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terça-feira, 23 de outubro de 2012

O Van Gogh de Kirk Douglas

A Vida Apaixonada de Van Gogh
Lust for Life, 1956 
de Vincente Minnelli


Fotos de Frank Scherschel

Kirk Douglas durante a rodagem de A Vida Apaixonada de Van Gogh (Lust for Life, 1956) de Vincente Minnelli. Arles, França. 1955. Frank Scherschel.

Kirk Douglas durante a rodagem de A Vida Apaixonada de Van Gogh (Lust for Life, 1956) de Vincente Minnelli. Arles, França. 1955. Frank Scherschel.

Coisas boas em jornais

Manuel Cintra Ferreira
Expresso, 13-08-1994

Duplo olhar


Minnelli tentou captar o génio e a loucura de Van Gogh e criou uma obra-prima do cinema com as cores das telas «goghianas»



Kirk Douglas durante a rodagem de A Vida Apaixonada de Van Gogh (Lust for Life, 1956) de Vincente Minnelli. Arles, França. 1955. Frank Scherschel.

SENDO A Vida Apaixonada de Van Gogh uma produção da MGM, faz parte do lote de Ted Turner. Isto, à partida, oferece uma garantia de qualidade na reprodução do original, quer no respeito do formato, o Scope quer na cor. Assim o esperamos porque este é um daqueles filmes que perde grande parte da beleza e força exibido de outra forma (já basta a redução de ecrã num filme feito para ser visto em sala de cinema). Em nenhum dos casos se trata de capricho de critico «fundamentalista», porque A Vida Apaixonada de Van Gogh está concebido em função da dimensão e profundidade do espaço para melhor recriar a atmosfera criativa de Van Gogh, e cada movimento de câmara (que uma remontagem cortará) faz-se em função da visão do pintor prolongando-se para o espectador de forma a abarcar a totalidade da paisagem. A parte final (a da criação febril de Van Gogh em que os quadros se acumulam a um ritmo frenético antes do suicídio) é particularmente sugestiva dessa relação entre o olhar do pintor e o do realizador que o procura interpretar. Por outro lado como a cor se foi degradando ao longo do tempo, perdeu as tonalidades «goghianas» que Minnelli procurou dar ao seu filme. A cópia foi há alguns anos restaurada de modo a recuperar toda a beleza primitiva (assim passou na Cinemateca) e é esta que esperamos agora ver. (o filme iria passar na RTP2)


Kirk Douglas e Anthony Quinn em uma cena de A Vida Apaixonada de Van Gogh (Lust for Life, 1956) de Vincente Minnelli. Arles, França. 1955. Frank Scherschel.

Adaptado do romance biográfico de Irving Stone. A Vida Apaixonada de Van Gogh é uma dramática incursão no génio e na loucura, centrando-se em vários momentos-chave da vida do pintor e na sua relação com o irmão Theo. Esses momentos são a crise mística que o leva como pregador às minas do Borinage, o encontro com Paul Gauguin (uma magnifica interpretação de Anthony Quinn que lhe valeu o seu segundo Óscar de actor secundário) e a progressiva derrapagem para a loucura culminando na impressionante sequência do corte da orelha que contrasta com a serenidade final do suicídio. Kirk Douglas tem, na figura do pintor, a mais célebre (e a melhor) das suas interpretações e a maquilhagem dá-lhe singulares semelhanças com o pintor. Mas o trunfo maior deste filme de Minelli é a deslumbrante fotografia de F. A. Young e Russell Harlan que capta com rara felicidade as cores das telas do pintor. Uma obra-prima do cinema a não perder.

Manuel Cintra Ferreira
Expresso, 13-08-1994



Kirk Douglas em uma cena de A Vida Apaixonada de Van Gogh (Lust for Life, 1956) de Vincente Minnelli. Arles, França. 1955. Frank Scherschel.

Kirk Douglas e Anthony Quinn em uma cena de A Vida Apaixonada de Van Gogh (Lust for Life, 1956) de Vincente Minnelli. Arles, França. 1955. Frank Scherschel.
Kirk Douglas durante a rodagem de A Vida Apaixonada de Van Gogh (Lust for Life, 1956) de Vincente Minnelli. Arles, França. 1955. Frank Scherschel.

Vincente Minnelli e Kirk Douglas durante a rodagem de A Vida Apaixonada de Van Gogh (Lust for Life, 1956) de Vincente Minnelli. 1955. Foto de fuckyeahdirectors.tumblr.com



«Kirk Douglas tem, na figura do pintor, a mais célebre (e a melhor) das suas interpretações e a maquilhagem dá-lhe singulares semelhanças com o pintor». Foto de greyhandgang.com




(Fotos Frank Scherschel e LIFE Archive, excepto as assinaladas)


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Fotos de Leo Rosenthal

Leo Rosenthal 

(1884-1969)


«Pessoas em julgamento foi um tema popular para os fotógrafos da República de Weimar (periodo antes de Hitler chegar ao poder  na Alemanha). No final da década de 30, cada vez mais os envolvidos em tribunais eram da alta sociedade; Nazis, casos de assassinato espetacular ou falsificações de arte com figuras proeminentes no banco das testemunhas, para não mencionar o aumento de casos de pequenos furtos como resultado  de desemprego e inflação. Leo Rosenthal, foi um jurista, que inicialmente trabalhou nos tribunais, depois como fotógrafo na corte (1920),  e em jornais de Berlim, produzindo imagens que retratam aquela época. Mais tarde escapou ao nazismo e ao Holocausto, emigrando para os Estados Unidos, iniciando uma segunda carreira como fotógrafo na Organização das Nações Unidas, em Nova York.» 
(texto da net)

 Em 1930, os nazis invadiram e atacaram os membros de uma associação de trabalhadores. Em 1931, 
Adolf Hitler teve que depor como testemunha. Seguiu-se um processo contra ele por perjúrio. 

O explorador e pintor Hugo von Othegraven foi indiciado em 1932, por causa do seu 
leopardo bébe ter ferido um porteiro. A pelagem do leopardo foi trazido para o tribunal. 

O físico Albert Einstein foi chamado a um julgamento em 1931 como testemunha. 

O escritor Robert Musil veio em 1932 como espectador assistir ao julgamento do 
Estudante persa Martesa Allawi, que tinha sido denunciado por insultar o Xá. 

Em 1932, o negociante de arte Otto Wacker foi acusado de ter introduzido no mercado cerca de 30 pinturas de 
Van Gogh falsos. Este julgamento trouxe a tribunal muitos peritos em pintura e também o sobrinho de Van Gogh. 

William Vincent Van Gogh, sobrinho do famoso pintor, foi chamado como testemunha.

Uma criança a depor em tribunal. 1931.



(Fotos do Landesarchiv Berlim)