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sábado, 6 de outubro de 2012

A SIC faz 20 anos Hoje

Em 20 anos de SIC, estes são os programas ou 

eventos que eu mais gostei, por esta ordem.



Puxando a brasa à minha sardinha. OS FILMES DO SÉCULO, (1999). 

A HORA DA LIBERDADE, (1999). Filmagens no Terreiro do Paço.

O SÉCULO XX PORTUGUÊS (2002).

SIC - O PRIMEIRO DIA


«Imagens do primeiro dia de emissão da SIC, a 6 de Outubro de 1992, captadas por mim, com uma câmara amadora. Esta é a minha forma de dizer, parabéns SIC. Um abraço especial, para aqueles que como eu, estão desde o início na SIC.» Publicado em 25/09/2012 por jose pires dias.



Noticias de Outubro 1992



«Desde o chinquilho até ao futebol, resolveram comprar tudo com  o nosso dinheiro. Vamos lutar contra o poder instituído, vamos lutar contra os subsídios do Estado, vamos lutar contra todos aqueles que não querem que se estabeleça uma diferença, que não querem que apareça uma televisão com uma nova imagem, uma nova linguagem, uma nova postura.» 
Jorge Perestrelo, narrador do Ipswich-Leeds, na sessão experimental de desporto da SIC, 4/10/92 

Análises no Expresso (10-10-92), sobre a primeira emissão.


«Futebol sem golos é como moamba sem jindungo»

Jorge Perestrelo



O primeiro Sporting-Benfica na SIC. Expresso, 17-10-92.

Azares da SIC. Noticia no Expresso, 17-10-92.

O "Citizen Kane" português. Expresso, 24-10-92.

Compras em Cannes. (RTP, 16 pessoas, TVI, 4 pessoas, SIC, 2 pessoas). O Jornal, 23-10-92.




« A SIC tem um hino, igualzinho ao do PPD em que se canta com imenso fervor: '...a sua televisão independente, SIC, SIC, SIC'. É lindo»

«Se não se tornar depressa no canal de todos os descontentamentos, a única maneira deste trambolho não morrer consiste em agarrar-se aos enlatados. Já nasceu, aliás, inteiramente enlatado. Com a vivacidade, a imaginação e a frescura do atum Tenório»
Vasco Pulido Valente no «Independente». 1992. Citado pelo Se7e 15-10-92.





Paulo Portas, 09-10-92.




sexta-feira, 29 de abril de 2011

Para a Joana

Em Abril Beijos mil


Las Meninas de Velasquez.


Pintura de Picasso ainda jovem.

Dom Quixote, desenho de Picasso.




Joana Pontes.
Foto copiada do jornal Público.



ver também :
Coisas Lá de Casa: Joana Pontes
Coisas Lá de Casa: Joana Pontes 2

quarta-feira, 30 de março de 2011

Joana Pontes 2

Coisas lá de Casa


Joana Pontes


A Hora da Liberdade 
de Joana Pontes (1999)





Esforço de reconstituição histórica, feito "ao minuto", da Revolução dos Cravos. Joana Pontes realizou esta mega-produção, comemorativa dos 25 anos da data histórica, em 1999. Este é mais um pretexto para colocar mais fotos do Terreiro do Paço durante as filmagens de A Hora da Liberdade.






















domingo, 20 de março de 2011

Joana Pontes 1

Coisas lá de Casa



Joana Pontes é licenciada em Psicologia. Fez estudos de cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema do Conservatório Nacional de Lisboa e de Realização/TV Production com a BBC. Foi realizadora da SIC entre 1992 e 2002, onde assinou as séries documentais “Século XX Português”, “Salazar”, “20 anos, 20 nomes” e “A Hora da Liberdade” (documentário de reconstituição histórica do dia 25 de Abril de 1974). Desde 2002, realizou os documentários “O Escritor Prodigioso”, um filme sobre a vida de Jorge de Sena e “Estórias da Pintura”, este com autoria de Diana Andringa. É co-autora e realizadora das séries documentais “Portugal, um Retrato Social” e “50 Anos de Televisão em Portugal” (RTP, 2007). Foi consultora da RTP para a área dos documentários e Professora convidada da Escola Superior de Comunicação Social, Universidade de Santiago de Compostela, entre outras. É actualmente doutorada em História na Universidade de Lisboa.


Fotos das Filmagens de A Hora da 
Liberdade de Joana Pontes (1999)





A tropa está na rua mas é a polícia que manda. Cortam ruas, controlam o trânsito, apontam vias alternativas. No Terreiro do Paço amontoam-se chaimites, militares fardados com velhas roupas e câmaras de televisão. A SIC está a filmar o 25 de Abril. "Não vamos a casa há dois fins-de-semana", queixa-se o soldado Rodrigues, recrutado para fazer de figurante nesta versão virtual da Revolução dos Cravos, e que desde as seis da manhã aguardava ordens em frente ao rio Tejo. 
(in, Escola Secundaria Ponte de Lima Biblioteca/Mediateca)




A rodagem, que começou no dia 13 de Janeiro e se prolongou até ao dia 28 de 1999, contou com a colaboração, material e logística, do exército. Tudo para comemorar os 25 anos do 25 de Abril em grande estilo e em tempo real. A estação de Carnaxide é assim: se em 1974 não esteve lá para filmar a Revolução, em 1999 criou uma Revolução para filmar. A expressão é da directora de produção: trata-se de uma "reconstituição à hora real".A SIC interromperá a sua programação habitual às 23 e 40 para colocar no ar a canção de Paulo do Carvalho E Depois do Adeus. Foi o tema-senha para o despoletar da Revolução e foi, o tema que despoletou uma emissão marcada pelos acontecimentos - chave do 25 de Abril de 1974. Ao longo do dia, desde a saída de Salgueiro Maia de Santarém até à ocupação do Terreiro do Paço, da entrada dos revoltosos em Lisboa à tomada do Quartel do Carmo, todos os momentos foram recriados, à mesma hora a que se passaram há 25 anos, pelas câmaras da SIC. 
(in, Escola Secundaria Ponte de Lima Biblioteca/Mediateca)




Só que desta vez, os capitães são actores e os militares figurantes. Sob a direcção de João Lourenço, cerca de 60 artistas vão encarnar as personalidades fundamentais da Revolução, como Spínola, Otelo Saraiva de Carvalho, Marcelo Caetano, Jaime Neves ou Salgueiro Maia. E de que forma se chegou ao guião final? Fazendo entrevistas com os verdadeiros protagonistas dos acontecimentos e cruzando diversas informações. João Lourenço reconhece a inevitabilidade da escolha e a necessidade de optar por uma versão da Revolução dos Cravos, na medida em que os depoimentos "nem sempre são coincidentes", mas acredita que esta versão vai ser a "versão correcta". 

(in, Escola Secundaria Ponte de Lima Biblioteca/Mediateca)




Realizada por Joana Pontes, esta produção da SIC era para manter-se secreta, só que a chegada do exército ao Terreiro do Paço não poderia passar despercebida. Dois enormes tanques M-48 ("deviam ser M-47", explicava um oficial, "só que já não há em funcionamento") ocupavam a Ribeira das Naus. Avançavam e recuavam para marcar posições, um técnico de som apontava os microfones para as potentes lagartas, repetiam-se ensaios, davam-se ordens por megafones, uma grua subia e descia. E o coronel Ferreira de Sousa, no 25 de Abril de 1974 foi o tenente que ocupou o Cristo Rei, resumiu da melhor forma tanta demora: "Dá mais trabalho estas filmagens do que fazer o 25 de Abril." 

(in, Escola Secundaria Ponte de Lima Biblioteca/Mediateca)