finitos limitados pelo pecado tentando compreender temas infinitos relacionados com um Ser eterno e sem pecado.

[Continue lendo.]

quarta-feira, março 29, 2017

Netflix prepara série sobre a “segunda vinda” de Jesus

Mais distorções
Uma das novas produções anunciadas pela Netflix é uma série chamada “Messiah” [Messias], que mostrará como o mundo de hoje reagiria a um homem que começasse a fazer milagres no Oriente Médio. Classificado como “drama”, o material está em fase inicial e será escrito por Michael Petroni (“A Menina que Roubava Livros”). A ideia foi do casal de produtores Mark Burnett e Roma Downey, responsáveis pela minissérie “A Bíblia”, do canal History, que foi sucesso no mundo todo. Ambos são evangélicos e repetidas vezes disseram que pretendem usar seus talentos para anunciar o Evangelho. Segundo o Deadline, a premissa de Messiah é mostrar a “segunda vinda de Jesus”. Contudo, não se trata do arrebatamento. O Messias do título seria uma espécie de exercício teológico que coloca Cristo desenvolvendo Seu ministério hoje em dia de maneira similar ao que fez dois mil anos atrás. Ainda não há muitos detalhes sobre o roteiro, que acaba de receber o sinal verde da Netflix. Não há previsão de estreia, mas não deverá ser antes de 2018.


Nota: Embora os produtores e roteiristas creiam que a série será apenas um “exercício de imaginação”, ela acaba colaborando para reforçar mal-entendidos sobre a segunda vinda de Jesus. Cristo virá em glória e majestade, não tornará a pisar neste planeta (a não ser após o milênio) e não virá para salvar nem curar; virá para buscar os que aceitaram Seu plano de salvação. Muitas pessoas vivem despreocupadamente justamente porque não acreditam que Ele voltará como prediz a Bíblia. Uma série como essa tem potencial para ampliar essa indiferença e ainda aumentar as distorções sobre o Evangelho. Uma pena. [MB]

Saiba mais sobre a volta de Jesus aqui. E sobre os sinais de sua proximidade aqui. 

sexta-feira, março 10, 2017

A humanidade de Cristo e o perfeccionismo

quarta-feira, fevereiro 22, 2017

Deus conosco: qual o tamanho do seu Deus e como Ele é?

sexta-feira, janeiro 06, 2017

Jesus realmente existiu?

terça-feira, setembro 20, 2016

A divindade de Jesus em Eclesiastes 12:7

Textos que se complementam
A divindade de Jesus é uma das colunas da teologia cristã. Essa doutrina axiomática é o alicerce, a base, o eixo que sustenta e solidifica toda a estrutura do que chamamos de cristianismo. Isso justifica sua importância e relevância para a teologia atual. Considerando que no Céu, antes da criação da Terra, houve um tremendo impasse, desenvolvido por Lúcifer contra Cristo, era de se esperar que esse impasse também se desenvolvesse aqui na Terra. Embora haja grupos distintos investindo contra a essência da pessoa de Jesus – Sua divindade –, notoriamente, com facilidade, podemos encontrar inúmeras evidências na Bíblia que confirmam Sua potestade plena. Não se trata de um ou outro texto bíblico. São vários, e devem ser analisados em seu conjunto. (Antes de ler o que segue, seria bom você ler também este texto: “Afinal, quem é Jesus Cristo?”)

Neste pequeno artigo, gostaria de apresentar, dentre muitas, uma única e pequena demonstração do que é possível, com um pouco mais de atenção e exame, encontrar na Escritura Sagrada. Um texto bíblico, por mais simples que pareça, junto com outros textos, pode revelar significativamente mais do que imaginamos. Por exemplo, no tocante ao assunto da divindade de Jesus, Eclesiastes 12:7 não nos parece dizer muita coisa. Mas apenas parece. O verso, muito utilizado para retratar a natureza humana mortal, aparentemente nada diz a respeito de Jesus e de Sua essência. Bom, mas e se nós harmonizarmos Eclesiastes 12:7 com algum outro texto da Bíblia capaz de ampliar nossa percepção do tema aqui sugerido? E se pudéssemos dar zoom no verso com o objetivo de detectar uma mensagem que está ali, mas não podemos ver com uma leitura superficial? E se fosse possível “decodificar” o texto e descobrir nele revelações propositalmente elaboradas? Seguindo de perto o conselho de Isaías 28:10, é exatamente isso o que faremos.

Eclesiastes 12:7 afirma: “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus [Elohim], que o deu.” A pergunta que precisa ser feita é: Quem é esse Deus (Elohim) que recebe de volta o espírito (sopro de vida)? Os especialistas em língua hebraica hão de concordar que o Deus descrito em Eclesiastes 12:7 – Elohim – deve ser uma referência clara ao verdadeiro e único Deus. É dessa forma que é descrito pelo reconhecido e conceituado Dicionário Internacional de Teologia do AT, e também por Tryggve Mettinger, em seu livro O Significado e a Mensagem dos Nomes de Deus na Bíblia.


O nome Elohim (Deus), utilizado em Eclesiastes 12:7, aparece pela primeira vez na obra da criação (Gn 1:1), atribuindo-se a Ele a formação e o estabelecimento da Terra (Is 37:16; 45:18; Jn 1:9).


Aparece também como expressão da Sua soberania, sendo o “Senhor de toda a Terra” (Is 54:5), “Deus dos montes” (1Rs 20:28), “Deus de toda carne” (Jr 32:27), “Senhor de todos os reinos” (Is 37:16), “Yahweh Deus dos céus” (Ne 2:4, 20), “Deus nos céus” (Gn 24:7; 2Cr 36:23), “O Senhor Deus dos céus e Deus da Terra” (2 Cr 20:6), Deus dos deuses e Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível (Gn 24:3; Dt 3:39; Js 2:11), “Deus que julga” (Sl 50:6, 75:7, 8; 58:12, 12), “Deus da justiça” (Is 30:18), e, finalmente, “Deus da eternidade” (Is 40:28). Neste último, Elohim é identificado como YHWH. Para uma testemunha de Jeová, essa definição claramente O indica como sendo o Deus soberano e verdadeiro, mais conhecido como Jeová.

Há muitas outras passagens bíblicas que reforçam esse pensamento. O Deus de Eclesiastes 12:7, que recebe o espírito de volta, é, na mais pura essência, o Pai, o Todo Poderoso ou Jeová. Esse fato é incontestável até para uma testemunha de Jeová.

Bom, mas o que Eclesiastes 12:7 tem a ver com a divindade de Jesus? Que ligação textual é possível fazer com esse verso de maneira que seja possível advogar a divindade de Cristo? É agora que começa a nossa surpreendente “aventura”, pois esse verso, mais do que imaginamos, tem muito a nos dizer sobre a Deidade de Jesus Cristo.

Encerrando de vez este longo “mistério”, observe atentamente o que nos foi revelado em Atos 7:59: “E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.” Quando a vida humana chega ao fim, quem, em Eclesiastes 12:7, recebe de volta o espírito (sopro de vida)? Agora, em conexão com Eclesiastes, quem, em Atos 7:59, receberia de volta o espírito (sopro de vida presente em Estevão)?


Surpreendentemente, depois de uma pequena e resumida maratona de expressões e textos bíblicos, agora, de maneira clara e definida, podemos reconhecer satisfatoriamente que Jesus é essencialmente o Deus de Eclesiastes 12:7 e, consequentemente, de toda a Bíblia.

Ao juntar as peças desse quebra-cabeça, podemos ter uma compreensão mais clara e profunda de quem realmente foi Jesus “antes, hoje e eternamente” (Hb 13:8). Ele é Deus na mais pura essência. Ele é Jeová no mais infinito e imensurável sentido, assim como o Pai e o Espírito Santo também são.

Como o Pai, o Filho e o Espírito Santo são Elohim (palavra que, inclusive, é plural no hebraico), naturalmente que, quando Jesus morreu na cruz, Ele encomendou ao Pai Seu fôlego de vida (cf. Mateus 27:50).

Mas o assombro não para por aí. A surpresa continua. Para o nosso espanto, observe o que afirma a Bíblia Tradução do Novo Mundo das Testemunhas de Jeová: “Então o pó volta à terra, de onde veio, e o espírito volta ao verdadeiro Deus, que o deu.” Portanto, segundo a própria Tradução do Novo Mundo, com base em Eclesiastes 12:7 e Atos 7:59, quem é o verdadeiro Deus?

(Gilberto Theiss é graduado em Teologia, com especialização em Filosofia e Ciência da Religião. Atualmente atua como pastor no Estado do Ceará e mantém o blog www.feoufideismo.com)

Pesquisa adicional:
HERRIS L. R. et tal. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. Vida Nova, 1998.
Dicionário Hebraico do Antigo Testamento de James Strong. Bíblia de Estudos Palavras Chaves Hebraico e Grego. CPAD, 2011.
METTING, Tryggve N. D. O Significado e a Mensagem dos Nomes de Deus na Bíblia. Academia Cristã, 2008.
SCHÜLER, A. Dicionário Enciclopédico de Teologia. Ulbra/Concórdia, 2002.
Tradução do Novo Mundo das Escrituras, 1987, 1983, 1986. Watchtower Bible Tract Society of Pennsylvania (Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados). New World Translation of the Holy Scriptures Portuguese (Brazilian Edition), 1992. Edição brasileira.


Para saber mais sobre o que acontece com as pessoas que morrem, assista a este vídeo.

quarta-feira, setembro 14, 2016

Afinal, quem é Jesus Cristo?

Homem, deus ou Deus?
UMA RESPOSTA AOS ANTITRINITARIANOS

Em parte, posso dizer que devo minha conversão a um colega de classe testemunha de Jeová. Quando fazia o curso de química no ensino médio, lá em Criciúma, SC, num intervalo entre as aulas, no ano de 1991, entrei num debate com esse amigo que tentava me provar que Jesus havia sido criado por Deus, sendo, portanto, um deus – assim, com letra minúscula. Apesar de ser católico praticante, na época, eu não conhecia o suficiente da Bíblia para provar para aquele colega que ele estava equivocado. No entanto, a própria lógica me dizia isso. Argumentei que eu jamais aceitaria o amor de um Deus que, em lugar de morrer por Suas criaturas caídas, criasse um deus substituto para vir aqui morrer pelos pecadores. Isso não faz sentido. Isso não é amor. Cria e creio em um Deus que “tabernaculou” com os seres humanos. Fez aqui Sua morada, o “Deus conosco”, encarnado para mostrar Sua identificação completa com a humanidade que Ele criou e redimiu. O meu Deus veio até aqui e morreu por mim! Não enviou outro para fazer isso. Exatamente como eu faria, caso um de meus filhos estivesse em perigo. Eu não mandaria outro em meu lugar e ficaria assistindo sentado.

Enquanto conversávamos, outro colega de classe se aproximou e começou a participar da conversa. Ele conhecia bem a Bíblia e usou diversos textos para apoiar “meu” ponto de vista. Isso me deixou muito feliz! Depois de algum tempo, a testemunha de Jeová pediu licença e se afastou de nós. O Vanderlei e eu continuamos conversando por mais algum tempo e eu acabei descobrindo que ele era adventista do sétimo dia. Nos tornamos amigos e passamos a estudar a Bíblia juntos, por vários meses. O desfecho dessa história você pode ver neste vídeo e nesta entrevista. Mas permanece minha gratidão ao colega testemunha de Jeová. Ele foi uma peça-chave para que eu conhecesse a verdade bíblica.

Então, vamos falar um pouco mais sobre esse Jesus divino-humano que me cativou e a quem sigo do fundo do meu coração. Seria bom você ter uma Bíblia à mão para conferir os textos que serão citados.

O evangelho de João foi escrito em uma época em que a igreja cristã estava começando a ter problemas com heresias. O Docetismo negava a humanidade de Cristo. Os Ebionitas diziam que Jesus era um grande profeta, um homem extraordinário. O Monarquianismo sustentava que Jesus era simplesmente um homem que recebeu poder do Pai por ocasião do batismo. O Arianismo negava a divindade de Cristo e do Espírito Santo. O Monofisismo defendia uma só natureza. João escreve seu evangelho e suas epístolas nesse contexto, para exaltar a legítima divindade e eternidade de Cristo.
 
Em João 8:24, Jesus diz: “Por isso, Eu vos disse que morrereis nos vossos pecados; porque, se não crerdes que Eu Sou, morrereis nos vossos pecados.” O texto claramente demonstra a importância fundamental de se crer na divindade de Jesus, além da Sua humanidade. “Eu Sou” é a expressão utilizada para o Deus Eterno no Antigo Testamento. O texto não está dizendo que Jesus é o Pai, mas que é divino e eterno tanto quanto o Pai. O grego “ego eimi” na Septuaginta vem do hebraico “ani hu”, usado em Deuteronômio 32:39: “Vede, agora, que Eu Sou, eu somente, e mais nenhum deus além de mim.”
  
Em Isaías 43:10 lemos: “Vos sois as Minhas testemunhas, diz o Senhor, o Meu servo a quem escolhi para que o saibais, e Me creiais, e entendais que Sou Eu mesmo, e que antes de Mim deus nenhum se formou, e depois de Mim nenhum haverá.”
 
Esses textos são muito claros. Jesus não é um deus com d minúsculo, pois no texto fica evidente que nem antes nem depois deus algum surgiu. Deuteronômio 32:39 diz que não existe nenhum outro deus além do verdadeiro e único Deus. Jesus não é uma divindade menor que o Pai. Mas um ser, uma pessoa divina igual ao Pai.

“Vós sois as Minhas testemunhas, o Meu servo a quem escolhi.” Portanto, esse verso não se aplica a quem não reconhece Jesus como o Eu Sou. “Morrereis em vossos pecados”, diz a Bíblia Sagrada. O texto é claro. A salvação só seria possível se alguém fizesse a ligação entre o céu e a humanidade, unidos em uma pessoa, Jesus. Isso, para o judeu, é difícil de entender. Deuteronômio 6:4 diz: “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus, é o único Senhor.” Um texto que aparentemente mostra a unicidade Divina. O único Senhor. Só que esse “único” aqui, no hebraico, é echad, uma unidade composta. Echad aparece inicialmente no relato da criação: “Houve tarde e manhã, o primeiro dia” (Gênesis 1:5). Tarde e manhã formam um único dia. Depois, em Gênesis 2:24: “Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une a sua mulher, tornando-se os dois uma [echad] só carne.” Duas pessoas distintas formando uma echad, uma só carne.
  
“Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único [echad] Senhor.” Moisés, inspirado por Deus, usou echad. Uma unidade composta, e não uma palavra que representasse uma unidade absoluta. Se Deus desejasse ser retratado como uma unidade absoluta, Moisés teria utilizado yachid, como aparece em Gênesis 22:2, referindo-se a Isaque. Moisés, inspirado por Deus, usou a palavra que melhor poderia retratar a Divindade. Uma divindade formada por mais de um ser pessoal. Uma unidade em natureza, propósito e cooperação, não uma unidade de um único ser.
  
Gênesis 1:1 diz: “No princípio, criou Deus os céus e a terra.” Nesse verso Deus (Elohim) aparece no plural. O singular é Eloah. O plural é Elohim.

Gênesis 1:26: “Façamos o homem à nossa imagem e à nossa semelhança.”
  
Gênesis 3:22: “Se tornou como um de nós...”
  
Moisés poderia ter usado Yhwh ou Eloah, em Gênesis 1:1, mas não usou. E sabe por que não? Porque ele escreveu inspirado por Deus.
  
Salomão, também inspirado por Deus, escreveu em Eclesiastes 12:1: “Lembra-te dos teus Criadores [Bore ka] nos dias da tua mocidade.” Por que será que Deus inspirou Salomão a escrever “teus Criadores”? Para que no futuro, quando aparecesse o Messias dizendo que também era e é o “Eu Sou”, começasse a abrir a mente das pessoas para essa nova compreensão.

Em João 8:24, 28 Jesus disse três vezes “Eu Sou”. Em João 8:54, Jesus Se apresenta como o “Eu Sou”, o Eterno. Isso porque a pergunta dos judeus tinha a ver com a idade de Jesus, e Ele respondeu à pergunta dizendo: “Eu Sou”, “Eu sempre existi”, “Sou o Eterno”. E essa resposta de Jesus, apontando para a Sua eternidade, deixou os judeus furiosos. Se a resposta de Jesus não retratasse Sua divindade eterna, os judeus não iriam querer matá-Lo. Para a mente dos judeus, que nem pronunciavam o nome de Deus, Jesus dizer que era o Eterno foi demais. Se Jesus só tivesse dito que já existia antes de Abraão, os judeus iriam morrer – morrer de rir. Mas não, Jesus respondeu à pergunta deles Se apresentando como o Eterno, o Eu Sou. Cinquenta anos, quinhentos anos, cinco mil anos não são nada para o Eterno.
  
Tem que se fazer uma tradução muito “criativa” para ofuscar a divindade de Jesus Cristo. Por isso as testemunhas de Jeová têm que ter uma Bíblia só para elas (clique aqui e leia sobre a Tradução do Novo Mundo). Além do malabarismo criativo, há as inverdades incluídas nas explicações dos textos. Mesmo que alguma testemunha de Jeová entendida em grego diga que a Septuaginta em Êxodo 3:14 é diferente de João 8:58, é simples: isso não é verdade. Trata-se de má-fé. Se não for entendida em grego, trata-se apenas de ignorância. Menos mal.
  
Na Septuaginta, a expressão “Eu Sou”, de Êxodo 3:14, está traduzida para “Ego Eimi”, exatamente a mesma expressão usada em João 8:58, provando de maneira insofismável a divindade de Cristo. (Clique aqui e confira Êxodo 3:14 na Septuaginta online.)

Veja só: o que é dito ser o argumento mais forte contra o Eu Sou é, na verdade, uma mentira. Resumindo, os dois argumentos contra o Eu Sou são muito fracos, e, como eu já disse neste vídeo, atendem ao interesse de Lúcifer de rebaixar Jesus. O primeiro argumento é uma mentira, o segundo é só falta de percepção. Jesus é o grande Eu Sou. Está, sim, na Septuaginta; e Jesus retratou Sua existência eterna quando Lhe perguntaram se conhecia Abraão.
  
As testemunhas de Jeová ainda afirmam que a frase “Eu Sou”, de João 8:58, pode ser empregada no chamado “presente histórico”. Embora exista o “presente histórico”, aplicá-lo a essa passagem é um verdadeiro absurdo, pois a gramática nos ensina que seu uso é para relatar fatos passados, como se fossem presentes, para tornar mais vívida a narração.

Mas a prova final de que Jesus Se declarou o Deus Eterno é que os judeus tomaram pedras para apedrejá-Lo. As leis judaicas permitiam o apedrejamento apenas em cinco casos: espíritos adivinhadores (Lv 20:27); blasfêmia (Lv 24:27); filhos obstinados (Dt 21:18-21); falsos profetas que levavam o povo à idolatria (Dt 13:5-10); adultério e estupro (Dt 22:21-24; Lv 20:10).
  
Cristo emprega o Eu Sou porque denota uma existência contínua, que o tempo não pode medir. Por esse motivo a expressão pareceu blasfêmia aos judeus.
  
Ainda em João 5:58, lemos: “Antes que Abraão tivesse nascido [genesthai], Eu Sou [Ego Eimi].” Para Abraão foi utilizado genesthai, que indica nascimento, geração. Para Jesus foi utilizado eimi, que significa “ser existente”. Se Jesus tivesse sido em algum momento no passado gerado por Deus, deveria ser utilizado o termo genesthai, jamais eimi, “ser existente”. O grego jamais admitiria o uso de “Eu tenho sido”. Fazer isso é uma violência ao texto bíblico. A única tradução possível é “Eu Sou”. A Tradução do Novo Mundo violenta as Escrituras Sagradas na tentativa de depreciar Jesus. Ele mesmo disse ser o EU SOU.
  
O mesmo termo “Eu Sou”, utilizado para Jeová no Antigo Testamento, se aplica a Jesus no Novo Testamento. Segue-se que Jeová e Jesus são “um” em substância, poder e eternidade.
  
Em João 1:18, lemos: “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.” Se ninguém viu a Deus, e as pessoas viram Jesus, então Jesus não é Deus? Será que é isso mesmo? João 1:18 apresenta o clímax do prólogo do livro de João. O verbo que é Deus Se fez carne para habitar conosco. A encarnação é retratada em João 1:14 e explica o verso 18. A encarnação cobriu a divindade de Cristo, permitindo que Ele pudesse ser visto pelas pessoas sem que elas morressem. Dessa forma, Jesus revelou a divindade sem que os que O viram tivessem que morrer.
  
A encarnação, portando, tem muito a ver com a divindade. A encarnação é o Verbo Se fazendo carne para podermos vê-Lo sem ser destruídos. É o se esvaziar do esplendor da divindade ao assumir a humanidade. É o revestir a divindade com a humanidade. É Se humilhar ao cobrir Sua divindade com a humanidade. 
  
Quando João escreve sua primeira epístola, no capítulo 4, a Divindade encarnada é o contexto do que ele está falando. Veja 1 João 4:1. Devemos provar os espíritos porque existem muitos falsos profetas. Como identificar os falsos profetas? Os versos 2 e 3 respondem: se essa pessoa não reconhecer a encarnação de Jesus, é um falso profeta. Jesus, sendo Deus, Se fez carne para que pudesse revelar a Divindade para a humanidade. Por isso os falsos profetas não aceitam a encarnação de Jesus. Não aceitam que uma das pessoas da Divindade Se humilhou, Se esvaziou ao assumiu a humanidade.
   
1 João 4 complementa esse assunto da encarnação, dizendo: “Deus é amor” (v. 8). Essas palavras – “Deus é amor” – não possuem significado real a menos que Deus seja pelo menos a união de duas pessoas. Amor é algo que uma pessoa tem por outra pessoa. Se Deus fosse uma pessoa singular, então, antes que o Universo e os anjos fossem criados, Ele não teria sido amor. Pois se o amor é a própria essência da natureza de Deus, Ele precisa haver amado sempre, e, sendo eterno, deve ter possuído um eterno objeto de amor. Alguém para amar. Além disso, o perfeito amor somente é possível entre iguais. Adão, na criação, num ambiente perfeito, só se tornou completamente feliz quando foi criada uma pessoa igual para ele poder amar. Nós somos assim, porque somos a imagem e semelhança de Deus. Deus é amor. Sempre foi amor. Por toda a eternidade. E exatamente por isso decidiu vir aqui em pessoa, na pessoa do divino Jesus, para morrer por nós, como tentei provar para meu amigo testemunha, lá nos anos 1990.

João, inspirado por Deus, não perdeu as oportunidades de salientar a divindade de Cristo. Em João 20:28, apresenta Tomé reconhecendo a divindade de Cristo. As testemunhas de Jeová acabaram, por assim dizer, inventando um panteão de deuses verdadeiros ao afirmar que Jeová é o Deus eterno e Jesus, um deus também verdadeiro, mas inferior. Tipo na mitologia grega e em tantas outras. Mas não existe nenhum Deus (maiúsculo) ou deus (minúsculo) além do verdadeiro (Isaías 45:21-23; 37:16-20; 44:6-8).
   
Em João 20:28, Tomé chama Jesus de Senhor meu e Deus meu. E aqui há o artigo antes de Deus, indo contra a interpretação jeovista que procura desmerecer outros textos que não têm o artigo. Só que aqui tem. Refere-se a Deus mesmo. E Jesus é esse Deus que Tomé reconheceu. Jesus repreendeu Tomé? Não, não repreendeu. Jesus confirmou o que ele falou, ao dizer: “Porque Me viste, creste?” “Você acreditou que Eu sou o Senhor e que sou Deus por que você Me viu? Bem-aventurado quem não viu, mas creu.”
    
Uma vez uma testemunha disse que Tomé tinha ficado tão surpreso, que disse: “Meu Deus!” Quando se tenta forçar o texto bíblico para se harmonizar com crenças particulares, dá nisso. Chega a ser uma afirmação absurda. Imagine se um judeu iria tomar o nome de Deus em vão. Sem contar que Jesus o repreenderia naquele exato momento. Mas isso não aconteceu. Vamos analisar o texto.
    
A expressão de Tomé: “Ho theos moy” só pode ser traduzida por “Deus meu”. Aqui o artigo definido ho aparece junto de Kyrios (Senhor) e de Theos (Deus). O próprio Diaglótico Enfático traduz como “o Deus de mim” ou “meu Deus”. E é Deus maiúsculo, o eterno, referindo-se a Jesus. E Jesus não contestou, não repreendeu, mas concordou com Tomé. Você creu porque viu. Tomé agora estava pronto para servir Jesus como Senhor e adorá-Lo como Deus, o Eterno.
    
Outro ponto importante a destacar é a sintaxe da conjunção aditiva kai = e. “Senhor meu e [kai] Deus meu.” Para explicar kai vamos para outro texto: Tito 2:13. Esse verso, obviamente, é adulterado na Tradução do Novo Mundo. Mas vejamos o que o texto diz na Bíblia Sagrada: “Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do grande Deus e Salvador Cristo Jesus.” “Grande Deus e nosso Salvador Cristo Jesus.” Essa é a forma correta de traduzir esse texto. A Tradução do Novo Mundo traz equivocadamente assim: “...do grande Deus e de nosso salvador, Cristo Jesus.” Será que as regras gramaticais permitem essa tradução? Vejamos.
     
As excelentes gramáticas gregas de Moulton, Blass e Robertson são unanimes ao afirmar que Tito 2:13 apresenta referência a apenas uma pessoa e, portanto, só pode ser traduzido desta forma: “Nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo.”
 
Dana e Mantey, em sua gramática do grego do Novo Testamento, na página 147, apresentam a seguinte regra de Granville Sharp, sobre a sintaxe do artigo: “Quando a partícula copulativa kai está unida a dois nomes do mesmo gênero, se o artigo preceder o primeiro dos ditos nomes ou particípios, e não estiver repetido antes do segundo nome ou particípio, o último sempre se refere à mesma pessoa expressa ou descrita pelo primeiro nome ou particípio, isto é, denota uma mais ampla descrição da primeira pessoa citada.”
 
Isso tudo quer dizer: quando a conjunção aditiva kai (e) ligar dois nomes do mesmo caso, se o artigo vem antes do primeiro nome e não é repetido antes do segundo nome, essa última sempre se refere à mesma pessoa descrita pelo primeiro nome.
 
Resumindo, a melhor tradução, sem dúvida, é: “...grande Deus e Salvador Cristo Jesus.”

Viu só como é importante conhecer a língua original quando o assunto é tradução? O problema é quando a preocupação não é com a tradução, mas com a “tradução” que seja adequada a uma interpretação doutrinária particular.

Veja também 2 Pedro 1:1: “Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo.” Simão Pedro é o servo e Jesus Cristo é o apóstolo? Claro que não. Servo e apóstolo se referem apenas a Simão Pedro. No mesmo verso, na parte final de 2 Pedro 1:1, lemos: “...justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo.” O texto é claro, não né? Mas, para que a clareza seja mascarada, é necessário modificar uma letrinha aqui, acrescentar uma preposição ali e modificar outro detalhe acolá. Se a forma de traduzir o grego da Tradução do Novo Mundo fosse correta, encontraríamos respaldo unânime nos grandes eruditos da língua.

Vamos a João 1:1 agora. Esse texto é de uma clareza espetacular. Mas é claro que as testemunhas tinham que colocar a mão e traduzir de modo particular. “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” Assim está na Bíblia Sagrada. No verso 14 é dito que o Verbo é Jesus, o Deus encarnado, para que os humanos consigam ver a Deus sem morrer. Jesus teve que Se revestir da humanidade. “O Verbo era Deus.” Significa dizer que Jesus sempre foi Deus. Sempre. Nunca houve um tempo em que Ele não existisse como Deus. O Verbo era Deus. Afinal, o verso 3 diz que nada pôde ser feito sem Ele. Nada. “O Verbo estava com Deus.” União íntima dos seres que formam a Divindade. Lembra de Echad, o único de Deuteronômio 6:4? E do “uma só carne” de Adão e Eva, lembra? União íntima, profunda. “O Verbo estava com Deus.” Apesar de uma íntima união, Jesus, o verbo, não é Deus Pai. São pessoas divinas diferentes. Mas “o Verbo”, agora, na parte final do texto, “era Deus”. Deus maiúsculo. Ele era, sempre foi Deus em toda a eternidade.
 
Querem torcer a tradução desse verso? Então vamos para o grego. A gramática grega esclarece o caso. A regra de Corwell, descoberta em 1930: “Predicados nominais definidos que precedem o verbo normalmente não trazem o artigo definido. Um predicado nominal que precede o verbo não pode ser traduzido como substantivo indefinido ou ‘qualitativo’ tão-somente em virtude da ausência do artigo; se o contexto sugere que o predicado é definido, deve ser traduzido como definido.”
 
A frase transliterada do grego para o português é assim: “Kaí Theos en ho logos.” Kai (“e”, conjunção); Theos (“Deus”, predicado nominal sem artigo definido vindo antes do verbo); en (“era”, o verbo intransitivo que conecta o sujeito, ho logos, ou “o Verbo”, o nome, ao predicado nominal, Theos, ou “Deus”); ho logos (“o Verbo”, o sujeito ou nome da sentença).

A opção mais coerente é a “qualitativa”. Essa opção destaca que, embora a pessoa de Cristo não seja a pessoa do Pai, Sua essência é idêntica. A ideia de um Theos qualitativo é de que o Verbo possui todos os atributos e qualidades que o Pai possui. Jesus compartilha a essência do Pai, embora sejam pessoas distintas. A construção que o evangelista escolheu para expressar a ideia foi a forma mais concisa pela qual ele poderia haver dito que o Verbo era Deus e ainda assim distinto do Pai. Obviamente, João não está dizendo que Jesus, que possui a divindade, era simplesmente “um deus”, tampouco sugere que podemos igualar Jesus à pessoa de Deus o Pai. Ao contrário, João emprega aqui uma gramática cuidadosamente escolhida a fim de expressar sua convicção de que os cristãos, junto com o discípulo Tomé, podem verdadeiramente confessar Jesus como “meu Senhor e meu Deus” (João 20:28).

João está declarando do modo mais direto possível que “Deus” pode ser usado como um predicado nominal “qualitativo” para descrever Jesus como alguém que compartilha da essência plena da natureza divina de Deus o Pai. Amém! Glória a Deus! João, inspirado pelo Espírito Santo, foi cuidadoso com a gramática, assim como deveriam ser os tradutores bíblicos. Além de reverência e respeito pelo texto bíblico, tradutores devem ter muito conhecimento da língua que estão traduzindo e da língua para a qual estão traduzindo. Isso evita uma série de distorções e até heresias.

E por que não usar “o verbo era um deus”? Porque o argumento gramatical é fraco, com pouca ou nenhuma evidência para apoiá-lo. O Novo Testamento apresenta Theos sem o artigo definido em 282 lugares. E dessas 282 ocorrências, apenas 16 são traduzidas na Tradução do Novo Mundo como “um deus”, “deuses” ou “divino”. Isso demonstra claramente um padrão de tradução arbitrário, incoerente e sem lógica alguma. Além da tentativa de harmonizar suas doutrinas à revelia do texto bíblico, usar a expressão “um deus” conduziria a uma versão de panteísmo. A heresia sempre leva a conclusões absurdas. Um erro leva a outro.

Em textos como Marcos 12:26, 27 e Lucas 20:37, 38 não há o artigo e ninguém questiona que se referem a Jeová, ao Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. E no caso de Mateus 1:23, “Emanuel, Deus conosco”, a palavra “Deus” é antecedida pelo artigo grego ho. E a mesma coisa acontece em João 20:28, na declaração de Tomé. Texto claríssimo. Esse texto da declaração de Tomé nem a Tradução do Novo Mundo conseguiu modificar. Deus ali é maiúsculo. (Leia também: “Como usar um guardanapo para provar que uma testemunha de Jeová está errada”)

Talvez seja por isso que A Sentinela de 15 de setembro de 1910, na página 298, recomenda: “Ademais, nós não apenas achamos que as pessoas não podem ver o plano divino estudando a Bíblia por si só, mas também que se alguém coloca os Estudos das Escrituras [livro deles] à parte e se concentra apenas na Bíblia, ainda que tenha se inteirado da Bíblia por dez anos, nossa experiência mostra que dentro de dois anos ela andará em trevas. Por outro lado, se tivesse lido simplesmente os Estudos das Escrituras [livro deles] com suas referências, e não tivesse lido nenhuma página da Bíblia, estaria na luz ao final dos dois anos.”

E mais: A Sentinela, de 1o de dezembro de 1981, na página 27 (edição norte-americana), diz o seguinte: “A menos que estejamos em contato com este canal de comunicação que Deus está usando [a organização das testemunhas], nós não alcançaremos progresso na estrada para a vida, não importa o quanto leiamos a Bíblia.”

Esses são conselhos para não serem seguidos. Quer um infinitamente melhor? Leia 2 Timóteo 3:16 e 17 e estude a Bíblia Sagrada por si mesmo, com a ajuda do Espírito Santo. Tenho certeza de que, se fizer isso com sinceridade, permitindo que o texto fale por si mesmo, você encontrará Jesus, o verdadeiro Jesus Cristo.

Para encerrar, leia Apocalipse 22:12 e 13: “Eis que venho sem demora... sou o alfa e o ômega.” O primeiro e o último. O princípio e o fim. Quem é esse que disse que vem sem demora? Apocalipse 22:20: “Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!” Apocalipse 1:17 e 18: “Eu sou o primeiro e o último e aquele que vive, estive morto, mas eis que estou vivo.” Quem é o primeiro e o último? Aquele que esteve morto, mas agora vive: Jesus. Apocalipse 2:8: “Estas coisas diz o primeiro e o último, que estava morto e tornou a viver.” São títulos aplicados a Deus o Pai e a Jesus, também. Isaías os aplica ao Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: “Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro e Eu sou o último, e além de Mim não há Deus” (44:6); “Dá-me ouvidos, ó Jacó, e tu, ó Israel, a quem chamei; Eu sou o mesmo, sou o primeiro e também o último” (48:12).

Em breve teremos a oportunidade de conhecer pessoalmente o nosso “grande Deus e Salvador”. A volta de Cristo, pessoal e visível, está muito próxima. Eu quero muito que esse dia chegue! E você?

(Michelson Borges é jornalista e mestre em Teologia; Vanderlei Ricken é formado em Biblioteconomia)