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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Um Fado nas bocas do Povo


Caso Arrumado

Letra de Manuela de Freitas

Música de Pedro Rodrigues


Fado feito para Ana Moura e que anda nas bocas do povo.



A mais bela do Fado cantando "Caso Arrumado".


Judite Maria no Solar do Santos 29-01-2012.



Teresa em noite de fados na freguesia da Serreta (Terceira) em 15-09-11.


Caso Arrumado 07-10-2011 Linda a Velha. Não existe mais nenhuma descrição.


Carregado por Paulateixeirafado em 08/11/2011. Não existe mais nenhuma descrição.


Ana Marisa na Central do Bairro.


Carregado por pol4329 em 05/07/2010. Não existe mais nenhuma descrição.


Caso Arrumado à capela por Deena Gui. 

Este video é o mais comovente, agora deixo aqui a letra do fado Caso Arrumado.


Não te via há quase um mês
Chegaste e mais uma vez
Vinhas bem acompanhado
Sentaste-te à minha mesa
Como quem tem a certeza
Que somos caso arrumado

Ela não me queria ouvir
Mas tu pediste a sorrir
O nosso fado preferido
Fiz-te a vontade, cantei
E quando à mesa voltei
Ela já tinha saído

Não é a primeira vez
Que começamos a três
Eu vou cantar e depois
O nosso fado que eu canto
É sempre remédio santo
Acabamos só nós dois

Eu sei que tu vais voltar
P'ra de novo eu te livrar
De um caso sem solução
Vou cantar o nosso fado
Fica o teu caso arrumado
O nosso caso é que não


Manuela de Freitas (Letra) 
Pedro Rodrigues (Música) 







sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Hermínia Silva e o Fado


"Anda Pacheco"
(Frase com que Hermínia iniciava alguns fados, dirigida ao seu guitarrista António Pacheco)

Coisas boas em Jornais


"Desde que me entendo que gostei de cantar. E o fado, cantava­‑o a todo o mo­mento, e por toda a parte: na rua, em casa, na escola, desde que aos seis anos comecei a frequentar a escola, que ficava ali na Rua da Madalena, mesmo em frente da igreja.
Ora lá na escola, por vezes, havia umas festas nas quais tomavam parte algumas meninas que sabiam cantar. Eu deixava­‑me ficar muito caladinha quanto aos meus «méritos», pois tinha vergonha de os reve­lar. Até que um dia, quando se preparava uma dessas festas, uma das minhas colegas dirigiu-se à mestra e, apontando-me, revelou:
— Minha Senhora, esta menina canta muito bem!
Claro está que a professora quis, imediatamente, avaliar as minhas possibilidades e mandou-me cantar uma música que eu soubesse bem. E eu «desatei» logo a cantar um fado, daqueles bem fadistas.
A professora ao ouvir-me cantar o fado levou as mãos à cabeça e, fazendo um gesto negativo, declarou:
—  Ai. Esta menina! Não… Fado não!
Depois, talvez por ver a decepção estampada na minha cara, incitou-me a cantar outra «moda» que eu soubesse. Cantei, ou melhor, comecei a cantar uma canção que sabia também, mas o pior é que mesmo a canção, na forma como eu cantava e na minha voz, soava como fado. E, de novo, a senhora me interrompeu, repetindo, um tanto ou quanto escandalizada:
—  Não, fado não… Esta menina não pode cantar na festa! As meninas não cantam fado!
Escusado será dizer que fiquei com uma grande «pinha», pois cantar já era para mim uma paixão.
E começava também já a despontar em mim o desejo de representar. E chorei que me fartei.
Mas a vida continuou e eu sempre cada vez mais possuída por aquela verdadeira paixão que era para mim o cantar. E sempre que podia lá estava eu de «boca aberta» quer fosse em casa, quer fosse nas casas de pessoas amigas que me convidavam, de vez em quando, a cantar um «fadinho», quer fosse em festas particulares, onde me chamavam de propósito para eu «botar» cantiga, porque achavam que eu tinha «jeitinho».E eu ia sempre cantando e sempre a pensar no Teatro, pois nesse tempo não havia casas típicas e eu para as tabernas não ia… claro que não ia. (...) Chegou a altura em que tive necessidade de ir aprender um ofício e empreguei­‑me como aprendiza de modista. No en­tanto, o meu pensamento estava sem­pre no Teatro e no Fado. E continuei a cantar, quer pelos bailaricos, quer em festas particulares, para as quais estava sempre a ser chamada. E eu ia sempre, pois o que eu queria era cantar…"
(Palavras de  Hermínia Silva em lisboanoguiness.blogs.sapo.pt) Ler Mais Aqui



Hermínia Silva canta "Sou Miúda" da autoria de Luís Ribeiro e João Fernandes.
Gravação de 1958. Carregado por TiMariaBenta em 19/12/2009


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Tudo isto é Fado

Para o Carlos do Carmo

Parabéns


Aqui estão três do nossos maiores fadistas de sempre: Alfredo Marceneiro, Lucília do Carmo, (mãe de Carlos do Carmo) e Maria Teresa de Noronha na casa de fados O Faia. Foto da net, sem data mas com a indicação: nos anos 60. Carlos do Carmo é o maior nome da geração que substituiu a que está na foto, e hoje, 21 de Dezembro faz 72 anos. E dura e dura como as pilhas, ainda bem.




Carlos do Carmo - "Aprendamos o Rito"
Poema: José Saramago
Música: Miguel Ramos




"APRENDAMOS O RITO"
Carlos Carmo no eurofestival, 3 abril 1976 .




Põe na mesa a toalha adamascada
Traz as rosas mais frescas do jardim
Deita o vinho no copo, corta o pão
Com a faca de prata e de marfim


Alguém veio juntar-se à tua mesa
Alguém a quem não vês mas que pressentes
Cruza as mãos no regaço, não perguntes
Nas perguntas que fazes é que mentes


Prova depois o vinho, come o pão
Rasga a palma da mão no caule agudo
Leva as rosas à fonte, cobre os olhos
Cumpriste o ritual e sabes tudo.






(foto gahetna.nl)