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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A Rota da Reciclagem - aprenda a descartar corretamente seu lixo




Algumas vezes não se consegue encaminhar algo para reciclagem simplesmente porque não se sabe para onde. A fim de facilitar a vida das pessoas em relação ao descarte de resíduos que podem e devem ter uma destinação produtiva ou adequada, existe um site que dá o endereço de pontos de coleta em todo o Brasil. 

Trata-se do Rota da Reciclagem - www.rotadareciclagem.com.br -, um espaço na rede que dispõe de um serviço de busca por meio de mapas que permite ao usuário identificar o ponto de coleta ou a cooperativa de reciclagem mais próxima de onde ele está. Informa ainda onde estão localizadas as empresas comerciais que trabalham com compra de materiais recicláveis e os pontos de entrega voluntária.

Esta iniciativa recebe o apoio da Tetrapak e está em constante atualização, contando para isso com a participação dos usuários, que podem informar sobre iniciativas de coleta seletiva que ainda não estejam listadas no site.

FONTE: Instituto Ethos

Via http://www.agrosoft.org.br

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Dois poemas de J. F. Aguiar

FLASH


Em situações de pouca luz
Um flash pode iluminar
A poesia tão real
Pode ser um sonho
Um Zum, um retrato
A cidade e seus maltratos
O catador de papel
Seu carrinho de Mão
Papéis, plásticos, papelões
Tudo isto pode se tornar
Casa, cama, feijão
Neste vai e vem nas ruas
O sonho de uma sobra melhor
O que vê entre os restos
Um bêbado ao chão
Meninos esticados à calçada
Em outra esquina, três mulheres
Franzinas, marcando o ponto
O que mais lhe chama atenção
Não são os olhos das mulheres
E nem tão pouco seus corpos
São as latinhas de cervejas em suas mãos
Ele aguarda o último gole
Estas latas serão pães
Pensou o catador um pensar ecológico
Em que usina transformar
Os meninos, as mulheres e os bêbados?
Nas usinas dos homens não os vejo...
Quem sabe haverá catadores de homens ?
Carregando estas criaturas
Para a usina de Deus.





NO MEIO DO CAMINHO

No caminho há um pedra
Drummond nem sonhava
Em Minas, São Paulo até Brasília
Há um Pedra no caminho
Pode ser escondida na palma mão
Homens, mulheres e meninos
Quem dá dois por uma pedra?
Quem tem uma nota de cinco?
Em um cachimbo a fumaça
Euforia de morte, alucinações
A pedra gravada na mente
Neurônios sangrando morte
Zumbis inquietos
Agora ao chão
Ratos, baratas
Juntos resto de gente
Nada que não seja a pedra
Parece tocá-los
São poucos minutos
Viagens ensaios de morte
A bolsa do crack a noite inteira
Comprando e trocando tudo
Salsichas vencidas achadas no lixo
Tudo por um a pedra
Crianças, vidas marcadas
Mulheres grávidas
Vivendo com os ratos
Nas marquises das ruas
Socorro! socorro!
Gente bem vestida
Tênis da moda
Moradores de rua
Não existe mais rico
Não existe mais pobre
Todos rente ao chão
Socorro!... nos socorram!
Os homens inventam
Pedra da morte
Deus nos deu a Pedra da Vida
Os construtores rejeitaram
Ele se tornou a Pedra principal
Não há salvação em nenhum outro
Só Jesus... Só Jesus!




Visite o blog do autor: http://virtudemaior.blogspot.com

quarta-feira, 18 de maio de 2011

"Lixo não existe. Resíduos sólidos são matéria-prima a ser reaproveitada", diz especialista


A reciclagem de resíduos sólidos movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano. Tudo que é descartado pode se transformar em matéria-prima para a indústria por meio de uma correta coleta seletiva do lixo. Para o coordenador do Núcleo de Educação Ambiental do Prevfogo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Genebaldo Freire, a coleta seletiva pressupõe um planejamento rigoroso e o contato com as cooperativas de catadores, para que todos saibam o que será aproveitado e qual será o encaminhamento adequado para vidros, pilhas, bate


"Em muitos lugares o processo está acontecendo de uma forma natural, tanto que não usamos mais o termo lixo, porque é sinônimo do que não presta. Usamos resíduos sólidos, porque significa matéria-prima a ser reaproveitada. Lixo não existe."

O interesse pela reciclagem de pneus e eletroetrônicos tem aumentado no país. O tempo médio de utilização de computadores e impressoras, por exemplo, é cinco anos. Para as geladeiras e os fogões, algumas empresas já se especializam na coleta, desmotagem e encaminhamento para as usinas de reciclagem.

A coordenadora de Consumo Sustentável do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Fernanda Daltro, diz que este é um dos pontos que está sendo discutido com os setores envolvidos. "Nós temos alguns programas voluntários, como o das operadoras de celulares. Estamos pensando em mecanismos de comunicação para o consumidor saber onde deve devolver os aparelhos e equipamentos."

Para Severino Lima Júnior, do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), é possível ganhar dinheiro com o material reciclado embora existam alguns problemas. "As cooperativas bem organizadas conseguem um bom preço. No Nordeste, por exemplo, tem poucas indústrias e por isso a garrafa PET é vendida a R$ 0,80. Em São Paulo o preço é R$ 1,30."

Um estudo feito pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem(Cempre) mostra que o ganho médio do catador é 1,5 salário mínimo nas regiões Sudeste e Sul e um salário mínimo nas demais regiões.

Joel Carneiro é catador há 20 anos e trabalha no Aterro Sanitário de Brasília. Segundo ele, dá para viver de reciclagem. Carneiro também faz parte de uma cooperativa, o que tem facilitado e proporcionado parcerias com o empresariado.

Atualmente é possível transformar até o resíduo hospitalar. O Hospital Instituto de Medicina e Cirurgia do Paraná (IMPC) instalou um equipamento, o Newster 10, que trata os resíduos através de trituração e esterilização. Depois de meia hora em funcionamento, e de um resfriamento feito com a ajuda de água, os resíduos saem prontos para voltar à natureza sem comprometer o meio ambiente.

"Estamos facilitando a estrutura hospitalar", explica o médico José Lazarotto de Mello e Souza. A máquina transforma em lixo comum os materiais para diálise, como placas e tubos, e até mesmo os de laboratório, como caixas para cultura de micróbios.

Ana Lúcia Caldas - Repórter

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