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domingo, 23 de março de 2014

Dá-me de beber


Eu te peço dessa água que Tu tens,
és água viva meu Senhor.
Tenho fome, tenho sede de amor
e acredito nessa fonte de onde vens.
Vens de Deus estás em Deus, também és Deus
e Deus contigo faz um só.
Eu, porém, que vim da terra e volto ao pó
quero viver eternamente ao lado teu.
És água viva
és vida nova
e cada dia me sacias outra vez,
me fazes renascer,
me fazes reviver.
Eu quero água dessa fonte de onde vens.

 Pe. Zezinho

O infinito


Sempre cara me foi esta colina
erma, e esta sebe, que de tanta parte
do último horizonte, o olhar exclui.
Mas sentado a mirar, intermináveis
espaços além dela, e sobre-humanos
silêncios, e uma calma profundíssima
eu crio em pensamentos, onde por pouco
não treme o coração. E como o vento
uço fremir entre essas folhas, eu
o infinito silêncio àquela voz
vou comparando, e vêm-me a eternidade
e as mortas estações, e esta, presente
e viva, e o seu ruído. Em meio a essa
imensidão meu pensamento imerge
e é doce o naufragar-me nesse mar.

Giacomo Leopardi

Socorro: temos sede!


Conta-se que certo barco navegando pelo sul do Oceano Atlântico começo a fazer sinais para outro barco que navegava por ali, dizendo: — Ajudem-nos. Não temos água. Estamos a morrer de sede.
O outro barco respondeu também por sinais: — Atirem aí mesmo o balde à água!
os do barco continuaram: — Socorro. Não temos água. Morremos de sede!
A resposta era sempre a mesma: — Atirem aí mesmo o balde à água!
Desesperados, atiraram, por fim, os baldes à água seguindo o conselho e encheram-nos de água clara, fresca e doce da foz do Rio Amazonas!