tenho os dois a fazer um teste de língua portuguesa (cada um o seu obviamente). É a estreia dele nestas andanças e já deu para ver que leva isto tudo muito mais "a sério" que a irmã.
Eu tenho uma opinião muito forte sobre a atual forma de ensino e avaliação deste país mas é daquelas coisas que guardo para mim (e quanto muito para as professoras dos meus filhos) mas vou fazendo o meu papel e apoiando-os da forma que acho melhor para atingirem as três coisas que mais acho importantes nesta caminhada: gostar de aprender, não perder a curiosidade e serem responsáveis pelo seu trabalho.
As notas dos testes, os quadros de honra e as excelências que me perdoem, mas um bom aluno para mim (e posso ser a única a pensar assim que não é isso que me demove) é aquele que não desiste face a uma dificuldade, trabalha, sabe pensar e tem curiosidade por saber mais do que lhe é apresentado, o que é muito diferente de ter notas fabulosas nos testes (e digo isto mesmo tendo tido sempre notas muito altas e ela já tendo pertencido ao quadro de honra e também ter tido sempre notas muito boas mesmo).
No dia em que eles tiverem de abdicar de ser crianças e de experimentar coisas novas, passear, brincar ou simplesmente não fazer nada apenas porque têm uma nota a atingir e sentirem-se mal por isso (não confundir com o não quererem fazer os deveres ou de estudar para o teste só porque querem brincar), será sinal que chumbei no desafio que me lancei.
Esta caminhada é deles, mas nós vamos ali, pertinho, quase ao lado, a tentar manter-lhes o equilíbrio entre a brincadeira e a obrigação. Porque a nossa vida vai ser sempre assim, cheia de obrigações e com muita vontade de brincadeira, e, a frustração instala-se quando da obrigação não conseguimos retirar nenhum prazer. E esta é uma caminhada que nem sempre se alinha com o ensino padronizado...