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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Revolta da Batata

Originada pela carestia de vida e escassez de alimentos, a Revolta da Batata eclodiu em Lisboa em 19 de Maio de 1917, espalhando-se depois para os concelhos limítrofes, entre eles o de Cascais, com tumultos na vila e em Carcavelos. O governo, entretanto, declarou o estado de sítio.
in Ramiro da Costa, Elementos para a História do Movimento Operário em Portugal (1820-1975), Lisboa, 1979

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

linhas de cascais - Mário Domingues


«O automóvel atravessou Carcavelos numa confusão de poeira. Um cão acompanhou durante momentos, a língua pendente, a dentuça ameaçadora, ladrando com desespero.»


Mário Domingues, O Preto do «Charleston» (1930)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

poesia de cascais - António Torrado


DONA VANDA

Dona Vanda
Vitorino
de Verdasca
Vale Velez
deu um berro
Vasconceeeelos!
que se ouviu
em Carcavelos.

Veio a vila
toda vê-la.
Só não veio
o Vasconcelos
que não estava
em Carcavelos.

in Maria de Lourdes Varanda & Maria Manuela Santos, Poetas de Hoje e de Ontem -- Do Século XIII ao XXI para os Mais Novos, s.l., Edições Chimpanzé Intelectual, 2007.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

poesia de cascais #18 - José Gomes Ferreira



Areia

II

(Tenho uma casa alugada nos Lombos,
perto da praia de Carcavelos, onde todas
as manhãs convivo com os deuses.)

Quem és?

Tu que deixaste no céu pegadas de nuvens
e atravessaste o mar
com pés de espuma
para depois te perderes no bosque
vestida de areia
e farrapos de ventanias?

Quem és? Quem és?

(Sou eu a acrescentar o mistério do mundo
farto deste mistério de todos-os-dias.)

sábado, 6 de setembro de 2008

poesia de cascais #4 - José Gomes Ferreira


(Nesse verão estivemos todos juntos na praia:
o Manuel Mendes e a Bá, o Chico e a Maria Keil,
o José Bacelar e a Maria Luísa, o José Rocha e a
Selma. E eu mergulhava no mar aos Vivas à República!)

Carcavelos.

«Aqui nesta praia amarela...»
tanto esperei em vão pelo princípio do mundo
com os pés a doerem-me
nas conchas de sangue nu dos tapetes...

Depois despia-me
e desafiava o mar
para sentir na pele
aquele frio antigo tão doce de alfinetes...

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Quando havia a Costa do Sol

A T., do Dias que Voam, postou uma magnífica prancha dos «Ecos da Semana» do Carlos Botelho, no mítico Sempre Fixe. Já lha pirateei para o acervo da Caverna.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

O Vinho de Carcavelos nas «Viagens Minha Terra»

Nas Viagens na Minha Terra (1845/46), Garret discorre sobre o gosto britânico pelos nossos vinhos, referindo-se brevemente ao Carcavelos, entre outros, designando-o primeiro por «Lisboa» -- tal como os ingleses faziam: Lisbon Wine. Queixava-se o nosso autor da preferência que os velhos aliados estavam a dar à «jacobina zurrapa de Borgonha»:
«[..] Quem tal diria da conservativa Albion! Como pode uma leal goela britânica, rascada pelos ácidos anárquicos daquelas vinagretas francesas, entoar devidamente o God save the King em um toast nacional! Como, sem Porto ou Madeira, sem Lisboa, sem Cartaxo, ousa um súbdito britânico erguer a voz, naquela harmoniosa desafinação insular que lhe é própria e que faz parte do seu respeitável carácter nacional [..]
O que é um inglês sem Porto ou Madeira... sem Carcavelos ou Cartaxo?»

Viagens na Minha Terra, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1976, pp. 37-38.

Sobre Garrett:
na blogosfera, O Divino Almeida Garrett, de Cristina Futscher Pereira, infelizmente já falecida;
e também na Wikipedia.

Sobre o Carcavelos:
na blogosfera, João à Mesa.
 
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