Mostrar mensagens com a etiqueta andré pereira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta andré pereira. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 5 de maio de 2026

MASSA CRITICA /// na Utopia


 
Pergunta, que espécie de antologia de Banda Desenhada poderá entrar na colecção THISCOvery CCChannel? Talvez se encontre uma resposta aqui

Exacto! 

Numa preocupação constante de falta de obras de referência em Portugal - e apesar de alguns títulos sobre bd que já publicámos nesta colecção, como a Maga ou The Reading Gaze (de Domingos Isabelinho) - qualquer oportunidade é boa para arrancar pelo menos testemunhos sobre BD pelos artistas. Por exemplo, quando o australiano Michael Fikaris quis fazer uma antologia de bd portuguesa e australiana, foi convencido a pedir trabalhos sobre bd aos artistas convidados. A antologia Opposights saiu em 2021, e os resultados dos portugueses eram surpreendentes! Tinha de publicar-se em Portugal ou em português! Pouco importava se seria um livro pequeno! 

Felizmente, foi crescendo porque fomos encontrando sempre mais alguém que mostrava interesse em participar. Muito sinceramente, valia e valeu a pena esperar mais um bocadinho até que o artista entregasse o trabalho. 

 Bocadinho a bocadinho, já lá vão uns três anos para esta montanha parir este rato. Rato? Ratazana, isto é para picar!!! Cinzentinhos, bazem!

foto de Rodolfo Mariano


.

128p p/b 16,5x23cm, capa a 2 cores. Editado por Marcos Farrajota. Publicado pela Chili Com Carne e Thisco. Capa e Design feito pelo Rei da BD Portuguesa!!
.
.
.

disponível na nossa loja em linha e na Almedina, BdMania, Kingpin Books, Linha de Sombra, Matéria Prima, Snob, Socorro, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Cassandra, Mundo Fantasma, Utopia (Porto) e Velhotes (VN Gaia). E na Eventual (Espanha) e TFM (Alemanha).
.
.
.




Tabela de conteúdos:

Editorial Arrivista (texto) por Marcos Farrajota

EXPERIÊNCIA
A cena por Amanda Baeza
(sobre feiras e estratégias) por Mariana Pita
Comic Trips por Rui Moura
(uma autobiografia sobre a sua relação com a BD) por Bruno Borges
(a primeira parte do livro "No tempo em que os meus medos falavam") por Miguel Ferreira

FORMA
Shapes found in Comics por Cátia Serrão
(sobre o vício da tinta da china, em inglês devido ao "punchline" intraduzível) por Pedro Burgos
Estudo do meio por André Lemos
Subtextual nihilism por Hetamoé

ENSAIO
Porquê BD? por André Pereira
Consciência Sequencial por Rodolfo Mariano
Breve e imprecisa História da Cienfuegos Press por Gonçalo Duarte
Melanina & a BD portuguesa no século XXI por Miguel Santos
O Hábito fez um monstro! por Lucas Almeida
.
.
.




Feedback:

Ontem já estive a ler parte do livro à noite. Grande editorial arrivista! Já estava entusiasmado para ver o livro e agora que o tenho nas mãos fico ainda mais contente por ter participado. As histórias que li rendem bué e é um livro que parece sair na altura certa, com todas as discussões que me têm chegado aos ouvidos (sobre a BD ser um "género", sobre a "novela gráfica", sobre a falta de consciência história da BD PT...). Também me ocorreu que, no género de "BD a falar dela própria", e ao contrário do que se faz por aí, é um livro que dá destaque às vozes de autores e não de editores, o que me parece relevante no contexto actual. Enfim, considerações superficiais, mas genuinamente entusiasmadas; deixo a profundidade de reflexão para as várias histórias do Massa Crítica.
André Pereira (via email)

A Massa 'tava óptima!
David Campos (via email)

Excelente BD a do Miguel Santos na Massa Crítica.
André Oliveira (via email)

(...) A brincadeira começou na Austrália, (...) em que eu já participei com mais alguns artistas portugueses e de lá. Não fazia ideia que iriam querer publicar a versão portuguesa, que junta mais uns quantos nomes e é mais específica sobre a cena local - ou seja, portuguesa. Cada vez me faz mais confusão falar de arte ou bd portuguesa, ou sequer de Portugal, já que trazem o tema à conversa; ou mesmo de banda desenhada, por oposição a outras disciplinas ou circunscrita no seu meio. (...) Ainda assim, gostei muito do livro (...) Revejo-me naquilo, conheço a maior parte dos assuntos e as pessoas; para além de que me deu bastante gozo fazer a minha parte. E, claro, é com certeza um material de estudo necessário e interessante para quem vem depois para fazer a BD. O design do livro é do Rudolfo e está altamente!


Antologia de banda desenhada que eleva a BD portuguesa a patamares de distinção Raramente um livro de banda desenhada em Portugal consegue captar ao mesmo tempo a energia de um movimento artístico pulsante e a reflexão exigente sobre o próprio meio. Massa Crítica, antologia (...) consegue exatamente isso. (...) Do ponto de vista formal, editorial e estético, Massa Crítica é uma obra de afirmação. (...) As categorias de conteúdo — Experiência, Forma, Ensaio — indicam por si um ambicioso cruzamento entre autobiografia artística, teoria, crítica e prática. Por exemplo, (...) Porquê BD? de André Pereira, não só enriquecem o panorama teórico da BD portuguesa como oferecem leituras íntimas, pessoais, que reforçam a autenticidade do todo. Num panorama editorial em que por vezes se privilegiam fórmulas seguras ou estéticas de apelo imediato, Massa Crítica ergue-se como contraponto valioso: desafia, provoca, estimula. Não se contenta em apenas registar o que já existe; procura interrogar, abrir novas emoções, lançar pontes entre o meio e quem o consome. E faz isso de dentro, por quem vive a banda desenhada. (...) É um manifesto — artístico, intelectual, cultural — e uma prova concreta de que a banda desenhada portuguesa tem mais de onde extrair matéria, alma e espessura. Quem se interessa por BD, ou por cultura contemporânea que pensa para lá da superfície, vai encontrar aqui um livro obrigatório. A capa de Massa Crítica: manifesto visual da BD independente portuguesa Num mercado editorial onde muitas vezes a capa é pensada apenas como chamariz de consumo rápido, Massa Crítica apresenta-se com uma solução gráfica ousada, concebida por Rudolfo, que funciona como verdadeiro manifesto visual. O fundo magenta saturado contrasta de forma vibrante com as letras e figuras em amarelo, criando uma tensão cromática que prende o olhar e impõe presença. As formas orgânicas — meio tipográficas, meio escultóricas — evocam tanto o gesto manual como a experimentação plástica digital, transmitindo uma energia bruta, viva e indomável. Não há aqui a busca por uma “beleza polida”, mas antes a afirmação da autenticidade e da radicalidade criativa que caracteriza a Chili Com Carne. (...)
Paulo Pereira para um JL extinto

.
.
.
 
Historial

14 de Dezembro 2024: primeira apresentação na Socorro, Porto, com a presença do editor Marcos Farrajota e o artista Rui Moura. no âmbito do Culturismo Hardcore II, o maior evento de nicho Pop!

11 de Janeiro 2025: lançamento oficial na Tinta nos Nervos, com presença do editor Marcos Farrajota e dos artistas Amanda Baeza, André Pereira, Hetamoé e Miguel Santos.

24 Fevereiro 2025: conferência "Melanina e a BD Portuguesa no século XXI" por Miguel Santos @ Sala 8.2.12 da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Referido sem crítica - porque a pobreza grassa na BD portuguesa - no jornal Jornal de Letras, o que diz muito da barriga burguesa do seu "crítico"...

 22 Setembro 2025: BD de Hetamoé no projecto Story Tellers no Parque Silva Porto, Benfica, Lisboa



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

All Watched Over by Machines of Loving Grace ---- últimos 10 exemplares!!!!!!!!!!!!



All Watched Over by Machines of Loving Grace

de

Amorim Abiassi, Ana Maçã, André Pereira, Cátia Serrão, Cláudia Salgueiro, Dois Vês, Félix Rodrigues, João Carola e Vasco Ruivo.

20º volume da Colecção CCC publicado pela Associação Chili Com Carne

Coordenação: Dois Vês e João Carola
Identidade gráfica e design: André Vaillant

Obra vendedora do concurso interno Toma lá 500 paus e faz uma BD! de 2019

---

à venda na nossa loja em linha e na Tigre de Papel, Kingpin Books, Linha de Sombra, Tinta nos Nervos, Mundo Fantasma, BdMania, Matéria-Prima e Snob

you can buy at our online shop and at Fat Bottom Books (Barcelona), Quimby's (Chicago), Le Mont-en-L'air (Paris)
 
........................................


À data de publicação deste livro, não se ouvem nas florestas os estalidos de discos rígidos a acompanhar o roçar dos ramos das árvores; contudo, havendo sinal, é possível escutar o som de um Like a pingar na nossa mais recente foto de perfil.

O poema de Richard Brautigan que serve de mote a este livro foi publicado há mais de 50 anos; a sua visão de uma arcádia digitalizada, onde mamíferos de toda a espécie convivem sob o olhar zeloso e benevolente de máquinas bafejadas pela santidade, não se concretizou. Em 2019, a tecnoesfera continua a ter o Homem no seu centro e a Natureza (seja lá o que isso for) nas margens do seu perímetro, encarada essencialmente como um recurso que em breve se esgotará. Os robots caminham sozinhos pelos bosques e os mamíferos caem por terra onde dantes havia água: todos observados por máquinas, mas não de amor e graça.

O livro que têm nas mãos documenta as dinâmicas articuladas no solipsismo desse ciberespaço que criámos só para nós: das relações laborais à saudade, da saúde à identidade, nele se retrata o modo como o manto do digital cobre todos os aspectos do nossa dia-a-dia e medeia as interacções que por cá vamos estabelecendo. É debaixo desse cobertor, com a cara tenuamente iluminada pelo ecrã, que observamos o robot caminhar sozinho pelo bosque e choramos o paraíso perdido do poema de Brautigan.

Afinal de contas, à data de publicação deste livro, já mal se ouvem nas florestas os estalidos dos insectos, que vão caindo por terra onde dantes havia água; contudo, havendo sinal, é possível escutar mais um Like a pingar na nossa foto de perfil. 

Ping. Alguém está a ver.👍




At the time this book is being published, we can’t hear the sound of hardrives blending in with the murmuring of twigs in the forest; however, it’s possible to catch the pinging sound of a “Like” droping on our recently updated profile picture.

The Richard Brautigan’s poem that lends its title to this book was written 50 years ago but its arcadian, digital utopia hasn’t yet come to be: in 2019, the technosphere maintains Man at it’s center and Nature (whatever that is) at its margins. The book you hold in your hands documents the dynamics we articulate amid the solipsistic circle of cyberspace: from work to healthcare, from longing to identity, the digital mantle encompasses all beats of life and every connection we establish while we're around. After all, even though we can barely hear the insects in the forests, providing the connection's good, we can still hear the "Likes" pinging on our profile picture.

Ping. Someone's watching.👍

.................................................








historial: 
lançamento na BD Amadora (2/11/19) 
...
...
Da capa à paginação, passando pelo design, quisemos criar um objecto uno, pontuado pelos olhares e histórias de cda autor, com uma abordagem mais transversal in Público 29/01/20
...
artigo no P3
...
Best Portuguese Comics 2019 @ Paul Gravett site / Gabriel Martins selection
...

exposição na Tinta nos Nervos entre 10 e 17 de Junho 2020


feedback: 

espero que não cuspas na referência, mas fez-me lembrar o metal gear 2 :)
F.C. (por email)

Brochura da IBM! (...) parece-nos, pela capa, um daqueles manuais de computadores dos anos 80.

Não temos prados cibernéticos, antes os pedregulhos afiados das redes sociais. As máquinas que nos vigiam não são benévolas, ao serviço de interesses que vão da economia ao poder político. A libertação sonhada dos labores é hoje um sonho amargamente distante, num presente de progressiva precarização. Sentimos o poder sedutor da vida no ecrã, ao mesmo tempo que o real se fragmenta e desagrega. Estas são as visões que transparecem nas experiências visuais de All Watched Over By Machines of Loving Grace. Apesar desta ser uma antologia de banda desenhada, anda longe do convencional nesta área. As suas contribuições são fortemente experimentais (...) entre o estilhaçar de estruturas à ilustração encadeada em narrativa difusa.
I've only had time to flick through 'Machines' as of yet, but it looks absolutely beautiful - and if it was inspired by something Richard Brautigan wrote, I'm already enjoying it!
pStan Batcow (Pumf) by email

Reading the All watch over the machines of loving grace compilation was a pleasure. Always liked that poem, seeing the comic interpretations expanded my appreciation. I especially enjoyed Cátia Serrão contribution, they created a space of haunting domesticity.
Veronica Graham by email

(...) As abordagens são muito distintas ao tema, tanto no conteúdo como na forma. Ao reler as histórias volto a reforçar o quanto gosto deste livro. Existe uma clara intenção em explorar a BD enquanto linguagem, procurando caminhos diferentes e interessantes para contar uma história. Cada autor traz a sua visão particular contribuindo para um conjunto de histórias sólido que merece a nossa atenção. 
Gabriel Martins via Facebook

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Histórias das poderosas Canetas (II)

O projecto Storytellers regressa à secção de BD do jornal Le Monde Diplomatique - edição portuguesa, Será a caneta mais poderosa que a espada?. Os autores destacados desta vez são RudolfoGonçalo DuarteAndré PereiraMaoRroze SelavyInês CóiasJúlia Barata e Mariana Pita em colaboração com João Marcelo

Desde Janeiro de 2019 que, em parceria com a Associação Chili Com Carne, que o jornal desafia autores de BD a responderem com a sua arte narrativa à pergunta Será a caneta mais poderosa do que a espada? Cada artista tem a sua interpretação, venha descobri-las no Parque Silva Porto em Benfica!
 

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Turma do Cangaço, Nostalgia, Veneza, salário baixo, maridos, LGBTI+ comix, Zé Miau, auto-tripes, Indie 2018, xenofobia, cabeças,...



Eis o segundo número da revista PENTÂNGULO que dá continuidade à parceria entre o Ar.Co. - Centro de Arte e Comunicação Visual e a Associação Chili Com Carne.

A Pentângulo é uma publicação que confere visibilidade ao trabalho de novos autores cuja formação tenha sido feita no curso de Ilustração e Banda Desenhada do Ar.Co.

Sem hierarquias, nomes consagrados e estreantes, alunos, ex-alunos e professores misturam as suas imagens e palavras numa saudável promiscuidade.

O departamento de Ilustração/BD do Ar.Co tem vindo a pôr em prática um modelo pedagógico que privilegia as aplicações específicas da ilustração e banda desenhada em relação ao mercado editorial, tendo para o efeito realizado parcerias com várias entidades ao longo dos seus 18 anos de existência, entre elas a Chili Com Carne com quem o departamento colaborou desde o início do milénio.

Só com o primeiro número, a publicação viajou com uma exposição pelo Festival de BD de Beja e uma apresentação na Feira do Livro de Lisboa, em 2018. Seguimos para aonde? Nesta segunda entrega além de BDs cada vez mais ousadas, destacamos para o acréscimo de mais textos de reflexão e informação, algo que a comunidade ligada a estas Artes foge ou tenta ignorar, aqui não. Desafio que lançamos, que tal uma banda desenhada que discuta sobre banda desenhada? Quem sabe para um número futuro...

Coordenação editorial por Daniel Lima, Jorge Nesbitt e Marcos Farrajota. Design por Rudolfo. Capa de Nuno Saraiva. Colaboram neste número: Amanda Baeza, Ana Dias, André Pereira, Daniel Lima, Dois Vês, Francisco San Payo, Francisco Sousa LoboGonçalo DuarteJoão Carola, João Silva, Luana Saldanha, Marcos Farrajota, Mariana Pinheiro, Mathieu Fleury, Pedro Moura, 40 LadrõesRodolfo Mariano, Rosa Francisco, Sara Boiça e Simão Simões.

::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

Apoio do Instituto Português de Desporto e Juventude.

E apoio de distribuição das seguintes lojas BdMania, Linha de Sombra, Matéria Prima, Kingpin Books, Mundo Fantasma, Snob e Tasca Mastai.

Para além das lojas indicadas, também se encontra no nosso sítio em linhaTigre de PapelZDB, Tortuga (Disgraça), A Vida Portuguesa e Utopia.










Historial

lançado no 9 de Abril 2019 na escola Ar.Co. 
... 
obra seleccionada para a Bedeteca Ideal 
... 
artigo no P3 
...
nomeado Melhor Antologia e Melhor BD Curta (de Francisco Sousa Lobo) para os prémios Bandas Desenhadas 2019
...
participação na exposição TPC na Festa da Ilustração, Setúbal, 1-30 Junho
...
Nomeada para Prémio de BD Alternativa Angoulême 2020
...
artigo sobre a nomeação em Angoulême com muitas páginas do Pentângulo #2 no Público 29/01/20



Feedback

Mostrar que a banda desenhada (portuguesa) deve ser colocada por extenso, com o seu nome completo - perdeu a pele juvenil da BD, é uma arte como as outras 
...

(...) o Simão Simões brinca novamente com o imaginário informe e metafórico (há sempre uma candura monstruosa que pede pelos menos mais 100 páginas de material desta qualidade); o João Carola pega em Lacan para pensar sobre o olhar e a contemplação e a relação entre sujeito-objecto na época da transparência (pode ainda encontrar-se um ângulo morto na visão do panóptico digital?) (...) o sofrimento do Zé Miau perante um dos grandes mistérios da nossa época: o contrabando exasperante e o comércio directo e involuntário de isqueiros. Mas o pathos não está só nesta bd da Luana Saldanha; a contribuição do Francisco Sousa Lobo (alguma vez se esgota esta torrente de inspiração?) obriga o leitor a remexer nas memórias do autor, em mais uma excelente bd autobiográfica, na qual está em jogo a religiosidade e o amor, com uma pitada de referência highbrow pelo caminho (desta vez calhou a Kavafis, os bárbaros estão a chegar, afinal não, etc.). Não esquecer as questões de género e a rebelião contra o despotismo patriarcal: a Rosa Francisco desenha uma bd a partir de um conto de Pessoa e a Ana Dias revela a amargura de quem vive com homens que coleccionam edições do Admirável Mundo Novo, vestem t-shirts de bandas (Motörhead, a sério, não estou a inventar) e ouvem post-rock. Tudo isto em 2019. 
(...) O que é mais curioso no meio de tudo isto é que uma revista costuma sempre armazenar algum lixo e ser desigual, mas esta Pentângulo consegue escapar a esse problema. Mesmo os três textos têm toda a sua pertinência: o Pedro Moura escreve sobre a obsessão dos literatos pela nostalgia e o Marcos Farrajota ensaia duas resenhas históricas sobre as bds LGBTI+ em Portugal e acerca das fanzines e edições independentes publicadas cá no burgo durante o ano passado. (...)
Russo in A Batalha

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Amigo, adivinha o que anda por aí nas boas livrarias e discotecas?


O Gato Mariano : Críticas Felinas (2014-2018) 
 de 





 A música portuguesa sob o escárnio de um gato desbocado.

Peludo, porte médio, língua afiada. É assim que Tiago da Bernarda descreve o seu alter-ego, mais conhecido como Gato Mariano, o crítico felino que vagueia os confins da Internet. É nesse lugar amorfo e amoral que, desde 2014, tem vindo a discutir sobre os mais recentes projectos da música alternativa portuguesa.

 O que começou como webcomic vira agora uma antologia que reúne as melhores tiras dos últimos quatro anos, num intenso volume de  144 páginas, muitas delas a cores (18x25cm) e uma super-capa com cortante de gato assanhado!

 O Gato Mariano é uma das grandes criações da década (estimativa conservadora) em Portugal. Possivelmente nunca lhe será feita devida justiça, até porque um dos encantos que tem é a "subterraneidade", o traço e as reflexões como nos grandes mestres de apelo clandestino na BD do final do século passado. Não é um Kochalka português, nem um Tony Millionaire português, nem um Mike Diana português; é um Tiago da Bernarda português. 
Samuel Úria

...

Volume 13 da Colecção Mercantologia, dedicada à recuperação de material perdido no mundo dos fanzines e afins. Editado por Marcos Farrajota, design de Joana Pires e publicado pela Associação Chili Com Carne, o presente volume apresenta uma selecção de várias BDs da série O Gato Mariano publicado originalmente em várias plataformas em linha, desde 2014, com o nome Críticas Felinas (actualmente em instagram.com/ogatomariano_), no sítio Rimas e Batidas, nos zines O Gato Mariano Não Fez Listas em 2015O Gato Mariano não fez listas e confrontou um fã que disse não perceber as suas reviews em 2016 e O Gato Mariano não fez listas em 2017 e nos dois números do fanzine Mariano (2016-17).

Esta edição teve o apoio do IPDJ, Lovers & Lollypops e Thisco.


pode ser adquirido na loja em linha da Chili Com Carne, Flur, BdMania, Tigre de Papel, Linha de Sombra, Kingpin, Mundo FantasmaRastilhoMatéria PrimaA Vida Portuguesa, Snob e Universal Tongue.


FEEDBACK

Num livro cheio de Críticas Felinas, o Gato Mariano arranha, mas faz rir
P3

"O Gato Mariano", o felino que arranha a música nacional
Sapo 24

O Tiago da Bernarda rapidamente se desencantou com a crítica em geral e a musical em particular. Criou uma linguagem e um espaço próprios para fazer e simultaneamente não fazer nem crítica de música nem tiras cómicas. (...) Não faz listas, não faz críticas, não faz tiras… E produz tanto? Aqui há gato!
Bandas Desenhadas

Este gato arranha bem (e a crítica musical já não é o que era)
Ípsilon / Público



HISTORIAL:  

Lançado no dia 19 de Janeiro de 2019 na Casa Independente com Hip Hop nulo 

...

Escolha do Vendedor FNAC do Chiado talvez por ser o dia mundial do gato! Obrigado Sandra:





...

auto-elogio na Bedeteca do Porto

Sabe-se lá porquê mas há uma década, Tiago da Bernarda, um estagiário jornalismo (e sem formação em desenho) fartou-se de ser explorado pelo sistema falido da imprensa social e começou a fazer tiras de crítica a discos de música portuguesa, criando um alter-ego felino, o Gato Mariano, e publicando em plataformas digitais ou em fanzines auto-editados. A Chili Com Carne juntou toda essa produção num “luxuoso” livro que se tornou num compêndio para quem gosta de música. Do Punk ao Hip Hop, dos GNR aos 10 000 Russos, os discos são arranhados ou acariciados pelo Gato. Depois do livro ter saído, o bichano começou a miar para outras bandas mais “fashion”, políticas e sociais, para além de ter arranjado um sobrinho pós-irónico, o Bruninho, para expor as contradições geracionais. Alguém se digne a comemorar os 10 anos de existência deste gato desbocado!




Tiago da Bernarda [n. 1990] Ilustrador freelancer, autor da webcomic “O Gato Mariano”. Licenciou-se em Ciências da Comunicação na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e, posteriormente, tirou o curso de Ilustração para Novos Media na ETIC. Colaborou com festivais como Milhões de Festa, Zigurfest ou Black Bass – Évora Fest. Ocasionalmente com o site Rimas e Batidas.

sábado, 24 de maio de 2025

ccc@miragem


Nos dias 24 e 25 de maio, na Biblioteca de Marvila, ocorrerá a primeira edição do Miragem — Encontros de BD e Publicação Independente.

O evento contará com uma programação eclética para públicos novos e habituais — por isso tragam amigos e família, haverá de tudo para todos!

Durante estes encontros poderão visitar a zona de leitura (um local para se ler BD e zines, individualmente ou em modo coletivo) e a Feira de Artistas e Editoras, com cerca de 30 mesas cheias de autoedição.

Sábado inaugurará a exposição Ponto Ponto Ponto, com curadoria de Rita Mota, e que ficará patente até 7 de Junho.

...

A organização é d’A Goteira, colectivo fresquinho do Porto que organizou a antologia QEQTPQE?? – e não só!

Foram avisados do evento de BD mais cool deste ano!!

...

Haverá muita coisa para descobrir por lá e pouco a pouco iremos fazendo aqui os "highlights" da coisa, para já avisamos que haverá uma conversa no Domingo, dia 25 de Maio, entre as 12h e 13h, sobre apoios, bolsas e financiamentos, intitulada Sair da Gaveta – Apoios, Bolsas e Financiamentos com Joana Mosi (artista de BD), Marcos Farrajota (Chili Com Carne) e Bruno Eiras (DGLAB), moderada por biakosta e com a seguinte sinopse:

O que é preciso para publicar BD (um formato geralmente considerado nicho) em Portugal (um país também um bocado nicho)? Quais os apoios à criação e à produção que existem, se é que existem? Quais são os caminhos mais comuns desde o manuscrito até à publicação em território nacional? Ou será que as melhores opções para autores à procura de se lançarem se encontram lá fora, em apoios europeus ou programas de residências nas “capitais” mais consensuais da BD? Nesta conversa tentaremos fazer o inventário da oferta de iniciativas e recursos disponíveis, comparar percursos e experiências, e responder a perguntas de um público interessado em tirar os seus projetos de dentro da gaveta.

 

...

 


Haverão exposições, sendo que estamos muito curiosos em saber o que sairá do Ponto Ponto Ponto que inclui artistas como André Lemos, André Pereira, Cátia Serrão, Daniel Lima, Gonçalo Duarte, Hetamoé, Mao, Matilde Basto, Sara Boiça, Tiago Baptista,...
 



  

Mas o MAIS importante serão as performances de Ana Margarida Matos (com Rodolfo Sobral), Luís Barreto (e Bugs), Mariana Pita e Rudolfo (Gekiga Warlord) que irão revolucionar o conceito de estar num festival de BD - não, não será aquela cagada dos "concertos desenhados" que são sempre uma seca do caralho e nunca tem sincronia com nada, com o pobre diabo do artista gráfico que fica a rabiscar enquanto os outros, os músicos, se divertem em palco!

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

FdS no Morto.


Vamos estar nisto:

ATENÇÃO CULTURISTAS™!! O CULTURISMO HARDCORE está de volta com uma segunda edição focada na nona arte (Bêdê, duh!) mas sem esquecer as demonstrações de videojogos independentes em desenvolvimento, concertos de música inspirada por e feita para videojogos, e-sports, mercado de banda-desenhada independente... UFA! Que dose!!! Claro que Cosplay também é bem-vindo.... Toca a exercitar essa cultura! Oupa!

🗯️ Apresentações de BD:
- A FUSÃO DIMENSIONAL E AS SUAS CONSEQUÊNCIAS NA SOCIEDADE (c/ CEO Culturista & Rudolfo da Silva)

🎮Torneio KUSOGE E-SPORTS:
- GODZILLA: SAVE THE EARTH (PS2)

🎷Concertos:


🕹️GAMING HUB c/ Informador Hi-Tech & Demonstrações de Jogos Indie em Desenvolvimento
🤯Mercado de Banda-Desenhada (com a presença de livros e autores da Chili Com Carne, Culectivo Feira, Palpable Press & +...) e Parafernália Retro-Gamer
🤖Alternador de Discos Automatizado: DJ NICHE ENTHUSIAST
-------------
Abertura de portas: 14 horas
Entrada: 8 Gamers
-----------
Este evento conta com a parceria de: @informadorhitech , @palpablepress, @chili_com_carne e @culetivofeira
--------------
Cartaz por Rudolfo da Silva




Sim também vamos ao Perímetro! Estaremos na Mamuila Filó, entre as 15h–22h no Sábado 14 e as 15h–20h no Domingo 15.

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Rentrée bédé!

Setembro é o grande regresso às actividades culturais - como se sabe os festivais de verão são life-style e não de música!

Começou a semana passada logo com a grande Mariana Pita no WC / BD onde se poderá ver originais das suas bandas desenhadas na colectânea Lá fora com os fofinhos.


E HOJE no Museu Nacional de História Natural e da Ciência vai inaugurar provavelmente a exposição de BD mais importante deste ano, não percam!!!

cartaz de Martin López Lam

Deep Time é uma exposição que reúne 14 artistas ibéricos convidados a explorar, através da banda desenhada, o conceito de “tempo profundo”—a passagem do tempo registada nas camadas geológicas. As marcas da transformação química e biológica do nosso planeta possuem uma poética que é familiar à banda desenhada, onde a justaposição de elementos produz uma sequência cronológica. Deep Time responde à urgência de integrar a escala humana na geológica, num momento em que já alterámos profundamente os sistemas terrestres.

Artistas: Amanda Baeza / Ana Maçã / André Pereira / Begoña García-Alén / Bruno Borges / Cátia Serrão / Daniel Lima / Hetamoé / Irkus / Mao / Martín López Lam / Ricardo Paião Oliveira / Roberto Massó / Rudolfo 

Curadoria: Ana Matilde Sousa e Hugo Almeida

domingo, 30 de junho de 2024

Um país / 8 distritos / 10 concelhos / 11 freguesias, um porradão de santos padroeiros... TUDO PARA A FOGUEIRA! STEVE ALBINI RIP!!! QUEROSENE ESGOTADO!


Quando não há nada para fazer, acende-se um fósforo.

Na terrinha, o aborrecimento combate-se com fogo e só há uma forma eficaz de matar o tempo: de uma vez por todas.

Este livro é um guia para lidar com os sítios onde nada acontece: partindo da canção dos Big Black e levando à letra a sugestão da banda, partilham-se testemunhos de quem, tendo vivido a indolência das pequenas cidades, vilas e aldeias de Portugal, deu consigo a ponderar as possibilidades da piromania. Seja sobre a arquitectura pavorosa ou as gentes beatas que nela habitam, as histórias aqui reunidas documentam as frustrações e ansiedades de quem não cresceu no bulício do Porto ou de Lisboa e, sentindo a falta da animação das metrópoles, viu na fogueira a única cura para a letargia.

Na colecção LowCCCost, para quem gosta de "viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro", já se deram muitas voltas: do aborrecimento da Europa à Guiné-Bissau, passando por um convento de monges silenciosos em Évora ou pela Ilha de Príncipe aquando do eclipse de 1919. Tal como os outros títulos desta colecção, não estamos perante um guia de turismo bacoco: Querosene, tal como os volumes no passado — Zona de Desconforto (Melhor Livro de BD de 2014) e Lisboa é very very Typical —, junta autores, ora amadores, ora consagrados, que se abrem na intimidade sempre desconfortável da autobiografia. Na soma desta transmissão de estados de espírito individuais, fica a saber-se mais sobre o país do que através dos dados do INE: os resultados, talvez sem supresa, deixam dúvidas sobre a laicidade das gentes ou sobre o futuro da população jovem.



Incendiários identificados:

Ana Margarida Matos, André Pereira, Cláudia Sofia, Dois Vês, Eva Filipe, Gonçalo Duarte, Joana ToméJoão Carola, Rodolfo Mariano, Rui Moura e Sofia Neto.


«««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««

160p (duas cores alternadas) 16,5 x 23cm, capa a cores com badanas

ISBN: 978-989-8363-46-6


«««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««


ESGOTADO
 





«««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««


Historial: 

...
Entrevista a André Pereira e Dois Vês no Acordes de Quinta





«««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««


FEEDBACK

Portugal esteve sempre a arder. A adolescência está sempre a arder. A luta arderá sempre! A nova antologia da Chili Com Carne reúne algumas das novas estrelas do rock, conduzidos por André Pereira sobre as terras em que se viveram ou vive com desejos de botar fogo em tudo!


A história do João Carola é do cacete, só isso vale o livro... Também gostei da do André, embora mais no registo choramingas. Fiquei com pena deles todos por terem sido tão traumatizados pela santa madre igreja...
P.S. (via email)

(...) é um livro importante para se medir o pulso à novíssima banda desenhada portuguesa (...)
Sara Figueiredo Costa in Expresso

(...) Não se procure aqui a resiliência que as televisões papagueiam, a tão cultivada superação dos vencedores. Sem sentimentalismo, o que as páginas revelam são vidas individuais à procura de sentido, indissociáveis de lugares, devidamente apontados em mapas: Castro verde, Montijo, Setúbal, Coimbra, Setúbal, Barcelos, Marinha Grande, Caldas da Rainha, Alverca do Ribatejo, Torres Novas e Figueira da Foz. (...)

4,5 estrelas no Ipsílon / Público

Nomeado para Melhor Antologia e Melhor BD Curta nos Prémios Bandas Desenhadas