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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Voo panorâmico no Himalaia: eu vi o cume do Everest de pertinho!

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Continuando o resumão das férias na Índia e no Nepal, hoje vim compartilhar com vocês uma das experiências mais incríveis que vivenciei: um vôo panorâmico nos arredores do Himalaia!

A Cordilheira do Himalaia é a cadeia montanhosa mais alta do mundo e abrange cinco países (Índia, China [que inclui o Tibete], Butão, Nepal e Paquistão) e contém a montanha mais alta do planeta, o Monte Everest.

Eu nunca teria coragem de escalar uma montanha, é aventura demais pra mim, mas quando o Marcelo comentou sobre esse o voo panorâmico, fiquei animada, embora com um medo danado! Em dezembro de 2013 sobrevoamos as Linhas de Nazca, no Peru, e eu amei o passeio. Eu também estava receosa, afinal nunca tinha entrado num avião tão pequeno, mas o voo foi muito tranquilo. No Nepal, eu fiquei mais tensa porque sempre soube que há grande probabilidade de turbulência em regiões montanhosas e, se hoje em dia meu pavor de voar desapareceu completamente, o medo de turbulência forte infelizmente ainda persiste. Pensei, repensei e fui convencida a ir pelo cara do hotel em Kathmandu que nos vendeu as passagens. Ele disse uma coisa que me fez pensar que a gente realmente não tem controle sobre o nosso destino e que, se tudo desse certo (o que, pensando racionalmente, era o mais provável), eu iria me arrepender de não ter vivido essa experiência.

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No dia seguinte pela manhã um motorista veio nos buscar e partimos em direção ao aeroporto. Fizemos o check-in como numa viagem normal e recebemos os bilhetes de embarque.

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A companhia aérea (SIMRIK AIRLINES) forneceu o mapa da foto acima, com os nomes das montanhas que iríamos ver durante o voo.

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Quando vi o avião, fiquei mais tranquila porque ele acomodava umas 20 pessoas e não era tããããão pequeno. Ufa! Mesmo assim, a tensão era grande…

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As janelas desse avião eram menores do que as do avião de Nazca e os vidros estavam meio riscados e/ou embaçados. Isso não chegou a atrapalhar a experiência, mas o ideal seria que os vidros fossem trocados para melhorar a visibilidade.

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Como num voo regular, a comissária de bordo fez seu speech e nos alertou sobre o cinto de segurança. O teto do avião era tão baixinho que nem eu com 1,60 m conseguia ficar em pé, rs!

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Na foto acima, dá pra ter uma noção de como o avião era apertadinho.

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Além do nosso mapa com os nomes das montanhas, a comissária ia mostrando os picos à medida que nos aproximávamos deles.

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Depois de somente alguns minutos de voo já conseguíamos avistar os picos…

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É nessas horas que reafirmo pra mim mesma que perdi o medo de voar. O céu azulzinho, a cadeia de montanhas, as nuvens… toda essa paisagem me dá uma enorme sensação de paz, que só é perturbada quando há turbulência forte, rs!

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O voo foi tranquilo, a turbulência que eu esperava não aconteceu e eu pude curtir o voo numa boa. O Marcelo sentou no lado esquerdo do avião e eu, do lado direito. Foi ótimo porque fotografamos as mesmas paisagens de ângulos diferentes.

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Todos os passageiros são convidados a fazer uma visita à cabine de comando durante o voo e lá o co-piloto apontou os picos mais famosos e fez alguns comentários sobre eles. Tanto os pilotos quanto a comissária foram muito simpáticos e falavam bem o inglês.

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Desde pequena tenho o sonho de viajar no cockpit! Acho que deve ser o máximo ver o avião decolar lá de dentro da pequena cabine. Então eu amei quando chegou a minha vez de me aproximar e compartilhar a visão dos pilotos!

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Fico enlouquecida com tantos instrumentos, botões e luzinhas piscando! Como é que alguém consegue se entender com tudo isso? Rs!

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O lado direito do avião, onde ficava o meu assento, tinha uma visão mais próxima das montanhas.

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O trajeto segue a cadeia do Himalaia até se aproximar do Everest, o ponto alto do voo, claro! Em seguida, faz a volta e retorna. Conforme o Marcelo escreveu em seu relato, “É relativamente rápido. É espetacular. E inesquecível”. Acho que o percurso todo durou mais ou menos uma hora.

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É realmente emocionante ver o topo do mundo de pertinho! Eu, que nunca sonhei em viajar para o Nepal e muito menos fazer esse voo panorâmico no Himalaia, estava em êxtase!

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Eu só tinha uma expectativa que se revelou incorreta… achava que conseguiria ver algum alpinista comemorando a chegada ao cume, rs!

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No final do passeio, recebemos um certificado de voo que, pra mim, é muito mais do que um souvenir de viagem. Como já comentei algumas vezes, eu tinha pavor de voar e conseguir embarcar num avião desse tamanho, relaxar e curtir o momento é uma grande conquista pessoal!

Para terminar esse relato, deixo aqui outra frase no Marcelo publicada em seu post no site MOCHILEIROS:

“Eu não escalarei o Everest na minha vida e muito provavelmente não farei o trekking até a base dele. Então, repetindo, o voo foi uma realização de um (ex-)leitor voraz de livros sobre escaladas ao Everest”.

Voltamos para o hotel, tomamos o café da manhã e saímos para explorar a cidade de Kathmandu, a capital do Nepal. Mas essa história vai ficar pra outro post, OK?

Um grande beijo pra todos com votos de um início de ano promissor!!!!

Bonfa-ass

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Comprinhas na Índia e no Nepal: dicas sobre a cultura da barganha

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Bom dia, pessoal!!!! No post de hoje compartilho com vocês as fotos das comprinhas que fiz na última viagem de férias com dicas do que eu acho que vale a pena trazer da Índia e do Nepal. Meu critério é sempre o mesmo: procuro por peças de artesanato que sejam representativas dos lugares que visito e que eu não encontro no Brasil. Na Índia me deparei com muita coisa que já havia visto aos montes por aqui e nas lojas para turistas onde os motoristas de táxi ou de tuk-tuk nos levaram, achei tudo muito padronizado e caro. Mas taí o macete: os caras ganham de 40% a 60% de comissão quando conseguem que o turista compre nas lojas indicadas por eles e esse valor é embutido na nossa compra, obviamente. As primeiras peças que nos mostravam eram sempre as mesmas: joias e tapetes, não por acaso os artigos mais caros. Se eu estivesse interessada, minha bolsa de viagem enxuta não seria problema porque eles mandam entregar no Brasil, mas não era o caso.

Assim como em alguns países para os quais viajei nos últimos anos (Turquia, Egito e Tunísia), na Índia existe a cultura da barganha. Você nunca deve aceitar o primeiro preço estipulado pelo vendedor e, se algo custa mil rúpias, é possível reduzir esse valor até que ele chegue a 100! Bom, isso depende da loja e do vendedor, mas o fato é que a maioria dos indianos acredita que os estrangeiros devem ser sobretaxados e começam a negociação jogando o preço nas alturas. É preciso fingir desinteresse, além de ter uma boa dose de paciência e disposição para barganhar até chegar a um valor justo. Vou confessar pra vocês que me sinto bastante desconfortável com esse esquema, mas é assim que as coisas funcionam no país. Gosto de ver as lojas com calma sem ninguém do meu lado, de reparar nos detalhes das peças e, se eu acho o preço bom, pago o valor da etiqueta. Adoro essa liberdade e foi pela falta dela que não consegui comprar nada na primeira metade da viagem. Bastava olhar com mais atenção para a vitrine de uma loja pra que o vendedor me perseguisse por três quarteirões (literalmente!) querendo que eu entrasse lá pra me mostrar coisas pelas quais eu não tinha o menor interesse. Essa atitude me espantava e eu passei a usar óculos escuros pra espiar discretamente os artigos à venda, rs! Em Varanasi aconteceu o ápice da chateação: estava na baixa temporada e havia pouquíssimos estrangeiros, ou seja, éramos alvejados a todo momento por vendedores de tudo quanto é coisa que não nos permitiam caminhar com tranquilidade para observar a vida na cidade. Algumas vezes foi preciso dizer 30 “nãos” para que o cara desistisse.

A sapatilha da primeira foto, conhecida como jutti, foi comprada em Amritsar, na segunda metade da viagem, uma cidade que amei e onde a cultura da barganha parecia quase não existir, os preços das lojas eram fixos e os vendedores aceitavam nosso primeiro “não”. Que delícia! Era hora de começar a fazer comprinhas na Índia!

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O jutti da foto acima é aberto atrás e parece um chinelinho. Gostei muito das listras coloridas, do pompom e do formato da ponta do calçado que lembra o sapatinho do Aladim, rs! Taí algo que, se não fosse a impaciência do Marcelo para compras, eu gostaria de ver com calma e provavelmente traria mais alguns pares na bagagem. O melhor lugar para encontrar esse tipo de calçado é o norte da Índia, mais especificamente a região de Punjab. Não sei se eles entregam no Brasil, mas encontrei essa loja on-line que vende modelos super fofos:

http://www.peshkadmi.com/

Os meus custaram o equivalente a 16 reais.

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Vi várias indianas usando brincos como os da foto acima. Elas adoram se enfeitar com muitos acessórios, incluindo pulseiras, tornozeleiras e colares bem chamativos.

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Gosto muito desses modelos com penduricalhos que balançam quando a gente mexe a cabeça. Acho um charme! Os dois brincos foram comprados em Mc Leod Ganj, outro lugar no qual o pessoal até aceita barganhar, mas não insiste, e os preços eram fixos na maioria das lojas em que entrei.

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Saí do Brasil com a certeza de que eu traria um sari da Índia, mas eis que o tempo passou e, apesar de me apaixonar por alguns modelos que eu vi as mulheres usando nas ruas, nas poucas lojas em que entrei não encontrei nada que me agradasse. Além disso, eles são muito pesados e possuem entre 5 e 9 metros de comprimento. Achei que só usaria uma única vez na vida numa festa temática e então desisti da compra. Mas as indianas não usam só saris, ahaaaa! São poucas as que se vestem de forma totalmente ocidental, mas muitas adotam o salwar kameez, uma espécie de túnica ou vestido que aparece na loja da foto acima. Podem ser curtos ou compridos e normalmente são enfeitados com bordados e canutilhos. Tudo sempre bastante colorido! Por baixo do vestido, a norma é usar calças larguinhas e um lenço para complementar o visual, como vocês podem conferir nas fotos abaixo.

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Percebi que existem os modelos para o dia a dia, feitos com algodão e tecidos similares, e os para dias de festa, simplesmente deslumbrantes e cheios de detalhes, conforme vi NESSE LINK.

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Eu optei por um modelo simples que pudesse usar normalmente no Brasil. Vi algumas meninas mais moderninhas combinando a vestimenta com legging, que é o que pretendo fazer. Essa peça custou o equivalente a 18 reais em Amritsar.

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Essa blusa não é nada tipica, mas adorei as cores e o estilo soltinho. Custou 12 reais em Mc Leod Ganj. Tinha outra em tons de rosa que fiquei na dúvida se comprava e perguntei ao vendedor se ele faria um desconto nas duas peças só pra testar a questão da barganha. Ele disse que não, a loja tinha preço fixo e não poderia vender por menos do que o estipulado. Gostei da atitude, mas como estava na dúvida, acabei não trazendo a segunda blusa.

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Comprei o lenço da foto acima em Varanasi, na cidade onde encontrei os vendedores mais chatos e insistentes da viagem. Entretanto, achei duas lojas com preço fixo e foi lá que fiz as primeiras aquisições no país. Custou 56 reais porque, teoricamente, é feito com fios de lã, mas como tudo na Índia, não dá pra ter certeza, rs!

Eu só havia levado um lenço na mala, peça essencial pra entrar nas mesquistas e outros templos que exigem a cabeça coberta. Também é útil para jogar sobre os ombros a fim de ficar mais discreta e tentar evitar os olhares masculinos. Se bem que isso não dá muito certo porque, conforme pude conferir na prática o que li antes de viajar, os indianos olham mesmo, muito, sempre e sem disfarçar, independentemente da mulher estar acompanhada ou não. As indianas podem até mostrar a barriga, mas nunca os ombros. Mesmo sabendo disso, insisti em levar algumas camisetas regata por causa do calor que eu imaginava enfrentar, mas depois percebi que a sensação de 45 graus em clima seco é muito mais agradável do que os 35 graus no calor úmido do Rio. Conclusão: eu poderia ter levado somente camisetas com manga sem sofrer com a temperatura. Fica aqui a dica!

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Na Índia, lenços também são úteis para esquentar o corpo se a temperatura baixar, como aconteceu em McLeod Ganj, que fica nas montanhas. Basta usá-los como xales. Além disso, você pode estar com uma roupinha super simples, como as que levei nessa viagem, mas é só colocar um belo lenço colorido que o visual se torna bem mais interessante. O da foto acima foi comprado na mesma loja em Varanasi.

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Adoro tudo o que é colorido e vibrante e por isso esse lenço é a minha cara. Comprei-o pelo equivalente a 12 reais numa loja em McLeod Ganj. O tecido é simples, mas a estampa me cativou tanto que trouxe o mesmo modelo em duas cores.

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Fazendo a estreia do lenço no fim de tarde em MacLeod Ganj

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O lenço da foto acima, que não sei se vou usá-lo como tal ou transformá-lo em toalha de mesa, custou somente 6 reais numa lojinha bem pequena que vendia água, refrigerantes, balas e outras guloseimas em Varanasi.

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Ameeeeei esse cachecol de tricô que encontrei em Katmandu no Nepal. Uma colcha linda me chamou a atenção na vitrine e entrei pra dar uma espiada no que mais a loja tinha a oferecer. Assim como Amritsar e McLeod Ganj, Katmandu é um lugar tranquilo para fazer compras onde não esbarrei com nenhum vendedor insistente. Comprei a peça pelo equivalente a 35 reais, se não me engano.

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Uma coisa que tem aos montes no Nepal é pashmina. As peças são produzidas a partir da subcamada de lã das cabras Changthangi que habitam o Himalaia. Um xale feito com 100% de pashmina pode custar bem caro, mas a maioria das lojas vende peças mescladas com outros fios e assim o preço cai. Confesso pra vocês que não encontrei nenhuma que me agradasse porque, apesar do tecido ser valorizadíssimo, o que me atrai mesmo são as padronagens. Segundo o guia LONELY PLANET, você encontra xales que custam entre 8 e 80 dólares, mas as peças com 100% de pashmina são ainda mais caras.

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Feltro é outro material bastante comum no Nepal e passei por muitas lojas em Katmandu que vendiam bolsas, móbiles, fantoches, descanso de panelas, tapetes e porta-copos como os da imagem acima. Eu já havia visto esse trabalho com bolinhas de feltro numa revista de decoração e lembro que custava uma fortuna! Lá paguei 2 reais por cada peça e ainda ganhei um broche de joaninha como brinde.

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Em Katmandu também vimos muitas bijouterias, objetos usados em rituais budistas e máscaras de papier machê coloridas representando divindades nepalesas.

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Eu trouxe pra casa uma dessas máscaras que, como souvenir, acho que é o que há de mais representativo da cultura nepalesa.

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Outro item de artesanato bastante característico do Nepal são as janelinhas esculpidas em madeira que encontrei em várias lojas e se assemelham às portas, janelas e colunas típicas da arquitetura local. Há peças de diversos tamanhos e diferentes níveis de capricho e detalhamento. Como são artesanais, vai sempre haver um pequeno “defeito” aqui e ali, mas acho que essa é justamente a beleza dos objetos feitos à mão. Algumas podem ser usadas como porta-retrato ou como suporte para um espelho. As que comprei pra mim e para presentear foram as seguintes:

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Eu simplesmente adooooro artesanato em madeira e não tinha a menor ideia de que encontraria tantas lindezas no Nepal. Por isso, na minha opinião, essas foram as melhores comprinhas da viagem!

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Uma amiga me pediu uma imagem de Buda e trouxe pra ela essa pequena estatueta de madeira.

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Vi lindos sinos de metal no Nepal. Gosto muito do som que eles fazem quando expostos ao vento. Não trouxe nenhum porque eu não saberia onde colocá-lo no meu apartamento já lotado de objetos decorativos, mas acho que é uma boa dica do que vale a pena comprar no país.

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A bandeira nepalesa é uma das poucas que consigo reconhecer em meio a tantas outras por causa de seu formato inusitado. Aproveitei pra trazer um chaveiro pra mim e outro para presentear.

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Voltando à Índia, nossa última cidade visitada na viagem foi McLeod Ganj, lugar que reúne tantos exilados tibetanos que até agora eu me confundo quando penso nela. É lá que fica a residência oficial do Dalai Lama e por isso há muitos monges e estudantes do budismo circulando pelas ruas. Eu me senti mais no Tibete do que na Índia e essa experiência foi bem interessante porque permitiu que tivéssemos contato com a culinária tibetana e butanesa. O Marcelo concordou que o SHAMU DATSE, receita típica do Butão, foi o melhor prato que provamos nesses 20 dias! E olha que a gente amou a culinária indiana, hein? Trata-se de uma mistura de legumes e cogumelos imersos num creme de queijo bem temperado e também apimentado. Simplesmente sensacional!

A primeira comprinha que fiz por lá foi uma caixa com 12 latinhas de metal decoradas contendo perfume sólido que podem enfeitar a casa ou colocadas na bolsa.

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No aeroporto de Delhi, que aliás, é um dos maiores, mais modernos e mais bonitos que já vi, há muitas lojas charmosas. Os preços são mais altos do que na cidade, lógico, mas lá encontrei artigos que não vi em outro lugar, com destaque para esses ímas de geladeira super fofos com ilustrações estilizadas de divindades hindus da THE LOTUS HOUSE.

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A loja HAPPILY UNMARRIED também chamou a minha atenção por vender produtos criativos e originais. Não por acaso, seu slogan é “India out of the box”. Os souvenirs inspirados na cultura e no cotidiano dos indianos são bem humorados e brincam com as peculiaridades do país. Foi por isso que adorei a placa de metal com os dizeres “Horn please”, que significa “Buzine, por favor”. Dêem uma olhada na sequência de fotos abaixo. Uma das características mais marcantes da Índia é seu trânsito caótico e o que mais a gente ouvia nas ruas era som de buzina!

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A placa de metal imita a traseira dos caminhões, sempre muito coloridas e cheias de grafismos, além do texto incentivando os motoristas a buzinarem, o que a galera faz com muita vontade e empolgação. É essa a maneira deles se comunicarem no trânsito e de avisarem que estão praticamente colados atrás de você, rs!

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O cabideiro com os elefantinhos que pretendo usar para sustentar meus colares é uma peça lúdica e fofa que comprei em Varanasi, numa loja com preço fixo, como praticamente todas onde me senti à vontade para entrar e gastar, rs! Custou somente 8 reais. Pelos preços que estou colocando aqui, dá pra perceber que as lojas com preços fixos não são caras, né? No fim das contas, achei que não valia a pena me estressar barganhando se eu podia comprar o que quisesse com tranquilidade a um valor ótimo para os padrões brasileiros. Só as “lojas pra turistas” em que os motoristas de táxi e tuk-tuk nos levaram é que cobravam preços absurdos, bem acima do que eu pagaria pelos mesmos produtos no Brasil, o que não fazia o menor sentido.  

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Esperei chegar no Free Shop do aeroporto de Delhi para comprar comida indiana. Encontrei algumas caixas da marca KITCHENS OF INDIA, mas lembrei de tê-las visto no EMPÓRIO FARINHA PURA, se não me engano. Então optei por outra marca, a NEESA, para experimentar.

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Provamos três doces indianos, dois dos quais não registrei os nomes, mas lembro bem do GULAB JAMUN, um bolinho de leite embebido em água de rosas que comemos diversas vezes. Todas as sobremesas que experimentamos estavam deliciosas, uma delas lembrava arroz doce e a outra parecia um mingau grosso. Foi por isso que comprei a caixa da foto acima.

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O KAJU BURFI é feito com castanha de caju e açúcar. Essa versão na caixinha veio coberta com uma fina camada de prata comestível (isso mesmo, é prata de verdade!) que também encontramos em outros doces. Gente, isso é muito bom e taí uma coisa que eu me arrependo de não ter comprado em maior quantidade!

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O SOAN HALWA é feito com amêndoas e pistache. Ainda não abri a caixinha porque não consigo comer essas iguarias sozinha. Amo compartilhar minhas descobertas com a família ou com os amigos mais chegados e então estou guardando a guloseima para uma ocasião especial.

O que também vale muito a pena comprar na Índia são temperos, especiarias, chás, óleos aromáticos e incensos.

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Lembram da bagagem que levei nessa viagem, cuja foto compartilhei no Instagram e Facebook? Saí do Brasil somente com a bolsa verde da foto acima que pesava 5 kg e não estava cheia nem pela metade. Bati meu recorde de desapego!!!! Dentro da bagagem havia três calças de tecido leve, uma bermuda comprida e larguinha, oito camisetas, duas blusas de tecido, um casaquinho para o avião, um lenço, um tênis e uma sapatilha, além da necessaire, do estojo de maquiagem e de uma bolsinha com a lingerie.

Na última hora, resolvi trocar a botinha de trekking que era muito mais volumosa e pesada por um par de sapatilhas, o que se revelou uma sábia decisão. Mesmo levando tão pouca coisa, usei uma das calças uma única vez e nem toquei num par de meias e numa camiseta preta. Como eu lavava as roupas no chuveiro quase todos os dias, repetia as mesmas peças limpinhas. Só não dava pra lavar as calças porque não secariam a tempo. Essas sim, voltaram bem sujinhas, rs!

A maioria das pessoas, incluindo meus amigos próximos, meus pais e o pessoal do aeroporto em São Paulo ficou surpresa com minha bagagem super enxuta, mas os estrangeiros nem tanto. Encontramos muitos mochileiros que também viajavam com pouca coisa e, como passamos duas noites dormindo em trens indianos onde não vimos espaço para bagagem, percebi que carregar uma mala grande nesse nosso estilo de viagem econômica seria um enorme inconveniente. Sendo assim, minha bolsa “dormiu” junto comigo no beliche, o que me deixou mais segura.

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Foi só na metade da viagem que comecei a fazer comprinhas e, como algumas peças eram bem frágeis, tomei o cuidado para não ultrapassar o limite de peso da bagagem de mão, que era 7 kg nos quatro voos internos que pegamos nesses 20 dias de passeio. No fim das contas, só pesaram nossa bagagem em São Paulo. A do Marcelo tinha 7 kg, mas como ele nunca compra nada (nem um mísero alfinete, rs), ela voltou do mesmo jeito que foi.

Na volta pra casa, minha bolsa estava mais gordinha, como vocês podem conferir na foto acima, mas ainda tinha bastante espaço nas laterais e nos cantinhos internos. Enfim, depois dessa viagem descobri que é possível andar arrumadinha mesmo levando poucas roupas e ainda voltar com um bom número de comprinhas! A não ser em viagens para os Estados Unidos, onde é praticamente impossível não trazer duas malas lotadas, não pretendo despachar mala nunca mais, rs! Bom, a não ser que eu compre um faqueiro de 24 peças (como já aconteceu uma vez) ou que as companhias aéreas reduzam ainda mais o limite de peso dentro da cabine do avião…

Um grande beijo pra todos com votos de uma vida mais simples, prática e desapegada!!!!

Bonfa-ass

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