Display

Mostrando postagens com marcador CULTURA BRASILEIRA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CULTURA BRASILEIRA. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 25 de outubro de 2016

VALE EUROPEU

Vale Europeu: cultura e compras no vale do Itajaí

    A herança cultural dos colonizadores alemães, italianos, austríacos, poloneses e portugueses é a marca da região catarinense localizada no Vale do Itajaí
    Por Geraldo Gurgel

    Quem visita Blumenau (SC), em busca de cerveja, comida típica e outros atrativos característicos da cultura alemã pode esticar a viagem pelo Vale Europeu. O roteiro pode começar e terminar pela própria Blumenau que concentra boa parte dos atrativos turísticos da região. São muitas as opções espalhadas pelo Vale Europeu: da arquitetura típica à culinária, celebrada em grande estilo durante festas típicas; dos roteiros de compras pelas cidades-polo da indústria têxtil catarinense às celebrações religiosas que acontecem em vários municípios; do ecoturismo ao turismo rural. Tem opções para todos os gostos, bolsos e tipos de viajantes.
    A arquitetura, os costumes, a gastronomia e até os dialetos remetem ao velho continente. Em Blumenau, Pomerode, Brusque e Gaspar, a cultural alemã predomina. Em São João Batista, Rodeio e Nova Trento destaca-se a colonização italiana. Em quase todos os 49 municípios da região há festas que celebram a cultura dos imigrantes. O mês de outubro é marcado pelas tradicionais Oktoberfest (Blumenau), Fenarreco (Brusque), a Festa do Imigrante (Timbó) e a Kegelfest (Rio do Sul). Até o fim do ano tem a Festa Pomerana (Pomerode), a Anima Italiana (Rio do Sul), a Festitália (Blumenau), a Festa Trentina (Rio dos Cedros), a La Sagra (Rodeio) e a Weihnachtsmarkt (Ibirama).
    TURISMO DE COMPRAS – Algumas cidades do Vale Europeu são conhecidos destinos de compras. Brusque é um dos principais polos têxteis do país. No ramo calçadista, destaca-se São João Batista. Já Rio do Sul se sobressai pela produção de jeans. Enquanto Blumenau foi a primeira cidade do Vale Europeu a apostar no turismo de compras de cristais, porcelanas, têxteis, brinquedos e chocolates.
    TURISMO RURAL - Viajar pelas cidades do Vale Europeu é um dos passeios mais agradáveis que se pode fazer em Santa Catarina. A paisagem é entrecortada por rios e cascatas. Em 12 municípios da região as propriedades rurais oferecem hospedagem, pescarias, cavalgadas e trilhas, além de mesa farta, com café colonial, produtos orgânicos e caseiros. As paisagens incluem casas de estilo enxaimel (colonial alemão), moinhos, rodas-d’água, capelas e engenhos.
    Santuário de Azambuja em Brusque. Crédito: Prefeitura municipal
    TURISMO RELIGIOSO - O Vale Europeu também abriga santuários, capelas, oratórios, igrejas e grutas dedicadas a diversos santos. Só em Nova Trento são mais de 30 instituições ligadas à fé católica, incluindo o Santuário Santa Paulina, dedicado à primeira santa brasileira. Destacam-se, ainda, o Santuário Nossa Senhora de Azambuja, em Brusque e a Gruta Nossa Senhora de Fátima, em Doutor Pedrinho. O roteiro também tem igrejas luteranas em Blumenau, Aurora, Presidente Nereu e Ibirama, e uma igreja ucraniana, em Santa Terezinha.
    ECOTURISMO - Morros, vales, rios, cascatas e cachoeiras do Vale Europeu são um convite permanente para a prática de trekking, rapel, cascading, canyoning, mountain biking, voo livre e parapente. A tradição da bicicleta é mais uma herança dos colonizadores europeus e opção de esporte em contato com a natureza no roteiro catarinense.  O circuito ciclístico intermunicipal do Vale Europeu, com 300 km, atravessa nove municípios. Rio dos Cedros faz parte da rota e chama a atenção pela beleza dos lagos cercados de montanhas. Outra atração imperdível no roteiro dos ciclistas, pela sua beleza natural, é a caverna de Botuverá, a maior do Sul do país.
    fonte MINISTÉRIO DO TURISMO


    quinta-feira, 12 de novembro de 2015

    FESTA DO GUARANÁ EM MAUÉS, AMAZONAS

    31jan2014-claudia-leitte-se-apresenta-da-terceira-noite-do-festival-de-verao-de-salvador-1391220054685_1920x1080

    http://www.parintins24hs.com.br/

    Prefeito de Maués anuncia 36ª Festa do Guaraná

    A realização da 36ª Festa do Guaraná, foi anunciada na manhã dessa quarta-feira(04), pelo prefeito Pe. Carlos Góes (PT). O evento está confirmada para os dias 27, 28 e 29 de novembro tendo como atração nacional, a cantora Claudia Leite.
    O prefeito confirmou toda a programação com escolha da Rainha do Guaraná que representarão os bairros e a zona rural, a III Feira de Agronegócio, atrações locais e regionais.
    Ele recebeu o apoio dos grupos de dança Porantim e CDM que juntos formarão o espetáculo da Lenda do Guaraná.
    ” Vamos fazer a festa com recursos próprios e em respeito ao povo que se preparou para esse mega evento”, disse o prefeito.

    terça-feira, 3 de novembro de 2015

    CORRUPÇÃO - a semente dos escândalos

    FONTE  www.cartacapital.com.br

    Corrupção

    A semente dos escândalos

    O que diferencia o caso Banestado da Operação Lava Jato?
    O juiz Sergio Moro arbitra uma operação que investiga um extenso esquema de corrupção e evasão de divisas intermediadas por doleiros que atuam especialmente no Paraná. Uma força-tarefa é montada e procuradores da República propõem ações penais contra 631 acusados. Surgem provas contra grandes construtoras e grupos empresariais, além de políticos.
    Delações premiadas e acordos de cooperação internacional são celebrados em série. Lava Jato? Não! Trata-se doescândalo do Banestado, um esquema de evasão de divisas descoberto no fim dos anos 90 e enterrado de forma acintosa na transição do governo Fernando Henrique Cardoso para o de Lula.
    Ao contrário de agora, os malfeitos no banco paranaense não resultaram em longas prisões preventivas. Muitos envolvidos beneficiaram-se das prescrições e apenas personagens menores chegaram a cumprir pena. 
    Essas constatações tornam-se mais assustadoras quando se relembram as cifras envolvidas. As remessas ilegais para o exterior via Banestado aproximaram-se dos 134 bilhões de dólares. Ou mais de meio trilhão de reais em valor presente. Para ser exato, 520 bilhões.
    De acordo com os peritos que analisaram as provas, 90% dessas remessas foram ilegais e parte tinha origem em ações criminosas. A cifra astronômica foi mapeada graças ao incansável e inicialmente solitário trabalho do procurador Celso Três, posteriormente aprofundado pelo delegado federal José Castilho. Alguém se lembra deles? Tornaram-se heróis do noticiário?
    3x2graficos871_43.jpg
    Dois processos, o mesmo juiz: Sergio Moro. O BC de Loyola dificultou o trabalho do MP e da PF / Clayton de Souza e Celso Junior/Estadão Conteúdo
    Empreiteiras, executivos, políticos e doleiros que há muito frequentam o noticiário poderiam ter sido punidos de forma exemplar há quase 20 anos. Não foram. Os indiciamentos rarearam, boa parte beneficiou-se da morosidade da Justiça e a maioria acabou impune.
    Quanto à mídia, não se via o mesmo entusiasmo “investigativo” dos tempos atuais. Alberto YoussefMarcos Valério, Toninho da Barcelona e Nelma Kodama, a doleira do dinheiro na calcinha, entre outros, tiveram seus nomes vinculados ao esquema.
    Salvo raras exceções, CartaCapital entre elas, a mídia ignorou o caso. Há um motivo. Os investigadores descobriram a existência de contas CC5 em nome de meios de comunicação. Essa modalidade de conta foi criada em 1969 pelo banco para permitir a estrangeiros não residentes a movimentar dinheiro no País.
    Era o caminho natural para multinacionais remeterem lucros e dividendos ou internar recursos para o financiamento de suas operações. Como dispensava autorização prévia do BC, as CC5 viraram um canal privilegiado para a evasão de divisas, sonegação de imposto e lavagem de dinheiro.
    Em seu relatório, o procurador Celso Três deixa claro que possuir uma conta CC5, em tese, não configuraria crime, mas que mais de 50% dos detentores não “resistiriam a uma devassa”.  Nunca, porém, essa devassa aconteceu. A operação abafa para desmobilizar o trabalho de investigação começou em 2001. Antes, precisamos, porém, retroceder quatro anos a partir daquela data.
    A identificação de operações suspeitas por meio das CC5 deu-se por acaso, durante a CPI dos Precatórios, em 1997, que apurava fraudes com títulos públicos em estados e municípios. Entre as instituições usadas para movimentar o dinheiro do esquema apareciam agências do Banestado na paranaense Foz do Iguaçu, localizada na tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina e famosa no passado por ser uma região de lavagem de dinheiro.
    Das agências, os recursos ilegais seguiam para a filial do Banestado em Nova York. Informado das transações, o Ministério Público Federal recorreu ao Banco Central, à época presidido por Gustavo Loyola. Os procuradores comunicaram em detalhes ao BC as movimentações suspeitas.

    NISE DA SILVEIRA

    Atriz Glória Pires também foi premiada por sua interpretação no longa 'Nise - O Coração da Loucura'
    CULTURA.ESTADAO.COM.BR

    quinta-feira, 5 de março de 2015

    FESTAS POPULARES DO BRASIL

    Conheça as maiores festas populares do Brasil

    O calendário brasileiro é recheado de grandes festas. Saiba mais e programe-se para visitar estes grandes eventos

    Festas populares brasileiras
    É claro que o Carnaval sai na frente quando o assunto é festa popular brasileira, período em que gente de Norte a Sul se envolve na grande comemoração, que é sinônimo de música, alegria e muita diversão. 
    Mas nossa terra tem muito mais que isso. De uma ponta à outra do mapa, festivais, procissões e eventos que retratam os gostos e costumes da população ajudam a fazer do Brasil um dos países com maior representação cultural do mundo. 
    Selecionamos as grandes festas do calendário para você conhecer um pouco mais sobre as manifestações e, quem sabe, participar delas numa próxima oportunidade. 
    Lavagem da Escadaria do Bonfim – janeiro
    Essa é uma das festas mais tradicionais da Bahia e acontece desde 1974. A ideia era lavar o chão da Igreja do Bonfim, como sinônimo de purificação. Hoje, o ritual se resume a molhar a escadaria, do lado de fora. A procissão começa na Igreja da Conceição da Praia e percorre 8 km até o Bonfim. 
    As mulheres, vestidas de trajes típicos, carregam vasos com água de cheiro para lavar a escadaria. Em seguida, seguem os Filhos de Gandhi. A ideia é acompanhar a passeata de branco, que é a cor de Oxalá, o maior dos orixás e representante do Senhor do Bonfim no Candomblé. A lavagem acontece sempre na segunda quinta-feira de janeiro. (Foto: Rita Barreto/ Divulgação Bahiatursa) 
    Carnaval - entre fevereiro e março 
    Sem dúvidas, o Carnaval é a maior e mais conhecida festa brasileira. Tão grande que atrai turistas do mundo inteiro. Mas a origem dele não é aqui, não. Há diversas teorias de que possa ter começado na Mesopotâmia, em Roma ou na Babilônia. E, em todas as hipóteses, aconteciam festivais banhados a muita comida, bebida e prazeres sexuais. 
    O comum dessas histórias é que havia a inversão de papéis sociais: reis vestiam-se de escravos, homens de mulheres etc. Daí a origem das fantasias. Para a Igreja Católica, isso era considerado pecado, então surgiu a Quaresma, tempo de purificação dos pecados pós-carnaval. 
    No Brasil, a festa começou a ser comemorada na época colonial, com o festejo dos escravos nas senzalas. Aos poucos, foram surgindo os frevos, afoxés e enredos de samba que conhecemos hoje. Os lugares mais disputados para passar o Carnaval no Brasil são Bahia, Rio de Janeiro e Olinda. 
    Festa de São João – junho 
    Essa festa é comemorada no Brasil inteiro, mas é em Caruaru, em Pernambuco, que ela se destaca. O evento oficial acontece na cidade desde 1994 e a estrutura é imensa: um complexo no Pátio Luiz Gonzaga reproduz uma vila, tem um palco de shows e um pavilhão de exposição. Os rojões e foguetes são heranças dos portugueses e espanhóis que aqui festejavam na época da colonização. 
    As delícias nativas complementam o cardápio: amendoim, milho, coco etc. Em Caruaru, nessa época do ano, há desfile de drilhas, uma carro semelhante aos trios elétricos baianos. E muito show de forró e animação que vai até o sol raiar. 
    Festival Folclórico de Parintins – junho 
    Também conhecido como Festa do Boi Bumbá, o Festival Folclórico de Parintins acontece em junho, no Amazonas. Reza a lenda que a escrava Catirina, na gravidez, sentiu desejo de comer língua de boi. Para satisfazê-la, o marido Chico matou o animal do patrão e acabou sendo preso por isso. Para sair da prisão, os curandeiros o ajudaram a ressuscitar o bicho.  
    Por causa dessa história é que o animal é homenageado em Parintins. Nele, há o combate de dois bois: o Garantido, representado pela cor vermelha, e o Caprichoso, azul. Cada boi faz uma apresentação por noite e, no final, há a premiação, que acontece no Bumbódromo.
    Cada equipe é composta por mais de 3 mil pessoas e elas são avaliadas pelas histórias que contam. O Festival de Parintins é o maior espetáculo de ópera a céu aberto da América Latina e o maior de folclore no mundo. 
    Festa do Peão de Barretos – agosto
    Essa é uma das únicas festas brasileiras que não têm origem religiosa e dura cerca de dez dias. É realizada pelo clube Os Independentes e a primeira edição aconteceu em 1956, organizada por homens solteiros. A festa gira em torno de rodeios e conta com shows sertanejos (ou algum cantor da atualidade). 
    Hoje o grande evento é promovido em uma área de mais de 110 hectares, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer. A arena de rodeio tem capacidade para mais de 30 mil pessoas. Um outro atrativo da Festa de Peão de Barretos são as comitivas. Elas são inspiradas nos peões que antigamente conduziam os gados pelas pastagens. Hoje, são como times: têm trajes, hinos e bandeiras próprias. 
    Círio de Nazaré  - outubro 
    Trata-se de de uma procissão católica que acontece em Belém, no Pará, há mais de dois séculos. O objetivo dessa comemoração é homenagear Nossa Senhora de Nazaré, um dos títulos dados à Maria, mãe de Jesus. 
    A caminhada começa na Catedral de Belém e vai até a Praça Santuário de Nazaré, onde a imagem da Virgem fica exposta por 15 dias, para os fiéis venerarem e fazerem seus pedidos. São cerca de 2 milhões de seguidores todos os anos. Em 2004, aconteceu o maior Círio, com 9 horas de duração. 
    Oktoberfest - outubro
    A Oktoberfest tem origem alemã. Também conhecida como festa da cerveja, movimenta todo o estado de Santa Catarina, principalmente, a cidade de Blumenau. Ali acontece uma das maiores festas germânicas do mundo, seguindo os passos da original, em Munique. 
    A comemoração inclui desfiles com trajes típicos, danças, tiro ao alvo, comidas típicas e claro, muita cerveja. Em 2009, a festa bateu recorde: foram consumidos cerca de 450 mil litros de chope. 
    A Oktoberfest teve origem em 1810, quando o Rei Luis I, da Bavera, deu uma grande festa com corrida de cavalos para comemorar seu casamento com a Princesa Tereza da Saxônia. O evento passou a ser realizado todos os anos, com a população local, e se expandiu mundo afora.

    CULTURA BRASILEIRA

    Cultura popular nordestina brasileiraO Brasil é um dos principais países com maior diversidade cultural, o nordeste do país se destaca pela cultura rica herdada dos africanos, europeus e indígenas, assim como outros estados, possui suas gírias, religião, folclore, costumes e músicas. Atraindo todos os anos milhares de turistas do Brasil e do mundo. A culinária é uma das maiores riquezas da região, as receitas nordestinas se destacam pelo sabor apimentado como o acarajé, buchada, bobó de camarão, farofa de dendê e muito mais.

    Comemorações

    Comemorações nordestinasA região celebra em grande estilo o Carnaval, as capitais atraem milhares de pessoas principalmente em Recife e Salvador, milhões de foliões se divertem com os Bonecos de Olinda, Maracatu, Frevo, Micaretas, Trios Elétricos e o Bumba-meu-boi. Outras celebrações de origem nordestinacomo a Festa Junina que se destaca em todo o país, e a Folia dos Reis uma celebração em homenagem ao Natal

    fonte www.zun.com.br

    sábado, 17 de maio de 2014

    BRASILEIRO É UM POVO HOSPITALEIRO

    Brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas.


    Brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas.
    Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.
    Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.
    Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo – ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.
    Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal – e tem fila na porta.
    Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.
    Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de ‘Como conquistar o Cliente’.
    Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos..
    Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa. Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc… Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.
    Os dados são da Antropos Consulting:
    1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
    2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
    3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
    4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
    5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
    6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.
    7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
    8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
    9.Telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas..
    10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
    11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.

    Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?

    1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
    2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?
    3. Que suas AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE ganham os melhores e maiores prêmios mundiais? :)
    4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
    5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?
    6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
    7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?

    Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.É! O Brasil é um país abençoado de fato.
    Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.
    Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.
    Bendita seja, querida pátria chamada BRASIL!

    Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.


    FONTE
    http://dublinmix.com/brasileiro-e-um-povo-hospitaleiro-que-se-esforca-para-falar-a-lingua-dos-turistas/

    quinta-feira, 8 de maio de 2014

    DIVERSIDADE CULTURAL



    A diversidade cultural refere-se aos diferentes costumes de uma sociedade, entre os quais podemos citar: vestimenta, culinária, manifestações religiosas, tradições, entre outros aspectos. O Brasil, por conter um extenso território, apresenta diferenças climáticas, econômicas, sociais e culturais entre as suas regiões.

    Os principais disseminadores da cultura brasileira são os colonizadores europeus, a população indígena e os escravos africanos. Posteriormente, os imigrantes italianos, japoneses, alemães, poloneses, árabes, entre outros, contribuíram para a pluralidade cultural do Brasil.

    Nesse contexto, alguns aspectos culturais das regiões brasileiras serão abordados.


    Região Nordeste

    Entre as manifestações culturais da região estão danças e festas como o bumba meu boi, maracatu, caboclinhos, carnaval, ciranda, coco, terno de zabumba, marujada, reisado, frevo, cavalhada e capoeira. Algumas manifestações religiosas são a festa de Iemanjá e a lavagem das escadarias do Bonfim. A literatura de Cordel é outro elemento forte da cultura nordestina. O artesanato é representado pelos trabalhos de rendas. Os pratos típicos são: carne de sol, peixes, frutos do mar, buchada de bode, sarapatel, acarajé, vatapá, cururu, feijão-verde, canjica, arroz-doce, bolo de fubá cozido, bolo de massa de mandioca, broa de milho verde, pamonha, cocada, tapioca, pé de moleque, entre tantos outros.

    Lavagem do Bonfim
    Região Norte

    A quantidade de eventos culturais do Norte é imensa. As duas maiores festas populares do Norte são o Círio de Nazaré, em Belém (PA); e o Festival de Parintins, a mais conhecida festa do boi-bumbá do país, que ocorre em junho, no Amazonas. Outros elementos culturais da região Norte são: o carimbó, o congo ou congada, a folia de reis e a festa do divino.
    A influência indígena é fortíssima na culinária do Norte, baseada na mandioca e em peixes. Outros alimentos típicos do povo nortista são: carne de sol, tucupi (caldo da mandioca cozida), tacacá (espécie de sopa quente feita com tucupi), jambu (um tipo de erva), camarão seco e pimenta-de-cheiro.

    Festival de Parintins (AM)
    Região Centro-Oeste

    A cultura do Centro-Oeste brasileiro é bem diversificada, recebendo contribuições principalmente dos indígenas, paulistas, mineiros, gaúchos, bolivianos e paraguaios. São manifestações culturais típicas da região: a cavalhada e o fogaréu, no estado de Goiás; e o cururu, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A culinária regional é composta por arroz com pequi, sopa paraguaia, arroz carreteiro, arroz boliviano, maria-isabel, empadão goiano, pamonha, angu, cural, os peixes do Pantanal - como o pintado, pacu, dourado, entre outros.

    Procissão do Fogaréu
    Região Sudeste

    Os principais elementos da cultura regional são: festa do divino, festejos da páscoa e dos santos padroeiros, congada, cavalhadas, bumba meu boi, carnaval, peão de boiadeiro, dança de velhos, batuque, samba de lenço, festa de Iemanjá, folia de reis, caiapó.
    A culinária do Sudeste é bem diversificada e apresenta forte influência do índio, do escravo e dos diversos imigrantes europeus e asiáticos. Entre os pratos típicos se destacam a moqueca capixaba, pão de queijo, feijão-tropeiro, carne de porco, feijoada, aipim frito, bolinho de bacalhau, picadinho, virado à paulista, cuscuz paulista, farofa, pizza, etc.

    Feijoada
    Região Sul

    O Sul apresenta aspectos culturais dos imigrantes portugueses, espanhóis e, principalmente, alemães e italianos. As festas típicas são: a Festa da Uva (italiana) e a Oktoberfest (alemã). Também integram a cultura sulista: o fandango de influência portuguesa, a tirana e o anuo de origem espanhola, a festa de Nossa Senhora dos Navegantes, a congada, o boi-de-mamão, a dança de fitas, boi na vara. Na culinária estão presentes: churrasco, chimarrão, camarão, pirão de peixe, marreco assado, barreado (cozido de carne em uma panela de barro), vinho.

    fonte -
    http://www.mundoeducacao.com/geografia/diversidade-cultural-no-brasil.htm

    sábado, 17 de agosto de 2013

    MANCHAS DE VERGONHA


    Manchas de Vergonha

    12/08/2013 | Egon Heck *

    A Anistia Internacional vem acompanhando com preocupação a realidade dos Povos Indígenas no Brasil e particularmente no Mato Grosso do Sul. Foi no intuito de ver e sentir a atual situação desses povos que uma delegação coordenada por Salil Shetty esteve no acampamento da Teko'á wirixa (Xamã) Damiana, próximo a Dourados, na beira da BR 463.

    Uma "mancha de vergonha", conforme expressou o representante da Anistia. Ali onde a cana e a soja se encontram, onde casebres Kaiowá Guarani estão espremidos entre a cerca e o asfalto, talvez seja a mais contundente imagem da discriminação, racismo e genocídio em curso contra comunidades desse povo.

    A alta velocidade com que os veículos passam no local, sem nenhuma sinalização, fazendo frequentes vítimas, manchando de sangue asfalto e terra, é mais um trágico símbolo da violência estrutural ali implantada. Somente neste acampamento ocorreu a morte de 5 pessoas da mesma família, por atropelamento.

    A delegação acompanhada de várias lideranças indígenas da região e aliados, foi também, em silenciosa indignação, prestar sua homenagem às vítimas, especialmente crianças, mortas nos últimos anos, sem que até hoje nada tenha sido feito para punir responsáveis ou evitar a continuidade da tragédia. As cruzes na beira de um riacho, num resto de mata, tem que ser colocadas e visitadas às escondidas, pois os donos do agronegócio na região querem impedir a todo custo o sepultamento das vítimas neste local. E narra a Xamã Damiana que viu o corpo de sua tia, ser arrancado por uma escavadeira a mando dos mesmos.

    Não é apenas mais uma delegação a constatar a violência, contra os direitos humanos e étnicos de uma comunidade Kaiowá Guarani, é mais um grito de alerta internacional contra as "manchas de vergonha" espalhadas pelo Mato Grosso do Sul.

    Dia Mundial dos Povos Indígenas

    Por ocasião do dia mundial dos Povos Indígenas instituído pela ONU em dezembro de 1994, houve inúmeras manifestações, denúncias e protestos pelo mundo afora.

    A Coordenação Andina dos Povos Indígenas (CAOI) divulgou uma carta na qual chama atenção dos Estados nacionais e sociedade sobre o continuado desrespeito dos direitos dos povos indígenas, apesar de serem signatários de várias leis, normas e convenções que garantem o direito desses povos especialmente a seus território e recursos naturais, liberdade e paz.

    Concluem se pronunciando "contra a perseguição judicial e todas as demais formas de criminalização do movimento indígena de Abya Yala como estratégia de intimidação aos líderes indígenas e contra a liberdade de expressão e direito de protestar que os povos originários temos tido como única estratégia de visibilizarão de nossos direitos".

    Em Roraima em torno de 500 indígenas marcharam pelas ruas da capital Boa Vista, protestando contra a violação de seus direitos, entregando documento em várias repartições públicas. No documento denunciam as diversas ações em curso contra os direitos indígenas nos três poderes. Concluem conclamando "O Estado de Roraima deve aprender e trabalhar com a realidade local e adequar o plano de desenvolvimento a partir dos direitos indígenas. Com nossa Marcha no Dia Internacional dos Povos Indígenas, chamamos atenção das nossas autoridades públicas para a grave situação dos direitos dos povos indígenas em Roraima para reverter esse quadro negativo, pela Justiça e Dignidade."

    Mesa de diálogo ou de enrolação

    Frustração. Esse foi novamente o sentimento entre os mais de 40 mil Kaiowá Guarani no Mato Grosso do Sul. O governo, através de seus ministros havia prometido uma solução definitiva para a grave situação das terras indígenas desse povo e dos Terena. A reunião que deveria definir a proposta foi protelada do dia 5 para o dia 7, sem qualquer proposta concreta de solução, além de uma saída de duvidosa execução, para a Terra Indígena Buriti, onde foi assassinado pela polícia a liderança Terena Oziel.

    Os Kaiowá Guarani honraram sua palavra e não retornaram a nenhum território tradicional, originário, neste período. Já o governo, através da "mesa de diálogo" apenas gerou mais uma profunda decepção e total descrédito quanto às soluções infinitamente adiadas.
    Com nosso grande profeta e poeta Dom Pedro nos colocamos na sintonia da esperarnça e tranformação

    Oração da causa indígena

    Pai-Mãe da Terra e da Vida,
    Deus Tupã de nossos pais e mães,
    Venerado nas selvas e nos rios,
    No silêncio da lua e no grito do sol:
    Pelos altares e pelas vidas destruídas
    Em teu nome, profanado,
    Nesta nossa Abia Yala colonizada,
    Te pedimos que fortaleças
    A luta e a esperança dos povos indígenas
    Na reconquista de suas terras,
    Na vivência da prória cultura,
    Na fruição da autonomia livre.
    E dá-nos (a nós neocolonizaores)
    Vergonha na cara e o amor no coração
    Para respeitarmaos esses povos-raiz
    E para comungar com eles em plural Eucaristia
    Awere, Amém, Aleluia


    (Dom Pedro Casaldáliga)

    * Egon Heck Povo Guarani Grande Povo - Cimi, Brasília, 11 de agosto de 2013
    Fonte: Egon Heck / Revista Missões

    terça-feira, 11 de junho de 2013

    CIDADE DA FESTA DOS BOIS GARANTIDO E CAPRICHOSO

    Ilha Paraíso

    Os aspectos físicos e geográficos não traduzem totalmente o que é Parintins, a cidade dos Bumbás Caprichoso e Garantido, mas também uma cidadela simples que impõe atitude pelas diversas particularidades que possui e que encanta qualquer visitante que procura hospedagem na cidade. Hospitalidade, alegria, devoção e simplicidade são as chaves do sucesso dessa cidade.
    O modo de vida do parintinense é fruto de uma cultura mágica, difícil de explicar. Sem a euforia dos dias que antecedem o grande festival folclórico, Parintins é apenas uma aldeia de gente muito simpática, que anda pelas ruas de bicicleta, que pinta as fachadas das casas da cor do boi que faz pulsar a paixão, que conversa das tardes ao anoitecer em cadeiras de embalo nos batentes das portas e que também veste a melhor roupa, aos domingos para reverenciar na belíssima Catedral a santa do lugar, Nossa Senhora do Carmo.
    É um cotidiano simples, mas ao mesmo tempo repleto de artes. O povo de Parintins já nasce com dons especiais. São artistas que compõem, cantam, esculpi, pintam com muita habilidade e até criam novos rumos para o português, inventando um linguajar próprio. Bastam um visitante chegar que eles querem demonstrar carinho, fazendo sentir-se em casa, chamando logo de parente (o mesmo que cara ou irmão), mostrando a cidade e seus talentos com orgulho.                                           
    Cidade cercada de belezas naturais, Parintins, a ilha do Paraíso, se completa mesmo pelo povo que tem. Os atrativos turísticos se tornam, portanto, importantes, mas não fundamentais. A Catedral de Nossa Senhora do Carmo, a Vila Amazônia, as praias de Taracuera ou do Varre Vento e Serra de Parintins são visitas obrigatórias, mas não perca uma bate-papo informal com a gente do local. Afinal, Parintins é repleta de personalidades e de mitos como seu Valdir Viana, famoso curandeiro; Dona Maria Ângela, a mulher que tem a casa e os objetos todos em vermelho em homenagem ao boi Garantido, ou até o sábio e folclorista Simão Pessoa, praticamente o engenheiro intelectual do bumba Caprichoso.
    Visite os currais dos bois em Parintins, Caprichoso e Garantido, os personagens que projetam a cidade para o mundo. Conheça tudo e não esqueça, é claro, da culinária do local. E imprescindível.

    FONTE  http://parintins.com/docs/parintins/

    segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

    LINGUAGEM- CULTURA CUIABANA

    (Enviado por Deivisson Santos)
     
    O Texto a seguir foi retirado do blog jornalístico "Fala Sério Mix"

    O linguajar cuiabano é digoreste por VIVIANE PETROLI

    "Com o passar dos anos, diferentes culturas vieram para a capital mato-grossense junto com seus emigrantes de outros Estados e uma delas é o linguajar, que aos poucos vem se misturando com o de Cuiabá.

    "Siminino, Nhá cá chás criança, tchapa e cruz, vôte, demás de quente" são algumas das poucas palavras que até hoje escutamos pelas ruas de Cuiabá, independente se seja na região central ou ribeirinha da cidade.

    Segundo o secretário adjunto da Secretaria Municipal de Cultura, Móises Martins, o linguajar cuiabano está quase que desaparecido, mas ele prefere dizer que está modificado.
    Essa modificação no modo do cuiabano falar, se deve mais precisamente pelo processo migratório que a capital sofreu com a vinda dos paulistas, gaúchos, paranaenses, nordestinos, capixabas entre outros. “A migração ocorreu devido ao verdadeiro ‘El Dourado’ divulgado que era Mato Grosso”, explica Móises.

    Motivos
    Móises Martins também diz que há dois momentos que ajudaram para o fato de Cuiabá estar perdendo o seu modo de falar. Um deles é a enchente que ocorreu em 1974 e o outro é o processo de expansão da cidade. “Cuiabá é o refulgir de dois momentos. Primeiro a enchente de 1974 quando a cidade era totalmente ribeirinha, onde estava o reduto da cultura da capital. Com isso os ribeirinhos se expandiram pela cidade formando novos bairros. O segundo momento é quando Cuiabá passou pelo processo de expansão urbana, no qual o único bairro planejado foi o do CPA.”, diz.

    Cidade modificada

    Cuiabá antigamente tinha características coloniais que ajudavam a manter viva sua cultura e linguajar. Conforme o passar dos anos, a cidade foi se transformando, prédios foram surgindo e casarões foram sendo derrubados.

    “Outro olhar sobre a cidade foi um fator que levou à modificação do nosso linguajar cuiabano. Hoje não se sabe distinguir se Cuiabá ainda é uma cidade colonial ou uma cidade moderna. Podemos ver prédios de vinte andares sem garagem, por exemplo, não ter garagem é coisa de antigamente”, conta Moises que ainda lembra o surgimento das Universidades que cada vez mais trazem estudantes de fora.
    Revendo e Reciclando a cultura cuiabanaMoises Martins, recentemente, para trazer de volta a história de Cuiabá, lançou a segunda edição do seu livro “Revendo e Reciclando a cultura cuiabana”, onde aborda diversos temas sobre a cidade como a criação, o porquê do nome, divisão do Estado e um amplo glossário de aproximadamente mil palavras do linguajar cuiabano.

    Mas a quem acredite que esteja mais vivo do que nunca
    Para Pedro Rocha Jucá, autor do recém concluído livro virtual ‘Da linguagem cuiabana’, o linguajar cuiabano está mais vivo do que nunca. “Vejo o linguajar por outro ângulo. Ele está mais vivo do que se pensa. Durante o seu processamento, ao longo de séculos, ninguém percebeu que se construía uma linguagem própria, que ficou cristalizada no passado, na sua origem”.
    Ele ainda diz que “quando houve o confronto mais próximo e mais amplo com o português culto, alguns preferiram não usar a linguagem ‘carregada’ do cotidiano. Depois, veio a expressão mais forte do costume, uma espécie de afirmação como identidade histórica de um povo que aprendeu a viver sozinho no isolamento geográfico”.


    Segundo Pedro o linguajar cuiabano ou linguagem cuiabana, como prefere dizer, continua tendo forças e cada vez maior, pois diz que nos últimos trinta anos foi alvo de pesquisa e estudos que mostram a sua importância para a língua portuguesa. “Os Lusíadas, de Camões, estava nas bibliotecas particulares de Cuiabá e foram encontrados rabiscos dele em paredes, com uma manifestação de saudades das raízes portuguesas. A linguagem cuiabana nunca deve ser motivo para críticas, pois quem a ouve hoje é um privilegiado, sentindo a manifestação de séculos e da soma de ricos valores dos portugueses, dos índios e dos negros”.

    Da linguagem cuiabana
    Nascido em Crato, no Cariri berço do povoamento da Capitania do Ceará que foi criado antes mesmo da Capitania do Mato Grosso, Pedro Rocha Jucá acaba de concluir seu livro virtual sobre o linguajar cuiabano. Ele diz que as origens do modo que se fala aqui e em sua terra natal são semelhantes. “Nas minhas pesquisas, encontrei um alto índice de palavras semelhantes ainda em uso nos atuais Estados. Mas aqui em Mato Grosso, o isolamento geográfico produziu uma riqueza tão valiosa quanto ao ouro, ao diamante, às pedras preciosas: uma linguagem que desafia os séculos. As minas se esgotam, mas a riqueza cultural de um povo é enriquecida de geração em geração. Com o livro ‘Da linguagem cuiabana’ destaco tudo isto e fico feliz em participar desse processo, que ainda continua
    ”.

    Você já ouviu falar em camarinha ou em digoreste? Não? Então confira algumas palavras do linguajar cuiabano:

    Camarinha = Quarto de dormir
    Agora, de que será? = Não pode ser!
    Digoreste = Muito bom, legal, da melhor qualidade
    Pau rodado = Pessoa de outra cidade que vem para Cuiabá "

    _____________________________________________________________



    Confira algumas palavras do linguajar cuiabano de A até Z e os seus significados que fazem parte do livro ‘Da linguagem cuiabana’ de Pedro Rocha Jucá:

    Adobe............................................Tijolo grande de barro prensado manualmente
    Advena..........................................Gente de fora, não é cuiabano
    Adufo.............................................Tamborete quadrado, de couro, usado no Cururu
    Alcova............................................Quarto do casal
    Apatacado....................................Endinheirado, rico
    Apear...........................................Desmontar da montaria, descer de um carro, perder regalia
    Azular..........................................Sumir
    Arca caída....................................Dor na boca do estômago ou nas costelas
    Até na Oreia.................................Repleto, cheio, demais
    À unha seca..................................Encontrar diamante em cascalho ainda não lavado
    Babuja..........................................Doces, balas, guloseimas
    Bacurau........................................Caipira
    Baguá...........................................Pessoa Valente
    Bagueragem.................................Gesto grosseiro, sem educação
    Balaio...........................................Cabelo em grande quantidade, despenteado
    Bambolê.......................................Chinela de borracha
    Beiradear......................................Margear
    Bixiguinha....................................Catapora
    Boiota...........................................Pessoa abobalhada
    Bamboleiar as cadeiras................Balançar as cadeiras, balançar os quadris
    Boi de piranha.............................Sacrificado para salvar os demais
    Bom demás..................................Muito bom
    Caapiá..........................................Vegetal rasteiro. O pó da raiz dá um especial ao guaraná
    Cafuçu.........................................Alguém feio
    Cachi...........................................Faca que ficou menor depois de muitas vezes amolada
    Cambambá..................................Bando, cambada, grupo
    Enfarruscado.............................Tempo fechado, nublado, bruscoEnleiar.......................................Enrolar, prender em algo
    Enxarquerar...............................FuxicarEmbandeirado com....................Acompanhando alguém, seguindo alguém
    É um borra-botas.......................Não vale nada
    Está de chico..............................Está mestruada
    Famaná..................................Famoso, importanteFoveiro, fouveiro...................Desbotado, quase sem cor
    Fuá.........................................Desordem, confusãoFicar fofo de esperar............Esperou demais
    Gafeira.................................Coceira em geral
    Gatanhar..............................Arranhar, namorar fora do limite
    Gordurame..........................Comida, bóiaGirau...................................Mesa improvisada, usada na zona rural
    Gente de quem?..................Pertence a qual família?Haveres...............................Bens de fortuna
    Hora de Ângelus.................Ato religioso católico, às 18 horas
    Imbicar...............................Aportar, chegar
    Inhanha..............................Situação dificilInquirir...............................Perguntar
    Ioseilá................................Não sei...Ispiaí..................................Olha aí...
    Jimbre................................Dinheiro, moeda
    Jujo...................................Qualquer planta medicinal
    Juntar cisco........................Juntar lixo de pequeno tamanhoJáprecei..............................Já consultei o preço
    Ladino................................Esperto, sabido, inteligente, vivoLindeiro.............................Da fronteira, fronteiriço
    Lusco-fusco.......................Claro-escuro, meia claridade
    Macambúzio......................Tristonho
    Madorna............................SonolênciaMichinga...........................Pequena mosca que sobrevoa frutas podres
    Nhô....................................Referindo-se a um senhorNo gôto..............................Na parte interna da garganta
    Na chincha.........................Quando se faz algo certo, com seriedade
    Num vô co cha cara...........Não gostei de você
    Obração.............................DiarréiaOpilado.............................Pálido
    Pachola.............................Pilantra, almofadinhaPampero...................Briga, confusão, agitação
    Panela......................Cárie dental grande
    Pastinha...................Franja de cabelo sobre a testa
    Pêta.........................Mentira, logro, enganoPau-rodado.............Não nasceu em Cuiabá ou em Mato Grosso
    P’ra dedéu..............Para muitos, para sobrar, em abundânciaQuadra...................Época, período, momento
    Quizila...................Antipatia, aversão, prevenção, questão social
    Quiçaça..................Mata fechada, de difícil acesso
    Que nem cachorro de bugre......Não tem onde ficar, sem paradeiroQuem bejô, bejô; quem não bejô, não beja mais......Acabou, terminou. É o fim
    Saroba....................Mato muito sujoSiminina.................Essa menina
    Taludo....................Grande, forte, crescidoTibi........................Lotado, cheio, completo
    Ta empachado......Está com prisão de ventreTirrim, fechou o balaio......Fim de papo. Encerrou tudo.
    Uciêza....................Sem-vergonhice, libertinagem
    Uma nesga de... ......Um pouco de...
    Vasanico..................Baixa no nível do rio em período de chuvaVerve.......................Malícia
    Vá tomar mate com garfo.....Não torre a minha paciência
    Vôte!........................Rejeição, espanto
    Xirimbavo................Serviçal, no sentido pejorativo
    Zamboada................Mata difícil de acesso, reunião de gente metida