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domingo, 7 de setembro de 2025

O SENHOR NÃO É BEM-VINDO!


 Ainda os incêndios, ainda Luís Montenegro.

Recorte do Público de 20 de Agosto de 2025.

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

À LUPA


 Os fogos são uma tragédia que se estendem a negócios vários. 

Alguns completamente desconhecidos.

A Lupa debruçou-se sobre o Editorial do Público, assinado por Sónia Sapage:
https://www.publico.pt/2025/08/26/opiniao/editorial/fogo-negocio-claro-sim-2145013
«Um dos negócios mais evidentes, e que se presta a confusões, é o dos meios aéreos de combate a incêndios. Quando o Estado tem de contratar empresas privadas para disponibilizar aviões e helicópteros, pagando quantias elevadas pela sua disponibilidade e horas de voo, é óbvio que, para essas empresas, quanto mais incêndios ocorrerem, maior é a procura pelos seus serviços.»

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

À LUPA


Um Agosto quentérrimo.

Pouquíssimos os clientes na esplanada do Café do Bairro,

mas o Dudu nunca falha e atirou para quem o quis ouvir:

No creo en brujas, pero que las hay, las hay.

Deixem o Luís continuar a trabalhar, a trabalhar, deixem, deixem, deixem…deixem… e vão ver o descaminho que isto vai levar…o país em chamas e as excelências da presidência e do governo a jantarem em Cacela Velha… gente fina é outra loiça… pois então…

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

O norte do país está, há dias, a arder.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, reúnem-se esta tarde, na Câmara Municipal de Faro,tendo em cima da mesa uma agenda com dois pontos: a declaração de inconstitucionalidade, por parte do Tribunal Constitucional, de cinco normas do projeto-lei relativo à imigração e os incêndios que assolam o país, e nada mais.

Também não estão previstas declarações no final da reunião. 

terça-feira, 29 de julho de 2025

QUOTIDIANOS


 O calor assola o mundo.

Ninguém quer saber dos sistemáticos avisos sobre as alterações climáticas que estão a destruir o planeta.

Breve resumo dos incêndios que assolam o país:

Mais de 1200 operacionais passaram a madrugada no combate às chamas nos incêndios que deflagraram em Arouca, Ponte da Barca e Penamacor, de acordo com a Proteção Civil.

Mais de 40 habitantes passaram a noite confinados na Ermida.

A aldeia de Fornos de Carvão foi evacuada pelas 4 horas, disse à Lusa fonte do Comando Sub-regional da Área Metropolitana do Porto.

Todos os anos ardem vastas áreas de floresta, casas. As temperaturas no interior do país atingem valores de 36, 37, 42 graus centígrados. O calor é insuportável. Ou o mundo recua nas emissões de gases de darbono, ou vamos assistir a catástrofes gigantescas que podem ceifar milhares de vidas direta ou indirectamente.

Os incêndios  já provocaram prejuízos elevados, matando gado, consumindo anexos e alfaias agrícolas, campos agrícolas, árvores.

O drama de grande parte dos incêndios serem provocados por mãos criminosas de gente que são meios-atrasados-mentais a quem uns energúmenos dão uns euros para uns copos e os mandam provocar incêndios.

sábado, 24 de maio de 2025

À LUPA


«…o problema não é como o incêndio começa, é porque é que ele não pára».

Henrique Pereira Santos, paisagista

domingo, 29 de setembro de 2024

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO

Em Junho, Mia Couto venceu o Grande Prémio de Conto Branquinho da Fonseca da Associação Portuguesa de Escritores pelo livro «Compêndio para Desenterrar Nuvens.»

António Rodrigues, a propósito deste novo prémio de Mia Couto, para o Público de 30 de Agosto, suplemento Ipsilon, realizou uma excelente entrevista com o escritor moçambicano.

«Fico sempre surpreendido quando ganho um prémio. Não é coisa de falsa modéstia, mas sinto-me bem não tendo essa expectativa de poder ganhar, senão o prazer de fazer o livros e de escrever.»

António Rodrigues pergunta a Mia Couto:

Já sabe como vai gastar o dinheiro do prémio? Tem algumas dívidas para pagar?

«Quando se trata de dinheiro, sou péssimo. E sou péssimo, porque, felizmente, tenho algum privilégio, olhando para o mundo e para a maior parte das pessoas, para quem o dinheiro é uma preocupação do quotidiano. Não sendo rico, não tenho, nunca tive essa preocupação. Acho que se fosse mais pobre também não teria, porque eu via pelos meus pais, que não era gente que vivia de maneira folgada, antes pelo contrário, que ali faziam-se contas, mas o meu pai, que era poeta, nunca as fez. Era a minha mãe que controlava esse lado da vida. Eu herdei um pouco do meu pai esta coisa de estar desamarrado, e é um grande privilégio.»

Como já disse: uma excelente entrevista e um tempinho ainda para o seu final:

«Para terminarmos, e como diz que a sua linguagem é a linguagem da poesia, gostava de lhe perguntar: qual foi o seu verso mais conseguido?
Não lhe sei responder, mas o primeiro poema que fiz foi ao meu pai e, mais tarde, quando o meu pai morreu, despedi-me dele por via da poesia e percebi que tinha voltado a um verso feito 40 anos antes e que falava dessa criatura que vivia numa varanda como se vivesse num palácio. Como não sabia o que fazer com ele próprio, ficava ali com as mãos estendidas como se recolhesse esse orvalho que imaginava estar a tombar do céu. O verso não é exactamente esse, mas isso perseguiu-me como a grande lição do meu pai: dar importância àquilo a que ninguém ligava. O meu pai, no meio da guerra colonial, andava à procura de pedrinhas e sementes e olhava os pelicanos que passavam. Ensinou-nos a ver o que não tinha importância para os outros».

1.

Em apenas três dias, 2024 tornou-se o quarto pior ano da década em área ardida.

Do Público de 18 de Setembro

2.

No seu programa da SIC intitulado Conversas Secretas, o escritor Baptista-Bastos popularizou a pergunta «onde é que você estava no 25 de Abril?». Esta pergunta foi o ponto de partida para a Fundação José Saramago que, no quadro das comemorações dos 50 anos da Revolução de Abril, inverteu a questão e lançou um ciclo de conversas com o mote «Onde estarias se não fosse o 25 de Abril?».

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

A LEVEZA TERRÍVEL DAS SUSPEITAS MONTEGRINAS


Alguém disse ao primeiro-ministro Montenegro que, nos cafés da província se diz que os incêndios são despoletados por uns tolos, por gentes sem qualquer ponta de escrúpulos que querem de qualquer maneira arranjar uns cobres para a droga, para o vinho, amalucados pagos por madeireiros.

E Montenegro, com Marcelo ao lado, pôs a pata na poça, e disse ao povo que o governo não daria descanso a esses energúmenos.

Daniel de Oliveira no Expresso:

«Montenegro conseguiu que tudo o que é político, do ordenamento do território à invasão do país pelo eucalipto, da economia da floresta às falhas iniciais destes incêndios, desaparecesse. Sem perguntas, com o Presidente como escudo e a ministra da Administração Interna fechada numa cave durante os dias mais críticos, fez do fogo posto o tema central, lançando suspeitas vagas e prometendo substituir-se à polícia. Assim, o Governo passou de ator político a vítima do crime, desviando as atenções para o que enoja todos. Em comparação com 2017, demonstra génio na comunicação política. Mas isso chega?»

Pedro Tadeu no Diário de Notícias:

« O antigo primeiro-ministro António Costa governava quando ocorreu uma enorme tragédia com incêndios. Todos sabemos que nesse ano de 2017, somando os incêndios em Pedrógão Grande, Oliveira do Hospital, Tábua, Arganil e outros, contaram-se 116 mortes.

Com o país em estado de choque, o então primeiro-ministro António Costa, apoiado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, prometeu uma verdadeira revolução na gestão florestal para a tornar mais resistente aos fogos; anunciou a obrigatoriedade dos proprietários rurais cortarem, todos os anos em maio, o mato que estivesse próximo de habitações; criou operações de limpeza e de abertura de faixas de contenção no meio do arvoredo; prometeu um grande recenseamento dos terrenos para se saber quem era dono do quê e para planear emparcelamentos que facilitassem a conservação dessas áreas; modificou o funcionamento da Proteção Civil e a sua ligação aos bombeiros criando uma entidade especializada no combate a fogos rurais; garantiu, na União Europeia, o apoio de reforços aéreos de combate a incêndios sempre que fosse preciso; lançou não sei quantas campanhas de sensibilização e vários sistemas de avisos das populações sobre incêndios, que foram da publicidade institucional às mensagens telefónicas que nos perturbam os telemóveis.Tivemos, depois desses e de outros anúncios, seis anos de relativo sossego florestal.

Sete anos depois vejo na televisão o atual primeiro-ministro, Luís Montenegro, apoiado pelo Presidente da República, o mesmo Marcelo Rebelo de Sousa de 2017, consternados com as, até agora, sete mortes provocadas pelos incêndios dos últimos dias.»

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

NOTÍCIAS DO CIRCO

Num artigo de Joana Amaral Cardoso, hoje no Público, pode ler-se:

«Há 20 anos pensou-se num acordo entre as TV para cobrir os incêndios. O efeito esbateu-se
á cerca de 20 anos, esboçou-se uma tentativa de acordo entre canais portugueses para harmonizar boas práticas na cobertura dos incêndios. A iniciativa foi da RTP; gerou polémica, ainda que tenha deixado algum lastro no ecossistema mediático. Porém, de pouca dura. Hoje, os directores de informação dos principais canais rejeitam a ideia — “absurdo”; “não é uma questão”. As televisões são alvos fáceis e recorrentes das críticas quanto à forma como cobrem os fogos e os últimos dias não são excepção. A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) lembrou na terça-feira que devem ser seguidos os princípios da sua directiva específica para os incêndios, com “respeito”.»

 A cobertura que as televisões estão a fazer dos incêndios é completamente escandalosa.

 Tudo aquilo é um absurdo.

 O jornalismo acabou!

 O capitalismo selvagem tomou conta dos media.

 E não é de hoje!

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

NOTÍCIAS DO CIRCO

Simplesmente deploráveis as comunicações do Presidente da República e do Primeiro-Ministro, após o Conselho de Ministros Extraordinário de ontem que, presidido por Marcelo, decretou o estado de calamidade para as aldeias, vilas e cidades que enfrentam o pesadelo dos incêndios.

Num tempo em que as palavras são quase inúteis ficou demonstrado, mais uma vez, a fraca qualidade dos políticos que governam os nossos destinos.

terça-feira, 17 de setembro de 2024

A CASA DA AVÓ ESTÁ A ARDER


 Um país a arder.

Todos os anos a mesma tragédia, a mesma angústia, as mesmas palavras dos governantes, as mesmas horas e horas e horas de transmissões televisivas, a repetirem as mesmas imagens, repórteres sem saber o que dizer mais perante tantas horas de transmissão.

Entrei no Largo da Memória do Luís Eme e copio o que li:

«O que dizer, num dia como hoje? 

Nada, talvez seja a coisa mais inteligente. 

Não vale a pena continuar a insistir  com os "lugares comuns" do costume, muito menos repetir o retrato do país, que teima em manter os maus hábitos de sempre. 

É mais um dia, daqueles, demasiado quente e demasiado triste.»

Há também no Público uma crónica de Adriano Miranda, tão simples, tão serena, tão trágica:

«No fundo da rua, ouvem-se gritos. Uma criança grita: – Bruno, a casa da avó está a arder! Somos o país que construímos. Somos o país que queremos.»

Legenda: fotografia de Luís Eme

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

NOTÍCIAS DO CIRCO

Os incêndios continuam a devastar o país.

Terá de existir uma qualquer razão para que o fogo ataque em todos os anos as terras das mesmas regiões.

Terras por limpar, caminhos que não se abrem para que em determinados locais os bombeiros possam deslocar os seus carros e materiais, tanto descuido, tanta leviandade, tantas promessas governamentais e autárquicas por cumprir.

No Público de joje pode ler-se:

«Cinco anos após o último incêndio ocorrido em Monchique, ainda há madeira queimada por retirar dos terrenos e o ordenamento florestal continua por fazer. O fogo, que começou há quatro dias em Odemira, entrou no concelho algarvio que é considerado o “pulmão” da região.»

sábado, 23 de julho de 2022

DOS REBOTALHOS E COISAS ASSIM...


 Um primeiro-ministro não pode ser um «clown».

Boris Johnson era um homem divertido. Apenas isso. Como os ingleses o escolheram para tão importante cargo, saberão dessas suas razões.

Antes de chegar ao número 10 de Downing Street sempre foi um mentirosos de causas diversas, uma delas o «Brexit».

Chegado a primeiro-ministro revelou-se um desastre, tendo-se enfiado nas mais diversas trapalhadas, muitas delas ocasionadas pelas pessoas que ele escolheu para o acompanharem na governação.

No discurso de despedida da Câmara dos Comuns não resistiu a clamar um «Hasta la vista, Baby», provocando uma gargalhada geral.

1.

O primeiro-ministro da Hungria, o ultranacionalista Viktor Orbán, considerado um dos mais fortes aliados de Putin, disse este sábado que a Ucrânia não vencerá a guerra contra a Rússia e que a paz não será alcançada antes das próximas eleições presidenciais nos Estados Unidos, em 2024.

2.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, admite o racionamento "obrigatório" do consumo de gás, no caso de "uma emergência". A presidente da Comissão falava na apresentação do plano de Bruxelas focado na "redução" do consumo de gás na União Europeia.

3.

Já se começa a pensar na reconstrução da Ucrânia. Uma estimativa do Governo de Kiev aponta para valores próximos dos 720 mil milhões de euros que sugere que os aliados terão de contribuir mas que a maior fatia dos encargos deve ser paga pelos fundos dos oligarcas russos congelados nos banco do ocidente.

4.

AGNR já deteve mais incendiários este ano do que nos 12 meses de 2021: 56 pessoas contra 52. Metade vive em Viseu, Vila Real e Guarda. Em 79% das situações, as chamas alastraram por negligência e em 21% a sua atuação teve como objetivo o de provocar o fogo.

Queimas e queimadas representam 62% das causas dos fogos deste ano

Arderam quase 58 mil hectares este ano. Mais do dobro que em 2021.

5.

«A região de Lisboa vem empobrecendo. Ela não resistiu à desindustrialização e perde centros de decisão privados que não ficam no território nacional. Grande parte dos cidadãos que nela habita vê as suas condições de vida degradarem-se. Até pode ter havido diminuição das desigualdades, mas num quadro global de empobrecimento. A Área Metropolitana de Lisboa, com mais de 3 milhões de habitantes, está em declínio. É pouco plausível que haja no país outra região com capacidades estruturais e dinamismo que compensem esta perda.»

Manuel Carvalho da Silva no Jornal de Notícias.

terça-feira, 19 de julho de 2022

DIAS INFERNAIS...


O país continua a arder.

Temperaturas extremas em Londres – Londres a cinzenta, quem diria? –  danificaram uma parte da pista de aterragem e descolagem do aeroporto de Luton, a 55 quilómetros de Londres. A pista esteve fechada durante quase duas horas e obrigou a desviar e atrasar voos.

Por cá, ficamos a saber que as altíssima temperaturas voltam amanhã.

Dou-me pessimamente com o calor. Quando trabalhava, mandava as férias sempre para Setembro.

Vou agora ter com a Autobiografia  Woody Allen para ele me contar da Primavera e do Outono em Central Park.

«Veja, o verão em Nova Iorque são más notícias. É quente, sufocante, estão todos fora, e sim, podemos andar de um lado para o outro com menos trânsito, mas é entediante, tendo todos os amigos partido e estando tudo pegajoso e húmido. De qualquer maneira, chega o outono e a cidade começa a mexer. Os nova-iorquinos regressam de férias, o tempo arrefece. Quando eu era miúdo, em Brooklyn, os verões eram uma dádiva, porque significava que não havia escola e eu podia jogar à bola todo o dia e ir ao cinema. Era divertido, mas mesmo então, o outono significava que todas as raparigas giras regressavam dos campos de férias, e embora o pesadelo dos livros e das aulas pairasse no horizonte, pelo menos havia alguma anatomia sigmoide para acelerar o fluxo sanguíneo.»

Pelos dias quentes, vou também ter com o Billy Wilder, no filme O Pecado Mora ao Lado.

A imagem que encima o texto, tem Marilyn, da janela olhando, o vizinho do andar de baixo

Quando Marilyn Monroe, a regar as flores, numa daquelas noites do Verão de Manhattan, quase espeta com um tomateiro na cabeça de Tom Ewel que, no terraço em baixo, lê o jornal.

Ele levanta-se com uma fúria desmedida, mas depara com o rosto de Marilyn entre os vasos de flores, e convida-a para uma bebida.

Marilyn aceita o convite e acontece este delicioso diálogo:

- Vou à cozinha vestir-me.

- À cozinha?

- Sim! Quando está calor guardo a roupa interior no congelador. 

sábado, 16 de julho de 2022

DOS REBOTALHOS E COISAS ASSIM...

Outras guerras.

Guerras antigas na Ásia, em África…

Milhares de manifestantes em Colombo, no Sri Lanka, romperam as barreiras policiais e ocuparam a residência oficial do presidente do País, precipitando a sua demissão.

A falta de comida, combustíveis e medicamentos é um dos sintomas mais evidentes daquela que é uma das piores crises económicas das últimas décadas, no Sri Lanka.

A fome e a crise continuam no Sri Lanka.

Entretanto o presidente do Sri Lanka Rajapaksa já fugiu do país, refugiando-se em Singapaura, e o Parlamento, no dia 20, elegerá o substituto o presidente corrupto.

Ucrânia, outra guerra, uma guerra sem fim à vista.

O primeiro-ministro da Hungria, o ultranacionalista Viktor Orbán, voltou a criticar a União Europeia pelas sanções impostas contra a Rússia pela invasão da Ucrânia, medida que, na sua opinião, vai causar uma recessão.

 O envio de armas de guerra dos países da NATO para reforçar as tropas de Volodymyr Zelensky, na Ucrânia, fez disparar o alarme nas polícias europeias. Há fortes suspeitas de que, juntamente com os refugiados que fogem da invasão russa, estejam a circular pela Europa operacionais das máfias ucranianas, aproveitando-se da livre circulação dos que sofrem na pele com o conflito armado iniciado em fevereiro. As autoridades temem que estes grupos criminosos estejam a preparar terreno para avançar com negócios ilegais de armamento em vários pontos da Europa.

1.

As televisões portuguesas são esgotos a céu aberto.

Tudo lhes serve para, durante horas e dias, invadirem os écrans com directos, seja a morte, por maus tratos, de uma criança, seja o futebol, sejam os incêndios que devastam o país.

Uma verdadeira vergonha, uma histeria inenarrável.

Nos dias que agora correm, florestas que ardem, casas destruídas, famílias que encontram abrigo em ginásios e estádios de futebol, e os repórteres televisisvos, quais abutres, perseguindo  os bombeiros para lhes arrancarem notícias sobre o evoluir dos incêndios, ou para saberem para que lado vai soprar o vento… 

Retenho uma repórter a entrevistar uma velhota, por trás a casa destruída, onde passou toda uma vida, e a pergunta: «como se sente?»

Lembro-me da tarde do 25 de Abril, a revolução a avançar e em pleno climax, um jornalista num começo de  palavrar com um capitão: não houve rendição por parte das forças que estão sitiadas…  O oficial rápido: “Porra! Vocês são uns chatos, não deixam de fazer perguntas. Uma senhora está a dar à luz e vão perguntar à senhora se ela está com dores?

É isso!

2.

Os 37 482 hectares de área ardida em Portugal desde o início do ano até quinta-feira, estão a fazer de 2022 o segundo pior ano da última década ao nível de fogos florestais, até ao momento.

3.        

O antigo secretário de Estado da Proteção Civil José Artur Neves e o ex-presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil Mourato Nunes foram acusados no caso das golas anti-fumo de autoproteção no âmbito do programa "Aldeia Segura - Pessoas Seguras, implementado na sequência dos incêndios florestais de 2017.

Yambém neste caso, o ex-ministro Eduardo Cabrita, deixou uma série de pontas soltas.

4.

O antigo banqueiro João Rendeiro, segundo dados fornecidos pelas autoridades, teria quase dez milhões de euros em contas bancárias que estavam congeladas na Suíça.

Estes dados foram fornecidos pelas autoridades suíças a Portugal, depois de terem sido pedidos pelo juiz Carlos Alexandre há mais de dez anos.

5.

A CP aconselhou as pessoas a não viajar de comboio nestes dias de calor.

O surreal  aviso-conselho foi entretanto retirado.

6.

A percentagem de pessoas em risco de pobreza aumentou de 16,2% para 18,4% entre 2019 e 2020.

Em 2020 um terço das famílias perdeu 25% do seu rendimento anterior.

domingo, 8 de agosto de 2021

OLHARES


 Terríveis e trágicos incêndios na Grécia, Turquia, e Califórnia.

As televisões dão imagens do que vai acontecendo.

Numa noite, Greenville, na Califórnia, foi destruída quase por completo.

Uma velha habitante consegue dizer ao repórter;

«Sou saudável, vou recomeçar do zero, mas vou conseguir.»

sábado, 27 de julho de 2019

ETECETERA


Havia histórias de encantar, histórias de deixar os olhos muito abertos, histórias de impossibilidades mas em que a gente catraia acreditava.
Fez agora 50 anos que o Homem pisou a lua.
Mas muito antes, TinTim já lá estivera.
A catraiada leu e viu.

1.

O meu avô dizia que a profissão de advogado é pau para toda a obra.
O advogado Pedro Pardal Henriques, condutor de carros de luxo, assentou praça como  vice-presidente de um recente sindicato de motoristas de camiões de matérias perigosas, algo incomum no movimento sindical.
Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP-IN, disse: «Criar sindicatos está a ser uma área de negócio.»
Vieira da Silva, Ministro do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, disse que estes novos sindicatos «são um factor de perturbação.»
O advogado Pardal foi a cara que apareceu frente às televisões naqueles dias em que os camionistas em greve paralisaram o país por aumentos salariais e melhores condições de trabalho,
Em recente congresso, o advogado Pardal disse que era preciso aproveitar as eleições, que estão à porta, para reivindicar mais aumentos.
Em Agosto vão fazer nova greve.
O governo entrou em ziguezague.
O que vai acontecer ainda não está muito claro.
A greve é um direito dos trabalhadores mas todos temos que estar atentos ao oportunismo dos advogados pardal.

2.

O centro do país volta a ficar em chamas… apesar de tudo.
Dramático!

3.

Numa maratona parlamentar, a Assembleia da República, aprovou um projecto de resolução do Partido Comunista que recomenda a classificação da obra de José Afonso como de interesse nacional.
A proposta reuniu o apoio de todos os partidos com excepção  do Partido Socialista que se absteve,
Do porquê das razões da abstenção o PS remeteu-nos para uma declaração de voto.
Não li.
Mas também não vou querer ler.

sábado, 11 de agosto de 2018

ETECETERA


Este é um pormenor da 10ª página do Público de 2 de Agosto onde se podia ler que se previam riscos extremos de incêndio no Algarve para os próximos dias.

No dia seguinte começou a lavrar o incêndio da Serra Monchique.

Durante uma semana viveram-se horas de pânico.

As entidades municipais estimam que arderam 27 mil hectares hectares, centenas de habitações e outras estruturas ficaram  destruídas e houve a necessidade de evacuar diversos centros populacionais.

Também o palavreado de governantes diversos.

Promessas e mais promessas.

Agora é que vai ser.

Interessante deixar o registo de duas crónicas publicadas no Diário de Notícias on-line:

Uma de Ferreira Fernandes:


Outra de Pedro Tadeu:


Há semanas os jornais deram conta de que meia dúzia de energúmenos se aproveitaram dos dinheiros dados pelos portugueses para a reconstrução de casas em Pedrógão, para, à boleia, reconstruírem barracões e casas secundárias em que ninguém vivia há dezenas de anos.

Feios, porcos e maus.

Gente que não merece o ar que respira.

Mas somos assim.

Sempre assim fomos, pois então.

Recortes do Expresso:


terça-feira, 7 de agosto de 2018

MONCHIQUE EM CHAMAS


De 500 incêndios que deflagraram desde sexta-feira só resta o de Monchique que continua incontrolável e está a ser combatido por 1150 operacionais, apoiados por 342 meios terrestres e 15 aéreos.

Em algumas localidades da zona de Monchique, as populações continuam a abandonar as suas casas.

Da reportagem do Diário de Notícias on-line:

«Fizemos tudo, tudo, tudo o que devíamos fazer.diz Hélio Guerreiro, que na noite de ontem viu as chamas engolirem uma parte da sua casa e todos os sobreiros e medronheiros que garantiam o sustento da família. «Limpámos os terrenos todos em maio e gastámos uns bons milhares de euros com a brincadeira. As estradas aqui tinham sido limpas, água não nos falta, fizemos sempre o que nos disseram. E perdemos tudo à mesma».

O ministro da Administração Interna anunciou, a passagem do comando do dispositivo de combate ao fogo de Monchique do comandante distrital para as mãos do comandante nacional. Uma decisão que acontece quando a estratégia do comandante distrital de Faro está a ser criticada.

sábado, 4 de agosto de 2018

ETECETERA


A passagem de Pedro Santana Lopes sempre deu origem a episódios circenses.

Saio. Não saio.

Mas, preto no branco, já disse que agora é de vez.

Amanhã, em carta, dirá das razões.

A caminho, está a firme intenção de formar um novo partido político.

Marcelo Rebelo de Sousa, de férias nas zonas atingidas pelos incêndios no passado ano, disse às televisões que não se quer imiscuir na vida dos partidos, mas deixa recado de que a oposição não se deve fragmentar.

Entretanto a oposição interna a Rui Rio conhece outros contornos.

Para além do sempre eterno Luís Montenegro, perfila-se agora Pedro Duarte , já foi líder da Juventude Democrata, também director da campanha presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa.

Diz que O PSD tem de mudar de líder e estratégia «tão cedo quanto possível», e declara-se preparado para assumir a liderança partidária.




O país, nestes primeiros dias de Agosto está sob uma vaga de calor infernal.

Lisboa registou hoje temperaturas de 40 e 42 graus A temperatura mais alta este sábado em Portugal registou-se em Alvega, no distrito de Santarém, que chegou aos 46,8 graus.

Entretanto, ao findar da tarde, a Protecção Civil deu conta de três fogos no distrito de Santarém e no local estão 172 homens, 45 viaturas e três aviões.

Pior é a situação do incêndio que, desde sextra-feira, lavra na Serra de Monchique.

Por precaução continua a ser feita a retirada de alguma população para locais mais seguros.

O vento forte e as constantes mudanças de direcção dificultam imenso o trabalho dos 719 operacionais, apoiados por 139 viaturas e sete meios aéreos que estão no terreno.

O DELFIM PINHO

Manuel Pinho, o ex-ministro de José Sócrates foi há dias à Comissão de Economia e. para além de alarvidades e piadas de mau gosto, recusou-se a falar da sua relação com o Grupo Espírito Santo ou de como recebia, em simultâneo, dinheiro de Ricardo de Salgado e do estado.
Luís Marques, no Expresso de 21 de Julho, escreve sobre os «Delfins de Ricardo Salgado»:

A FECHAR

Num curto espaço de tempo, perdemos duas das mais importantes personalidades da nossa intelectualidade: António Arnaut (21 de Maio) e João Semedo (17 de Julho).

Dois políticos como já não vamos tendo, dois defensores do Serviço Nacional de Saúde que tantos querem ver despedaçado.

Dois homens de excepção, dois homens que, nos tristes tempos que vão correndo, nos fazem muita falta. Muita mesmo.