O jeito menos cansativo de botar o pé na estrada. Será?
Dia 6 de setembro, véspera do feriado da Independência aqui no Brasil (desculpem-me, brasileiros, pela informação óbvia, mas recebo visitantes de outros países, também), meu marido e eu partimos em uma exaustiva viagem de descanso ao Rio de Janeiro. Foram nove horas de ônibus semi-leito, com ar-condicionado e serviço de bordo, para compensar os engarrafamentos e os postos de parada transbordando.
A linda neblina da estrada continuou no alto do Corcovado, morro onde fica a estátua do Cristo Redentor, mas sob a forma de um nevoeiro quase sólido. Mal víamos a barra das divinas vestes.
Um vento frio, de vez em quando, proporcionava dois ou três segundos de visão da estátua. Alguém gritava apontando: "Olha o Cristo ali! Pega a câmera!" Não dava tempo.
Tarde nublada, ideal para enfrentar fila no Pão de Açúcar
À tarde a neblina sumiu, deixando um céu nublado e um friozinho reconfortante para enfrentarmos horas e horas de filas no Pão de Açúcar. Sem exagero, são, no mínimo, quatro filas intermináveis (cinco, pra quem ainda precisa comprar ingresso), mas a primeira delas têm algo de bom: biscoitos Globo. Nada a ver com a Rede Globo de Televisão. São uns biscoitos de polvilho, doces e salgados, tradicionais do Rio de Janeiro. Sempre aparecem nos engarrafamentos, nas praias e, por sorte nossa, em filas bem frequentadas. Jantamos biscoito Globo.
O sol já tinha se despedido quando subimos...
...mas a vista valeu a pena. Rio by night!
Sou veterana de Rio de Janeiro. Adoro a cidade e sabia o que iria enfrentar. Por isso não foi um sofrimento insuportável descer do Pão de Açúcar às nove da noite e ir pro hotel desmaiar na cama.