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terça-feira, 18 de dezembro de 2012
domingo, 19 de fevereiro de 2012
sábado, 19 de novembro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
O Salgueiro Frágil
O Salgueiro inclinado de onde Ofélia cai ao riacho quando um dos seus ramos se parte...
There is a willow grows aslant a brook,
That shows his hoar leaves in the glassy stream;
(...)
Clambering to hang, an envious sliver broke;
When down her weedy trophies and herself
Fell in the weeping brook.
That shows his hoar leaves in the glassy stream;
(...)
Clambering to hang, an envious sliver broke;
When down her weedy trophies and herself
Fell in the weeping brook.
Hamlet . Act 4, Scene 7
Não me parece evidente que o Salgueiro pintado por Millais seja, como é muitas vezes referido, um weeping willow ou salgueiro-chorão (Salix babylonica ou o híbrido Salix x sepulcralis) que era uma árvore muito ao gosto dos pré-rafaelitas e dos pintores românticos, mas que não pode ser a árvore referida por Shakespeare porque estes salgueiros não eram conhecidos na Europa antes do Sec. XVIII. O Salgueiro referido em Hamlet seria de uma espécie nativa da Europa. A referência à cor das folhas ( hoar leaves, folhas grisalhas) sugere o Salgueiro-branco (Salix alba) ou o, tão adequado à situação, crack willow (Salix fragilis) que tem este nome porque os seus ramos se partem com facilidade e fazem um som característico. Não sei se na altura em que Shakespeare escreveu o Hamlet o salgueiro-frágil já era conhecido por este nome, mas era-o, sem dúvida, na época em que Millais ilustrou a morte de Ofélia, e quando tudo levava a crer que a árvore ideal para esta cena seria o, muito na moda e cheio de simbolismo, Salgueiro-chorão, Millais apresenta-nos a árvore frágil e atormentada que Shakespeare descreveu . É por estas, e outras, que este quadro é uma obra de arte.
Posted by
Rosa
*
15.1.11
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
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