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quinta-feira, 16 de julho de 2015

linhas de cascais - Fernando Faria

«O almocreve andava constantemente naquele vaivém de mercador, correio, estafeta e distribuidor -- um dia para ir, outro para regressar --, feito em grande parte pelos caminhos tortuosos da serra. Conhecia-lhe a rotina desde que há muitos anos, criança ainda, começara a acompanhar o pai naquela dura lida: abalada do terreiro da vila, junto ao paço real, pelo meio da manhã, com a carroça carregada e machos bem alentados para a jornada; passagem pelas várias aldeias que havia no caminho entre as suas vilas -- Azóia, Biscaia (lugar altaneiro este e voltado ao mar, onde costumava jantar num albergue que lá havia), Malveira da Serra, Aldeia de Jus[o], Birre..., e chegada ao largo do pelourinho de Cascais, pelo cair da tarde.»

O Noviço -- Do Paço de Azeitão ao Convento dos Capuchos, Lisboa, By The Book, 2015.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Custódio Castelo: um fadista nasceu em Birre


Custódio Castelo é talvez o maior compositor de fado actual. Guitarrista autodidacta, o seu trabalho com Cristina Branco, primeiro, com Margarida Guerreiro, agora, além da obra a solo, está aí para ser ouvida.
Ribatejano, aparece na Caverna pela razão simples da excelente entrevista que deu a Manuel Halpern, no último JL (n.º 977), revelando as suas raízes musicais, os primeiros tempos como músico de baile, até que:
«Certo dia, depois de um concerto, foram comemorar o aniversário do pianista da banda, no único restaurante aberto até tarde na zona: a casa de fados Forte Dom Rodrigo. Foi ali que ouviu pela primeira vez a guitarra portuguesa ao vivo. E logo pelas mãos de José Luís Nobre Costa. Ficou tão maravilhado pelo som que decidiu comprar uma no dia seguinte.»


Custódio Castelo, Variações - Fado Corrido em Ré Maior


Margarida Guerreiro, Estranha Forma de Vida

 
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