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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Lisboa tão feia

Parque Eduardo VII . Lisboa

Não vou comentar o mamarracho de natal que "plantaram" no topo do Parque, aquilo felizmente passa em pouco mais de um mês. Mas... é impressão minha ou as Celtis australis das alamedas principais do Parque Eduardo VII, encolheram significativamente? 
Isto também é demais, caramba! Aquilo é um parque as desculpas do costume aqui não servem, estas árvores foram plantadas em 1950 (mais coisa menos coisa) podiam ser enormes, bonitas, felizes....Podiam sim, noutra cidade, noutro parque, por cá começo a duvidar que seja possível.

Só mais uma coisinha, é Outono, umas folhinhas pelo chão não fazem mal a ninguém e até podem ser inspiradoras.

domingo, 24 de junho de 2007

Jardins Abandonados

Parque Eduardo VII - Alameda central

E desta vez não é uma montagem, o relvado da alameda central do Parque Eduardo VII está de tal forma abandonado que de alguns ângulos podemos mesmo vislumbrar o prado que eu tanto gostaria de ver no local.

terça-feira, 29 de maio de 2007

No Parque

Tilia americana . Parque Eduardo VII

Ontem fui buscar a minha filha mais nova à escola, perguntei-lhe - Vamos para casa ou vamos ver os Jacarandás? - Vamos ver os jacarandás, foi a resposta pronta.
Fomos ao Parque Eduardo VII, ali pertinho da feira do livro, mas não fomos comprar livros e gelados como é hábito nesta altura do ano.
Vimos os Jacarandás, vimos a flor muito pequenina da Tília americana, mesmo ao lado a flor muito grande da Magnólia grandiflora, procurámos flores encarnadas, porque lhe apetecia, mas só havia uma rosa muito velhinha, contámos os passos de gigante para chegar até ao canteiro dos Acantos e tirámos uma fotografia que mostra que os Acantos ainda são maiores do que a Marta, qualquer dia deixam de ser, reparámos que os Agapantos estão nervosos para florir, admirámo-nos com os enormes Castanheiros da Índia e apanhámos os pequenos ouriços ainda verdes, um bocadinho assustadores- disse a Marta- picam e até servem para pregar umas partidas... Lá para o Outono vão dar castanhas para os cavalos, porque as castanhas do senhor das castanhas, essas estão nos Castanheiros do campo.


Alameda central do Parque Eduardo VII - Nos meus sonhos

E mais uma vez lamentei que a alameda central do Parque Eduardo VII com aquela triste topiária não sirva para nada, que bom que era um prado com flores silvestres naquele local.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

O Parque Eduardo VII (continuação)




(...)Com sentido da realidade Keil, mantém as pré-existências morfológicas e desenvolve uma solução de conciliação, prolongando visualmente a Avenida e rematando-a no alto da cumeada com um imponente edifício de carácter cívico. Este espaço no topo da Alameda assumido como acrópole da cidade, sob a qual se estende um tapete verde que leva a vista até ao Tejo, recupera a ideia de miradouro monumental e de passeio público magestoso e repousante. Parque de vocação urbana e monumental com 30 hectares, Keil pensou-o como Parque Central de Lisboa apoiado e dinamizado pelo mais digno equipamento: o Palácio da Cidade, implantado na acrópole, justificação retórica de um sentido de grandeza civilizada.

Sobre o eixo aberto da avenida, desenha a Alameda Central relvada, ladeada por passeio em calçada à portuguesa, dividindo o parque em dois sectores de verde mais arborizado e denso. No lado ocidental redesenha o lago, reordena a Estufa Fria e projecta a entrada junto à margem. No sector oriental desenvolve uma sequência de estadias. O conjunto deveria ser rematado pelo Palácio da Cidade implantado no espaço de acrópole miradouro marcado pelas colunas monumentais. Pensado como sede de todos os serviços culturais da Câmara, com salas de exposições e auditórios, o Palácio da Cidade foi pretexto para a eterna luta dos espíritos mais tacanhos, retrógrados e reaccionários da cultura portuguesa.

A discussão sobre a arquitectura do Palácio da Cidade radicalizou o confronto entre os mentores do regime e os defensores de uma arquitectura despojada no seu rigor clássico que apontava para uma nova monumentalidade. Inspirados nos traçados urbanos de Washington que visitara, Keil elaborou diversos estudos com a preocupação de renovar o sentido de monumentalidade. Na verdade, o topo norte do Parque Eduardo VII transformou-se num local mítico entre o frustrado Palácio da Cidade, a colunata triunfal e a estátua que não passou do pedestal.

in: Ana Tostões - Monsanto, Parque Eduardo VII, Campo Grande, Keil do Amaral arquitecto dos Espaços verdes de Lisboa, Lisboa, salamandra, 1992.



Triste, inútil e abandonada.

Mesmo ao lado o selecto (e inapropriado para o local) clube VII (ver aqui)

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

2 de Fevereiro de 1954

Fotografia daqui
Nevão em Lisboa, o parque Eduardo VII ainda estava em obras, o buxo já tinha sido plantado

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Passeio virtual (link)


Pelo Cental Park. E perceber que em Portugal, infelizmente, não existem parques públicos nem tão pouco gente interessada em que eles existam.
Algumas das mais importantes intervenções na manutenção e modernização do Central Park, são levadas a cabo pela sociedade civil. É o caso dos Strawberry fields, uma área do parque dedicada à memória de John Lennon.
Os prados do CP são cartão de visita da cidade e todos os conhecemos, nem que seja de um qualquer filme americano. O Sheep Meadow, um prado com cerca de 6 hectares recebe no Verão uma média de 30 000 visitantes por dia.

Gostava agora de "puxar a brasa à minha sardinha" sugerindo que aquela horrorosa e muito mal cuidada amostra de topiária que é o centro do parque Eduardo VII, seja transformada num prado. Era mais ecológico, mais barato, mais bonito, mais fácil de manter, mais útil, mais moderno, mais lógico....
Assim vai a topiária no Parque Eduardo VII
Se por alguma razão (que confesso não entender) insistirem em manter viva esta homenagem ao estado novo, então, aconselho vivamente a que aprendam a tratar dela.
(continua)