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20/06/2013

Sonhos

"Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem garanta que nem todas,
   só as de verão.
No fundo isso não tem importância.
O que interessa mesmo não são as noites em si,
são os sonhos.
Sonhos que o homem sonha sempre.
Em todos os lugares, em todas as épocas do ano,
   dormindo ou acordado."

William Shakespeare

15/06/2010

# Soneto XVIII #

# Soneto XVIII #



Devo igualar-te a um dia de verão?

Mais afável e belo é o teu semblante:

O vento esfolha Maio inda em botão,

Dura o termo estival um breve instante.



Muitas vezes a luz do céu calcina,

Mas o áureo tom também perde a clareza:

De seu belo a beleza enfim declina,

Ao léu ou pelas leis da Natureza.



Só teu verão eterno não se acaba

Nem a posse de tua formosura;

De impor-te a sombra a Morte não se gaba



Pois que esta estrofe eterna ao Tempo dura.

Enquanto houver viventes nesta lida,

Há-de viver meu verso e te dar vida.



*William Shakespeare*

06/05/2010

SONETO LXV



Se a morte predomina na bravura
Do bronze, pedra, terra e imenso mar,
Pode sobreviver a formosura,
Tendo da flor a força a devastar?


Como pode o aroma do verão
Deter o forte assédio destes dias,
Se portas de aço e duras rochas não
Podem vencer do Tempo a tirania?

Onde ocultar - meditação atroz -
O ouro que o Tempo quer em sua arca?
Que mão pode deter seu pé veloz,

Ou que beleza o Tempo não demarca?
Nenhuma! A menos que este meu amor
Em negra tinta guarde o seu fulgor.
*
Shakespeare 

05/05/2010

Soneto XVIII




Devo igualar-te a um dia de verão?

Mais afável e belo é o teu semblante:

O vento esfolha Maio inda em botão,

Dura o termo estival um breve instante.



Muitas vezes a luz do céu calcina,

Mas o áureo tom também perde a clareza:

De seu belo a beleza enfim declina,

Ao léu ou pelas leis da Natureza.



Só teu verão eterno não se acaba

Nem a posse de tua formosura;

De impor-te a sombra a Morte não se gaba



Pois que esta estrofe eterna ao Tempo dura.

Enquanto houver viventes nesta lida,

Há-de viver meu verso e te dar vida.



*William Shakespeare*

13/04/2010

Soneto XXVII - “Busco a Noite o Meu Leito ”

Cansado de lutar corro ao meu leito



para o repouso a que meu corpo aspira



mas minha mente, à hora em que me deito



trabalha em mim, quando o trabalho expira.







Pois já meus pensamentos bem despertos



correm, ciumentos para a tua busca,



e conservo os meus olhos bem abertos



olhando a escuridão que o cego ofusca.







Minh'alma em sonho vê tua figura



que, como se essa sombra me cegasse



- joia brilhando sobre a noite escura







faz bela a noite e nova a sua face.



Assim de dia o corpo e à noite a alma



por ti, como por mim, não acha calma.
 
***
William Shakespeare



Tradução de



Anna Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça






16/09/2009

Soneto 116


De almas sinceras a união sincera

Nada há que impeça: amor não é amor

Se quando encontra obstáculos se altera

Ou se vacila ao mínimo temor.

.


Amor é um marco eterno, dominante,

Que encara a tempestade com bravura;

É astro que norteia a vela errante

Cujo valor se ignora, lá na altura.

.


Amor não teme o tempo, muito embora

Seu alfanje não poupe a mocidade;

Amor não se transforma de hora em hora,

.


Antes se afirma, para a eternidade.

Se isto é falso, e que é falso alguém provou,

Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.

***


Shakespeare (Tradução de Bárbara Heliodora)
Foto: Foz do Iguaçu - Jan/2009 /Liz Guides)