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sábado, 7 de setembro de 2013

Pesquisa científica inédita mapeia rede de empresas que controlam a economia global


Visão crítica: Revelada a rede capitalista que domina o mundo
Este gráfico mostra as interconexões entre o grupo de 1.318 empresas transnacionais que formam o núcleo da economia mundial. O tamanho de cada ponto representa o tamanho da receita de cada uma.[Imagem: Vitali et al.]
Além das ideologias
Conforme os protestos contra o capitalismo se espalham pelomundo, os manifestantes vão ganhando novos argumentos.
Uma análise das relações entre 43.000 empresas transnacionais concluiu que um pequeno número delas - sobretudo bancos - tem um poder desproporcionalmente elevado sobre a economia global.
A conclusão é de trêspesquisadores da área de sistemas complexos  do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça.
Este é o primeiro estudo que vai além das ideologias e identifica empiricamente essa rede de poder global.
"A realidade é complexa demais, nós temos que ir além dos dogmas, sejam eles das teorias da conspiração ou do livre mercado," afirmou James Glattfelder, um dos autores do trabalho. "Nossa análise é baseada na realidade."
Rede de controle econômico mundial
A análise usa a mesma matemática empregada há décadas para criar modelos dos sistemas naturais e para a construção de simuladores dos mais diversos tipos. Agora ela foi usada para estudar dados corporativos disponíveis mundialmente.
O resultado é um mapa que traça a rede de controle entre as grandes empresas transnacionais em nível global.
Estudos anteriores já haviam identificado que algumas poucas empresas controlam grandes porções da economia, mas esses estudos incluíam um número limitado de empresas e não levavam em conta os controles indiretos de propriedade, não podendo, portanto, ser usados para dizer como a rede de controle econômico poderia afetar a economia mundial - tornando-a mais ou menos instável, por exemplo.
O novo estudo pode falar sobre isso com a autoridade de quem analisou uma base de dados com 37 milhões de empresas e investidores.
A análise identificou 43.060 grandes empresas transnacionais e traçou as conexões de controle acionário entre elas, construindo um modelo de poder econômico em escala mundial.
Poder econômico mundial
Refinando ainda mais os dados, o modelo final revelou um núcleo central de 1.318 grandes empresas com laços com duas ou mais outras empresas - na média, cada uma delas tem 20 conexões com outras empresas.
Mais do que isso, embora este núcleo central de poder econômico concentre apenas 20% das receitas globais de venda, as 1.318 empresas em conjunto detêm a maioria das ações das principais empresas do mundo - as chamadas blue chipsnos mercados de ações.
Em outras palavras, elas detêm um controle sobre a economia real que atinge 60% de todas as vendas realizadas no mundo todo.
E isso não é tudo.
Super-entidade econômica
Quando os cientistas desfizeram o emaranhado dessa rede de propriedades cruzadas, eles identificaram uma "super-entidade" de 147 empresas intimamente inter-relacionadas que controla 40% da riqueza total daquele primeiro núcleo central de 1.318 empresas.
"Na verdade, menos de 1% das companhias controla 40% da rede inteira," diz Glattfelder.
E a maioria delas são bancos.
Os pesquisadores afirmam em seu estudo que a concentração de poder em si não é boa e nem ruim, mas essa interconexão pode ser.
Como o mundo viu durante a crise de 2008, essas redes são muito instáveis: basta que um dos nós tenha um problema sério para que o problema se propague automaticamente por toda a rede, levando consigo a economia mundial como um todo.
Eles ponderam, contudo, que essa super-entidade pode não ser o resultado de uma conspiração - 147 empresas seria um número grande demais para sustentar um conluio qualquer.
A questão real, colocam eles, é saber se esse núcleo global de poder econômico pode exercer um poder político centralizado intencionalmente.
Eles suspeitam que as empresas podem até competir entre si no mercado, mas agem em conjunto no interesse comum - e um dos maiores interesses seria resistir a mudanças na própria rede.
As 50 primeiras das 147 empresas transnacionais super conectadas
  1. Barclays plc
  2. Capital Group Companies Inc
  3. FMR Corporation
  4. AXA
  5. State Street Corporation
  6. JP Morgan Chase & Co
  7. Legal & General Group plc
  8. Vanguard Group Inc
  9. UBS AG
  10. Merrill Lynch & Co Inc
  11. Wellington Management Co LLP
  12. Deutsche Bank AG
  13. Franklin Resources Inc
  14. Credit Suisse Group
  15. Walton Enterprises LLC
  16. Bank of New York Mellon Corp
  17. Natixis
  18. Goldman Sachs Group Inc
  19. T Rowe Price Group Inc
  20. Legg Mason Inc
  21. Morgan Stanley
  22. Mitsubishi UFJ Financial Group Inc
  23. Northern Trust Corporation
  24. Société Générale
  25. Bank of America Corporation
  26. Lloyds TSB Group plc
  27. Invesco plc
  28. Allianz SE 29. TIAA
  29. Old Mutual Public Limited Company
  30. Aviva plc
  31. Schroders plc
  32. Dodge & Cox
  33. Lehman Brothers Holdings Inc*
  34. Sun Life Financial Inc
  35. Standard Life plc
  36. CNCE
  37. Nomura Holdings Inc
  38. The Depository Trust Company
  39. Massachusetts Mutual Life Insurance
  40. ING Groep NV
  41. Brandes Investment Partners LP
  42. Unicredito Italiano SPA
  43. Deposit Insurance Corporation of Japan
  44. Vereniging Aegon
  45. BNP Paribas
  46. Affiliated Managers Group Inc
  47. Resona Holdings Inc
  48. Capital Group International Inc
  49. China Petrochemical Group Company
Bibliografia:

The network of global corporate control
Stefania Vitali, James B. Glattfelder, Stefano Battiston
arXiv
19 Sep 2011
http://arxiv.org/abs/1107.5728

domingo, 8 de janeiro de 2012

Pobres têm mais empatia e compaixão do que ricos, afirma pesquisadora


Incapaz de ver o sofrimento
As pessoas das classes socioeconômicas mais baixas são mais sensíveis ao sofrimento de outras pessoas.
Além disso, essas pessoas são mais rápidas para expressar sua compaixão do que os mais afluentes.
Assim, as diferenças emocionais entre ricos e pobres têm uma fundamentação científica, afirmam Jennifer Stellar e seus colegas da Universidade de Berkeley (EUA).
Segundo eles, não é que os ricos não se importem com o sofrimento dos outros, é que eles não foram treinados para perceber o sofrimento dos outros.
Cultura da compaixão e da cooperação
Segundo a pesquisa, as pessoas das classes média e alta têm uma menor capacidade de detectar e responder aos sinais de estresse e dor dos outros.
No geral, o estudo indica que o status socioeconômico é diretamente correlacionado com o nível de empatia e compaixão que as pessoas demonstram em face de situações emocionalmente carregadas.
"Não é que as pessoas das classes mais altas tenham um coração gelado. Elas apenas não reconhecem as dicas e sinalizações do sofrimento porque elas não tiveram que lidar com muitos obstáculos em suas vidas," propõe a Dra. Stellar.
Estas conclusões contestam estudos anteriores, que têm caracterizado as pessoas das classes mais baixas como sendo mais suscetíveis à ansiedade e à hostilidade em face da adversidade.
"Os resultados mais recentes indicam que há uma cultura da compaixão e da cooperação entre os indivíduos das classes mais baixas, que pode surgir das ameaças que elas enfrentam ao seu bem-estar," confirma Stellar.
Cooperação versus competição
Os pesquisadores salientam o fato de que seu estudo está sendo publicado em um momento de tensão entre as classes mais baixas e as classes mais ricas, como expresso no movimento de ocupação dos grandes centros financeiros.
Em vez de aumentar essa divisão entre as classes, Stellar afirma que espera que o estudo promova o entendimento entre as diversas classes.
Por exemplo, diz ela, os resultados sugerem que as pessoas de baixo status socioeconômico podem se sair melhor em ambientes cooperativos do que os mais ricos.
"Os indivíduos das classes mais altas parecem ser mais focados em si mesmos [do que na coletividade]. Eles parecem ser melhores em ambientes competitivos e individualistas," conclui a pesquisadora.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Enfrentando o Bullying (VRC)

Hoje, muita gente está falando do bullying e procurando soluções para esse grande problema. Quando a AMME Evangelizar começou a tratar do assunto, quase ninguém sabia o que era. Bullying é o nome em inglês para a Violência Repetida entre Colegas - VRC, como chamamos na AMME. Perseguir, encarnar, botar apelidos, zombar - a VRC é violência, é repetida insistentemente e acontece entre pessoas da mesma idade e grupo. VRC é a principal estrutura de pecado que afeta adolescentes de 12 a 14 anos.
A AMME já lançou dois programas que tratam do tema: o filme Toque de Mestre e o programa "Caminho da Paz". Foram os primeiros programas evangélicos contra esse tipo de violência. Em 2010, foram treinados 18.653 líderes em todo o Brasil para usar o programa "Caminho da Paz". Agora queremos aprofundar esse trabalho. Nosso ministério Salva Vidas está preparando uma OFICINA para tratar desse tema com mais profundidade e oferecer mais recursos aos líderes que querem trabalhar sobre esse tema. Isso faz parte de nosso esforço para evangelizar adolescentes e envolvê-los na evangelização. Você pode ajudar! 
Queremos reunir histórias sobre esse tipo de violência repetida entre colegas na adolescência. Se, na adolescência, você praticou esse tipo de violência, se sofreu ou testemunhou outros praticarem ou sofrerem, conte-nos sua história, ela poderá servir de exemplo no enfrentamento dessa estrutura de pecado que atinge os adolescentes. Seu nome, e-mail e localidade não serão revelados. Escreva para portal@evangelizabrasil.com e responda às seguintes perguntas. Faça isso ainda hoje.
  1. Quantos anos você tinha e onde aconteceu sua história de VRC?
  2. Quem praticou, sofreu e testemunho essa VRC?
  3. Como acontecia a VRC, com que frequência, o que era dito, feito?
  4. Quais foram as consequências da VRC para você na época?
  5. Foi feito algo para enfrentar a VRC? O que? Qual o resultado?
  6. Quais foram as consequências da VRC a longo prazo?
  7. Como a Igreja, o Evangelho, a fé participaram dessa história?
Você também pode ajudar divulgando essa mensagem para outras pessoas.
Seu para cumprirmos a missão bíblica,
José Bernardo
AMME Evangelizar




quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Aumento do uso de drogas entre estudantes.

      Levantamento divulgado nesta quinta-feira (16) pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) mostra um crescimento no número de estudantes que já utilizaram drogas ilícitas em algum momento da vida.
Realizada com alunos do ensino fundamental  (entre 6 e 14 anos) e médio (15 a 17 anos) de escolas públicas das 26 capitais e do Distrito Federal, a pesquisa mapeou a evolução do consumo de entorpecentes entre 2004 e 2010.
De acordo com o levantamento, a parcela de estudantes que admitiu ter utilizado algum tipo de droga ilícita "como maconha, cocaína, crack, anfetamínicos, anseolíticos e solventes", em 2004, era de 22,6%. Em 2010, esse número subiu para 24,2%.
O consumo de crack permaneceu estável nesse período: 0,7%. Já o consumo de cocaína entre os estudantes aumentou de 2% para 2,8%.
Considerada uma das drogas mais populares, a maconha também teve o percentual de usuários praticamente inalterado nos últimos anos, caindo de 5,9% para 5,8% o percentual de estudantes que admitiam ter utilizado pelo menos uma vez na vida a droga.
Escolas privadas
Em sua sexta edição, o "Levantamento Nacional sobre o Consumo de Drogas entre Estudantes do Ensino Fundamental e Médio da Rede Pública e Privada nas Capitais Brasileiras" – organizado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) e pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Universidade Federal de São Paulo – mapeou pela primeira vez o uso de entorpecentes entre estudantes de escolas particulares.
Foram realizadas entrevistas com 50.890 estudantes, sendo 31.280 da rede pública e 19.610 da rede privada. O cruzamento dos dados revelou que os alunos de instituições privadas relataram uso maior de drogas do que os estudantes da rede pública.
O total de estudantes com relato de uso no ano de qualquer droga – exceto álcool e tabaco – foi de 9,9% para a rede púbica e 13,6% na rede particular”, registra o estudo. A categoria "“uso no ano”" se refere aos estudantes que disseram ter utilizado algum tipo de droga nos últimos 365 dias anteriores ao estudo.
As drogas mais citadas pelos estudantes foram bebidas alcoólicas e tabaco, respectivamente 42,4% e 9,6% para o uso no ano. Em relação às demais foram obtidas as seguinets respostas: inalantes (5,2%), maconha (3,7%), ansiolíticos (2,6%), cocaína (1,8%) e anfetamínicos (1,7%)”.
Ainda na comparação com os dados de 2004, a pesquisa mostra uma queda de 49,5% no percentual de estudantes da rede pública que admitiram ter utilizado drogas como maconha, solventes e crack nos 365 dias anteriores ao estudo. Apenas a cocaína não registrou queda de consumo nessa análise. O consumo de álcool caiu 35,1% entre os alunos de escolas públicas. Já o de tabaco, apresentou redução de 37,6%.
Por: Robson Bonin Do G1, em Brasíla
 Fonte: G1 
 Conheça: MISSOES.ORG

sábado, 20 de novembro de 2010

Brasileiro está desapontado com a Justiça, revela pesquisa


Passam anos e os brasileiros continuam incrédulos na imparcialidade da Justiça no País. Segundo uma pesquisa criada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) – o Sistema de Indicadores de Percepção Social – a honestidade dos integrantes no Judiciário e a punição dos que se envolvem em casos de corrupção no Brasil é pífia.
De acordo com a pesquisa, publicada nesta quarta-feira (17/11), a “dimensão da honestidade dos integrantes da justiça é a que apresenta a pior avaliação, junto com as dimensões da imparcialidade no tratamento dos cidadãos e da rapidez na decisão dos casos”.
Os entrevistados deram nota 1,7 para o quesito “honestidade dos seus integrantes e punição dos que se envolvem em casos de corrupção”. Em segundo lugar, com 1,18 de nota ficou o quesito 1,18 “rapidez na decisão dos casos empatado com imparcialidade, tratando ricos e pobres, pretos e brancos, homens e mulheres, enfim, todos de maneira igual”.
A pontuação do estudo é assim distribuída: muito mal (equivalente a zero ponto), mal (equivalente a um ponto), regular (equivalente a 2 pontos), bem (equivalente a 3 pontos) e muito bem (equivalente a quatro pontos),
Melhor avaliado – mas ainda sem atingir sequer os dois pontos — ficou a opção “decisões boas, que ajudem a resolver os casos de forma justa”, que levou nota 1,60.
Segundo o Ipea, a pesquisa foi feita presencialmente, com visitas aos domicílios. Foram ouvidos 2.770 brasileiros em todos os Estados do país.
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terça-feira, 12 de outubro de 2010

A solução para a morosidade de Justiça existe e só não vê quem não quer

Roberto Monteiro Pinho

A morosidade da justiça não é um fenômeno apenas do brasileiro, vários países têm procurado solucioná-la, reformando suas leis e procedimentos administrativos, um deles a adoção de meios extrajudiciais de solução de conflitos, prestação jurisdicional feita por leigos, remunerados pela iniciativa privada, que peneiram, 60% das ações que deveriam seguir para o judiciário (que também tem composição de togados e leigos) estatal.
Este modelo já vem sendo adotado no Brasil através dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais Estaduais (Lei 9099/95 de 26 de outubro de 1995), e posteriormente estendido ao judiciário federal através da Lei 10259/01 com o fito de proporcionar uma justiça acessível, de qualidade e sem exclusão. O fato é que a sociedade desconhece alguns pontos da condução do processo, que depende o tipo de procedimento utilizado, a complexidade do caso, o tempo gasto na documentação e registro do feito, prazos para prática de atos processuais (resposta, exceções, recursos, etc.), tempo para operacionalização dos atos de comunicação processuais (citações, intimações), tempo gastos na coleta de provas e conclusão de perícias, resolução de incidentes (incompetência, suspeição e impedimento de determinado agente para o julgamento), desempenho pessoal de cada profissional na condução do caso e a cultura institucional.
Um estudo patrocinado pelo Banco Mundial, com a participação das associações de escritórios de advocacia Lex Mundi e Lex África, que compara a qualidade dos sistemas legais e judiciais de 109 países, através da análise comparada de dois casos relativamente homogêneos: o despejo de um inquilino e a cobrança de um cheque. O estudo mostra, com uma profusão de indicadores, que mesmo causas tão homogêneas como essas podem ter tratamentos muito diferentes nos vários países, seja em termos da sua regulamentação, seja na prática do judiciário, vale dizer, no seu curso pela justiça.
Em particular, o tempo requerido em média para uma definição desses casos e as formas em que esses processos correm na justiça, notadamente em termos processuais, pode variar significativamente de um país para outro. As causas variam de acordo com a cultura local, algumas extremas, outras de enorme equilíbrio, senão vejamos: julgamentos ocorridos em minutos, como no Afeganistão (cujo regime talibã controlava 2/3 do país no ano de 2001), a sodomia era crime punido com pena de mortes e os julgamentos eram sumários, duravam minutos, sem advogado de defesa e a decisão era inapelável.
Em Portugal, cujos preceitos de direito, são por vezes lembrados em nossas lides, os críticos apontam para a existência de rol extenso de processos judiciais pendentes, como resultado da ineficiência do sistema judiciário. Um estudo realizado pelo Observatório Permanente da Justiça em 2003 revelou que neste país, a duração média de um processo na primeira instância era de 912 dias, e que 14,7% dos processos judiciais duram mais de 5 anos.
Na Flórida, EUA, os casos que vão a julgamento no primeiro grau de jurisdição raramente atingem um ano. As maiorias dos casos são resolvidas em meses. Este estado americano foi o primeiro a implementar um programa de Resolução Alternativa de Disputas (ADR), em mediação junto aos tribunais, como forma de acelerar a resolução de conflitos. Esta mediação é obrigatória para determinados casos, de acordo com as normas e estatuto do estado. Segundo o último Exame Fórum, organizado pela revista Exame em agosto de 2004, no Brasil a situação é extremamente complexa, o documento concluiu que o Judiciário é um dos principais entraves ao crescimento do país. O Fórum teve a presença do economista Simeon Djankov do Banco Mundial, que apresentou dados levantados pela sua equipe.
O estudo apresentado revelou que a Justiça brasileira é uma das mais lentas do mundo. Uma simples disputa comercial leva, em média, 566 dias para ser resolvida. Na América Latina, só Bolívia, Guatemala e Uruguai têm uma Justiça mais lenta. Ainda segundo o estudo, na Holanda a mesma disputa é resolvida em apenas 48 dias, bem distante dos nossos prazos, que em muitas vezes chegam a 12 anos.
No Brasil é comum o devedor principalmente nas relações de trabalho, aconselhar o credor procurar a justiça para obtenção do seu crédito, sendo de tal a confiança no desestímulo causado pelo custo inicial da demanda e na morosidade. Este sinalizado consiste num dos maiores e abruptos entraves para dar equilíbrio nas relações trabalhistas, o que acaba estimulando uma série de problemas de ordem social, culminando com o desemprego, já que milhões de micros e pequenos empregadores, optam pelo isolamento, mergulhando na informalidade, (são 65 milhões no país), com isso perde o emprego de milhares e o estado deixa de arrecadar mais impostos.


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Divórcio faz mal à saúde, revela pesquisa com 8.652 pessoas

Bem diferente na vida irreal do cinema e da televisão, divórcio faz mal à saúde. Uma pesquisa com 8.652 pessoas revelou que a incidência de doenças severes é 20% maior entre divorciados.
A reportagem é da BBC Brasil e vai transcrita, a seguir.

"O divórcio tem efeitos nocivos e duradouros na saúde dos envolvidos que mesmo um novo casamento não consegue reparar, afirma um estudo americano.
A pesquisa da Universidade de Chicago foi feita com dados de 8.652 pessoas com idades entre 51 e 61. O estudo apontou que entre os divorciados a incidência de doenças crônicas – como câncer – era 20% maior do que entre pessoas que nunca casaram.
O índice cai para 12% entre aqueles que casaram novamente, afirma o estudo publicado na revista científica Journal of Health and Social Behavior.
Os pesquisadores afirmam que as pessoas começam a vida adulta com uma "quantia de saúde" que se mantém ou diminui de acordo com a experiência matrimonial de cada um.
A pesquisa sugere que as pessoas que são casadas continuamente podem ter o mesmo índice de doenças crônicas do que as pessoas que nunca casaram.
Apesar de as pessoas que casam novamente depois de um divórcio ou de se tornarem viúvas tendem a ser mais felizes do que antes, isso não diminuiria a suscetibilidade delas a doenças crônicas.
A socióloga da Universidade de Chicago Linda Waite, que conduziu o estudo, disse que o divórcio ou a viuvez afetam a saúde porque a renda cai e há mais estresse devido às discussões sobre custódia dos filhos.

ESTRESSE
A pesquisadora sugere que casamentos trazem benefícios imediatos de saúde, por estimular comportamentos saudáveis em homens e bem-estar financeiro para mulheres, mas que casamentos após divórcios não têm necessariamente os mesmos efeitos.
"Algumas situações de saúde, como depressão, parecem responder rapidamente e fortemente a mudanças nas condições atuais", diz Waite.
"Por outro lado, condições como diabetes e doenças cardíacas desenvolvem-se lentamente durante um período substancial e revelam o impacto de experiências passadas, que é o motivo pelo qual a saúde é afetada pelo divórcio ou viuvez, mesmo quando a pessoa casa novamente."
Outros pesquisadores que não participaram do estudo comentaram os resultados.
A pesquisadora Anastásia de Waal, do instituto Civitas, disse: "Esta pesquisa sublinha o fato de que enquanto o divórcio se tornou muito mais comum, ele pode ter um tremendo impacto não só emocional e financeiro, mas também na saúde da pessoa".
Christine Northan, do instituto Relate, disse: "Eu não estou surpreso com os resultados. É outro motivo para se trabalhar bastante para fazer com que os casamentos funcionem, a não ser que as relações sejam bastante destrutivas".

via http://www.prazerdapalavra.com.br

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Pesquisa revela: Brasileiro acha homossexualismo pecado


Uma pesquisa sobre sexualidade
mostrou que 58% dos brasileiros

consideram o homossexualismo "um pecado" contra as leis de Deus. O
estudo foi realizado pela Fundação Perseu Abramo e pela organização
alemã Rosa Luxemburgo Stiftung, que realizaram 2 mil entrevistas nas
cinco regiões do país. O objetivo era aferir a quantas anda o
preconceito contra gays no Brasil, em um ano que deve ser decisivo
para a comunidade homossexual – tramita Congresso Nacional o projeto
de lei nº 122/06, a chamada lei anti-homofobia, que pode criminalizar
manifestações contrárias aos gays. Mas para 29% das pessoas ouvidas, o
comportamento homossexual é uma "doença a ser tratada".

Segundo os organizadores da pesquisa, o estudo foi o primeiro a mapear
de forma tão ampla o sentimento contrário aos homossexuais. No
entender dos analistas, a principal constatação é de que o brasileiro
não tem dificuldade de confessar suas ideias acerca do tema. Nada
menos que 28% admitiram ter preconceito contra gays, lésbicas,
bissexuais e transgêneros, a comunidade GLBT. Os números, divulgados
pelo jornal Folha de São Paulo, foram recebidos com apreensão pelas
entidades de defesa dos direitos do segmento.

Os maiores níveis de aversão à homossexualidade foram observados nas
regiões Norte e no Nordeste. O levantamento mostrou alguns aspectos
inusitados. A maioria das pessoas que responderam às perguntas
disseram que não gostariam de ter um filho gay, mas que "procurariam
aceitar" a situação. Houve um número razoável (23%) de defensores da
tese de que a mulher "vira" lésbica porque não conheceu um "homem de
verdade. Além da ideia de pecado, o estudo revelou que 84% dos
brasileiros concordam plenamente com a tese de que homem e mulher
foram criados por Deus para "cumprir sua função sexual", ou seja,
manter relacionamentos héteros, capazes de gerar filhos.

Fonte: Agência Folha
via FENASP

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