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sábado, setembro 28, 2019

Folha entrevistou Michelson Borges: criacionismo e aquecimento global

No dia 4 de março de 2010, Reinaldo José Lopes, então repórter do jornal Folha de S. Paulo, procurou o jornalista Michelson Borges, propondo uma entrevista sobre criacionismo, ambientalismo e mudanças climáticas. A matéria (clique aqui para lê-la) e a entrevista foram publicadas no caderno Mais! da Folha do dia 7 de março. Leia aqui na íntegra a entrevista concedida por Michelson há nove anos e que, neste momento, se mostra mais atual do que nunca:

Reinaldo: Você me disse que concordava que havia uma aproximação entre as duas posições – a favor do criacionismo e contra a tese da mudança climática antropogênica. Por que você acha que essa convergência está ocorrendo?

Michelson: A convergência se dá simplesmente pelo fato de que os criacionistas, no esforço por se pautarem por pesquisas fidedignas e dados concretos, se deram conta, já há algum tempo, de que estava havendo certo exagero na questão do aquecimento antropogenicamente causado. Na verdade, entendo ser esse o exercício do bom ceticismo: não aceitar certos consensos até que haja evidências seguras. No entanto, é bom que fique claro que os criacionistas não negam a mudança climática, tampouco a parcela de contribuição humana nisso. Contudo, os que têm estudado o assunto perceberam que o aquecimento global não é totalmente provocado pelo ser humano. Trata-se de um fenômeno natural para o qual a ciência ainda não tem um modelo que possa ser corroborado pelas evidências ou não. Recentemente, parece que certos veículos da grande imprensa também estão se dando conta disso.

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sexta-feira, setembro 08, 2017

Furacão destrutivo e terremoto de 8,1 graus: o mundo convulsiona

Com ventos de quase 300 km por hora, o furacão Irma tem batido recordes tristes e assustadores. Trata-se do furacão mais forte no Atlântico desde 1980, com ventos da categoria 5 mantidos por mais de dois dias e com uma das mais baixas pressões atmosféricas no olho (que tem 45 km), o que ajuda a gerar ventos ainda mais fortes. Especialistas calculam que a potência destrutiva do Irma é equivalente ao dobro da energia gerada por todas as bombas usadas na Segunda Guerra Mundial. A previsão é de que esse furacão catastrófico chegue aos Estados Unidos até amanhã, causando mais estragos em sua passagem pelo Mar do Caribe (na ilha de Barbuda, 90% das casas foram arrasadas). E dois outros furacões estão se formando por lá (confira).

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terça-feira, setembro 20, 2016

Papa, evangélicos e ONU lutam pela união de todos

Ecumenismo e ECOmenismo
Deu no site Rádio Vaticano: Representantes da Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas de todos os continentes [estiveram] reunidos em Chieti, na Itália, desde a última sexta-feira, na XIV Plenária da Comissão Mista Internacional, cujo tema é: “O papel do papa para a unidade dos cristãos.” O objetivo da Plenária foi prosseguir no caminho da “plena unidade” dos cristãos. Participaram exponentes das Igrejas, entre os quais o cardeal Kurt Koch, presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, o teólogo e arcebispo de Chieti, dom Bruno Forte, e o representante do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, Gennadios de Sassina. Os primeiros debates refletiram sobre a primazia do papa, assim como toda a autoridade na Igreja, deve ser interpretada e exercida segundo o critério da caridade, que também se expressa de forma jurídica. O título de “Servus servorum Dei” (“Servo dos servos de Deus”) assumido pelo papa Gregório Magno é expressão do serviço na caridade, apontaram as discussões. “Não é uma definição ritual, de circunstância, de cortesia ecumênica. O papa serve porque ama. E isso é cada vez mais visível, nas atuais circunstâncias históricas”, explicaram os especialistas.

Em seu discurso à Comissão Mista internacional para o Diálogo Teológico entre Católicos e Ortodoxos orientais em 2015, Francisco [que neste mês recebeu o líder budista supremo Tendai e diz abominar a divisão religiosa] recordou: “Durante os últimos dez anos foram examinados os percursos ao longo da história, em que as Igrejas manifestaram a própria comunhão nos primeiros séculos. Nisto consiste a nossa busca de comunhão em nossos dias. Faço votos de que o trabalho da Comissão Mista possa produzir frutos abundantes para a pesquisa teológica comum e nos ajude a viver a nossa amizade fraterna.”

No portal G1, da Globo, foi veiculada a seguinte notíciaPelo menos 20 países indicaram que irão se unir ao acordo de Paris contra as mudanças climáticas em um evento na Organização das Nações Unidas (ONU) em 21 de setembro, somando-se aos 27 que já o fizeram e criando a esperança de que o pacto irá entrar em vigor até o final de 2016, disseram autoridades da ONU. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, incentivou os Estados a entregarem seus instrumentos de ratificação ou aprovação do acordo de Paris. Líderes cujas nações ainda não estão prontas para se juntar à iniciativa, mas que planejam fazê-lo neste ano, foram convidados a apresentar vídeos expressando seu compromisso, disse Selwin Hart, diretor da equipe de apoio sobre mudança climática do chefe da ONU.

“Quando começamos a ver os países que estão se unindo... ao acordo e os países que irão se comprometer a se unir antes do final do ano, ficamos absolutamente certos de que teremos o Acordo de Paris contra a mudança climática entrando em vigor até o final de 2016”, disse David Nabarro, conselheiro especial de Ban Ki-moon para a Agenda de Desenvolvimento Sustentável 2030.

Agora assista ao vídeo abaixo, sobre o evento The Gathering (semelhante ao Togheter), que será realizado amanhã nos Estados Unidos:


Percebeu que a tônica das três notícias é a mesma? União para salvar o planeta. Católicos, evangélicos e políticos estão falando a mesma língua, e se há algo que realmente os une nesse afã de preservar a Terra e salvar a religião é a guarda do domingo, conforme defendida no documento escrito por Francisco, a carta Laudato Si.

Agora veja que interessante o que Ellen White escreveu no século 19, em seu indispensável livro O Grande Conflito, página 445: “Quando, pois, se conseguir isto nos esforços para se obter completa uniformidade, apenas um passo haverá para que se recorra à força. Quando as principais igrejas dos Estados Unidos, ligando-se em pontos de doutrinas que lhes são comuns, influenciarem o Estado para que imponha seus decretos e lhes apoie as instituições, a América do Norte protestante terá então formado uma imagem da hierarquia romana, e a aplicação de penas civis aos dissidentes [fundamentalistas?] será o resultado inevitável. 

“A besta de dois chifres ‘faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita ou nas suas testas; para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome’ (Ap 13:16, 17). A advertência do terceiro anjo é: ‘Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus.’ ‘A besta’ mencionada nesta mensagem, cuja adoração é imposta pela besta de dois chifres, é a primeira, ou a besta semelhante ao leopardo, do Capítulo 13 do Apocalipse – o papado. A ‘imagem da besta’ representa a forma de protestantismo apóstata que se desenvolverá quando as igrejas protestantes buscarem o auxílio do poder civil para imposição de seus dogmas. [...] Depois da advertência contra o culto à besta e sua imagem, declara a profecia: ‘Aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus, e a fé de Jesus.’ Visto os que guardam os mandamentos de Deus serem assim colocados em contraste com os que adoram a besta e sua imagem, e recebem o seu sinal, claro que a guarda da lei de Deus, por um lado, e sua violação, por outro, deverão assinalar a distinção entre os adoradores de Deus e os da besta.”

Só não percebe quem não quer (ou quem está entorpecido) que a humanidade está rapidamente se polarizando entre aqueles que buscam a qualquer custo a paz e a união neste planeta, e aqueles que anseiam pela volta de Jesus e procuram ser fieis à Sua Palavra infalível e aos Seus mandamentos. O relativismo moral, filosófico e teológico, e o abandono da cosmovisão criacionista estão se alastrando, deixando cada vez mais isolados aqueles poucos que ainda defendem a verdade absoluta do Evangelho, a historicidade do relato de Gênesis, a vigência dos Dez Mandamentos e a segunda vinda literal de Jesus. De que lado você vai estar? Em breve, a neutralidade será uma impossibilidade. Deus nos ajude a nos fortalecermos nestes tempos de paz relativa em que a bonança precede a tempestade. [MB]

sexta-feira, setembro 09, 2016

Papa pede união e falará aos líderes mundiais

Cruzada contra os fundamentalistas
O papa Francisco pediu, nesta quinta-feira, que todas as confissões religiosas condenem “de forma conjunta e contundente” e tomem distância das ações terroristas que se amparam na religião. Ele fez esse pedido ao discursar no seminário “América em diálogo: nossa casa comum”, que a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Instituto de Diálogo Inter-religioso de Buenos Aires realizaram no Vaticano. “Percebemos com pesar que o nome da religião é usado, muitas vezes, para cometer atrocidades como o terrorismo e semear o medo e a violência e, por consequência, as religiões são identificadas como responsáveis pelo mal que as cerca. Essas ações abomináveis devem ser condenadas de maneira determinada. É preciso tomar distância de quem busca envenenar as pessoas”, disse o Pontífice. Diante disso, ele disse que é necessário mostrar os valores positivos inerentes às tradições religiosas para conseguir uma sólida esperança. “É necessário que compartilhemos as dores e as esperanças, para poder caminhar juntos, cuidando um do outro, e também da criação, na defesa e na promoção do bem comum”, acrescentou. 

Francisco destacou a importância dos encontros e da cooperação entre as variadas confissões, “baseado na promoção de um diálogo sincero e respeitoso, pois se não existe respeito recíproco não haverá diálogo inter-religioso”. Para o papa, todos os crentes têm o dever “de defender a vida, a integridade física e as liberdades fundamentais, como a de consciência, de pensamento, de expressão e de religião”.

“O mundo constantemente nos observa para comprovar qual é nossa atitude perante a casa comum e perante os direitos humanos”, explicou. E acrescentou a necessidade de colaborar entre os crentes, mas também “com os homens e mulheres de boa-vontade que não professam religião, para que demos respostas efetivas a tantas pragas de nosso mundo”.

O Vaticano receberá nos dias 2 e 3 de dezembro o Fórum Global 2016 – “The 21st Century Challenge: Forging a New Social Compact” (Desafio do século 21: Forjando um novo pacto social). A iniciativa é promovida pela revista norte-americana Time, que elegeu Francisco como “homem do ano” em 2013. Inspirados pelo convite do papa Francisco à “nobre vocação” que ajude a criar uma economia mais inclusiva e humana, os responsáveis pela economia mundial refletirão sobre melhores condições de trabalho e desenvolvimento, e como criar formas duradouras para erradicar a pobreza e o problema dos refugiados.

Em um comunicado publicado no dia 6 de setembro, Joe Ripp, presidente e administrador da revista Time, fala que o evento inédito contará com a presença de diretores-gerais das 500 empresas mais bem-sucedidas da atualidade, as 100 pessoas mais influentes do mundo, segundo a revista Fortune, e vários líderes econômicos, acadêmicos e religiosos.

Os participantes do evento discutirão tecnologia, saúde global, recursos alimentares e hídricos, energia e meio ambiente e inclusão financeira. Cada um desses temas representa um elemento crítico para a erradicação da pobreza e requer uma atenção urgente.

O primeiro dia do encontro será destinando a reuniões de grupos de trabalho sobre as temáticas. No segundo dia, os grupos deverão apresentar soluções e em seguida, terão uma audiência especial com o papa Francisco.

O papa Francisco é destacado pela Time Inc. como uma figura que “tem abordado com regularidade” essas questões, “apontando para a crescente desigualdade” e “criticando a ditadura de uma economia impessoal e desprovida de um objetivo verdadeiramente humano”.


sexta-feira, setembro 02, 2016

Para o papa Francisco, aquecimento global é pecado

Força total ao ECOmenismo
Em sua mensagem para o “Dia Mundial de Oração para o Cuidado da Criação”, na quinta-feira, o papa Francisco disse que o aquecimento global causado pelo ser humano, bem como a perda de biodiversidade são “pecados” contra Deus, que devem ser expiados com atitudes ecológicas. “O aquecimento global continua, em parte, devido à atividade humana”, disse Francisco, acrescentando que “2015 foi o ano mais quente já registrado, e 2016 provavelmente será ainda mais quente. Isso está levando a secas cada vez mais severas, inundações, incêndios e eventos climáticos extremos. A mudança climática também está contribuindo para a crise de refugiados de cortar o coração”. Repetidamente citando o Patriarca Ecumênico Bartolomeu, que tem “coragem e profeticamente continuou a apontar nossos pecados contra a criação”, Francisco fez sua nova lista de pecados ambientais, que inclui poluição, aquecimento global e desmatamento.

Durante este Ano Jubileu, “vamos aprender a implorar a misericórdia de Deus para os pecados contra a criação que não temos até agora reconhecido e confessado”, disse Francisco, propondo que os cristãos precisam se submeter a uma “conversão ecológica”. Se nossa “conversão ecológica” for real, disse o papa, ela levará a formas concretas de pensar e de agir com mais respeito à criação.

No e-mail abaixo, postado pelo jornalista Azenilto Brito em sua página no Facebook, pode-se ver que o apelo ECOmêmico trem sido forte também entre os evangélicos:

“Todos os anos, a Rede Ambiental Evangélica e os Jovens Evangélicos para a Ação Climática unem cristãos de todo o mundo para celebrar o Dia Mundial de Oração Pela Criação de Deus, em 1º de setembro. [...] Acreditamos que a oração é essencial para a ação e compreensão sobre como a Santíssima Trindade nos quer cuidando do mundo de Deus. [...] O Patriarcado Ecumênico há muito tempo designou 1º de setembro como um dia de oração pela criação de Deus, e em 2015 o papa Francisco deu apoio e uniu-se ao chamado por um Dia Mundial de Oração Pelo Cuidado da Criação pela Igreja Católica. A Igreja Ortodoxa Russa também determinou 1º de setembro como o Dia de Oração Pela Criação de Deus.

“Como evangélicos, aplaudimos esses passos de nossos irmãos e irmãs ecumênicos e afirmamos que o primeiro dia de setembro é um dia de oração pela criação de Deus e todas as pessoas de boa vontade. Os evangélicos estão se firmando sobre a Resolução de 2015 da Associação Nacional de Evangélicos que se Preocupam com a Criação de Deus, o Compromisso da Cidade do Cabo, de 2010, derivado do Movimento de Lausanne para a Evangelização Mundial, co-fundado por Billy Graham e John Stott, bem como a Iniciativa Climática Evangélica, de 2006. Esta página é oferecida para ajudar aqueles que gostariam de participar com os outros ou por si neste dia de oração, sabendo que milhares e milhares ao redor do mundo também vão estar orando. Nós lhe convidamos a se juntar a nós e a milhares de outros ao redor do mundo em oração na quinta-feira, 1º de setembro de 2016.”

Iniciativas desse tipo são positivas, sem dúvida, mas o fato é que na Bíblia já temos uma provisão divina para a preservação da natureza – o princípio do sábado, quando todas as atividades seculares deveriam ser paralisadas para o benefício dos filhos de Deus, o que, consequentemente, incluirá benefícios para toda a criação. Portanto, o princípio do sábado representa uma iniciativa semanal e não anual com tal preocupação também em vista.

Se as citadas iniciativas são positivas, elas também são preocupantes, pois já há vozes que têm entendido o valor de se parar tudo um dia por semana, com ideias de até impedir a circulação de veículos nesse “dia ecológico”. Recordo-me como na década de 70 houve situações que também levaram governos, no Brasil e em outras terras, a determinar o fechamento de postos de gasolina aos domingos. As condições e a motivação para isso na época eram diferentes, mas parece até um “ensaio” de propostas semelhantes hoje em dia, em que essa paralisação aos domingos vai parecendo mais e mais atraente por autoridades mundiais, pensando-se em beneficiar o homem, as famílias e o equilíbrio ecológico.

No dia 31 de maio de 1998, o papa João Paulo II deu a público a volumosa Carta Pastoral Domini Dies [Dia dos Senhor], com cerca de 40 páginas, na qual faz um apaixonado apelo em prol do reavivamento da observância do domingo, especialmente visando à assistência à missa dominical. O papa estava bem ciente de que a crise na guarda do domingo reflete a crise da Igreja Católica e do cristianismo em geral. A “surpreendente redução” da assistência aos serviços litúrgicos dominicais reflete, na visão do papa, o fato de que a fé está “enfraquecida” e “se reduzindo”. Se a tendência não for revertida, poderá ameaçar o futuro da Igreja Católica, no limiar do ano 2000. O papa declara: “O dia do Senhor tem estruturado a história da igreja através de dois mil anos.”

No mesmo documento, o papa apela aos católicos por todo o mundo para influenciarem seus legisladores para “defenderem” o dia de domingo em benefício das famílias. Campanhas e mais campanhas têm sido lançadas para o fechamento de instituições comerciais aos domingos por várias terras. Ultimamente, essa motivação ecológica vem-se somar a tais iniciativas de longa data. Não deixa de ser um fato muito significativo.

Como disse o Dr. Samuele Bacchiocchi, em artigo em que analisou o documento papal, “a preocupação do papa é legítima porque os cristãos que ignoram o Senhor no dia que eles chamam de ‘dia do Senhor’, finalmente ignorarão a Deus em todos os dias de sua vida. Essa tendência, se não revertida, pode significar a ruína do cristianismo. A solução para a crise deve ser buscada, todavia, não mediante apelos ao Estado para legislar sobre o dia de descanso e adoração, mas convocando os cristãos a viver de acordo com os princípios morais dos Dez Mandamentos. O quarto mandamento convoca especificamente o cristão a se lembrar do que muitos se têm esquecido, isto é, que o sétimo dia é santo ao Senhor nosso Deus (Êx 20:8-11). O papa reconhece que o sábado bíblico do sétimo dia é ‘uma espécie de arquitetura sagrada de tempo que assinala a revelação bíblica’. O desafio é ensinar ao mundo essa vital verdade bíblica”.

E encerra seu artigo declarando: “Nossa angustiada e inquieta sociedade necessita redescobrir o sábado como ‘sagrada arquitetura de tempo’, que pode edificar e estabilizar nossa vida e nosso relacionamento com Deus. Num tempo em que muitos estão buscando paz interior e descanso nas pílulas mágicas ou lugares ficcionistas, o sábado nos convida a achar essa paz íntima e o descanso, não por meio de comprimidos ou lugares, mas por meio da pessoa de nosso Salvador, que disse: ‘Vinde a Mim e Eu vos aliviarei’ (Mt 11:28).”

(Com informações de Fulcrum 7 e Azenilto Brito, via Facebook)


quinta-feira, agosto 04, 2016

Laudato Si é livro de cabeceira da elite política francesa

O jornal francês sobre economia Les Echos entrevistou cerca de 200 líderes do âmbito político e econômico na França, para saber quais eram seus livros de cabeceira. Para saber quais são os livros que inspiram tomadas de decisão dessa verdadeira elite política e intelectual francesa, foi feita a pergunta: “Em um mundo instável, imprevisível e complexo, que livros poderiam nos ajudar a compreender e agir?” Entre os vinte livros mais citados, estão desde clássicos como A arte da guerra, de Sun Tzu, ou Ensaios, de Michel de Montaigne, até obras de atualidade sobre a revolução informática e suas consequências na organização dos negócios, a economia, as últimas crises financeiras, passando por reedições de autores consagrados (Primo Levy, Stefan Zweig), livros de história ou biografias de empreendedores. A grande surpresa, no entanto, foi a presença do papa Francisco na lista. De fato, a encíclica Laudato Si ocupa o 9º lugar entre os títulos mais citados por personalidades políticas e empresariais da França. “Um papa argentino de 79 anos critica vigorosamente o sistema econômico atual e resulta ser um dos autores mais citados pelo establishment francês”, escreveu a Les Echos ao comentar o resultado da pesquisa. “Quem poderia acreditar! Em particular, é a Laudato Si, redigida em 2015, a que marcou os espíritos. Um texto de 192 páginas em que o Papa faz um chamado para salvaguardar nossa “casa comum”. Fustiga nosso modelo econômico e social baseado no consumismo extremado, nossa ‘cultura do descarte’. Fala da dívida ecológica que o Norte tem com o Sul, da falta de acesso à água potável, da perda da biodiversidade. E invoca a ideia de ‘decréscimo’.”

“O cardeal Bergoglio não é economista”, avalia o texto da Les Echos, não cita cifras, nunca apoia suas análises em teorias. Tudo vem de sua experiência de pastor em Buenos Aires, em contato com os pobres. Seu desejo? Instaurar uma “ecologia humana”, escutar “tanto os gritos da terra, como dos homens”. Laudato Si teve uma repercussão especial na véspera da Conferência de Paris sobre o clima [...]. Outros textos citados do papa Francisco são O nome de Deus é misericórdia e a Alegria do Evangelho.”

Laudato Si é recomendada, por exemplo, por Pierre-André de Chalendar (da multinacional Saint-Gobain, especializada em engenharia de materiais) e pela deputada Nathalie Kosciusko-Morizet, ex-ministra de Ecologia, Desenvolvimento Sustentável, Transporte e Habitação.

Mesmo que a inclusão de textos de Bergoglio possa surpreender num primeiro momento, duas tradições francesas poderiam explicá-la: por um lado, a vigência do catolicismo francês (muito frutífero, em especial no plano das ideias) e, por outro, a força que teve nesse país a ideia de um capitalismo social, em contraposição ao outro, considerado “selvagem”.

Basta recordar o já clássico ensaio de Michel Albert, Capitalismo contra capitalismo, que postula a existência de um modelo “renano” ou de uma “economia social de mercado”, oposta ao ultraliberalismo, porém, respeitosa dos mecanismos de mercado, que seria a de países como França e Alemanha.


Nota: Faltou a Les Echos mencionar que a Laudato Si dedica toda uma seção para defender a guarda do domingo como uma das “soluções” para o aquecimento global (fenômeno que talvez nem ocorra como se prevê [confira]). De qualquer forma, fica claro que o papa Francisco e suas ideias têm grande influência sobre os poderosos deste mundo. No Brasil, também há organizações e lideranças estudando a encíclica. [MB]

O tempo presente é de dominante interesse para toda pessoa. Governadores e estadistas, homens que ocupam posições de confiança e autoridade, homens e mulheres pensantes de todas as classes, têm sua atenção posta nos acontecimentos que tomam lugar ao nosso redor. Estão observando as relações que existem entre as nações. Eles examinam a intensidade que está tomando posse de cada elemento terreno, e reconhecem que algo grande e decisivo está para acontecer – que o mundo está no limiar de uma crise estupenda” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 537). 


domingo, julho 10, 2016

A estranha quase-profecia do cardeal Biffi

As declarações hoje soariam estranhas
Há pouco menos de dez anos, o líder católico disse que o anticristo seria ecologista, pacifista e ecumêmico

O cardeal Giacomo Biffi (1928-2015) apresentou a Bento XVI e à Cúria Romana “a advertência profética de Vladimir S. Soloviev” sobre o anticristo. O pregador dos exercícios espirituais fez referência ao filósofo e poeta russo, que viveu entre 1853 e 1900, para explicar que o anticristo, na verdade, consiste em reduzir o cristianismo a uma ideologia, em vez de ser um encontro pessoal com Cristo salvador. Citando a obra de Soloviev, Três diálogos (1899), o arcebispo emérito de Bolonha recordou que “o anticristo se apresenta como pacifista, ecologista e ecumênico. Convocará um Concílio ecumênico e buscará o consenso de todas as confissões cristãs, concedendo algo a cada um. As massas o seguirão, menos alguns pequenos grupos de católicos, ortodoxos e protestantes”, disse.

Segundo a síntese de sua pregação [...], oferecida pela Rádio Vaticano, o cardeal explicou que “o ensinamento que o grande filósofo russo nos deixou é que o cristianismo não pode ser reduzido a um conjunto de valores. No centro do ser cristão está, de fato, o encontro pessoal com Jesus Cristo”. “Chegarão dias nos quais na cristandade se tratará de resolver o fato salvífico em uma mera série de valores”, escreveu Soloviev nessa obra.

Em seu “Relato sobre o anticristo”, Soloviev prevê que um pequeno grupo de católicos, ortodoxos e filhos da Reforma resistirá e responderá ao anticristo: “Tu nos dás tudo, menos o que nos interessa: Jesus Cristo.”

Para o cardeal Biffi, essa narrativa é uma advertência. “Hoje, de fato, corremos o risco de ter um cristianismo que põe entre parênteses Jesus com sua Cruz e Ressurreição”, lamentou.

O arcebispo explicou que, se os cristãos se “limitassem a falar de valores compartilháveis, seriam mais aceitos nos programas de televisão e nos grupos sociais. Mas dessa maneira teriam renunciado a Jesus, à realidade surpreendente da Ressurreição”.

Para o purpurado italiano, este é “o perigo que os cristãos correm em nossos dias”: “O Filho de Deus não pode ser reduzido a uma série de bons projetos homologáveis com a mentalidade mundana dominante.” [...]

O pregador dos exercícios precisou na capela Redemptoris Mater, do Palácio Apostólico do Vaticano, que “há valores relativos, como a solidariedade, o amor pela paz e o respeito pela natureza. Se estes se convertem em absolutos, desarraigando ou inclusive opondo-se ao anúncio do fato da salvação, então esses valores se convertem em instigação à idolatria e em obstáculos no caminho da salvação”.

Ao concluir, o cardeal Biffi afirmou que, “se o cristão, para abrir-se ao mundo e dialogar com todos, dilui o fato salvífico, fecha-se à relação pessoal com Jesus e se coloca do lado do anticristo”.


Nota: É realmente irônico que essas palavras do cardeal Biffi, ditas no ano de 2007, descrevam exatamente o perfil do atual papa Francisco: ecologista, pacifista e ecumêmico. Biffi morreu em 2015. Será que continuou sustentando seu ponto de vista? [MB]

domingo, maio 15, 2016

Católicos e budistas unidos pelo meio ambiente

O ECOmenismo avança
O Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso enviou uma mensagem aos budistas do mundo para marcar a festa de Vesakh, que comemora o nascimento, a iluminação e a morte de Buda Gautama. A mensagem deste ano foi inspirada na encíclica Laudato Si, do papa Francisco. “Como a crise da mudança climática decorre da atividade humana, nós, cristãos e budistas, devemos trabalhar juntos para confrontá-la com uma espiritualidade ecológica”, escreveu o cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Conselho Pontifício. “A aceleração dos problemas ambientais globais adicionou urgência à cooperação inter-religiosa.” O cardeal Tauran concluiu convidando católicos e budistas para “cooperar juntos em libertar a humanidade do sofrimento causado pelas alterações climáticas, e contribuir para o cuidado de nossa casa comum”.

Nota 1: A mensagem do Conselho Pontifício afirma, também, que precisamos mudar nosso estilo de vida, se quisermos salvar o planeta. E diz mais: “Há uma necessidade premente de os seguidores de todas as religiões ultrapassarem as fronteiras e se unirem na construção de uma ordem social ecologicamente responsável com base em valores compartilhados.” Se quiser entender melhor as implicações proféticas desse ecumenismo ecológico, assista ao vídeo abaixo. [MB]

Nota 2: O tema do aquecimento global tem sido usado cada vez mais como "cola" para unir movimentos, ideologias, religiões e pessoas com os mais diversos pontos de vista. Inclusive não é de hoje que até mesmo universidades seculares vêm sediando eventos com discussões voltadas a essa temática ECOmênica. A UFMG é um exemplo disso. Confira aqui. [MB]

domingo, abril 24, 2016

Acordo climático abre espaço para autoridade mundial

Comemoração pelo acordo aprovado
[É interessante conferir a posição deste site evangélico com respeito à assinatura do acordo climático no dia 22. Meus comentários seguem logo após o texto. – MB]

Vocês se lembram do fracassado Tratado de Copenhague? Mais uma vez os globalistas e eco-fascistas querem impor goela abaixo esse tratado que visa a facilitar ainda mais sua interferência nas soberanias nacionais, abrir espaço para a criação de uma autoridade única mundial e, é claro, gerar mais lucros. Tudo isso usando como justificativa a farsa do aquecimento global. Mais de 150 países [assinaram na] sexta-feira (22) o acordo sobre mudanças climáticas fechado em dezembro do ano passado em Paris, durante a COP 21. A assinatura [foi feita] em uma cerimônia na sede da ONU, em Nova York, na qual [havia] mais de 60 chefes de Estado e de governo, entre eles a brasileira Dilma Rousseff. Nunca antes na história da organização se tinha alcançado um número tão alto de países que assinam uma convenção internacional no primeiro dia em que fica aberta para assinatura.

Entre os signatários [estavam] algumas das maiores potências industriais do mundo e vários dos principais emissores de gases do efeito estufa, como China, Estados Unidos, Índia, Japão e vários países da União Europeia. O acordo é o primeiro pacto universal de luta contra a mudança climática de cumprimento obrigatório e determina que seus 195 países signatários ajam para que a temperatura média do planeta sofra uma elevação “muito abaixo de 2 °C”, mas “reunindo esforços para limitar o aumento de temperatura a 1,5 °C”.

A adoção do texto de Paris, que colocou fim a anos de complexas e trabalhosas negociações, “não quer dizer que as partes aderem automaticamente ao acordo”, lembra Eliza Northrop, do World Resources Institute. Ainda são necessárias duas etapas: a assinatura (aberta de sexta-feira até abril de 2017) e a ratificação em função das regras nacionais (votação pelo parlamento, decreto, etc.). Formalmente, para entrar em vigor, o acordo de Paris precisa ser ratificado por 55 países que representem 55% das emissões mundiais de gases de efeito estufa. [...]

A partir [da] sexta, o acordo precisa ser submetido, a “ratificação, aceitação ou aprovação” dentro de cada país. Isso significa que, em países como os Estados Unidos – onde o Congresso de maioria republicana resiste a aprovar medidas de corte de emissão, as decisões podem ser implementadas por decretos presidenciais – sem a aprovação de leis no sentido estrito, envolvendo decisões do poder legislativo.

Esse subterfúgio jurídico desfaz um nó que durou décadas na negociação do acordo do clima, com a União Europeia, o Brasil e outros grandes emissores exigindo um acordo “legalmente vinculante”, e os EUA se esquivando.

Nota: Para dar uma força aos líderes que participaram da reunião na ONU, o papa Francisco, grande promotor do combate ao aquecimento global, tuitou neste fim de semana: “Uma verdadeira abordagem ecológica sabe cuidar do ambiente e da justiça, ouvindo o clamor da terra e o clamor dos pobres”, e: “As mudanças climáticas constituem hoje um dos principais desafios para a humanidade, e a resposta requer a solidariedade de todos.” Quer por solidariedade e união de todos, quer por decretos presidenciais, uma coisa é certa: o ECOmenismo avança a passos largos e, para que não se esqueça, uma das propostas do papa para ajudar a conter esse problema ambiental que estaria ameaçando a vida neste planeta, é justamente o descanso dominical, a fim de que a Terra possa “descansar”. Está lá da encíclica Laudato Si, documento que vem sendo estudado por muitas pessoas e organizações ao redor do mundo. Será que chegaremos ao ponto em que um decreto presidencial obrigará as pessoas a descansar no domingo para o “bem de todos”? Alguns “ensaios” locais já vêm sendo feitos. Na ONU, Ban Ki-Moon chegou a dizer que estamos em uma corrida contra o tempo” (confira). [MB]

quarta-feira, março 16, 2016

Aumento de temperaturas em 2016 torna acordo urgente

ECOmenismo de vento em popa
Um aumento recorde de temperaturas em 2016 ligado ao aquecimento global e ao fenômeno climático El Niño no oceano Pacífico torna mais urgente a adoção do acordo sobre o clima assinado por 195 nações em dezembro para diminuir as emissões de gases do efeito estufa e assim frear as mudanças climáticas, disseram cientistas nesta segunda-feira (14). As temperaturas globais médias ficaram 1,35 ºC acima do normal para fevereiro no mês passado, a maior alta de temperatura de qualquer mês levando em conta uma base de dados do período 1951-1980, de acordo com informações da Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa) divulgadas no fim de semana. O recorde anterior fora estabelecido em janeiro, resultante de um aumento dos gases de efeito estufa na atmosfera e do El Niño, que libera calor a partir do Pacífico. “Acho que até os climatologistas mais radicais estão olhando isso e dizendo: ‘Mas como é possível?’”, disse David Carlson, diretor do Programa Mundial de Pesquisas Sobre o Clima da Organização Meteorológica Mundial, uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU), a respeito da disparada nos termômetros. “É espantoso”, afirmou ele à Reuters. “Certamente é um planeta alterado... isso nos deixa apreensivos quanto ao impacto no longo prazo.”

Cientistas dizem que o aquecimento global está causando chuvas e secas mais intensas e a elevação do nível dos mares. Jean-Noel Thepaut, chefe do Serviço de Mudança Climática Copérnico, do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Alcance, disse que a tendência de aquecimento no longo prazo “torna a implementação do acordo de Paris urgente”. Ele enfatizou que 15 dos 16 anos mais quentes de que se tem registro aconteceram no século 21.

Em dezembro de 2015, 195 países presentes à cúpula do clima da ONU em Paris firmaram um acordo com o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa a zero até 2100, abandonando os combustíveis fósseis em favor de energias mais limpas, como a eólica e a solar.


Nota: Eles têm pressa... [MB]

sexta-feira, março 04, 2016

DiCaprio encontra o papa e defende ECOmenismo no Oscar

DiCaprio com o papa, em janeiro
No dia 28 de janeiro, o papa recebeu de maneira privada no Vaticano o ator e produtor norte-americano Leonardo DiCaprio (famoso por interpretar Jack, no filme “Titanic”). Pelo menos a pauta da conversa é conhecida: a defesa do meio ambiente e o aquecimento global. Criado em Los Angeles, em uma família católica de origem italiana e alemã, DiCaprio se diz ateu, mas, quando o assunto é “salvar a Terra”, conforme tenho dito aqui desde 2008, todos se unem e deixam de lado suas ideologias (bem, nem todos...). Exatamente um mês depois, DiCaprio foi agraciado com o Oscar de melhor ator em “O Regresso”. No clássico discurso de agradecimento (veja aqui), sobre o que ele falou? Exatamente: sobre meio ambiente e aquecimento global. Ele apelou para que deixemos de “encarar o mundo como algo garantido”. E disse mais: “A mudança climática é real, está acontecendo agora mesmo. É a ameaça mais urgente que a nossa espécie precisa enfrentar. Precisamos trabalhar juntos e deixar de procrastinar. Precisamos apoiar os líderes de todo o mundo que não falam em nome das grandes corporações poluentes, mas sim de toda a humanidade, dos povos indígenas, de bilhões de pessoas desfavorecidas que serão as mais afetadas por tudo isto, das crianças e de tanta gente cujas vozes foram afogadas pela política da cobiça.”

Leonardo DiCaprio é mais uma voz (bastante ouvida, por sinal) a engrossar o coro ECOmênico por uma liderança global capaz de impedir que a humanidade se destrua; capaz de proteger nossa “casa comum”; capaz de unir a todos – crentes e descrentes – nessa causa nobre e urgente. Nada mais profético! [MB]

quinta-feira, janeiro 07, 2016

Champs Élysées fechada para carros um domingo ao mês

A ideia é simpática
A avenida Champs Élysées, em Paris, será fechada para carros um domingo por mês para que os pedestres fiquem livres para transitar, anunciou a prefeita da capital francesa nesta quarta-feira (6). A prefeita Anne Hidalgo, socialista, disse que seus planos para a elegante avenida e ponto da cidade muitas vezes usado para cerimônias nacionais, são parte de uma série de medidas ambientalmente amigáveis planejadas para 2016. Outros planos incluem abrir para os pedestres, permanentemente, um trecho de estrada de alto tráfego na margem direita do Sena. Milhares de parisienses passearam pelos quase dois quilômetros na Champs Élysées no último domingo de setembro, quando a avenida foi fechada como parte de um evento europeu de dia sem carro. Anne Hidalgo disse que toda a cidade de Paris deveria ser fechada para carros na próxima edição do evento. Com forte presença de museus, teatros e lojas de luxo, a avenida de dez faixas é um grande centro turístico em uma das cidades mais visitadas do mundo.


Nota: É mais uma inciativa que mostra como a ideia do descanso dominical vai se tornando simpática no mundo. Nem precisa ser religioso para perceber que leis que restrinjam certas atividades aos domingos poderão beneficiar as famílias, os cidadãos e o planeta Terra. Esse é o argumento. E quem discordar será muito mal visto e mal interpretado... Essa proposta do descanso dominical como uma das soluções para conter o aquecimento global e a desagregação da família vem sendo fortemente defendida pelo papa Francisco, que, inclusive, dedicou um capítulo da encíclica Laudato Si justamente para defender a ideia. Francisco tem se firmado como grande líder mundial. No vídeo abaixo, ele defende que se deixem de lado as diferenças religiosas em nome do amor, no maior espírito ecumênico possível. [MB]


quarta-feira, dezembro 16, 2015

COP 21: Estados Unidos lideram esforços ECOmênicos

Tributo à liderança norte-americana
O presidente norte-americano Barack Obama disse neste sábado (12), horas depois que a COP 21 da ONU aprovou o acordo climático global, que o documento é ambicioso e estabelece o mecanismo para os países resolverem o problema do aquecimento global de maneira contínua. O acordo aprovado pela plenária da cúpula do clima de Paris é o primeiro de extensão global para frear as emissões de gases do efeito estufa e para lidar com os impactos da mudança climática. O acordo determina que seus 195 países signatários ajam para que temperatura média do planeta sofra uma elevação “muito abaixo de 2 °C”, mas “reunindo esforços para limitar o aumento de temperatura a 1,5 °C”. “Nenhum acordo é perfeito, incluindo esse”, disse o presidente em pronunciamento na Casa Branca, em Washington. “O problema [aquecimento global] não está solucionado por causa desse acordo. Mas não se equivoquem, o acordo de Paris estabelece a estrutura que o mundo precisa para solucionar a crise do clima. Ele cria o mecanismo, a arquitetura para nós resolvermos esse problema de maneira contínua e efetiva”, disse.

“O acordo é ambicioso, com todas as nações estabelecendo comprometimento com suas metas específicas”, e citou a revisão do acordo a cada cinco anos, prevista no texto. Segundo o presidente, a implementação desse acordo vai permitir adiar ou evitar algumas das piores consequências das mudanças climáticas.

No pronunciamento, Obama parabenizou os países da ONU por “trabalharem juntos para combater uma ameaça às pessoas de todas as nações. Juntos nós mostramos o que é possível quando o mundo se junta”, afirmou. Também afirmou que o texto aprovado em Paris envia um “sinal poderoso de que o mundo está comprometido com um futuro de baixo carbono”.

O presidente também destacou as iniciativas norte-americanas no combate às mudanças climáticas. “Hoje os americanos podem se orgulhar, porque esse acordo é um tributo à liderança dos EUA”, disse o presidente.

Mais cedo, antes do pronunciamento, Obama tuitou: “Isto é enorme: quase todos os países no mundo acabam de assinar o acordo de Paris sobre mudanças climáticas - graças à liderança dos Estados Unidos.” 


Nota: Nas reuniões anteriores (como em Kyoto, em 1998), os Estados Unidos não se dispuseram a cumprir metas. A mudança de membro “apático” para líder de esforços é realmente digna de nota, já que o Apocalipse apresenta a nação norte-americana como protagonista na História. Releia os trechos grifados na notícia acima para perceber como as nações, desta vez, estão unidas em torno de uma causa comum – exatamente como queria o papa Francisco, que vem chamando a Terra de “nosso lar comum”. É o poder de coalizão do ECOmenismo sendo posto à prova e se demonstrando realmente efetivo. Agora é aguardar as propostas concretas dos países para o combate ao aquecimento global, lembrando que o “líder moral” da humanidade já propôs o descanso dominical como um item no pacote de ações que visam a salvar o planeta e as famílias. Proposta essa que certamente será levada a sério pelos Estados Unidos (cuja Suprema Corte tem maioria católica) e imitada pelo resto do mundo. É esperar para ver. E trabalhar enquanto isso. [MB]


sexta-feira, dezembro 11, 2015

Cientista mostra que a Nasa manipula dados climáticos

Friedrich-Karl Ewert
Depois de examinar os registos climáticos de 1.153 estações meteorológicas de todo o mundo, dados que remontam a 1881, o professor Friedrich-Karl Ewert fez uma descoberta interessante. Esse geólogo aposentado e perito em computação de dados da Universidade Paderborn descobriu evidências de manipulação de dados climáticos entre 2010 e 2012, pelo Goddard Institute of Space Studies (GISS, uma divisão da Nasa). Quando os dados publicamente disponíveis arquivados em 2010 são comparados com os dados fornecidos pela Nasa em 2012, verifica-se uma diferença clara entre os dois. O GISS tem estado a alterar retroativamente dados passados para fazer parecer que o planeta está aquecendo, especialmente após o ano de 1950. Na realidade, os dados originais mostram que o planeta realmente esteve a arrefecer ao longo da segunda metade do século 20. Ao todo, dez diferentes métodos estatísticos foram utilizados para alterar a trajetória do clima do arrefecimento para o aquecimento. 

“Utilizando os dados da Nasa de 2010, globalmente a temperatura da superfície de 1940 até hoje caiu 1,11 ºC e desde 2000 caiu 0,4223 ºC. O arrefecimento atingiu todos os continentes, exceto a Austrália, a qual aqueceu 0,6339 ºC desde 2000. Os números da Europa: de 1940 a 2010, utilizando os dados de 2010, houve um arrefecimento de 0,5465 ºC e um arrefecimento de 0,3739 ºC desde 2000. Os dados originais mostram quatro fases de arrefecimento e três de aquecimento desde 1881, e estamos atualmente numa fase de arrefecimento. Uma vez que os ciclos de aquecimento ocorreram antes que houvesse qualquer subida significativa nos níveis de CO2, Ewer concuiu que “não se pode ver uma influência das nossas emissões de CO2 sobre as temperaturas”. 

Embora a sua revelação tenha sido anunciada pela primeira vez numa conferência climática em 2012, ela só agora está chegando ao conhecimento público. Contudo, de certo modo, duvido que a seita climática esteja prestes a mudar de tom. 


Nota: Já destaquei aqui no blog a possibilidade de que o aquecimento global tenha outras causas, que não majoritariamente a humana (confira). O fato é que, se real ou não, essa bandeira vem sendo instrumentalizada por pessoas e instituições que têm grandes interesses na engenharia social, estimulando o instinto de rebanho para conseguir se intrometer no estilo de vida das pessoas. [MB]

quarta-feira, dezembro 09, 2015

Schwarzenegger: “quase” vegetariano em prol do clima

Pessoas precisam mudar estilo de vida
O ator Arnold Schwarzenegger, ex-governador da Califórnia, tem uma sugestão para contribuir com o combate às mudanças climáticas. Em entrevista ao site da BBC, o astro disse que as pessoas deveriam ficar sem comer carne dois dias por semana. Na opinião dele, pedir ao mundo para se tornar 100% vegetariano seria demais. De acordo com estimativas da ONU, emissões provenientes da pecuária, do desmatamento e da pesca praticamente dobraram nos últimos 50 anos e podem aumentar mais 30% até 2050. Segundo Schwarzenegger, a agropecuária produz cerca de 28% dos gases do efeito estufa. “As pessoas não vão aceitar parar de comer carne para sempre. Mas as pessoas podem topar não comer carne um ou dois dias por semana. Tem que começar devagar. É um desafio, mas não significa que não deve ser feito.” O ator fez uma palestra para um auditório lotado de estudantes no Sciences Po, um instituto de ciências políticas em Paris, onde acontece a Conferência do Clima COP-21. A plateia aplaudiu o otimismo do ex-governador.


Nota: Imagino o momento em que figuras famosas como Schwarzenegger vão dizer, em apoio à proposta do papa Francisco, que ajudaria muito se todos descansassem ao menos aos domingos, evitando dirigir carros, ficando com a família, a fim de que a Terra pudesse, também, “descansar”. [MB]

quarta-feira, novembro 25, 2015

Para “salvar o planeta” coma menos carne

Querem mudar os hábitos das pessoas
Você sabia que cortando o seu churrasquinho de fim de semana pode estar ajudando a combater a seca que desatou a crise da falta d’água em São Paulo ou o derretimento das geleiras no Ártico? Pelo menos é o que sugere um estudo britânico que defende que comer muita carne não só faz mal à saúde, como também faz mal ao planeta - e propõe uma série de medidas para reduzir o consumo do produto no mundo. No estudo Changing Climate, Changing Diets (Mudando o Clima, Mudando a Dieta), publicado semanas após um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), recomenda-se um limite no consumo de carne vermelha e relaciona-se a ingestão de carnes processadas a um aumento do risco de câncer colorretal. Pesquisadores do centro de estudos Chatham House (também conhecido como Instituto Real de Assuntos Internacionais) dizem que a adoção de uma dieta “sustentável” - com níveis moderados de consumo de carne vermelha - poderia contribuir com um quarto da meta global de cortes na emissão de gases causadores do efeito estufa até 2050.

A pesquisa, divulgada nesta terça-feira, diz que o consumo global de carne tende a aumentar 76% até meados do século e que em países industrializados já se come, em média, duas vezes mais carne do que os especialistas recomendam. “O resto da população global não pode convergir para os níveis de consumo de carne dos países desenvolvidos sem que haja um custo social e ambiental imenso”, diz. “São padrões incompatíveis com o objetivo de evitar o aquecimento global.”

“É claro que não estamos defendendo que todos devem se tornar vegetarianos” [o que não seria nada mal], explicou à BBC Brasil Antony Froggatt, que assina o estudo junto com as pesquisadoras Laura Wellesley e Catherine Happer. “Mas, sim, que são necessárias políticas que ajudem a informar melhor a população sobre o problema e favoreçam níveis de consumo de carne mais saudáveis e sustentáveis, reduzindo o excesso onde ele existe.”

O relatório menciona dados da FAO, braço da ONU para a agricultura e alimentação, segundo os quais a criação de animais para o abate ou a produção de leite e ovos responde por 15% das emissões globais de gases do efeito estufa - o equivalente às emissões de todos os carros, caminhões, barcos, trens e aviões que circulam mundo afora.

O problema estaria em parte ligado ao fato de que a digestão de gado bovino libera grande quantidade de gás metano, um dos grandes vilões do efeito estufa. Também haveria um efeito negativo derivado do desmatamento para criação de pastagens e de gases emitidos com a aplicação de adubos e fertilizantes sintéticos.

O estudo da Chatham House faz um levantamento exclusivo sobre as atitudes de pessoas de 12 países - entre eles o Brasil - sobre o consumo de carne, a relação entre a criação de animais e as mudanças climáticas e possíveis políticas públicas para lidar com a questão. O objetivo, segundo seus autores, seria entender “como o ciclo de inércia pode ser quebrado e uma dinâmica positiva de ação do governo e da sociedade pode ser criada”.

Entre as medidas propostas estão políticas para expandir a oferta de alimentos que sejam uma alternativa à carne, mudanças nos cardápios nas escolas e outras instituições públicas, o estabelecimento de diretrizes internacionais sobre o que seria uma dieta “sustentável e saudável” e o fim dos subsídios aos produtores de carne onde eles existem.

Não é de hoje que os cientistas tem tentado entender o impacto ambiental da produção pecuária e medir a emissão de gases poluentes nessa atividade. Em 2009, um grupo de pesquisadores brasileiros ligados ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) concluiu que a pecuária poderia ser responsável por quase 50% das emissões totais de gases de efeito estufa no país.


Nota: A sugestão agora é cortar o churrasquinho do fim de semana. Logo mais será deixar de fazer compras no domingo e reservar esse dia para a família, para a natureza. Essas “atitudes de fim de semana” serão cada vez mais apresentadas como possíveis soluções (não muito difíceis de colocar em prática) para conter o aquecimento global. [MB]