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Rasga, queima, enterra...

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Dizem que jamais devemos nos arrepender do que fazemos... E, sim, do que não fazemos. Tenho minhas teorias sobre isso... E uma espécie de “ritual” que criei lá na minha adolescência. Certa feita (legal essa?), quando eu tinha uns quinze anos, comecei a namorar um primo de uma amiga minha. Estávamos lá jogando vôlei na nossa rua (fiz isso, por incrível que pareça!), e de repente: Virei meu pé! E o rapaz me socorreu. Como um príncipe encantado que vem em socorro da donzela ferida, ele me carregou (era possível naquela época) e aí, como mocinhos de uma história de amor começamos a namorar... parecia tão romântico e a propósito. Só parecia. Acrescento que durou pouco. Um pouco que foi até demais. Isso porque ele era por demais meloso, pegajoso, grudento mesmo. E eu comecei a desejar, com todas as minhas forças, que as férias dele na casa da tia acabassem o mais breve possível. E mais, de repente o jeito dele me parecia tão... tão... “bicha”. Ou eu que passei a olhar pra...

Histórias do ponto de ônibus

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Logo que cheguei ao ponto de ônibus, percebi que havia um coco (se acentua ou não isso?) de pombo bem no meio do banco. Afastei-me para um cantinho e sentei. E pus-me a observar os arredores. Percebi que vinha apressada, subindo a rua, uma senhora de cabelos brancos com uma folha de papel nas mãos. Ela chegou ao ponto, olhou e arrumou o papel no banco. Mas sentou-se ao lado dele e não encima. E reclamou comigo da sujeira dos pássaros. Eu concordei que de fato, era um incômodo. Fiquei pensando comigo pra que aquele papel... Logo vi que vinha subindo a rua uma outra senhora, desta vez não tão apressada. Com passos muito lentos e apoiando-se numa bengala. Logo que chegou ao ponto foi logo reclamando com a outra: - Irani, você não arrumou direito o papel! Desdobre isso, assim não consigo me sentar. - É que tem uma titica de passarinho aqui do lado. - Titica de passarinho... Bem feito! Você devia ter sentado encima, Irani, que seria bem merecido, pois vale menos que uma titica. - E foi se ...