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sexta-feira, março 04, 2022

Pesquisadores encontram fósseis de 11 dinossauros na Itália

Pesquisadores descobriram fósseis de uma manada de 11 dinossauros em Villaggio del Pescatore, uma antiga pedreira de calcário próxima da cidade portuária de Trieste, na Itália.  Um deles, denominado “Bruno”, é o maior e mais completo esqueleto de dinossauro da história do país. A pesquisa foi publicada na revista Scientific Reports. Apesar de terem sido encontrados restos de dinossauros isolados na Itália desde a década de 1990, a descoberta de vários esqueletos em um único lugar é significativa.

“A Itália não é conhecida pelos dinossauros e, embora tivéssemos alguns golpes de sorte no passado, agora temos um rebanho inteiro em um sítio de dinossauros”, relatou ao The Guardian Federico Fanti, professor da Universidade de Bolonha e pesquisador-chefe do local.

Esse local ganhou a atenção dos pesquisadores de dinossauros em 1996, após a descoberta de um esqueleto que os paleontólogos chamaram de Antonio, e inicialmente acreditaram ser uma espécie de dinossauro anã. Mas as últimas descobertas contestam isso, com Antonio agora sendo considerado um jovem dinossauro que fazia parte do mesmo rebanho que morreu junto. O maior dos restos fossilizados do grupo se chama Bruno.

“Bruno é o maior e mais antigo do grupo e o mais completo esqueleto de dinossauro já encontrado na Itália”, disse Fanti. “Sabíamos que havia dinossauros no local depois da descoberta de Antonio, mas até agora ninguém verificou quantos. O que temos agora são vários ossos pertencentes ao mesmo rebanho.”

Os restos fossilizados dos 11 dinossauros pertencem à espécie Tethyshadros insularis, que viveu há 80 milhões de anos [sic] e alcançava até cinco metros de comprimento.

Os resultados da pesquisa desafiam hipóteses anteriores que sugeriam eventos de nanismo entre ornitísquios durante o Cretáceo Superior e apoiam a presença de hadrossauroides plesiomorficamente de tamanho médio no domínio Tethyan da Eurásia, e fornecem dados incomparáveis ​​para inferir tendências do tamanho do corpo em dinossauros do Mesozóico.

Restos fossilizados de pequenos crocodiliformes, um único osso de pterossauro, peixes parciais, vários crustáceos, coprólitos raros, pólen e alga também foram encontrados no local. “Isso é muito legal, pois podemos descobrir o tipo de ambiente em que os dinossauros viveram e morreram”, acrescentou Fanti. “Naquele período, a área ficava muito próxima ao litoral em um ambiente tropical, quente e úmido, capaz de alimentar rebanhos de dinossauros.”

Alguns dos fósseis encontrados até agora em Villaggio del Pescatore, uma área protegida, estão em exibição no museu cívico de história natural em Trieste, e os especialistas esperam abrir parte do local ao público.

(Liziane Nunes Conrad Costa é formada em Ciências Biológicas com ênfase em Biotecnologia [UNIPAR], especialista em Morfofisiologia Animal [UFLA] e mestre em Biociências e Saúde [UNIOESTE]. É vice-presidente do Núcleo Cascavelense da SCB [Nuvel-SCB])

Nota: Além de essa incrível descoberta ser um verdadeiro deleite para qualquer amante dos dinos, o artigo revela que no mesmo local foram encontrados sepultados dinossauros, outros répteis, peixes, crustáceos, pólen e algas. Apesar de os pesquisadores não pontuarem a causa da morte de toda essa diversidade de seres vivos, você consegue imaginar um evento catastrófico hídrico que permitiu fossilização deles em um mesmo período? Se você não sabe, eu lhe convido a ler sobre o assunto na Bíblia Sagrada, no livro de Gênesis, a partir do capítulo 7.

Ressalto que existem pesquisas não criacionistas que já admitem inundações catastróficas (confira aquiaqui e aqui).

Fontes:

The Guardian

Artigo original

CHIARENZA, Alfio Alessandro et al. An Italian dinosaur Lagerstätte reveals the tempo and mode of hadrosauriform body size evolution. Scientific reports, v. 11, n. 1, p. 1-15, 2021.

Leia mais sobre fósseis de origem marinha:

http://www.criacionismo.com.br/2021/08/pesquisadores-encontram-estromatolicos.html

http://www.criacionismo.com.br/2013/01/pesquisador-diz-que-encontrou-novas.html

http://www.criacionismo.com.br/2011/01/diluvio-universal-e-suas-implicacoes.html

terça-feira, setembro 01, 2020

Fóssil de sapo descoberto no Brasil reforça tese criacionista

O volume 101 do periódico Journal of South America Earth Science, de agosto de 2020, publicou o achado de um anuro do período conhecido como Cretáceo Inferior, de supostamente 119 milhões de anos, na Formação Crato do nordeste do Brasil. Os anuros são um grupo de animais da classe dos anfíbios que incluem os sapos, as rãs e as pererecas.

 A Formação Crato é constituída por rochas calcárias que formam bancos de até 60 metros de espessura, com intercalações de material arenoso de granulação fina a grossa. Ela faz parte da Bacia do Araripe. Este local é um depósito sedimentar de direção geral leste-oeste desenvolvido durante a ruptura do supercontinente Pangeia nas fases finais de abertura do Oceano Atlântico. A bacia do Araripe possui cerca de 9000 km2, e inclui os Estados do Ceará, Pernambuco e Piauí. Para os criacionistas, a fragmentação de Pangeia, dando origem aos continentes atuais, foi um dos eventos mais dramáticos do grande dilúvio bíblico narrado no livro de Gênesis.

 [Continue lendo.]

segunda-feira, fevereiro 11, 2019

O megatubarão

É comum recebermos perguntas sobre animais extintos e, normalmente, após algum filme famoso, essas perguntas crescem exponencialmente. Assistimos ao filme Meg, traduzido em português como Megatubarão, lançado em 2018, e decidimos responder algumas perguntas de leitores e fazer algum comentário sob a ótica criacionista.

Na fossa mais profunda do Oceano Pacífico a tripulação de um submarino encontra problemas, fica presa, não podendo emergir após ser atacada por uma criatura "pré-histórica" que achavam estar extinta: um tubarão de mais de 20 metros de comprimento, o megalodonte. Uma camada térmica (sulfeto de hidrogênio) isolava esse animal "pré-histórico" do restante do oceano. Quando perfuram a camada de gás, descobrem um novo mundo submarino com criaturas de "milhões de anos".

O filme não chega a ser um clássico trash como o "Sharknado", ou os demais filmes clichês de animais aquáticos que devoram tudo o que veem pela frente. É bem produzido, com alguns efeitos especiais bem encaixados. Têm duas cenas bem icônicas que merecem ser destacadas. Numa das primeiras cenas, a filha da cientista Suyin fica cara a cara com o Megalodonte, um sorriso através do vidro que mostra o tamanho da mordida do megatubarão. Outra é o peixe "pré-histórico" passando por baixo dos banhistas que curtiam um dia de sol.




Mas vamos deixar a ficção de lado. O Calycolpus megalodon ou megalodonte (dente enorme) representa o maior peixe carnívoro que já viveu, segundo informações do Museu de História Natural de São Francisco, nos EUA. Podia pesar quatro toneladas e medir de 20 a 30 metros. As informações sobre seu tamanho são extraídas de comparações com tubarões vivos e a relação entre o tamanho do dente e o comprimento total do corpo. Vértebras fósseis indicam o crescimento. Um tubarão branco tem entre cinco e seis metros de comprimento, por exemplo.[1]




O filme retrata esses animais como abissais, que habitam regiões profundas do oceano. O ponto mais fundo do oceano de que se tem conhecimento fica a 11.034 metros abaixo da superfície. Nessa profundeza seria impossível para os tubarões se alimentarem, já que animais grandes, como focas e leões marinhos, habitam regiões mais superiores. Comparando com os tubarões atuais, conhecemos cerca de 375 espécies que raramente ultrapassam dois mil metros de profundidade. O tubarão-duende, que até vive em uma região mais profunda, tem um metabolismo bem mais lento que o dos tubarões predadores. Um tubarão de 20 metros não poderia conseguir alimento suficiente em grandes profundidades como retrata o filme. Os tubarões comem cerca de 2% do peso corporal todos os dias; o megaladonte precisaria de 80 kg de alimento diariamente para sobreviver, sendo que uma foca comum pesa cerca de 60 kg.

Uma pergunta comum que os leitores fazem é se o megalodonte foi extinto ou se ainda vive ocultamente nos oceanos. Pelo fato de grande parte dos oceanos ser inexplorada, algumas pessoas acreditam que muitas criaturas ainda não foram descobertas; alguns mantêm a teoria de que elas foram extintas somente dez mil anos atrás.

Particularmente, gostaria muito que pudéssemos encontrar esses tubarões gigantes vivos, mas vejo que essas “espécies novas” se resumem a animais menores, ou espécies microscópicas. Levo em consideração o registro fóssil que nos mostra o desaparecimento dessa espécie e outros fatores comuns como condições de habitat (cadeia alimentar), avistamentos, e outras pistas credíveis para essa indagação.

Segundo informações do Museu de História Natural de São Francisco, a redução das temperaturas oceânicas no Plioceno pode ser uma razão para a extinção do megalodonte; outra possibilidade para a extinção dele é que suas espécies favoritas de presas, como as baleias, começaram a migrar para águas mais frias, onde os gigantescos tubarões não poderiam viver. Sabemos que esses tubarões comiam baleias porque temos fósseis de vértebras de baleias com dentes do megalodonte cravados.

Vértebra de baleia com dente de megalodonte

Mas existem muitas especulações sobre o quanto conhecemos dos oceanos. Pela primeira vez na história foi feito um censo da vida marinha, resultado de dez anos de pesquisa e mais de 540 expedições realizadas por 2.700 pesquisadores. Nesse censo, 120 mil espécies de animais foram documentadas, sendo que cerca de seis mil são novas descobertas.

O projeto calculou que o número total de criaturas marinhas descobertas até agora é de cerca de 250 mil. Esse número é considerado baixo, pois muitos biólogos marinhos estimam que o número de criaturas não microbianas seja de mais de um milhão. Cerca de 1.650 espécies novas são descobertas a cada ano, principalmente invertebrados e crustáceos, mas também muitos peixes.

O caranguejo “Yeti” também foi uma das descobertas: um crustáceo encontrado no Oceano Pacífico, ao sul da Ilha de Páscoa. Outras espécies como Bathykorus bouilloni (Água Viva Darth Vader) foram catalogadas na pesquisa.

Caranguejo Yeti

Água viva Darth Vader

No criacionismo, defendemos que Deus criou as espécies originais (baramins) e após isso elas se diversificaram. Dois eventos teriam colaborado de forma especial para essa mudança. O primeiro foi o evento da queda do ser humano, em que o pecado entrou no mundo, fazendo com que muitas coisas perfeitas passassem a ter outra natureza. E o segundo evento foi o dilúvio bíblico, que alterou as configurações de nosso planeta impulsionando uma série de fatores e mudanças.

O megalodonte realmente existiu; estão gravadas no registro fóssil as impressões dele. Um animal que dominava os oceanos e que era um gigante colossal.

Alex Kretzschmar

Referências:
[1] Klimley, A. Peter e David G. Ainley 1996. Grandes Tubarões Brancos: A Biologia do Carcharodon carcharias. San Diego: Academic Press.
http://www.coml.org/ – Senso da pesquisa marinha
http://www.iobis.org/ – Banco de dados de animais marinhos