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sábado, 17 de março de 2012

Eça e os Vencidos da Vida em Cascais (1)

Vencidos em Cascais
[epígrafe:] Clamamos por aí, em botequins e livros, "que o país é uma choldra". Mas que diabo! Porque é que não trabalhamos para o refundir ao nosso gosto e pelo molde perfeito das nossas ideias?... Vossa Excelência não conhece este país, minha senhora. É admirável! É uma pouca de cera inerte de primeira qualidade. A questão toda está em quem a trabalha. Até aqui, a cera tem estado em mãos brutas, banais, toscas, reles, rotineiras... É necessário pô-la em mãos de artistas, nas nossas. Vamos fazer disto um bijou!...
                                                Eça de Queirós, Os Maias (1888)

Paço de Cascais, 19 de Outubro de 1889. D. Luís I morre na Cidadela. O príncipe D. Carlos sobe ao trono, e com ele a esperança de um grupo que não se revê num sistema político hegemonizado por dois partidos que alternam no Governo e detêm em simultâneo o controlo do estado.

Eça e os Vencidos da Vida em Cascais, Cascais, Câmara Municipal, 1998.



terça-feira, 7 de setembro de 2010

poesia de cascais #21 - Guerra Junqueiro



O CAÇADOR SIMÃO

A FIALHO D'ALMEIDA

Jaz el-rei entrevado e moribundo
Na fortaleza lôbrega e silente...
Corta a mudez sinistra o mar profundo...
Chora a rainha desgrenhadamente...

Papagaio real, diz-me, quem passa?
-- É o príncipe Simão que vai à caça.

Os sinos dobram pelo rei finado...
Morte tremenda, pavoroso horror!...
Sai das almas atónitas um brado,
Um brado imenso d'amargura e dor...

Papagaio real, diz-me, quem passa?
-- É el-rei D. Simão que vai à caça.

Cospe o estrangeiro afrontas assassinas
Sobre o rosto da Pátria a agonizar...
Rugem nos corações fúrias leoninas,
Erguem-se as mãos crispadas para o ar!...

Papagaio real, diz-me, quem passa?
-- É el-rei D. Simão que vai à caça.

A Pátria é morta! a Liberdade é morta!
Noite negra sem astros, sem faróis!
Ri o estrangeiro odioso à nossa porta.
Guarda a Infâmia o sepulcro dos heróis.

Papagaio real, diz-me, quem passa?
-- É el-rei D. Simão que vai à caça.

Tiros ao longe numa luta acesa!
Rola indomitamente a multidão...
Tocam clarins de guerra a Marselhesa...
Desaba um trono em súbita explosão!...

Papagaio real, diz-me, quem passa?
-- É alguém, é alguém que foi à caça
Do caçador Simão!...

Viana do Castelo, 8 de Abril de 1890.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Bernardino Machado na Cidadela

No blogue dedicado a Bernardino Machado, de Manuel Sá-Marques
Foto de 1917, Bernardino com Norton de Matos e Leote do Rego.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Linhas de Cascais - José de Matos-Cruz

Em Cascais, de costas para a Cidadela e ajeitando a gravata, num auge solitário de virilidade, Rui Ruivo resistia, neurasténico, ao velório da monotonia e da cidadania.
O Infante Portugal e as Tramóias Capitais, s.l., Kafre, 2007.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

D. Carlos I

na Cidadela de Cascais

domingo, 23 de setembro de 2007

Praia da Conceição

Uma das praias da minha infância, neste princípio de Outono melhor que nunca. As pessoas não se amontoam, estrangeiros compõem a paisagem, crianças brincam na areia, os meus filhos chamam-me a ver um cardume (!), com placidez, velas singram nas águas. Virado para a praia, no mar, à minha direita está, impante, a magnífica Casa Palmela; à minha frente, o seu sucedâneo, a Casa Faial (antigo Tribunal), continuo, dentro de água, a olhar para a esquerda: a velha Casa Mantero, agora um conjunto de apartamentos de luxo, a Casa Loulé (Hotel Albatroz), depois a Casa Seixas (Messe de Marinha), a esplêndida fieira de habitações da Avenida D. Carlos, até à Fortaleza de Nossa Senhora da Luz, com a Cidadela dentro, volto-me sobre mim, completamente, na marina largam os barcos, outros estão fundeados ao largo.
O meu paraíso ainda existe.
 
Golf
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