quarta-feira, 20 de maio de 2026
sábado, 24 de maio de 2025
ccc@miragem
Nos dias 24 e 25 de maio, na Biblioteca de Marvila, ocorrerá a primeira edição do Miragem — Encontros de BD e Publicação Independente.
O evento contará com uma programação eclética para públicos novos e habituais — por isso tragam amigos e família, haverá de tudo para todos!
Durante estes encontros poderão visitar a zona de leitura (um local para se ler BD e zines, individualmente ou em modo coletivo) e a Feira de Artistas e Editoras, com cerca de 30 mesas cheias de autoedição.
Sábado inaugurará a exposição Ponto Ponto Ponto, com curadoria de Rita Mota, e que ficará patente até 7 de Junho.
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A organização é d’A Goteira, colectivo fresquinho do Porto que organizou a antologia QEQTPQE?? – e não só!
Foram avisados do evento de BD mais cool deste ano!!
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Haverá muita coisa para descobrir por lá e pouco a pouco iremos fazendo aqui os "highlights" da coisa, para já avisamos que haverá uma conversa no Domingo, dia 25 de Maio, entre as 12h e 13h, sobre apoios, bolsas e financiamentos, intitulada Sair da Gaveta – Apoios, Bolsas e Financiamentos com Joana Mosi (artista de BD), Marcos Farrajota (Chili Com Carne) e Bruno Eiras (DGLAB), moderada por biakosta e com a seguinte sinopse:
O que é preciso para publicar BD (um formato geralmente considerado nicho) em Portugal (um país também um bocado nicho)? Quais os apoios à criação e à produção que existem, se é que existem? Quais são os caminhos mais comuns desde o manuscrito até à publicação em território nacional? Ou será que as melhores opções para autores à procura de se lançarem se encontram lá fora, em apoios europeus ou programas de residências nas “capitais” mais consensuais da BD? Nesta conversa tentaremos fazer o inventário da oferta de iniciativas e recursos disponíveis, comparar percursos e experiências, e responder a perguntas de um público interessado em tirar os seus projetos de dentro da gaveta.
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Mas o MAIS importante serão as performances de Ana Margarida Matos (com Rodolfo Sobral), Luís Barreto (e Bugs), Mariana Pita e Rudolfo (Gekiga Warlord) que irão revolucionar o conceito de estar num festival de BD - não, não será aquela cagada dos "concertos desenhados" que são sempre uma seca do caralho e nunca tem sincronia com nada, com o pobre diabo do artista gráfico que fica a rabiscar enquanto os outros, os músicos, se divertem em palco!
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domingo, 30 de junho de 2024
Um país / 8 distritos / 10 concelhos / 11 freguesias, um porradão de santos padroeiros... TUDO PARA A FOGUEIRA! STEVE ALBINI RIP!!! QUEROSENE ESGOTADO!
| capa de André Pereira |
160p (duas cores alternadas) 16,5 x 23cm, capa a cores com badanas
ISBN: 978-989-8363-46-6
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quinta-feira, 24 de novembro de 2022
Dois ou três pensamentos soltos
Para um anarquista ter ídolos é muito grave intelectualmente, só que o Zimbres como editor e artista influenciou-me a 100% quando era chavalo e agora nem devo fazer parte de 1% da sua vida - mas faço parte!! Admito que me rebaixo a essa percentagem para me sentir concretizado como ex-teenager. Quantas vezes nas nossas vidas podemos ter acesso e influenciar os nossos "heróis"? Ou já morreram todos por velhice ou por chutar cavalo - o Burroughs até foi aos 83 anos e ao ano de 1997, nada mal! Em 1993 estive a dois graus de separação dele, fuuuuuuck! Melhor mesmo só se tivesse feito uma capa pró Jello Biafra, oficialmente, hahaha
A Expressa é uma revista? Parece que sim, se os editores assim o afirmam para quê contrariar? Diria antes que é uma colecção de monográficos dedicados a um artista gráfico brasileiro, na essência ligados à BD, sendo este um campo alargado ao cartoon, "charge", tiras humorísticas (o pão-nosso de cada dia no Brasil), etc... O autor vivo é entrevistado, os mortos biografados. Depois a edição é enchida com BDs, tiras e ilustrações várias para fazer 120 páginas couché coloridas em A4 fechadas em capa dura. Caramba é um álbum! Mas talvez por sair mensalmente é que a consideram uma revista? Até dói! Mas se o Bestiário também é (não é) uma revista... Antes que comecem a correr com os cartões de créditos e premonições de problemas com a alfândega, existem rumores, que a "revista" irá aparecer em Portugal em breve. Rumores!
Seja como for, a relação luso-brasileira ainda tem muito para se falar e estudar. Ao que parece não foi de toda pacífica logo com os dois "pais da BD/ HQ" de cada lado do Atlântico a ofenderem-se mutuamente e publicamente, Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) e Angelo Agostini (1843-1910). O primeiro até foi atacado à facada (não por Agostini, atenção!), razão para deixar o Brasil e produzir o original No Lazareto (1881) - ao que parece 20 anos depois eram amigos outra vez! Mais pacífica e produtiva foi a emigração de Jayme Cortez (1926-87) em 1947, não só criou uma "escola" brasileira como ainda co-organizou, em 1951, a primeira exposição de BD brasileira ou de BD mundial - as fontes divergem. O autor foi esquecido por cá até ser recuperado graças às exposições organizadas pela Bedeteca de Beja. As Ditaduras não favoreceram contactos mas lá se descobria o Ziraldo em Portugal no jornal Lobo Mau, por exemplo. Nos anos 90 é a grande explosão de revistas brasileiras a chegarem cá: Chiclete com Banana, Piratas do Tietê, Níquel Náusea e Animal (feio, forte formal). A explosão acabou em implosão graças ao plano Collor mas o mal já estava feito, Angeli e Laerte eram estrelas. Segue-se a primeira década do milénio de costas voltadas com alguns encontros fugazes, sendo o Seitan Seitan Scum o mais consubstanciado objecto ou a participação de Fábio Zimbres na exposição "Divide et Impera". Desde 2013 a editora Polvo edita muitos livros de autores brasileiros contemporâneos, destacando-se Marcelo D'Sallete ou Marcello Quintanilha. As migrações acontecem também, André Diniz vem para Lisboa e Puiupo para S. Paulo. A história aos quadrinhos ou aos quadradinhos continua... Sendo que esta Expressa será o local de encontro para saber tudo sobre os artistas entrevistados.
Este fim-de-semana vai haver o Mercado Aberto do Livro pela segunda vez. No ano passado lá andei a fazer "digging" no espaço da D. Ajuda cheia de tralha que já ninguém quer. Sem querer, claro, encontrei um belo monográfico dedicado ao grande Robert Crumb - com este tive também com dois graus de separação e até falei com o senhor que me mandou passear de forma assobiante, hehehe - escrito por Marjorie Alessandrini (1946-2020) e editado pela Albin Michel em 1974!
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quinta-feira, 2 de junho de 2022
Formas de Pensar a Banda Desenhada: Autores Portugueses Premiados
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terça-feira, 26 de novembro de 2019
Parabéns!
Já se sabem os vencedores das Bolsas de Criação Literária deste ano, são dois nossos associados: Francisco Sousa Lobo e Sofia Neto.
Sobre o livro do Francisco (imagem): Gente Remota será um livro baseado em parte numa série de entrevistas por mim realizadas com ex-combatentes das guerras coloniais, e em parte em trabalho ficcional. Segue o curso de uma rede de personagens num Portugal do presente, com interacções difíceis, sendo que três das personagens ancoram o argumento e têm primazia sobre as outras.
O argumento de Gente Remota já se encontra totalmente finalizado, será um livro de 100 páginas, exactamente. É um projecto especialmente importante no contexto actual, em que impera pela Europa e pelo mundo um retorno a políticas de isolamento, populismo, desinformação, construção de muros, um mundo que começa a assemelhar-se às origens do totalitarismo de Hannah Arendt.
Um ponto importante do livro será o de não se fixar numa única personagem, mas espraiar-se em várias relações, algumas felizes, mas a maioria difíceis. O título conduz à partida para o carácter remoto das relações, para um isolamento das personagens em gerações, em si mesmas, em classe e etnia.
O título também aponta para o lado dominador e míope dos Lusíadas, postos aqui em contraste com a amplidão da lírica Camoniana. Memórias das guerras coloniais são postas em contraste com o presente português, e novas tecnologias de comunicação em contraste com a imprensa e o jornalismo tal como o entendíamos.
É com alguma expectativa que esperamos este livro, afinal, toda a exploração do tema da guerra colonial tem sido mal conduzida e insultuosa na Banda Desenhada portuguesa.
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quarta-feira, 4 de setembro de 2019
"O nosso QCDA#2000 foi mencionado pela Alice Geirinhas na última edição da Revista Decadente."
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14:36:00
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quinta-feira, 6 de junho de 2019
QCDA #2000 ESGOTADO
| Cover - Hetamoé |
| Sketch - Sofia Neto |
Embrenhadas em procuras, vagueando fora do tempo, as Quatro Chavalas do APOPcalipse [Sofia Neto, Silvia Rodrigues, Hetamoé e Amanda Baeza]
vêem os percursos cruzarem-se, conjuradas pela Chili Com Carne.
Desse encontro resulta o QCDA#2000, uma antologia de BD em formato A3. Tal como no QCDA #1000, que o precede, cada uma encontra em quatro páginas o espaço para mostrar a sua procura, seja ela de uma identidade dupla, de sobrevivência de sentido num mundo próximo da ruína, de verdade entre aqueles que não a querem ver ou de amor entre bosques densos em que a voz se perde.
ver todo o zine:
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QCDA #2000 SOLD OUT
| Cover - Hetamoé |
| Sketch - Sofia Neto |
Still with burning fingers from the bonfire, Sofia Neto, Silvia Rodrigues, Hetamoé and Amanda Baeza grubbed up carbonized remains of old stories.
And they say
"We are not looking for treasures or answers."
Oh! Their efforts and wanderings may seem so futile! Purposeless at first, and even their flesh garments meaningless! But look further. Yes. Look thoughtfully. Even without a battle or mission there is an incorporeal ambition in them. They know that nothing rises from rotten bodies.
Maybe you still can find some copies @ Ediciones Valientes (Spain), Fat Bottom Books (Barcelona), Orbital (London), Quimby's (Chicago), Seite (Los Angeles) and Floating World (Portland)
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Amanda Baeza
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sábado, 10 de novembro de 2018
It’s no longer I that liveth -:-:-:- SOLD OUT / ESGOTADO
It’s no longer I that liveth
by
Franciso Sousa Lobo
published by Mundo Fantasma and Associação Chili Com Carne
maybe there's still copies at Mundo Fantasma (Porto), Editions Trip stands (Canada), Quimby's (Chicago) and Le Bal des Ardents (Lyon)
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303 limited edition
88 pages 15,5x21,5cm
layout by Sofia Neto
this book was produced in Risograph on Munken Pure paper with 130g and 240g for the cover, which was laminated with ‘velvet’ plastic, the binding and finishing were made in Litogaia printing house
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It's no longer I that liveth is a book about being thirteen years old in 1986. It portrays the life of Francisco Ferreira. It is set between Lisbon and Évora. Francisco Ferreira is at the worst of ages. He is at an age when the God of childhood is already dead, and no new God has come to replace him. An age when you no longer play and you don't have true friends yet. A nihilistic age. An age without anything. Nevertheless, Ferreira uncovers something, attaches himself to something.
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Mundo Fantasma disclaimer: The underlying technology of the Risograph permits ink to pass into the voids of a very fragile perforated master. The Risograph produces work with an intensity close to that of silkscreen. Small misprints are common, and so is some smudging and variation between proofs, thus making each published book a single, stand-alone object. Our editions are quite small, normally in duotone and produced on site. These editions also include illustrated prints and other memorabilia. Some proofs are signed by the authors.
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It’s no longer I that liveth
por
Franciso Sousa Lobo
co-editado pela loja/galeria Mundo Fantasma (no âmbito da exposição homónima do ano passado) e pela Associação Chili Com Carne
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limitado a 303 exemplares
88 p. 15,5x21,5cm
layout por Sofia Neto
Este livro foi impresso em Risografia em papel Munken Pure de 130g para o miolo e 240g para a capa que foi plastificada com plástico “veludo”. O acabamento foi realizado na Litogaia.
It's no longer I that liveth é um livro sobre ter treze anos em 1986. Relata alguns meses na vida de Francisco Ferreira, entre a região de Lisboa e Évora. Francisco Ferreira tem a pior das idades. Uma idade em que o Deus da infância já não existe e não há ainda outro Deus que o substitua. Uma idade em que já não se brinca e ainda não se tem amigos verdadeiros. Uma idade niilista. Uma idade sem nada. Mesmo assim Ferreira descobre qualquer coisa, agarra-se a qualquer coisa.
Sobre a Risografia e as edições da Mundo Fantasma: a risografia faz passar a tinta para o papel através de um "master" perfurado muito frágil, produzindo resultados quase com a intensidade da serigrafia. São comuns pequenos erros de impressão, alguma sujidade e variações entre cada exemplar, tornando cada livro editado desta forma, um objecto único. As nossas edições são muito limitadas, habitualmente a duas cores e produzidas dentro de portas. Incluem geralmente estampas ilustradas e outra memorabilia. Alguns exemplares estão assinados pelos autores.
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domingo, 4 de fevereiro de 2018
5º concurso interno de Banda Desenhada da Chili Com Carne : Toma lá 500 paus e faz uma antologia de BD!
e a entrega deverá ser feita até dia
4 de FEVEREIRO de 2018
Lançou até agora vários resultados como Askar o General de Dileydi Florez e O Subtraído à vista de Filipe Felizardo, trabalhos que participaram no concurso. Em Outubro de 2015 saiu a primeira obra vencedora (do primeiro concurso, de 2013) ou seja, The Care of Birds / O Cuidado dos Pássaros de Francisco Sousa Lobo, que terá uma edição espanhola. No dia 6 de Outubro de 2016 foi a vez do romance gráfico Acedia de André Coelho, obra vencedora do concurso de 2015. Para o ano prevê-se o lançamento do livro de José Smith Vargas, vencedor de 2014, e o do último vencedor, Tiago Baptista.
O prémio é monetário?
São as seis páginas de "Here" de Richard McGuire de 1989 que interessam e não "Here" de 2014, uma balofa "graphic novel" de 300 páginas. São as antologias e os colectivos que incentivam a criação, a Liberdade, a inovação, a cooperação, a solidariedade e a experimentação. Todos eles, valores que o neo-liberalismo despreza e que até propõe o seu contrário, privilegiando a corrida de ratos!
Podíamos dar aqui mil exemplos de antologias - vários autores com um tema comum, uma convocatória louca como a seminal Mutate & Survive, etc... - MAS o melhor conselho para vencerem este concurso é este: reúnem malta para uma jantarada, discutam ideias, a melhor surgirá quando lavarem os pratos... Será a mais preciosa e extravagante de certeza! Assustem-nos!
Boa sorte!
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