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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A Velhice Feliz: 200 Citações sobre a Terceira Idade (e-book grátis)

 



A velhice é uma das fases mais singulares da experiência humana. Nela, o tempo deixa de ser apenas medida e passa a ser memória; os dias já não se acumulam, mas se aprofundam. Envelhecer é carregar no olhar a soma das alegrias, das perdas, das escolhas e das esperanças que moldaram uma vida inteira. É quando a existência, mais do que corrida, torna-se testemunho.

Nas frases aqui reunidas, ecoam a sabedoria adquirida, a esperança consolidada, a ironia serena, a lucidez tardia e, por vezes, a delicada melancolia de quem já percorreu longos caminhos. São palavras que não falam apenas sobre envelhecer, mas sobre viver — com mais consciência, profundidade e verdade.

Ao fim deste volume, apresentamos uma mensagem especial, que celebra a esperança e o verdadeiro sentido da vida. Leia e compartilhe!


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terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

A ALEGRIA em 200 Citações: Baixe o e-book gratuito

 


Alegria.

Imersos num turbilhão de sentimentos e solicitações, bombardeados por informação – muitas vezes tóxica, opressiva, rasa –, feridos por receios e ansiedades,  buscamos alegria, como quem busca, sem saber, a essência da vida. Mas não a alegria passageira, conquistada ao obter uma promoção no trabalho ou comer uma coxinha sem peso na consciência: ansiamos por alegria duradoura, cientes talvez de que o estado alegre é o nosso estado natural, perdido em alguma curva da história individual ou da espécie.

A alegria contagia e precisa ser assim: Somos seres gregários, e a alegria verdadeira passa por compartilhar este sentimento com os demais, numa troca luminosa.

Aqui, reunimos uma inspiradora coleção de citações, coligidas de autores os mais diversos, sobre este tema que é saúde para o corpo e o espírito. E, ao final deste volume, oferecemos uma reflexão sobre a conquista da verdadeira alegria, muralha contra o desespero e o vazio que nos rondam como que dia e noite.

 

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segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Como escutar na discussão hábil (ou em qualquer ocasião) - Rick Ross

 


1. Pare de falar: para outros e você próprio. Aprenda a silenciar a voz interna. Não se pode escutar quando se está falando.

2. Imagine o ponto de vista da outra pessoa. Imagine-se na posição dela, fazendo seu trabalho, enfrentando seus problemas, usando sua linguagem e tendo os seus valores. Se a outra pessoa for mais jovem ou mais nova na organização, lembre-se dos seus primeiros dias na empresa.

3. Olhe, aja e seja interessado. Não leia sua correspondência, rabisque, mexa ou procure papéis enquanto outros estão falando.

4. Observe o comportamento não verbal. A observação da linguagem corporal é excelente para recolher significados além do que lhe está sendo dito.

5. Não interrompa. Mantenha-se quieto, mesmo superando seu nível de tolerância.

6. Escute as entrelinhas, para detectar sentidos tanto implícitos quanto explícitos. Considere tanto as conotações quanto as denotações. Note as figuras de linguagem. Em vez de aceitar os comentários de uma pessoa como a história completa, procure omissões – detalhes não declarados ou não explicados, que deveriam logicamente estar presentes. Indague acerca deles.

7. Fale só afirmativamente enquanto escuta. Resista à tentação de intervir com um comentário avaliativo, crítico ou depreciativo, no momento em que uma observação for feita. Restrinja-se a respostas construtivas até o contexto ter mudado, e se for possível ofereça crítica sem atribuição de culpa.

8. Para assegurar o entendimento, reformule o que a outra pessoa acabou de lhe dizer em pontos-chave da conversação. Sim, sei que esta é a velha técnica da “escuta ativa”, mas ela funciona – e com que frequência você faz isso?

9. Pare de falar. Esta é a primeira e a última, pois todas as outras técnicas de escuta dependem disso. Faça um voto de silêncio de vez em quando.

 

Rick Ross

in Peter Senge et al. (1995), A quinta disciplina.

Rio de Janeiro: Qualitymark


quarta-feira, 11 de julho de 2018

O Centro de Valorização da Vida precisa de voluntários - Participe!


CURSO PARA NOVOS VOLUNTÁRIOS - CVV ABOLIÇÃO

Data: 21 e 22 de Julho de 2018.

Horário : 13h30 às 18h30

Local : Rua Abolição, 399 - Bela Vista - São Paulo

Inscrições e Informações : As inscrições podem ser feita no próprio local nos 15 minutos antes do curso e para maiores informações entre em contato com os telefones 11-96422-9233 ou 11-98246-0587 (Whats) ou pelo 

Curso gratuito: Para ser voluntário vinculado ao programa CVV de Prevenção ao Suicídio e Apoio Emocional e Valorização da Vida, basta ser maior de 18 anos, ter disponibilidade de tempo(média de 4 horas e meia, uma vez por semana), disposição para ajudar o próximo e abertura para o autoconhecimento e aprendizado.

O CVV : O CVV é uma instituição sem fins lucrativos e mantida pelos próprios voluntários, os postos CVV desenvolvem trabalhos de apoio emocional por meio de contatos telefônicos, atendimento pessoal, via correio, e-mail e via chat no próprio site da entidade : www.cvv.org.br.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

O Papel da Espiritualidade na Prevenção das Drogas


http://eirene.com.br

Carlos Tadeu Grzybowski

INTRODUÇÃO

O presente artigo procura refletir sobre o papel da religião, entendida como transmissora de esperança, no processo de prevenção da dependência química, especialmente no trabalho voltado para adolescentes.
Palavras-chave: religião, dependência química, esperança, adolescência.

A APOLOGIA DA DROGA

Existe unanimidade entre os autores atualmente que a dependência de drogas tem uma origem multifatorial (Gutierres et al., 1994; Humes et al., 1994; Monteiro, 1990).
Quase diariamente a temática volta à tona, deatacada pela imprensa como associada à violência e de desestabilização social. Serra (1999), enquanto ministro da saúde no Brasil afirmava que: “A questão das drogas é muito mais um problema de saúde pública que de polícia. É como na AIDS:a prevenção e a educação são cruciais para se enfrentar o problema”.
A imprensa brasileira hoje faz uma apologia em torno da droga, destaca-se tanto a problemática que se esquecem as raízes mais profundas a serem tratadas.
Na experiência clínica do autor, a droga é somente um alarme, um sinal de alerta, uma denúncia clamorosa de nossa sociedade de trilhar nos caminhos que ela própria engendrou. É um sinal dos tempos, um alerta que os jovens estão tentando nos comunicar, ainda que pela via do absurdo, mas que poucos estão dispostos a ouvir.
No presente trabalho nos propomos a deixarmos de falar tanto da droga, suas conseqüências, do narcotráfico e dos crimes e passarmos a falar mais do amor, da disponibilidade e do sentido de vida.

A DROGA NA VIDA DO ADOLESCENTE

A droga na vida do adolescente de hoje não representa tanto um sinal de protesto, de revolta ou de um anticonformismo, antes é o resultado do que temos plantado em anos de uma sociedade desumana e competitiva, que treina as pessoas para terem e não para serem. Segundo Gondim (2000):
Junto com o frenesi dessa corrida materialista e consumista, aconteceu uma violenta migração para os grandes centros urbanos, tornando o mercado competitivo e forçando as pessoas a viver com um número muitíssimo maior de outras pessoas diferentes. Nasceu a globalização do mercado, o neoliberalismo e a pluralização da sociedade. Amontoando as pessoas nos grandes centros urbanos, explodiu a violência, a família perdeu vínculos de afeto, floresceu a necessidade de lazer e o comércio de drogas cartelizou-se. (p.28)
Hoje a droga não se limita a um grupo de adolescentes marginalizados, mas aparece na história da humanidade como sintoma de uma desadaptação geral. A realidade global se apresenta com toda uma oferta legal e ilegal de substâncias cada vez mais perigosas, produzidas pelas multinacionais farmacêuticas, interessadas em vender seus produtos; multinacionais do tabaco e do álcool, capazes de controlar enormes fluxos de dinheiro e inclusive administrações e governos inteiros.
Constantemente lemos reportagens nos jornais sobre vítimas de drogas, aumentam a cada dia os crimes relacionados ao vício e a idade dos dependentes é cada vez menor. Às vezes ouvimos de algum jovem na vizinhança que se tornou dependente de álcool. Outras vezes, ao sairmos para fazer compras no centro da cidade, nos confrontamos com a dura realidade de ver pessoas se drogando. (Deutschen Behinderhilfe Aktion Sogerkind, p. 8)
Os meios de comunicação de massa têm sido usados amplamente para nos fazer crer que a Máfia Internacional do tráfico de entorpecentes são alguns sujeitos mal-encarados, com traços de índios andinos ou mulatos cariocas, apanhados com enormes sacos de pós que certamente iriam levar para sujeitos vestidos de preto, com um charuto no canto da boca, escondido em algum fundo de armazém da Sicília ou de Nova Yorque. A bem da verdade, encontraremos mais facilmente os reais “mafiosos” sentados atrás de escrivaninhas de importantes multinacionais, respeitáveis chefes de família e destacados na sociedade – muitas vezes por sua filantropia.
A droga hoje está em todo lugar. Nas ruas da grande São Paulo, entre crianças que remexem latões de lixo procurando algo para comer e entre adolescentes belos e robustos do primeiro mundo, bombardeados dia e noite, além dos limites suportáveis, com as violências das ficções da TV, do rock e dos jogos eletrônicos.

O QUE SIGNIFICA OCUPAR-SE DO TEMA DAS DROGAS HOJE

Ocupar-se deste tema hoje em dia significa ocupar-se da família, da escola, do trabalho, do tempo livre, da cultura, das relações interpessoais e destas com o ambiente. Significa interessar-se pelo funcionamento das instituições, do território, da sociedade em seu conjunto. Significa interessar-se por outros povos e continentes. Leite (2001), afirma que:
Os custos da dependência incluem gastos pessoais e familiares, do sistema de saúde, de perdas laboriais, de redução de impostos, do sistema judicial e correcional, de serviços policiais, exercendo um peso importante no orçamento nacional. Tratar a dependência significa investir para a redução destes gastos já citados e a literatura científica internacional vem repetidamente apresentando os resultados positivos deste investimento. (p.26)
Também significa trabalhar com os jovens na visão que tem em relação à vida. Fornecer-lhes novos símbolos e significados. Introjetar-lhes aqueles valores autênticos que foram esquecidos em sua infância. Restituir-lhes a esperança no futuro e colocá-los em condições de fazerem projetos.
O fato de uma pessoa se tornar um drogado depende, até certo ponto, das condições e do desenvolvimento de sua infância. Porque nessa fase, pela primeira vez, são fixados os parâmetros que vão definir como ela seguirá a vida futura. Essas delimitações ocorrem principalmente nas fases de transição: ingresso na pré-escola, início das aulas, entrada na puberdade, etc. (Deutschen Behinderhilfe Aktion Sogerkind, p. 11)
Desta forma entendemos que o trabalho com a questão da droga estende-se para além das questões do tratamento das compulsões ou do combate ao comércio ilícito de substâncias psicoativas, mas inclui obrigatoriamente ações de perspectiva sistêmica: contra os meios de comunicação que, condicionados à busca de sensacionalismo, estampam em primeira página a foto do adolescente que foi encontrado com um punhado de droga no bolso, mas que se calam sobre o comentar que muitos de nossos médicos estão prescrevendo aos jovens tranqüilizantes, que na prática médica deveriam ser destinados aos doentes mentais severos ou àqueles que sofreram graves traumatismos; contra o aumento do consumo de bebidas alcoólicas entre crianças nas famílias socialmente nobres; contra a atitude de pais que, nos menores sintomas, entopem seus filhos de remédios sem consultar um profissional; contra as cenas de violência, centenas de homicídio, milhares de imagens onde se bebe álcool e contra inúmeras situações nas quais homens e mulheres são instrumetalizados, vendidos, humilhados, violentados e desfigurados.
O entendimento desta trama relacional é imprescindível para se poder haver uma ação mais efetiva no que concerne ao uso de drogas pelo adolescente. Nas palavras de Bertallanfy (1976):
A ciência clássica procurava isolar os elementos do universo observado – compostos químicos, enzimas, células, sensações elementares, indivíduos em livre competência e tantas coisas mais, na esperança que, tornando a juntá-los, conceitual ou experimentalmente, resultaria num sistema de totalidade – célula, mente, sociedade – e seria inteligível. Agora aprendemos que para compreender não se requer somente os elementos, mas sim as relações entre eles. (p.xii)
De forma sintética podemos concluir que se ocupar do tema das drogas significa ter uma compreensão da realidade complexa na qual estamos inseridos e não apenas de uma causalidade linear do fenômeno, o que pode gerar um simplismo.

PASSAR DA CONDIÇÃO DE DROGAR-SE PARA A CONDIÇÃO DE AMAR-SE

Picchi (1986) levanta o questionamento de quais seriam as razões que o adolescente de hoje em dia, diante desta realidade complexa, teria para não se envolver com a droga:
Então me dêem um bom motivo pelo qual o nosso adolescente, frágil, privado de uma forte consciência crítica, num jogo de forças entre a atração e a repulsão, deveria dizer não ao coercivo que lhe oferece marijuana, uma pílula, álcool ou cocaína. Dêem-me uns bons motivos pelo qual, naquelas famílias em que a confrontação e o diálogo têm sido sacrificados pela busca do êxito, do dinheiro e do bom nome, onde não se ensina a expressar os sentimentos, onde o compartilhar tem sido delegado à babá eletrônica e aos brinquedos caros, onde os pais se envergonham de abraçar os filhos e dizer-lhes: “Filho, eu te amo!” Os jovens deveriam ser capazes de assumir as próprias responsabilidades, de serem honestos e claros, atentos e disponíveis para com seus semelhantes.(p.5)
Diante de uma realidade social desfavorável, num país onde não existem fontes de trabalho nem escolas suficientes para atender toda a população, onde não existe uma infra-estrutura desportiva e de lazer, frente a um mundo que continua engrossando seus arsenais armamentistas, onde com freqüência os auxílios outorgados aos países pobres para sair de sua miséria vêm transformados em compra de armas e onde bastaria um descuido para se produzir um desastre nuclear, parece quase “sensato” que os jovens tenham medo deste modelo social e intentem buscar estados de inconsciência. Lisboa (2001), afirma que:
A droga, qualquer que seja, além de ter repercussões prejudiciais no conjunto do organismo humano, compromete o sendo crítico e moral e produz um entorpecimento emocional, tornando o usuário mais vulnerável psiquicamente. (p.51)
O neo-liberalismo tem provocado um crescente abismo entre ricos e pobres, onde famintos meninos de rua tem que perambular diuturnamente em busca de migalhas, as quais são obrigados a entregar em casa, sob ameaça de espancamento, cuja marquise de um prédio qualquer é mais reconfortante que o barraco onde ele presencia cenas de violência entre os pais. Tais crianças não vêem uma ‘conduta de risco’ quando intentam fugir desta realidade através dos “saquinhos de leite dos sonhos”.

A OPÇÃO DA ESPERANÇA

Os usuários e dependentes de drogas possuem, em geral, uma falta de esperança. São muitos os jovens que vagueiam pelas ‘baladas’ muito mais com medo da vida, que com medo da morte, sem um sentido, um significado para a vida. Estão desiludidos, cansados e não crêem na possibilidade de haver futuro. Johnson (apud Worthington, 2000) afirma que: A mente humana não se move de prazer em prazer, mas de esperança em esperança.
Profissionais da área de saúde mental, influenciados por teorias fatalistas e sem um sentido de mudança incrementam a idéia de ‘acomodar-se e conviver com o problema’ ao invés de propor ações efetivas de transformação da realidade. Devotos ‘sartreianos’ e ‘hemigwaianos’ reforçam a falta de sentido da vida para jovens que convivem diariamente com a violência, famílias quebradas pelo divórcio, ausência de afetos parentais, relacionamentos ‘informatizados’ e modelos sociais totalmente disfuncionais.
Segundo Maldonado (2004): Hoje enfrentamos um mundo de experiências subjetivas, de verdades relativas, de significados próprios, de desconfiança e de ironia. (p.20)

O PAPEL DA RELIGIÃO

A partir desta perspectiva, verifica-se o papel da religião na prevenção ao uso e drogas ilícitas pelo adolescente. Não uma religiosidade neurótica ou neurotizante, funcionando como substituo da droga, mas uma religião de valores, que proporcionem ao jovem o preenchimento de seu vazio interior, um sentido para o existir e uma razão para erguer a cabeça e dizer que a vida vale a pena ser vivida.
Grzybowski, Massolin e Plummer (1987), afirmam que a religião cumpre um importante fator preventivo no uso de drogas pelo adolescente, desde que a mesma seja vivenciada no seio da família como um importante marco de valores e não como uma imposição de leis e normas excêntricas à realidade do adolescente.
Nurco e Lerner (1996) afirmam que:
“A aceitação natural dos valores tradicionais e crenças paternas sobre o comportamento de juvenis tem sido notado como contribuição para uma atmosfera que ajuda a criança desenvolver uma direção de crenças morais próprios dela e, onde estas crenças são fortemente guardadas, podem servir para desencorajar a delinqüência mais tarde. Mas estudos de se forte aceitação paternal de crenças tradicionais pelos filhos juvenis desencoraja a dependência narcótica mais tarde são raros ou não existentes. Isto é verdade também para os estudos sobre desaprovação paternal sobre erros de comportamento dos seus filhos juvenis. Aqui levantamos a hipótese de que ambos fatores são associados de forma significativa com dependência mais tarde”. (p. 1089)
Os valores mais importantes a serem transmitidos aos adolescentes são: da responsabilidade, da honestidade, da justiça, da verdade, da paz, da esperança, do serviço, da disponibilidade e do sentido de pertencer. Todos estes são valores do Evangelho.
Quando pais, mesmo aqueles que se dizem cristãos, voltarem-se para os verdadeiros valores do evangelho, os valores da ternura, do afeto, do priorizar o ser, do diálogo e do desejo de simplesmente “gastar tempo” com Deus e com o próximo, então iniciaremos um GRANDE PROGRAMA PREVENTIVO, cujo efeito se fará sentir por 3 ou 4 gerações futuras. Esta já era a promessa de Deus para o povo de Israel quando Ele ditou o “SHEMÁ” em Deuteronômio 6: “As palavras que hoje te ordeno, tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás” – com toda a expressão de sua vida – andar, levantar, deitar, sentar. (Grzybowski, 1996, p.20)
Para Picchi (op. Cit, 1986), a prevenção ao abuso de drogas se inicia conosco mesmos, quando nos opomos…
… ao desafio lançado pelo sofrimento e o silêncio do mundo, num valoroso gesto de rebelião para construir, com vontade, um projeto de dimensão humana. Um gesto de revolução que parte do Evangelho, da atenção que Jesus dirigiu às massas em seu sermão da montanha, indicando ao homem como descobrir o significado da vida, do sofrimento, do serviço, da gratidão, da disponibilidade e da solicitude. (p.8)
Estes são os valores que a religião cristã nos lega. Este é o papel da religião na prevenção das drogas.

Bibliografia

BERTALANFFY, Ludwig von, (1976). Teoria Geral dos Sistemas, México: Fondo de Cultura Econômica.
DEUTSCHEN BEHINDERHILFE AKTION SOGERKIND, (1993). Drogas: como evitar, tradução de Dagmar Fuchs Grzybowski, Viçosa: Editora Ultimato, 1ª ed., 1996.
GONDIM, Ricardo, (2000). Orgulho de ser evangélico, Viçosa: Editora Ultimato
GRZYBOWSKI, C. T., MASSOLIN, L. & PLUMMER, A. L., (1987). O papel da religião na prevenção das drogas. Trabalho apresentado no Curso de Qualificação de Palestrantes na Prevenção ao Abuso de Drogas, Governo do Estado do Paraná, Secretaria do Estado da Justiça, Conselho Estadual de Entorpecentes, Curitiba, agosto de 1987.
GRZYBOWSKI, Carlos Tadeu, (1996). É só um golinho, Mulher Cristã Hoje, 5, 20-22.
GUTIERRES, S. E., MOLOF, M. & UNGERLEIDER, S., (1994). Relationship of “risk” factors to teen substance use: a comparison of abstainers, infrequent users, and frequent users, The International Journal of the Addictions, 29 (12), 1559-1579.
HUMES, D. L. & HUMPHREY, L., (1994). A multimethod analysis of families with a polydrug-dependent or normal adolescent daughter, Journal of Abnormal Psychology, 103, (4), 676-685.
LEITE, Marcos da Costa, (2001). Aspectos Básicos do Tratamento da Síndrome de Dependência de Substancias Psicoativas. Série Diálogo, SENAD, Brasília, 2ª ed.
LISBOA, Ageu Heringer, (2001). Sexo: desnudamento e mistério, Viçosa: Editora Ultimato
MALDONADO, Jorge, (2004). Introduccion al asesoramiento pastoral de la familia, Nashville, Abingdon Press.
MONTEIRO, M. G., (1990). Bases genéticas do alcoolismo: visão geral, Revista da Associação Médica Brasileira, 36, (2), 78-82.
NURCO, David N. e LERNER, Monroe, (1996), Vulnerability to narcotic addiction: family structure and functioning, Journal of Drug Issues, 26 (4), 1087-1095, 1996.
PICCHI, Mario, (1986). Que significa ocupar-se de la droga, Revista Il Delfino, ano XI, suplemento no. 5, sept-oct 1986.
SERRA, José, (1999, 8 de setembro). Sopro de mudança. Isto É, p.122.

WORTHINGTON, Everet, (2000). Casamento, ainda resta uma esperança – modelo para terapia breve, tradução de Werner Fuchs, São Paulo: Editora SEPAL

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Psicóloga cristã Marisa Lobo se filia ao PSC de Marco Feliciano e será candidata a deputada federal em 2014

Psicóloga cristã Marisa Lobo se filia ao PSC de Marco Feliciano e será candidata a deputada federal em 2014
Na tarde dessa terça feira (30), a psicóloga Marisa Lobo anunciou sua filiação ao Partido Social Cristão (PSC), partido ao qual é também filiado o deputado Marco Feliciano. A filiação da psicóloga teve como “padrinhos políticos” Ratinho Júnior, presidente do PSC no Paraná, e Everaldo Pereira, vice-presidente nacional do partido.
Marisa Lobo anunciou sua filiação ao partido através das redes sociais, onde repercutiu também sua provável candidatura a deputada federal nas próximas eleições. Em nota, Marisa Lobo comentou sobre seu novo vínculo com o partido, e confirmou sua possível candidatura em 2014.
- Hoje assinei minha filiação no PSC, com a presença de todo diretório estadual, meus padrinhos foram Ratinho Junior presidente estadual, e o Everaldo vice-presidente nacional… enfim fiquei emocionada ,não esperava tamanha honra. A esposa do Pr. Everaldo a cantora Ester também estava presente. Foi super descontraído, fui bem recebida pela família PSC. Agora vou estar protegida e terei mais armas para lutar pelas causas da família. – informou a psicóloga em sua página no Facebook.
- Estou pronta para, se for da vontade de Deus, ser sim uma parlamentar em 2014 – afirmou a psicóloga, que relatou também ter sido assediada por outras legendas políticas antes de se decidir pelo PSC.
Além dos padrinhos políticos de Marisa, a reunião onde ocorreu a assinatura de sua filiação contou também com a presença de vários deputados, vereadores e lideranças do partido. Ratinho Junior comentou sobre a filiação, destacando o crescimento acelerado do partido e os projetos do PSC em favor da população.
- A filiação da Marisa é muito representativa para o projeto do PSC. Além de ser muito importante a participação feminina, ela também representa o nosso fortalecimento baseado em ideais – afirma Ratinho Junior.
- Nosso partido é uma família e tomamos nossas decisões como tal, sempre pensando no bem comum – enfatizou Everaldo.
Marisa Lobo ficou nacionalmente conhecida pela sua Coordenação Nacional da Campanha “Maconha Não!”, que ela levou até o Congresso Nacional, assim como os seus trabalhos de prevenção às drogas, contra a pedofilia e pela preservação da família. A psicóloga ficou também conhecida pelos embates em torno das tentativas de cassação de seu registro profissional, sobretudo envolvendo ativistas LGBT.
- Milito pelas causas da família, pela verdade e, principalmente, pela prevenção e combate às drogas. Sempre preferi estar na fileira dos idealistas. Eu venho para ajudar a construir, junto com o PSC e com a população, um projeto de resgate da família e dos valores cristãos em todo País. O PSC se fortalece porque tem ideias, filosofia e ideologias – destacou Marisa Lobo.
Leia na íntegra a nota oficial da psicóloga sobre a filiação:
Me filiei ao PSC depois de ser assediada por vários partidos, pois vi no PSC uma oportunidade de defender as bandeiras que já defendo há anos em minha vida.
Devido a muitos ataques que sofro, ir para um partido que tem o meu perfil, e que defende a fé cristã, é proteção para mim, e quero ser referência. Estou entrando para trabalhar a nível nacional com o partido, principalmente com as mulheres, e criar um exército feminino para defender a família tradicional. Somos contra: drogas, aborto, eutanásia, pedofilia, qualquer forma de abuso e, principalmente, vamos fazer movimentos em todo Brasil com as mulheres para reconstruir a família tradicional, reestruturar essa família tão desgastada; porque acreditamos na família como fator protetivo na prevenção ao uso de drogas e à violência. Família estruturada sociedade curada.
Estou pronta para, se for da vontade de Deus, ser sim uma parlamentar em 2014.
Marisa Lobo
Coordenadora Campanha Nacional MACONHA NÃO

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O QUE ESTAMOS FAZENDO COM NOSSAS CRIANÇAS?


Prof. Dr. Marcelo Domingues Roman - Prof. de Psicologia da UNIFESP /Campos Baixada Santista - Colaborador do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo -Texto publicado no Jornal do Litoral (Baixada Santista) 


Torna-se cada vez mais comum crianças e adolescentes serem encaminhados a serviços de saúde porque apresentam problemas na escola. Esse fenômeno não é novo e tem sido chamado de medicalização da educação: trata-se de reduzir questões escolares, e consequentemente sociais, a problemas médicos. Isso vem se intensificando a partir do uso de psicoestimulantes para controle de hiperatividade e incremento da capacidade de atenção. Também tem se tornado comum crianças e adolescentes serem encaminhados a serviços de justiça por razões semelhantes, sobretudo quando assumem formas agudas ou tendem a se cronificar, evidenciando, assim, outro fenômeno também conhecido entre nós, a chamada judicialização, ou seja, a redução das mesmas questões a problemas de justiça. Se no primeiro caso assistimos à administração de nocivas drogas psiquiátricas a sistemas nervosos ainda em formação, no segundo nos assombramos com o selamento de destinos à margem da sociedade e, pior, operado por profissionais encarregados de proteger e tratar a infância. 
A apresentação sucinta de um caso pode deixar mais claro o que estou afirmando. Wilson era um aluno de 5º ano quando o conheci. Ele costumava ter “surtos” – assim eram chamados, pelos agentes escolares, seus ímpetos de indisciplina e aparente descontrole. Em um desses ímpetos, a escola chamou a polícia, que a muito custo o controlou e decidiu por enviá-lo ao hospital em uma ambulância. O acontecimento é assustador, ainda mais se tratando de um menino de 10 anos. Mas, dirão os da escola, seu comportamento atingiu um nível inaceitável: agredia colegas e educadoras, gritava, xingava, saía correndo pelos corredores do prédio. Tanto é que havia sido diagnosticado por um especialista como portador de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), tendo sido lhe receitado Ritalina®. E, como estamos em um município em que esse medicamento é distribuído gratuitamente à população, não haveria razões para sua destemperança, a não ser por negligência do aluno ou de sua família. 
É preciso que analisemos com calma. O caso é complexo e não aceita respostas simples, o que, de cara, já nos faz desconfiar de uma saída baseada apenas no controle medicamentoso. A quem se dedica a estudar seriamente o fenômeno humano, torna-se claro que estabelecer causas lineares entre causa e efeito é, no mínimo, ingenuidade. Há que se pensar, sempre, em multideterminação, o que afasta a resposta tão frequente quanto simplista de que o comportamento de Wilson é efeito de mau funcionamento cerebral. A medicina não dispõe ainda de exames que afiram desequilíbrios neuroquímicos, ainda que estes desequilíbrios sejam propagandeados como causas inequívocas de supostos transtornos. Além disso, autocontrole voluntário do comportamento e da atenção são habilidades ensinadas e aprendidas, e não simples efeitos do funcionamento cerebral. Portanto, é mais acertado pensarmos que o funcionamento cerebral é efeito de processos de aprendizado social, não o contrário. Assim, as raízes da forma como Wilson se comporta devem ser buscadas nas suas relações com o contexto que o envolve, ao longo de toda sua existência. Isso significa levar em consideração sua vida dentro e fora da escola; sua história familiar e seu percurso na instituição. Escola e família, porém, também devem ser contextualizadas social e historicamente. É preciso saber a que classe social pertence a família, a que condições de vida está sujeita, qual a qualidade das políticas públicas de bem estar social a que tem acesso, quais as transformações tecnológicas, econômicas e sociais mais amplas que acabam influenciando o comportamento não só de Wilson e sua família mas de todos nós. Do mesmo modo a escola: qual a sua qualidade? Os professores são bem pagos, têm boa formação, boas condições de trabalho e participam democraticamente das decisões institucionais? Os conteúdos e métodos de ensino são adequados? Toda essa problemática é dissimulada quando apenas ministramos, ou tentamos ministrar, comprimidos de Ritalina® para Wilson. 
Mas há quem ganhe com isso, evidentemente. Em primeiro lugar a indústria farmacêutica com seus lucros astronômicos, capazes de financiar pesquisadores que divulgam o transtorno e o tratamento como verdades científicas avançadas e inquestionáveis. O sistema de saúde mental infantil do município também ganha, pois oferece com menor gasto uma resposta à demanda, uma vez que não se dispõe a lidar com a complexidade envolvida na questão. A escola e a professora de Wilson, caso ele tome o remédio, também ganham: se asseguram que o problema está apenas no aluno ou em sua família e não precisam, assim, questionar seu próprio trabalho. Então, quer dizer que o remédio funciona? De fato, os psicoestimulantes têm a capacidade inicial de aumentar a performance das funções cognitivas, entre as quais a capacidade de focar a atenção. É por esse motivo que a cocaína, ou mesmo a Ritalina®, são utilizados por profissionais ou estudantes em momentos estratégicos ou de pressão. 
Uma criança medicada na sala de aula é, inicialmente, uma criança focada e quieta. Sim, porque, paradoxalmente, o estimulante faz com que as crianças se aquietem, a ponto de se tornarem como zumbis. Na verdade, zombie-like é um sinal de toxicidade da medicação, cuja lista de reações adversas é alarmante: nervosismo, insônia, cefaleia, discinesia, tontura, dor abdominal, humor depressivo transitório, retardamento do crescimento etc. – a lista é grande; basta consultar a bula do medicamento. Seu consumo prolongado é sugerido, por certas pesquisas, como determinante de peso para a drogadição na adolescência e a ocorrência de pensamentos suicidas. Há longo prazo, parece que o medicamento induz a efeitos inversos do que se propunha a realizar: agitação motora e dificuldade de aprendizagem. Esse é o preço que estamos dispostos a pagar para calar nossas crianças? 
Fiquei inicialmente animado quando soube que o caso de Wilson seria discutido por profissionais de saúde, assistência social e educação, numa espécie de reunião interserviços. Nessa reunião, foi comentada sua complexa situação familiar: mãe viciada em cocaína, capaz de se prostituir para conseguir a droga; pai enfraquecido; relação erotizada entre mãe e filho, ambos refratários a prescrições medicamentosas. Isso sem contar outros agravantes comuns a vidas castigadas pela pobreza. A discussão foi bem rica, pois contou com diversas perspectivas profissionais provenientes de diferentes serviços públicos. Porém, algo unificou a diversidade: a sensação de impotência diante da complexidade do caso. Optaram então por acionar o Ministério Público, a fim de que este pressionasse Wilson e sua mãe a aderirem à medicação. Assim, um caso que manifestava, a seu modo, a difícil condição social a que são sujeitas inúmeras famílias em nossa sociedade, um caso que tinha como uma de suas vias de expressão condutas antissociais na escola, expressão esta transformada em patologia a ser medicada, agora encaminhava-se a se tornar um caso de justiça. 
Não é aceitável que continuemos a culpar e reprimir aqueles que mais sofrem as condições aviltantes de nosso funcionamento social. Não é possível que continuemos formando profissionais que se utilizam de meios pretensamente eficazes, neutros, “científicos”, para perpetuar formas de submissão dos deserdados e de desresponsabilização das instituições sociais. São necessários investimentos maciços em melhores condições de vida, em relações sociais humanizadas e em condições dignas de trabalho nas instituições de educação, saúde e assistência social, não na indústria farmacêutica nem em aparatos de controle jurídico e policial de problemas sociais.

 Fábio Alexandre Gomes Assistente Social - Cress 33.761/9ª região (12)9737-5494
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