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quinta-feira, 26 de junho de 2014

FILME CRIANÇAS INVISÍVEIS - EPISÓDIO 8

FILME - CRIANÇAS INVISÍVEIS
EPISÓDIO 8


Bilú e João, de Kátia Lund
(Brasil/Itália, 2005)
por Cezar Migliorin


A violência do banal

O curta-metragem Bilú e João, de Kátia Lund é parte do filme Crianças Invisíveis (All The Invisible Children), que tem ainda filmes de diretores como Emir Kusturica, Spike Lee, Ridley Scott e John Woo, entre outros – todos tendo como foco a situação de crianças em diversas lugares do mundo. O curta acompanha duas crianças pobres (Francisco Anawake e Vera Fernandes) em São Paulo, na sua busca por alguns reais para comprar tijolos. Pedir ou roubar não é dado como possibilidade, e isso introduz as crianças em uma complexa circulação pela cidade e também em uma cadeia de produção e trocas econômicas. O filme se passa em um dia e uma noite sem levar a nenhum lugar especial e sem nenhum grande evento.
No filme, as crianças estão inseridas no mundo do trabalho; recolhem alumínio e papelão e fazem pequenos transportes. Na circulação e nas trocas tudo tem valor: o espaço de trabalho, o carrinho que as crianças alugam para fazer transportes e todos os restos do consumo. Quando o garoto ganha uma laranja de um feirante, em um dos poucos gestos descompromissados do filme, ele retribui com a objetividade da lógica que domina seu dia, sua vida. Ele leva ao feirante um comprador: - Estas são as melhores e mais baratas laranjas da feira, diz o garoto ao comprador.

A violência do curta de Kátia Lund está no ordinário, no que é aceito, no que é parte do movimento da cidade e do mundo. Elas não estão envolvidas em drogas, brigas, roubos ou guerras, não estão na ilegalidade. Pelo contrário, fazem parte de uma cadeia produtiva muita mais ampla que São Paulo e sua periferia. No momento em que vão vender as latinhas que recolheram acabam recebendo um real a menos por quilo porque o dólar caiu. Vamos percebendo no filme uma naturalização deste lugar da criança, ou da falta de um "lugar"; em meio à agressividade que não é do pai ou de um personagem específico, mas da cidade, dos grandes carros, da arquitetura, da lógica que as crianças são obrigadas a compartilhar. "Amanhã a gente continua" diz a menina no final do filme. O realismo brasileiro trocou a bicicleta pelo carrinho de mão e, sobretudo, perdeu o pai. A delicadeza do filme de Kátia Lund está na maneira que colocou estas crianças no interior desta lógica.

No final, um plano emblemático: em primeiro plano a favela, e no fundo os prédios espelhados. O contraste explicitado. Este plano parece ter sido arrancado do roteiro, podemos quase ouvir a diretora que diz: "é disso que eu preciso falar!" Levei esse plano para casa... Aquela imagem me parecia simplória, um clichê da desigualdade no Brasil, uma imagem amplamente conhecida. Um plano que refazia a lógica da separação desfeita pelo filme. Porque utilizá-la? Trago duas hipóteses, não excludentes.
A primeira reflete uma crença de Kátia Lund no cinema. A crença que, após construir as relações entre personagens, sistemas de produção e a cidade, esta imagem perderia sua nulidade, seu auto-apagamento no clichê e ganharia nova vida. Como se após o filme – já que se trata da última imagem do curta – fôssemos capazes de ser tocados novamente por uma imagem emblemática, que tende a ser apagada se não construirmos um espectador para ela. A segunda hipótese é conciliatória, e por isso o risco do clichê. Uma imagem-clichê tem um sentido: é assim, assim é o mundo. Se esta imagem não foi desconstruída, corre o risco de denunciar sem sair do lugar. A imagem conhecida nos garante um lugar, sabemos como reagir a ela, não nos desloca de um saber que já possuímos; esse é o risco. Talvez por tudo isso este plano final do curta tenha me ocupado, pelo risco de amortecer a narrativa e a complexidade que o filme construiu.

editoria@revistacinetica.com.br




http://www.revistacinetica.com.br/biluejoao.htm

quinta-feira, 22 de maio de 2014

A VIDA É BELA - filme


Sinopse e detalhes


Durante a Segunda Guerra Mundial na Itália, o judeu Guido (Roberto Benigni) e seu filho Giosué são levados para um campo de concentração nazista. Afastado da mulher, ele tem que usar sua imaginação para fazer o menino acreditar que estão participando de uma grande brincadeira, com o intuito de protegê-lo do terror e da violência que os cercam.

Trabalho sobre o filme

1- Resumo do filme destacando a) O que o autor quis mostrar com esse filme. b) qual o cenário politico que o filme passa? c) Como se dá a relação pai e filho? Fale um pouco do nazismo, campo de concentração e judaismo? d) qual a cena que voce mais gostou no filme? e) Tire uma conclusão pessoal.

sábado, 17 de maio de 2014

BRASILEIRO É UM POVO HOSPITALEIRO

Brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas.


Brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas.
Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.
Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.
Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo – ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.
Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal – e tem fila na porta.
Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.
Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de ‘Como conquistar o Cliente’.
Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos..
Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa. Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc… Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.
Os dados são da Antropos Consulting:
1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.
7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
9.Telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas..
10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.

Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?

1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?
3. Que suas AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE ganham os melhores e maiores prêmios mundiais? :)
4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?
6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?

Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.É! O Brasil é um país abençoado de fato.
Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.
Bendita seja, querida pátria chamada BRASIL!

Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.


FONTE
http://dublinmix.com/brasileiro-e-um-povo-hospitaleiro-que-se-esforca-para-falar-a-lingua-dos-turistas/

quinta-feira, 23 de maio de 2013

FILME - CARTAS PARA DEUS



Tyler Doherty (Tanner Maguire) é vítima de cancêr e trava uma batalha diária contra a doença que o consome. Amado por sua família e pelos amigos, o menino de apenas oito anos não se deixa abalar e escreve cartas diariamente endereçadas para Deus. O carteiro Brady (Jeffrey Johnson), vivendo problemas pessoais, não sabe o que fazer com elas num primeiro momento, mas a bravura do jovem autor acaba provocando grandes mudanças em suas vidas. Inspirado em uma história real.

Faça sua reflexão sobre o filme e registre aqui no espaço do comentário; Comente sobre os personagens e como cada um encarou suas dificuldades.

quarta-feira, 6 de março de 2013

FÚRIA DE TITÃS





Sinopse: Em 'Fúria de Titãs', a disputa pelo poder lança os homens contra os reis, e os reis contra os deuses. Mas a guerra em curso entre os deuses já é suficiente para destruir o mundo. Nascido de um deus, porém criado como homem, Perseu (SAM WORTHINGTON) se vê indefeso para salvar a família da aniquilação por Hades (RALPH FIENNES), o vingativo deus do reino dos mortos. Sem nada a perder, Perseu se oferece como voluntário para comandar a perigosa missão de derrotar Hades, antes que este consiga obter poder de Zeus (LIAM NEESON) e instalar o inferno na Terra. Liderando um grupo de guerreiros, Perseus parte numa arriscada jornada nas profundezas dos mundos proibidos. Combatendo demônios cruéis e monstros terríveis, ele somente irá conseguir sobreviver se aceitar seu poder como um deus, desafiar a sorte e criar seu próprio destino.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

TRABALHO SOBRE O CAÇADOR DE PIPAS


TRABALHO PARA 8.ANO E 9.ANO DO COLÉGIO NOSSA SENHORA DO MORUMBI.
1. Escreva tudo que você entendeu sobre o Talibã e qual a posição do Talibã em relação à religiões cristãs?
2. Qual a religião predominante hoje no Afeganistão?
3. Quando o cristianismo chegou no Afeganistão?
4. Quais as religiões que influenciaram a cultura do Afeganistão.
5. Como é a vida da mulher dentro da cultura local no Afeganistão.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O CAÇADOR DE PIPAS

TRABALHO PARA O 6.ANO E 7.ANO


  • FILME: O CAÇADOR DE PIPAS.

     Quando garotos, Amir e Hassan eram amigos inseparáveis até que um infeliz evento os separa. Anos depois, Amir vai abalar uma perigosa missão para corrigir os erros do passado - e se redimir de maneira que jamais imaginou - demonstrando o máximo em coragem e devoção a seu amigo. Dirigido por Marc Foster (Em Busca da Terra do Nunca, Monter's Ball), "O Caçador de Pipas nos permite acreditar que pode existir justiça no mundo" - Richard Corliss, TIME


    Perguntas para orientar o trabalho:



    1- Quem é autor Khaled Hosseini?

    2- Faça uma pesquisa onde fica o Afeganistão e qual a religião adotada no país?



  • 3- O que é o Talibã? Qual a importância dentro do país?



  • 4-Qual é a posição da mulher no contexto árabe?



  • 5-Qual é a diferença entre os pashtun e os hazaras? 



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

FILME DECISÃO DE UMA VIDA







Sinopse - Decisão de uma vida

Com uma carreira em plena ascensão, Sarah Collins (Rebecca St. James) depara-se com uma escolha não apenas moral, mas também potencialmente mortal para a sua carreira: uma gravidez não planejada.

Dividida entre manter a vida que se desenvolve dentro dela e interromper a gestação por meio de um aborto, Sarah encontra uma estranha, a qual prevê que ela terá três visões que desafiarão seu coração.

Com as pressões financeiras aumentando e a carreira dos seus sonhos em jogo, qual será a decisão de Sarah?




quarta-feira, 13 de junho de 2012

O QUE É DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL?

(FOTO: fonte Carlos Augusto)

A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações.

É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.

O WWF-Brasil apoia iniciativas de desenvolvimento sustentável na Amazônia.© WWF-BrasilO que é preciso fazer para alcançar o desenvolvimento sustentável? Para ser alcançado, o desenvolvimento sustentável depende de planejamento e do reconhecimento de que os recursos naturais são finitos.

Esse conceito representou uma nova forma de desenvolvimento econômico, que leva em conta o meio ambiente.Muitas vezes, desenvolvimento é confundido com crescimento econômico, que depende do consumo crescente de energia e recursos naturais. Esse tipo de desenvolvimento tende a ser insustentável, pois leva ao esgotamento dos recursos naturais dos quais a humanidade depende.

Atividades econômicas podem ser encorajadas em detrimento da base de recursos naturais dos países. Desses recursos depende não só a existência humana e a diversidade biológica, como o próprio crescimento econômico. O desenvolvimento sustentável sugere, de fato, qualidade em vez de quantidade, com a redução do uso de matérias-primas e produtos e o aumento da reutilização e da reciclagem.

Os modelos de desenvolvimento dos países industrializados devem ser seguidos?

O desenvolvimento econômico é vital para os países mais pobres, mas o caminho a seguir não pode ser o mesmo adotado pelos países industrializados. Mesmo porque não seria possível.

Caso as sociedades do Hemisfério Sul copiassem os padrões das sociedades do Norte, a quantidade de combustíveis fósseis consumida atualmente aumentaria 10 vezes e a de recursos minerais, 200 vezes.

Ao invés de aumentar os níveis de consumo dos países em desenvolvimento, é preciso reduzir os níveis observados nos países industrializados.

Os crescimentos econômico e populacional das últimas décadas têm sido marcados por disparidades. Embora os países do Hemisfério Norte possuam apenas um quinto da população do planeta, eles detêm quatro quintos dos rendimentos mundiais e consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da produção de madeira mundial.

FONTE: http://www.wwf.org.br/

quarta-feira, 2 de maio de 2012

MADRE TERESA DE CALCUTÁ - FILME

A produção não é a oitava maravilha, mas a mensagem do filme é lindíssima, e tem umas colocações tão espiritualmente elevadas, que à mim levou às lágrimas em diversos momentos. No mínimo, ao acabarmos de assistir, nos sentimos de alma enlevada!



















Sinopse:

Uma vida devotada aos pobres, aos doentes e aos esquecidos Conhecida como “a santa dos pobres mais pobres”, Inês Gonxha Bojaxhiu nasceu em Skopja, capital da atual república da Macedônia. Aos 21 anos, mudando seu nome para Teresa, ingressou em um Convento de Calcutá.

Onze anos mais tarde deixaria o mesmo e começaria a trabalhar nos bairros mais pobres da cidade, vindo a fundar em 1946, a Congregação das Missionárias da Caridade. Seu papel em favor dos mais necessitados rendeu a Madre Tereza o Prêmio Nobel da Paz e o reconhecimento de seu trabalho no mundo.

Neste sensível e humano filme, o diretor Fabrizio Costa mostra a dedicação, a luta e a intolerância sofrida pela missionária, que será beatificada pelo Vaticano, por parte daqueles que não compreendiam seu trabalho.






Fonte: artedaluz.blogs.sapo.pt








(Biografias)





"Quem quiser ser o primeiro entre vós, faça-se servo de todos (Mc, 10, 44)."




Estas palavras de Jesus aos discípulos indicam qual é o caminho que leva à grandeza evangélica. Madre Teresa de Calcutá, fundadora dos Missionários e das Missionárias da Caridade, que hoje tenho a alegria de inscrever no Álbum dos Beatos, deixou-se guiar por esta lógica.




Ícone do Bom Samaritano, ela ia a toda parte para servir Cristo nos mais pobres entre os pobres." Esse é um trecho da homilia do Papa João Paulo 2o durante o ritual de beatificação de Madre Teresa de Calcutá, em outubro de 2003.




Agnes Gonxha Bojaxhiu nasceu numa família católica da comunidade albanesa do sul da antiga Iugoslávia. Foi educada numa escola pública e, ainda jovem, tornou-se solista no coro da igreja.Determinada a seguir sua vocação religiosa, Agnes ingressou na Congregação Mariana. Em setembro de 1928, ingressou na Casa das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto, em Dublin, na Irlanda. De lá partiu para a cidade de Darjeeling, na Índia, onde as irmãs de Loreto tinham um colégio, em 1931.




Lá fez noviciado e finalmente fez os votos de obediência, pobreza e castidade, tomando o nome de Teresa.De Darjeeling, Teresa partiu para Calcutá, onde viveu como religiosa e foi professora de história e geografia no Colégio Santa Maria, único colégio católico para meninas ricas da cidade de Calcutá.




O contraste com a pobreza à sua volta era muito grande. Em maio de 1937, Teresa fez a profissão perpétua.A revelação ocorreu em setembro de 1946, durante uma viagem de trem. Madre Teresa ouviu um chamado interior que a incitou a abandonar o convento de Loreto, em Calcutá, e passar a viver entre os pobres. Em 1948, autorizada pelo Papa Pio XII, Teresa foi "viver só, fora do claustro, tendo Deus como único protetor e guia, no meio dos mais pobres de Calcutá".




Em dezembro do mesmo ano, conseguiu a nacionalidade indiana.Teresa passou a usar um traje indiano, um sári branco com debruns azuis e uma pequena cruz no ombro. Pedindo ajuda nas ruas, auxiliava pobres, doentes e famintos. Pouco a pouco, foi angariando adeptas para sua causa entre as antigas alunas. Em 1950, fundou uma congregação de religiosas.




Madre Teresa fundou casas religiosas por toda a Índia e, depois, no exterior. Seu trabalho obteve grande repercussão. O Papa João Paulo II cedeu uma casa, ao lado da Santa Sé, para recolhimento dos pobres, a casa "Dom de Maria".Em 1979, Madre Teresa recebeu o prêmio Nobel da Paz, pelos serviços prestados à humanidade.




Depois de dedicar toda uma vida aos pobres, Madre Teresa de Calcutá morreu aos 87 anos, de parada cardíaca.




Fonte: UOL (Da Página 3 Pedagogia & Comunicação)







domingo, 8 de abril de 2012

CENTENÁRIO DE MAZZAROPI



Centenário de Mazzaropi
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
08/04/2012 10h36 Jeca Tatu


Cinemagia




Em célebre entrevista publicada em janeiro de 1970, Amácio Mazzaropi pede ao repórter que conte sua verdadeira história. “A história de um cara que sempre acreditou no cinema nacional e que, mais cedo do que todos pensam, pode construir a indústria do cinema no Brasil. A história de um ator bom ou mau que sempre manteve cheios os cinemas. Que nunca dependeu do INC (Instituto Nacional do Cinema) para fazer um filme. Que nunca recebeu uma crítica construtiva da crítica cinematográfica especializada. A história de um cara que pensa em fazer cinema apenas para divertir o público, por acreditar que cinema é diversão, e seus filmes nunca pretenderam mais do que isso.”

Cem anos depois de seu nascimento (9 de abril de 1912, em São Paulo) e quase 31 depois da sua morte (13 de junho de 1981, em decorrência de câncer na medula óssea, também na capital paulista), Mazzaropi é, para o senso comum, o Jeca Tatu que ele eternizou no filme homônimo de 1960. Mas sua importância para o cinema brasileiro vai muito além disso. “Todo mundo conhece o Jeca, divertido, sarcástico às vezes, mas desconhece que ele foi um cineasta, produziu filmes por conta própria, montou os maiores estúdios da América Latina nos anos 1970 e financiou filmes com o dinheiro arrecadado na produção anterior”, afirma a jornalista Marcela Matos, autora da biografia Sai da frente! A vida e a obra de Mazzaropi (2010, editora Desiderata).

É justamente esse lado empreendedor, menos conhecido do público em geral, que torna a figura do ator, diretor, roteirista e produtor tão mais interessante. Em três décadas, Mazzaropi fez 32 filmes, todos eles disponíveis em DVD. Morreu deixando um, Maria tomba homem, inacabado. Formou-se no circo, quando ingressou ainda adolescente. Seu número, no picadeiro, consistia em contar anedotas nos intervalos das atrações principais. Migrou para os palcos, mais tarde para o rádio, tempos depois para a TV. Mas sua vocação principal foi a tela grande.

Estreou no cinema em 1952, com Sai da frente, na lendária Vera Cruz. Na companhia cinematográfica de Franco Zampari ainda faria duas produções. Com a decadência da Vera Cruz, filmou em outras produtoras. Até que, no final dos anos 1950, decidiu criar sua companhia, PAM (Produções Amácio Mazzaropi), filmes e passou, a partir de Chofer de praça, a produzir e distribuir os próprios filmes. Em 1961, criou em Taubaté, interior de São Paulo, seu estúdio de gravação, inaugurado com Tristeza do Jeca (1961), seu primeiro filme em cores. Mais tarde a área também ganharia oficina de cenografia e hotel.

Completo “Mazzaropi foi um dos primeiros artistas completos do Brasil”, defende o pesquisador e professor de cinema Ataídes Braga. “Mas foi muito mais ator do que o Jeca. Esse personagem, que é genial mesmo, teve muito destaque na década de 1960, mas basicamente está presente em dois filmes (os citados Jeca Tatu e Tristeza do Jeca). Mas o que ele incorporou foi o caipira no sentido maior. Pode ser de São Paulo, Minas Gerais ou de qualquer lugar do mundo”, acrescenta.

Sobre o Mazzaropi empreendedor, Braga comenta que ele acompanhava de perto suas produções. “Inclusive pagava pessoas que vigiavam as bilheterias dos cinemas, já que nos anos 1970 era muito comum que elas fossem roubadas.” Com seus próprios filmes, atingiu audiências de 3 milhões de pessoas. “E ele era um cara que tinha preocupação com o público, o povão mesmo. Era um cinema popular, de entretenimento, sem o peso negativo da palavra”, conclui Braga.

FONTE




quarta-feira, 21 de setembro de 2011

TROPA DE ELITE 2


Os brasileiros no Oscar

O Oscar 2012 será a 84ª Premiação Anual promovida pela Academy of Motion Pictures Arts and Sciences. A lista dos indicados só será conhecida em janeiro de 2012. A cerimônia de entrega dos prêmios, que terá como apresentador o ator Eddie Murphy, acontecerá em 26 de fevereiro.

Em 2010, "Lula, o Filho do Brasil" foi o escolhido para representar o país na vaga a melhor filme estrangeiro, mas não chegou a concorrer ao Oscar 2011. Nos anos anteriores, os escolhidos pelo Brasil para disputar uma indicação foram "Salve Geral" (2010), "Última Parada 174" (2009), "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias" (2008), "Cinema, Aspirinas e Urubus" (2007) e "2 Filhos de Francisco" (2006).

Quatro filmes nacionais já foram indicados à categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar, mas nenhum levou a estatueta: “O Pagador de Promessas”, “O Quatrilho”, “O Que é isso, Companheiro?” e “Central do Brasil”. “Cidade de Deus” concorreu em outras quatro categorias: diretor (Fernando Meirelles), roteiro adaptado, edição e fotografia. “Uma História de Futebol”, de Paulo Machline, foi indicado como melhor curta-metragem. Em 2011, a coprodução brasileira "Lixo Extraordinário" disputou a categoria de melhor documentário em 2011, vencida por “Trabalho interno” (Inside Job), de Charles Ferguson.

Os concorrentes de “Tropa”

Outros países já indicaram seus representantes ao Oscar 2012. O francês “La Guerre Est Declaree”, de Valerie Donzelli, o finlandês "Le Havre", de Aki Kaurismäki, o húngaro "Cavalo de Turim", de Béla Tarr, o português "José e Pilar", que é sobre o escritor José Saramago, de Miguel Goncalves Mendes, e o documentário alemão "Pina", de Wim Wenders, estão disputando uma indicação na categoria de melhor filme estrangeiro, junto com "Tropa de Elite 2".

sábado, 16 de julho de 2011

FILME: O PRESENTE (The Ultimate Gift)



Jason acabou de perder o avô bilionário que sempre odiou e estava certo de que não herdaria nada. Mas se enganou: "Red" Stevens (James Garner) deixou 12 tarefas para Jason, ao fim das quais ele será avaliado e, se merecer, terá direito ao que Red chama de "o maior de todos os presentes". Cada uma dessas tarefas tem o objetivo de promover alguma mudança em Jason, mas nenhuma terá tanta força quanto o encontro casual com a pequena Emily (Abigail Breslin).

quarta-feira, 16 de março de 2011

LIXO EXTRAORDINÁRIO

(Foto - fonte: braziliantop.com/.../filme-lixo-extraordinario/


Filmado ao longo de dois anos (agosto de 2007 a maio de 2009), Lixo Extraordinário acompanha o trabalho do artista plástico Vik Muniz em um dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. Lá, ele fotografa um grupo de catadores de materiais recicláveis, com o objetivo inicial de retratá-los. No entanto, o trabalho com esses personagens revela a dignidade e o desespero que enfrentam quando sugeridos a reimaginar suas vidas fora daquele ambiente. A equipe tem acesso a todo o processo e, no final, revela o poder transformador da arte e da alquimia do espírito humano.




quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

AMAZÔNIA CURUANA

(Fonte: www.filmesdecinema.com.br)
Adaptação do livro “O mundo místico dos Caruanas da Ilha do Marajó”, conta a história de Zeneida, que nasceu predestinada a ser pajé. No entanto, seu pai prefere manter esta história escondida da filha. Assim, Zeneida cresce sem que lhe seja revelada sua própria natureza, mas ainda assim ela acaba por se manifestar.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

APARECIDA - O MILAGRE



Aparecida - O Milagre estreia dia 17 de dezembro nos cinemas


Um empresário em crise e desesperado com um grave acidente do filho é tocado pela graça de um milagre de Nossa Senhora Aparecida que lhe restitui a fé e a possibilidade de um acerto de contas com o passado, com a família e, sobretudo, consigo mesmo. Desesperado diante da perda, Marcos – interpretado por Murilo Rosa - revive também a história do surgimento da Padroeira do Brasil. A partir desse encontro, sua conversão terá conseqüências surpreendentes e emocionantes.


Com direção de Tizuka Yamasaki, Aparecida - o Milagre, será lançado dia 17 de dezembro. Filmado ao longo de seis semanas em São José dos Campos e em Aparecida, o filme tem cenas no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, que recebe a visita de nove milhões de devotos por ano.


No elenco: Murilo Rosa, Maria Fernanda Cândido, Leona Cavalli, Bete Mendes, Rodrigo Veronese, Janaina Prado, Dandara Marian e Jonatas Faro, em sua estreia no cinema, como o jovem Lucas, e apresentando Vinicius Franco, como Marcos menino. O longa tem produção de Gláucia Camargos e Paulo Thiago através Vitória Produções. O roteiro é assinado por Marco Schiavon, também autor do argumento, Carlos Gregório, Pedro Antonio e Paulo Halm. Aparecida- o Milagre tem fotografia de Luis Abramo, direção de arte de Yurika Yamasaki e trilha sonora original de Paulo Francisco Paes.

Fonte: Julia Ribeiro Local:Aparecida

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

CINEMA NOVO


Marjorie Fonseca


Diante de vários filmes brasileiros que se destacam na telona, 5X Favela e Bróder vão muito além de simples filmes de periferia, em que "ladrão morre e policial é herói". Esses dois longas quebram a corrente e conseguem transmitir o espírito de união e amizade que existe na comunidade.


Vencedores dos festivais de cinema de Paulínia e Gramado, respectivamente, como melhores filmes, consagram-se por terem sido feitos por diretores jovens, que sabem sobre a vida na periferia, pois viveram nela.

Jeferson Dee, diretor de Bróder, nasceu na periferia de São Paulo e conseguiu contar, por meio do filme, a história de três jovens moradores do Capão Redondo: Macu, Jaiminho e Pibe. Sendo os melhores amigos entre si, quando crescem seguem caminhos diferentes, e, quando se reencontram em uma festa de aniversário, provam o verdadeiro laço de amizade.

5X Favela, agora por nós mesmos é dirigido por sete jovens moradores das Favelas do Rio de Janeiro, capacitados a partir de oficinas profissionalizantes de audiovisual, ministradas por grandes diretores do cinema brasileiro. São cinco histórias diferentes, de cerca de 20 minutos cada, procurando mostrar a união da comunidade e a amizade em primeiro lugar, abrindo espaço para boas críticas.

Vale a pena prestigiar estes dois longas, nosso novo e verdadeiro cinema!
(Fonte: Revista Mundo e Missão - Novembro de 2010 -www.mundomissao.com.br

sábado, 23 de outubro de 2010

AMAZONAS

FONTE: http://afinsophia.wordpress.com/2009/10/22/%e2%80%9camazonas-amazonas%e2%80%9d-de-glauber-rocha-no-kinemasofico/


“AMAZONAS, AMAZONAS”, DE GLAUBER ROCHA, NO KINEMASÓFICO


“O filme sobre o Amazonas é meu primeiro ensaio em cores. Cheguei no Amazonas com uma ideia preconcebida e descobri que não existia a Amazônia lendária e mágica, a Amazônia dos crocodilos, dos tigres, dos índios etc…” (Glauber Rocha)

AMAZONAS, AMAZONAS é um documentário dirigido por Glauber Rocha no final de 1965 e lançado no ano seguinte, encomendado pelo Governo do Amazonas, na gestão do historiador Arthur Cézar Ferreira Reis.

A AFIN, a partir do vetor Kinemasófico – que desenvolve todos os domingos à boca da noite um plano para crianças e adolescentes sobre técnicas e entendimentos cinematográficos, sempre seguidos da projeção de um cinema -, nesta semana que culmina com o chamado aniversário de Manaus (24 de outubro) projetou este documentário de Glauber para tecer uma discussão em torno das imagens atuais da cidade.

Já mundialmente conhecido por Deus e o Diabo na Terra do Sol, este foi na verdade o primeiro documentário de Glauber e também o seu primeiro trabalho em cores. Esteticamente inquieto e engajado politicamente, o cineasta do Cinema Novo tinha uma vida muito movimentada em viagens, publicações de livros, projetos cinematográficos e manifestos políticos-culturais.

Em novembro de 1965, durante a reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), no Rio de Janeiro, Glauber, juntamente com Joaquim Pedro de Andrade, Mário Carneiro, Flávio Rangel, Antonio Callado, Carlos Heitor Cony, Jaime Rodrigues e Márcio Moreira Alves, é preso devido a um protesto contra a ditadura militar. Pela repercussão internacional negativa das prisões, que leva os cineastas franceses François Truffaut, Jean-Luc Godard, Alain Resnais, Joris Ivens e Abel Gance a enviar-lhe um telegrama, o presidente Castelo Branco se vê obrigado a libertar os presos.
Saindo da prisão, Glauber vem direto para o Amazonas, onde passa o natal filmando Amazonas, Amazonas.

Segundo consta, Glauber considerava Amazonas, Amazonas um filme “completamente falho”. Ele aceitara o convite mais pensando em angariar fundos para seu projeto Terra em Transe (1967) e apenas faria um documentário clássico, seguindo a visão de viajantes e naturalistas, mas ao se deparar com a realidade de Manaus e outros municípios do estado, surge a duplicação do título. Inspirado, então, em Aruanda, de Linduarte Noronha, que ele considerava um marco do documentário nacional, Glauber capta o contraste entre a exuberância da selva, dos rios, das riquezas naturais e o marasmo econômico e o descaso social.

A primeira imagem é a imagem do título com a palavra Amazonas fragmentada. Em seguida, o documentário tem início com imagens aéreas grandiosas: a imensa floresta, o encontro das águas, enquanto vão sendo declamadas as palavras do conquistador Francisco de Orellana:

“O Negro encontra o Solimões. Duas águas desembocam numa só. Grandes águas; grande rio que descobri a 22 de junho de 1542 em missão do reino espanhol. Eu, Francisco de Orellana, enfrentei o desconhecido, dei combate a índios de longos cabelos que lembravam mulheres guerreiras de outras lendas. Vencidos os perigos, batizei a conquista: Amazonas! Amazonas!”

E a câmara vai aproximando, vê cachoeiras, o interior das matas, ouve o canto dos pássaros, até a música epopeica composta por Villa-Lobos dar lugar ao som de uma charamela; distante, homens em uma canoa; mais próximos, amolando os machados, e a narrativa muda.

“O Amazonas que conhecemos é outro. O Amazonas de hoje, maior estado do Brasil, onde o homem já fixou suas raízes e luta para desenvolver sua civilização, onde o homem, transformando árvores em casas, busca uma cultura a partir de suas visões especiais do meio.”

Como se, num estudo, Glauber fosse percebendo o material que está diante de si, até poder falar com essa gente. A entrevista com o trabalhador é uma demonstração da mobilidade e luta, tentativas do povo amazonense, autóctone e migrante, pela sobrevivência.

É verdade que muito pouco se vê em Amazonas, Amazonas da consistência cinematográfica do cineasta, mas ele é um documento fundamental do sufocante período entre o segundo surto da borracha durante a Segunda Guerra e a implantação da Zona Franca de Manaus em 1968, quando o Amazonas era uma região maldita com um passado faustoso. “Mas enquanto se pensa no futuro, a realidade do presente faz pensar no mais remoto passado.”

Por isso as imagens deixam os trabalhadores manuseando rusticamente o sernambi e saltam para o teto do Teatro Amazonas, templo maior, “onde os caudilhos fixaram suas leis homicidas”, e por isso, no dizer de Arthur Reis, fazendo do Amazonas “a região mais subdesenvolvida do país”.


A partir daí a câmera irá documentar as formas mas rudimentares de agricultura, criação, a juta, a madeira, o guaraná e o incipiente comércio da cidade, os casarões centrais do chamado Centro Histórico carcomidos, os velhos ônibus, as poucas ruas asfaltadas, os serviços públicos inexistentes, etc.

PARABÉNS, MANAUS!
O OLHAR DE GLAUBER ROCHA SOBRE TUA TRISTEZA PERMANECE NO SEGUNDO MILÊNIO…


Mas, apesar disso, acreditamos, não somente por fazer um documentário encomendado como propaganda, mas observando com proximidade os trabalhadores e suas produções, Glauber Rocha via de maneira positiva as imensas possibilidades abertas ao povo amazonense.

“Manaus à espera que o Amazonas seja incorporado ao Brasil, não como uma peça acessória, mas como agente de nosso processo econômico.”


Fotos: AFIN

Mas dois anos depois de ele lançar o documentário, foi instalado por decreto em Manaus mais um surto, este que predomina até hoje: a Zona Franca de Manaus. Incentivos fiscais e mão-de-obra barata como barganha para as multinacionais fazerem ponte-aérea das riquezas do estado.
Quase todos os interiores continuam economicamente semelhantes ao que o cineasta viu em suas andanças por Itacoatiara, Manacapuru, Parintins, etc. Pior, aquela “busca por uma cultura” que o cineasta pressentia acabou submetida pela indústria de turismo e marketing governamentais em manifestações artificiais mercadológicas, como o Boi-Bumbá, por exemplo.

Em Manaus, desde a ZFM, além do inchamento populacional, sem qualquer planejamento urbano, a população continua desassistida ou precariamente servida nos principais serviços públicos, como saneamento básico, saúde, educação, transporte, lazer, moradia, alimentação, etc.


Fotos: AFIN


Os prédios históricos, que aparecem abandonados, depauperados, foram restaurados no Centro Histórico, e lá governador e prefeito preparam suas peças de propaganda; mas toma um ônibus em direção à zona Leste, vai a uma escola na zona Norte, tenta vaga num hospital público… Vê as condições da morosa e desorganizada reforma do mercado Adolpho Lisboa. Mesmo em um momento propício da economia brasileira, com um governo federal preocupado com as modificações sociais necessárias, Manaus continua com seus caudilhos recentes. Aliás, caudilhos simplórios e impotentes, mas lucrando com um modelo econômico baseado na exploração capitalística e sempre a todo momento sob ameaça de que a aprovação de qualquer incentivo econômico a qualquer dos outros estados venha imediatamente promover a derrocada desse modelo artificial.


Fotos: AFIN


Mas é bom que sejam impotentes e artificiais, pois, assim como Glauber Rocha viu, mesmo sem nada que possa afirmar a imagética glauberiana, o imperceptível, a capacidade de um povo de não se deixar capturar, mesmo nas condições mais adversas, hoje também, em Manaus e provavelmente nos outros municípios do Amazonas, novas vozes, novas lutas, suas distintas e singulares trajetórias vão passando movimentos imperceptíveis e incapturáveis de resistência e criação, para além da miséria e da exploração. Fotos: AFIN

A Amazonas das invasões europeias e o Amazonas moderno. O Amazonas de Glauber e o Amazonas pós-moderno. O Amazonas propagandeado e o Amazonas real. Não são dois Amazonas, mas diversos Amazonas. O que se percebe e é o que verdadeiramente importa do documentário de Glauber, e para além dele, é que há sempre um outro Amazonas. Amazonas, Amazonas.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

UM SONHO POSSIVEL

(Fonte: http://cinema.cineclik.uol.br/)



Este filme estreou em: 19 de Março de 2010. O filme conta a história de Michael Oher (Quinton Aaron), um jovem negro vindo de um lar destruído, que é ajudado por uma família branca, liderada por Leigh Anne (Sandra Bullock) que acredita em seu potencial. Com a ajuda do treinador de futebol, de sua escola e de sua nova família, Oher terá de superar diversos desafios a sua frente, o que também mudará a vida de todos a sua volta.


O longa é inspirado em uma história real e dirigido por John Lee Hancock, que também escreveu o roteiro a partir do livro The Blind Side: Evolution of a Game, de Michael Lewis.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

MÃOS TALENTOSAS


Recomendo este filme!

SINOPSE:Ben Carson era um menino pobre de Detroit, desmotivado, que tirava más notas na escola.
Entretanto aos 33 anos, ele se tornou o diretor do Centro de Neurologia Pediátrica do Hospital Universitário Johns Hopkins, em Baltimore, EUA.Em 1987, o Dr. Carson alcançou renome mundial por seu desempenho na bem-sucedida separação de dois gêmeos siameses, unidos pela parte posterior da cabeça – uma operação complexa e delicada que exigiu cinco meses de preparativos e vinte e duas horas de cirurgia.
Sua história, profundamente humana, descreve o papel vital que a mãe, uma senhora de pouca cultura, mas muito inteligente, desempenhou na metamorfose do filho, de menino de rua a um dos mais respeitados neurocirurgiões do mundo.(Fonte: http://cdja.wordpress.com/2009/10/22/maos-talentosas-a-historia-de-ben-carson/
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(Foto: cinemadetalhado.blogspot.com)