Mostrar mensagens com a etiqueta Luís Cardim. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Luís Cardim. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Sete Cartas de Luís Cardim a Roberto Nobre (4)

Ao contrário daquele que foi o mais celebrado crítico de cinema do seu tempo, a posição de Cardim é mais prudente. Decerto, não deixa de tecer elogios ao filme, à probidade do realizador, notando «o estudioso cuidado com que ele se preparou -- como aliás lhe cumpria -- para o alto cometimento, lendo, evidentemente, o que de melhor se tem escrito sobre o assunto [...]» (2)

Luís Cardim, Os Problemas do «Hamlet», p. 85.

(postado também aqui)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

uma fotografia histórica com Luís Cardim

No blogue de António Quadros Ferro, dedicado ao seu avô, o escritor e filósofo António Quadros -- muito ligado a Cascais, quer através dos seus pais, António Ferro e Fernanda de Castro, e já na vida adulta (recordo-me de me cruzar com ele várias vezes na Rua Direita, na Avenida Valbom) --, deparei-me com esta histórica fotografia dos corpos docente e discente da Faculdade de Letras do Porto, no ano lectivo de 1927-28,  pouco antes do seu encerramento compulsivo, e na qual figura, como não podia deixar de ser, o Prof. Luís Cardim (último na terceira fila, à direita, de pasta e bengala), cascaense emérito que Cascais continua alegremente a ignorar, além da sua filha, Ana Cardim (2.ª fila, 2.ª mulher a contar da esquerda), então aluna.
A nata da cultura portuguesa, a Norte, na década de 1920, está aqui representada (ver o post) ; junte-se-lhe o grupo da Seara Nova, em Lisboa,  e o mais audaciosamente subversivo e eminentemente literário grupo da presença, em Coimbra.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sete Cartas de Luís Cardim a Roberto Nobre (3)

A película fora já distinguida com o Leão de Ouro do Festival de Veneza e prémio para a melhor actriz -- Jean Simmons no papel de Ofélia --, e tambem com os Óscares para a melhor produção e melhor actor -- Laurence Olivier, no papel de Hamlet.

«Sete Cartas de Luís Cardim a Roberto Nobre», Boca do Inferno, #1, Cascais, Câmara Municipal, 1996, pp. 95-96.

Também aqui.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Luís Cardim (Cascais, 1879 -- Porto, 1958) - OS PROBLEMAS DO «HAMLET» E AS SUAS DIFICULDADES CÉNICAS (1949)

Intróito
A ideia motriz da série de artigos que, depois de publicados na Seara Nova, se reuniu sob novo e talvez mais justificado título, no presente livrinho, veio-nos realmente ao espírito, como se deduz do seu subtítulo, ao vermos a película de Sir Laurence Olivier, e por ela nos ter despertado reminiscências de antigas leituras.
Luís Cardim, Os Problemas do Hamlet e as Suas Dificuldades Cénicas (A Propósito do Filme de Sir Laurence Olivier), Lisboa, Seara Nova, 1949, p. 9.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Luís Cardim (Cascais, 1879 - Porto, 1958), ATRAVÉS DA POESIA INGLESA (1939)

[Conferência proferida no Clube Fenianos Portuenses, em 5 de Agosto de 1938]
Senhor Presidente,
Minhas Senhoras,
Meus Senhores:
Perguntou alguém um dia a Sócrates, «porque tinha feito uma casa tão pequena»; e o filósofo respondeu, «que bem quisera vê-la cheia de verdadeiros amigos». Esta sala é bastante grande, a quadra estival vai adiantada, convidando mais ao silêncio dos campos, ou ao bulício das ondas, do que a ouvir importunas prelecções, e por isso eu, embora tão longe de Sócrates em todos os sentidos, não posso deixar de ver em V. Ex.as, em todos os presentes -- amigos bem verdadeiros. E quando não tenham vindo aqui por cativante bondade para comigo, mas por interesse pelas letras -- sendo amigos das letras, meus amigos também são. Muito e muito obrigado.
Luís Cardim, Através da Poesia Innglêsa (Apresentação dalgumas Traduções), Porto, Clube Fenianos Portuenses, 1939, p. 5.

domingo, 21 de junho de 2009

Sete cartas de Luís Cardim a Roberto Nobre (2)

Esta crítica foi causa próxima de um ensaio de Luís Cardim, publicado também na Seara, durante cinco números, entre 16 de Abril e 24 de Maio desse ano, sob o titulo «É o Hamlet representável?», posteriormente editado em volume, ligeiramente aumentado e com outro título: Os Problemas do «Hamlet» e as suas dificuldades cénicas. (A propósito do filme de Sir Laurence Olivier), Seara Nova, Lisboa, 1949 -- facto que a publicação anuncia em manchete (manchete ao estilo da Seara, claro está...), saudando o autor: «incontestavelmente a nossa primeira autoridade em língua e literatura inglesa, como o Dr. Paulo Quintela o é para a língua e literatura alemã.» (1)
(1) 25 de Junho de 1949.

Boca do Inferno, n.º 1, Cascais, Câmara Municipal, 1996, p. 95.
Postado também no Ferreira de Castro.
(continua)

domingo, 19 de abril de 2009

Luís Cardim (Cascais, 1879 - Porto, 1958), PROJECÇÃO DE CAMÕES NAS LETRAS INGLESAS (1940)

PALAVRAS PRÉVIAS
O presente trabalho é constituído pela adaptação a Caderno Cultural duma conferência realizada, em Agosto de 1939, no Curso de Férias da Faculdade de Letras de Lisboa, por muito amável e honroso convite da sua ilustre Comissão Directiva.
Luís Cardim, Projecção de Camões nas Letras Inglesas, Lisboa, Editorial Inquérito, 1940.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Luís Cardim




fonte

No blogue presença, dedicado à revista coimbrã e aos seus autores, encontro esta dedicatória de Alberto de Serpa ao cascaense Luís Cardim. E, ainda, as magníficas reproduções que ficam em cima, num significativo post. Recorde-se que, de geração anterior e fundamentalmente elemento da Renascença Portuguesa, Cardim foi também colaborador ocasional da «folha de arte e crítica». E o nosso Branquinho da Fonseca, um dos directores, é lá assídua presença, como não podia deixar de ser.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Sete Cartas de Luís Cardim a Roberto Nobre (1)

Publicado na Boca do Inferno, n.º 1, Cascais, Câmara Municipal, 1996
São sete as cartas de Luís Cardim que integram o espólio epistolográfico de Roberto Nobre, que agora apresentamos na íntegra, mantendo a ortografia e respeitando escrupulosamente a pontuação. Escritas entre 22 de Maio e 20 de Setembro de 1949, tiveram origem na crítica do autor de Horizontes de Cinema ao filme «Hamlet» (1948), de Laurence Olivier, estreado em Portugal no cinema Tivoli, em 24 de Janeiro do ano seguinte.
O texto de Nobre foi publicado na Seara Nova de 26 de Fevereiro de 1949 e constituiu um rasgado elogio da adaptação, enfileirando-a o crítico com A «Fera Amansada», de Fairbanks, «Romeu e Julieta», de Cukor, «Sonho de uma Noite de Verão», de Reinhardt e «Henrique V», do mesmo Olivier. Estas versões, que ele, do ponto de vista da «estética dinâmica», acolhe jubilosamente, haviam-no já levado a observar parecer ter Shakespeare escrito «não para o teatro, mas para o cinema».
(continua)

domingo, 14 de outubro de 2007

Sob o Signo do «Dragão da Crítica» - Romancistas, Poetas, Ensaístas e Historiadores em Cascais* (1)

Por razões pouco compreensíveis, o património literário tem sido o parente pobre dos estudos de história local. (1) No caso de Cascais, essa debilidade é particularmente evidente. Os literatos que o concelho ofereceu ao país não se distinguiram pela notoriedade post mortem, apesar do brilho das suas obras e/ou personalidades, amplamente reconhecidas pelos coetâneos. José da Cunha Brochado (Cascais, 1651 -- Lisboa, 1733), por exemplo, notável diplomata e académico, memorialista e epistológrafo, foi lentamente recuperado durante o último século -- recuperação quase milagrosa, dado o estado de dispersão em que se encontra o seu acervo, em grande parte ainda inédito. José Inácio Roquete (Alcabideche, 1800 -- Santarém, 1870) -- aliás, Frei José de Nossa Senhora do Cabo Roquete, depois de professar no convento de Santo António do Estoril -- politicamente reaccionário, miguelista exilado em Londres e Paris, onde auxiliou o Visconde de Santarém no monumental Quadro Elementar (1842-1854). Autor de uma obra vasta, disse quem a compulsou ser ela um exemplo da conjugação de «beleza literária» com a «substância doutrinal». (2) Da teologia e da história à didáctica e à tradução, estará hoje quase toda irremediavelmente datada -- o que não impede que, pelo menos dum ponto de vista local, conheçamos as suas linhas de força, por exemplo através duma antologia. Trata-se de um imperativo. O mesmo se passa, de resto, com o ensaísta, poeta, professor da Faculdade de Letras do Porto e membro da «Renascença Portuguesa» (3) Luís Cardim (Cascais, 1879 -- Porto, 1958), grande mestre dos estudos shakespeareanos em Portugal, remetido para um limbo de que urge resgatá-lo. (4)

Ferreira de Andrade (Lisboa, 1910 -- Cascais, 1970), olisipógrafo emérito (5) e não menos conspícuo cascaleógrafo (!), constituiu-se como notável excepção, referenciando no Cascais -- Vila da Corte (1964) mais de 30 autores, de Ibn Mucana a Carlos Malheiro Dias, não se limitando, em alguns casos, a compilar referências, mas também a dar conta de investigação própria e publicação de fontes.

Esta comunicação algo errática pretende levantar pistas e incentivar a descoberta do patrtimónio imaterial de Cascais, produzido pelos seus naturais ou pelos que cá viveram e dessa vivência deixaram que as respectivas obras dela participasse.

(continua)


*Texto apresentado às Jornadas do Património de Cascais, no Centro Cultural de Cascais (Gandarinha), em Setembro de 2003.


Notas

(1) «São particularmente reduzidas as bibliografias sobre os patrimónios etnográfico e natural e inexistente qualquer orientação sobre o património linguístico e literário.» Jorge de ALARCÃO, Introdução ao Estudo da História e Património Locais, Coimbra, Instituto de Arqueologia / Faculdade de Letras, 1986 : 6.


(2)Pe. Miguel de OLIVEIRA, História Eclesiástica de Portugal, Mem martins, Publicações Europa-América, 1994 : 253.


(3) Alfredo Ribeiro dos SANTOS, A Renascença Portuguesa -- Um Movimento Cultural Portuense, Porto, Fundação Eng.º António de Almeida, 1990.


(4) Ricardo António ALVES, «Seis cartas de Luís Cardim a Roberto Nobre», Boca do Inferno, n.º 1, Cascais, Câmara Municipal, 1996 : 95-109.


(5) Fernando CASTELO BRANCO, Breve História da Olisipografia, Lisboa, Instituto de Cultura Portuguesa, 1980 : 65-68.
 
Golf
Golf