Eu não sei o que este tem,
Leio-o sempre comovido
Faz-me mal e sabe bem.
Tires, Out. 1989
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Dentro dum velho, a brincar,
Anda a criança de outrora,
No prazer de recordar
Vai entretendo o agora.
Tires, Julho 1989
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A VIDA
Eu gosto tanto da vida,
E logo me calhou em sorte
Passar parte dessa vida
No território da morte.
Tires, Março 1990
A Minha Terra e Eu, Cascais, Associação Cultural de Cascais, 1992