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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Lillian Gish

"A cabra inventou os grandes planos"

(frase atribuida a Bette Davis)


Lillian Gish com 19 anos, em 1912. Foto em silentsaregolden.com.
Lillian Gish, com 92 anos em 1985. Foto em LIFE Archive.


"O palco era a nossa escola, nossa casa, nossa vida."
(Lillian Gish)


«Atriz norte-americana, Lillian Diana de Guiche nasceu a 14 de outubro de 1893, em Springfield. Como o seu pai estava constantemente ausente de casa, a sua mãe foi obrigada a empregar-se como atriz, para poder sustentar a família. A jovem Lillian estreou-se nos palcos com a tenra idade de 5 anos, ao lado de sua irmã Dorothy. Tornaram-se amigas da atriz Mary Pickford, que não hesitou em recomendá-las ao realizador D. W. Griffith que as contratou como figurantes do filme An Unseen Enemy (1912). Lillian tornou-se uma das atrizes preferidas de Griffith, que apreciava a sua beleza frágil.


Dorothy Gish, D.W. Griffith e Lillian Gish, 1922. 
Foto em mothgirlwings.tumblr.com

Com ele trabalharia em filmes como The Lady and the Mouse (1913), The Birth of a Nation (O Nascimento Duma Nação, 1915), Intolerance (Intolerância, 1916), Broken Blossoms (O Lírio Quebrado, 1919) e Way Down East (1920). Chegou mesmo a tentar a carreira de realizadora com Remodeling Her Husband (1920), protagonizado pela sua irmã Dorothy, mas os resultados comerciais ficaram aquém do esperado. Gish foi sem dúvida a atriz mais solicitada do cinema mudo, tendo filmado entre 1912 e 1920 cerca de 60 filmes. Em 1923, resolveu tentar uma carreira na Europa, protagonizando dois títulos de Henry King: The White Sister (A Irmã Branca, 1923) e Romula (1924), mas os filmes padeceram de alguma inconsistência narrativa e traduziram-se em fracassos comerciais.


Lillian Gish e Greta Garbo durante as filmagens de O Vento (The Wind, 1928) de Victor Sjöström. Foto em criticaretro.blogspot.pt.

Aceitou depois integrar os quadros dos estúdios MGM, onde filmou La Boheme (1926), The Scarlett Letter (1926) e The Wind (O Vento, 1928), de Victor Sjöstrom, que foi o seu último filme mudo. O insucesso comercial deste título, aliado à ascensão de atrizes como Greta Garbo e Joan Crawford, fez com que Gish fosse despedida da MGM. Depois do seu primeiro filme sonoro One Romantic Night (1930), Gish decidiu dedicar-se exclusivamente ao teatro. Na Broadway, surgiu triunfante, encabeçando êxitos como Uncle Vanya (1935) e Hamlet (1941), ao lado de John Gielgud. Em plena Segunda Grande Guerra, regressou a Hollywood, filmando títulos como The Commandos Strike at Dawn (Os Comandos Atacam ao Amanhecer, 1942) e Top Man (1943). 


Lillian Gish e Jennifer Jones no filme Duelo ao Sol (Duel in the Sun, 1946) de King Vidor. Foto em mythicalmonkey.blogspot.pt. / Lillian Gish e as crianças do filme A Sombra do Caçador (The Night of the Hunter, 1955) de Charles Laughton. Foto em theendzone.blogspot.pt.


O seu regresso em força deu-se com a sua personagem de Laura Belle em Duel in the Sun (Duelo ao Sol, 1946), que lhe valeria a nomeação para o Óscar de Melhor Atriz Secundária. A partir daí, limitou-se a dignificar com a sua experiência alguns filmes de inferior qualidade. As exceções foram The Night of the Hunter (A Sombra do Caçador, 1955), onde Gish arrancou uma poderosa interpretação enquanto matriarca que protege duas crianças ameaçadas por um religioso psicopata (Robert Mitchum) e The Unforgiven (O Passado Não Perdoa, 1960). Em 1970, recebeu um Óscar Honorário pelo seu contributo para a dignificação da atividade cinematográfica. Aos 93 anos, ainda fez um surpreendente regresso ao lado de Bette Davis em The Whales of August (As Baleias de agosto, 1987). Faleceu em Nova Iorque a 27 de fevereiro de 1993.»(In, www.infopedia.pt)


A Sombra do Caçador (The Night of the Hunter, 1955) de Charles Laughton.




segunda-feira, 16 de abril de 2012

Estrelas de Cinema 3


Foto absolutamente fabulosa, que pode ter duas interpretações: Lauren Bacall está a dar o copo a Judy Garland como quem diz "bebe até te fartares", ou está a retirar o copo e talvez a dizer "não bebes mais nada hoje". Repare-se na cara escandalizada que Judy Garland faz e na cara impassível de Lauren Bacall. O homem de pé era Jack L. Warner dono da Warner e o local era em Los Angeles, em uma festa de estréia do filme Assim Nasce Uma Estrela (A Star Is Born, 1954) de George Cukor, foto de Allan Grant, 1954.


Marilyn Monroe na sua casa em Hollywood, foto de Alfred Eisenstaedt, 1953. / Dorothy Dandridge posando para o filme Tarzan em Perigo (Tarzan's Peril, 1951) de Byron Haskin, foto de Ed Clark, 1951.


Bette Davis tomando um banho de sol bem blindado no quintal de sua casa em Beverly Hills, foto de Alfred Eisenstaedt, 1939. / Gene Tierney num intervalo das filmagens do filme Aconteceu em Xangai (The Shanghai Gesture, 1941) de Josef von Sternberg, foto de Peter Stackpole, 1941.


Sophia Loren no quarto de seu apartamento em Roma, foto de Loomis Dean, 1957. / Gina Lollobrigida alimentando a "Bambi" no Canada, foto de Peter Stackpole, 1960.


Maria Callas de lunetas, durante as filmagens na Turquia do filme Medeia (Medea, 1969) de Pier Paolo Pasolini, foto de Pierre Boulat, 1969. / Julie Andrews descansando durante as filmagens de The Broadway of Lerner and Loewe (1962) de Norman Jewison, foto de Leonard Mccombe, 1961.


Carmen Miranda assistindo a uma partida de xadrez em Hollywood, foto de Walter Sanders, 1945.


Sonia Braga, muito depois da Gabriela, com 48 anos, na estréia do filme Romance Perigoso (Out of Sight, 1998) de Steven Soderbergh, foto de Marion Curtis, 1998.



(fotos LIFE Archive)



sexta-feira, 16 de março de 2012

Celebridades por Alfred Eisenstadt


A MAIS BELA. 1953.

«Alfred Eisenstaedt (Dirschau, 6 de Dezembro de 1898 — Nova Iorque, 24 de Agosto de 1995) foi fotógrafo e fotojornalista norte-americano. Nascido na antiga Prússia, aos oito anos a família mudou-se para Berlim, na Alemanha, onde ficou até ao momento em que Adolf Hitler chegou ao poder. Aos catorze anos um tio ofereceu-lhe uma câmara fotográfica, uma Eastman Kodak nº 3 (uma câmara de fole). Três anos mais tarde foi recrutado para o exército alemão. Em 1918, durante a Primeira Guerra Mundial, uma explosão de uma granada afectou-lhe ambas as pernas. Foi o único sobrevivente do ataque e foi mandado ferido para casa. Levou cerca de um ano até poder caminhar de novo sem ajuda, e foi durante a recuperação que se interessou novamente pela fotografia. Em 1922, tornou-se vendedor de cintos e botões e, com o dinheiro que conseguiu poupar, adquiriu equipamento fotográfico. Começou por revelar os seus trabalhos na casa de banho e a aprender cada vez mais.


Auto-retrato de Alfred Eisenstaedt em 1955 e Auto-retrato com Sofia Loren sem data.


Durante umas férias na Checoslováquia fotografou uma mulher a jogar ténis, registando a longa sombra da mulher a lançar a bola no court. Eisenstaedt conseguiu vendê-la ao Der Welt Spiegel por três marcos (cerca de doze dólares na altura), o que lhe deu a ideia da possibilidade de viver da fotografia. Assim, aos 31 anos abandonou a profissão de vendedor e passou a fotografar a tempo inteiro.


Albert Einstein e Robert Oppenheimer discutindo um problema no Institute for Advanced Study em Princeton, 1947. E, Ernest Hemingway em Cuba, 1952.


Como freelancer, trabalhou para a Pacific and Atlantic Photos, que se transformaria na famosa Associated Press em 1931. Por essa altura, começou a trabalhar com uma leica, uma câmara inovadora de 35 mm que tinha sido inventada quatro anos antes. Em 1933 foi enviado para Itália para fotografar o primeiro encontro entre Hitler e Mussolini. O seu estilo agressivo fez com que conseguisse chegar até aos dois ditadores e consequentemente fotografá-los. Dois anos depois da subida de Hitler ao poder, emigra para os Estados Unidos da América.


Carole Lombard e James Stewart, 1938.


Em Nova York foi abordado por vários fotógrafos, entre os quais Margaret Bourke-White e Henry Luce, para fazer parte de um novo projecto que nasceria após seis meses de testes, em 1936: a revista Life. Em 1942 naturalizou-se norte-americano e viajou por vários países para documentar os efeitos da guerra: no Japão registou o efeito da bomba atómica, na Coreia a presença das tropas americanas, na Itália o estado miserável dos pobres e na Inglaterra fotografou Winston Churchill. Durante a sua carreira fotografou muitas personalidades famosas, como Marlene Dietrich, Marilyn Monroe, Ernest Hemingway, JFK ou Sophia Loren. Esta última, que também era a sua modelo favorita, apareceu numa capa da Life usando apenas um "negligee" - o que fez com que alguns subscritores da revista cancelassem a sua subscrição. Aos 81 anos regressou à Alemanha para participar numa exposição de 93 fotografias sobre a vida na Alemanha dos anos 1930.


Katherine Hepburn e Bette Davis, 1939.


Eisenstaedt recebeu inúmeros prémios e galardões. A cidade de Nova York nomeou um dia em sua honra, o ICP (Internacional Center of Photography) atribuiu-lhe o prémio Masters of Photography, entre outros. Nos seus últimos tempos de vida continuou a trabalhar, supervisionando a impressão das suas fotografias para futuras exposições ou livros.» (In, wikipédia)


Marlene Dietrich, Anna May Wong e Leni Riefenstahl e um homem não identificado em Berlim, no Costume Arts Ball em 1928. (foto de quando Eisenstaedt ainda era um fotógrafo amador). 


 Rainer Werner Fassbinder e Günter Grass anos 70.


 Frank Lloyd Wright, 1937 e John Garfield. 1938.


 Laurence Olivier e Marthe Keller, anos 70.


 Sofia Loren e Marcello Mastroianni e Vittorio De Sica e Sofia Loren, 1963.



Charlie Chaplin, seu irmão Sydney Chaplin e mulher não identificada no Berlim Press Ball, 1928.



(Fotos Alfred Eisenstadt e LIFE Archive)