Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia Pablo Neruda. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia Pablo Neruda. Mostrar todas as mensagens

20081002

Soneto


Dois amantes ditosos fazem um único pão,

uma gota de luar sobre a erva,

ao andar deixam duas sombras que se reúnem,

deixam um único sol vazio numa cama.


De todas as verdades escolheram o dia:

não se ataram com fios mas com um aroma,

e não despedaçam a paz nem as palavras.

A ventura é uma torre transparente.


O ar, o vinho vão com os dois amantes,

a noite oferece-lhes suas pétalas ditosas,

a todos os cravos têm eles direito.


Dois amantes ditosos não têm fim nem morte,

enquanto vivem, nascem e morrem muitas vezes,

têm a eternidade que é da natureza.


Pablo Neruda
in Antologia
Selecção e Tradução de José Bento
Imagem(C) Rudi Klempert

20071222

UM LINDO PRESENTE...

deixado pela AMIGA JASMIM...
E que partilho com todos os
que aqui se sentam nesta MESA DE AMIGOS!!!!

Es la mañana llena de tempestad
en el corazón del verano.

Como pañuelos blancos de adiós viajan las nubes,
el viento las sacude con sus viajeras manos.

Innumerable corazón del viento
latiendo sobre nuestro silencio enamorado.

Zumbando entre los árboles, orquestal y divino,
como una lengua llena de guerras y de cantos.

Viento que lleva en rápido robo la hojarascay
desvía las flechas latientes de los pájaros.

Viento que la derriba en ola sin espuma
y sustancia sin peso, y fuegos inclinados.

Se rompe y se sumerge su volumen de besos
combatido en la puerta del viento del verano.


Pablo Neruda

Imagem (C) Jorge Eiró