Mostrando postagens com marcador eleições. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador eleições. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Auditores-fiscais paralisam atividades após ministro fragilizar combate a trabalho escravo

 

Sergio Carvalho

Por Laura Scofield / apublica.org 

 Mais de 380 auditores fiscais do trabalho paralisaram suas atividades em protesto após ações do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, beneficiarem empregadores que foram flagrados pelos fiscais mantendo trabalhadores em condições análogas à escravidão. Os auditores consideram que o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) tem vivido sob um “regime administrativo de exceção” que fragiliza o combate à escravização e assedia moralmente os funcionários públicos.

No documento em que comunicam a paralisação, os auditores citam ao menos três interferências do ministro, chamadas avocações, em processos que haviam concluído pela inclusão de empregadores na Lista Suja do Trabalho Escravo. Entretanto, fontes ouvidas pela Agência Pública alertam que o número pode ser maior, já que o ministro colocou as decisões a respeito das avocações sob sigilo.

O caso mais conhecido envolve a JBS Aves, que foi retirada da lista após Marinho decidir pela reavaliação do processo que envolvia a empresa pela consultoria jurídica do ministério, o que não é parte do trâmite normal para inclusão de um empregador no cadastro. De acordo com os auditores, a ação do ministro é inédita e cria uma instância recursal administrativa extra e que não atende aos critérios técnicos de Inspeção ao Trabalho. Entre as justificativas para a avocação, um parecer da AGU (Advocacia-Geral da União) citou a “relevância econômica” da empresa envolvida. A Pública revelou que a ação fez com que todos os coordenadores estaduais de combate ao trabalho escravo deixassem seus postos. 

Na última terça-feira, 2 de dezembro, a Justiça do Trabalho determinou que a JBS Aves e as outras duas empresas sejam incluídas imediatamente na lista suja. A decisão argumentou que houve tentativa do governo federal de barrar a divulgação dos nomes por motivos políticos e econômicos, e não com base em critérios técnicos ou legais. O MTE afirmou que recorrerá da decisão.

No documento em que comunicam a paralisação, os auditores classificam as avocações como “indevidas” e criticam a declaração de sigilo em relação às análises do ministério. Os funcionários públicos também ressaltam que a “dispensa de publicidade” dos atos “é incompatível com o Estado Democrático de Direito”. 

Os auditores afirmam que não realizarão “novas operações de fiscalização de combate ao trabalho escravo em âmbito nacional e regional”, mas que as operações já iniciadas serão concluídas. Como condições para o retorno ao trabalho, eles pedem a anulação ou suspensão dos efeitos das avocações, a garantia formal de que nenhum auditor sofrerá retaliação e a abertura dos processos sigilosos para escrutínio público.

“Esse movimento é em resposta ao recrudescimento que está ocorrendo por parte do Ministro do Trabalho na autonomia da inspeção do trabalho e nas ações dos auditores fiscais do trabalho”, explicou à reportagem o auditor e membro da coordenação executiva nacional da Anafitra (Associação Nacional de Auditores Fiscais do Trabalho), Mário Diniz.

Interferência do ministro resultou em anulação e auditores denunciam assédio moral

Outra interferência de Marinho envolve a empresa baiana Santa Colomba, cujos seguranças privados algemaram, agrediram, e trancaram um trabalhador em um quarto, conforme revelado pelo Brasil de Fato. Como o processo está sob sigilo, não é possível acessar a conclusão da consultoria jurídica do ministério sobre o caso.

No caso que envolve a APAEB (Associação Comunitária de Produção e Comercialização) do SISAL, entretanto, um documento obtido pela Pública indica que a consultoria do MTE concluiu “nulidade absoluta” dos autos de infração que haviam baseado a inclusão da APAEB na Lista Suja do Trabalho Escravo ainda em 2024. Ou seja, após a avocação, o processo e a punição foram extintos. Na carta de informe do protesto, os auditores afirmam que, após a decisão, o caso foi enviado à Corregedoria, “configurando ameaça direta e criminalização da atividade técnica regular” dos fiscais.

“Os auditores estão em choque com essa atitude do ministro, que não aconteceu nem nos regimes de exceção, nem no governo anterior e nem no governo que se organizou depois da deposição da presidente [Dilma Rousseff]”, afirmou Diniz.

O documento assinado pelos auditores que aderiram à paralisação concluiu que “a realidade apresentada, para além das flagrantes ilegalidades demonstradas, possui claros indícios de prática de assédio moral e institucional contra a categoria”.

Além de já terem apresentado uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental ao STF (Supremo Tribunal Federal), que aguarda análise do magistrado que substituirá o ex-ministro Luís Roberto Barroso, os auditores também pretendem levar o caso à OIT (Organização Internacional do Trabalho).

Via https://protecao.com.br/


sábado, 3 de fevereiro de 2024

IBGE revela: Brasil tem mais pessoas morando em residências do que nas ruas


 O título deste post é um chamariz. Utiliza a burla do ridículo e do óbvio para atrair.

Outra burla, igualmente obscena, tem sido utilizada pelo órgão oficial, e reproduzida por entes de imprensa e pessoas por todo o pais, na última semana. Ela, a burla, soa literalmente assim:

Brasil possui mais templos religiosos do que escolas e hospitais somados.

Você eventualmente deve ter visto essa "notícia", em suas redes sociais ou sites noticiosos.

O preconceito aqui é axiológico, nasce com a expressão, o próprio "raciocínio" que ela promove.

Religião é coisa de foro íntimo, particular. Templos religiosos, do terreiro de candomblé ao templo budista, passando pelo motivo velado fundamental do ódio, os templos evangélicos, são erigidos com o dinheiro dos fiéis, ou de seus idealizadores. Sim, muitos templos sequer "se pagam", e aquele que os mantém o faz por fé. Outros sim, excedem-se no lucro, e malversam algo que deveria ser sagrado. Mas em ambos, em todos esses âmbitos, eu e você, que dirá o poder público, temos pouco ou nada a ver com isso. 

Já escolas e hospitais dizem respeito a todos, pois são pagos com impostos. Seus gestores, funcionários públicos em sua maioria, estão a serviço da sociedade e por esta remunerados. Perdão, sei que essa pedagogia chega a ser ultrajante. Mas é para dar a dimensão da situação a que chegamos.

Como comparar a esfera particular com a esfera pública? Qual a relação que se busca promover ao comparar a existência de templos religiosos com a de escolas e hospitais? Fica implícito o caráter maniqueísta, de contrapor algo "positivo" a algo "negativo"; ou necessário/desnecessário, ou qualquer outra maniqueismada que se queira.

Vamos deitar um outro vestido ao raciocínio. Você viu alguma postagem ou reportagem (já não são a mesma coisa, diluídas na sopa de ideologias espúrias de seus veiculadores, uns pagos e diplomados, outros entusiastas de sofá?), sim, você viu por acaso reportagem ou postagem (que dirá recenseamento), seja do próprio IBGE, da Folha, de seu primo ateu, de seu professor marxista, nesta linha:


BRASIL TEM MAIS BARES DO QUE ECOLAS E HOSPITAIS


Viu?

Falo agora aos evangélicos. Já é tempo de levantar do canto do ringue e combater o preconceito aberto e velado que muitos vomitam ou excretam sobre nós, dia após dia. O comentário judicioso no grupo de família, escola, trabalho; a postagem tendenciosa do amigo, dO Globo ou do IBGE; o olhar repetidamente atravessado (foco no repetitivo, é sintomático) em qualquer ambiente, da empresa aos coletivos...

Eu costumo aplicar um método desconstrutivo para explicitar o preconceito das falas, preconceito que mal conseguem esconder. O truque, quase socrático em sua rusticidade, consiste na simples substituição de palavras e expressões.

Quando ouvir: "Pastor é tudo ladrão" (vários o são, conheci alguns pessoalmente) troque o "pastor" por "preto", e pergunte à pessoa se ela concorda com a mudança. "Preto é tudo ladrão". Dá até cadeia, hum? Sim, e muito justificadamente. Mas o que muitos não sabem ou não querem fazer valer é que o primeiro comentário e congêneres também. Para o bom funcionamento (e exposição do preconceituoso) vale qualquer substituição, por opção sexual (gay, lésbica, hétero, etc.), por etnia, classe profissional, nacionalidade. A ideia é a de que, quando atingida, a pessoa reflita sobre a própria intolerância que, acredite, muitas vezes é semi-voluntária e segue o abjeto padrão mental do pre-conceito: Economia mental, esforço simplificador para não esforçar-se em raciocinar, em pensar por si mesmo. Sem desconsiderar o ódio gratuito ou pago, mas execute a manobra ao rigor da Lei: presuma inocência.

Além da antiga Lei que protege a liberdade de culto - e o respeito à fé alheia, há poucos dias se comemorou o Dia de Combate à Intolerância Religiosa, firmado pela Lei 11635/07. Tal lei ou data surgiu num contexto de proteção aos cultos de matriz africana, que têm sofrido preconceito histórico, desde sua introdução (ou criação, no caso da umbanda) em nosso país. Mas a primeira Lei não protege apenas estes, assim como a segunda não visibiliza apenas a sua causa. Toda intolerância religiosa deve ser judicializada. E judicializar, você sabe, segue o mesmo processo: Gravam-se falas, "printam-se" comentários, arregimentam-se testemunhas. 

Emitir opinião contrária não é crime. A intolerância se mostra quando os termos são agressivos, quando o ódio vaza do canto das bocas, quando o padrão se repete.

O mal se combate em campo. Tomemos a iniciativa, pois a bovinidade só interessa aos açougueiros, aos carrascos. 


Sammis Reachers

___________________________________________________

A reprodução deste texto é liberada em qualquer meio e plataforma, desde que creditada a fonte.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

A MENTIRA - Filemon Martins

 


A MENTIRA

Filemon Martins

 

Nunca no Brasil um vocábulo esteve tão em voga quanto o termo mentira. Mente-se descaradamente em todos os setores, em todos os lugares, em todos os segmentos da sociedade. Aliás, a imprensa, incluindo aí as redes sociais, não diz que são mentiras. São ¨fakes news¨, como se não soubéssemos que são mentiras mesmo ou notícias falsas, o que vem a ser a mesma coisa.

Como exemplo está ocorrendo a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que se propõe a investigar possíveis omissões no combate à Covid-19. Ocorre que os responsáveis pela investigação, alguns respondem a inúmeros processos na justiça por atos ilícitos e crimes cometidos no exercício de seus mandatos, e além disso, o indivíduo convocado a depor presta seu depoimento e do outro lado alguém próximo ao depoente, afirma que suas respostas estão eivadas de mentiras. Há outros, mais suspeitos ainda, que entram para depor portando um documento outorgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que lhe permite ficar em silêncio e nada responder. Entram calados e saem mudos. Tema que um leigo em Direito como eu não consegue entender. Parece que o que era para ser direito, está torto mesmo.

Affonso Romano de Sant’anna, em seu magnifico poema ¨A IMPLOSÃO DA MENTIRA¨, diz: ¨Mentem no passado. E no presente passam a mentira a limpo. E no futuro mentem novamente. Mentem fazendo o sol girar em torno à terra medieval/mente. Por isto, desta vez, não é galileu quem mente, mas o tribunal que o julga herege/mente. Mentem como se Colombo partindo do Ocidente para o Oriente pudesse descobrir de mentira um continente. Mentem desde Cabral, em calmaria, viajando pelo avesso, iludindo a corrente em curso, transformando a história do país num acidente de percurso¨.

A mentira tem o poder de destruir o caráter e a personalidade de qualquer pessoa, seja o cidadão comum ou o político consagrado. É muito frustrante nas eleições brasileiras quando acreditamos que este ou aquele candidato é decente e honesto. Depositamos na urna um voto de confiança. Depois de eleito, já no cargo que o elegemos, vem a decepção porque ele mentiu. Percebe-se que o objetivo do governante não é governar para o bem da coletividade e sim proteger sua família, seus amigos empresários e capitalistas que querem mais lucro, não importa a quem o chicote vai alcançar.

A mentira inferniza e destrói lares, porque um dos parceiros mentiu. Há pessoas que fazem da mentira uma prática diária. Mentem aqui e acolá e vão mentindo pela vida afora, querendo transformar a mentira que apregoam em verdade cristalina e pura. Não é sempre que conseguem. Geralmente são desmascarados pelos fatos.

A sociedade não prospera quando a mentira alimenta a corrupção que medra em todos os terrenos, especialmente onde há dinheiro. O grande jurista e advogado Rui Barbosa, em campanha presidencial contra Epitácio Pessoa, pronunciou um discurso no Rio de Janeiro, em março de 1919, ¨O REINO DA MENTIRA¨ – ¨Mentira toda ela. Mentira de tudo, em tudo e por tudo. Mentira na terra, no ar, até no céu, onde, segundo o padre Vieira, o próprio sol mentia ao Maranhão, e direis que hoje mente ao Brasil inteiro. Mentira nos protestos. Mentira nas promessas. Mentira nos programas. Mentira nos projetos. Mentira nas reformas. Mentira nas convicções. Mentira nas soluções. Mentira nos homens, nos atos e nas coisas. Mentira no rosto, na voz, na postura, no gesto, na palavra, na escrita. Mentira nos partidos, nas coligações e nos blocos. Mentira nas instituições. Mentira nas eleições. Mentira nas apurações. Mentira nas mensagens, nos relatórios, nos inquéritos, nas candidaturas, nas garantias, nas responsabilidades, nos desmentidos. A mentira é geral. Uma impregnação total das consciências pela mentira, que se acaba por se não discernir a mentira da verdade, que os contaminados acabam por mentir a si mesmos e muitas vezes não sabem se estão, ou não mentindo¨.

Jesus afirmou que o pai da mentira é o diabo. Portanto, aqueles que mentem e não se arrependem se tornam filhos do diabo. No episódio da crucificação de Cristo, Pedro, o grande Pedro mentiu três (3) vezes antes que o galo cantasse. Mas as Escrituras Sagradas também informam que Pedro se arrependeu e chorou amargamente. E a Bíblia é muito clara sobre a mentira: ¨Não darás falso testemunho contra o teu próximo¨. Êxodo 20:16 - ¨A testemunha sincera não engana, mas a falsa transborda em mentiras¨. Provérbios 14:5 - ¨Não furtem. Não mintam. Não enganem uns aos outros¨. Levítico 19:11 - ¨Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo¨. Efésios 4:25 - ¨E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará¨. João 8:32 - ¨Quem pratica a fraude não habitará no meu santuário; o mentiroso não permanecerá na minha presença¨. Salmos 101:7 - ¨Que a sua palavra seja sim, sim e não, não¨. Mateus 5:37.

Diante de tudo isto, o quadro é desanimador, porque infelizmente no Brasil a mentira foi banalizada e se transformou em arma para destruir pessoas, relacionamentos, mina a confiança e quase sempre machuca tanto que é impossível o conserto.

Do livro Caminhos do Jordão da Bahia (RG Editores, 2022).

Blog do autor: http://filemon-martins.blogspot.com/



quinta-feira, 4 de junho de 2020

Cada vez menos cristãos apoiam Bolsonaro



Há dois fatos que não podemos tolerar: 


1. A associação da fé que professamos ao Bolsonarismo, que consideramos contrário aos valores do cristianismo.
Lamentamos o apoio acrítico, efusivo e institucional que setores inteiros do movimento evangélico brasileiro têm dado ao presidente da República. Movidos pela fidelidade ao evangelho de Cristo, assinamos esse manifesto a fim de dizer que estamos entre aqueles que repudiam essa aliança política. 

2. A ameaça que o Bolsonarismo representa à democracia brasileira
No dia 19 de abril, o Brasil testemunhou o presidente da República participar de um ato antidemocrático no qual manifestantes portavam faixas pedindo pela restauração do AI-5 e fechamento do STF e do Congresso Nacional. 
No dia 22 de maio, o general Augusto Heleno, chefe do GSI, divulgou uma “nota à nação brasileira” na qual declarou que uma decisão favorável à apreensão do celular do presidente poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional. 
Em seguida, o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo, manifestou apoio ao general Heleno, e 89 oficiais da reserva ameaçaram o STF aventando a possibilidade de uma guerra civil. 
Um dos filhos de Bolsonaro declarou no dia 27 de maio que é inevitável que o país tenha uma ruptura institucional. Silêncio por parte do pai. 
Não dá mais para viver sob a tensão desse impasse, jamais sabendo, por exemplo, se amanheceremos amanhã privados do direito de livre expressão do pensamento.
É insurportável a ideia de que as instituições do Estado democrático de direito entrarão em colapso, pelos simples fato de o poder das armas ter prevalecido sobre o poder da justiça e do direito.
Trememos de pensar nos nossos compatriotas morrendo nas ruas por causa da irresponsabilidade e espírito anti-republicano de uns poucos, uma vez que milhões não estarão dispostos a se tornar gado dos usurpadores do poder.
Nós cristãos estamos unidos no propósito de oferecer resistência pacífica e democrática ao bolsonarismo. 
Com a Constituição Federal nas mãos, usando as armas da razão, tomando a vereda das instituições democráticas -arena para o debate racional entre seres que, embora vejam a vida de modos diferentes, sabem que nasceram para viver harmoniosamente em sociedade-, resistiremos a toda e qualquer tentativa de supressão de direitos e garantias constitucionais. 
Não se trata de uma batalha entre esquerda e direita. Estamos diante de ameaça a valores compartilhados pelo que de melhor existe em ambas as ideologias.
Admitimos que há diferenças político-ideológicas entre nós cristãos. Contudo, num ponto estamos de acordo: os problemas da democracia devem ser tratados de modo democrático. Buscar governar sem o consentimento dos governados é grave violação de direitos inegociáveis de seres criados à imagem de Deus. 

Pr. Antônio Carlos Costa


Assine o manifesto no site Avaaz: 

terça-feira, 10 de março de 2020

Seminário debate papel da reforma tributária na redução de desigualdades


A Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) e a Oxfam Brasil promovem, no dia 11 de março (quarta-feira), o seminário O papel da reforma tributária na redução de desigualdades no Brasil. Haverá transmissão ao vivo online – o link será divulgado em breve aqui.
O seminário é aberto ao público e tem como propósito contribuir para o debate em pauta no Congresso Nacional, a partir da perspectiva da redução de desigualdades. O evento será realizado no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, e contará com a presença de especialistas para discutir o assunto.

Reforma tributária é mais do que mera simplificação da tributação

“Precisamos refletir sobre as decisões que estão sendo tomadas no Congresso Nacional. Por isso, o seminário será uma boa oportunidade para apresentar questões importantes para a sociedade”, afirma Charles Alcantara, presidente da Fenafisco. “O debate atual sobre a reforma tributária tem focado apenas na questão da simplificação da tributação do consumo. Entretanto, não toca na tributação da renda e do patrimônio. Assim, esse debate não é suficiente para corrigir o sistema tributário e recuperar a economia brasileira.”
São três mesas de debate discutindo o papel da reforma tributária na redução das desigualdades. A primeira tem como tema “Desigualdades no Brasil: causas e efeitos”. Nela participarão os professores Débora Freire, da UFMG, e Paulo Feldmann, da USP. A coordenação é de Iara Pietricovsky, do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).
A segunda mesa discutirá o papel da Constituição Federal e da tributação. Elida Graziane, procuradora do Ministério Público de Contas de São Paulo, e Eloísa Machado, professora de Direito da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) e a advogada Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos (CADHu), estarão presentes. A coordenação é de Carolina Brígido, jornalista de O Globo.

Qual a reforma que o Congresso está construindo?

Na terceira mesa, serão abordadas as propostas que estão em discussão pela Comissão Mista da Reforma Tributária no Congresso Nacional, com a participação de Nelson Machado, da diretoria do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF); Luiz Carlos Hauly, ex-deputado federal pelo PSDB; Josue Pellegrini, diretor da Instituição Fiscal Independente; Esther Dweck, professora da UFRJ; e Eduardo Fagnani, professor da Unicamp.

Essa terceira mesa debate será coordenado pela diretora-executiva da Oxfam Brasil, Kátia Maia.

“Colocaremos em discussão que tipo de reforma tributária se está construindo. Essa é uma agenda pendente no Brasil há anos e seu adiamento alimenta um sistema que funciona para poucos e não para a maioria da população. Portanto, é hora de priorizar uma reforma tributária que acabe com privilégios e injustiças”, pondera Kátia Maia.

Serviço

Seminário “O papel da reforma tributária na redução de desigualdades no Brasil”
Data: 11 de março de 2020, quarta-feira
Horário: das 9h30 às 17h
Local: Auditório Nereu Ramos, Câmara dos Deputados, Brasília (DF)

Inscrições: http://bit.ly/2VKpm9u
Aberto ao público (entrada franca)

Programação

9h30 – 10h | Abertura 
  • Marlúcia Ferreira Paixão, vice-presidenta da Fenafisco
  • Oded Grajew, presidente do Conselho Deliberativo da Oxfam Brasil
10h – 11h30 | Desigualdades no Brasil: causas e efeito
  • Debora Freire, professora da UFMG
  • Paulo Feldmann, professor da USP
  • Coordenação: Iara Pietricovsky, membro do Colegiado do INESC
11h30 – 13h | A Constituição Federal e o papel da tributação na redução das desigualdades
  • Eloísa Machado de Almeida, professora de Direito da FGV e advogada do CADHu
  • Elida Graziane, procuradora do Ministério Público de Contas de São Paulo
  • Coordenação: Carolina Brígido, jornalista de O Globo
13h – 14h30 | Almoço
14h30 – 17h | De um sistema tributário regressivo a um sistema que reduza as desigualdades
  • Nelson Machado, membro da diretoria do CCiF
  • Luiz Carlos Hauly, ex-deputado Federal pelo PSDB
  • Josue Pellegrini, diretor da Instituição Fiscal Independente
  • Esther Dweck, professora da UFRJ
  • Eduardo Fagnani, professor da Unicamp
  • Coordenação Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Árvore é cura para uma São Gonçalo adoecida

Centro de Alcântara, em São Gonçalo - RJ
Artigo publicado originalmente no Jornal Daki
O século XXI encontrou a questão ecológica no topo das discussões. Em diversas partes do mundo, as questões ambientais e logo, a compreensão da dimensão ecológica da Terra e do Homem em suas interações com o meio, tem sido pesquisada, refletida e ensinada.
Desde Lovelock e sua Hipótese de Gaia, que percebia a Terra como um mega organismo de interações holísticas e interconexões, tal a ideia tem se disseminado.
Novas descobertas trazem luz sobre fenômenos complexos da natureza, como por exemplo a questão da comunicação entre as plantas.
Utilizando entre outros mecanismos a imensa flora de fungos à sua disposição, as plantas parecem comunicar-se, estabelecendo uma rede de trocas informacionais que alguns especialistas comparam à internet.
Plantas parasitas também parecem exercer controle a nível molecular, com trocas genéticas que visam facilitar ou ‘pacificar’ sua simbiose com as plantas hospedeiras.
Neste novo e surpreendente campo que se descortina, novos métodos e uma nova nomenclatura são necessários; a base epistemológica da Ecologia amplia-se, ao vislumbrar complexidades a nível ecológico jamais sonhadas.
Exemplo de tema na ordem do dia: Nosso conceito de que os vegetais são seres vivos merece ser ‘ampliado’, agora que sabemos que eles são capazes de comunicação e de certo nível de senciência (vida consciente)? E em que categoria de ‘vida’ os colocaríamos? O ser humano precisa mudar sua percepção/relação acerca do reino vegetal? São questões em aberto, uma discussão ainda à espera de seus codificadores, de seus tradutores epistemológicos. Isso tudo mostra como é ainda grande e promissora a tarefa que compete ao ser humano em sua compreensão do reino vegetal.

* * *
Toda essa explanação acima foi para chegarmos em nosso lugar, nossa província insossa, nossa São Gonçalo das Pelejas e do Desmazelo.
O município nunca teve uma política efetiva de arborização urbana, e que dirá para além de sua faixa urbanizada. Há municípios circunvizinhos que mantêm políticas de distribuição de mudas gratuitas para sua população. “Ah, mas são municípios mais ruralizados”, dirá o crítico. Eu chamaria de mais espertos...
Mas vamos ao principal: A imensa, eu diria mesmo diabólica ilha de calor que se forma a partir de Alcântara e avançando para o centro é originária de nosso desenvolvimento desordenado e desarborizado. Nossos espaços mais urbanizados ganham até cinco graus a mais de temperatura se comparados ao entorno! É tempo de proclamarmos que as árvores não são um mimo romântico, um “embelezamento” para a urbe, mas sim COLUNAS de sustentação da VIDA – principalmente nos espaços de concreto e asfalto. Vai demorar, vai doer quando da arborização de nossos espaços tão apertados? Não temos opção: a cidade está doente e a árvore faz parte da cura.
Estamos em ano eleitoral. Questione seus candidatos sobre o que pensam do assunto, e além: Que projetos efetivos possuem já planejados para o problema.
Lancemos uma outra proposta aqui: a criação de um Jardim Botânico – na medida de nossas poucas forças e muitas outras prioridades – em nosso município. Terras livres? Santa Isabel tem suficientes para criarmos até um pequeno país!
E não se esqueça: Árvore é cura.

* * *
Inspire-se: Leia uma antologia de poemas sobre elas, as árvores, que organizei há algum tempo. É gratuita, baixe o seu exemplar virtual aqui: https://drive.google.com/file/d/1D0HJHDd1W083JLObfxo-zHaKqu4vxCDq/view

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

POLÍTICA EM 200 FRASES: Livro reúne frases ácidas sobre políticos e sua nobre arte, a política


Neste breve volume estão reunidas quase 250 frases as mais diversificadas no tocante ao espírito, motivação, autoria e tempo em que vieram a luz; sérias ou hilárias, surpreendentes, cínicas e ácidas: a visão sobre a política, os políticos e suas generalidades pela voz de alguns séculos de sabedoria desenvolvida no contato, muitas vezes deletério, com esses artistas da empáfia – e sua nobre arte.
Adquira o seu e--book hoje na Amazon - apenas R$ 2,99.


"A política é a arte de captar em proveito próprio a paixão dos outros.”
Henry de Montherlant


“O pior analfabeto é o analfabeto político. É tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política.”
Bertold Brecht

“Para a política, o homem é um meio; para a moral, é um fim. A revolução do futuro será o triunfo da moral sobre a política.”
Ernest Renan

“Um bom governo é como a boa digestão: enquanto funciona, mal é percebido.”
Erskine Caldwell

“É mais um exemplo da ironia humana – o fato de parecer mais fácil morrer numa batalha do que dizer a verdade em política.”
Chesterton

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Eleições 2018, cenário sombrio para a Igreja: Daciolo nos representa?


Agosto de 2018: As eleições estão já às portas, e o cenário que se vislumbra é deveras sombrio, embora muitos pensem o contrário.
Comecemos pelos da "casa" de "Deus": Marina, vítima de alianças, vítima do tempo, vítima do PT, a quem ela permitiu desconstruí-la nas últimas eleições - permitiu, sem falar um "ai" sobre a corrupção do PT, que ela como ex-ministra deveria saber - e o pior, talvez não tenha se omitido por rabo preso, pois ela realmente aparenta inocência(s), mas POR RESPEITO ao Lula. O tempo, como dito, e o convívio com a nata da liberalidade (moral) acabaram por fragmentar seu discurso cristão, e hoje ela é apontada como favorável aos LGTBs, e propõe um plebiscito para a questão do aborto, que deveria ser tema intocável para um cristão, seja de qualquer vertente.
Temos o louco do Boulos, que tinha muito para apresentar-se mais inteligentemente, mas excede no radicalismo e sabota suas próprias perspectivas de (alguns) votos. Ainda na esquerda, Ciro, ás das palavras, mas que, contraditória ou paradoxalmente, costuma dizer uma asneira num vídeo e, ao contrário de Bolsonaro, que tenta mal e porcamente explicar-se, simplesmente desmente o registrado, e diz que jamais falou tal coisa. Assim, com a maior das caras lavadas. Assim fica fácil prometer mundos e fundos, como ele logra fazer. Isso não é papel de homem, e ele próprio já se desqualifica a priori como homem para chefiar uma nação.
Os demais são mais do mesmo: Alckmin, Meireles, Amoedo, raposas purpurinadas do neoliberalismo. Nada temos a dizer: suas biografias falam ou arrotam por si.
E temos Bolsonaro. De quem não vou citar os pontos positivos, alguns, pois há milhões que, sinistramente zumbificados, o fazem pela segurança das redes sociais. Bolsonaro é o que a Bíblia chama fundamentalmente de levantador de contendas. Um Ninrod, um valente que, dizendo trazer  solução e a reforma moral, é apenas mais do mesmo, o que se vê em seus muitos anos de vida pública e suas nulas realizações. É a opção cristã mais razoável - sim - mais razoável PARA O SEGUNDO TURNO. Suas continências à bandeira americana e durante eventos maçônicos dizem mais sobre ele do que seus defensores estão dispostos a engolir - e no entanto engolem. Mas, concordo com eles, há males piores.
Para o primeiro turno, acreditamos num elemento já um tanto folclórico - um homem que fala sobre a algo fantasiosa Nova Ordem Mundial, mas também sobre a muito real e operante Maçonaria - isso em cadeia nacional. E, ainda em cadeia nacional, abre uma Bíblia (alô Marina, alô Bolsonaro, alô Mangueira, aquele abraço!), e lê um versículo para a nação. Se sua pouca experiência depõe contra ele, ela mesma deixa transparecer que o nosso homem possui algum talento, muita coragem, e apresenta-se como cristão que não se envergonha da Palavra da Verdade, colocando-a (ao menos em tese, e isso é muito mais do que os demais) acima de tudo. Estamos falando, claro, de Daciolo.
Claro está que ele não representa perigo para os principais concorrentes - e por isso mesmo merece nosso voto. Nosso voto de protesto, nosso voto de cristãos, nosso voto de demonstração de força. Ele precisa de força para conquistar visibilidade, palanque, projeção - para que continue a voar e a bradar, com a coragem que falta a todos os demais. Cientes estamos de suas incongruências, algumas divertidas: mania de perseguição, algum exagero nas citações e apelos de seu incansável jargão evangélico, confissão (exageradamente?) positiva - mas isso, o tempo apaziguará. Precisamos dele como precisamos um dia de Enéas, que deixou este país antes do tempo, com funestas consequências para a nação.
Para o segundo turno, decidamos entre Bolsonaro e um outro - mas neste primeiro turno eu lhe convido a votar com ousadia, com coragem, com protesto contra o marasmo de lama em que estes que aí estão nadam há décadas, sem cansarem-se ou se afogarem. 

Sammis Reachers

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Temer e a liberação da escravidão, ou: por um #2018SemPMDB



Nesta semana assistimos a talvez o maior disparate, e sabemos que é grande a disputa, já perpetrado pelo malfadado governo Temer. Para manter o apoio da bancada ruralista (em torno de duzentos bois, perdão, almas), Temer muda as leis de caracterização do trabalho escravo, prejudicando, naquilo que há de mais torpe e humilhante, a milhares de vidas. Apenas para manter seu governo. Vende vidas para manter seu governo. Vende almas, vende a alma. Um homem tão torpe, que tantos de vocês apoiaram sem pesar, e nem sabem o que dizer. Aniquilando o país dia após dia, pelo seu governo, pelo seu partido, por uma classe de príncipes empresários, 60 ou 70 almas ou bois que tudo têm em seu poder. 
Não são alvos de tiros, bombas, pancadas; seus filhos não são expostos a bulliyng ou socos nas escolas chiques e faculdades públicas ou na PUC de padre$ e vadio$. Suas esposas, cúmplices de bolsinhas Versace, não são apontadas, que dirá expulsas, nos restaurantes ou salões. Incólumes em suas peles brancas, cada um deles. Blindados pelo nosso medo; sim, NÓS lhes providenciamos a couraça. Até quando?

Uma resposta pacífica, pois sei que vocês são pacíficos, e eu tento, é não votarmos em nenhum candidato do PMDB nas próximas e vindouras eleições. Para nenhum cargo. #2018SemPMDB .
E pensar que julgávamos salvar o país, ao removermos o PT. Miseráveis que somos...
Vamos lá, vamos alavancar essa campanha. Esse partido de cafetinas precisa ser excretado de nossa política, antes que nos destrua em nome de meia dúzia de bois ou almas.
Sammis Reachers

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...