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sábado, 15 de setembro de 2007

3 poemas de Celestino Costa

Tanto livros tenho lido,

Eu não sei o que este tem,

Leio-o sempre comovido

Faz-me mal e sabe bem.

Tires, Out. 1989



***


Dentro dum velho, a brincar,

Anda a criança de outrora,

No prazer de recordar

Vai entretendo o agora.

Tires, Julho 1989



***



A VIDA


Eu gosto tanto da vida,

E logo me calhou em sorte

Passar parte dessa vida

No território da morte.

Tires, Março 1990


A Minha Terra e Eu, Cascais, Associação Cultural de Cascais, 1992



Um poeta popular




Celestino Costa, nascido na Abóbada em 1933, poeta popular, canteiro de profissão. É o último representante duma linhagem de artistas da pedra, iniciada pelo seu trisavô, Felismino Luís, também natural da mesma localidade. Trabalha, como profissional liberal, no Cemitério da Guia e noutros do concelho. Há décadas que executa trabalhos também para a minha família. Além deste A Minha Terra e Eu, sei que publicou mais uma colectânea poética, que desconheço, mas espero poder aqui referir proximamente.

Marcas de canteiro

Marcas de canteiro da família Costa
a de Celestino, em baixo (B) e a de seu pai, Eduardo e irmão mais velho, José, em cima (A)
in Guilherme Cardoso, «Os Costas -- uma família de canteiros», Jornal da Costa do Sol, Cascais, 13 de Março de 1997, p. 8.




 
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