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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Cerca do Sul, Alentejo

Depois de uma viagem a terras do tio Sam muito preenchida e sempre em modo correria, em Julho, viemos quase directamente de Nova Iorque para o Alentejo. Estes dois lugares são claramente as duas pontas opostas de um espectro de vivacidade.
Tive conhecimento da Cerca do Sul através de um blog que leio frequentemente e a curiosidade levou-me ao Alentejo, ali entre a Zambujeira do Mar e Odeceixe.
O ambiente na quinta é familiar e acolhedor, sentimo-nos imediatamente em casa, porque a simpatia da Sara (a dona do espaço), a disponibilidade das senhoras que ajudam na confecção do pequeno-almoço e limpezas, a jovialidade do Sul (o cão reguila) e a tranquilidade do Paco (o cão idoso) só nos podem transmitir um sentimento de serenidade.
A Cerca do Sul pode ser aquilo que quisermos, um refúgio para a leitura e a escrita, um ponto de passagem, um local de aprendizagem em inúmeros workshops, o sossego da planície alentejana ou simplesmente um porto de abrigo onde apetece voltar.


















segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Zmar - "Verde para crer"

No fim de semana passado (aquele que consta que acabou ontem) proporcionou-se uma ida ao Zmar - Eco Camping Resort, o primeiro parque ecológico e de 5 estrelas (luxo) e que fica lá para os lados da Zambujeira do Mar.
Fiquei surpreendida pelo espaço em si: um descampado gigantesco, com caixotes de separação de lixo em todo o lado, com estação de tratamento de águas, centro de reciclagem, com infra-estruturas muito boas, uma piscina de 100m, uma sala de convívio gigante e muito bem decorada, matrecos grátis, um supermercado, uma esplanada com o comprimento da piscina, uma piscina de ondas, actividades desportivas durante a tarde, parque infantil cheio de distracções para as crianças, entre tantas coisas! Ficámos numa ZVilla, uma casinha de madeira, assente em estacas, com dois quartos, uma casa de banho, uma cozinhita e uma sala com TV (até tinhamos SportTV).

Provavelmente o único espaço verde lá do sítio. A malta estica as toalhas na relva e vai para a piscina.

Esta casinha devia ser a única coisa que existia neste terreno. Atrás dela está um espaço enorme (como tudo neste sítio) reservado a espectáculos.
Aproveitei para fazer umas piscinas (ali vou eu com o bracito no ar) mas a piscina parecia não ter fim. Quando chegava à outra ponta já quase conseguia cuspir os pulmões.

A esplanada era feita de um material que imitava madeira. Ocupava todo o comprimento da piscina.

E aqui está a dita piscina que parecia que não acabava nunca! Só não tinha pé no meio da piscina, de resto há sempre pé e nas pontas de um lado tem uma rampa e do outro degraus. Tem 4 nadadores salvadores, um exagero diria eu, mas antes demais que de menos!

Nesta foto vê-se um bocadinho do percurso da actividade Arvorismo e apesar de parecer perigoso, os monitores acompanhavam sempre as pessoas, preparados para subir a um exercício para is buscar alguém e davam umas dicas para quem fazia aquilo a primeira vez.

Um dos exercícios é slide de um monte para o outro. Há 3 slides durante o percurso, mas a inclinação não é muito grande e por isso não assusta.

O exercício final era provavelmente o mais complicado, tentar manter o equilibrio em cima de uns cilindrozitos de madeira (que se viravam facilmente) era tarefa complicada.

Depois de 2 dias neste Resort especial recomendo a quem queira passar uns dias na paz e no sossego do Alentejo, com umas óptimas condições e com educação sobre a separação e reciclagem do lixo. Tenho a certeza que muitas das pessoas que lá estavam voltaram a casa muito mais conscientes da necessidade de separação do lixo.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Do fim de semana por terras alentejanas...

Começou no sábado muito cedinho. Seis da manhã não costumava ser a hora de levantar mas sim a hora de deitar! Mas quem corre por gosto não cansa, nem custou quase nada levantar de madrugada!
Às 10h estávamos no Monte dos Seis Reis para a prova de vinho que nos levou ao Alentejo. Uma herdade a perder de vista com 200hectares de terreno, divididos entre videiras, oliveiras e sobreiros. Resumindo, uma quinta a perder de vista.

O Monte dos Seis Reis é uma empresa ainda recente. Produz vinho desde 2003, quando o dono da herdade se apercebeu que a produção de vinho era coisa para resultar nuns cobres e decidiu investir no negócio.

Enquanto esperávamos pela visita guiada, demos uma voltinha pelos arredores do edifício central. Entre um jardim bastante grande e uma cerca com cavalos, deu para perceber que os cães também têm tiques de alentejanos pois não se incomodaram com a nossa presença, estavam muito concentrados na sesta matinal.
Entretanto lá veio a menina guiar-nos pelo processo de colheita das uvas, fabrico do vinho, pormenores dos tipos de vinho, a história da quinta, as razões do nome, a origem dos nomes dos vinhos e todo um conjunto de informação que gostei muito de saber.

Os senhores que percebem da coisa chamam "barricas" àquilo que eu sempre chamei "pipas", o que me causa algum transtorno no cérebro, mas pronto, não é nada a que não me consiga habituar.
Depois da visita guiada chega a hora da prova de vinhos que, para dizer a verdade, foi isso mesmo que lá fomos fazer.

À nossa espera estava um pratinho com chouriço, outro com queijo, um cestinho com pão alentejano, um frasco de doce e seis garrafas de vinho: um rosé, um branco e quatro tintos. Claro está que se não fosse esta bucha estávamos bem arrumados que um bocadinho no copo de 6 garrafas ainda fazem qualquer coisa!
Posto isto, comprámos uma caixa de vinho (antes que começasse) e fomos à nossa vida, que é como quem diz que fomos a Estremoz procurar um tasco para almoçar.

Almoçámos na "Adega do Isaías", um tasco mesmo daqueles típicos onde se come bem como o raio!
De Estremoz seguimos para o Alandroal e depois Vila Viçosa.

Visitámos castelos, igrejas, pudémos apreciar a vida santa dos velhinhos alentejanos ao sol a conversar. É relaxante!
No caminho para Borba achámos que poderia fazer parte da visita cultural uma fotografia ao buraco da pedreira de onde tiram o mármore. O mármore é típico desta zona, tudo quanto é construção tem mármore. Até o lancil da estrada é feito de mármore.

O nosso hotel (Hotel Rural Valmonte) ficava depois de Borba, como quem vai para Elvas. O hotel ficava num vale e o caminho para lá era de terra batida. Por momentos tive a sensação que nos tinhamos enganado no caminho, mas daí a poucos metros avistámos o hotel no vale. O hotel tinha pinta de ter sido uma casa antiga reconstruida, mas tudo muito arranjadinho e bonitinho. Além da paz e do sossego do deep Alentejo que só por si só já é bom, tinha piscina, cavalos, uma pequena barragem, coelhos a fugir, árvores de fruto, videiras que nunca mais acabavam, pavões, galinhas, um terraço com esplanada, uma biblioteca, comida boa... Enfim, um magote de coisas que me fez gostar muito daquele sítio.


Quando chegámos a senhora da recepção disse que nos ia pôr no quarto da Torre porque havia um grupo de 20 pessoas alojado nessa mesma noite e era para estarmos mais descansados. O quarto da Torre é provavelmente o melhor quarto daquele estaminé! Tem janelas para todas as frentes, é grande, tem uma sala privada e tudo! Tinha uma secretária e um armário com um aspecto muito antigo, daqueles que parece que estão carregadinhos de história. Se eles falassem tenho a certeza que contavam histórias de encantar!
Nessa noite jantámos no hotel. Achei um bocadinho caro mas comi muito bem e as pessoas eram simpáticas!
No dia seguinte havia um pequeno almoço dos bons à nossa espera! Fizemos check-out e seguimos em direcção a Portalegre para ir a Marvão. As ruas são estreitinhas, as casas pequenas e só lá moram velhinhos, pelo menos eram os únicos que se iam vendo às portas à espera de uma oportunidade para dois dedos de conversa.
Marvão fica mesmo muito lá em cima, tivemos de passar muita curva até lá chegar mas acho que valeu a pena. O castelo é grande e tem uma vista espectacular. Foi pena estar o céu um bocadinho enevoado.
Depois de visitar Marvão, descemos o monte até a uma localidade chamada Portagem onde procurámos um tasco para almoço. Fomos ao restaurante "Mil Homens" indicado pela mãe (que andou a fazer pesquisas na Internet porque esta senhora prepara os fins de semana como deve ser). Mas que bela bucha que se fazia naquele tasco e onde o vinho da casa é alentejano :) Recomendo!
Depois de almoço seguimos para Vila Viçosa onde visitámos a Judiaria (antigo bairro judeu) e a sinagoga/museu.

Seguiu-se a visita ao castelo que nada tinha de extraordinário mas de onde se via a vila toda.

Vila Viçosa foi a última cidade alentejana (do norte) que visitámos. Depois disto voltámos para casa que o fim de semana estava no fim e ainda tínhamos de descansar :) Duas palavras para este fim de semana: muito bom!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Next weekend - Estremoz e arredores

Agora que o tempo começa a melhorar (ou pelo menos devia), apetece passear!
No próximo fim de semana vamos fazer uma prova de vinhos em Estremoz no Monte dos Seis Reis.
Como não se vai ao Alentejo só para ir provar uns tintos, vamos ficar o fim de semana todo por lá! Assim sendo, aceitam-se sugestões de monumentos, museus, exposições, sítios bonitos e afins, a visitar na zona de Estremoz. Como é perto de Vila Viçosa e Borba, também se aceitam sugestões para estes sítios!