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sexta-feira, 16 de março de 2012

Celebridades por Alfred Eisenstadt


A MAIS BELA. 1953.

«Alfred Eisenstaedt (Dirschau, 6 de Dezembro de 1898 — Nova Iorque, 24 de Agosto de 1995) foi fotógrafo e fotojornalista norte-americano. Nascido na antiga Prússia, aos oito anos a família mudou-se para Berlim, na Alemanha, onde ficou até ao momento em que Adolf Hitler chegou ao poder. Aos catorze anos um tio ofereceu-lhe uma câmara fotográfica, uma Eastman Kodak nº 3 (uma câmara de fole). Três anos mais tarde foi recrutado para o exército alemão. Em 1918, durante a Primeira Guerra Mundial, uma explosão de uma granada afectou-lhe ambas as pernas. Foi o único sobrevivente do ataque e foi mandado ferido para casa. Levou cerca de um ano até poder caminhar de novo sem ajuda, e foi durante a recuperação que se interessou novamente pela fotografia. Em 1922, tornou-se vendedor de cintos e botões e, com o dinheiro que conseguiu poupar, adquiriu equipamento fotográfico. Começou por revelar os seus trabalhos na casa de banho e a aprender cada vez mais.


Auto-retrato de Alfred Eisenstaedt em 1955 e Auto-retrato com Sofia Loren sem data.


Durante umas férias na Checoslováquia fotografou uma mulher a jogar ténis, registando a longa sombra da mulher a lançar a bola no court. Eisenstaedt conseguiu vendê-la ao Der Welt Spiegel por três marcos (cerca de doze dólares na altura), o que lhe deu a ideia da possibilidade de viver da fotografia. Assim, aos 31 anos abandonou a profissão de vendedor e passou a fotografar a tempo inteiro.


Albert Einstein e Robert Oppenheimer discutindo um problema no Institute for Advanced Study em Princeton, 1947. E, Ernest Hemingway em Cuba, 1952.


Como freelancer, trabalhou para a Pacific and Atlantic Photos, que se transformaria na famosa Associated Press em 1931. Por essa altura, começou a trabalhar com uma leica, uma câmara inovadora de 35 mm que tinha sido inventada quatro anos antes. Em 1933 foi enviado para Itália para fotografar o primeiro encontro entre Hitler e Mussolini. O seu estilo agressivo fez com que conseguisse chegar até aos dois ditadores e consequentemente fotografá-los. Dois anos depois da subida de Hitler ao poder, emigra para os Estados Unidos da América.


Carole Lombard e James Stewart, 1938.


Em Nova York foi abordado por vários fotógrafos, entre os quais Margaret Bourke-White e Henry Luce, para fazer parte de um novo projecto que nasceria após seis meses de testes, em 1936: a revista Life. Em 1942 naturalizou-se norte-americano e viajou por vários países para documentar os efeitos da guerra: no Japão registou o efeito da bomba atómica, na Coreia a presença das tropas americanas, na Itália o estado miserável dos pobres e na Inglaterra fotografou Winston Churchill. Durante a sua carreira fotografou muitas personalidades famosas, como Marlene Dietrich, Marilyn Monroe, Ernest Hemingway, JFK ou Sophia Loren. Esta última, que também era a sua modelo favorita, apareceu numa capa da Life usando apenas um "negligee" - o que fez com que alguns subscritores da revista cancelassem a sua subscrição. Aos 81 anos regressou à Alemanha para participar numa exposição de 93 fotografias sobre a vida na Alemanha dos anos 1930.


Katherine Hepburn e Bette Davis, 1939.


Eisenstaedt recebeu inúmeros prémios e galardões. A cidade de Nova York nomeou um dia em sua honra, o ICP (Internacional Center of Photography) atribuiu-lhe o prémio Masters of Photography, entre outros. Nos seus últimos tempos de vida continuou a trabalhar, supervisionando a impressão das suas fotografias para futuras exposições ou livros.» (In, wikipédia)


Marlene Dietrich, Anna May Wong e Leni Riefenstahl e um homem não identificado em Berlim, no Costume Arts Ball em 1928. (foto de quando Eisenstaedt ainda era um fotógrafo amador). 


 Rainer Werner Fassbinder e Günter Grass anos 70.


 Frank Lloyd Wright, 1937 e John Garfield. 1938.


 Laurence Olivier e Marthe Keller, anos 70.


 Sofia Loren e Marcello Mastroianni e Vittorio De Sica e Sofia Loren, 1963.



Charlie Chaplin, seu irmão Sydney Chaplin e mulher não identificada no Berlim Press Ball, 1928.



(Fotos Alfred Eisenstadt e LIFE Archive)






quarta-feira, 7 de março de 2012

Grandes Realizadores 4



Uns grandes, outros nem por isso



Um auto-retrato de Stanley Kubrick com sua filha, durante as filmagens de "The Shinning", 1980. Foto encontrada em s3.amazonaws.com

Audrey Hepburn, Blake Edwards e George Peppard durante as filmagens em Nova york de Boneca de Luxo (Breakfast at Tiffany's, 1961) de Blake Edwards. 1961.  Foto encontrada em eves-reeel-life.blogspot.com 

Bharat Bhushan e Anita Guha são dirigidos por S. N. Tripathit (no chão) durante as filmagens de "Sangeet Sanrat Tansen". India. 1961.

Edward Dmytryk dirige Brigitte Bardot e Honor Blackman (?),em Shalako (Shalako, 1968). Almeria, Espanha. 1968. Bill Ray.

John Sturges dirige Burt Lancaster em Duelo de Fogo (Gunfight At The OK Corral, 1957), enquanto Anthonny Quinn, Kirk Douglas e DeForest Kelley esperam pela sua vez. EUA. 1956. Ralph Crane.

Peter Sellers a ser dirigido por Stanley Kubrick em "Dr. Strangelove". 1964. 
 Foto encontrada em thechive.com

Blake Edwards a dirigir Peter Sellers em "Inspector Clouseau". 1968. 
Foto encontrada em tsutpen.blogspot.com.

Debra Paget fazendo um teste para Delmer Daves, para o seu filme A Flecha Quebrada (Broken Arrow", 1950), tendo como parceiro James Stewart, repare-se na altura que colocaram debaixo dos pés dela. EUA. 1949. Peter Stackpole.


Edward Dmytryk dando instruções a Elizabeth Taylor e Montgomery Clift nas filmagens de A Árvore da Vida (Raintree County, 1957). Foto encontrada em ontheset.tumblr.com

Peter Yates dirigindo Dustin Hofman no filme "John and Mary". 1969. NY. John Dominis.

Don Siegel falando com Clint Eastwood durante as filmagens do filme A Fúria da Razão (Dirty Harry, 1971). São Francisco, EUA. 1971. Bill Eppridge.

Faye Dunaway e Steve McQueen compartilham uma sauna, com Norman Jewison concentrado numa lente durante um ensaio para o filme O Grande Mestre do Crime (The Thomas Crown Affair, 1968). EUA. 1968. Bill Ray.

Joseph L. Mankiewicz dirigindo Sidney Poitier e Stephen McNally numa cena do filme Falsa Acusação (No Way Out, 1950). EUA. 1950. Peter Stackpole. E, dirigindo Elizabeth Taylor em "Cleopatra", (1963). Roma, Italia. 1962. Paul Schutzer.



(fotos da LIFE Archive, excepto as assinaladas)




segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Estrelas de Cinema 1


 Carole Lombard em reportagem para a LIFE e em conversa com James Stewart. 1938 


 Peter Lorre, Vincent Price e Maggie Pierce em audições em Hollywood para escolher um Gato 
Preto, para o filme de Roger Corman "Tales of Terror" (A Maldita, o Gato e a Morte 1962). 1961


 Brigitte Bardot e Jeanne Moreau durante as filmagens do filme Viva Maria, 1965. E na foto da 
direita, Steve McQueen e Natalie Wood, em reportagem da LIFE sobre "novas estrelas". 1963.


 Buster Keaton e Lilian Gish, num filme para TV. 1955.


 Danny Kaye, Boris Karloff, Virginia Mayo e mais dois actores não identificados em uma 
cena do filme The Secret Life of Walter Mitty, (O Homem das Sete Vidas, 1947).1946.


 Fred Astaire no camarim a falar com Debbie Reynolds, após o estúdio onde eles estavam 
filmando ter de parar por causa da greve convocada pelo Screen Actors Guild. 1960




(fotos LIFE Archive)


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Katharine Hepburn

"Katharine Hepburn foi a melhor e mais
importante actriz da história do cinema"
(João Bénard da Costa)

Katharine Hepburn. New York, 1938. Alfred Eisenstaedt.


Que o actor (todo o grande actor) esteja em «estado geral de graça», já Herberto Helder o disse num poema belíssimo. Mas, para continuar a citá-lo há o «actor (que) acende a boca» / (que) «acende os pés e as mão» (que) «estala como sal queimado» e o actor (a criatura do cinema, para dizer melhor) a quem acendem a boca, os pés e as mãos e que só depois dessa luz acesa (por outro - o realizador) estala também como sal queimado. os primeiros «transformam a própria acção da transformação». Os segundos são «transformados por essa acção».
(...) Katharine Hepburn que «cresce no seu acto», que «faz crescer o acto» precisa e não precisa que a acendam. Vê-la em filmes é ver uma grande actriz num teatro filmado, sem qualquer sentido perjorativo. também nunca a vi em carne e osso, mas aposto que a experiência não é diferente e que o que ela consegue perante as câmaras consegue nos palcos. Aqui o que a câmara revela é a actriz, não a mulher, é a representação não a aparência, é a «astronave que atravessa a distância de Deus» não a deusa que atravessa a distância da astronave. 



Katharine Hepburn. New York, 1938. Alfred Eisenstaedt.


Mesmo os maiores cineastas que a dirigiram (Cukor, Hawks, Mankiewicz) e dirigiram pelo acender da boca (a magia do seu verbo) e revelaram como ser teatral (mais uma vez, no melhor sentido da palavra), a gravaram e não a criaram. Antes de ser estrela, é actriz; depois de o ser também. Não sei explicar melhor, mas sei que é esta  a direção misteriosa que explica a diferença entre Hepburn e Marlene, entre Hepburn e Marilyn, entre Hepburn e Garbo. É uma mudança de estado, no sentido em que fala da passagem do estado sólido a liquído ou gasoso. Hepburn passa por eles todos, as estrelas jamais têm acesso ao sólido. O instante é a sua natureza (a 24 imagens por segundo) e não as horas, os dias ou as noites, natureza das outras. (...) Nasceu em Hartford, Connecticut e estudou na Bryn Mawr University donde lhe viria o peculiar sotaque, tão inconfundível. Começa no teatro e já está na Broadway em 1928. O sucesso de uma adaptação de «Lisistrata» leva a RKO a contratá-la em 32. Por sorte foi parar às mãosde Cukor que a dirigiu pela primeira vez em a Bill of Divorcement. No ano seguinte em Morning Glory (Lowell Sherman) ganha o seu primeiro «oscar», triunfo espectacular para uma jovem de 24 anos. Mas, do mesmo, é o admirável Little Women (de novo, Cukor) em que fez uma inesquecível Jo.


Katharine Hepburn.

Após três filmes menores, tem em 35 outro ano áureo: Sylvia Scarlett, que persisto em considerar o seu máximo papel e onde contracenou pela primeira vez com Cary Grant; Alice Adams (George Stevens), Maria Stuart (John Ford) e A Woman Rebels (Mark Sandrich) título quase paradigmático para o seu personagem. Paradoxalmente, à època, nenhum desses filmes foi grande êxito, como o não foram os quatro seguintes: Quality Street (Stevens), Stage Door (La Cava), ambos de 37, Bringing Up Baby (Hawks, 38 - outro dos seus filmes mais geniais) e Holiday (38) de novo Cukor, e ambos com Cary Grant.
(...) Diz-se que foi Selznick quem mais se opôs à hipótese de ser ela a fazer a Scarlett O´Hara no E Tudo o Vento Levou. Hepburn rompe então com a RKO e Hollywood e regressa aos palcos para fazer «Philadelphia Story» que foi um êxito monumental. Quando quiseram adaptar a peça ao cinemas descobriram que Miss Hepburn tinha adquirido todos os direitos, com uma cláusula prevendo expressamente que qualquer adaptação cinematográfica só podia ser feita com ela e tendo ela o direito de escolher o realizador e «partenaires». A Metro teve que «engolir tudo: pagou-lhe 250 000 dólares e Hepburn escolheu Cukor, Cary Grant e James Stewart. Assim nasceu Philadelphia Story uma das melhores comédias jamais feitas em Hollywood. Injustamente preterida para o «oscar», atingiu então o máximo de celebridade.

João Bénard da Costa, em Dicionário, 
Catálogo do Cinema Americano dos Anos 50, 
Editado pela Fundação Gulbenkian, Lisboa 1981


Katharine Hepburn. New York, 1938. Alfred Eisenstaedt.


 Capa do catálogo do Cinema Americano dos Anos 50.