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terça-feira, outubro 23, 2012

Não sei do que é que ele estava à espera...

Ao final do dia:

- então filho! como correu o teste?!
- oh! foi canja! nem foi o dia todo! foi só um bocadinho de manhã!

segunda-feira, outubro 22, 2012

Por esta hora...

tenho os dois a fazer um teste de língua portuguesa (cada um o seu obviamente). É a estreia dele nestas andanças e já deu para ver que leva isto tudo muito mais "a sério" que a irmã.


Eu tenho uma opinião muito forte sobre a atual forma de ensino e avaliação deste país mas é daquelas coisas que guardo para mim (e quanto muito para as professoras dos meus filhos) mas vou fazendo o meu papel e apoiando-os da forma que acho melhor para atingirem as três coisas que mais acho importantes nesta caminhada:  gostar de aprender, não perder a curiosidade e serem responsáveis pelo seu trabalho.


As notas dos testes, os quadros de honra e as excelências que me perdoem, mas um bom aluno para mim (e posso ser a única a pensar assim que não é isso que me demove) é aquele que não desiste face a uma dificuldade, trabalha, sabe pensar e tem curiosidade por saber mais do que lhe é apresentado, o que é muito diferente de ter notas fabulosas nos testes (e digo isto mesmo tendo tido sempre notas muito altas e ela já tendo pertencido ao quadro de honra e também ter tido sempre notas muito boas mesmo).

No dia em que eles tiverem de abdicar de ser crianças e de experimentar coisas novas, passear, brincar ou simplesmente não fazer nada apenas porque têm uma nota a atingir e sentirem-se mal por isso (não confundir com o não quererem fazer os deveres ou de estudar para o teste só porque querem brincar), será sinal que chumbei no desafio que me lancei.


Esta caminhada é deles, mas nós vamos ali, pertinho, quase ao lado, a tentar manter-lhes o equilíbrio entre a brincadeira e a obrigação. Porque a nossa vida vai ser sempre assim, cheia de obrigações e com muita vontade de brincadeira, e, a frustração instala-se quando da obrigação não conseguimos retirar nenhum prazer. E esta é uma caminhada que nem sempre se alinha com o ensino padronizado...

segunda-feira, setembro 24, 2012

Conversas com ele...




- Mãe, eu hoje trouxe o mesmo que a mana trouxe para fazer... trouxe PSP para fazer... acho que é PSP...
- PSP?
- sim, mãeee! oh mãeeee, PÊ ÉSSE PÊ!!!
- aaahhh TPC!
- isso!

Tenho um filho de Lilliput...


É que pelo tamanho da letra, só pode.

quarta-feira, setembro 19, 2012

TPC's...

- mãe, diz assim "Miiiguéeel! Miiiguéeel!" para eu conseguir fazer esta linha mais depressa!



[com ela bem posso fazer claque, agitar pompons ou entoar hinos de incentivo que a coisa é sempre para demorar]

segunda-feira, setembro 17, 2012

Primeiras vezes...


Hoje começaram a aprender a letra i. Hoje trouxe os primeiros TPC. Hoje percebeu que faltava "muito pouco" para saber ler e escrever. Hoje vi aquele brilho nos olhos de quem está à entrada de um maravilhoso mundo novo. Hoje o meu coração encheu-se mais um bocadinho.


[e também sossegou um bocadinho quando percebeu que ele não sai à irmã no vagar a fazer os deveres... ufa...]

Hoje não assisti a resistências para ficar na escola...

foi o pai que os levou.


[mas ainda assim hoje já correu muito melhor. o pai deixou-os à entrada da escola e lá foram os dois juntos, lado a lado, para a escola e depois para as suas salas que ficam quase frente a frente. ajudou estar a chegar um colega dele quando ele começou a resistir. ajudou também saber que eu tinha saído mais cedo de casa para o poder (espero!) ir buscar mais cedo.]

sexta-feira, setembro 14, 2012

E ao quinto dia...

a rotina instalou-se, a excitação da novidade começou a diminuir e lá surgiu a dificuldade em se separar e a consequente choradeira.

Terceiro dia 1...

Na quarta-feira foi dia de conhecer uma nova constituição de turma, uma nova sala e uma nova professora. Entrou, escolheu o lugar e passado um pouco viemos embora como se o ali tivéssemos deixado sempre.

Quando o pai o foi buscar ele estava super entusiasmado mas pouco mais partilhou a não ser que queria ficar naquela sala e com aquela professora para sempre. Ontem no entanto, assim que acordou, uma das primeiras coisas que disse, foi que no dia anterior tinham feito muitas (três) fichas e que ele tinha feito tudo "num minuto" mas que alguns meninos não tinham conseguido fazer tudo porque "era mesmo muita coisa!". Sentia-se orgulhoso por ter sido capaz e por já conseguir escrever o seu nome completo em manuscrito seguindo a cábula feita pela professora para cada um deles, "há partes que já sei mãe, mas há outras que tenho de ver como é!".

Ontem já o sentimos um pouco mais mimoso na despedida. É típico dele, depois da novidade volta aquela vergonha característica e é por isso que muito provavelmente mudaremos a rotina matinal e começam já a entrarem apenas os dois na escola. Às vezes é mesmo preciso um empurrão para fora do ninho para os podermos ver voar livres e confiantes.

Conversámos com a professora que confirmou o pouco que ele contou e senti de novo aquela sensação de que tudo vai correr bem e que voltámos a ser presenteados com uma professora atenta, preocupada e exigente.

segunda-feira, setembro 10, 2012

Dia 1...

O primeiro dia de um quarto ano é um tudo nada diferente do primeiro dia de um primeiro ano.




[para eles, porque para mim a excitação é a mesma... ai quem me dera poder ser omnipresente durante as próximas horas...]

sexta-feira, setembro 07, 2012

Dia 0...


E a emoção da descoberta do que é novidade.

[aquela também vai ser minha professora? e aquele é professor de judo? tem cara de professor de judo... mas estes livros todos são mesmo para mim? estes todos? não há nenhum para a mana? e eu posso mesmo escolher o meu lugar? quer dizer, posso escolher se não for o último a chegar, não é? porque se for o último tenho que ficar com o que houver!]

quarta-feira, setembro 05, 2012

1º B

E a história repete-se. Que seja um bom augúrio para ele, já que com ela também o foi.

sexta-feira, julho 27, 2012

Hoje...

é o último dia dele* no pré-escolar.

Hoje, é o último dia que tenho um filho no pré-escolar.

Hoje, eu queria ter tirado uma foto para registar este facto, para ilustrar este post, mas para não variar as manhãs são sempre ao contrário, sempre com alguma coisa a ficar para trás, sempre com uma boa dose de correria à mistura à hora de saída por mais cedo que acordemos todos.

Hoje é o nosso último dia de cookiescola, mas nem nós deixamos a cookiescola para sempre, nem a cookiescola nos deixa e este dia é apenas o fechar de um capitulo e o começar de outro.

Assim sendo, a foto que não fiz e queria ter feito, surgiu a meio da manhã e aqui está ela, a ilustrar este facto, este post, porque nestas coisas não há palavras que se comparem à força de sorrisos misturados.


Porque há colos que duram para sempre. E o nosso coração transborda de afetos.

Hoje é, definitivamente, uma sexta-feira fantástica que não se vai esquecer.



* a escola não fecha, ele é que vai de férias e só regressa em Setembro.

sexta-feira, maio 25, 2012

Projeto Bombeiros...

Este já deve ser dos últimos (se não o último) projetos da sala dele e não podia ter sido escolhido mais à sua medida (ou não fosse ele conhecido por cookiebombeiro).

Assim, lançaram-se na recolha de materiais relacionados com os bombeiros pelas famílias e restantes salas, para construírem o seu próprio quartel de bombeiros, e, nós decidimos fazer um verdadeiro 2 em 1 e reunimos esta atividade à atividade em família da semana (que era sobre o trabalho em equipa) e fizemos verdadeiras labaredas para que possam combater como verdadeiros bombeiros.




Há um menino que está para lá do ponto de combustão com este projeto... tão bom.

quarta-feira, maio 16, 2012

Eu não choro...

Perdi a capacidade de chorar há muito tempo e as poucas vezes que chorei nos últimos doze anos foi sempre em situações limite. Poucas portanto, pouquíssimas, que se contam pelos dedos de uma mão (e ainda sobram dedos provavelmente).

Hoje tive pena de não saber chorar. De não conseguir mostrar também dessa forma o quão emocionada estou com o que se aproxima, com o que vivemos hoje, com o que experimentámos nos últimos seis anos. Hoje, enquanto abraçava a Sofia no final da nossa reunião de pais, a educadora que nos ajudou nestes últimos cinco anos a fazer os nossos filhos as crianças que são - e a cimentar as bases dos adultos que irão ser no futuro; a amiga que fiz para a vida, e, a nossa fonte de inspiração para tanta coisa que não só a educação dos nossos filhos, hoje, enquanto lhe apertava os soluços com o peito e lhe apanhava as lágrimas com os ombros, eu queria ter chorado. Queria, mas não o sei fazer.

Queria ter chorado, porque não tenho palavras para descrever o quanto ela é importante para nós, o quanto todas as pessoas que formam a família do colégio são importantes para nós, o quanto o colégio se tornou uma casa para nós.

Não tenho palavras suficientes nem lágrimas para mostrar que eu também não sei lidar com a despedida final. Que não sei dizer adeus. Que não tenho forma de agradecer tudo o que foram, são e irão certamente continuar a significar para nós.

Hoje tive pena de não saber chorar porque se chorasse era mais fácil mostrar que eu também estava (estou) assim, frágil. Mas não choro, e sorrio, e fico ali a dar força enquanto o meu coração transborda com tudo o que eu sinto por esta família.

Eu gostava de chorar porque assim não precisava de escrever. Mas não consigo.

terça-feira, maio 15, 2012

Filho de pragmático, pragmático é...

Hoje foi dia de apresentação de um projeto de investigação levado a cabo por um grupo de meninos da sala do Miguel. Os patos comem peixe?, foi a pergunta colocada em janeiro, e hoje, depois de uma grande investigação sentaram-se todos perante uma plateia ávida de informação.

Um por um, todos tiveram o microfone na mão e falaram, com uma segurança que lhes invejo, um bocadinho sobre como surgiu a ideia do projeto, dos passos que deram, das ideias que tiveram, de quem os ajudou a descobrir a resposta, dos meios que usaram e da conclusão a que chegaram.

Adorei, mas não resisti a uma gargalhada, quando num dos muitos posters por eles elaborados, vejo a seguinte proposta para se descobrir se os patos comem peixe ou nem por isso:
«Comprávamos um pato e comprávamos um peixe - depois víamos se ele comia o peixe.», Miguel
Não há frase/ideia que o descreva tão bem como esta.


[e sim, os patos marinhos comem peixe]

domingo, março 04, 2012

Serviço público...

Quando a memória nos prega partidas em questões mais técnicas e não queremos passar vergonhas a passar revisão aos tpc de língua portuguesa, conjuga-me é uma das soluções.

E para não se baralharem nem os baralharem a eles com os baralhanços do AO o conversor online da Porto Editora é outra boa solução.

[se conhecerem outras fixes além dos dicionários, olha aí a caixa dos comentários à espera ;)]

domingo, fevereiro 12, 2012

Do ter uma filha no 3º ano...

Ter como música de fundo uma criança (ou duas) a cantar em plenos pulmões e em modo non stop o hino de Portugal.

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

A visita do Peludo...


O Peludo anda a correr as casas dos meninos da sala do Miguel. Hoje veio dormir na nossa e com ele trouxe um caderno para colarmos as memórias fotográficas desta dia e uma história de quando os pais dos meninos eram eles próprios pequeninos.

As fotos até que não correram mal e variaram entre ele de joelhos com as mãos no queixo e ele de joelhos com as mãos no queixo, agora a história... Mas porque é que só me lembro de histórias em que fiz asneiras?!

Ai que estou tão tramadinha!