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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A. Fontoura da Costa: Um capitão de longo curso na História dos Descobrimentos (3)

O capitão-de-mar-e-guerra Abel Fontoura da Costa (Alpiarça, 1869 -- São Pedro do Estoril, 1940) pertenceu à plêiade de oficiais de marinha que legou à historiografia dos Descobrimentos e Expansão Portuguesa obras de inestimável valor e, décadas passadas sobre a sua concepção, ainda hoje de grande utilidade. lembremos Brás de Oliveira (1851-1917), Baldaque da Silva (1852-1915), Henrique Lopes de Mendonça (1856-1931), Quirino da Fonseca (1868-1939), Gago Coutinho (1869-1959) e, mais recentemente, A. Teixeira da Mota (1920-1982). (2)

(2) Ver súmula in Alfredo Pinheiro Marques, A Historiografia dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa, Coimbra, Livraria Minerva, 1991.

Roteiro da exposição, «A. Fontoura da Costa e a Marinharia dos Descobrimentos», Museu do Mar, Cascais, Câmara Municipal, 1997 (policopiado).

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A. H. de Oliveira Marques (Cai-Água / S. Pedro do Estoril, 1933 - Lisboa, 2007) -- GUIA DO ESTUDANTE DE HISTÓRIA MEDIEVAL PORTUGUESA (1964)


PREFÁCIO
Este Guia vai directamente inspirado no livrinho precioso de Louis Halphen, Initiation aux Etudes d'Histoire du Moyen Age, que lhe serviu de modelo. Há muito tempo que se reconhecia a necessidade de uma obra de iniciação aos estudos de história medieval, como aliás de toda a história portuguesa. Carecia o nosso estudante -- e a palavra vai empregada aqui na sua mais lata acepção -- de um manual pequeno e acessível, que lhe desse notícia das principais fonte e estudos publicados, o pusesse em face dos problemas fundamentais a tentar resolver e o iniciasse nas fainas árduas e aparentemente herméticas da investigação.
A. H. de Oliveira Marques, Guia do Estudante de História Medieval Portuguesa, 3.ª edição, Lisboa, Editorial Estampa, 1988, p. 21.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A. Fontoura da Costa (Alpiarça, 1869 - Cai-Água / S. Pedro do Estoril, 1940) - ÀS PORTAS DA ÍNDIA EM 1484 (1935)

Às Portas da Índia em 1484*
«Dois são os marcos miliarios do ciclo dos descobrimentos portuguezes; duas são as balizas especialmente gloriosas que se erguem na rota das Indias: o Cabo Bojador e o Cabo da Boa Esperança.
..................................................................................................................................
Dobrar o Cabo da Boa Esperança o mesmo era que determinar claramente a forma geographica da Africa e abrir as portas da India a mais felizes navegadores».

(Henrique Lopes de Mendonça -- Bartholomeu Dias e a rota da India, Lisboa, 1898, pág. 6).

1 -- Uma oportuna comunicação do professor Eugène Déprez ao Congresso das Ciência Históricas de Varsóvia (1) , em Setembro de 1933, veio rememorar a debatida questão: «qual o ano em que foram abertas as portas da Índia à armada do Gama?»

* Os primeiros capítulos devem considerar-se o preâmbulo do último.
Era indispensável a análise das primeiras viagens do reinado de D. João II. Sem ela não seria possível tratar das hipóteses que podem explicar a famosa passagem da notável Oração de Vasco Fernandes de Lucena -- razão deste trabalho. Creio ainda que esta análise, executada por quem praticou no mar, tem também a vantagem de poder encarar determinadas interpretações novas, que vêm rectificar algumas opiniões de vários historiadores.
(1) Eugène Déprez -- Les Portugais et le périple de l'Afrique en 1484 avant Dias (in Résumés des comunications presentées au Congrès de Varsovie. Vol. II, pág. 283 à 297). Varsovie, 1933.
Devo o conhecimento deste comunicação ao meu ilustre amigo, insigne historiador e admirador de D. João II, Joaquim Bensaúde. A ele devo igualmente o ter-me incitado a escrver este trabalho. os meus respeitosos agradecimentos.

A. Fontoura da Costa, Às Portas da Índia em 1484, Lisboa, Edições Culturais da Marinha, 1990.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A. Fontoura da Costa. Um capitão de longo curso na História dos Descobrimentos (1)

Apresentação de «A. Fontoura da Costa e a Marinharia dos Descobrimentos», exposição bibliográfica e documental patente no Museu do Mar, entre 18 de Maio e 31 de Outubro de 1997 [policopiado]
Uma exposição evocativa da figura do historiador e oficial de Marinha Abel Fontoura da Costa justifica-se só por si num espaço como o Museu do Mar. Há, porém, um outro aspecto que muito contribuiu para a realização desta pequena mostra. Fontoura da Costa foi munícipe do concelho de Cascais. A casa que mandou edificar em 1920, e onde viria a falecer -- no "Casal da Trindade", em S. Pedro do Estoril (então, Cai Água), tendo o mar como horizonte, amplo jardim e pomar onde coexistiam pássaros de vária espécies, em gailodos e em liberdade (1) --, serviu em grande parte como local de recolhimento para a elaboração da totalidade da sua obra historiográfica.

(1) Ver Calos Garcez de Lencastre, «Evocando Fontoura da Costa», prefácio a Às Portas da Índia em 1484, 2.ª ed., facsimilada, Lisboa, Edições Culturais da Marinha, 1990.

(continua)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

A. H. de Oliveira Marques (Cai-Água / S. Pedro do Estoril, 1933 - Lisboa, 2007) -- HANSA E PORTUGAL NA IDADE MÉDIA (1959)

Palavras de agradecimento

Seria difícil agradecer a todos aqiueles que nos auxiliaram na execução e conclusão deste trabalho, que fornecendo-nos elementos bibliográficos ou arquivísticos, quer sugerindo-nos hipóteses ou modificações, quer ainda ajudando-nos, por um incitamento, uma palavra amiga, um simples testemunho de apoio moral.

Hansa e Portugal na Idade Média, 2.ª edição, Lisboa, Editorial Presença, 1993, p. 9.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

poesia de cascais #14 - António Graça de Abreu



Outono, na casa das Areias, S. Pedro do Estoril

Depois de uma noite de chuva
tudo claro e limpo.
A buganvília, as árvores pequenas,
cada uma com a sua seiva.
Os pardais, os melros negros,
cada um com o seu trinar.
Os insectos, as moscas,
cada uma com o seu voar.
Por baixo, insondável a grandeza da terra,
por cima, infinita a altura do céu.
Fácil, entrever a aparência das coisas,
difícil, penetrar na essência do todo

sábado, 14 de março de 2009

A. FONTOURA DA COSTA (Alpiarça, 1869 - Cai-Água / S. Pedro do Estoril, 1940) - A EVOLUÇÃO DA PILOTAGEM EM PORTUGAL (1931)

Discurso lido na sessão inaugural da abertura das aulas da Escola Naval, no dia 11 de Outubro de 1930.
Senhor Presidente da República
Meus Senhores
Camaradas:
Sendo hoje a primeira vez que se reaiza uma sessão inagural da abertura das aulas da Escola Naval, na vigência do regimen republicano, é justo que comece por prestar a mais sincera e saudosa homenagem aos ilustres professores que abandonaram o magistério após o anos de 1910.
A. Fontoura da Costa, A Evolução da Pilotagem em Portugal, Lisboa, Imprensa da Armada, 1931, p. 5.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Sob o signo do «Dragão da Crítica»: Romancistas, Poetas, Ensaístas e Historiadores em Cascais (5)

Conhecer casas


Às residências, temporárias ou definitivas, dos escritores associamos as obras que nelas foram produzidas, ou imaginamos tê-lo sido. Várias são as habitações conhecidas, algumas já estão assinaladas pela edilidade, outras, porém, estão por conhecer. Da casa da irmã de Fernando Pessoa (1888-1935), na Rua de Santa Rita, n.º 5, em S. João do Estoril, até à do historiador das religiões Mircea Eliade (1907-1986), adido cultural e de imprensa à embaixada da Roménia em Lisboa, entre 1941 e 1945, morador -- entre outras residências em Cascais --, na Rua da Saudade, n.º 13. (19) Algumas estão em ruínas, como o «Casal da Trindade», do historiador Fontoura da Costa ( a quem me referirei adiante), na Avenida Marginal, em S. Pedro do Estoril; outras, ainda, desapareceram, dando lugar a novas edificações, como sucedeu com o «Chalet Zulmira», onde Ferreira de Castro habitou e escreveu em meados da década de 30. (20)

NOTAS
(19) Embora encontremos nas suas Memórias referências à Rua da Saudade, até hoje só um documento -- uma carta de Mircea Eliade a Ferreira de Castro, em 1945 (Museu Ferreira de Castro: MFC/B-1/3054/Cx. 238), indica o número de polícia da habitação, o que permitiu o descerramento duma placa a assinalar um local onde o grande autor romeno iniciou e escreveu algumas das suas obras mais importantes.
(20) Ricardo António ALVES, «Três escritores em tempo de catástrofe: Castro, Zweig e Eliade», Boca do Inferno, n.º 3, Cascais, Câmara Municipal, 1998 : 91-125.

FOTO: Fernando Pessoa em casa de sua irmã, Henriqueta Madalena, em S. João do Estoril, tirada daqui.

(continua)
 
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