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11/12/2018

Proposta Terraços do Monte vai ser votada dia 13 - Pedido de indeferimento ao PCML


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


C.c. AML, Ver MS, JF e media

No seguimento do agendamento para a Reunião Privada da CML do próximo dia 13, da discussão da mais recente versão do projecto intitulado "Terraços do Monte", da autoria do atelier ARX e do promotor Claude Berda ("Vanguard Properties"), no lote vago imediatamente ao lado do "Via Graça" (celebérrimo edifício mas pelas piores razões urbanísticas), na Rua Damasceno Monteiro/Escadinhas do Monte, nºs 11-13;

E considerando que:

1. Estamos perante um terreno que, ao que se sabe, foi objecto de expropriação a privados, nos anos 80, pelo executivo então presidido pelo eng. Krus Abecassis, com fins de utilidade pública;
2. O mesmo terreno terá sido posteriormente cedido à EPUL, a qual anunciou inclusivamente a construção de um silo automóvel no local;
3. O terreno foi objecto de hasta pública, tendo sido adquirido pela firma francesa acima referida;
4. O projecto em apreço envolve também um lote do domínio público;
5. O projecto em apreço representa uma carga excessiva de betão numa colina relativamente frágil (vide o sucedido na mesma rua, por baixo do condomínio "Vila da Graça");
6. Existe uma disparidade entre as projecções virtuais existentes nos sites do atelier e do promotor (ex. fotos em anexo, em que numas aparece o novo empreendimento como sendo 4 prédios e noutras 3, e próprio número de pisos varia consoante os casos);
7. Das projecções virtuais referidas, vê-se claramente o impacto negativo que se passará a ter desde o vale do Martim Moniz mas também desde a Colina de Santana;
8. Das projecções virtuais referidas não se vislumbra qualquer projecção feita a partir do Miradouro de Nossa Senhora do Monte, o que nos parece grave;
9. Observada a vista no local, desde este miradouro, facilmente se imagina que a vista para o Martim Moniz será irremediavelmente afectada;

Somos a solicitar a V. Exa., Senhor Presidente, que indefira o respectivo projecto, e considere a instauração de uma sindicância de facto aos serviços do Urbanismo, para que doravante se eximam de propor superiormente homologações como a presente ou como outras que vão sendo do conhecimento público.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Fernando Jorge, Jorge Pinto, Maria do Rosário Reiche, Virgílio Marques, Miguel Atanásio Carvalho, Júlio Amorim, Helena Espvall, Pedro Ribeiro, Jorge D. Lopes, André Santos, Inês Beleza Barreiros, Inês Santos, Pedro Machado, Nuno Caiado, Fernando Silva Grade, Bruno Palma, Jorge Lima, José Maria Amador

22/11/2018

Martim Moniz - Petição e pedido de anulação da concessão da Praça e proposta de metodologia e concurso público

petição pública:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT91194


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina,
Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


C.c. AML, JF e media

Há muito tempo (várias décadas) que a Praça do Martim Moniz (MM) se tornou um problema urbanístico quase insanável na cidade de Lisboa, muito por força da transformação radical de que foi alvo nos anos 40 e de que nunca recuperou, tendo, contudo, atingido o “grau zero” nos anos 90 aquando das mudanças efectuadas em termos estruturais na praça, em alguns casos irreversíveis (ex. o estacionamento subterrâneo).

Com efeito, essas mudanças, elas próprias, constituiriam a partir daí mais um forte obstáculo a que o Martim Moniz pudesse vir a ser o que a cidade merece, e continua a não ser. Em certo sentido, a saída do MM do famoso “mercado” foi uma oportunidade perdida em termos do “fazer cidade”. E as medidas e os projectos que a partir daí, e ciclicamente, foram sendo anunciados pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) como “a” solução definitiva para o problema, redundaram num imenso “flop”.

Falharam as previsões, desperdiçaram-se verbas do erário municipal em medidas de cosmética e de utilização do espaço público avulsas e inconsequentes, falhou a aposta na “animação cultural” da zona, e, pior, o espaço público tornou-se miserável, contrariando o efeito multiplicador do chamado “empreendimento EPUL”, que tentava ser um factor de mudança para melhor de toda a Praça. Também a ampliação desmedida do Hotel Mundial não ajudou, transformando o dito num “digno” parceiro dos inenarráveis centros comerciais, que nos anos 90 se tentou demolir, já aí sem sucesso.

Chegados ao presente, tornou-se evidente que o modelo implementado de criação sistemática de eventos e de animação forçada do local o degradaram física e socialmente.

Em certa medida, fez-se um gueto onde não se queria. Tal é notório e denegado pela autarquia e pelas entidades em seu redor e dela dependentes, o que acabou por ser recentemente admitido pelos responsáveis camarários.

E perante o óbvio, o que propõe agora a CML?

A concessão do espaço público do MM e da respectiva “animação” a uma empresa privada, por algumas décadas, empresa essa que ficará incumbida do rearranjo paisagístico da praça, mas, pasme-se, assentando esse rearranjo exactamente no mesmo modelo que comprovadamente falhou, apenas transformando as barracas em contentores com lojas e restauração "gourmet"!

Lamentamos verificar quão terrível é a falta de planeamento estratégico por parte da CML e a falta de capacidade da mesma em reconhecer o erro e de aprender com a experiência acumulado.

Isso e o óbvio:

· De um pequeno largo nos idos anos 30 se demoliu indiscriminadamente edificado e palácios na ânsia de erguer uma praça imperial, de que resultou um terreiro sem jeito.
· A possibilidade efectiva daquele espaço poder ser espaço público de qualidade apenas resultará da sua fruição colectiva, de uma praça, não de um parque de diversões, não de um aglomerado de pequenos parques temáticos, mas de um parque de onde e onde se façam equilíbrios, consensos, harmonias e disfrutes da magnífica paisagem que, todavia, Lisboa proporciona.
· O Martim Moniz só pode melhorar com a acalmia e não com “animação” pois é uma zona da cidade que tem estado permanente em ebulição.
· Essa acalmia só poderá acontecer com a transformação do Martim Moniz numa verdadeira praça, onde haja árvores, bancos de jardim.

Nesse sentido, propomos à CML:

1- A anulação da presente concessão e do projecto em causa, e a reformulação completa do programa de reabilitação da Praça.
2- A abertura imediata de um período de consulta pública sobre os parâmetros paisagísticos (redesenho da praça, definição das áreas verdes e tipo de arvoredo, desenho dos percursos pedonais, características do mobiliário urbano, eventual presença de 1 quiosque, eventual colocação de gradeamento como medida de segurança no caso de se verificar uma manifesta incapacidade de policiamento eficaz por parte dos efectivos da esquadra do Palácio Folgosa) exigíveis no programa (caderno de encargos) com vista ao lançamento de um concurso público.
3- A abertura de um concurso público internacional para a reabitação paisagística da Praça, assente nos parâmetros definidos no ponto 2.
4- Garantir o assento de representantes de moradores enquanto membros do júri respectivo.
5- Levar a referendo local (consultivo) as várias opções listadas pela autarquia.
6- Garantir a boa manutenção da Praça, através da celebração de protocolos com as associações locais.

Mais informamos que tornámos este nosso pedido também em forma de petição pública:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT91194

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Nuno Franco Caiado, Bernardo Ferreira de Carvalho, Rui Pedro Barbosa, Rui Martins, Júlio Amorim, Pedro Janarra, Jorge Pinto, Inês Beleza Barreiros, Bruno Rocha Ferreira, Margarida Pardal, Pedro Gomes, Helena Espvall, Fernando Silva Grade, Pedro Malheiros Fonseca, Virgílio Marques, Henrique Chaves, Miguel de Sepúlveda Velloso, Nuno Vasco Franco

07/11/2016

LIXEIRAS DE LISBOA: Torre do Jogo da Pela



Monumento Nacional - antiga torre da cerca medieval de Lisboa ao Martim Moniz - a chamada Torre do Jogo da Pela. Não passa de mais um bom local para os lisboetas criarem uma lixeira selvagem. Também serve de muro para graffitis. Mas o importante é que Lisboa recebe o web summit e que Lisboa está na Moda. Está tudo ok.

02/11/2016

Por falar em muralha fernandina, isto é 1º Mundo?


Foto do torreão da mesma, ao Martim Moniz, mais conhecida por ... Torre da Péla.

30/09/2016

Atentado ao Património e beleza de um bairro típico de Lisboa "sob a Alçada do Junta de freguesia dos Arroios"


Chegado por e-mail:

«Bom dia meus Senhores/as

como morador nesta Rua devo confessar que estou chocado como as obras "desnecessárias" desta linda escadaria sita na Calçada nova do Colégio, atual freguesia dos Arroios, antes Freguesia da Pena, mesmo atrás dos prédios novos do EPUL do Martim Moniz, a beleza desta escadaria nova que atrai tantas fotos de turistas e de portugueses e Lisboetas que adoram a sua cidade com alma ! acho chocante o que estão a Fazer como podem ver nas fotos abaixo, podiam sim fazer obras de melhoria mas não retirar as pedras originais muitas centenárias, para substituir por granito ... nem calcário é ... típico de Lisboa... granito é do Norte...,» [...] «esta rua e a rua do arco da Graça que sofreu durante mais de 13 anos as obras intermináveis dos prédios da Epul em frente, esta toda esburacada nunca quiseram saber de arranjar e agora apareceu para destruir o bairro, o que de melhor tem ? com tanta rua a precisar de obras e de asfalto foi logo mexer onde não devia, julgo ser do maior interesse tornar este crime publico ! isto irá para os meios de comunicação» [...] «Atenciosamente, pff ajudem a mim e muitos outros vizinhos e não só, que estão indignados com este destruir da beleza da lisboa antiga!

com os melhores cumprimentos
Vitor Barcelos» esta primeira foto é da escadaria ate ha uma semana atras

aqui na 2-foto começa a destruição desta bela escadaria....

21/01/2016

Onde está a Torre da Péla?


In O Corvo (21.1.2016) Texto: Isabel Braga
Fotografia: Paula Ferreira

«Na encosta poente do Martim Moniz, à Rua do Arco da Graça, fica a única das sete dezenas de torres da muralha fernandina que ainda permanece de pé. Mas ninguém dá por ela, perdida no meio da urbanização da EPUL recentemente ali construída. O Corvo recorda a história desta peculiar construção.

A Torre da Péla, parte integrante da chamada Cerca Nova ou Cerca Fernandina e a única torre que resta das mais de setenta que faziam parte desse sistema defensivo da cidade de Lisboa construído no último quartel do século XIV, passa quase despercebida na encosta ocidental do Largo do Martim Moniz.

É que, quase encostada à torre, está a parede de um prédio de uma urbanização da EPUL, 130 apartamentos divididos por cinco blocos, cuja construção, autorizada no tempo em que João Soares era presidente da Câmara Municipal de Lisboa, se arrastou desde 2003, num processo controverso e acidentado, que incluíu a falência do empreiteiro e várias alterações ao projecto.

Aparentemente, não foi respeitada qualquer zona de protecção em volta da Torre da Péla – que, no caso dos monumentos nacionais, é de 50 metros. Neste caso, haveria ainda que respeitar uma zona especial de protecção de 180 metros, contada a partir da primeira, em que construção tem que ser vistoriada e o projecto aprovado pela Direcção-Geral do Património Cultural.

O problema será, também, burocrático, uma vez que a Torre da Péla não está classificada como Monumento Nacional. Pelo menos, não aparece inscrita na lista dos monumentos nacionais de Lisboa, apesar de ser o vestígio mais avultado da muralha mandada construir pelo rei Dom Fernando depois de a antiga cerca moura ou cerca velha se ter revelado inútil para proteger os novos bairros que, em meados do século XIV, tinham já surgido na capital, fora desse perímetro. [...]»

...

Como assim, a Cerca Fernandina não é, ela toda, MN?

10/05/2015

TURISMO: A MORTE DO ELÉCTRICO 28















Martim Moniz, paragem do eléctrico 28 na 6ª feira dia 1 de Maio às 11:50 da manhã. 

Quando apareceu um veículo entraram 40 passageiros (apenas 1 era português/lisboeta). A fila como se imagina ficou entretanto na mesma porque enquanto entravam 40, outros tantos se vieram juntar ao longo grupo. Para "aviar" esta centena de passageiros, que não parava de crescer, seria preciso 3 veículos de uma só vez. Mas daqui por 2 anos provavelmente já teria de ser o dobro. Este crescimento de turistas em Lisboa não é sustentável como é óbvio.

Também já é bem conhecido o modus operandi do típico turista do 28: entram no início do percurso - por recomendação do Lonely Planet ou outro guia desse género que se diz defensor de um "Turismo responsável e sustentável". Começam pois no Martim Moniz ou nos Prazeres e depois de se sentarem confortavelmente, de preferência à janela, já só se levantam na paragem terminal. Os poucos residentes de Lisboa, sejam de idade ou novos, com bengala, sacos de compras ou crianças são, regra geral, simplesmente ignorados. O que devem fazer os lisboetas que precisam do 28 para trabalhar, viver ou só passear? Que apanhem um táxi ou fiquem em casa é o que parece dizer Lisboa aos lisboetas

Qual é a capacidade de carga do eléctrico 28? Que está a fazer a CARRIS? E a CML? E a Secretaria de Estado do Turismo de Portugal? Quem souber que nos informe. 

A realidade é que o turismo massificado está a matar o eléctrico 28. Para os mais pessimistas, o actual modelo de Turismo em Lisboa já matou o 28.

09/10/2014

Vandalismo


Chegado por e-mail:

«Mural com valor artístico, no Martim Moniz, vandalizado. Até quando se vai permitir a conspurcação da nossa cidade?
Cumprimentos
Rogerio Marques»

07/10/2014

EPUL vai leiloar últimos apartamentos e lojas do Martim Moniz


In O Corvo (7.10.2014)
Por Samuel Alemão

«Deverá ser o derradeiro acto de uma epopeia iniciada em 2001. A Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) vai realizar, a 24 de Outubro, as hastas públicas de 34 apartamentos, nove lojas e dois ateliers que ficaram por vender do empreendimento por si promovido no Martim Moniz. A empresa, que se encontra em processo de liquidação – a concluir até ao final do ano -, espera alcançar uma receita de pelo menos 13,2 milhões de euros, caso todos os lotes colocados a leilão sejam arrematados.

As Residências Martim Moniz, que têm 130 apartamentos divididos por cinco blocos de cinco apartamentos, deveriam ter sido entregues em 2003 aos selecionados através do programa EPUL Jovem. Mas o processo foi-se arrastando, devido a um conjunto de problemas, que incluiu a falência do empreiteiro, várias alterações de projecto, escavações arqueológicas e as próprias dificuldades financeiras da EPUL – que acabou por ver a sua dissolução aprovada pela Assembleia Municipal, no ano passado, sob forte contestação de trabalhadores e parte da oposição, quando tinha um passivo de 85 milhões de euros.

No âmbito da extinção, a empresa tem vindo a alienar tudo o que pode para tentar aliviar o fardo financeiro, o mais depressa possível. Tanto que a primeira das quatro hastas públicas (10h) a realizar no dia 24 de Outubro, na sede da empresa, na Alameda das Linha de Torres, é composta de um único lote englobando 26 apartamentos – os quais poderão ser leiloados individualmente, numa hasta pública a ter lugar na parte da tarde (15h), caso ninguém licite o valor de saída de 5.516.000 €. Os apartamentos têm tipologias T1, T2 e T3, com áreas entre os 54 e os 161 metros quadrados. Dispõem de estacionamento em cave e arrecadação. O mais barato tem um valor de saída de 118,8 mil € e o mais caro de 407,9 mil €.

A esses 26 apartamentos somam-se ainda oito, situados nas coberturas dos edifícios e, por isso, promovidos pela EPUL como detendo “uma esplêndida vista para a encosta do Castelo de São Jorge”. São T2 e T3, alguns deles dúplex, que dispõem de dois e três lugares de estacionamento em cave e ainda arrecadação. O mais barato tem uma base de licitação de 218,5 mil € e o mais caro de 489,3 mil €.»

...

ALELUIA! Dúvida: a EPUL não era para extinguir?

11/05/2012

Regeneração do Martim Moniz, é preciso, mas não à custa de mais erros!

Exmo. Sr. Presidente da CML
Dr. António Costa


Tomámos conhecimento da ideia de regeneração da Praça Martim Moniz, ficando surpreendidos pelo seu teor.

A situação hoje existente no local é resultado de uma acumulação de erros e indefinições históricas: desde a demolição na primeira parte do Século XX de edificado com relevo patrimonial até ao abandono durante décadas e à solução, a nosso ver medíocre (desenho, opção estética e materais), adoptada no fim do século passado. A tudo isto acrescente-se o mau uso habitualmente dado ao local e a crónica falta de manutenção pelo município.

Na verdade, reconhecemos a necessidade de requalificação do local, hoje muito degradado. Mas, cremos, importa fazê-lo aprendendo com o passado e não apenas substituir um erro por outro igual ou pior.

A riqueza potencial do Martim Moniz reside na confluência de gentes e culturas diversas, embora este fenómeno acarrete, não com pouca frequência, o seu lado perverso, como é do conhecimento público. Interessa-nos, porém, a sua dimensão positiva que nos parece dever ser ampliada.

Nesta perspectiva, muito sinceramente, não alcançamos como mais animação (ainda mais do que a já existente) na zona central da cidade se pode compatibilizar com tal desiderato. O conceito base que acreditamos ser útil à vida do local e da cidade no seu conjunto é, antes, o de “pacificar a cidade”, não de "animá-la"; uma vez que esta vertente já se encontra amplamente experimentada, mas sem resultados positivos ou encorajadores, no Bairro Alto, no Cais do Sodré, em Santos, nas Docas, na Rua da Madalena, na Avenida da Liberdade, na Bica, etc.

Este modelo de alegado “desenvolvimento” permanentemente vinculado à "animação" (isto é, mais tarde ou mais cedo vinculado à indústria da noite, ao consumo de álcool e ao conhecido cortejo de fenómenos associados, em regra desviantes e nada saudáveis para as pessoas e para os bairros) deve, cremos, dar lugar a opções diferentes.

Um centro histórico não deve albergar soluções arquitectónicas sem dignidade e/ou de mau gosto, e com funções contrárias às necessidades da cidade. E uma solução urbanística e sócio-cultural de qualidade passará forçosamente pela demolição do Centro Comercial da Mouraria, como condição sine qua non, e, bem entendido por uma densa arborização, quer na placa central quer nos passeios junto ao novo empreendimento da EPUL, bem como junto ao Hotel Mundial e ao antigo Salão Lisboa.

Senhor Presidente da CML: impõe-se o debate sobre a matéria e um concurso de ideias para pacificar e requalificar a zona. Este debate tem que contar com a participação dos lisboetas - residentes munícipes e eleitores - para que não se vejam surpreendidos pelas medidas anunciadas nem pelos procedimentos a elas conducentes.

Basta de "animação"! Queremos vida, qualidade de vida, dignidade, segurança. Queremos outro modelo de desenvolvimento para a cidade e para o Martim Moniz.

Colocamo-nos ao dispor de V. Exa, ou de quem por si seja indicado, para reforçar o nosso contributo para a melhor solução para a cidade.


Nuno Caiado, Carlos Leite de Sousa, Diogo Moura, Miguel Carvalho, João Filipe Guerreiro, Fernando Jorge, António Araújo, Júlio Amorim, Jorge Pinto, Virgílio Marques, Pedro Janarra, Luís Marques da Silva, Margarida Pardal, Ana Alves de Sousa e Fernando Sande Lemos

C.c. AML, JF, EPUL, Media

13/11/2011

RUA DA PALMA

As viaturas que se vêm na imagem estão calmamente estacionadas...

04/03/2009

Aos Compradores no Empreendimento EPUL Jovem 8 - Martim Moniz

Chegado por e-mail:

«Olá,

Somos Luís Isabelinha e Pedro Fernandes, promitentes-compradores do Empreendimento EPUL Jovem 8 - Martim Moniz lançado em 2001 e, oito anos depois, antecipa-se um novo adiamento à entrega dos apartamentos.

Pretendemos reunir o maior número de promitentes-compradores do empreendimento para actuarmos em conjunto. Se fores um dos promitentes-compradores deste empreendimento, por favor entra em contacto connosco através do mail moradoresmartimmoniz@gmail.com. (Vejam também o site)


Por favor reencaminhem este mail para que encontremos o maior número de pessoas com o nosso problema.

Obrigado,

Luis Isabelinha
Pedro Fernandes»

12/08/2008

PDM suavizado na Baixa


Espero que a "suavização" do PDM na Baixa não gere mamarrachos como aqueles que aterraram no Martim Moniz.
Os dois centros comerciais e a extensão do Hotel Mundial, implantandos em pleno centro histórico, envergonhariam qualquer cidade civilizada da Europa.
Aqui, parece que não...

20/03/2008

Praça do Martim Moniz pode vir a encolher para dar lugar a prédios de habitação

In Público (20/3/2008)
Ana Henriques

«Estacionamento mais caro para não residentes e passeios mais largos são duas ideias para reduzir poluição atmosférica. Redução de velocidade também em cima da mesa


A Câmara de Lisboa está a estudar a possibilidade de encolher a Praça do Martim Moniz para ali serem construídos mais edifícios de habitação, revelou ontem o presidente da autarquia, António Costa. "Estamos a avaliar essa possibilidade", disse.
O autarca falava após um debate sobre o plano de revitalização da Baixa, durante o qual o vereador independente eleito pelo Bloco de Esquerda José Sá Fernandes defendeu não só que fossem "construídos novos quarteirões naquela estranha praça", de forma a ajudar a repovoar o centro da cidade, como a demolição de um quarteirão na Baixa, desta vez para ali fazer uma praça. António Costa não concorda com esta última ideia.
Apesar das objecções levantadas pelas diferentes forças políticas representadas na câmara ao plano de revitalização da Baixa proposto pela maioria socialista, os vários documentos que marcam o arranque dos estudos relativos ao assunto acabaram ontem por ser aprovados. Tal não significa que as intenções do PS para esta zona da cidade tenham o caminho aberto. Os sociais-democratas estão contra a suspensão das normas do plano director municipal (PDM) que proíbem as obras na Baixa que não se limitem à reconstrução - que impedem obra nova - antes de ser aprovado para a zona um plano de pormenor que estabeleça regras claras sobre o que pode, ou não, ser ali construído. Para irem por diante, parte das propostas ontem aprovadas têm de ser votadas favoravelmente na assembleia municipal, onde o PSD tem maioria.

Elevador para o Castelo
Facilitar o acesso entre a Baixa e a zona do Castelo através de um elevador ou de uma escadaria rolante, abrir um museu da moeda na Igreja de S. Julião, junto à Câmara de Lisboa, instalar o Museu da Moda e do Design na Rua da Prata, na antiga sede do Banco Nacional Ultramarino, e ainda abrir uma esplanada no Carmo com vista para a Baixa e ligação a um dos pátios do Chiado são quatro dos projectos para os quais António Costa e a sua equipa querem luz verde. Argumentam que só será possível levá-los a cabo suspendendo nestes quatro casos a proibição de construção de obra nova. Os eleitos do PSD e de outros partidos entendem que uma interpretação mais liberal do PDM não os impede. Outra das ideias passa pela criação de um "megastore da inovação". O que é isto? "Uma montra das empresas portuguesas ligadas às novas tecnologias", explicou o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, que planeia ainda instalar uma residência universitária na Baixa. Nenhum destes projectos deverá ser concretizado antes de 2010. Já o plano de pormenor tem condições para estar pronto em menos de um ano, refere o vereador.
A fraca ênfase dada nos projectos discutidos ao repovoamento da Baixa foi alvo de várias críticas, incluindo de Sá Fernandes, que está coligado com os socialistas: "Falta uma aposta decisiva na habitação." A proposta dos vereadores independentes Cidadãos por Lisboa no sentido de a câmara e outras entidades arrendarem fogos devolutos que aqui possuam não deverá passar das intenções, apesar de ter sido aprovada: segundo Salgado, a autarquia não tem casas para alugar na Baixa e também não pode obrigar outras entidades a fazê-lo. Em matéria de trânsito, a câmara está consciente da necessidade de reduzir o tráfego entre o Marquês de Pombal e o Terreiro do Paço. A qualidade do ar neste troço valeu-lhe o segundo pior lugar das cidades europeias, recordou António Costa, que põe a hipótese de cobrar estacionamento mais caro aos não residentes. O vereador do Urbanismo disse que o alargamento dos passeios está em cima da mesa, bem como a redução de velocidade para os 30 quilómetros/hora, à semelhança do que acontece nos bairros residenciais de várias capitais europeias.»

Céus, que confusão! Não bastava a confusão à volta do acesso ao castelo, entre elevadores, escadas rolantes, silos e funiculares, agora vem o Martim Moniz ... onde, deviam ter feito uma coisa simples: deitar abaixo os dois monos que são aqueles centro comerciais manhosos, e nunca, mas nunca, aprovar aquele enormidade chamada Hotel Mundial (aliás, se é daquele tipo de hotel que se fala como sendo 'estruturante' para a Baixa, mais vale esquecermos o debate sobre a Baixa. Será que alguém irá descobrir amêijoas sob o parque de estacionamento do Martim Moniz?

09/11/2007

Olhar de novo para a Praça Martim Moniz



























































É mesmo no centro da Lisboa antiga, mas parece que todos fazem por esquecer um dos maiores atentados urbanísticos da cidade.

Ultimamente desculpado sob a capa de "centro multicultural da cidade", o Martim Moniz é um cancro urbanístico impensável em qualquer cidade europeia. Mesmo no centro histórico da cidade, depois das demolições criminosas do Estado Novo, sobo pretexto de eliminar a criminalidade de um bairro pobre, e depois de anos em que não passou de um terreiro digno de um país do terceiro mundo, permitiu-se a construção de 2 centros comerciais que nem no mais periférico subúrbio seriam aceites.

Mais recentemente procedeu-se a arranjo central da praça, necessário mas em termos de gosto duvidoso, em moldes muito diferentes e conflituantes . Para culminar ainda se permitiu um acrescento (gigantesco para a escala do local) ao Hotel Mundial, revestido a mármore cinzento (?!).

Na verdade, o local é interessante pela crescente mística de “melting pot” das novas culturas de emigrantes em Lisboa, tornando a praça num ponto de comércio étnico, bastante apreciado pelos turistas (que ao contrário de outras cidades, mistura as culturas estrangeiras e não as sub-divide em grupos).
No entanto, nada impede (a não ser falta de coragem e arrojo) a rectificação dos erros urbanísticos passadas, cuja soluçã apenas passará por demolir aqueles centros comerciais e fazer novos edifícios, em traça "lisboeta", re-dimensionados ao espaço e que respeitem a vizinhança dos bairros antigos da colina do castelo.
Pela Europa já se vai assistindo à demolição destes "lapsos"... Por cá.....continua o elogio da mediocridade, mais grave porque não assola apenas a periferia, mas também perfura o coração da cidade.