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quinta-feira, 30 de maio de 2013

O INCRÍVEL CASO DO MAIOR LENHADOR DO MUNDO

Na foto, porto-alegrense aguarda o pôr-do-sol na nova orla do Guaíba


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Na seção de classificados do tabloide, o anúncio pedia um lenhador. "Favor não se apresentar sem experiência", advertia o texto. Animado, Fortunati achou que a vaga estava no papo. Botou suas motosserras na caçamba e foi ao endereço indicado.

- Eu vim por causa do anúncio.
- Mas eu preciso de um lenhador, não de um poste - respondeu o anunciante.
- Mas, eu sou lenhador, senhor.
- Sei, sei...E tem experiência na função?
- Tenho, sim, senhor.
- Então, diga: já trabalhou onde?
- Na Floresta do Saara, senhor.
- Desculpe, não seria Deserto do Saara?
- Bem...isso é agora, né?
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quarta-feira, 6 de março de 2013

DONOS DA RBS INSTALAM CANTEIRO DE OBRAS EM TERRENO PÚBLICO


Um terreno pertencente ao DMAE - Departamento Municipal de Águas e Esgotos - localizado na Rua Marcílio Dias, 368, no bairro Menino Deus, em Porto Alegre, foi entregue, de mão beijada, pela Prefeitura, para que a Maiojama (empreiteira dos donos da RBS) instalasse ali parte do canteiro das obras do edifício-garagem que está sendo construído do outro lado da rua. O terreno, que é propriedade do povo porto-alegrense, foi todo ocupado por contêineres da construtora, além de ter sido transformado em estacionamento "exclusivo" dos funcionários graduados do empreendimento privado. 
Diferentemente da privatização do espaço aéreo da Av. Praia de Belas, que foi negociado em "37 mudas" (não se sabe de quê), não há informação de que o prefeito José Fortunati tenha "exigido" algo da Famiglia Sirotsky como "compensação" pela invasão da propriedade pública.
Para quem não sabe, o nome Maiojama é a sonora mistura dos nomes de MAurício; IOne, mulher de Maurício; JAyme; e MArlene, mulher de Jayme, todos Sirotsky, donos do Grupo RBS - conglomerado mafiomidiático que opera 20 emissoras de televisão (afiliadas à Rede Globo), 21 emissoras de rádio e oito jornais diários em dois estados brasileiros (RS e SC).

sexta-feira, 1 de março de 2013

TABLOIDE DA RBS ABAFA EPIDEMIA DE DENGUE EM PORTO ALEGRE PARA BLINDAR PREFEITO


Ilustração: Depto. de Ontomologia da RBS


Diferentemente da postura adotada nos primeiros meses de 2008, quando entrou de cabeça na campanha criminosa desencadeada por uma colunista cheirosa da Folha de S.Paulo, o tabloide Zero Hora está empenhado, agora, em transformar o surto de dengue que assola a capital gaúcha em notícia de rodapé, como se fosse coisa de menor importância.
  
A despeito da divulgação do alarmante índice de infestação do mosquito transmissor em Porto Alegre (4,6%), apontado pelo Levantamento de Índice Rápido de Aedes Aegypti  -  que supera em 300% o aceitável pelo Ministério da Saúde (1%) - , a gazetinha da RBS destinou à notícia um miserável espaço no cantinho da página 46, sem direito, sequer, a uma chamadinha na capa. Repare bem: esconderam a informação na seção "Região Metropolitana", como se Porto Alegre fosse uma cidadezinha pertencente à Grande Cachoerinha...
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Explica-se.  Em 2008, o mosquito era federal, e a responsabilidade era do governo de Luís Inácio Lula da Silva. Valia tudo, inclusive provocar pânico na população, com manchetes escandalosas e infográficos amedrontadores.

Agora, em 2013, o inseto está na jurisdição do município, e o prefeito da cidade chama-se José Fortunati, amiguinho e parceiro do conglomerado mafiomidiático da Famiglia Sirotsky.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

PREFEITURA DE PORTO ALEGRE PRIVATIZA ESPAÇO AÉREO PARA BENEFICIAR DONOS DO GRUPO RBS - OBRA FERIU OPERÁRIO E DESTRUIU REDE ELÉTRICA

O mundo maravilhoso dos Sirotsky


Vida real: sai de baixo!

Não bastasse a entrega do Paço Municipal e do Largo Glênio Peres - dois ícones da paisagem porto-alegrense - ao controle de uma multinacional de refrigerantes, a Prefeitura de Porto Alegre, sob o comando de José Fortunati (e de seu antecessor José Fogaça), deu, de mão beijada, o comando do espaço aéreo da capital gaúcha para uma das empresas dos mesmos proprietários do Grupo RBS, no caso, a Maiojama Empreendimentos Imobiliários, braço de concreto do conglomerado da Famiglia Sirotsky (cujo capo é réu na Justiça Federal, acusado pelo MP de crime contra o Sistema Financeiro Nacional). Para quem não sabe, o nome Maiojama é a sonora mistura dos nomes de MAurício; IOne, mulher de Maurício; JAyme; e MArlene, mulher de Jayme, todos Sirotsky.

Desde o dia 4 de novembro de 2012, quem passa pela Avenida Praia de Belas, na altura do shopping center homônimo, fica estarrecido com a horrenda e ameaçadora passarela suspensa sobre a via, ligando o 3º piso do tradicional centro comercial ao 6º pavimento de um prédio-garagem que está em construção na margem direita da avenida, no sentido bairro-centro. A instalação cruza sobre a cabeça dos transeuntes a 14,40 metros de altura, em uma extensão de 62 metros. Na verdade, o edifício-garagem (uma aberração arquitetônica com 10 andares) é parte de um complexo "empresarial" que abrigará escritórios e vagas para 1800 carros. Trata-se de mais um empreendimento da Maiojama, que gaba-se por aí de seu portento, "a maior passarela metálica com vão livre da região Sul do Brasil". 

Como sói acontecer em intervenções urbanas de tamanha magnitude, o poder municipal "exigiu" uma contrapartida dos empreendedores: em troca do espaço público - a parte aérea da Avenida Praia de Belas -, a Prefeitura de Porto Alegre cobrou dos construtores, à guisa de "medida compensatória" para a cidade, o "plantio de 37 mudas", sabe-se lá de quê. Verdadeira exorbitância, convenhamos.
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Placa na obra: tudo nos conformes

Não contente, contudo, em adonar-se do céu porto-alegrense, a empreiteira arrogou-se, também, o direito de decidir quem pode e quem não pode transitar pela quadra que vai da Rua Marcílio Dias à Rua Múcio Teixeira, no bairro Menino Deus, território da obra. Durante os três meses em que dois gigantescos guindastes içavam as pesadíssimas peças de concreto pré-moldado, para montar o lego macabro dos Sirotsky, peões eram escalados para bloquear o tráfego naquela via, transtornando a vida de moradores do bairro e de motoristas em geral. 
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Proibido atrapalhar a obra dos patrões do Lasier Martins


Ninguém pode passar. Nem a Prefeitura, para coletar o lixo

A prerrogativa legal de fiscalizar, orientar e controlar o trânsito nas ruas da capital gaúcha é da EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação), uma autarquia municipal. No entanto, os "azuizinhos", como são chamados os agentes da EPTC, jamais deram as caras por ali. Exceto na tarde desta terça-feira, 26.

A quase-tragédia que ZERO HORA abafou

Eram pouco mais de 14h30 desta terça-feira quando uma enorme grua, com cerca de 25 metros de "altura", entornou sobre a Rua Marcílio Dias, arrebentando a cerca de ferro do Tribunal Regional do Trabalho e derrubando um poste, carregando consigo toda a fiação elétrica e telefônica. O equipamento estava sendo utilizado na obra do edifício-garagem da Maiojama/RBS e, ao tombar, feriu gravemente o trabalhador que o operava. Além disso, todo o bairro ficou sem energia elétrica, telefone, internet e TV a cabo. 
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Operário caiu sobre as grades do TRT

Ah, vira, virou!

Faltou luz? A culpa é do Tarso!  


Ao noticiar o acidente em sua edição online, o tabloide Zero Hora superou-se em matéria de desfaçatez, omitindo que o fato ocorrera em uma obra da Maiojama (vamos relevar a ignorância dos redatores, que revelaram desconhecer a diferença entre um guindaste e uma grua). Como se fosse pouco, a gazetinha digital dos Sirotsky, tratou logo de transferir para a CEEE (Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica) o ônus pela falta de luz. 
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Maiojama? Não conheço!


















Não é a primeira vez que o conglomerado mafiomidiático dos Sirotsky faz lucrativos negócios com o grupo político que ocupa a Prefeitura de Porto Alegre. Em setembro de 2007, o prefeito José Fogaça, que tempos depois abdicou para a posse de Fortunati, entregou, de graça, as instalações da Usina do Gasômetro (edifício símbolo da cidade) para uma "exposição comemorativa" dos 50 anos do Grupo RBS. Durante quase três meses, os cidadãos de Porto Alegre foram privados de seu mais importante centro cultural, ocupado que fora pela festinha de aniversário dos Al Capones da Notícia

Agora, com o tétrico monstrengo de aço atravessado na Av. Praia de Belas, a população de Porto Alegre é vítima de mais um vergonhoso esbulho. O pior é que, se cair - e não temos qualquer garantia de que o trambolho é seguro - , já sabemos qual será a manchete de Zero Hora: "Com parafusos frouxos, passarela desaba sobre avenida - Petista foi visto no local com uma chave de fenda na mão."

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

APÓS MORTE DE TATU-BOLA, PREFEITO DE PORTO ALEGRE SUBSTITUI MASCOTE



















Comovido com o falecimento precoce do balão de seu patrocinador, ocorrido na última noite, o prefeito de Porto Alegre e candidato à reeleição José Fortunati (PDT), em gesto de extrema generosidade, ofereceu o monumento-símbolo da cidade em contrapartida, na tentativa de aliviar a dor da enlutada corporação.

Entenda o caso
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O indefeso bichinho encontrava-se protegido por grades, ocupando área considerável no centro do Largo Glênio Peres, logradouro público dos mais importantes da capital gaúcha e tradicional ponto para realização de manifestações de toda ordem. A propósito, no último dia 27, à noite, durante um comício do candidato a prefeito Adão Villaverde, o Villa (PT-13), chafarizes instalados por uma multinacional ao longo da praça foram ligados "inadvertidamente", encharcando os presentes e danificando equipamentos de ambulantes e fotógrafos, além, obviamente, de melar o ato cívico.  
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Vai, tatu, tatuzinho...
Na noite de ontem, quinta-feira, cerca de cem manifestantes reunidos ao lado do Largo para um ato denominado “Defesa Pública da Alegria”, criticando a privatização de locais públicos, chegaram às vias de fato com um pelotão de policiais militares nada alegres.  Durante a turbação, o pobre animal teve uma crise de falta de ar, vindo a sucumbir em poucos minutos.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012