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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Nunca digas nunca

Acabei de entregar a minha casinha à Remax. Sempre disse que Remax: nunca!! Agora morde.
Contra tudo e contra todos. Ninguém gosta da Remax (das pessoas que me contactam), mas que as Remax proliferam lá isso...
Se não resultar na Remax passo para Era. Acho um piadão colocarem na placa 'já Era'. Mas desta vez fui pelo racional e não pelo emocional. A agência fica perto de onde moro, de onde trabalho e tem boas referências. 

Durante uns meses vou ficar 'livre' de chamadas diárias de outros agentes, investidores em fúria e compradores sem dinheiro (sim, eles existem e são a maioria). Que descanso!!!

A gota de água deu-se quando um investidor começou a inventar tantas obras em casa que o valor que eu pedia teria de ser reduzido em 20% para conseguir fazer face à despesa e ainda retirar lucro. A conversa foi tão surreal que eu acabei por dizer que mesmo oferecendo a casa a custo zero, ainda lhe saía cara. Pronto, não nasci para isto. Eu faço os projectos, os bonecos, mas não me peçam para os vender. Não há pachorra para chicos-espertos.

E as pessoas que gostam muito da casa, mas só têm x valor para oferecer? E olhem que eu já baixei muito o preço...

Ninguém consegue acreditar que eu ainda não vendi o meu apê. Toda a gente achava que ia ser vendida num piscar de olhos (até eu!!). Mas não. Os portugueses querem pechinchas, resta-me virar para o mercado internacional. Para que fique esclarecido, eu tentei. Tentei mesmo. Depois não me venham dizer que o centro de Lisboa está entregue a estrangeiros. Estou a pedir pela casa o mesmo valor que a comprei, sem especulação. 

Agora vou tentar não pensar muito no assunto que é para ver se é desta que o meu cantinho passa de mãos. Às vezes penso se não será um sinal...para não vender. Será que devia arrendar? Será que...Bem, logo se vê. Daqui a uns meses!

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Pus a minha casinha à venda

Há uns três meses que pus um anúncio na internet. Telefonemas de manhã à noite de agentes imobiliários para angariar o apartamento (que insistentes e desesperados!!). Até houve uma agente que se deu ao trabalho de arranjar um falso investidor para me convencer a assinar um contrato de angariação exclusivo. É preciso ter muito cuidado, mesmo.

Alguns investidores também vieram ter comigo directamente, mas querem pechinchas, que não é o caso. A ideia de me enfiarem pessoas que não vão estimar a casa como eu deixa-me com sentimentos de culpa. Eu sei que é uma casa, mas de certa maneira faz parte de mim. Estão muitos pensamentos, vivências e sentimentos ali contidos, não é mesmo?

Depois lá me decidi a pôr uma placa na varanda a dizer VENDE-SE. Desde a primeira hora começaram logo a ligar-me pessoas a perguntarem qual o preço, as áreas, etc. Já fui mostrar a casa a uma boa dose de pessoas (desde a cuscos a pessoas mesmo interessadas), mas ainda não a vendi. Na realidade ainda não apareceu uma pessoa igual a mim: jovem estudante de outra cidade e que decidiu empregar os seus euros numa renda ao banco em vez de dar o mesmo valor por um quarto e no fim ficar não ter propriedade de nada. Eu tive essa oportunidade graças aos meus pais, que não sendo ricos, aplicaram o valor que receberam da casa da minha avó e dar como entrada para a minha casinha.

Agora o que me pasma é pessoas ligarem-me a achar que o prédio está todo à venda, quando se pode notoriamente ver que estão lá pessoas a morar. E um prédio à venda, naquela zona, nem precisava de placa que antes de anunciar já estaria vendido.

Entretanto vou ouvindo os elogios à casa ao mesmo tempo que se lamentam de ser muito cara. Eu aconselho-as a fazer uma pesquisa na internet por imóveis do género, na zona, para terem a percepção do valor de mercado. Ali não há pechinchas, nem quando a comprei foi barato, muito menos seria agora.

E mais...não tenho pressa. A pessoa certa chegará.