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quinta-feira, maio 07, 2020

Paleontólogos criacionistas? Sim, eles existem

Paleontólogos criacionistas têm se dedicado ao longo das últimas décadas a fazer coletas de campo ou trabalhos laboratoriais, analisar, fazer experimentos, extrair conclusões a partir de uma perspectiva única do que se observa na natureza, orientar trabalhos científicos e a publicar pesquisas em renomados periódicos revisados por pares, a fim de juntar as pecinhas do grande quebra-cabeça que envolve a história da vida na Terra. Uma história, a propósito, que parece ser recente, ao contrário daquela cosmovisão clássica evolucionista de “milhões e milhões de anos”.

Mas, quem pode ser considerado 'paleontólogo'? De maneira geral, o exercício da profissão de paleontólogo tem sido atribuído aquele profissional pós-graduado com dissertação de mestrado ou tese de doutorado versando sobre paleontologia, ou mesmo aqueles diplomados em quaisquer cursos de nível superior que contem com, pelo menos, cinco anos consecutivos de atividades científicas próprias do campo profissional da paleontologia. Existem outros requisitos, mas essa ideia geral já nos auxilia na compreensão de que não é qualquer pessoa que pode ser considerada um paleontólogo.

Agora sim, estabelecidas as definições, pode-se dizer que, na busca da verdade sobre as origens, a maioria dos paleontólogos criacionistas tem sido financiada por instituições criacionistas de pesquisa científica. Caso você queira saber mais a respeito das principais instituições criacionistas no mundo que possuem linhas de pesquisa em Paleontologia e que financiam publicações científicas que contribuem para a igreja compreender melhor a veracidade do relato bíblico de Gênesis e de outros livros, acesse (aqui) uma matéria que preparei para você. Abaixo, segue a lista contendo as instituições:

Nome, localidade e ano de fundação:
Geoscience Research Institute (GRI) / Loma Linda-CA (desde 1958) [Site]
Creation Research Society (CRS) / Chino Valley-AZ (desde 1963) [Site]
Institute for Creation Research (ICR) / Dallas-TX (desde 1970) [Site]
Answers in Genesis (AiG) / Petersburg-KY (desde 1993) [Site]
Earth History Research Center / Keene-TX (desde 1999) [Site]
Creation Ministries International (CMI) / Brisbane-Qld (desde 2006) [Site]

A propósito, o Earth History Research Center, por meio da sua mantenedora Southwestern Adventist University, conduz o Dinosaur Project, um projeto de pesquisa de escavação de dinossauros na Formação Lance, no leste do Wyoming (EUA). A instituição adventista é a única organização criacionista no mundo a possuir um sítio paleontológico próprio – com uma estação de pesquisa fixa no local contendo toda infraestrutura – para as pesquisas que já ocorrem desde 1997. Até o momento já foram resgatados e tombados mais de 25 mil fósseis (saiba mais).

Para a prospecção de fósseis, isto é, a identificação dos locais onde estão os fósseis, a equipe utiliza uma tecnologia própria inovadora (que fez do grupo pioneiro no uso), a qual tem sido elogiada por outras equipes, baseada na seguinte combinação de técnicas: (1) uso de equipamento GPS de alta precisão para medir e registrar a localização de cada osso; (2) software GIS para analisar e produzir uma imagem integrada de cada pedreira; (3) um catálogo online/base de dados de fósseis para consulta pública por pesquisadores em todo o mundo.

A Southwestern Adventist University foi reconhecida pela PaleoAdventures no Journal of Paleontological Sciences por seu trabalho com o Upper Cretaceous Hell Creek e Lance Formations, que são algumas das unidades de rochas mais ricas em fósseis dos Estados Unidos. No artigo, que discute um censo de cerca de 65 universidades e instituições com bancos de dados virtuais de fósseis de dinossauros, o catálogo online de ossos do museu da instituição adventista foi considerado o melhor do mundo devido a “fornecer o máximo de detalhes no formato mais fácil e mais estético”. A Southwestern Adventist University, “em particular, forneceu fotografias, contexto histórico e geológico para quase todos os espécimes no grande e quase completo banco de dados”. 

Ok, agora que você já conhece um pouco acerca dos institutos que financiam publicações científicas criacionistas, está na hora de conhecermos as estrelas dessa matéria. Quem são eles? Como vivem? Como dormem? Brincadeiras à parte, o fato é que eles são raríssimos na comunidade acadêmica e por isso vale a pena uma matéria exclusiva sobre esse assunto com o objetivo de motivar você, aluno, a seguir a carreira de cientista, e ao mesmo tempo utilizar sua profissão para a defesa da fé cristã, assim como muitos cientistas criacionistas têm feito ao redor do mundo.

É perceptível que, a partir do momento que um aluno passa no vestibular para os cursos de Biologia e Geologia (as principais graduações para se tornar paleontólogo), ele abandona a cosmovisão criacionista e “se bandeia” pro lado de lá. Porém, alguns bravos heróis resistem ao bombardeamento de conteúdo evolucionista nos quatro ou cinco anos seguintes e sobrevivem para contar a história e, principalmente – em relação a esses que ousam contestar a “poderosa macroevolução” e o deus do gradualismo fóssil –, seguir carreira na Paleontologia criacionista.

Quando entrevistado sobre quão raro é um paleontólogo criacionista, o Dr. Matthew McLain respondeu:

Quando a maioria dos cientistas evolucionistas descobre que sou criacionista, eles se afastam ou tentam discutir comigo. A maioria dos paleontólogos é antagônica ao ponto de vista criacionista. Alguns nos chamam de ‘não mencionáveis’, nem mesmo dizem a palavra ‘criacionista’. No entanto, a maioria dos evolucionistas nunca conheceu realmente um paleontólogo ou geólogo criacionista qualificado. Alguns até negam nossa existência como se fôssemos unicórnios ou fadas. A melhor coisa que posso fazer é ser o melhor cientista que posso ser, para trazer glória a Deus, contribuindo com a comunidade científica e demonstrando boas práticas e raciocínios científicos.”

Assim como o Dr. McLain, existem outros paleontólogos qualificados que têm contribuído de forma imensurável para o entendimento da igreja a respeito da veracidade do texto bíblico sobre as origens. Abaixo estão, em ordem alfabética, os paleontólogos mais influentes que, como diz Albert Szent-Györgi, buscam “ver o que todos os outros viram e pensar o que ninguém mais pensou”:

Ariel A. Roth (1927-atual)
Bacharel em Biologia pela Pacific Union College (1948).
Mestre em Biologia (Zoologia de invertebrados) pela University of Michigan (1949).
Doutor em Biologia (Zoologia de invertebrados) pela University of Michigan (1955).
Treinamentos adicionais (nível de graduação) em biologia da radiação pela Universidade da Califórnia, Berkley, e em Geologia e matemática pela University of Califórnia, Riverside.
Roth, 93 anos, aposentado, é zoólogo e paleontólogo, com linha de pesquisa em zoologia de invertebrados e em recifes de corais vivos e fósseis.
É ex-diretor do Geoscience Research Institute (1980-1994), ex-pesquisador do GRI (1966-1996) e ex-professor do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade de Loma Linda (1963-1996). É membro da Geological Society of America, Society for Sedimentary Geologists e American Association of Petroleum Geologists.
Clique aqui e conheça um rico material disponibilizado por ele em língua portuguesa.

Arthur Chadwick (1949-atual): chadwick@swau.edu
Licenciatura em Biologia pela San Diego State University (1963).
Bacharel em Biologia pela La Sierra College (1965),
Doutor em Biologia Molecular pela Universidade de Miami (1969).
Pós-doutorado em Geologia pela Universidade da Califórnia (1973-1977).
Chadwick, 71 anos, é geólogo e paleontólogo, com linha de pesquisa em tafonomia de vertebrados, dinossauros do Cretáceo, sedimentologia do arenito de Tapeats no Grand Canyon, padrões globais de paleocorrentes. É professor-pesquisador de Biologia e Geologia da Southwestern Adventist University (2009-atual). É diretor do Dinosaur Science Museum e Coordenador do Dinosaur Research Project (1999-atual). É membro da Geological Society of America, Society of Vertebrate Paleontologists, Society of Economic Paleontologists and Mineralogists e da American Association of Petroleum Geologists.

Brian Thomas: bthomas@icr.org
Bacharel em Biologia pela Stephen F. Austin State University (1993).
Mestr e em Biotecnologia pela Stephen F. Austin State University (1999).
Doutor em Paleobioquímica pela University of Liverpool (2019).
Thomas é paleobiólogo, com linha de pesquisa em presença de tecidos moles e carbono-14 em fósseis antigos. O título da sua tese de doutorado é “Collagen Remnants in Ancient Bone”.
Escritor e editor de ciências do Institute for Creation Research (2008-2019).
Pesquisador Associado do Institute for Creation Research (2019-atual).

Elaine Graham-Kennedy: elainekennedy@gmail.com
Bacharel em Geologia pela Phillips University (1965).
Mestre em Geologia pela Loma Linda University (1987).
Doutora em Geologia pela University of Southern California (1991).
Kennedy, aposentada, é geóloga e paleontóloga, com linha de pesquisa em Sedimentologia e Paleoambientes no Grand Canyon, excavação de dinossauros no Wyoming e ninhos fósseis na Argentina.
Foi pesquisadora do Geoscience Research Institute (1991-2005) e professora adjunta de Geologia na Southwestern Adventist University.
Clique aqui e leia uma entrevista com ela.

Gabriela Karine Rocha de Carvalho Haynes: ghaynes@answersingenesis.org
Bacharel em Biologia pela Universidade Regional do Cariri-URCA.
Mestre em geociências (Paleontologia) pela Universidade Federal do Ceará.
Doutora em geociências (Paleontologia) pela Universidade Federal do Ceará com sandwich pela University of Kentucky.
Haynes é paleontóloga de invertebrados, com linha de pesquisa em himenópteros fósseis da bacia do Araripe. Trabalhou na Formação Santana e identificou novas espécies de insetos fósseis.
Pesquisadora do Answers in Genesis (2019-atual).

Harold G. Coffin (1926-2015) in memoriam
Bacharel em Biologia pela Wala Wala College (1947).
Mestre em Biologia pelo Wala Wala College (1952).
Doutor em Zoologia pela University of Southern California (1955).
Foi professor e chefe do Departamento de Ciências no Canadian Union College (1955-1956) e no Walla Walla College (1958-1964).
Foi pesquisador sênior do Geoscience Research Institute (1964-1991) e do Earth History Research Center, com linha de pesquisa em Paleobotânica e Sedimentologia. Ficou famoso por desvendar a história real das florestas fósseis do Parque Nacional de Yellowstone, sendo o primeiro cientista a entrar na área de Spirit Lake após a erupção do Monte St. Helena em 1982.
Foi membro da Geological Society of America.

Leonard R. Brand (1941-atual): lbrand@llu.edu
Mestre em Biologia (Biossistemática) pela Loma Linda University (1966).
Doutor em Biologia (Zoologia) pela Cornell University (1970).
Brand, 79 anos, é Paleontólogo e Geólogo, com linha de pesquisa em Paleontologia de Vertebrados, Tafonomia, Icnologia, Paleoecologia e Sedimentologia.
É professor do Departamento de Geologia e Biologia da Loma Linda University (1970-atual).

Kurt P. Wise (1959-atual): kwise@truett.edu
Bacharel em Ciências Geofísicas pela University of Chicago (1981).
Mestre Geologia pela Harvard University (1984).
Doutor em Geologia (Paleontologia de invertebrados) pela Harvard University (1989).
Em Harvard, ele estudou sob a direção do renomado cientista Stephen Jay Gould.
Wise, 61 anos, é paleontólogo, com linha de pesquisa em Baraminologia.
É professor do Departamento de Ciências Naturais e diretor do Creation Research Center no Truett-McConnell College em Cleveland, na Geórgia (2009-atual).
Membro da Geological Society of America.

Lee A. Spencer (1949-2017) in memoriam
Bacharel em Paleobiologia pela University of California (1980).
Mestre em Geologia pela Loma Linda University (1984).
Doutor em Paleobiologia pela Loma Linda University (1987).
Spencer foi um paleontólogo de vertebrados, com linha de pesquisa em Tafonomia de Dinossauros e Icnologia (ovos fósseis).
Foi pesquisador do Earth History Research Center (1995-2006) e professor associado do Departamento de Biologia da Southern Adventist University (2004-2008).

Marcus R. Ross (1976-atual): mross@liberty.edu
Bacharel em Geologia pela Pennsylvania State University.
Mestre em Paleontologia pela Escola de Minas e Tecnologia de Dakota do Sul.
Doutor em Ciências Ambientais (Geociências) pela University of Rhode Island.
Professor associado de Geologia da Liberty University.
Ross, 44 anos, é paleontólogo, com linha de pesquisa em diversidade, biostratigrafia e extinção de répteis marinhos mosassauros.
Diretor assistente do Centro de Estudos da Criação da Liberty University.

Matthew A. McLain: mmclain@masters.edu
Bacharel em Geologia pela Cedarville University (2012).
Doutor em Geociências (Paleontologia) pela Loma Linda University (2016).
McLain é paleontólogo, pterossaurólogo, com linha de pesquisa em paleontologia de vertebrados (dinossauros e pterossauros), Tafonomia, Paleobiologia e Baraminologia.
Professor associado de Geologia e Biologia na Mater’s University.
É membro da Geological Society of America, The Paleontological Society e Society of Vertebrate Paleontology.

Neal A. Doran: neal.doran@bryan.edu
Bacharel em Geologia (Zoologia Menor) pela Universidade da Flórida (1989).
Mestre em História da Ciência pela Universidade da Flórida (1994).
Mestre em Geologia (Paleobiologia) pela Universidade de Cincinnati (2000).
Doutor em Geologia (Paleobiologia) pela Florida State University (2003).
Doran é paleontólogo, sua linha de pesquisa é em Baraminologia.
É professor de biologia e diretor do Centro de Pesquisa da Criação Bryan College (CRC), em Dayton, Tennessee. 
É membro da Geological Society of America, History of Science Society, Paleontological Society, Society for the Study of Evolution, Society of Vertebrate Paleontology e Southeastern Geological Society.

Orlando Poma Porras, opoma@upeu.edu.pe
Engenheiro de Minas pela Universidad Nacional del Centro del Perù.
Licenciatura em Matemática e Física pela Universidad Inca Garcilaso da Veja.
Professor universitário do departamento de Engenharia e Arquitetura da Universidad Peruana Unión (UPeU, Lima, Peru) (1987-atual). 
Diretor do Centro de Investigação e Recursos em Geociência da UPeU (2007-atual).


Bacharel em Ciências ambientais (Geologia) (1990)
Mestre em Geociências (Paleobiologia) pela University College London (2013), com tema da dissertação sobre “Diversification rates in dinosaurs”
Pesquisador em tempo integral do Biblical Creation Trust (2002-atual)
Membro da Geological Society of London, Society of Vertebrate Paleontology e The Palaeontological Association.

Raúl Esperante: resperante@llu.edu
Bacharel em Biologia pela Universidade de Valência (Espanha).
Doutor em Biologia (Paleontologia) pela Loma Linda University.
É pesquisador sênior do Geoscience Research Institute.
Professor adjunto da Loma Linda University, com linha de pesquisa em Paleontologia de vertebrados, Tafonomia, Icnologia, Estratigrafia em rochas sedimentares no Peru, Espanha e Bolívia. 
É membro da Ichnological Association, Geological Society of Spain, Spanish Society of Paleontology, Society of Economic Paleontology and Mineralogy e da International Palaeontological Association.

Roberto E. Biaggi (1949-atual): rebiaggi@gmail.com
Bacharel em Geologia pela La Sierra College.
Mestre em Biologia (Palinologia e Paleoecologia) pela Wala Wala College (1978).
Mestre em Geologia (Paleambiente) pela Loma Linda University (1989).
Doutor em Geociências (Paleontologia) pela Loma Linda University (2001).
Professor adjunto associado de Biologia da Loma Linda University, com linha de pesquisa em Paleoambientes de sedimentos lacustres, Micropaleontologia, Palinologia, estromatólitos e Paleoecologia (2019-atual).
Pesquisador do Geoscience Research Institute (2005-atual).

Timothy L. Clarey, tclarey@icr.org
Bacharel em Geologia pela Western Michigan University (1982)
Mestre em Geologia pela Universidade de Wyoming (1984)
Mestre em Hidrogeologia pela Western Michigan University (1993)
Doutor em Geologia pela Western Michigan University (1996)
Geólogo de exploração na Chevron USA, Inc., desenvolvendo perspectivas de perfuração de petróleo e analisando compras de ativos e arrendamentos (1984-1992)
Professor catedrático e chefe do departamento de geociências no Delta College (1995-2013).
Pesquisador associado do Institute for Creation Research (2013-atual)


O que achou? Não foi suficiente para você? Então vou deixar aqui uma segunda lista contendo outros paleontólogos ao redor do globo que assinaram o documento de Dissensão de Darwin (isto é, uma declaração de que discordam da visão tradicional da paleontologia evolutiva):

Anne Dambricourt-Malasse, Ph.D., é uma Paleoantropóloga do Institute de Paléontologie Humaine, Prehistory Lab.

Arlton C. Murray, D.Sc., foi um paleontólogo que começou a trabalhar em 1934 para o Smithsonian Institute em Washington DC. Trabalhou por 27 anos como preparador paleo-osteológico e coletor de campo, Divisão de Paleontologia de Vertebrados. Alguns dos fósseis que ele ajudou a preparar ainda estão em exibição. He also worked for the William Penn Museum in Harrisburg, Pennsylvania and the National Park Service in Washington D.C.

Bethania Siviero, Ph.D., atualmente é bolsista de pós-doutorado e professora do departamento de ciências biológicas e da terra da Loma Linda University. É bacharel pela Southwestern Adventist University, mestre e doutora em geociências (Paleontologia) pela Loma Linda University. É pesquisadora em Paleontologia de Vertebrados, Paleopatologia, Anatomia, Geologia e atualmente explora também no campo da Paleontologia Molecular.

Dave Philips, M.S., recebeu seu bacharelado e mestrado em Antropologia Física/Paleoantropologia, ambos pela California State University, Northridge, e seu Ph.D. em Paleontologia. Atualmente, é professor de ciências físicas na Mater’s University e também é pesquisador no laboratório de paleontologia da La Brea Tar Pits.

David Dockery III, Ph.D., Chefe da divisão de geologia de superfície do Escritório de Geologia do Mississippi em Jackson. Ele recebeu seu Ph.D. em paleontologia pela Tulane University.

Gary E. Parker, Ph.D., Foi chefe do departamento de ciências da Clearwater Christian College (CCC), Florida. Ele é bacharel em Biologia/Química pela Wabash College, Crawfordville, Indiana; mestre em Biologia/Fisiologia e doutor em Biologia/Geologia pela Ball State University, Muncie, Indiana.

H. Thomas Goodwin, Ph.D., Professor Adjunto de Paleontologia da Loma Linda University. Seu Ph.D. é da University of Kansas.

Jacques Sauvagnat, Ph.D., é pesquisador do Geoscience Research Institute (filial França), sua linha de pesquisa é com Barremian obstracodes no sudeste da França. Seu PhD em Paleontologia é pela University of Geneva.

Joachim Scheven, Ph.D., professor de Biologia na Alemanha e é curador do Museu Alemão Lebendige Vorwelt. Ele estudou zoologia, botânica, biologia e geologia e recebeu seu Ph.D. em entomologia pela University of Munich. Seus estudos de pós-doutorado foram em parasitologia, medicina tropical e ele fez uma extensa pesquisa de pós-doutorado em paleontologia.

John H. Whitmore, Ph.D., atua como Professor Assistente de Geologia na Ceadervill University. Ele obteve seu bacharelado em Geologia pela Kent State University, seu MS em Geologia pelo Institute for Creation Research Graduate School e seu Ph.D. em Biologia com ênfase em Paleontologia pela Loma Linda University, California.

John Lang Leedy, Ph.D., Professor Emérito de Botânica da Wheaton College. Seu bacharelado é em ciência geral, seu mestrado em paleontologia e seu PhD em botânica.

Larry Dean Martin, PhD., Professor e curador sênior de paleontologia de vertebrados, Museu de História Natural; Professor de Ecologia e Biologia Evolutiva, University of Kansas, Lawrence, Kansas.

Marvin L. Lubenow, Ph.D., recebeu seu mestrado em Antropologia/Paleontologia em 1976, pela Eastern Michigan University, e um Ph.D. honorário em Paleoantropologia pela Christian Heritage College, San Diego onde ele era professor emérito.

Miroljub Petrovic, Ph.D., é presidente e diretor do Centro de Estudos Naturais de Belgrado, Yugoslavia. Ele é bacharel em Geologia pela Faculdade de Mineração e Geologia da University of Belgrado e PhD em Filosofia pela Universidade Alexander Joan Cusa em Iasi, Romênia.

Richard M. Ritland, Ph.D., Professor de Biologia na Andrews University, Michigan.  Ritland é mestre em Zoologia pela Oregon State University e Ph.D. em Paleontologia pela Harvard.

Roberto Fondi, Ph.D., é professor de paleontologia na University of Sienna. Ele recebeu seu bacharelado em Química pela Rhodes College e seu PhD em Paleontologia. Ele publicou várias críticas ao darwinismo.


Warren H. Johns, possui mestrado em geologia e é bibliotecário na Andrews University, Berrien Springs, Michigan. Johns também é estudante de pós-graduação em paleontologia pela Michigan State University, East Lansing, Michigan.


Clique aqui e confira uma listagem completa de todos os artigos científicos publicados pelos principais paleontólogos criacionistas.

quinta-feira, outubro 18, 2018

Mutações aumentam a informação genética?

Mutação é toda e qualquer alteração do material genético, não importando se estas ocorrem nas células somáticas ou em células germinativas (Junker e Scherer, 2002). Porém, para os processos evolutivos, mutações importantes são apenas as que alteram o material genético de células germinativas e suas células precursoras, isto porque apenas estas são transmitidas hereditariamente à geração seguinte. Mas qual é o papel que ela desempenharia no processo de macroevolução? Uma das premissas evolucionárias é a de que alguns mecanismos evolutivos, tais como a seleção natural agindo sobre mutações aleatórias, recombinação genética e duplicações gênicas produziriam variação alélica e, consequentemente, aumento de informação genética ao longo do tempo. Será que essa ideia ainda se mantém à luz dos atuais dados científicos?
Fato é que desde a “redescoberta” das leis de Mendel, por Hugo de Vries e colaboradores (Moore, 2004), no início do século 20, que então deu origem à síntese evolutiva moderna ou neodarwinismo, o DNA sempre se demonstrou incompatível com essa hipótese que defende que a vida é fruto de causas exclusivamente naturais.
Por outro lado, cientistas tedeístas e criacionistas entendem que a ideia de que mutações genéticas, quando combinadas com o processo de seleção natural, promoveriam a “evolução” – geralmente usada como sinônimo de macroevolução – é um atestado de ignorância em seu sentido literal de, ou desconhecer alguns fatos fundamentais sobre este assunto ou ignorar os dados.

segunda-feira, setembro 10, 2018

Atualização sobre o período limite dilúvio/pós-dilúvio


Qual teria sido o exato momento em que o dilúvio terminou? O fim do dilúvio teria marcado qual período geológico correspondente a essa grande catástrofe? Durante décadas, os cientistas criacionistas têm debatido sobre o limite/fronteira em que o dilúvio teria terminado no registro geológico e dado início ao período pós-diluviano. A maioria dos cientistas criacionistas concorda que o limite entre o dilúvio e o período pós-diluviano está em uma das duas fronteiras: (1) no topo do período Cretáceo, conhecido como o limite K-Pg (anteriormente chamado de limite KT; ver figura abaixo),[1, 2] ou (2) no topo ou perto do topo do período Neógeno (Era Cenozoica Superior), em torno do nível da época Plioceno.[3, 4]

Essa época estaria próxima do período correspondente à “Era do Gelo” (conforme escala evolutiva do tempo geológico). Em termos bíblicos, a “Era do Gelo” teve lugar cerca de 120 anos após o dilúvio. O mais interessante é que uma pesquisa criacionista definiu essas camadas de rochas do Cenozoico Superior – correspondente às camadas da “Era do Gelo” – como sendo depósitos de inundação.[4]

A primeira ilustração de um modelo unificador apresentado em português, que tentou compatibilizar o limite KT como representando o fim do dilúvio e o começo do período pós-diluviano, foi publicada em 2002 no livro Uma breve História da Terra, de autoria do geólogo criacionista brasileiro Dr. Nahor de Souza Neves (ver figura abaixo).

Mas será mesmo que o limite dilúvio/pós-dilúvio estaria no período clássico chamado de KT (ou K-Pg)? Um estudo recente desenvolvido pelo geólogo Dr. Tim Clarey, financiado pelo Institute for Creation Research e publicado no periódico científico Creation Research Society Quarterly, aceitou o desafio de ir atrás dessa resposta.[5]

Em termos práticos, o geólogo descobriu que as rochas do Paleógeno e Neógeno (acima do limite K-Pg) foram depositadas - ao contrário do que se achava anteriormente - próximo do dia 150, no momento em que as águas do dilúvio estavam recuando/drenando. Portanto, a deposição e formação dessas camadas, agora, passam a fazer parte também do episódio diluviano.

Nesse artigo, o autor apresentou cinco observações geológicas principais que demonstram que o limite dilúvio/pós-dilúvio é muito maior do que o nível de K-Pg. Algumas dessas características são tão grandes e/ou incomuns em escala que as catástrofes locais pós-diluvianas não poderiam tê-las concebido (como se supunha anteriormente). Outras demonstram condições geológicas que só poderiam ter existido enquanto as águas do dilúvio ainda cobriam grandes porções dos continentes. Coletivamente, elas refutam fortemente a alegação de que o dilúvio terminou no nível estratigráfico da fronteira K-Pg.

1. O Whopper Sand. As companhias de petróleo descobriram a Whopper Sand no Golfo do México perfurando poços em profundidades de mais de dois mil quilômetros e mais de 320 km da costa (ver figuras abaixo). A única explicação razoável para esse leito de areia de mais de 30 metros de espessura que cobre grande parte das águas profundas do Golfo do México é um escoamento de água de alta energia – algo que se encaixa facilmente no modelo do dilúvio. Isso coincidiria com a mudança na direção da água descrita para o dia posterior ao dia 150 da inundação do ano do dilúvio. Taxas iniciais de drenagem, coincidindo com uma queda repentina no nível do mar no início da megassequência de Tejas, corresponderiam às camadas geológicas após o limite de K-Pg. As forças responsáveis ​​eram, provavelmente, de alto volume e altamente energéticas, fornecendo um mecanismo para transportar a espessa Whopper Sand em águas profundas.



2. A enorme quantidade de sedimentos de Tejas depositados globalmente. O volume de sedimentos de Tejas perde apenas para a megassequência de Zuni que terminou com o sistema Cretáceo, o suposto ponto alto do dilúvio. A tremenda quantidade de sedimentos Paleogênicos e Neogênicos em todo o mundo, que fazem parte da megassequência de Tejas, não pode ser facilmente descartada como produto de catástrofes locais. Esses sedimentos, e os fósseis que eles contêm, são mais bem explicados pela fase de vazante do dilúvio, à medida que as cadeias de montanhas e planaltos se elevavam. 

3. As camadas de carvão mais espessas e extensas são encontradas globalmente nos sedimentos de Tejas. Os carvões da Bacia do Rio Pó (PRB), que estão todos dentro das camadas rochosas do sistema Paleógeno, contêm as maiores reservas de carvão sub-betuminoso com baixo teor de enxofre do mundo. Pelo menos seis ou mais leitos de carvão no PRB excedem 30 metros de espessura, e alguns leitos individuais foram mostrados para se estender por mais de 120 km. Alguns desses leitos de carvão podem ter mais de 60 metros de espessura, como a camada de carvão de Big George. Esses leitos de carvão fazem parte da fase de recuo do dilúvio que transportou enormes esteiras de detritos de plantas e árvores. Eles foram derivados em grande parte de angiospermas que vivem em altitudes mais elevadas e, em seguida, as águas do dilúvio rapidamente as enterraram em enormes depósitos.

4. A tremenda quantidade de crosta/expansão rápida do fundo do oceano. Esse evento continuou do outro lado da fronteira K-Pg e até o Plioceno, sem indicação de uma mudança significativa na velocidade. O modelo de subducção descontrolado para o dilúvio global, descrito pelo geofísico Dr. John Baumgardner, causou a formação de aproximadamente um terço da metade da crosta oceânica mundial durante a deposição da megassequência de Tejas (Paleoceno através do Plioceno). Além disso, os enormes terremotos gerados por esse movimento teriam sido devastadores para qualquer tipo de civilização humana após o dilúvio, se o limite dilúvio/pós-dilúvio estiver localizado no K-Pg.

5. A identificação de rochas carbonáticas depositadas em água ininterruptas do Cretáceo (abaixo do limite de K-Pg) e continuando para cima através dos estratos do Mioceno em grande parte do Norte da África e Oriente Médio, áreas ao sul do local de pouso para a arca na Turquia. As camadas contínuas de calcário do período de deposição do Cretáceo (megassequência de Zuni) até o topo do Mioceno (Upper Tejas) no Iraque são a coisa mais próxima para provar que o dilúvio ainda não havia terminado. Essas enormes regiões do Oriente Médio ainda estavam claramente submersas durante o Tejas. Se fossem depósitos pós-inundação, seria impossível os humanos se estabelecerem naquele tempo e construir a Torre de Babel.

Além disso, os esforços empreendidos pelo autor do estudo identificaram mais características geológicas que sustentam ainda mais que o limite dilúvio/pós-dilúvio está próximo do topo da megasequência Tejas, que engloba os sistemas geológicos Paleogeno e Neogeno. Um deles é o Arenito Ogallala, descrito recentemente em Acts & Facts.[6] As catástrofes locais pós-diluvianas não podem explicar esse leito de areia contínuo que cobre grande parte das Grandes Planícies. Deve ser parte da fase de recuo do dilúvio também.

Mas e quanto aos dinossauros? Há evidências de dinossauros que sobreviveram à suposta extinção da fronteira K-Pg há cerca de 65 milhões de anos (conforme escala evolutiva do tempo), correspondente ao fim do dilúvio, e foram fossilizados mais tardiamente. No livro Revisitando as Origens, de autoria do especialista em Paleontologia Everton Fernando Alves, são apresentadas algumas dessas evidências:

Em 2009, um estudo sugeriu que alguns dinossauros não aviários sobreviveram até o Paleoceno e, portanto, a extinção dos dinossauros teria sido gradual. [...] Em 2012, outro estudo usou um novo método de datação para analisar diretamente uma amostra de osso (não a rocha onde ele foi encontrado) de um dinossauro saurópode (Alamosaurus sanjuanensis) e determinou que esse osso tem 64,8 ± 0,9 milhão de anos, portanto, 700 mil anos mais jovem do que qualquer outro osso de dinossauro conhecido (relativo ao Paleoceno, primeira época do Paleógeno).[7:181-182]

Em 2015, um estudo desenvolvido pelo Dr. Tim Clarey explicou de que forma os dinossauros poderiam ter sobrevivido ao início da inundação e ter sido fossilizados em camadas mais tardias:

“Parece que os dinossauros foram capazes de sobreviver através do início do dilúvio no Ocidente simplesmente porque eles foram capazes de se reunir e se arrastar para os elevados terrestres remanescentes – lugares onde os depósitos sedimentares relacionados não são tão profundos – enquanto as águas da inundação avançavam. Dessa forma, os dinossauros conseguiram escapar do enterro no início do dilúvio.”[8]

Coletivamente, esses dados estabelecem que grande parte do Paleógeno e do Neogeno (conhecido anteriormente como Terciário) compôs a fase de recuo do grande dilúvio, colocando o limite dilúvio/pós-dilúvio no topo da megassequência de Tejas (Cenozóico Superior). Dados reais de rochas e outras evidências não apenas confirmam que houve um dilúvio global, como descrito na Bíblia, mas também nos ajudam a entender melhor seus estágios finais de deposição sedimentar. 

(Everton Alves)

Referências:
1. Austin SA, Baumgardner JR, Humphreys DR, Snelling AA, Vardiman L, Wise KP. Catastrophic plate tectonics: a global Flood model of earth history. In: Walsh RE (Ed.). Proceedings of the Third International Conference on Creationism. Pittsburgh, PA: Creation Science Fellowship, 1994, pp. 609-621.
2. Whitmore JH, Wise KP. Rapid and early post-Flood mammalian diversification evidences in the Green River Formation. In: Snelling AA (Ed.). Proceedings of the Sixth International Conference on Creationism. Pittsburgh, PA: Creation Science Fellowship, 2008, pp.449-457.
3. Oard MJ. Geology indicates the terrestrial Flood/post-Flood boundary is mostly in the Late Cenozoic. Journal of Creation 2013; 27(1):119-127.
4. Clarey T. The Ice Age as a mechanism for post-Flood dispersal. Journal of Creation 2016; 30(2):54-59.
5. Clarey TL. Local Catastrophes or Receding Floodwater? Global Geologic Data that Refute a K-Pg (K-T) Flood/post-Flood Boundary. Creation Research Society Quarterly 2017; 54(2):100-120.
6. Clarey T. Palo Duro Canyon rocks showcase Genesis Flood. Acts & Facts 2018; 47(7):10.
7. Alves EF. Revisitando as Origens. Maringá: NUMARSCB, 2018. 210p.
8. Clarey TL. Dinosaur Fossils in Late-Flood Rocks. Acts & Facts 2015; 44(2):16. Disponível em: http://www.icr.org/i/pdf/af/af1502.pdf