Display

Mostrando postagens com marcador EDUCAÇÃO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador EDUCAÇÃO. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Redação de uma menina sobre o Hino Nacional

Na cidade de Joinville houve um concurso de redação na rede municipal de ensino. O primeiro lugar foi conquistado por uma menina de apenas 14 anos de idade.E ela se inspirou exatamente na letra de nosso Hino Nacional para redigir um texto, que demonstra que os brasileiros verde amarelos precisam perceber o verdadeiro sentido de patriotismo.


· 
Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi, o nosso Brasil chorar:

O que houve, meu Brasil brasileiro? Perguntei-lhe!
E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas: Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo... Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores. Meu povo era heróico e os seus brados retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante. Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes?

Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil.

Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula.

Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim. Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado. Pensei... Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes? Pensei mais... Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz?

Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido."

segunda-feira, 3 de agosto de 2015






"É com imensa tristeza que a família Tiba comunica o falecimento do marido, pai e avô Içami, que nos deixa lembranças infinitas e um vazio imenso.
Seu legado de trabalho, retidão, alegria, ideias e amorosidade ficarão para sempre nas mentes e corações de sua família, amigos, pacientes, alunos e leitores.
A todos seus seguidores, a nossa mais profunda gratidão." (Família Tiba)

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

SOMOS LIVRES PARA PENSAR ?




AUGUSTO CURY


Você já se perguntou se pensamos o que queremos e quando queremos?  Pense o pensamento, pense no que você pensa e em como pensa. Alguém pode questionar: “Sou livre em minha mente, meus pensamentos submetem a minha vontade”. Será? 

O filósofo francês Jean-Paul Sartre defendeu uma das teses mais inteligentes da filosofia: o ser humano está condenado a ser livre.

 Você acha que Sartre estava correto ou foi ingenuamente romântico ao defender essa tese? Se olharmos para o comportamento externo, não há dúvida de que Sartre estava correto. Por exemplo, um presidiário pode ter seu corpo confinado atrás das grades, mas sua mente é livre para pensar, fantasiar, sonhar, imaginar.

 Se o seu Eu não for treinado para refletir sobre seus erros, a punição não será em hipótese alguma pedagógica.

 Pelo contrário, os fenômenos que constroem cadeias de pensamentos farão uma leitura multifocal da memória ao longo de dias, meses e anos, construindo imagens mentais sobre fuga, túneis, abreviamento da pena; enfim, tudo para escapar de um cárcere mais grave que o cárcere físico: o cárcere da angústia, do tédio, da ansiedade asfixiante.

 Meus amigos, quem construiu as prisões ao longo da história não estudou o processo de construção de pensamentos, não entendeu que a mente jamais pode ser aprisionada. Por que os ditadores, por mais brutais que sejam, por mais que controlem seu povo com mão de ferro, caem? Porque ninguém pode controlar a movimentação do Eu e seus anseios pela liberdade. Um bebê terá vontade de sair dos braços da mãe para explorar o ambiente. Um adolescente se arriscará a fazer novos amigos, 

ainda que seja tímido. Uma pessoa marcada por uma fobia desviará do objeto fóbico; enfim, irá ao encontro da sua liberdade. Por esse ângulo, Sartre estava corretíssimo: o ser humano está condenado a ser livre. Um grande a abraço a todos, e um ótimo fim de semana.

fonte  http://blog.augustocury.com.br/?p=230

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

ESCOLA: ESPAÇO DE CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA

ESCOLA: ESPAÇO DE CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA

Amarildo Vieira de Souza *

Acredito que nunca se pronunciou tanto a palavra cidadania como nos últimos tempos. Até parece aqueles chavões que volta e meia surgem, fazem sucesso ou não, e somem com a mesma rapidez com que surgiram. No entanto, tem-se a impressão de que a intenção e a dimensão que acompanham essa palavra são grandes demais. E isso não é difícil de se perceber. Quando lemos  jornais e revistas, encontramos, sem muito esforço, alusões a esse tema. A televisão e o rádio, em suas programações, criam até espaços especiais para tratar do assunto. Lógico que não citarei os sindicatos, as ONGs (Organizações Não-Governamentais), as associações diversas e as instituições religiosas.

O objetivo deste artigo é aten­tar para a novidade: escola e cidadania. A novidade não é do ponto de vista da teoria, mas do ponto de vista da prática. Por muito tempo se refletiu, dentro da escola, sobre cidadania. E agora, num ato de coragem, ousadia e compromisso social, a escola vem tentando, e com relativo sucesso, fazer acontecer a cidadania. Claro que hoje há possibilidades pedagógicas e curriculares que facilitam e mo­tivam. Vale a pena ressaltar que os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) são, para a escola a grande ferramenta que possibilita, com o uso adequado dos temas transversais,  romper os limites dos muros da escola, na busca de oferecer ao educando e ao professor (inclua-se muitas vezes os pais) a prática da teoria.

Assim a escola fica mais próxima da realidade. Em consequência, podemos e devemos fazer levantamento de realidades. Ao obtermos o resultado, não resta outra alternativa senão criarmos projetos que envolvam todos da comu­nidade educativa, para então encurtarmos as possíveis distâncias. 
Há, no momento histórico que estamos vivendo, um interesse grande, por parte de muitos educandos e profes­sores, de participação em projetos so­ciais. É neste momento que a escola, organizada, pode fazer acontecer o gran­de resgate da cidadania.

Temos hoje muitos órgãos, associações, instituições e centros comunitários atendendo crianças, jovens, adultos e idosos. No entanto, não podemos dizer que com isso a cidadania desses atendidos é real. E a escola pode e deve se fazer presente contribuindo para que, na promoção de cada indivíduo, o sentido pleno da cidadania se estabeleça.

Quem ganha e quem perde?

Não resta a menor dúvida: todos ganham. A escola por ser fiel ao seu papel; o educando por adquirir autonomia e senso crítico, responsabilidade e organização; e a comunidade por se sentir mais integrada.

Ganham os pais, ao perceberem os filhos envolvidos com projetos que os tornam mais humanos e com possibilidades de adotarem novos valores para a sua vida. E quem sabe, pais participando de projetos juntamente com os filhos.

Ganham, ainda, os professores, pois agora o conhecimento, que antes se transformava, quase todo, em pó (de giz), tem significado especial para continuidade do serviço à cidadania.

Cada um que já fez tal experiência pode acrescentar a essa lista os benefícios advindos da decisão de tornar a escola uma possibilidade ímpar na vida dos educandos.

Resta dizer quem perde. Se pegarmos ações isoladas, é quase imperceptível, mas quando somamos… Perde a miséria, a monotonia, o comodismo, o analfabetismo, a falta de oportunidades…

O que podemos fazer

Dentro da escola

Grêmio estudantil: Grupo representativo dos alunos e por eles eleito, que tem a função de promover ações culturais e de solidariedade. São constituídas chapas que apresentam para todos os alunos suas propostas e se submetem a uma eleição. A novidade nesse trabalho é que as chapas de grande destaque buscam um maior envolvimento com as causas sociais e com as atividades que desenvolvem o senso de cidadania. 

Formação para a cidadania: Muitas vezes queremos, enquanto professores, fazer atividades fora da escola e esque­cemos de dentro. Têm escolas que pro­gramam, com os professores, aulas ou encontros de formação para seus funcionários. Isto se dá na orientação sobre o uso indevido de drogas e sobre sexualidade, na formação política e espiritual etc. Um funcionário bem instruído é um educador e um cidadão a mais.

• Preparação pré-vestibular: Os alunos de escolas públicas procuram cursos que os ajudem a competir num vestibular. Esta atividade é uma boa oportunidade para os professores da própria escola se assumir como voluntários e contribuir assim com aqueles que não têm condições de pagar um cursinho. Esta experiência tem dado bons frutos e  crescido muito.

Reciclagem: Muitas escolas se despertaram para a educação ambiental. É incrível como o resultado desses pro­jetos ajuda na fixação do conteúdo de diversas disciplinas. O interessante é que os projetos incluem não só os alu­nos e professores, como também os pais. Tudo é questão de organização, antes, porém, de vontade. Se a escola conseguir elaborar um bom projeto, poderá coletar dados importantes até mesmo para uma reeducação alimentar.

É um projeto que vai longe...

Fora da escola

Visitações: Desde as séries iniciais, é importante que se façam estudos do meio no qual estão inseridos a escola e os alunos, levantamentos de locais ou instituições onde se possa apresentar a nossa necessidade de ajudar o outro a exercer a cidadania. Visitar, por exemplo, o Projeto SOS Mata Atlântica ou outro projeto de preservação da própria região deve despertar o compromisso, não apenas com um relatório, mas com a causa da preservação da natureza. A visitação a uma creche pode, de forma habilidosa, gerar o compromisso de um gesto concreto com a cidadania daquelas crianças que lá estão.

Engajamento: Muitos alunos do ensino médio não querem mais fazer visitas esporádicas, pois dizem já ter idade, que “são grandes”. Esse é um grande passo que não podemos desmotivar. Outro dia ouvi esta afirmação de uma aluna: “Eu faço trabalho voluntário porque acho que posso ajudar outras pessoas a se sentirem bem”. Quando perguntei, como havia conhecido aquela instituição, disse-me que foi por intermédio de uma amiga mais velha. Assim, nasceu a idéia de convidar alunos que demonstram algum interesse específico, seja para o trabalho com menores, grupos de alfabetização, moradores de rua, deficientes visuais etc. Desse modo, a possibilidade de engajamento é bem maior. E com a vantagem de ver aquele que já não é mais aluno continuar o tra­balho.

Cada passo precisa ser pensado

Talvez um bom início para a escola que queira ser uma escola cidadã seja:

1. Contemplar em seu Projeto Educativo a vontade, a intenção de ser escola cidadã.
Com isso, estou dizendo que ações isoladas, de uma ou outra área (ou  grupo), talvez não tenham força de mobilização para iniciar, realizar e dar autonomia ao projeto. A direção, orientadores, professores, grêmio e associação de pais e mestres, enfim, todos devem ter claro o papel de cada um.

2. Conhecer a realidade à sua volta e apresentá-la à comunidade educativa.
Fazer um levantamento, nas imediações, dos principais locais onde é possível desenvolver um trabalho protagonizado pelos educandos, isto é muito importante.

3. Propor a essa mesma comunidade desafios que comecem na sala de aula e continuem em locais escolhidos (creches, asilos etc.).
O ciclo do ensino-aprendizagem pode começar na sala de aula, aprendendo pela experiência de outros, ir para campo e fazer a própria experiência, voltar para sala e sintetizar a experiência que foi passada com a que foi vivida e agora apreendida. Com isso, o educando redimensiona conceitos e posturas, estando mais preparado para conviver. É bom lembrar dos quatro pilares da educação para o século 21, segundo o político francês Jacques Delors, em que é pre­ciso: apren­der a conhecer, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a conviver.

4. Dispor professores que orientem grupos de educandos nos projetos propostos.
É indispensável, se a escola acredita mesmo no trabalho, que este seja muito bem orientado. Para isso, é necessário ter educadores (a etimologia da palavra nos ajuda a entender o por quê), com experiência e vontade, à frente de cada projeto.
Toda escola conhece a sua realidade, sabe perfeitamente as condições que têm para tocar um projeto que a caracterize como escola cidadã. Não se pode, no entanto, parar numa etapa em que o projeto se caracterize apenas por ser assistencialista, e com isso deixe de ser alimentado pela utopia.

Aonde isso  pode levar?

O trabalho desenvolvido fora da escola traz para dentro da mesma uma riqueza enorme de informações. Isto faz com que professores e alunos redescubram o valor da interdisciplinaridade. Muitas vezes, sugere uma revisão no Projeto Educativo. Aponta para a necessidade de construção de um novo espaço de aprendizagem, com isso, novos métodos. Tudo, do ponto de vista do processo do tempo escolar do educando. 

O mais importante vem agora: Como é gratificante ver na escola um antigo aluno, que continua o trabalho de ser um agente de cidadania em outros locais, agora mais ligado à sua formação profissional. Muitas vezes, com outros amigos que ele conseguiu convencer pelo entusiasmo adquirido nas experiências que foram oportunizadas por uma escola que quis ser cidadã.

Se quisermos um mundo melhor, temos de capacitar a todos, para que sintam no que ele não está bom. Não bastam somente palavras, conselhos, indicação de leituras, estudo sobre pessoas que foram ou são exemplos. É preciso mais. É preciso que a cidadania do outro seja preocupação de cada um(a). A cidadania é pessoal, intransferível, ninguém terá mais se o outro tiver menos. Ousaria dizer que temos de acreditar que todos a tenham, porém, nem todos podem exercitá-la. É jus­tamente nesse ponto que a escola cidadã faz a diferença, pois oportuniza experiências que marcarão vidas e passarão para a História, como contribuição na construção da nova sociedade, que quer ser mais justa e fraterna.

*Formado em Pedagogia, especializado em Ensino Religioso. Professor de Ensino Religioso no ensino fundamental e médio nos Colégios Pio XII e Santana. Coordenador do curso de pós-graduação em Ensino Religioso da Unisal (Universidade Salesiana), Pio XI, em São Paulo (SP).

Fonte  - http://www.paulinas.org.br/dialogo/?system=paginas&action=read&id=5404

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

EDUCAÇÃO COMEÇA EM CASA


A convivência familiar é a maior oportunidade para a criança apreender uma formação baseada nos princípios morais e nas virtudes.

Quando a família tem bons princípios de educação, usando em seu cotidiano formas educadas de lidar uns com os outros, falando num tom de voz tranquilo e baixo, usando as palavras que traduzem educação e delicadeza, como dar bom-dia e boa-noite, pedir por favor, agradecer com um muito obrigada, pedindo licença, dentre várias outras, a criança absorve esses conceitos e os leva por toda a vida.
Porém, o que vemos são famílias que deseducam, achando que os meninos não podem aprender boas maneiras, pois isso comprometerá a sua masculinidade.

Quem não gosta de um homem fino, bem-educado, que abre a porta do carro para sua namorada ou esposa, que tem a delicadeza de presentear-lhe com rosas, puxar a cadeira para ela se sentar? O famoso “gentleman”, tão raro hoje em dia, que na sua masculinidade consegue permanecer com conceitos que não o comprometem nesse sentido, tornando-o o homem mais desejado. Mas para que isso aconteça, é necessário que a criança tenha aprendido a conviver com esses exemplos e conceitos desde muito pequena.

Em algumas famílias é normal que se usem palavrões como forma de se tratar, pais chamam filhos de burro, porco, mas é bom lembrá-los que filho de porco só pode ser porquinho, que filho de burro também é burrinho e que não somos animais para recebermos tratamento como se o fôssemos, de forma grosseira e pejorativa.

Outra coisa que compromete muito a educação da criança é quando ela não recebe informações adequadas de higiene, como limpar o nariz no banheiro, assuando o mesmo e lavando as mãos com água e sabão, e não tirando as secreções por todos os cantos da casa ou mesmo na rua, na frente de outras pessoas.

Comum também é ver a família rindo, se divertindo quando a criança está com flatos, soltando seus gases em qualquer lugar, na frente de qualquer um. É claro que a criança muito pequena demora certo tempo para conseguir controlá-los, mas por volta dos dois anos, quando já consegue fazer o controle dos esfíncteres, esse domínio pode ser aprendido também, se esse for o exemplo dado pela família. No caso dos arrotos, o bebê deve praticá-lo sim, para não ter perigo de engasgar com os refluxos, mas, aos poucos, à medida que cresce, deve deixar o hábito também.
 

Uma criança pequena consegue cortar adequadamente seu alimento
Quanto à alimentação, desde pequenas as crianças conseguem absorver os conceitos de boa etiqueta e, mesmo dentro de suas limitações ligadas ao desenvolvimento da coordenação motora, são capazes de mostrar algumas aprendizagens nesse sentido, como segurar a colher e levar sozinha o alimento à boca, aprendem a cortar corretamente os alimentos e, aos poucos, isso vai fazendo parte de sua rotina, tornando-se bem fácil.

É bom lembrar que aquilo que se aprende na infância fica por toda a vida e o que não se aprende quando pequeno fica muito mais difícil de ser aprendido depois. Um erro comum dos pais é permitir que crianças façam tudo o que querem e, quando vão crescendo, chegando por volta dos sete/oito anos, estes iniciam uma cobrança repentina, chegando a bater nos filhos para corrigi-los. Se tivessem ensinado boas maneiras desde bem pequeninos isso não aconteceria, não precisariam chegar a tal extremo.

Então, eduquem seus filhos ensinando-lhes as regras básicas de educação, de boas maneiras e de boa convivência, pois a vida exige esses conceitos e quem não os tem encontra maiores dificuldades no meio social.
 
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

FONTE  http://www.brasilescola.com/psicologia/dizer-nao.htm

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A questão das drogas no processo educativo

Luama Socio
 
1 – Tentaremos abordar a questão das drogas na adolescência sob o ponto de vista educativo da maneira mais direta possível. O fato é que grande parte dos adolescentes usam drogas e que nós, educadores, gostaríamos que eles não usassem.
 
2 – Nós sabemos e sentimos veementemente que as drogas, além de não auxiliarem no processo da construção humana do adolescente, da sua formação integral como pessoa, atrapalham este processo.
 
3 – E também sofremos quando vemos os jovens atirados aos cantos, pelo chão, na rua, adormecidos em plena luz do sol, ou sob a luz dos postes à noite, ou amortecidos, semiconscientes, dentro das casas, dos quartos, ou dentro dos bares, das festas. Sofremos com a juventude assassinada ou presa. Sofremos com os crimes que ela comete, sofremos quando ela é vítima dos crimes.
 
4 – E nós nos perguntamos como é que podemos intervir em favor desses jovens, no sentido de fazê-los despertar para a vida ou para uma consciência maior. Queremos preveni-los sobre a morte que as drogas representam e são. Temos a sensação de que, entregando-se às drogas, eles estão se entregando à morte porque vemos seus corpos se degradando, testemunhamos muitas vezes a sua confusão emocional e ausência de lucidez intelectual. Ou ainda estamos diante do adolescente em conflito com a lei, cumprindo medida socioeducativa por ter cometido crimes no contexto da problemática das drogas.
 
5 – Trata-se de um fato que envolve então a relação entre o educador, que reflete sobre isto, e o educando. A este fato deveremos somar mais um: o fato de que o uso das drogas, com todas as suas questões, na nossa sociedade atual, é um fato cultural. A relação entre educador e educando tem então essa espécie de fundo cultural; está inserida nessa espécie de caldo cultural.
 
6 – As pessoas que fazem parte dessa cultura, sejam adolescentes ou adultos, usam drogas. Usam drogas como remédio para várias doenças ou dores, ou usam drogas para se divertir; usam drogas para se sentirem de uma forma diferente da habitual, usam porque faz parte de um ritual ou porque são viciadas.
 
7 – Especialistas em saúde chamam a atenção para “a mania por pílulas” que tem acometido grande parte da população ocidental a partir dos anos 2000. Desde o século XIX filósofos vêm apontando as insuficiências e tragédias da era do progresso científico e da crescente valorização da materialidade nos modos de vida, que faz com que as pessoas, indiscriminadamente, acreditem, por exemplo, em explicações químico-físicas para problemas nos mais variados setores da vida.
 
8 – Nunca se deu tanta importância aos objetos tecnológicos desenvolvidos a partir da química, física, biologia ou outras ciências naturais, com vistas ao bem-estar da vida em geral. E a partir do século XX não faltam análises sobre a ideologia da sociedade de consumo e competitiva transformando toda essa materialidade em mercadoria. Assim, qualquer coisa, seja droga, arte ou comida é, – antes de ser algo com características específicas em si, – acima de tudo objeto de consumo. E sob a sociedade de consumo subentende-se uma pretensa democracia de direitos de acesso a todos os tais objetos, apoiada nas amplas redes de propaganda que impulsionam os desejos dos consumidores em direção ao consumo desses objetos.
 
9 – Então, o educador deve ser consciente desta esfera cultural, e deve ser capaz de articulá-la às dinâmicas dos contextos específicos envolvendo a questão das drogas.
 
10 – O ponto fundamental do processo educativo é sempre o encontro, a relação entre educador e educando, com base no amor, na responsabilidade e no compartilhamento do momento em que estão juntos. No entanto pensamos também que é importante ter sempre em vista o horizonte cultural em que um conteúdo, um problema ou uma questão – circunstancialmente envolvidos no encontro – se apóia, porque é este horizonte cultural que nutre o processo educativo com imagens e realidades necessárias aos instrumentos educativos.
 
11 – Proporemos portanto, à guisa de reflexão, tentativas de compreender de que maneira a questão das drogas, entre outros elementos culturais, invade o campo do processo educativo exigindo resposta do educador, e aqui especificamente, do arte-educador.
 
12 – Saber: o que são as drogas, do ponto de vista químico, morfológico ou sociológico; quais efeitos específicos na saúde dos órgãos do corpo as drogas provocam; as conseqüências para o futuro, que elas provocam no nível social da vida do adolescente; quais motivações ambientais, contextuais, sociológicas, antropológicas e históricas levam o adolescente a usar drogas; em quais circunstâncias históricas de organização social o uso das drogas se manifesta; quais drogas são legais ou ilegais, etc.
 
13 – Ter informações sobre estas coisas e muitas outras relacionadas às drogas, formam o corpo, o escopo de nosso repertório necessário ao tratamento da questão.
 
14 – Mas, não obstante a importância de todas as informações trocadas, buscadas, por entre quem se preocupa com a questão das drogas, o fundamental, para o arte-educador, é observar em que sentido a utilização das drogas dialoga, especificamente, com pontos metodológicos, com a experiência que se têm no convívio com alunos – coletivamente e individualmente – com a vivência no contexto escolar incluindo todos os colegas. É a partir desta observação, vivida concretamente, que o educador deve abordar a questão.
 
15 – Queremos aqui apontar alguns dos sentidos deste diálogo, que se mostram recorrentes na nossa experiência.
 
16 – Do ponto de vista pedagógico, os adolescentes estão numa fase muito específica de formação: a fase em que deverão desenvolver com maior ênfase as faculdades lógico-simbólicas. Nesta fase os adolescentes estão tentando, naturalmente, usar mais o intelecto, a razão. Estão na fase do questionamento de valores porque vivem um processo intenso de necessidade de firmar uma identidade, um eu com personalidade própria e capaz de se auto-afirmar com independência na vida adulta que se aproxima vertiginosamente.
 
17 – A adolescência é uma fase de auto-descoberta. E isto implica todos os desdobramentos da descoberta ou da construção de uma dimensão interior em que fica o eu. Subitamente o jovem descobre que existe nele uma espécie de “lado de dentro”, contíguo ao “lado de fora” comum, que sempre vivenciou. O lado de fora ele reconhece como sendo as cobranças dos pais e as exigências do mundo, a relação tantas vezes conflitante com os colegas, a espinha no rosto, o cabelo ridículo porque é ruim, queria ter um cabelo igual ao do Neymar, a vontade de ter um tênis de marca e o último celular. O que é realmente este lado de fora? O que está do lado de dentro? Quem sou eu? De repente o adolescente começa a perceber que existe uma coisa dentro dele, diferente das outras coisas, que é ele mesmo. Mas como saber se esta coisa é verdadeira, como fazer com que seja verdadeira?
 
18 – Há alguém ou alguma coisa que possa auxiliar o adolescente nesta descoberta? A arte-educação poderá auxiliá-lo?
 
19 – Encontra-se em grande parte do senso comum a opinião de que as drogas são estimulantes da criatividade artística. A despeito do que haja de superficial e equívoco nessa associação, talvez esta seja uma pista da importância da arte na educação. As atividades artísticas talvez tenham um potencial privilegiado de dar espaço para a originalidade da manifestação do eu do indivíduo, espaço para a criatividade. Mas aqui não se trata da arte substituindo as drogas. Porém é aqui que muitas vezes lidamos com a idéia das drogas como substitutas ilegítimas da arte.
 
20 – E os arte-educadores têm a responsabilidade de discernir o que de ilusório existe nesta idéia de criatividade artística ou capacidade inventiva associadas ao uso das drogas. Não se tem notícia de que alguém tenha se tornado um artista genial porque ingeriu drogas. Mas temos algumas notícias de que pessoas que ingerem drogas eventualmente se sentem mais artistas ou mais geniais do que se sentiriam normalmente.
 
21 – Ao contrário das possibilidades vivenciadas ativamente e integralmente em direção a uma dimensão interior, propostas algumas vezes pelo exercício das artes, o efeito ilusório da abertura da percepção através das drogas implica uma passividade da vontade que pode acabar em doença e morte. A ilusão da ampliação da percepção se dá através do efeito psicológico provocado artificialmente por moléculas químicas em contato com o organismo. Através da alteração, supressão ou redução da percepção dos sentidos físicos, a realidade objetiva se enfraquece e a sensação de realidade subjetiva prevalece como espaço existencial. Isso não tem nada a ver com a conscientização ativa da dimensão interior e subjetiva, pressentida pelo adolescente, através de uma ampliação real da consciência, do crescimento do ser, que deveria ser promovida pela educação através do desenvolvimento da vontade própria do educando.
 
22 – O psicanalista italiano Luigi Zoja, que escreveu o livro “Nascer não basta”, defende a interessante tese de que as drogas são, para os adolescentes de hoje, um análogo substituto dos ritos de iniciação à vida adulta que sempre existiram, muito bem definidos, na maioria das sociedades humanas de todas as épocas, com exceção desta nossa época.
 
23 – Nessa tese está implícita a existência da dor e do sofrimento envolvidos num processo psicológico de renascimento baseado na descoberta da dimensão interior. Zoja salienta o fato também de que alguns adolescentes de hoje em dia teriam necessidades específicas de desenvolvimento interior, necessidades com as quais a nossa sociedade atual, tão voltada ao materialismo, não está preparada para lidar. Tais adolescentes, ou seja, muito poucos deles, teriam a possibilidade, por exemplo, se vivessem em alguma sociedade primitiva, de serem pajés, xamãs ou monges. Como não têm esta possibilidade, eles muitas vezes recorrem às drogas para que estas forcem a percepção, pressentida, de um nível de realidade subjetiva diferente do frustrante estado de coisas até então experimentado. Zoja aponta também para a qualidade de objeto de consumo em que a droga se transformou atualmente, caracterizando a motivação de uso para uma maioria geral.
 
24 – A idéia é que, na falta de ritos de passagens estabelecidos como regra social definida, os jovens acabam criando seus próprios ritos, dos quais, muitas vezes as drogas fazem parte. E esta idéia parte do princípio de que o momento da passagem, com ou sem rito, é essencialmente uma fase dolorosa, conflitante, problemática, porque trata-se, para o adolescente, de passar para uma outra fase da vida.
25 – A associação entre rito de passagem e desenvolvimento do ser humano é apontada pelo filósofo Joseph Campbell no livro “As Máscaras de Deus” nas seguintes palavras: “A principal função da tradição mitológica e da prática ritualística de nossa espécie tem sido conduzir a mente, os sentimentos e o poder de ação do indivíduo através dos limiares críticos das duas primeiras décadas para a idade adulta e da velhice para a morte. Isto com o propósito de fornecer os estímulos sinais adequados para liberar as energias vitais naquele que, não sendo mais o que era, tem de assumir uma nova tarefa – sua nova fase – de maneira apropriada ao bem-estar do grupo”.
 
26 – No entanto não temos como atestar, em caráter de fato, se realmente as drogas são utilizadas como elementos substitutos de rituais de passagem ou como elementos substitutos da arte.
 
27 – Mas também não temos como atestar, em caráter de fato, que os adolescentes usam as drogas simplesmente porque “elas dão prazer”.
 
28 – O argumento do prazer é o mais comum na atual abordagem do assunto porque está relacionado com a idéia do prazer de consumir. A nossa sociedade de consumo está organizada como a sociedade do prazer condicionado à capacidade de ter coisas, revestida dos valores de competição pelos bens materiais. As drogas são uma mercadoria, colocada no mercado através das inteligentes estratégias de propaganda e de desnível entre demanda e oferta do produto. Trata-se de uma mercadoria como qualquer outra, que é consumida para dar prazer. É consumida como tudo o que é propagandeado, para satisfazer o desejo despertado pelas promessas implícitas na própria propaganda do produto.
 
29 – O fundo motivacional do indivíduo para a busca do prazer, neste contexto, poderia ser explicado com detalhes pela psicologia freudiana, que caracteriza o desenvolvimento do ser humano por entre marcas de satisfação e frustração de desejos na trajetória da vida pessoal.
 
30 – Este ponto de vista é insuficiente do ponto de vista educativo com relação aos adolescentes porque observa-se que raramente a questão do prazer está visivelmente envolvida na motivação inicial para o uso das drogas. É mais fácil encontrar o elemento do prazer representado no processo do vício em depoimentos de pessoas dependentes de drogas. Mas em relação à expressão prática do uso, na sua forma generalizada, quase sempre os relatos mostram uma primeira experiência de caráter extremamente desagradável, desprazerosa inclusive, e conseqüências mais desagradáveis ainda, quando o uso das drogas se torna freqüente.
 
31 – Temos aí então uma mistura de dor e prazer que delineará um tema à parte dentro do assunto. Segundo Kant, o jogo entre prazer e dor é o fundamento psicológico da percepção da própria vida. Em sua “Antropologia de um ponto de vista pragmático” o filósofo diz: “Contentamento é o sentimento de promoção da vida; dor, o de um impedimento dela. Todavia, a vida (do animal) é, como também já observam os médicos, um jogo contínuo do antagonismo entre ambos. Assim antes de todo contentamento tem de preceder a dor; a dor é sempre o primeiro. Pois que outra coisa se seguiria de uma contínua promoção da força vital, que não se deixa elevar acima de um certo grau, senão uma rápida morte de júbilo”?
 
32 – O viciado em prazer seria, para Kant, o indivíduo com uma necessidade patológica de sentir a vida intensamente e continuamente através desse jogo de dor e prazer, que corresponde a um trânsito vertiginoso entre morte e vida para poder sentir sempre com mais intensidade, a vida.
 
33 – O poeta francês Baudelaire, em seu livro “Paraísos artificiais”, corrobora mais ou menos essa visão de Kant, tentando mostrar que o uso das drogas é motivado pelo desejo de sentir a vida em toda a sua glória, plenitude e felicidade. O poeta porém dispensa inicialmente a questão da dor como elemento complementar do prazer. Segundo ele, essa sensação de plenitude pode ocorrer naturalmente na vida de todos nós, mas por algum motivo ela seria rara, daí recorrer-se às drogas para forjá-la artificialmente. O usuário descobrirá porém, quão ilusórios são os “paraísos artificiais” das drogas e arcará com nefastas conqüências.
 
34 – Como educadores estamos todos sempre do lado da vida e jamais do lado da morte. Sentimos que a valorização da vida deve ser algo total, e não apenas daquilo que se antagoniza com a morte num processo patológico. E embora os adolescentes de hoje não passem por ritos estritamente convencionados de iniciação à vida adulta, vemo-nos ao lado deles durante momentos cruciais do desenvolvimento que implica a passagem de uma vida de criança para uma vida de adulto.
 
35 – Conscientizemo-nos da necessidade de auxiliá-los na morte simbólica do menino que eram, para que renasçam homens. Essa “morte” não tem a ver com doença. Tem a ver com a experiência da vida total, que engloba muitas mortes simbólicas ao longo de seu curso. Queremos contribuir para a vida dos adolescentes no sentido de auxiliá-los a desenvolverem-se como pessoas integrais. No nosso método pedagógico este objetivo envolve o entrelaçamento das dimensões físico-corporal, afetivo-imaginativa e lógico-simbólica nas atividades que propomos aos nossos alunos durante as aulas.
 
36 – Ao invés de desejarmos que nossos alunos sejam apenas fortes, vencedores e espertos, preferimos contribuir para que sejam saudáveis, felizes e sinceros consigo próprios e com o mundo ao redor. E estes são valores de uma concepção educativa para o desenvolvimento do ser integral e não apenas do ser “consumidor”.

Fonte
http://www.gada.org.br/site-novo/index.php/a-questao-das-drogas-no-processo-educativo/

segunda-feira, 20 de maio de 2013

SER PEDAGOGO

 
 
 
 
Ser Pedagogo...

Ser Pedagogo não é apenas ser Professora, Mestre, Tia, Coordenadora, Supervisora, Orientadora, Dona de escola.
É mais do que isso É ser Respons...
ável.
Ser Pedagogo é ter coragem de enfrentar uma sociedade deturpada, equivocada sem valores morais nem princípios.
Ser Pedagogo é ser valente, pois sabemos das dificuldades que temos em nossa profissão em nosso dia a dia.
Ser Pedagogo é saber conhecer seu caminho, sua meta, e saber atingir seus objetivos.
Ser Pedagogo é saber lidar com o diferente, sem preconceitos, sem distinção de cor, raça, sexo ou religião.
Ser Pedagogo é ter uma responsabilidade muito grande
nas mãos.
Talvez até mesmo o futuro...
Nas mãos de um Pedagogo concentra- se o futuro de muitos médicos, dentistas, farmacêuticos, engenheiros, advogados, jornalistas, publicitários ou qualquer outra profissão...
Ser Pedagogo é ser responsável pela vida, pelo caminho de cada um destes profissionais que hoje na faculdade e na sociedade nem se quer lembram que um dia passaram pelas mãos de um Pedagogo.
Ser Pedagogo é ser mais que profissional, é ser alguém que acredita na sociedade, no mundo, na vida.
Ser Pedagogo não é fácil, requer dedicação, confiança e perseverança.
Hoje em dia ser Pedagogo em uma sociedade tão competitiva e consumista
não torna-se uma profissão muito atraente, e realmente não é.
Pois os valores, as crenças, os princípios, os desejos estão aquém do intelecto humano.
Hoje a sociedade globalizada está muito voltada para a vida materialista.
As pessoas perderam- se no caminho da dignidade e optaram pelo atalho da competitividade,
é triste pensar assim, muito triste
pois este é o mundo dos nossos filhos
crianças que irão crescer e tornar- se adultos.
Adultos em um mundo muito poluído de idéias e sentimentos sem razão.
Adultos que não sabem o que realmente são Alienados, com interesses voltados apenas pelo Ter e não pelo Ser.
Ser Pedagogo é ter a missão de mudar não uma Educação retorcida, mas ser capaz de transformar a sociedade que ainda está por vir.
Pode ser ideologia pensar assim, mas como Pedagogos temos a capacidade de plantar hoje nesta sociedade tão carente de valores, sementes que um dia irão florescer.
E quem sabe essa mesma sociedade que hoje é tão infértil possa colher os frutos que só a Pedagogia pode dar.

Ser Pedagogo por
Vanessa B. de Carvalho

quinta-feira, 13 de setembro de 2012






Como Estabelecer Limites na Adolescência


Que a adolescência é uma fase difícil para os pais e filhos isto é algo sabido por todos nós.


Gostaria de tratar aqui sobre a difícil tarefa de determinar os limites necessários na adolescência.

Muitos pais pensam que devem ser amigos dos filhos para melhor entende-los. Este é um grande engano. Os filhos adolescentes precisam que os pais ocupem o seu lugar de pais, e não de amigo. É natural que o adolescente se incomode com esta atitude do pai "amigo", por que se sente perdido e desorientado. Pois pais e amigos exercem funções diferentes.

É importante pensarmos que esta noção de limites vem desde a infância. Se a criança não é contrariada quando pequena, e o "não" necessário é dito sem convicção, não será na adolescência que irá aceitar os limites. Neste período as coisas se tornam mais complexas.

O mais indicado é que a democratização das relações se dê desde cedo, ensinando que têm direitos, mas também tem deveres.
Os pais devem estar atentos à tarefa de educar.

Na adolescência começar pelo diálogo é sempre o mais indicado. Negociações são necessárias em algumas situações. Ouvir com atenção as justificativas do adolescente também é muito importante para que ele faça o mesmo, quando você for expor as suas. Não se deve esperar uma aceitação passiva e completa deles as regras impostas. Questionar, protestar faz parte do desenvolvimento normal da adolescência, que leva paulatinamente, a definição da personalidade e por isso que a participação dos pais nesta fase da vida se faz muito importante. Os pais darão as referências e noções nas qual o adolescente pode orientar-se enquanto muitas coisas ainda lhe são indefinidas.

Algumas vezes os adolescentes tentarão burlar os combinados feitos com os pais, e é ai que entra a necessidade de os pais estarem seguros e firmes quanto ao que foi estabelecido.

É necessário se ter paciência, clareza da situação, muito amor e esperança, acreditar neste jovem que ruma para a maturidade, num caminho que não pode ser trilhado sozinho.

Rosângela Martins
Psicóloga
CRP 07/05917


Fonte: http://www.rosangelapsicologa.com/site_pagina.php?pg=textos&texto=29

MAS O QUE É ADOLESCÊNCIA?





Refletindo.....

1- Mas o que é adolescência? 

Ao ser indagado sobre o que seria a adolescência, um aluno relatou que: “a adolescência é uma etapa da vida, só isso, nada mais. Não existem tantas complicações nesta fase, são as pessoas exageradas que inventam”. Em relação ao mesmo tema, comenta uma aluna: “a adolescência parece algo louco, porém é normal.”

 Quando falamos sobre a adolescência somos levados a pensar em rebeldia, em transgressão. E essa transgressão, muitas vezes temida e difícil de ser lidada, é positiva e necessária ao jovem. Para muitos, enfrentar, desafiar, provocar, é a maneira de alcançar uma autonomia saudável.

2- E o que é o limite? 

Colocar limites é algo subjetivo, cada um de nós tem a sua maneira particular de colocar limites. Não há receita. Tanto é muito subjetiva a forma de colocar as regras para alguém quanto reconhecer o que é ou não uma infração das mesmas.

Quando em sala de aula, por exemplo, o professor diz que todos deverão entregar um trabalho na sexta-feira, e um aluno diz provocativo “professor, e se eu entregar na segunda?”, este estudante pode estar talvez dizendo “olha, eu tenho vontade de infringir essa regra, mas diga-me o que fazer, dê-me a regra.” Nós também pedimos limite. Imagine se todos pudessem atravessar um sinal de trânsito ao mesmo tempo? Imagine se todos fizessem o que desejassem? O limite barra o meu desejo para dar espaço ao outro. O limite mexe com o desejo que mexe com a transgressão.

A transgressão do aluno perante um professor pode não estar dirigida à pessoa do professor, mas estar ligada a uma necessidade de discordar ou de aparecer para se auto-afirmar diante do grupo ou de si mesmo.


Trechos de autoria de:


A ADOLESCÊNCIA E O LIMITE

Josfâm Antunes de Macêdo
Psicólogo IFRN, Especialista em Psicanálise
josfam@cefetrn.br

Emanuelle Cortez de Souza
Psicóloga IFRN, Especialista em Psicopedagogia
emanuelle@cefetrn.br




OS ADOLESCENTES E OS LIMITES


Jovens
imitar é ensinar que todos temos direitos, sim, mas deveres também. Limitar é mostrar que o outro também deve ser considerado quando nos decidimos a agir, que nunca devemos pensar apenas em nós mesmos, mas sim compreender que vivemos em grupo, ou seja, convivemos.

Antes de tudo, é preparar nossos filhos para o exercício da cidadania. É esta, sem dúvida, uma parte importante do trabalho educacional da família. Estabelecer limites é dar responsabilidade, o que implica em tornar nossos filhos, mais cedo, adultos responsáveis.

NOSSA REALIDADE

Quanto mais hostil for o meio, ou seja, quanto pior estiverem as coisas na sociedade, mais nós, os pais, devemos compreender e introjetar a importância do nosso papel, em especial, o PESO do nosso exemplo e dos nossos ensinamentos. Mais que temer a influência do meio, devemos continuamente analisá-lo com nossos filhos, para que eles tenham condições de se defenderem de influências indesejadas.

Se vivemos numa sociedade em que muitas pessoas acham que podem tudo devido à impunidade existente, isto não é motivo para que ensinemos nossos filhos a serem desonestos. Pelo contrário, é desvelando essa realidade injusta e analisando o que está ocorrendo que poderemos instrumentalizá-los a adotarem uma postura combativa e de luta contra as injustiças.

“Entregando os pontos” estaremos apenas dando razão à desonestidade e à falta de caráter. Afinal, qual o nosso objetivo ao educarmos nossos filhos? Formar um cidadão respeitado, justo, honesto ou criar um arremedo de ser humano, alguém que só pensa em “se dar bem”, independente da forma, já que existe tanta coisa errada por aí?

ORIGEM DA AGRESSIVIDADE

A agressividade não é inerente à adolescência, como muitos pensam. O que caracteriza esta faixa etária do ponto de vista do crescimento intelectual e afetivo é, entre outras coisas:

A) antagonismo: é a capacidade incansável e inesgotável de o jovem se opor, contestar e colocar-se contra tudo ou quase tudo que pessoas revestidas de algum grau de autoridade lhe apresentam, em especial se essas pessoas forem o pai e a mãe.

B) instabilidade emocional: as grandes mudanças físicas, intelectuais, emocionais e sociais que ocorrem na adolescência podem influenciar o humor, levando a fortes e contraditórios sentimentos, alternando alegria, euforia, tristeza e melancolia, mau humor ou mutismo.

C) inquietação: nesta fase do desenvolvimento, o jovem percebe, intui e vivencia a chegada da idade adulta, que ele deseja e teme ao mesmo tempo: deseja pelo tanto de liberdade e independência que sonha conquistar; teme pelo que pressente que irá assumir, em termos de responsabilidades, abandonando uma etapa na qual o prazer é a tônica e as obrigações ainda são poucas.

TOLERAR?

Nada justifica, entretanto, que, por conta do que foi exposto, o jovem passe dos limites de uma convivência sadia para agressões graves. O que é compreensível e aceitável é surgirem atitudes de irritabilidade, mutismo, depressão leve, impaciência, espírito de contradição, teimosia, resistência passiva etc., nunca violência e desrespeito. É muito bom quando os pais compreendem o que o adolescente está passando e deixam passar, sem revidar, algumas das atitudes citadas, não levando tudo a ferro e fogo, a fim de favorecer a independência do filho.

Afinal, a maior parte dessas atitudes representa apenas a insegurança característica da idade e o desejo de crescimento. Entendendo o que se passa, é mais fácil tolerarem algumas atitudes de auto-afirmação dos filhos. Nunca, porém, os pais devem permitir que as coisas cheguem ao ponto de gritos, zombarias, agressões físicas, verbais ou morais. Se isto acontecer, provavelmente será porque não foram estabelecidos, de forma clara, os limites do que é aceitável e do que não é.

PRESSUPOSTOS PARA EDUCAR

Pais bem orientados e equilibrados agem com os filhos adolescentes apoiados em um tripé básico:
A) empatia: para isso é necessário saber ouvir, sem preconceitos, deixar o coração livre e desimpedido para “sentir com” e, principalmente, dar mostras de compreensão do sentimento do outro.

B) diálogo: depois de ouvi-lo colocar suas dúvidas e problemas, você parte para a análise conjunta da situação e a busca de soluções possíveis, de preferência orientando, sugerindo, mas deixando, sempre que possível, a decisão final a cargo do jovem.

C) estabelecendo limites: ter empatia e dialogar não impede nem impossibilita que, quando necessário, você estabeleça limites, com base na sua autoridade e no dever de zelar pela segurança dos filhos. Isto quer dizer que, muitas vezes, por mais que tente, você não conseguirá convencer seu filho de alguma coisa que considera fundamental e, então, se torna necessário estabelecer alguma regra ou proibir alguma coisa.

QUANDO AGIR

A agressividade deve ser combatida toda vez que superar os limites da educação, da polidez, da civilidade. E também sempre que percebermos que nosso filho está agindo, falando, se comportando, enfim, de forma que possa colocar em risco sua segurança, seu futuro. Mesmo quando não se trabalhou os limites na infância, é possível reverter a situação. É mais difícil, mas não impossível. O fato de os pais perceberem que perderam tempo, deixando de aproveitar a infância para o estabelecimento dos limites mínimos, o que determina uma convivência baseada no respeito e na igualdade de direitos e deveres, já os coloca um passo adiante na resolução do problema.

ANTES, O EXEMPLO

O jovem pode também estar gritando, agredindo, para ser ouvido, como se fosse um pedido de socorro, num meio desfavorável. A omissão, a indiferença ou a falta de amor e o desrespeito são outros determinantes de atitudes agressivas. De fato, não existem apenas os pais equilibrados, amorosos e justos. São muitos os que agridem física e moralmente os filhos. A falta de compreensão ou ainda a omissão e a indiferença são os elementos que mais levam à agressividade.

A regra básica para qualquer relacionamento, seja entre pais e filhos, marido e mulher, irmãos ou amigos é:

- para sermos respeitados, precisamos respeitar. Então, se só falamos com nossos filhos aos berros, enfadados ou sendo muito críticos, provavelmente receberemos em troca um tratamento pelo menos semelhante. Sejamos adultos, mostremos equilíbrio, revelemos sempre o nosso amor e carinho, sejamos justos e equânimes, mas tracemos limites claros, objetivos e adequados e, por fim, estejamos sempre disponíveis para nossos filhos. Assim diminuise muito a agressividade e encurta-se o caminho para a maturidade.

Fonte:http://www.pime.org.br/missaojovem/mjjovenslimites.htm


Responda:

1. O que você mais gostou no texto: "Os adolescentes e os  limites?

2.O que você achou das regras básicas para qualquer relacionamento? Acrescente mais uma regra para enriquecer este item.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

A Fé ilumina a vida





Interpretação da pesca milagrosa nos dias de hoje através de desenho
5.Ano, Colégio NSMorumbi

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

COMO LIDAR COM UM ADOLESCENTE

Como lidar com um Adolescente:

(Foto Celina Missura)

- Mostrar-lhe sincera amizade.

- Estabelecer uma comunicação baseada no respeito, na confiança e na oportunidade.

- Ter sempre muita compreensão.

- Aprender a escutá-los.

- Não se cansar de os animar.

- Exigir suavemente, mas com firmeza.

- Compartilhar os seus projectos.

- Medir bem aquilo que lhe vai exigir.

- Manter-se firme nas decisões que se tiverem tomado.

- Ceder nas coisas de pouca importância.

fonte: http://planeta-adolescencia.weebly.com/toacutepicos-da-adolescecircncia.html

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

ADOLESCÊNCIA




Construa um texto usando as seguintes palavras:


1- Adolescência

2- Família

3- Amigos

4- Estudos

5- Responsabilidade e Liberdade

6- Deus

7- Solidariedade

 Faça o seu texto e publique no espaço para comentários. Não esqueça de colocar o seu nome.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

SAÚDE E DIREITO AO BEM

A ESCOLA DOS VALORES HUMANOS

(Foto:http://www.redevida.com.br)


O trabalho que segue, falará um pouco de algumas virtudes fundamentais na escola e em qualquer lugar por onde percorramos, porém, justamente na escola, que se acredita ser o principal lugar
para a educação, não são ensinadas tais virtudes. Abordarei dentre outras
coisas, o significado de cada uma e o prejuízo que suas ausências acarretam.




Vivemos numa sociedade cercada de problemas entre pais, alunos, professores, políticos, amigos, familiares, etc.




Ouvimos e vemos corriqueiramente: "isso é falta de ética", mas o que vem a ser ética? Todos apontam e justificam os erros, os
problemas, as falcatruas, como falta de ética. Posso apontar aqui, algumas
virtudes que juntas, respondem muito bem o que vem a ser ética. Porém, a nossa escola não ensina aos alunos o que realmente cada virtude dessa engrandece o ser e o faz agir como verdadeiro cidadão. A escola não se dar ao trabalho nem ao menos de questionar, de ouvir. Ela simplesmente dita normas e os alunos aceitam.




Até porque, se não é ensinado nas salas de aula CORAGEM, PRUDÊNCIA, CORTESIA, JUSTIÇA, COMPAIXÃO, RESPEITO, não podemos esperar responsabilidade nem compromisso por parte de quem ensina, muito menos por parte de quem aprende.




São tantos temas importantes que a escola não incorpora, não ensina, mas que os frutos dessa ausência, já colhemos hoje e infelizmente, colheremos no amanhã, pois parece que cruzamos os braços apenas para reclamar, apontar onde estão os erros...




Mas, e as correções? Somos capazes de retificar todos, um a um,
resta-nos agarrar a uma virtude que talvez seja a que realmente precisamos nas escolas: RESPONSABILIDADE.




Sabemos que precisamos de humildade, de pureza, de fidelidade, de humor, de amor. Sabemos também, que todas as outras virtudes caminham e só funcionam se estiverem juntas, mas que a RESPONSABILIDADE é uma
virtude marcante e que atrelada ao respeito, ao compromisso, e a todos os outros que já foram citados, trilharemos o caminho à educação digna e a formação de um cidadão mais consciente.




A consciência, aliás, é quem analisa o melhor caminho e
coisas, o professor tem que aprender falar menos e ouvir mais. Talvez
possamos agora, responder o que vem a ser ética. "Estudo dos juízos de
apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja determinada sociedade, seja de modo absoluto" (Dicionário Aurélio).




Mas podemos simplesmente dizer que ética nada mais é que
uma forma de humanizar as pessoas, humanizar no sentido real da palavra:
tornar-se humano, adquirir hábitos sociais polidos, civilizar. Ética, palavra
tão citada para justificar nossos erros, é na verdade, a presença de virtudes
que deveríamos aprender em casa, especialmente na escola e em todos os âmbitos que a educação permei.




Mas como podemos aprender na escola, se nos próprios
cursos de formação de professores, a disciplina de ética está sendo extinta?
Como os professores podem ensinar algo que nunca aprenderam?Bem, passamos um pouco a falar sobre a crise de referências que também afeta a escola.




Uma escola onde existam castigos físicos e psicológicos, não é uma escola ética, e por sua vez, a que tem políticas disciplinares (regras e normas dentro da escola, no diálogo) é sem dúvidas, permeada pela ética, e que essa se sobressai com méritos que aquela outra não obtém. Castigos que não ajudam em nada na educação das crianças e que só denigrem sua imagem como cidadã, estão cada vez mais presente dentro das escolas, a exemplo de: trabalho adicional, penoso, repetitivo, perda do recreio, exclusão do estudante em alguma atividade que ele goste, situação vexatória perante os alunos, etc.




Acredito que com o diálogo e com o exemplo e ensinamento das virtudes já mencionadas, os alunos modificam seu comportamento.




O homem esqueceu que é corpo, mente e espírito, concentrou suas forças apenas no mundo material, no avanço da tecnologia e no desenvolvimento da ciência; isso provocou uma desestruturação do ser humano nos deixando cada vez mais em meio a uma perigosa crise de valores. E assim, vamos abrindo caminho para a violência.






Muitos são os flagrantes de intolerância, frieza, transgressões da ética e
moral. Nossos pequenos estão perdidos porque muitos de nós, adultos, também perdemos o rumo da vida. É como se a tênue linha divisória entre o bem e o mal, entre o certo e o errado estivesse se apagando.




Devemos compreender que o comportamento de nossas crianças é um reflexo da formação recebida em casa e na escola, da falta de respeito pelo outro, do desconhecimento de limites, da ausência de disciplina e da inversão de valores presente em nossa sociedade que gera desestruturação em nossos lares e escolas e com a qual acabamos por nos habituar.




Se a educação que fornecemos às nossas crianças enfatiza o
desenvolvimento intelectual sem preocupar-se com o cultivo das qualidades
humanas, os meios de comunicação levam os indivíduos a modos padronizados de pensar, de agir, de consumir. Um grande domínio é assim exercido sobre nós, pequenos e grandes, e então paramos de questionar. Mas e nós, enquanto pedagogas estamos tendo informações, embasamento teórico para uma prática mais eficaz?




Acredito sinceramente que não. Como será a educação daqui por diante, se até os dias atuais ainda temos essa disciplina em nosso curso de Pedagogia, ainda presenciamos casos claros de falta de ética, de ausência de ênfase no ensino das virtudes nas salas de aula, como será então, se na nova regulamentação, não teremos ética no currículo? Como se ensina algo que nunca aprendeu?










Bem, discernimos todas as virtudes que aprendemos neste capítulo, sabemos o que significa ética, os frutos que colhemos com sua ausência e com sua presença, podemos então, fazer um confronto com a educação que presenciamos e com a que sonhamos.




Resta-nos então, aprimorar-mos em nossa prática enquanto alunos, pais,
colegas, filhos, professores. Se não temos condições de ensinar as virtudes que levam a uma ética na educação façamos então, uso dos exemplos. Sejamos pessoas e profissionais, cada vez mais cheios de virtudes, JUSTOS, COMPROMETEDORES e RESPONSÁVEIS acima de tudo.




CONSIDERAÇÕES FINAIS




O sistema educativo está infestado de muitos problemas. Não tem conseguido promover no jovens o amor, a indulgência
e a inteireza. Em vez disso, serve para incentivar a natureza animal dos
estudantes, não havendo lugar para cultivar valores humanos como VERDADE e RETIDÃO.




Os pais e professores se preocupam com a educação de seus filhos e
alunos, mas não se preocupam com o tipo de educação que lhes é oferecida.




A educação deve ajudar os estudantes a personificar valores humanos tais como:
VERDADE, AMOR, RETIDÃO e NÃO VIOLÊNCIA.




O conhecimento acadêmico pode ajudá-los a ganhar a sua subsistência, mas a educação deve ir além da preparação para se ganhar a vida. Deve preparar-nos moral e espiritualmente para os desafios da vida.


Fonte:http://www.pedagobrasil.com.br/pedagogia/aescoladosvalores.htm

Texto de:Danielle Alves.Email:daniellesoutoaraujo@hotmail.com

Publicado em
06/02/2008