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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Alfred Eisenstaedt Again


Alfred Eisenstaedt beijando uma mulher não identificada em Times Square,
imitando a sua famosa foto de um marinheiro beijando uma enfermeira. NY. 1945.

 Albert Einstein no Instituto em Princeton, NJ, USA. 1947.
Imigrantes italianos em Ellis Island.NY, USA. 1947.

Alec Guiness em Londres. UK. 1951.
Frank Lloyd Wright em Taliesin, WI. 1956.

 Alice Neel. Pintora. 1979.

Uma mulher Afro-Americana fumando um cachimbo. USA. 1938.
Bailarinas da Paris Opera Ballet School. França. 1963.

 Basil Rathbone e Angela Lansbury, na Paramount, durante as filmagens de O Bobo da 
Corte (The Court Jester, 1955) de Melvin Frank e Norman Panama. Hollywood. 1954.

Clark Gable, 1936 e Carole Lombard, 1938.

 Homem numa rua perto do mercado Les Halles, segurando uma boneca debaixo do braço. 1928. Paris.
Casal relaxando na margem do rio Sena, perto de Notre Dame em Paris, durante a hora do almoço. 1963.

Margaret Bourke-White. 1959 e Ernest Hemingway. 1952. Cuba.

Ethiopia Essay. 1955.

 Maiorca. Espanha. 1962. 

 Richard Avedon, fotógrafo. NY, USA. 1963 e a Poetisa Edna St. Vincent Millay. NY, USA. 1941.

Monges caminhando nas margens do rio Arno. Florença. 1934.

Policia em moto, conversa com crianças ou ameaça? Garden City, NY, USA. 1942.
Construção da secção George Washington no Monte Rushmore. Dakota do Sul. 1940.

 Josef von Sternberg e Marlene Dietrich. Berlim, Alemanha. 1928.

 Günter Grass. Anos 70. RFA.

Domingo de manhã ao longo do rio Arno. Florença. 1935.
Some No Captions - Some Portraits. 1970'S. RFA?

Yousuf Karsh. Ottawa, Canada. 1981.

Bailarinas de pé no peitoril da janela da sala de ensaios da
Escola George Balanchine American Ballet. NY, EUA. 1936.


(tTodas as fotos são de Alfred Eisenstaedt e LIFE Archive)




segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Oliver Twist de David Lean (1948)


John Howard Davies é Oliver Twist no filme de David Lean. 1947. Nat Farbman.


Oliver Twist é um romance de Charles Dickens que relata as aventuras e desventuras de um rapaz órfão. É um dos romances onde o autor trata do fenómeno da delinquência provocada pelas condições precárias da sociedade inglesa da época.
Numa cidadezinha da Inglaterra, uma jovem dá à luz um menino e morre em seguida. O pequeno órfão recebe o nome de Oliver Twist e vive seus primeiros nove anos em instituições de caridade. Não suportando tantos maus tratos, Oliver foge para Londres, onde inadvertidamente se junta a um bando de ladrões, comandado por um dos grandes bandidos da história da literatura - Fagin. Passa por muito sofrimento antes de viver feliz com a herança que o pai lhe deixou e a inesperada família que encontrou. (da sinopse do livro)


David Lean  com John Howard Davies (Oliver Twist) durante as filmagens. 1947. Nat Farbman.


O livro Oliver Twist de Charles Dickens, foi por diversas vezes, adaptado ao cinema. Destaca-se a adaptação de David Lean de 1948 (ganhou 5 Oscars, incluindo de melhor filme), que também adaptou ao cinema o livro Grandes Esperanças e David Copperfield, também de Dickens, e a versão de Roman Polansky, lançada nos cinemas em 2005.
Publicado originalmente em folhetim,em 1837-8, Oliver Twist é um dos livros mais famosos de Charles Dickens (1812-70) e o primeiro romance em língua inglesa a ter uma criança como protagonista.


John Howard Davies é Oliver Twist e Kay Walsh é Nancy, namorada de Bill Sikes. 1947. Nat Farbman.


Nenhum romancista teve jamais o êxito de Dickens. Se excetuarmos Walter Scott, cuja glória já passou, nenhum romancista teve as tiragens imensas de Dickens, nenhum romancista gravou tão inesquecivelmente as suas cenas e as suas personagens na memória dos povos de língua inglesa. Encheu a sua época, a época vitoriana, e encarna-a até hoje. Pode-se dizer: o mundo de Dickens é a própria Inglaterra da Rainha Vitória; e se, desde então, na velha ilha mudou alguma coisa, Dickens está também envolvido nisso. Com realismo tão impressionante, dizem, descreveu os cárceres para os devedores insolventes, as casas de trabalho forçado, o trabalho dos menores, o sadismo nas escolas, os abusos nos tribunais, nas repartições públicas, nas eleições, que contribuiu poderosamente para abolição daquelas injustiças, e ajudou a criação da Inglaterra moderna. Isto se lê nos livros escolares ingleses, e até historiadores para adultos citam romances de Dickens para ilustrar as condições sociais daquela época. 
(In, www.skoob.com.br e wikipedia)

Alec Guinness é Fagin, com um braço por cima de Oliver Twist quando o apresenta 
ao seu bando de crianças-ladrões, que roubam para ele. 1947. Nat Farbman.

Alec Guiness (Fagin) entrando na taberna, com Robert Newton (Bill Sikes) 
e Kay Walsh (Nancy) em primeiro plano. 1947. Nat Farbman.


John Howard Davies (Oliver Twist), ouvindo as instruções para roubar do bandido Alec Guiness (Fagin) e John Howard Davies (Oliver Twist) com o seu amigo Henry Stephenson (Mr. Brownlow). 1947. Nat Farbman.



(Fotos de Nat Farbman e LIFE Archive)



domingo, 25 de novembro de 2012

Graham Greene - Na mansão do prazer


por
Manuel S. Fonseca
Expresso 13-04-1991



Coisas boas em jornais

The Pleasure Dome: Colectânea de críticas de cinema de Graham Greene,1935-1940.


FUGIR, escreveu ele. Graham Greene fugia muito. Cada fuga, hora e meia, e o abrigo era sempre o mesmo. Mansão de prazer, chamava-lhe; todos os cinemas de Londres, acrescentamos nós. Em quatro anos e meio, entre 1935 e 1940, ficaram registadas cerca de 400 fugas.
O «registo» é, preferencialmente, o «The Spectator», a revista onde Graham Greene publicou as recensões desses filmes para onde fugia dos tormentos infernais por que passava quando tinha que dar vida ao personagem secundário de um romance, ou quando queria chegar à boa construção de um capítulo. Era, como escreveu no prefácio de Pleasure Dome, livro que reúne esses seus textos, «a fuga por hora e meia à melancolia que inexoravelmente tomba à volta do romancista quando ele viveu meses demais no seu mundo privado».



A Revolução Cubana tinha começado em Janeiro de 1959. A foto é de Abril e alguns casinos ainda funcionavam. Em pé, Noel Coward e Graham Greene. Sentados da esquerda para a direita: Carol Reed, Alec Guinness, Maureen O'Hara, Ernie Kovacs e Jo Morrow. Foto de Peter Stackpole em Havana, Cuba, 1959, durante as filmagens de O Nosso Homem em Havana (Our Man in Havana, 1959) de Carol Reed.


Graham Greene descobriu-se crítico de cinema quase por acaso. «Depois do perigoso terceiro Martini», se quisermos acreditar na sua versão. Nessa altura, Greene achou-se capaz de preencher o que considerava uma lacuna do «Spectator», a falta de tratamento do cinema.
Mas Greene já tinha culpas anteriores no cartório. Em Oxford, constituíra-se crítico de cinema do «Oxford Outlook», uma revista literária de que ele mesmo era o editor. A essa conspícua actividade deve somar-se a sua veneração por uma publicação tão elitista quanto fascinante, a saber, a revista «Close Up», que Kenneth Macpherson editava a partir do seu «château» na Suíça. (Dessa revista rara, a Cinemateca possui uma colecção preciosa na sua Biblioteca; e de Kenneth Macpherson foi já exibido, também na Cinemateca, Borderline, um filme singular na sua relação com as vanguardas artísticas do final dos anos 20).
Era exactamente aos anos 20 que Greene devia a formação do seu gosto cinematográfico. Não admira, por isso, que os seus textos tenham começado por reflectir um vincado preconceito contra a utilização do som, a que sucedeu, mais tarde, o preconceito contra a cor — esta mesma «reacção humanista», à introdução de novas tecnologias no campo artístico, pode hoje observar-se nas terríveis batalhas contra o audiovisual propostas pelas Vestais de um pretenso cinema puro.


Graham Greene conversando com Alec Guinness em plena Revolução Cubana que tinha começado em Janeiro de 1959. Foto de Peter Stackpole em Havana, Cuba, Abril, 1959, durante as filmagens de O Nosso Homem em Havana (Our Man in Havana, 1959) de Carol Reed.


Da actividade crítica de Graham Greene o que apetece guardar, antes de mais, é a sua feroz ironia — que lhe valeria, de resto, pesada pena fiduciária no «caso Shirley Temple», que adiante se relata. Digna de registo é, também, a tendência para as digressões na primeira pessoa, digressões que, por vezes, ganhavam um carácter autónomo relativamente ao filme comentado. Uma das mais saborosas, por se ligar às convicções religiosas de Greene, talvez seja a que subscreveu na crítica a The Garden of Allah, filme em que o renegado monge trapista que é Charles Boyer renúncia ao amor de Marlene Dietrich para regressar ao mosteiro.
A cena de despedida suscitou-lhe este comentário: «Alas! minha pobre Igreja, tão pitoresca, tão nobre, tão sobre-humanamente piedosa, tão intensamente dramática. De facto, prefiro a versão do ‘News Statesman', padres mesquinhos a contar pesetas pelos dedos, em cafés encardidos, antes da acção de graças».
Da sua feroz ironia, o melhor testemunho é o caso Shirley Temple. Em Agosto de 1936, Greene, comentando Captain January, de David Butler, espetara a primeira farpa. Primeiro começava por reconhecer à pequenina menina-prodígio um imenso vigor e segurança, tanto na representação como na dança. Acrescentava a seguir que, no entanto, a «sua popularidade parecia residir numa coqueterie tão madura como a de Claudette Colbert e num corpo, peculiarmente precoce, tão voluptuoso nas suas calças de flanela cinzenta como o de Marlene Dietrich». Um ano depois, e desta vez na revista «Night and Day», Greene escreveu sobre Wee Willie Winkie, um filme de Ford protagonizado pela mesma Shirley. Semeou ventos e colheu a tempestade que uma legião de advogados, da 20th Century Fox e da própria Shirley Temple, lhe fizeram cair em cima. Na opinião dos juízes que julgaram o caso, a crítica de Greene era «um dos mais horrendos libelos que alguém poderia imaginar». Por causa dessa «beastly publication» (a opinião é ainda dos juízes e dá em português a colorida expressão «texto animalesco»), Greene e a «Night and Day» tiveram que pagar pesadas multas à companhia e à actriz. O texto foi interdito e, por essa razão, não consta da recolha das críticas do escritor, nem pode ser citado na Imprensa inglesa.


Graham Greene engraxando os sapatos em Havana, no inicio da revolução cubana. Foto de Peter Stackpole em Havana, Cuba, Abril, 1959, durante as filmagens de O Nosso Homem em Havana (Our Man in Havana, 1959) de Carol Reed.


Do conjunto das críticas que publicou entre 1935 e 1940, podem compulsar-se algumas ideias recorrentes sobre o que Greene entendia dever ser o cinema. E, segundo ele, devia antes de mais ser uma arte de massas, dando às pessoas o mesmo que o teatro isabelino lhes dera no passado, «as tragédias violentas e universais que elas compreendem».
Defensor de um «cinema poético», Greene sempre entendeu o realismo como premissa indispensável desse cinema. Na crítica aos Tempos Modernos, de Charlie Chaplin, pode inferir-se claramente o alcance que atribuía aos conceitos de «poesia» e de «realidade»: «Chaplin tem, como Conrad, algumas `pequeninas ideias simples' que podem ser expressas pelos mesmos termos — coragem, lealdade, trabalho — contra o mesmo fundo niilista de sofrimento sem finalidade. `Mistah Kurtz — he dead'. Essas ideias não são suficientes para um reformador, mas provaram ser amplamente suficientes para um artista».
Raramente reconheceu a Hollywood aquilo que reconheceu a Chaplin, quase sempre se queixando que o cinema americano tinha tendência para envolver a realidade em celofane, sem esse «sentido adulto» da arte que dizia entrever na Kermesse Héroique do francês Jacques Feyder. Mesmo assim, soube pôr em evidência as qualidades de John Ford (chamando-lhe «um dos melhores realizadores deste tempo», logo que viu Stagecoach e Young Mr. Lincoln), de Frank Capra (não sem separar o trigo de Mr. Deeds Goes to Town e Mr. Smith Goes to Washington do joio que o desiludia em Lost Horizon). Como soube ver e sublinhar que alguns dos génios alemães, convidados para Hollywood nos anos 30, tinham afinal beneficiado com as condições que os grandes estúdios colocaram à sua disposição, caso de Ernst Lubitsch e de Fritz Lang, cujo Fury saudou, em 1936, afirmando ser «o único filme ao qual quereria associar o epíteto `grande'».



John Ford sentado, dá instruções a Shirley Temple no filme, "Shirley, Soldado da Índia" (Wee Willie Winkie, 1937). Foto de moirasthread.blogspot.com


Entre os seus ódios de estimação conta-se grande parte dos filmes ingleses de Hitchcock — exactamente por causa do seu «inadequado sentido da realidade». Foi, aliás, o seu ataque sistemático a algum cinema inglês, e em particular às produções de Alexander Korda, que esteve na origem da sua passagem de crítico a argumentista. Korda, intrigado com as cerradas críticas, quase sempre insistindo nas fraquezas de construção das personagens ou do argumento, acabou por convidá-lo a fazer o que ele dizia que os outros não faziam. No balanço que fez da sua actividade como crítico cinematográfico, Greene confessou que um dos seus poucos motivos de arrependimento era, justamente, o de não ter considerado, por desconhecimento, quanto é que um realizador e um argumentista podem sofrer nas mãos de um produtor. Mas essa é já uma outra história, a das suas relações menos pacíficas e às vezes tumultuosas com os produtores.
Apesar de mais importante no corpo da sua obra, talvez a actividade de argumentista nunca lhe tenha provocado uma declaração tão nostálgica como esta, que a sua memória de espectador e crítico lhe ditou: «Chorei pelos filmes mudos quando os sonoros apareceram e chorei pelo preto e branco quando o Technicolor veio lavar os ecrãs. Hoje, vendo o último filme sério e socialmente consistente de Monsieur Godard, tenho saudades desses desaparecidos anos 30, tenho saudades de Cecil B. De Mille e dos seus Cruzados, tenho saudades dos dias em que quase tudo podia acontecer».

Manuel S. Fonseca
Expresso 13-04-1991



Graham Greene. Inglaterra. 1951. Larry Burrows.


Graham Greene - Caso encerrado


1904 — Nasce em Berkhamsted. O seu pai dirige a escola local, e Graham passa a infância e parte da adolescência a sofrer as consequências disso: lealdade dividida entre os colegas e o pai, depressões muito fortes, tentativas de suicídio, psicanálise com certo êxito.
1922 — Inicia estudos universitários (História Moderna) em Oxford. Ainda durante o curso, dirigirá o periódico estudantil «Oxford Outlook» e começará igualmente a trabalhar em jornais civis.
1923 — Inscreve-se no Partido Comunista inglês durante cerca de três semanas. Explicaria mais tarde porquê esse acto: havia a esperança de ganhar uma viagem à Rússia. Uma explicação que é quase impossível não aceitar, conhecendo-se a vocação viajante de Graham. Muito mais tarde, porém, essa remota filiação vermelha impedi-lo-á de entrar nos EUA.
1925 — Fim dos estudos. Publica Babbling April, um livro de poesia.
1926 — Por influência da futura mulher, converte-se à fé católica. Entra no «Times» como secretário de redacção.
1927 — Casa com Vivien Dayrell-Browning, que lhe dará um filho e uma filha.
1929 — Publica The Man Within,  o seu primeiro romance. Seguir-se-ão mais de trinta.
1932 — Começa a fazer crítica literária no «Spectator». Publica Combóio de Istambul, o primeiro de uma longa série de romances «ligeiros» aos quais, por não poder assiná-los com pseudónimo, ele chamou divertimentos.
1934 — Visita a África pela primeira vez: Libéria e Serra Leoa.
1935 — Começa uma coluna regular de cinema no «Spectator».
1936 — Publica Jornada sem Mapas, sobre a viagem de 1934 a Africa.
1937 — Com Evelyn Waugh e Elizabeth Bowen, tenta lançar «Night  and Day», um equivalente britânico da famosa revista «New  Yorker».  Mas um processo judicial movido pela actriz Shirley Temple e pela 20th Century Fox obriga «Night And Day» a fechar.
1938 — Enviado ao México para investigar as perseguições a padres, recolhe elementos para O Poder e a Glória, para muitos o seu melhor livro. Entretanto, publica outro ao mesmo nível, Brighton Rock.
1939 — Escreve o seu primeiro argumento para cinema. Publica O Agente Secreto.
1940 — É nomeado editor literário do «Spectator». Entra para o Ministério da Informação. Mais tarde é transferido para o Foreign Office, onde o encarregarão de diversas tarefas, uma das quais em Africa, para os serviços secretos.
1941 — Recebe o Prémio Hawthornden. Outros prémios importantes (Legião de Honra e Prémio Shakespeare, entre outros), bem como doutoramentos «honoris causa», seguir-se-ão ao longo dos anos.
1944 — Torna-se director literário das Edições Eyre e Spottis-wode.
1945 — Volta à crítica literária, agora no «Evening Standard».
1948 — Com François Mauriac, vai à Bélgica participar numa conferência católica. Parte depois para a Checoslováquia e para Viena.
1950 — Publica romances extraídos de dois argumentos cinematográficos seus, entre os quais O Terceiro Homem.
1951-1955 — Faz inúmeras viagens — à Malásia, à Indochina, ao Quénia, ao Haiti, a Cuba, à Polónia — enviado por publicações como a «Life», o «Paris-Match» e o «Sunday Times».
1953 — Publica Ensaios Católicos, que muitos consideram o seu livro menos interessante. Escreve a sua primeira peça de teatro:  The Living Room.
1957 — Vai a Cuba, à China e à Rússia.
1858 — Após uma nova visita a Cuba, regressa a Londres para assumir a direcção das edições Bodley Head, cargo que manterá dez anos. Publica O Nosso Agente em Havana.
1959-1960 — Vai uma vez mais a Cuba, e depois ao Congo Belga, à Rússia e ao Brasil.
1961— Publica Um Caso Arrumado.
1962-1971 — Vai à Roménia, a Cuba, ao Taiti, a Goa, a Berlim, à RDA, a São Domingo, a Israel, à Serra Leoa, a Istambul, ao Paraguai, à Argentina, à Checoslováquia, ao Chile. Entretanto, publica A Sense of Reality (1963), Os Comediantes (1966), Empresta-nos o seu Marido? (1967), Collected Essays (1969) e Viagens com a Minha Tia (1969). Em 1966, vai viver para Antibes.
1971— Publica A Sort of Life (primeiro volume de autobiografia).
1973 — Publica O Cônsul Honorário.
1977 — Integra a delegação panamiana que vai a Washington assinar o tratado sobre o Grande Canal.
1978 — Publica O Factor Humano.
1982 - Publica J’Accuse, um panfleto em que denuncia a corrupção das autoridades de Nice e as ligações delas ao crime organizado. Os problemas daí resultantes acabarão por obrigá-lo a partir. Em 1990, o «maire» de Nice fugirá para a América Latina, dando assim razão às acusações de Greene.
1983 — Arthur Lundkvist, jurado do Prémio Nobel, garante que Greene só receberá essa distinção «por cima do meu cadáver».
1984 — Publica Getting to Know the General.
1987 — Vai a Santiago do Chile participar num encontro internacional de intelectuais pela democracia.
1989 — Publica O Capitão e o Inimigo.
1990 — Muda-se de França para a Suíça.
1991— Morre em Vevey, nas margens do lago Genebra.

Luís Coelho
Expresso 13-04-1991



Graham Greene (1904-1991)
Foto copiada do Expresso





(Fotos Peter Stackpole e Larry Burrows. LIFE Archive, excepto as assinaladas)


sexta-feira, 27 de julho de 2012

Estrelas de Cinema 4


"Ela acreditava em anjos e, porque acreditava, eles existiam"

(Clarisse Lispector em A Hora da Estrela)


Danny Kaye e Tamara Toumanova. 1945, Peter Stackpole.

Buster Keaton e Donald O'Connor, ensaiando para um 
filme baseado na vida de Keaton. 1956, Allan Grant.

Clara Bow, "The Girl of the Roaring Twenties", numa 
cena do filme "Hula" de Victor Fleming. 1927.

Anthony Quinn a jogar xadrez, durante as filmagens de The 
Magus (1968) de Guy Green. Maiorca?, 1967, Pierre Boulat.

Pier Angeli, 22 anos, pendurada numa árvore de eucalipto no meio do mato. EUA, 1954, Allan Grant. / A futura actriz Candice Bergen sentada no chão, olhando para a câmara durante uma festa de crianças em Hollywood. EUA, 1952, JR Eyerman.

Charlie Chaplin por Alfred Eisenstaedt. 1931.

Alec Guinness sentado, com Noel Coward ao fundo, no Sloppy Joe' Bar (famoso bar de Havana), durante as filmagens de "O Nosso Homem em Havana" de Carol Reed em plena revolução cubana. Havana, Cuba, abril 1959, Peter Stackpole.

Senta Berger nas filmagens de "Major Dundee" de Sam Peckinpah. Cuernavaca, Mexico, 1964, Bill Ray. / Burnu Acquanetta em uma cena de "Arabian Nights" (As Mil e Uma Noites, 1942) de John Rawlins, um filme em que não foi creditada. EUA, 1942, John Florea.

Ottola Nesmith numa cena de um filme para TV, 
"Edge of Terror". Hollywood,EUA, 1958, Allan Grant.

Carroll O'Connor ou Archie Bunker, estrela do programa de TV "All in the Family" (Tudo em Família). USA, 1971, Michael Rougier. / Elizabeth Taylor, 13 anos. EUA, 1945, Peter Stackpole.

Gene Kelly e Fred Astaire. Foto sem data nem local de J R Eyerman.



"Nunca disse que os actores são gado. O que eu disse é
que todos os actores deveriam ser tratados como gado."
Alfred Hitchcock



(Fotos LIFE Archive)