«Depois do texto de Cavaco contra Santana Lopes – "A
moeda má expulsa a moeda boa" – esta posição de Pedro Passos Coelho, em
vésperas de Congresso do PSD, é o maior ataque de um antigo primeiro-ministro
ao seu sucessor. Mas Cavaco não queria o lugar de Santana Lopes. Passos Coelho
quer. Sem maioria absoluta, com uma crise às portas, as famílias a gastarem
tudo no supermercado – para não falar da habitação onde não se vêem melhoras –
e com um ex-líder que quer o seu lugar abertamente e sem rodeios, a vida de
Montenegro vai ser tudo menos um mar de rosas.»
sexta-feira, 29 de maio de 2026
À LUPA
quarta-feira, 27 de maio de 2026
NOTÍCIAS DO CIRCO
Volta e meia, Pedro Passos Coelho abandona Massamá para nos vir dizer coisas.
Ontem, na
apresentação de um livro, criticou os políticos que, para tentarem agradar a
todos ainda mais do que os populistas, se tornam postiços, comparando-os a
"prostitutos sem carácter".
sábado, 7 de março de 2026
NOTÍCIAS DO CIRCO
A
semana, prestes a terminar, foi marcada pela loucura trumpiana, pela tentativa
do passismo, não se sabe bem como, a morte física de António Lobo Antunes, sim
porque os livros estão ali, naquela parte da estante, apenas à espera de serem
relidos uns, lidos outros.
Sobre
o passismo deverá ler-se o artigo de José Pacheco Pereira no Público de hoje.
«Seria bom que Passos
desse passos para entrar a todo o vapor na política partidária de uma forma mais
transparente do que o alimento cínico do sebastianismo».
Atente-se
nesta frase que marca os nossos dias:
«O bloqueio do elevador social em Portugal, como noutros países da Europa, foi um dos factores do ascenso do populismo e da extrema-direita».
quarta-feira, 4 de março de 2026
NOTÍCIAS DO CIRCO
Passos Coelho ex-primeiro ministro e Sérgio Sousa Pinto, ex-deputado, são amigos de longa data e preparam um estudo sobre bloqueios da economia abrangendo reformas estruturais, seja lá o que isso for, a convite da Associação Comercial do Porto e com a colaboração da Faculdade de Economia da Universidade nortenha.
Miguel Relvas diz que Passos é o “navio almirante” da
direita, sobre Sousa Pinto nada adiantou.
Que pensará Luís Montenegro – ele pensa!?... – e seus
companheiros de governo?
segunda-feira, 2 de março de 2026
NOTÍCIAS DO CIRCO
Como o outro, ele também anda por aí!
Lido no Público:
«Passos Coelho diz que não anda “à procura de nada em particular”.
Em entrevista ao jornal digital Eco, diz estar bem “com a política, o país” e ainda que não tem “desforras para fazer” nem “necessidade de querer provar ou mostrar o que quer que seja”.
No entanto, à pergunta sobre “o que o motiva, afinal?”, Passos Coelho dá uma
resposta que pode estar mais próximas das especulações sobre um eventual
regresso que têm dominado a discussão política nos últimos tempos. Diz o
ex-primeiro-ministro: “As pessoas, no fundo, acham que eu contraí algumas
obrigações que não se esgotaram no meu mandato de Governo. Eu compreendo que
seja assim e sinto que seja assim”. Passos Coelho não falou em “vaga de fundo”,
mas a ideia das “obrigações que não se esgotaram”, sentidas por outros e por si
mesmo, abrem margem para várias interpretações.»
Em
suma: «Quando quiser candidatar-me, candidato-me e anuncio»
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
NOTÍCIAS DO CIRCO
O nosso grande mal, de todos os tempos, são os dons sebastião que, volta e meia, enxameiam os nossos dias.
Um
político que a muita boa gente não oferece credibilidade, aproveitou os
nevoeiros de Matosinhos, para desancar Luís Montenegro e o seu governo.
Cito Miguel Guedes no Jornal de Notícias:
«Com brutalidade, Passos Coelho não resiste à tentação de acreditar que, depois de Montenegro, o futuro ainda lhe deve um último acto. Acredita que a maioria de Direita é ainda matéria moldável nas suas mãos, artífice de uma revolução inacabada. Mas o tempo político é um animal caprichoso: raramente devolve intacto aquilo que um dia ofereceu.»
Estamos
nisto e os papagaios-comentadores-televisivos tão cedo não vão largar o osso e,
como em quase tudo, deixamos que isso nos aconteça.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
À LUPA
Hoje, no final de um fórum organizado, em Matosinhos, pela SEDES, Pedro Passos Coelho debruçou-se sobre a passagem de Luís Neves de director da Polícia Judiciária para ministro da Administração Interna.
Não está de acordo e entende que não é um bom sinal, é mesmo um grave precedente.
A minha ignorância da matéria não permite qualquer
comentário.
O que a Lupa consegue apanhar, é que Pedro Passos Coelho não gosta de Luís Montenegro e terá, possivelmente, começado a sua campanha para a futura presidência do PSD.
quarta-feira, 8 de outubro de 2025
NOTÍCIAS DO CIRCO
Pedro Passos Coelho começou a sair das sombras de Massamá e apareceu a apoiar, na campanha autárquica, quem ele muito bem quer, deixando avisos que os representantes dos partidos não devem afastar acordos pré-eleitorais e lembra, firmemente, que as linhas vermelhas, porque vivemos numa democracia, não têm qualquer razão de ser.
O
«trabalhador» Luís anda por aí à deriva e já sente que o seu lugar de ilustre
primeiro do reino, está em perigo...
O
diabo acaba sempre por aparecer…
domingo, 3 de março de 2024
VIAGENS POR ABRIL
Este não é o dia seguinte do dia que foi
ontem.
João Bénard da Costa
Será um desfilar de histórias, de opiniões, de livros,
de discos, poemas, canções, fotografias, figuras e figurões, que irão
aparecendo sem obedecer a qualquer especificação do dia, mês, ano em que
aconteceram.
O recorte é antigo, desconhece-se
o autor, o jornal de onde foi tirado mas certo é que
Ricardo Araújo Pereira,
provavelmente, não sabia que um dia diria que não se deve gozar com quem
trabalha.
Tenho caminhadas suficientes
para, tirando um qualquer eventual pormenor temporal, não necessitar de debates
e arruadas, para saber para onde vai o meu voto.
Mas como leio jornais tenho
apanhado alguns momentos da campanha eleitoral
Pois fiquei a saber,
lendo Ana Sá Lopes no Público, que ex-minitros e individualidades diversas do
PSD e do CDS apareceram ao lado de Júlio Montenegro.
Coisas assim:
1.
Se a entrada de Passos Coelho na campanha pode ter servido para roubar votos ao
Chega (uma boa notícia, a confirmar-se), fez zero pelo recentramento da Aliança
Democrática. A falsa associação entre imigração e insegurança (“sensação”,
chamou-lhe o ex-primeiro-ministro), não sendo uma novidade nos discursos de
Passos Coelho, dificilmente captou um voto em quem votou PS nas últimas
legislativas. A abertura ao Chega implícita no discurso (“O Luís saberá o que
fazer para dar força ao Governo”) e a memória dos cortes das pensões do tempo
da troika foram extremamente prejudiciais para o “recentramento”, como se viu
na cena, que passou na televisão, em que duas pensionistas interpelam
Montenegro no dia seguinte e atacam Passos.»
2.
«Quantos votos a AD ganhou com a entrada de Durão Barroso na campanha a dizer aos portugueses que o PSD tem “orgulho” no governo da troika? De que serve Barroso na campanha? Só se for, como disse na SIC Notícias Martim Silva, director adjunto do Expresso, "para mostrar que Montenegro é melhor". Já nem é bom falar da misoginia afirmada este sábado por outro ex-líder, Luís Filipe Menezes, que falou de “um ex-secretário dos Assuntos Parlamentares que só tinha olhos para as meninas do Bloco de Esquerda com quem agora se quer coligar”.»
Sim somos um povo que sempre viveu de pequenas alegrias, grandes dificuldades, tudo envolvido em pequenas esperanças.
Agora que se aproxima a Páscoa, convém não esquecer que, em muitos e muitos tempos idos, religiosos contaram que Pilatos teve o cuidado preliminar de perguntar ao povo por quem optava: se por Cristo, se por Barrabás. Sabendo-se o resto da história significa que o mais importante não foi a pergunta de Pilatos. O mais importante foi o povo ter escolhido mal.
Primeiras eleições no Portugal democrático.
Os jornais percorriam o país tentando compreender, informar o que as gentes do país pensavam dessas eleições.
Recorte do Público:
«Margarida, 60 anos, militante do Partido Comunista, trabalhadora rural de uma aldeia perto de Aviz. Diz não saber política: «Só sei discutir o que agente dantes não tinha e hoje tem, aquilo que passei e hoje não passo».OS FANTASMAS DO NATAL PASSADO
«A maior parte das pessoas que vive e trabalha em Portugal não está contente com a situação económica, social e política do país. Mas não estar contente não significa querer uma situação ainda pior da que existe hoje. Muito menos continuar o processo de empobrecimento da grande maioria da população que persiste há décadas, independentemente de estar o PS ou PSD no comando.
Grande parte da campanha de Luís Montenegro consiste em garantir que não vai fazer o que sempre a direita tem feito no governo. Ao mesmo tempo que inscreve cortes fiscais para as maiores empresas e os contribuintes mais ricos, garante que não vai cortar nas pensões, salários e muito menos manter a situação de catástrofe que existe a nível da habitação, por total falta de ação dos governos para ir além do mercado. Estaríamos perante um grande milagre. Baixam-se os impostos aos muito ricos e os pobres sobem ao reino dos céus do rendimento.
É uma operação difícil. Até porque vários expoentes da direita insistem em revelar ideias revanchistas no campo da imigração, interrupção voluntária da gravidez, falta de combate às alterações climáticas e mesmo advogar o não aumento de salários.
Vários apoiantes da direita, nos estúdios de televisão e em comícios, têm feito uma tentativa de branqueamento da gestão do governo de Passos Coelho durante a Troika. Essa operação ideológica começa por falsificar as razões que levaram à crise de 2011, passa por ignorar que se comprometeram com o PS no plano de ajustamento da Troika e, sobretudo, pretende esconder que foram convictamente muito para além da Troika.
A chamada crise da dívida soberana precipitou-se depois da crise financeira mundial, devido ao rebentar da bolha especulativa financeira originada nas hipotecas subprime, que obrigou os estados a pagarem grande parte do buraco financeiro deixado pelos bancos privados.
No início da crise, um dos grandes cronistas do Financial Times comparava as políticas da Troika à decisão de um condenado à morte, a quem é dada a possibilidade de viver caso ensine inglês ao cavalo do rei. O homem aceita o desafio pensando: “Este ano, o rei pode morrer, eu posso fugir e até o cavalo pode aprender inglês”.
Não consta que a Troika e Passos Coelho tenham resolvido a crise, e nem que o cavalo tenha aprendido a falar inglês.
No dia 6 de julho de 2011, Passos Coelho garantia à Reuters que o governo queria ir para além das medidas da Troika, afirmando que não desejava ser um peso para os seus parceiros europeus, e garantindo a intenção de “surpreender e ir além do acordo”. Coisa que fez nos cortes de salários e pensões e nas privatizações de empresas estratégicas, altamente lucrativas, entregues a grupos privados estrangeiros a preço de saldos.
A crença ideológica de que havia uma “austeridade expansionista” e que quanto mais cortes de salários e pensões se fizesse melhor ficava a economia era sobretudo uma máquina de guerra para roubar salários e dar uma parte maior do rendimento ao capital.
A maior parte dos países que foi “ajudado” pelo FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia não tinha dívidas públicas superiores à média europeia. E a chamada crise da dívida soberana não foi resolvida por estas medidas de austeridade, mas apenas pela declaração de Mario Dragui, governador do Banco Central Europeu, que devido ao falhanço dos programas de ajustamento, garantiu que faria tudo o que fosse necessário para salvar o euro, inclusive comprar dívida pública dos estados endividados. “Dentro do seu mandato, o BCE está pronto para, custe o que custar, preservar o euro”, disse Dragui, em Londres, na Global Investment Conference, a 26 de julho de 2012. Depois de uma pausa muito curta, acrescentou: “E acreditem, será suficiente.”
O falhanço do programa passista-troikista é evidente: foram retirados mais de 27 mil milhões de euros da economia, pela via do corte dos salários, das pensões e do aumento de impostos. Esta brutal sangria só reduziu o défice público em 9 mil milhões de euros, como faz notar Rui Peres Jorge no seu livro Os 10 Erros da Troika em Portugal.
Como escreve o economista João Rodrigues, no Público, a solução da crise estava nas mãos dos Banco Central Europeu e podia ter sido acionada há muito, não fosse a cegueira ideológica e a vontade de baixar estruturalmente os ordenados de quem trabalha.
“Na altura, a política de inação do Banco Central Europeu (BCE) permitiu que a taxa de juro das obrigações do tesouro nacional a dez anos chegasse aos 16%, com a dívida pública a ultrapassar os 120% do PIB. Tal não permitia continuar a fazer face ao serviço da dívida. Havia a alternativa da reestruturação por iniciativa do devedor. As elites do poder optaram por aceitar uma reestruturação liderada pelo credor, com austeridade destrutiva associada.”
“Quase dez anos depois, em plena crise pandémica, a dívida ultrapassou de novo os 120% do PIB, mas a taxa de juro das obrigações do tesouro nacional a dez anos ficou-se por uns residuais 0,25% e assim permaneceu enquanto o BCE quis, pois é este que pode controlar indefinidamente a taxa de juro de toda a dívida denominada na moeda por si emitida. É tão simples que a mente quase que bloqueia. Retrospetivamente, a austeridade imposta a partir de 2010-2011, com centenas de milhares de postos de trabalho destruídos e com centenas de milhares de portugueses compelidos a emigrar, a par do aumento da pobreza, foi um evitável desperdício, feito em nome da consolidação de um modelo neoliberal”, escreve João Rodrigues.
Na altura, o governo de Passos Coelho só não
conseguiu ir mais longe, porque parte das medidas, como o corte de 10% das
pensões superiores a 600 euros brutos, foram condenadas pelo Tribunal
Constitucional, e o pagamento da TSU dos trabalhadores foi barrado por centenas
de milhares de manifestantes em 15 de setembro de 2012, que precederam os mais
de um milhão de pessoas que saíram às ruas a 2 de março de 2013, a dizer “Que
se Lixe a Troika!”.»
Nuno Ramos de Almeida no Diário de Notícias de hoje
sexta-feira, 1 de março de 2024
DOS REBOTALHOS E COISAS ASSIM...
Os governantes, os
intelectuais esqueceram que, há 500 anos, nascia um dos maiores vultos da
História portuguesa: Luís Vaz de Camões.
Na estrofe 145 do Canto X
de Os Lusíadas ele lembra a austera, apagada e vil tristeza das gentes
portuguesas e agora que, a passos muito rápidos, se aproxima o dia das eleições
para novo governo da nação, lembrar às mesmas gentes algo que Henrik Ibsen
disse: «prometer mudança, aafinal de contas, resume-se a mentir, por muito
respeitável que seja quem promete.»
No topo do texto, apresenta-se
a estrofe 145 do Canto x tirada da 5ª
edição de Os Lusíadas, organizada por Emanuel Paulo Ramos para a Porto Editora s/d, por onde,
começos dos anos 60, dividi orações e estudei as mais diversas aventuras gramaticais camoneanas e a lápis ainda estão
as notas tomadas no decorrer das aulas.
Este poema foi o pesadelo de muitos estudantes que passaram a odiar a poesia e acabando por não reconhecer, desconhecer Luís de Camões como um enorme nome da nossa literaturaa.
1.
São muito maus os políticos que, nas últimas
duas décadas, pelo menos, têm dirigido os destinos da Europa.
Esta semana, o presidente Macron, olhando o
descalabro trágico dos dias na Ucrânia disse, numa reunião em Paris de líderes
da União europeia e da NATO formou a opinião de que, para além de ajuda
monetária e de armas e munições, a Nato deveria começar a pensar em enviar militares
para a Ucrânia.
Declaradamente nenhum líder se mostrou favoravelmente à ideia, mas soube-se, pelos corredores, que membros dos países do leste europeu, sentados nas cadeiras do parlamento europeu, seriam favoráveis à ideia.
Como também não nos podemos esquecer que,
nas próximas eleições europeias, a extrema direita aumentará, quase brutalmente,
o número de deputados.
2.
Portugal exportou menos quantidade de azeite
mas, com a inflação, acabou por ultrapassar a barreira dos 1000 milhões de
euros.
Contudo em Portugal a subida do preço do azeite
está a provocar uma quebra no consumo. O preço já ultrapassa os 10 euros por
litro.
3.
No conjunto dos 27 países da União Europeia, Portugal é o país que está envelhecer a um ritmo mais rápido: 25% das pessoas com mais de 75 anos vivem sozinhas.
4.
No ano passado fecharam 16 lojas históricas de Lisboa, o número mais alto dos últimos anos.
O Restaurante Bota Alta, desde 1976, no Bairro Alto, será a próxima.
«Estamos a assistir a uma desfiguração total do Bairro Alto e também da cidade. Uma autêntica bandalheira, para a qual temos alertado, nos últimos dez anos, mas em relação à qual nada tem sido feito», acusa Paulo Cassiano, gerente do restaurante que encerrará devido ao aumento da renda mensal pedido pelo senhorio. De 1300 euros passaria para 11 mil.
5.
“Queria agradecer
daqui, deste comício, ao meu amigo
Pedro Passos Coelho por ter conseguido em poucos minutos explicado
a Luís Montenegro tudo o que eu ainda não consegui explicar em dois anos de
liderança”, disse perante os mais de 300 apoiantes que se reuniram numa sala de
eventos em Sever do Vouga. Aos olhos do líder do Chega, o que Passos fez foi um
“bom serviço à democracia”, que resumiu em poucas palavras: “Acho que Pedro
Passos Coelho fez bem em ter vindo para dizer à direita e aqueles que se dizem
de direita que o caminho não é por aqui. Basicamente o que Pedro Passos Coelho
disse foi ‘ponham os olhos no Chega’.”
Pouco antes, aos jornalistas, tinha sublinhado que “em 20 minutos Passos Coelho explicou a Montenegro como é que há dois anos devia fazer no PSD”, nomeadamente ao levar para o debate temas como a imigração, a ideologia de género e até a estabilidade governativa.
6.
Nos últimos cinco anos houve 10 008 profissionais que se reformaram no SNS e, destes, 3226 são médicos. O presidente da Associação dos Administradores Hospitalares lembra que o pico das reformas ainda está para chegar.
7.
Nas últimas legislativas, em 2022, a percentagem de eleitores que apenas decidiram o voto no dia das eleições foi de 14%, ou seja mais de 750 mil pessoas;
8.
Exportações portuguesas vão para países vizinhos para contornar sanções à
Rússia
De repente, de 2021 para 2023, as exportações portuguesas de produtos químicos
para o Quirguistão passaram de apenas 100 euros para mais de 80 mil euros e as
vendas de todos os bens nacionais para esse país passaram a ser quase oito
vezes maiores do que eram. A explicação? Exportar bens para o Quirguistão e
para vários outros países próximos da Rússia parece estar a ser uma forma de as
empresas europeias, incluindo as portuguesas, passarem ao lado das sanções
impostas ao comércio com a Rússia por causa da guerra na Ucrânia.
9.
A ideia de que Donald Trump está a ser usado por Deus para moralizar a América,
mesmo por causa e apesar de todos os seus defeitos, é uma crença tão forte que
quase faz equivaler o trumpismo a uma religião. Assente nesse dogmatismo, os
defeitos de carácter e os processos judiciais de Trump não abalam a convicção
de que todos nós somos pecadores à espera de ser redimidos e que o
ex-Presidente dos Estados Unidos é o escolhido por Deus para esta cruzada.
David P. Gushee, catedrático de Ética social
cristã na Universidade Livre de Amesterdão, disse: “Se procuras uma
justificação para alguma coisa, normalmente vais encontrá-la. Por isso, a ideia
de que Trump é muito provavelmente a escolha por causa da sua má folha de
serviço é uma prova ainda maior de que Deus o deve ter escolhido porque só Deus
faria algo tão grandioso, não é assim?”
10.
«Quando um país
já não tem anéis, sobram os dedos. Sempre houve gente nos governos capaz de
trocar o interesse público por 30 dinheiros. Agora trata-se de espoliar pessoas
dos seus bens e destruir a biodiversidade para enriquecer uma minoria em nome
de álibis "verdes". No passado, o poder de interesses influentes
arruinou a ferrovia, plantou autoestradas para ninguém, e pontes nos sítios
errados. Agora querem fazer de Portugal o Congo europeu do lítio e do
hidrogénio. Não é só mais uma crise do regime. O país está cada vez mais
vulnerável.»
Vitorino Soromenho Marques
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024
DOS REBOTALHOS E COISAS ASSIM...
Ontem começou a campanha para as eleições de 10 de Março.
Antes tivemos
uma pré-campanha que resultou num carrossel de debates televisivos.
Se já se
contabilizava um número, que varia entre os 16% e os 19% de indecisos que não
sabem em quem votar, depois do que ouviram, tão pouco saberão se querem votar.
Os pré-debates
apenas serviram para as televisões encherem chouriços.
Os debates davam
15 minutos a cada candidato e as televisões até às tantas davam pontuações e
sentaram nas cadeiras uma série de comentadores, a esmagadora maioria gente das
direitas, a falar de inocuidades.
Os temas dos debates nunca incluíram a cultura, a justiça, e extraordinariamente, a guerra na Ucrânia, a guerra no Médio-Oriente, como se estas guerras não nos digam respeito, não digam respeito a todas as vidas dos habitantes de todos os países do mundo.
1.
Diz o Expresso:
«Militares em “efervescência” ameaçam sair à rua se
polícias tiverem aumentos. Os sargentos admitem ir para a rua se Governo
mexer nos subsídios das polícias e esquecer a tropa.»
2.
Luís Montenegro prometeu em Vila Real, um dos distritos mais envelhecidos do país e muito dependente da agricultura, mais atenção para o setor primário e para o despovoamento. No teatro municipal, onde encerrou o primeiro dia de campanha eleitoral, comprometeu-se ainda a não cortar as pensões.
3.
Pedro Passos
Coelho estará esta noite num comício da AD em Faro.
A informação foi transmitida por Luís Montenegro aos jornalistas.
4.
Os lucros agregados dos quatro maiores
bancos privados a operar em Portugal somaram 3.153 milhões de euros
em 2023, num aumento de 81,9% face a 2022, segundo contas da Lusa.
Assim, a soma dos resultados líquidos destes bancos foi superior à registada no final de 2022 em 1.419,5 milhões de euros, continuando a ser impulsionados pelo aumento das taxas de juro nos créditos.
5.
O jornalista Fernando Alves vai receber a
Medalha de Mérito Cultural, atribuída pelo Governo português, em reconhecimento
pelo "papel crucial na promoção e divulgação da cultura e da literatura em
língua portuguesa", anunciou o
Ministério da Cultura.
A medalha, que reconhece o "inestimável
trabalho" do jornalista, numa vida "dedicada à rádio", será
entregue pelo ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva.
Fernando Alves, 69 anos, autor do programa
"Tão perto, tão longe", da Antena 1, soma mais de 50 de trabalho em
rádio.
"Porque é que
a Cultura vai sempre no fim dos noticiários? Porquê?", interrogava-se
Fernando Alves, em entrevista ao jornal Público, reconhecendo o anúncio do
Nobel da Literatura como uma das poucas exceções.
«Abrem os
noticiários às vezes com banalidades completamente patéticas, uma coisa que um
político disse na véspera e que já foi dita 20 mil vezes. Tens ali um tipo a
descobrir pólvora de outro calibre e fica [a Cultura] para o fim? É a velha
paginação do antes do 25 de Abril: Presidente da República, Governo,
Estrangeiro, Desporto, e Cultura nem conta. Porque é que estamos prisioneiros
dessa arrumação?»
6.
«Quem tem hoje entre 18 e 20 anos e vai votar pela primeira vez a 10 de
Março só conhece, por experiência própria, um país governado por António Costa
e pelo Partido Socialista. Não tem memória de governos anteriores, muito menos
do que foi a construção da democracia e ainda menos do que era um país onde ela
não existia. Não viveu o processo de integração na União Europeia (UE) e o
desenvolvimento do Estado social como hoje o conhecemos.
Os alertas dos jovens que votam pela primeira vez
Muitas das suas causas são frequentemente menorizadas — é o que muitos sentem,
como se lê no trabalho que hoje publicamos. Quantos às preocupações que não são
de hoje, a habitação, a falta de oportunidades, querem mudanças. Por isso, valorizam
o que é novidade, e essa, dizem os especialistas, é a explicação para que as
sondagens nos mostrem uma relação entre ser jovem e intenção de voto em “partidos
novos”, como o Chega, o PAN, o Livre, a IL.
Do editorial do Público de hoje.
7.
Palavras de José Saramago em Novembro de 2009:
«A extrema-direita está aí à espera à porta, e quando digo extrema-direita é uma palavra que não é para disfarçar, porque não quero disfarçar, mas repugna-nos dizer fascismo… Está aí, à espera à porta. Apenas estão a aguardar por uma oportunidade. A Itália é um caso claríssimo em que o fascismo já está no poder. Por isso, o que quero com os meus livros é desassossegar, desassossegar, desassossegar o espírito do leitor e não deixar que durma, despertá-lo. Pôr-lhe a mão no ombro e dizer-lhe: homem, mulher, rapaz, rapariga, desperta. Porque o mal está aí à espera, e depois não digam que não sabiam, que não tinham dado conta.»quarta-feira, 20 de dezembro de 2023
NOTÍCIAS DO CIRCO
«António Costa foi um mau primeiro-ministro, mas
Passos esteve, no mínimo, ao mesmo nível.
PS e PSD, que controlam este país há quase 50 anos, antes de atirarem pedras aos telhados um do outro deviam lembrar-se dos seus próprios telhados de vidro.»
domingo, 23 de outubro de 2022
NOTÍCIAS DO CIRCO
Poderá pensar-se que Pedro Passos Coelho ainda não digeriu o facto de,
tendo ganho umas eleições legislativas, coligado com Paulo Portas, tenha assistido depois ao passe de mágica de
ver o Partido Socialista governar o país em geringonça.
Essa azia tem vindo a impedir o regresso de Passos à política.
Marcelo Rebelo de Sousa nunca simpatizou com Pedro Passos Coelho e daí
partirmos para o que lhe deu na cuca para, assim num qualquer repente, desatar
a idolatrar o ex-primeiro ministro.
Primeiro, em Amarante, numa evocação dos 100 anos de Agustina
Bessa-Luís, considerar que o país ainda deve esperar muito do contributo de
Passos , na sexta-feira reafirmando que Pedro Passos Coelho é um activo politico
para o futuro e que apenas diz o que muitos portugueses pensam e pedem.
O Expresso desta semana, fora
da sua secção «Gente», disse a Marcelo que os elogios que fez a Passos não
terão sido bem recebidos pelo ex-primeiro-ministro,
De que terá medo Marcelo?
domingo, 16 de outubro de 2022
NOTÍCIAS DO CIRCO
Pedro Passos Coelho.
Acusou os portugueses de eternos kalimeros, convidou
os jovens à emigração, roubou valores importantes aos ordenados e reformas dos
portugueses, outras sacanices que agora não me apetece lembrar, passou além do
que a troika exigiu.
Marcelo aproveitou, ontem, uma lembrança da data centenária do nascimento de Agustina Bessa Luís para, em Amarante, para saudar Pedro Passos Coelho
que estava na primeira fila da assistência.
«Sendo tão novo, o país pode esperar,
deve esperar muito ainda do seu contributo no futuro, não tenho dúvidas.»
Já não paciência.
Há dias, os disparates sobre os casos de abuso sexual de menores nas sacristias das igrejas, agora esta sobre Passos Coelho, o enorme homem-político do nosso futuro.
Reparo ainda que ainda falta uma imensidão de tempo para que saia de Belém
segunda-feira, 29 de março de 2021
NOTÍCIAS DO CIRCO
Em
tempos de Troika (ainda se lembram da dita?) o governo de direita de Pedro Passos
Coelho e Paulo Portas, impuseram aos portugueses 12 dias de indemnização por
cada ano de trabalho (com o limite máximo de 20 anos).
O
PCP, o BE, o PAN e o PEV apresentaram propostas no Parlamento para a reposição
dos montantes e das regras de cálculo das indemnizações por despedimento dos
trabalhadores.
Há
dias, todas essas propostas foram chumbadas com os votos do Partido Socialista
e de toda a direita.
Aproveito
para roubar o título do poema do Alexandre O’ Neill:
«Que vergonha,
rapazes!»
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021
ELE ANDA POR AÍ...HÁ-DE CHEGAR!...
Quando acordou, disposto a continuar a (des)governar o País, Pedro Passos Coelho ficou a saber que durante a noite das eleições, António Costa mostrou-se, apesar de vencido,
disposto a formar governo.
Jerónimo de Sousa acrescentou que o Partido Socialista «só
não será governo se não quiser».
Aconteceu, então, um governo.
Paulo Portas, torcendo-se todo de humor e raiva,
chamou-lhe «geringonça».
Cavalgava a geringonça pelos campos fora e Pedro Passos
Coelho apressou-se a dizer que «o diabo há-de chegar».
Não apareceu, perdendo por falta de comparência.
Até porque, segundo dizem, o diabo não existe.
Deus também não.
São ambos construções do homem.
Dizem também.
Mas soube-se, agora, que Luís Montenegro, Paulo Rangel,
Miguel Pinto da Luz, mais uns quantos, anseiam
para que Pedro Passos Coelho regresse à política e venha salvar a Pátria do
Covid-19, do António Costa.
Eles vão rezando e fazendo figas para que esse regresso aconteça.
domingo, 26 de julho de 2020
ETECETERA
terça-feira, 12 de maio de 2020
NOTÍCIAS DO CIRCO
domingo, 13 de outubro de 2019
ETECETERA
Recortes do Público.
4.