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segunda-feira, 9 de julho de 2012

"Shining" e o terror norte-americano


por
Carlos Porto


Coisas boas em jornais


Noticia no jornal Público de 07-07-12


«Vila do Conde abre este sábado com "Room 237", um documentário sobre as teorias que se escondem por trás de "Shining", de Stanley Kubrick. Ideias de espectadores obcecados com a obra obsessiva de um realizador. (...) Incompreendidos pela maioria da crítica, os filmes de Kubrick tornaram-se objecto de estudo para espectadores convertidos em "estudiosos" e defensores das teorias mais improváveis. Uma pesquisa rápida pela Internet revela vídeos e textos que vão desde alguns parágrafos sobre a conversão de Kubrick aos Illuminati (sociedade secreta cujos símbolos se encontram supostamente espalhados por "Laranja Mecânica" e "De Olhos bem Fechados") a estudos de vários capítulos sobre como "Shining (1980) explica que Kubrick filmou a falsa aterragem do homem na Lua. Foram precisamente as interpretações à volta deste último filme que chamaram a atenção do realizador Rodney Ascher, que entrou em contacto com alguns desses espectadores para criar "Room 237" (às 23h), documentário que junta excertos de Shining às explicações dadas por cada um eles.» Francisco Valente



Auto-retrato de Stanley Kubrick com sua filha e Jack Nicholson, 
durante as filmagens de "The Shinning", 1980.
Foto encontrada em s3.amazonaws.com

Esta noticia do Público fez-me lembrar, que tinha guardado em qualquer sitio da minha casa um recorte antigo com uma "critica" de Carlos Porto ao filme The Shinning. Guardei o recorte porque tal como muitos outros espectadores, fiquei seduzido e baralhado pelo filme e pelo o que os críticos diziam dele. Quando o filme estreou em Portugal, em Novembro de 1980, deu para os críticos de cinema (os que davam as estrelas e não só), fazerem interpretações de todo o género. Carlos Porto, foi o mais importante critico teatral da nossa praça durante muitos anos e a certa altura sentiu necessidade de dar a sua opinião (e que opinião!), indo contra quase tudo o que se escreveu a propósito do filme de Stanley Kubrick. Tenho pena de não ter assente em que jornal saiu este artigo de Carlos Porto, nem a data. Embora ele escreve-se no Diário de Lisboa habitualmente, pelo grafismo do recorte, não me parece ser daí. Mas, também não interessa muito onde saiu e a data deve ter sido nos fins de 1980, inícios de 1981.


Carlos Porto: "Shinning" e o terror norte-americano. Clique para ler.
Foto encontrada em theredlist.fr
Foto encontrada em theredlist.fr
Foto encontrada em theredlist.fr
Foto encontrada em theredlist.fr
Foto encontrada em drafthouse.com
Fotografia com que termina The Shinning; tem a data 
de 4 de Julho, dia da independência dos Estados Unidos.
Foto encontrada em slasherfilmsanctuary.blogspot.pt




quarta-feira, 18 de abril de 2012

Spartacus sou eu!

Quando um homem diz, não, eu não vou, Roma começa a temer.

(frase do filme)


Figurantes seguram cartões com números para serem identificados nas filmagens de Spartacus, 1959. Foto LIFE Archive.


«Considerado por muitos o melhor de todos os filmes sobre o Império Romano (e sem a ajuda de Jesus Cristo), Spartacus é uma adaptação do livro de Howard Fast (escritor colocado na lista negra de Hollywood) e era desde o inicio um projecto controlado inteiramente por Kirk Douglas. Foi ele quem despediu o director original Anthony Mann, junto com uma actriz alemã (substituída por Jean Simmons) e chamou Stanley Kubrick, com quem tinha trabalhado em "Horizontes de Glória" (Paths of Glory, 1957) para assumir a realização. O resultado foi demorado (mais de um ano de filmagens) mas convincente.


Stanley Kubrick durante as filmagens de Spartacus, 1959. Foto em lanocheintermitente.com / Spartacus, cena entre Laurence Olivier (Marcus Licinius Crassus) e Tony Curtis (Antoninus), 1959. Foto em LIFE Archive.


Com um grande elenco, começando em Kirk Douglas, Peter Ustinov, Sir Laurence Olivier, Charles Laughton e Jean Simmons entre muitos outros. Tem cenas espetaculares, com milhares de figurantes (a sério, não como hoje que são feitos digitalmente) e é um filme que passados mais de 50 anos ainda tem uma força que muitos outros épicos perderam. A rodagem de  “Spartacus” foi cheia de tensões entre Stanley Kubrick e Kirk Douglas. O director nunca gostou de não poder mexer no argumento e afirmou que não tinha liberdade artística para colocar as suas ideias no filme. As tensões foram também com o director de fotografia Russell Metty, que não conseguia lidar com as vontades de Kubrick, e o criticou duramente, até ganhar o Óscar de melhor fotografia (e único).


Kirk Douglas e Stanley Kubrick durante as filmagens de Spartacus,  1959. Foto em www.wcftr.commarts.wisc.edu / Stanley Kubrick, Kirk Douglas (Spartacus) e Charles McGraw (Marcellus), ensaiando nas filmagens de Spartacus, 1959. Foto em rabiscosdabere.blogspot.pt.


O incidente mais célebre, segundo as má-línguas foi na hora de fazer os créditos do filme, houve uma divergência quanto ao nome do argumentista. Kubrick, queria que o seu nome constasse como autor do que não fizera. Kirk telefona para a Universal, e manda deixar um passe na portaria com o nome de Dalton Trumbo. Em seu gesto impulsivo, não percebeu que rasgara a lista negra dos estúdios. O nome expresso de Dalton Trumbo nos créditos desperta o ódio dos anti-comunistas. Na época em que o filme era produzido, ainda perduravam nos Estados Unidos os ecos do macartismo, a tristemente famosa "caça às bruxas" empreendida pelo senador Joseph McCarthy, fanático anti-comunista, no clima da "Guerra Fria". Por coincidência, Howard Fast, o autor do romance, era comunista, estava na lista cinzenta, pois para se isentar das acusações, escrevera uma série de baboseiras patrióticas sobre George Washington e Tom Paine. Porém o argumentista escolhido, Dalton Trumbo, era um dos proibidos de trabalhar em Hollywood, apesar de ser um dos melhores. Depois do episódio, Douglas e Kubrick cortaram relações. Anos depois, ao ser questionado sobre o cineasta, o actor foi incisivo: “Você não precisa ser boa pessoa para ser um génio. Stanley Kubrick é um génio e um idiota”.


Stanley Kubrick olha através da câmara com o director de fotografia Russell Metty (de chapéu) de pé atrás. Foto em wikipedia.org / Filmagem do duelo entre Kirk Douglas (Spartacus) e Woody Strode (Draba), 1959. Foto em www.flickriver.com.


Cenas de Spartacus: duelo entre Kirk Douglas (Spartacus) e Woody Strode (Draba), 1959. / Laurence Olivier (Marcus Licinius Crassus), John Gavin (Julius Caesar) e Charles Laughton (Sempronius Gracchus)nos banhos, 1959. Fotos em LIFE Archive.


Stanley Kubrick durante as filmagens
de Spartacus, 1959.  Foto em www.taschen.com 


Insatisfeito com a falta de liberdade experimentada em uma grande produção, Stanley Kubrick prometeu a si mesmo que jamais faria novamente um filme em que não tivesse controle criativo total sobre o processo. Deu, então, uma reviravolta definitiva na carreira. Mudou-se para uma casa de campo na Inglaterra, tornou-se um recluso – raramente dava entrevistas, e quase nunca fazia aparições públicas – e assinou um contrato de exclusividade com a Warner. O estúdio, reconhecendo o génio inovador de Kubrick, lhe oferecia carta branca para fazer qualquer filme que desejasse, na época em que desejasse, com o elenco que desejasse. Até o fim da vida, Kubrick jamais trabalharia para outro estúdio, desfrutando de uma liberdade criativa que nenhum outro cineasta de sua época obteve. 
(textos: noticias.r7.com, blogdojoao.blog.lemonde.fr e outros da net)



"Spartacus sou eu!", talvez a cena mais emocionante de Spartacus.



Espártaco ou Spartacus em latim
(113 -  71 a. C.)


Escravo latino nascido na Trácia, Originalmente pastor e depois soldado romano, desertor do exército e chefe de uma quadrilha até ser preso e vendido para uma escola de gladiadores (73 a. C)  em Cápua, sul da Itália, pertencente ao lanista Lêntulo Baciato, ex-legionário e ex-gladiador. Segundo Plutarco, auxiliado pelos gauleses Crixo e Enómao, ele e vários companheiros conseguiram fugir da escola (73 a.C.) e uniram-se progressivamente a vários outros escravos dos latifúndios vizinhos formando um exército de gladiadores rebeldes, que se refugiaram nos montes escarpados do Vesúvio. Crasso, como provavelmente todo romano daquele tempo, não conseguia levar a sério a revolta de escravos, considerados uma espécie de criança grande, umas almas sem autonomia ou força para se tornarem inimigos efetivos da grande potência e designou não mais que uma centúria para a região de Nápoles a fim de eliminar os insubordinados. Os 100 soldados foram facilmente dominados e passados na espada pelos revoltosos. Usando táticas de guerrilhas, derrotou as tropas de cerca de 3 mil homens, do pretor enviado de Roma, Cláudio Glaber. Com essa vitória, pequenos proprietários arruinados, desempregados e escravos engrossaram as fileiras dos rebeldes. Um novo pretor foi enviado, Públio Varino, mas também foi derrotado. Quando Roma finalmente se conscientizou do tamanho do problema, teve de enfrentar um exército de 60 mil escravos fugitivos, das mais variadas nacionalidades, que atacavam em turba. Foi preciso reunir dez legiões inteiras, algumas chegadas da Espanha, para resolver acabar com a ameaça. O exército rebelde foi dividido, com uma parte, cerca de 20 mil rebeldes, permanecendo no sul sob o comando de Crixo, enquanto a outra sob o comando do chefe maior se dirigiu ao norte com o objetivo de atravessar os Alpes e chegar à Gália e depois, a sua terra natal, a Trácia. Após ser surpreendido pelas tropas do cônsul romano Gélio Publícola, Crixo morreu durante a batalha, no Monte Gargano, na Apúlia. Após aniquilar os rebeldes do sul, Gélio e seus comandados uniram-se com as tropas de Lêntulo Clodiano e dirigiram-se para o norte, porém ambos foram derrotados pelos rebeldes. Aproximando-se de Roma seus comandados foram atacados pelo exército de 10 mil homens do governador da Gália Cisalpina, Cássio, mas também saiu vitorioso. Com mais essa derrota, o Senado romano enviou o general Crasso para enfrentar os rebeldes que venceram mais uma vez, porém a luta fez com que o ex-escravo e chefe supremo dos rebeldes desistisse definitivamente de atacar Roma e voltar para o sul da Península Itálica, atravessando toda a Lucânia até alcançar o Mar de Brútio. Traídos pelos piratas da Cilícia, subornados pelos espiões de Crasso, e isolados pelo exército do general romano, os rebeldes que começam a passar fome. Desesperadas e famintas suas tropas atacaram o exército romano e apenas cerca de 1/3 conseguiu escapar, mas foram destroçadas pelas tropas de Pompeu, que dava cobertura a Crasso. Em sua última batalha, cercado por muitos inimigos, continuou a lutar até que caiu sob as espadas dos centuriões. Apenas 6 mil rebeldes sobreviveram, mas por poucos dias: todos foram crucificados numa interminável e tenebrosa fila ao longo dos 200 quilômetros da Via Ápia, de Cápua a Roma.» 
(In, www.dec.ufcg.edu.br)




sexta-feira, 13 de abril de 2012

A bordo da Discovery 1

A nave de 2001: A Space Odyssey, (1968) que Stanley Kubrick 
descreveu como "odisseia de um ignorante sobre o desconhecido". 
(Stanley Kubrick, citado por Helen Barlow em "2001", jornal Público, 21 de Setembro de 2001;)



Video do youtube com imagens da Discovery 1.


Stanley Kubrick durante as filmagens e os astronautas Dr. Dave Bowman e Dr. Frank Poole.


 Filmagens na grande "roda" e Kubrick falando com os astronautas.


 Interiores da grande nave Discovery e Dr. Frank Poole preparando-se para sair da nave.



Os astronautas Dr. Dave Bowman e Dr. Frank Poole conversando sobre o que devem
 fazer com o Hal-9000 e o Dr. Dave Bowman atravessando uma zona da nave.


Filmagens na grande "roda" e Kubrick com a sua polaroid durante as filmagens.


É com esta imagem que acaba o filme. 
Foto encontrada em a35mm.wordpress.com.



(Fotos de Dmitri Kessel em LIFE Archive)







quarta-feira, 7 de março de 2012

Grandes Realizadores 4



Uns grandes, outros nem por isso



Um auto-retrato de Stanley Kubrick com sua filha, durante as filmagens de "The Shinning", 1980. Foto encontrada em s3.amazonaws.com

Audrey Hepburn, Blake Edwards e George Peppard durante as filmagens em Nova york de Boneca de Luxo (Breakfast at Tiffany's, 1961) de Blake Edwards. 1961.  Foto encontrada em eves-reeel-life.blogspot.com 

Bharat Bhushan e Anita Guha são dirigidos por S. N. Tripathit (no chão) durante as filmagens de "Sangeet Sanrat Tansen". India. 1961.

Edward Dmytryk dirige Brigitte Bardot e Honor Blackman (?),em Shalako (Shalako, 1968). Almeria, Espanha. 1968. Bill Ray.

John Sturges dirige Burt Lancaster em Duelo de Fogo (Gunfight At The OK Corral, 1957), enquanto Anthonny Quinn, Kirk Douglas e DeForest Kelley esperam pela sua vez. EUA. 1956. Ralph Crane.

Peter Sellers a ser dirigido por Stanley Kubrick em "Dr. Strangelove". 1964. 
 Foto encontrada em thechive.com

Blake Edwards a dirigir Peter Sellers em "Inspector Clouseau". 1968. 
Foto encontrada em tsutpen.blogspot.com.

Debra Paget fazendo um teste para Delmer Daves, para o seu filme A Flecha Quebrada (Broken Arrow", 1950), tendo como parceiro James Stewart, repare-se na altura que colocaram debaixo dos pés dela. EUA. 1949. Peter Stackpole.


Edward Dmytryk dando instruções a Elizabeth Taylor e Montgomery Clift nas filmagens de A Árvore da Vida (Raintree County, 1957). Foto encontrada em ontheset.tumblr.com

Peter Yates dirigindo Dustin Hofman no filme "John and Mary". 1969. NY. John Dominis.

Don Siegel falando com Clint Eastwood durante as filmagens do filme A Fúria da Razão (Dirty Harry, 1971). São Francisco, EUA. 1971. Bill Eppridge.

Faye Dunaway e Steve McQueen compartilham uma sauna, com Norman Jewison concentrado numa lente durante um ensaio para o filme O Grande Mestre do Crime (The Thomas Crown Affair, 1968). EUA. 1968. Bill Ray.

Joseph L. Mankiewicz dirigindo Sidney Poitier e Stephen McNally numa cena do filme Falsa Acusação (No Way Out, 1950). EUA. 1950. Peter Stackpole. E, dirigindo Elizabeth Taylor em "Cleopatra", (1963). Roma, Italia. 1962. Paul Schutzer.



(fotos da LIFE Archive, excepto as assinaladas)




quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Um último olhar para Lisboa


Stanley Kubrick em Portugal - 1948

Um último olhar para Lisboa, 1948


Tinha 17 anos, ainda não fazia filmes, mas já fotografava (desde os 13, com uma Leica oferecida pelo pai em dia de aniversário). Antes de ser Kubrick, portanto antes do cinema, Stanley teve uma primeira vida na fotografia. Em Agosto de 1948, Kubrick com 20 anos esteve em Portugal onde passou uma temporada, para fazer uma reportagem para a prestigiada revista Look, então a grande rival da Life, e para a qual trabalhava desde 1945.






Os editores da revista Look, tinham-lhe dito para fotografar os locais turísticos mais conhecidos de Portugal, um país que tinha escapado incólume aos horrores da II Guerra Mundial, bem como os principais monumentos e as igrejas mais antigas, ao acompanhar as férias de um casal de compatriotas, Jan e Bill Cook. Kubrick (1928-1999), foi o mais jovem fotógrafo de sempre contratado pela Look. O "modus operandi da revista" foi uma escola para ele: a Look contava histórias por episódios e exigia dos seus repórteres um acompanhamento obsessivo, e o mais naturalista possível, dos protagonistas das reportagens. Estas imagens "espantam pela sua surpreendente profundidade", antecipando o modo engenhoso como Kubrick tiraria partido dos recursos técnicos à sua disposição para representar e interpretar a realidade. 
(Fontes: Diário de noticias e fotosdistoedaquilo.blogspot)







(fotos (4) encontradas em giorney.tubir.com e outras (6) estavam á solta na net)