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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Encontro com artistas reenergiza campanha de Marina


O encontro de Marina Silva com os artistas, no Rio, marcou um ponto de virada na campanha.

O sorriso aberto de Marina ouvindo a linda canção que Gil fez para ela foi a resposta, redentora, a semanas de artilharia pesada, com os petistas batendo, difamando, distorcendo, numa estratégia de disseminar o medo e a insegurança que diz muito sobre a transformação do partido e seu apego ao poder.

Até Fernando Henrique soube disputar com mais lealdade e encarar a possibilidade de derrota sem apelar para as baixarias hoje corriqueiras.

E qual o resultado de tanto jogo sujo, em que até a presidente esqueceu-se da liturgia do cargo e encarnou uma Regina Duarte extemporânea, fingindo temer que Marina fizesse o que jamais aventou fazer? Marina caiu um mísero ponto e Dilma, três.

Isso em termos de porcentagem de intenção de votos. No placar da decência e da ética, os números são bem diferentes.
A diferença entre o sorriso aberto de Marina, expressando a capacidade de regozijo e gozo da vida, e a face sempre contrita de Dilma, encimando uma expressão corporal travada, que sugere autoritarismo e repressão, deixa claro essas diferenças. A campanha propositiva de uma, e desqualificadora, de outra, só vem explicitar as diferenças de ânimo e caráter entre as duas candidatas.

Em 2002, o momento de virada da campanha de Lula foi também o encontro com os artistas, no Rio. Bem diferente do frio apoio burocrático que Dilma deles recebeu. Já no encontro dos artistas com Marina reinou o autêntico espírito de festa, espontâneo e contagiante, presságio de novos tempos.




Ouça a música de Gil, apresentada ao público pela primeira vez:


(Imagens retiradas, respectivamente, daqui e dali)